Tag: Minas Gerais

  • Cecafé recebe governador Romeu Zema para reunião em sua sede

    Cecafé recebe governador Romeu Zema para reunião em sua sede

    Ontem, 18 de março, a diretoria executiva e os conselheiros diretores do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) receberam o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, e outros representantes do governo mineiro para uma reunião na sede da entidade, em São Paulo (SP).

    Abrindo o evento, o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, convidou, oficialmente, Romeu Zema para participar do 10º Coffee Dinner & Summit, um dos principais eventos da cafeicultura mundial, que a entidade realizará entre 2 e 4 de julho, em Campinas (SP).

    “O governador confirmou a participação e considerou a proposta de uma participação mais ampla, integrando o painel que debaterá o cenário político e estendendo até o jantar de gala de encerramento. Também sugerimos a transferência de seu gabinete para o evento, possibilitando que, ao tempo em que realiza os despachos de chefe de Estado, também esteja conectado com os principais players e com o que há de mais moderno na cafeicultura global”, revela Ferreira.

    Na sequência, Zema realizou uma apresentação sobre os avanços de Minas Gerais, destacando o desempenho das exportações do agronegócio, em especial do café, que, em 2024, superaram, pela primeira vez na história, os embarques do setor de mineração.

    Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento

    Após a explanação, os representantes do Cecafé iniciaram debates sobre o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) e mencionaram ao governador mineiro a importância de parcerias e dos trabalhos de união entre Estados produtores para a obtenção de riscos regionalizados ao desmatamento, conforme a própria legislação permite, uma vez que há, na UE, um movimento para a criação de risco país único.

    “Quando falamos sobre o risco regionalizado, lembramos que o próprio Zema apresentou um slide referente ao selo verde, comprovando que 99% dos produtores cumprem os requisitos das novas regras do fluxo do comércio de café no mundo. Reforçamos a necessidade de união dos Estados nesse sentido, para que consigamos fortalecer o risco regionalizado, e que merecem elogios os trabalhos desempenhados pelas áreas agrícolas de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, o que é fundamental pela oportunidade que se abre diante das novas regras no fluxo do comércio global de café”, explica Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé.

    Imagem do Brasil

    Os conselheiros diretores da entidade também salientaram ao governador a importância de um trabalho de marketing e consolidação de imagem de país, no mundo, bem estruturado em prol dos cafés do Brasil e que, nesse sentido, Minas Gerais e os demais principais Estados produtores podem avançar juntos na promoção da sustentabilidade, qualidade e diversidade.

    “Falando diretamente ao governador Zema, os conselheiros também destacaram a relevância de se evidenciar os investimentos feitos em pesquisa e tecnologia no Estado, mas também ponderaram que são necessárias melhorias relacionadas, por exemplo, à legislação trabalhista, para que haja um cenário mais coerente à contratação de trabalhadores no campo, e a modernização e mais agilidade na concessão de outorgas para irrigação, cada vez mais essencial diante das altas temperaturas e períodos de estiagem que geraram perdas na safra do Brasil nos últimos anos”, conclui Matos.

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  • Gripe aviária: conheça a reação de cada estado

    Gripe aviária: conheça a reação de cada estado

    O Ministério da Agricultura rastreou o destino dos ovos férteis da granja com foco de gripe aviária em Montenegro (RS). Além do Rio Grande do Sul, os ovos foram enviados a Minas Gerais e Paraná.

    Cada estado está agindo de forma rápida pra rastrear os lotes e mitigar o problema, seguindo os protocolos sanitários. Saiba as principais ações informadas até agora de cada um deles.

    Minas Gerais descarta ovos férteis por risco de gripe aviária

    O Governo de Minas anunciou, neste sábado (17), o descarte de 450 toneladas de ovos férteis por risco de contaminação com gripe aviária. A medida preventiva foi divulgada após reunião emergencial entre a Secretaria de Agricultura (Seapa) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

    O lote, que estava no Centro-Oeste de Minas, veio de uma granja comercial de Montenegro (RS), onde o Ministério da Agricultura confirmou a presença do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade na última quinta-feira (15). Para evitar o avanço da doença, o Estado seguiu o Plano de Contingência da Influenza Aviária, criado em 2022 pela União, estados e setor produtivo. O objetivo é conter e erradicar o vírus, preservando a sanidade e a produtividade do setor avícola.

