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  • Atractosteus: o gigante primitivo das águas doces

    Atractosteus: o gigante primitivo das águas doces

    Nas águas calmas de rios e lagos da América do Norte e Central, habita um dos peixes mais extraordinários do planeta: o Atractosteus, popularmente conhecido como peixe-jacaré ou gar. Este impressionante predador aquático representa um verdadeiro portal para o passado, sendo considerado um “fóssil vivo” que mantém características praticamente inalteradas há milhões de anos.

    O Atractosteus spatula, a maior espécie do gênero, é verdadeiramente um gigante das águas doces. Este peixe primitivo pode alcançar proporções espetaculares, chegando a medir até 3 metros de comprimento e pesar mais de 150 quilos. Registros anedóticos sugerem que alguns exemplares podem ser ainda maiores, estabelecendo o peixe-jacaré como um dos maiores peixes de água doce da América do Norte.

    Com sua cabeça achatada e focinho alongado repleto de dentes afiados, o Atractosteus pode facilmente ser confundido com um jacaré à primeira vista. Sua aparência intimidadora não é apenas estética: este predador está perfeitamente adaptado para a caça em seu ambiente aquático.

    Características evolutivas únicas

    O que torna o Atractosteus verdadeiramente especial é sua condição de peixe primitivo. Pertencente à família Lepisosteidae e à ordem Lepisosteiformes, este peixe possui uma característica evolutiva fascinante: uma bexiga natatória modificada que lhe permite respirar ar atmosférico em certa medida. Esta adaptação representa um elo evolutivo crucial na transição dos vertebrados aquáticos para os terrestres.

    As escamas ganóides do Atractosteus são outro vestígio do passado. Essas escamas, compostas por uma camada externa de ganoína brilhante sobre uma base óssea, são extremamente resistentes e oferecem proteção superior contra predadores e ferimentos. Esta armadura natural é uma característica que seus ancestrais pré-históricos também possuíam.

    O gênero Atractosteus apresenta distribuição geográfica diversificada. O A. spatula habita principalmente os estados do sul dos Estados Unidos, sendo encontrado em grandes rios, lagos e pântanos. Já o A. tropicus, conhecido como gar tropical, distribui-se desde o sul do México até a Costa Rica, ocupando as bacias de drenagem do Caribe e do Pacífico na América Central.

    Estes peixes demonstram notável adaptabilidade, sendo encontrados tanto em ambientes de água doce quanto salobra. Preferem águas calmas com vegetação abundante, onde podem emboscar suas presas com eficiência. Sua tolerância a diferentes condições ambientais contribui para sua sobrevivência através de eras geológicas.

    Comportamento alimentar e reprodutivo

    O Atractosteus é um predador oportunista e voraz. Sua dieta consiste principalmente em peixes menores, crustáceos e ocasionalmente aves aquáticas. Sua estratégia de caça é baseada na emboscada: permanece imóvel entre a vegetação aquática até que uma presa se aproxime, quando então ataca com velocidade surpreendente.

    A técnica de caça do peixe-jacaré é refinada e eficiente. Com seu focinho alongado e dentes pontiagudos, ele consegue capturar presas com precisão milimétrica. Seus olhos, posicionados na parte superior da cabeça, permitem que observe a superfície da água enquanto permanece parcialmente submerso.

    Uma das características mais intrigantes do Atractosteus é sua longevidade. Estes peixes podem viver várias décadas, com alguns exemplares registrados vivendo mais de 50 anos. Seu crescimento é relativamente lento, mas constante ao longo de toda a vida.

    A respiração aérea facultativa do Atractosteus é uma adaptação notável. Em ambientes com baixo teor de oxigênio dissolvido, o peixe pode emergir à superfície e engolir ar, utilizando sua bexiga natatória modificada como um pulmão primitivo. Esta capacidade lhe confere vantagem competitiva significativa em ambientes aquáticos estressantes.

    O Atractosteus desempenha papel crucial nos ecossistemas aquáticos onde habita. Como predador de topo, ajuda a controlar populações de peixes menores, mantendo o equilíbrio ecológico. Sua presença indica a saúde do ambiente aquático, pois necessita de águas relativamente limpas e habitat adequado para sobreviver.