    Segundo o IMA, os ovos férteis não são destinados ao consumo, mas sim à reprodução de aves. O rastreamento do lote vindo do Rio Grande do Sul continua. Por isso, o governo não descarta novas ações de descarte nos próximos dias. Desde os primeiros alertas, o Governo de Minas intensificou medidas de prevenção e rastreio. As equipes atuam em parceria com o Ministério da Agricultura e mantêm contato direto com granjas comerciais e criatórios familiares.

    Além do descarte, o IMA realiza fiscalizações, vistorias e ações de biosseguridade nas propriedades com risco sanitário. As medidas incluem cadastro e inspeção em criatórios de subsistência, além de programas contínuos de educação sanitária.

    RS decreta estado de emergência em saúde animal

    O Governo do Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde animal neste sábado (17). Isso após a confirmação de focos de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial de Montenegro e em aves silvestres no Zoológico de Sapucaia do Sul. O Decreto 58.169/2025, publicado no Diário Oficial do Estado, terá vigência de 60 dias. E abrange 12 municípios: Triunfo, Capela de Santana, Nova Santa Rita, Montenegro, Esteio, Canoas, Gravataí, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Cachoeirinha, Novo Hamburgo e Portão.
    A medida visa agilizar a resposta do Estado no combate à disseminação do vírus. E assim, permitir maior flexibilidade jurídica e a aquisição de equipamentos e tecnologias para ações emergenciais.

    Barreiras sanitárias e ações de controle

    Para conter o avanço do vírus, o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura (DDA/Seapi) iniciou a instalação de sete barreiras sanitárias em pontos estratégicos, em parceria com a Brigada Militar e prefeituras locais. Seis barreiras fixas e uma barreira de desvio operam 24 horas em um raio de até 10 quilômetros do foco; E inspecionam veículos de transporte de animais, ração, ovos e leite, que circulam entre propriedades rurais. Automóveis de passeio não são o principal alvo, mas podem ser desinfetados no raio de três quilômetros.

    Os locais das barreiras foram acertados pela DDA/Seapi em conjunto com a Patram da Brigada Militar e a Prefeitura de Montenegro – Foto: Ascom Seapi/Divulgação

    Além das barreiras, cerca de 540 propriedades rurais na área de risco serão visitadas para inspeção de aves e ações de educação sanitária. O Comando Ambiental da Brigada Militar apoia a segurança e o controle do fluxo de veículos e pessoas, reforçando o isolamento do foco do vírus.

    Paraná reforça qualidade sanitária para proteger avicultura contra gripe aviária

    A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná reuniu técnicos e lideranças do setor agropecuário na manhã de sábado (17) para discutir estratégias de defesa da avicultura do estado diante da ameaça da gripe aviária, confirmada em uma granja no Rio Grande do Sul. O Paraná lidera a produção e exportação de carne de frango no Brasil, respondendo por quase 35% da produção e 42% das exportações nacionais.

    O secretário Marcio Nunes convocou a reunião, que contou com a participação online do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. O ministro destacou que alguns mercados importantes, como a China, suspenderam as importações brasileiras por 60 dias. No entanto, ele acredita que, por meio de negociações diplomáticas e comerciais, esse prazo pode ser reduzido e restringido à área próxima ao foco, já isolada em Montenegro (RS). A rastreabilidade dos pintainhos originados da região também está em andamento.

    Responsabilidade dividida

    O secretário Marcio Nunes ressaltou a responsabilidade dos donos das cerca de 20 mil granjas do Paraná em manter e reforçar as medidas de segurança. Entre elas, a manutenção das telas para impedir a entrada de animais silvestres e a restrição do acesso às pessoas estritamente necessárias, com desinfecção adequada de sapatos, roupas e veículos.

    Além disso, os produtores devem comunicar imediatamente à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) qualquer alteração nos hábitos das aves, como mortalidade fora do padrão ou sintomas compatíveis com gripe aviária. Sintomas comuns incluem dificuldade respiratória, secreção nasal ou ocular, espirros, incoordenação motora, diarreia e alta mortalidade. “O Paraná não registra casos suspeitos ou em investigação, mas permanece em alerta constante”, afirmou o presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

    Plano de contingência

    O Ministério da Agricultura e Pecuária orientou os estados a seguir o plano de contingência. A medida inclui a destruição dos ovos para evitar qualquer risco sanitário. A pasta reforçou que não há comprovação de contaminação dos ovos pelo vírus da gripe aviária. Ainda assim, o governo adota ações preventivas para proteger a avicultura nacional. Os ovos férteis são usados na reprodução de aves e não destinados ao consumo humano.

    Negociação com outros países

    Ao mesmo tempo, o Mapa afirmou que atua na negociação de acordos sanitários com países importadores. O objetivo é garantir que esses países reconheçam o princípio da regionalização. Esse princípio, defendido pela OMSA, restringe a exportação a 10 quilômetros do foco. No entanto, cada país adota uma forma diferente de aplicar a regionalização. Alguns consideram o município. Outros, o estado inteiro.

    “Temos espaço para negociar. O foco dura cerca de 28 dias e, se eliminarmos o foco e rastrearmos os animais com transparência e eficiência, o fluxo comercial pode ser normalizado antes dos 60 dias”, afirmou Fávaro.

    A transparência na comunicação e os cuidados rigorosos dos proprietários de granjas foram os temas centrais da reunião. O ministro reforçou que seguir os protocolos sanitários é essencial para superar rapidamente a crise e retomar as vendas normais.

    A gripe aviária leva à morte de aves infectadas, mas não representa risco à população. O vírus não é transmitido pelo consumo de carne ou ovos, conforme reforçaram as autoridades.

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  • Olivicultura mineira: setor será mapeado para orientar políticas e avanços

    Olivicultura mineira: setor será mapeado para orientar políticas e avanços

    A Câmara Técnica Setorial de Olivicultura, criada no final de 2024 pelo Governo de Minas Gerais, iniciou um diagnóstico da atividade no estado. Um questionário online, baseado em um modelo já aplicado a produtores de cachaça, está disponível para coleta de dados.

    As informações ajudarão a equipe, formada por representantes de 16 instituições públicas e da sociedade civil, a propor políticas públicas para impulsionar o setor. Pedro Moura, coordenador do Programa de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, destaca: “A Câmara Técnica aproxima a cadeia produtiva do governo, buscando ações mais assertivas.”

    A Assoolive, representada pelo presidente Moacir Batista do Nascimento Filho, coordena a Câmara. “Precisamos consolidar dados sobre olivicultores e área plantada em Minas e no Sudeste. Temos projeções de 150 produtores no estado e 200 na região. A Câmara unirá a cadeia e oficializará essas informações”, afirma Moacir.

    Paula Braga, relatora da Câmara e servidora do IMA, ressalta que o mapeamento é a primeira ação concreta do grupo. “Trabalhamos quatro meses na elaboração do questionário, lançado durante a Festa do Azeite Novo, em Maria da Fé.”

    Segundo Paula, o objetivo é fortalecer a olivicultura no estado, reunindo entidades para apoiar o setor em pesquisas, questões tributárias e outras demandas.

    Instituições participantes

    Além da Epamig, IMA e Assoolive, integram a Câmara:

    • Secretarias de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa)
    • Desenvolvimento Econômico (Sede)
    • Cultura e Turismo (Secult)
    • Emater-MG, Embrapa, Sebrae-MG
    • Federações da Agricultura e Trabalhadores Rurais
    • Conselhos e Sociedades de Engenharia Agronômica e Florestal

    Perspectivas

    Em 2025, a produção de azeitonas e azeites na Serra da Mantiqueira foi menor devido a fatores climáticos e à bienalidade da cultura. Para 2026, a expectativa é de recuperação. Pedro Moura explica: “Com a bienalidade e mais horas de frio este ano, esperamos uma safra alta em 2026.”

    Moacir Batista concorda: “O clima em 2025 deve ser mais regular, favorecendo a floração. Em 2026, teremos mais frutos e azeites de qualidade elevada.” Este mapeamento será fundamental para orientar políticas públicas e impulsionar a olivicultura mineira.

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  • Minas Gerais descarta ovos férteis por risco de gripe aviária

    Minas Gerais descarta ovos férteis por risco de gripe aviária

    O Governo de Minas anunciou, neste sábado (17), o descarte de 450 toneladas de ovos férteis por risco de contaminação com gripe aviária. A medida preventiva foi divulgada após reunião emergencial entre a Secretaria de Agricultura (Seapa) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

    O lote, que estava no Centro-Oeste de Minas, veio de uma granja comercial de Montenegro (RS), onde o Ministério da Agricultura confirmou a presença do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade na última quinta-feira (15).