    Embora não esteja classificado como espécie ameaçada, o Atractosteus enfrenta pressões ambientais crescentes. A destruição de habitats aquáticos, poluição e alterações nos cursos d’água representam ameaças significativas para suas populações. Além disso, a pesca comercial e esportiva pode impactar negativamente exemplares de grande porte.

    Fascínio no aquarismo

    O Atractosteus conquistou um nicho especial no aquarismo especializado. Aquaristas experientes apreciam estes “fósseis vivos” por sua aparência única e comportamento fascinante. Contudo, manter estes peixes em cativeiro requer conhecimento especializado, aquários de grande porte e cuidados específicos com alimentação e qualidade da água.

    O Atractosteus representa muito mais que um simples peixe: é uma janela para a história evolutiva dos vertebrados. Sua existência nos conecta com eras geológicas remotas, quando os primeiros vertebrados começaram a colonizar os ambientes terrestres. Preservar estas espécies extraordinárias significa proteger não apenas a biodiversidade atual, mas também um patrimônio evolutivo inestimável que atravessou milhões de anos para chegar até nós.

    Este magnífico predador aquático continua a fascinar cientistas e entusiastas da natureza, lembrando-nos de que ainda existem mistérios antigos nadando em nossas águas contemporâneas. Assim, o Atractosteus é, verdadeiramente, um testemunho vivo da extraordinária jornada evolutiva da vida na Terra.

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  • Bahia terá novo centro de comercialização de pescado

    Bahia terá novo centro de comercialização de pescado

    A construção do novo Centro Regional de Comercialização de Pescado do Baixo Sul, em Valença terá investimento superior a R$ 2 milhões e representa um marco para o desenvolvimento da economia pesqueira regional.

    A nova estrutura ocupará o local onde funcionava o antigo Mercado do Peixe de Valença. O governador assinou a ordem de serviço durante visita ao município, acompanhado pelo secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, e pelo diretor-presidente da Bahia Pesca, Daniel Victória.

    O centro oferecerá melhores condições de trabalho para pescadores, marisqueiras e comerciantes da região. A iniciativa visa fortalecer a economia local e gerar novas oportunidades de renda e emprego no Baixo Sul.

    O novo equipamento contará com 34 boxes para venda de pescado, área de lavagem, depósito, loja de gelo e loja de isopor. A estrutura incluirá também sanitários, vestiário, estacionamento com seis vagas e uma estação de tratamento de efluentes.

    Pablo Barrozo destacou o caráter transformador do projeto. “Mais do que uma nova estrutura física, o centro representa desenvolvimento, dignidade e valorização de uma das atividades mais tradicionais”, afirmou o secretário da Agricultura.

    Compromisso com trabalhadores da pesca

    O governador Jerônimo Rodrigues enfatizou o impacto social da iniciativa. “Entregamos uma estrutura que representa mais dignidade e melhores condições de trabalho para quem vive da pesca”, declarou durante o anúncio em Valença.

    Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

    Daniel Victória, diretor-presidente da Bahia Pesca, reforçou o significado cultural do projeto. “Autorizar a reconstrução do Mercado do Peixe de Valença é reafirmar nosso compromisso com as raízes do Baixo Sul, com os trabalhadores da pesca e com a cultura que alimenta nossa identidade”, disse.

    O projeto resulta de parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado (Seagri). A Bahia Pesca executa a obra como parte das ações para impulsionar o setor pesqueiro como vetor estratégico de desenvolvimento sustentável na Bahia.

    O centro beneficiará milhares de famílias que dependem da pesca como fonte de renda e segurança alimentar em toda a região do Baixo Sul. A nova estrutura priorizará higiene, armazenamento adequado, logística e ampliação do escoamento da produção pesqueira.

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  • Curimatá: o peixe brasileiro que virou estrela no exterior

    Curimatá: o peixe brasileiro que virou estrela no exterior

    O brasileiríssimo curimatá — também chamado de curimba, curimbatá ou papa-terra — está bombando lá fora. Só no primeiro trimestre de 2025, as exportações desse peixe cresceram incríveis 333%, movimentando US$ 580 mil, segundo dados do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

    É isso mesmo: um peixe que até pouco tempo atrás era mais conhecido no interiorzão do Brasil agora caiu no gosto de consumidores no mundo inteiro. E mais: virou destaque entre as espécies nativas cultivadas no país, que, aliás, bateu recorde no setor — US$ 18,5 milhões exportados no período, um salto de 112% em relação a 2024.

    Quem é esse tal de curimatá?

    Estamos falando de um peixe de água doce, com corpo alongado e prateado, que vive em grandes bacias hidrográficas como Amazonas, São Francisco, Tocantins-Araguaia e Prata.

    Ele tem uma boca diferente, meio “retrátil”, feita sob medida pra raspar o fundo dos rios em busca de comida: restos de plantas, algas e detritos orgânicos. Por isso mesmo, o curimatá é considerado um “peixe que juda a manter a qualidade da água e a reciclar nutrientes no ecossistema.

    Ah, e ele não vive sozinho, não! Nada em grandes cardumes e pode chegar a medir mais de meio metro e pesar até 3 quilos. Durante a época das chuvas, migra para áreas alagadas para se reproduzir. Um verdadeiro viajante dos rios.

    Por que o curimatá tá fazendo sucesso?

    Além do sabor suave e da carne versátil, o peixe ganhou espaço no mercado externo por causa de algumas mudanças importantes por aqui. O governo tem se mexido: abriu novos mercados, melhorou o licenciamento ambiental e garantiu mais segurança jurídica pra quem produz.

    Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, essas ações vêm ajudando o setor a crescer de forma sustentável.

    E como anda a piscicultura brasileira?

    A todo vapor! No primeiro trimestre de 2025, o Brasil exportou 3.938 toneladas de pescado cultivado — quase o dobro do volume de 2024.

    A tilápia ainda lidera com folga, respondendo por 92% do valor exportado (US$ 17 milhões). Mas as nativas, como o curimatá e o tambaqui, estão correndo por fora e mostrando que têm muito espaço pra crescer.

    No fim das contas…

    O curimatá é mais do que um peixe bonito e saboroso — na verdade, é símbolo de uma produção que une economia e natureza. Com isso, o crescimento de 333% nas exportações só no comecinho de 2025 mostra que é possível, sim, apostar em espécies nativas, ao mesmo tempo em que se gera renda, se protege o meio ambiente e se leva o nome do Brasil cada vez mais longe. Dessa forma, o curimatá assume um papel de destaque tanto no mercado quanto na conservação dos nossos rios.

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  • Dourado: conheça o monstro do rio

    Dourado: conheça o monstro do rio

    O dourado (Salminus brasiliensis), também conhecido como dourado-do-rio, é um dos peixes mais emblemáticos das águas doces da América do Sul, especialmente no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. É uma espécie nativa da bacia do Prata — que inclui os rios Paraná, Paraguai e Uruguai — além de estar presente em bacias secundárias como a do rio São Francisco e, mais recentemente, a do Tocantins-Araguaia, devido à introdução humana.

    O dourado é facilmente reconhecido por seu corpo alongado, musculoso e de coloração dourada metálica, com reflexos intensos que justificam seu nome. Pode atingir mais de 1 metro de comprimento e pesar mais de 25 kg, embora exemplares com 10 a 15 kg já sejam considerados grandes. Possui mandíbulas fortes e dentes afiados, adaptados à sua dieta carnívora.

    Alimentação

    Trata-se de um predador ativo, alimentando-se principalmente de peixes menores, como lambaris, curimbatás e tilápias. Sua força e agressividade o tornam um dos peixes mais cobiçados na pesca esportiva.

    O dourado prefere águas correntes, geralmente em rios com bastante oxigenação e fundo pedregoso. Costuma realizar longas migrações reprodutivas, conhecidas como piracema, subindo os rios entre outubro e fevereiro, quando encontra condições ideais para desova.

    Importância ecológica e econômica

    Além de seu valor ecológico como predador topo de cadeia em ambientes fluviais, o dourado tem grande importância para o turismo de pesca esportiva. Especialmente em estados como Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. Diversas regiões desenvolveram políticas de pesca sustentável, como o sistema pesque-e-solte, para preservar os estoques naturais da espécie.