    Para evitar o avanço da doença, o Estado seguiu o Plano de Contingência da Influenza Aviária, criado em 2022 pela União, estados e setor produtivo. O objetivo é conter e erradicar o vírus, preservando a sanidade e a produtividade do setor avícola.

    Rastreamento segue em andamento

    Segundo o IMA, os ovos férteis não são destinados ao consumo, mas sim à reprodução de aves. O rastreamento do lote vindo do Rio Grande do Sul continua. Por isso, o governo não descarta novas ações de descarte nos próximos dias.

    Desde os primeiros alertas, o Governo de Minas intensificou medidas de prevenção e rastreio. As equipes atuam em parceria com o Ministério da Agricultura e mantêm contato direto com granjas comerciais e criatórios familiares.

    Ações incluem biosseguridade e educação sanitária

    Além do descarte, o IMA realiza fiscalizações, vistorias e ações de biosseguridade nas propriedades com risco sanitário. As medidas incluem cadastro e inspeção em criatórios de subsistência, além de programas contínuos de educação sanitária.

    Somente em 2024, o Estado promoveu mais de 8 mil ações educativas em propriedades com aves. O trabalho integra o Plano Nacional de Vigilância em parceria com o Ministério da Agricultura.

    Gripe aviária não oferece risco ao consumo

    A gripe aviária leva à morte de aves infectadas, mas não representa risco à população. O vírus não é transmitido pelo consumo de carne ou ovos, conforme reforçaram as autoridades.

    Minas Gerais ocupa a segunda posição na produção nacional de ovos e a quinta na criação de galináceos. O Governo de Minas, a Seapa e o IMA garantem transparência total e prometem divulgar novas informações assim que possível.

    Nova nota do Ministério da Agricultura e Pecuária

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu uma nota neste sábado, informando que  que os ovos para incubação, fornecidos pela granja com o foco da influenza aviária de alta patogenicidade, gripe aviária, em Montenegro, já foram rastreados quanto aos seus destinos.

    Por enquanto, isso inclui, além de Minas Gerais, o Paraná e o próprio Rio Grande do Sul.

    O Mapa já orientou a adoção das medidas de saneamento definidas no plano de contingência pra influenza aviária e doença de Newcastle, que prevê a destruição desses ovos de maneira a mitigar qualquer risco.

    De toda forma, a nota reafirma que não há comprovação de que tais ovos estejam contaminados com vírus da gripe aviária e que todas as medidas necessárias para proteção da avicultura nacional estão sendo adotadas.

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  • Governo de Minas regulamenta Queijo Cabacinha

    Governo de Minas regulamenta Queijo Cabacinha

    O governador Romeu Zema anunciou, em 15 de maio, no município de Pedra Azul, o novo Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Queijo Cabacinha. Esse tradicional queijo artesanal, produzido há cerca de 80 anos no Vale do Jequitinhonha, agora conta com regulamentação própria, fortalecendo seu reconhecimento como patrimônio cultural e imaterial de Minas Gerais.

    A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) liderou a iniciativa, que beneficia 160 produtores locais. Com a regulamentação, esses produtores podem comercializar formalmente o Queijo Cabacinha, ampliando oportunidades de desenvolvimento econômico e reconhecimento para a região.

    Segundo o governador Romeu Zema, a regulamentação valoriza a tradição mineira e destaca o diferencial do Queijo Cabacinha, conhecido pelo formato e sabor únicos. Zema ressalta que, sob sua gestão, o número de queijos caracterizados oficialmente em Minas mais do que dobrou, passando de sete para quinze. O objetivo é expandir a presença desses queijos no Brasil e no exterior.

    A Portaria n° 2.377 do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) detalha a regulamentação, baseada em pesquisas da Epamig, Emater-MG, UFMG, UFSJ e IFNMG, com apoio de emenda parlamentar. Antes da regulamentação, os produtores não conseguiam habilitar suas queijarias em sistemas oficiais de inspeção. Agora, a medida estimula a geração de renda e empregos no campo, além de fortalecer os queijos artesanais mineiros.

    A Seapa também lançou o Curso de Capacitação Digital em Boas Práticas de Produção e Fabricação, disponível na plataforma Semear EAD, para qualificar ainda mais os produtores.