    Apesar de não estar oficialmente ameaçado de extinção, o dourado sofre com pressões ambientais como a construção de hidrelétricas, a poluição dos rios, a pesca predatória e a destruição de habitats de reprodução. Algumas unidades federativas já estabeleceram cotas ou proibições de captura. Como por exemplo do Mato Grosso do Sul, que desde 2020 proíbe sua pesca por 5 anos, visando a recuperação populacional.

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  • Produção: projeto inovador para criação de tilápia

    Produção: projeto inovador para criação de tilápia

    Aumentar o rendimento de filé por peixe e melhorar a renda dos produtores de tilápia são desafios constantes na aquicultura. Agora, técnicas inovadoras, como a edição genômica, prometem revolucionar o setor. Para avançar, porém, é essencial o apoio financeiro. Parcerias como a entre a Epagri/Cedap e a Embrapa Pesca e Aquicultura viabilizam projetos como o que será apresentado na segunda-feira, 19, na Estação Experimental da Epagri em Itajaí.

    O projeto “Edição genômica de tilápias da linhagem Epagri SC” utiliza recursos de emendas parlamentares para identificar genes que controlam o crescimento muscular do peixe. André Luis Tortato Novaes, gerente da Epagri/Cedap, explica que a técnica permite ativar ou desativar genes para maximizar o desenvolvimento da tilápia, respeitando os limites biológicos da espécie.

    Atualmente, o melhoramento genético já elevou o rendimento de filé de 33kg para 38kg a cada 100kg de peixe. Com a edição genômica, os pesquisadores esperam superar esse patamar, assim como já ocorreu em outras espécies, como bovinos.

    Evento reúne autoridades e investidores em pesquisa

    O evento contará com a presença de Danielle de Bem Luiz (chefe da Embrapa Pesca e Aquicultura), Dirceu Leite (presidente da Epagri), Carlos Chiodini (Secretário de Agricultura e Pecuária) e Tiago Bolan Frigo (Secretário Executivo de Aquicultura e Pesca). Parlamentares catarinenses que financiam o projeto também confirmaram presença.

    “Queremos mostrar o retorno do investimento em ciência para melhorar a renda e a qualidade de vida dos produtores”, destaca André. Assim, o projeto, com duração de dois anos (2024-2026), está em fase de estruturação, com aquisição de equipamentos, veículos e tanques para o laboratório em Itajaí.

    Após a apresentação, os participantes visitarão as instalações da Epagri/Cedap, onde ocorrem os experimentos com alevinos de tilápia. O encerramento será no Centro de Treinamento da Epagri (Cetrei), com pratos à base do peixe.

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  • Embalagem inteligente: ela muda de cor para avisar que o peixe estragou

    Embalagem inteligente: ela muda de cor para avisar que o peixe estragou

    Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma embalagem inteligente que muda de cor para indicar a deterioração de alimentos, como peixes. Cientistas da Embrapa Instrumentação (SP), em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, criaram a tecnologia utilizando pigmentos naturais extraídos do repolho roxo.

    A inovação emprega a técnica de fiação por sopro em solução para produzir mantas de nanofibras inteligentes. Essas mantas, utilizadas como embalagens, são capazes de monitorar a qualidade de alimentos em tempo real pela alteração da cor. A interação química entre os compostos liberados durante a deterioração e o material da embalagem desencadeia a mudança de cor.

    Em testes laboratoriais com filés de merluza, a manta apresentou ótimos resultados. Inicialmente, a cor roxa indicava que o alimento estava apropriado para consumo. Após 24 horas, a cor tornou-se menos intensa; após 48 horas, surgiram tons azul-acinzentados. E passadas 72 horas, a coloração azul sinalizou a deterioração do filé de peixe armazenado, sem a necessidade de abrir a embalagem. ​

    Josemar Gonçalves de Oliveira Filho desenvolveu o processo para embalagem inteligente em seu pós-doutorado. Foto: Matheus Falanga

    Segundo o pesquisador Josemar Gonçalves de Oliveira Filho, “as nanofibras demonstraram capacidade de monitorar a deterioração de filés de peixe em tempo real, revelando potencial como materiais de embalagem inteligentes para alimentos”. ​

    Pesquisa brasileira

    A técnica de fiação por sopro em solução (SBS) foi desenvolvida em 2009 por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da Embrapa Instrumentação e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Ela é capaz de produzir micro e nanoestruturas poliméricas com diversas vantagens, como rapidez no desenvolvimento das nanofibras, escalabilidade, versatilidade, fácil manejo, baixo custo e menor consumo de energia. ​

    A pesquisa utilizou antocianinas, pigmentos naturais encontrados em plantas, frutas, flores e vegetais, que mudam de cor conforme o pH do meio em que se encontram. Os pesquisadores extraíram as antocianinas de resíduos de repolho roxo, rico nesse pigmento, e combinaram com a policaprolactona, um polímero biodegradável que possui boa flexibilidade e resistência mecânica. Essa combinação resultou em nanofibras capazes de monitorar mudanças de pH, detectar a produção de amônia e aminas voláteis. Além de identificar o crescimento de bactérias, indicadores essenciais para sinalizar a deterioração em produtos como peixe e frutos do mar. ​

    O sistema,utiliza pigmentos naturais extraídos do repolho roxo. Foto: Matheus Falanga

    A produção da manta de nanofibras inicia com uma solução polimérica, obtida pela mistura e agitação da policaprolactona, extrato de repolho e ácido acético. Essa solução é então introduzida no equipamento de SBS, que utiliza gás comprimido e um coletor rotativo para formar as nanofibras em escala nanométrica. Elas são similares a fibras de algodão. ​

    O uso de resíduos do setor varejista para extrair antocianinas e aplicá-las como indicadores colorimétricos pode agregar valor a esses alimentos descartados. Ao mesmo tempo em que reduz o impacto ambiental negativo do descarte. Além disso, pode trazer segurança aos alimentos armazenados ao detectar rapidamente a sua deterioração.

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  • Cuidados essenciais na compra e preparo de peixes para a Semana Santa

    Cuidados essenciais na compra e preparo de peixes para a Semana Santa

    Com o aumento do consumo de peixes na Semana Santa, consumidores devem redobrar a atenção na escolha e no manuseio do produto para garantir qualidade e segurança alimentar.

    Durante o período, é comum que muitas pessoas substituam a carne vermelha por pescados. O que eleva a demanda e pode gerar variações significativas nos preços. Por isso, a nutricionista Samira Tanure, do Plantão Técnico da Emater-MG, recomenda pesquisar em diferentes pontos de venda antes da compra e observar sinais de frescor no peixe.

    Para identificar um peixe fresco, Samira destaca características importantes: olhos claros, brilhantes e salientes; corpo limpo com brilho metálico; escamas, nadadeiras e cauda firmemente aderidas; além de brânquias úmidas e avermelhadas, sem sangramentos. No local de venda, o pescado deve estar sobre uma camada uniforme de gelo para manter a conservação adequada.

    Congelados e embalados

    No caso dos peixes embalados e congelados, é fundamental verificar a presença do selo de inspeção federal, estadual ou municipal, como o do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) em Minas Gerais. A aparência deve ser semelhante à do peixe fresco, sem sinais de deterioração.

    O bacalhau, peixe mais consumido na Páscoa, também exige cuidados específicos. A nutricionista recomenda optar por peças inteiras, com sal distribuído de forma homogênea e corpo firme. E evitar produtos com aparência úmida, melada ou com manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, que indicam má conservação.

    Para o preparo, o descongelamento deve ser feito lentamente, de um dia para o outro, na parte inferior da geladeira. Evite deixar o peixe em temperatura ambiente por longos períodos ou imerso em água, para prevenir contaminações.

    Seguir essas orientações garante que o consumo de peixes na Semana Santa seja seguro, saboroso e nutritivo, valorizando a tradição sem abrir mão da qualidade.

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  • Piscicultura: crescimento econômico e sustentável no Brasil

    Piscicultura: crescimento econômico e sustentável no Brasil

    Enquanto setores tradicionais enfrentam turbulências, a piscicultura no Brasil emerge como um propulsor de crescimento econômico e sustentável. O setor movimentou bilhões de reais e consolidou o país como um dos maiores produtores de pescado do mundo. Em 2024, a produção de peixes atingiu 968.745 toneladas, representando um crescimento de 9,2% em relação ao ano anterior.

    José Miguel Saud, especialista na criação de tambaqui, pintado e pirarucu, destaca o potencial dessas espécies tanto para o mercado quanto para a sustentabilidade alimentar global. A piscicultura brasileira tem demonstrado um crescimento notável, impulsionado principalmente pela produção de tilápia. Em 2024, a produção de tilápia alcançou 662.230 toneladas, um aumento de 14,36% em relação ao ano anterior.

    “O peixe é a proteína do futuro. Ele consome menos recursos naturais, tem um ciclo produtivo mais rápido e gera menos impacto ambiental do que outras formas de produção animal”, afirma José Miguel Saud, ressaltando que a produção de pescado consome menos recursos naturais, tem um ciclo produtivo mais rápido e gera menor impacto ambiental em comparação com outras formas de produção animal.

    Sustentabilidade

    A piscicultura bem manejada contribui para a preservação de estoques naturais e para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Contrastando com a pesca predatória, que ameaça ecossistemas inteiros. Além disso, sistemas de recirculação de água e o aproveitamento de resíduos tornam a piscicultura uma das formas mais sustentáveis de produção animal, reduzindo a contaminação dos rios e minimizando o desperdício de recursos naturais.

    O setor também gera empregos diretos e indiretos em diversas regiões do Brasil, desde a produção de ração até a distribuição e comercialização do pescado. Com o avanço da tecnologia e o crescente consumo de peixe, especialistas preveem que a piscicultura se tornará uma das principais forças do agronegócio brasileiro nas próximas décadas.

    “O Brasil tem tudo para se tornar uma potência mundial na produção de peixes. Mas para isso, precisamos continuar investindo em pesquisa, manejo responsável e políticas públicas que incentivem o setor”, finaliza o piscicultor.

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  • Consumo de peixe cresce no Brasil, revela anuário da piscicultura

    Consumo de peixe cresce no Brasil, revela anuário da piscicultura

    A piscicultura brasileira registrou um crescimento expressivo em 2024, com um aumento de 9,21% na produção de peixes de cultivo, atingindo 968,7 mil toneladas, conforme aponta o anuário Peixe BR 2025. Esse avanço foi impulsionado principalmente pela tilápia, cuja produção saltou 14,36% e alcançou 662,2 mil toneladas, representando 68,36% da produção total do país.

    “Definitivamente, o brasileiro aprendeu a apreciar nossos peixes. Assim como na parte norte do país os nativos já fazem parte da alimentação das pessoas, a tilápia assumiu relevância indiscutível no centro-sul, tornando se presença semanal no prato”, destaca Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR.

    No entanto, apesar desse crescimento, a atividade enfrentou desafios significativos ao longo do ano. Um dos principais foi a oscilação dos preços da tilápia ao produtor, impactada pelo aumento da oferta em relação à demanda. Além disso, no primeiro trimestre, o setor se mobilizou contra a iminente importação de tilápia do Vietnã, que foi suspensa após negociações com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

    Tilápia impulsiona piscicultura

    Enquanto a tilápia apresentou um desempenho acima da média, a produção de peixes nativos sofreu uma queda de 1,81%, encerrando o ano com 258,7 mil toneladas. Essa redução foi atribuída à menor oferta na região Norte, embora os preços tenham se recuperado no segundo semestre. Por outro lado, a categoria de outras espécies, que inclui pangasius, carpas e trutas, registrou um aumento de 7,5%, alcançando 47,8 mil toneladas.

    No panorama regional, o Paraná manteve a liderança na produção nacional, respondendo por 25,8% do total, com 250,3 mil toneladas. O Sudeste destacou-se como a região de maior crescimento, superando o Nordeste e assumindo a segunda posição no ranking nacional.

    As exportações de tilápia também avançaram, consolidando o Brasil como o segundo maior exportador de filé fresco da espécie para os Estados Unidos. A remoção da exigência do Certificado Sanitário Internacional (CSI) pela Food and Drug Administration (FDA) contribuiu para a maior competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

    Com expectativas positivas para 2025, o setor aguarda avanços na regulamentação da aquicultura, incluindo o Projeto de Lei 4.470/2024. O projeto propõe a extinção do Registro Geral da Pesca (RGP) e a criação de uma nova categoria para a atividade. Paralelamente, o mercado interno se mostra cada vez mais promissor, impulsionado pelo crescimento do consumo de peixes de cultivo em detrimento do pescado de captura.

    Francisco Medeiros, presidente executivo Peixe BR

    “O desafio agora é continuar investindo no mercado consumidor, ampliando pontos de venda e diversificando produtos. A oportunidade é imensa e depende de todos os elos da cadeia produtiva”, conclui Medeiros. Portanto, a piscicultura brasileira está em uma trajetória ascendente, com um potencial significativo para continuar crescendo e se consolidando no mercado nacional e internacional.

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  • Poraquê: vídeo mostra peixe elétrico atacando jacaré

    Poraquê: vídeo mostra peixe elétrico atacando jacaré

    Um vídeo impressionante foi compartilhado nas redes sociais mostrando um poraquê, o maior e mais comum peixe-elétrico da Amazônia, atacando um filhote de jacaré. Essa cena, embora perturbadora, destaca a biodiversidade e a complexidade dos ecossistemas amazônicos.

    O poraquê é conhecido por sua capacidade de gerar descargas elétricas poderosas, que podem ser letais para muitos animais, incluindo jacarés. Essa habilidade defensiva é crucial para a sobrevivência do peixe em seu habitat natural, onde ele precisa lidar com predadores como jacarés e outros animais aquáticos.

    Este peixe-elétrico, conhecido cientificamente como Electrophorus electricus, é capaz de produzir descargas elétricas que podem atingir até 1500 volts. Isso é suficiente para paralisar ou até matar animais grandes, como cavalos. Mas como ele consegue isso?

    Características e habilidades

    O poraquê é um peixe alongado, com uma coloração que varia entre preto e marrom, salpicado de manchas amarelas ou vermelhas. Ele possui uma nadadeira anal que percorre grande parte do seu corpo, o que lhe confere uma aparência semelhante à de uma enguia, embora seja mais aparentado com carpas e bagres. A maior parte do seu corpo, cerca de 80%, é dedicada à produção de eletricidade, graças a células musculares especializadas chamadas eletrócitos.

    Foto: Fernando Jerep

    Esses eletrócitos funcionam como uma bateria, permitindo que o poraquê gere descargas elétricas poderosas. A parte da frente do seu corpo é positiva, enquanto a cauda é negativa, o que significa que o choque é mais intenso quando ambos os polos entram em contato com a vítima simultaneamente.

    Uso do choque

    O poraquê utiliza suas descargas elétricas para caçar, se defender e até mesmo se comunicar com outros de sua espécie. Embora tenha baixa visão, ele usa os pulsos elétricos para “enxergar” o ambiente ao seu redor, detectando presas ou predadores. Essa habilidade é tão eficaz que, em alguns casos, o poraquê foi observado caçando em grupo, um comportamento raro entre peixes.

    Curiosidades

    • Potência do Choque: Além de atingir até 1500 volts, o poraquê pode produzir correntes elétricas de até três ampères, embora esses valores máximos não ocorram simultaneamente.
    • Comportamento Social: Embora seja um caçador solitário, o poraquê foi observado caçando em grupos, um comportamento único entre peixes-elétricos.
    • Adaptações Especiais: O poraquê possui adaptações que o protegem de sua própria eletricidade, permitindo que ele use suas descargas sem se machucar.

    Devido à sua capacidade de produzir choques poderosos, é altamente desaconselhável tocar um poraquê com as mãos. Especialmente em água, pois isso pode causar paralisia e até afogamento.

    Portanto, o poraquê é um exemplo impressionante da biodiversidade e das adaptações incríveis que existem na natureza, e sua capacidade de gerar eletricidade é um dos fenômenos mais fascinantes do mundo animal.

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