    Região produtora e características do Queijo Cabacinha

    A produção do Queijo Cabacinha se concentra nos municípios de Cachoeira do Pajeú, Comercinho, Divisópolis, Itaobim, Jequitinhonha, Joaíma, Medina, Pedra Azul e Ponto dos Volantes. A produção anual chega a 214 toneladas, com mais de 90% das queijarias pertencentes à agricultura familiar. O queijo, de origem italiana inspirada no caciocavallo, é feito artesanalmente a partir de leite cru, coalho e soro-fermento lácteo, com a massa pré-cozida e moldada manualmente no formato de cabaça.

    Adriana e Renato Rocha, produtores. Foto: Diego Vargas / Seapa

    Produtores de Pedra Azul, como o casal Renato e Adriana Rocha, celebram a regulamentação. Eles produzem cerca de 20 queijos por dia e agora podem vender para todo o país, participar de concursos e garantir a sustentabilidade da família. A visibilidade e a segurança jurídica trazidas pela regulamentação fortalecem o setor e incentivam novos investimentos.

    Reconhecimento e melhorias

    Em 2023, o Governo de Minas declarou o Queijo Cabacinha do Vale do Jequitinhonha como patrimônio cultural e imaterial do estado, conforme a Lei n° 24.379. Em 2014, a região já havia recebido reconhecimento oficial pela produção do queijo artesanal Cabacinha, por meio da Portaria do IMA n° 1.403.

    Durante a solenidade em Pedra Azul, o governo entregou dez veículos, 15 notebooks e cinco projetores à Emater-MG, melhorando o atendimento técnico aos produtores. Esses equipamentos fazem parte do Projeto Queijo Minas Legal, em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais e o Procon-MG.

    O governador também inaugurou a nova sede do escritório seccional do IMA em Pedra Azul, agora em área central do município, facilitando o acesso dos produtores a serviços essenciais.

    A regulamentação do Queijo Cabacinha reforça a valorização dos produtos mineiros, amplia mercados e garante mais dignidade aos produtores, consolidando o Vale do Jequitinhonha como referência na produção de queijos artesanais de qualidade.

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  • Dia do Queijo Artesanal: Minas anuncia próxima edição de Festival

    Dia do Queijo Artesanal: Minas anuncia próxima edição de Festival

    Minas Gerais celebra o Dia do Queijo Artesanal nesta sexta-feira, 16 de maio, com o anúncio oficial da sétima edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas. O evento, que se consolidou como o maior encontro de amantes do queijo no estado, acontecerá entre 12 e 14 de junho de 2025, no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, e promete reunir dezenas de produtores de diferentes regiões, valorizando a cultura, os sabores e a identidade mineira.

    Neste ano, o festival traz uma novidade histórica: a participação da região produtora do tradicional Queijo Cabacinha, típico do Vale do Jequitinhonha. Ele estreia no evento após avanços importantes em seu processo de regulamentação. O Governo de Minas declarou o Queijo Cabacinha patrimônio cultural e imaterial do estado. E a formalização conduzida pela Secretaria de Agricultura, com apoio da Emater-MG, Epamig e IMA, deve impulsionar a comercialização. Além de garantir mais segurança e valorização para centenas de famílias produtoras.

    A inclusão do Queijo Cabacinha no festival é uma conquista significativa para os produtores do Vale do Jequitinhonha. Foto: Divulgacao FQAM

    O gerente de Relações Institucionais e Governamentais do Sistema Faemg Senar, Altino Rodrigues Neto, destaca que “a presença do Queijo Cabacinha nesta edição do festival representa um marco para a diversidade e para o reconhecimento das identidades regionais que fazem do queijo mineiro um patrimônio cultural”.

    Incentivo ao turismo

    O Festival do Queijo Artesanal de Minas é realizado pelo Sistema Faemg Senar e Sebrae Minas. E tem como objetivo fortalecer a economia, promover a gastronomia local e incentivar o turismo regional. Ricardo Boscaro, analista de agronegócios do Sebrae Minas, ressalta que “a inclusão do Queijo Cabacinha no festival é uma conquista significativa para os produtores do Vale do Jequitinhonha. Este reconhecimento não apenas valoriza a tradição local. Mas também abre novas oportunidades de mercado, fortalecendo a economia regional e promovendo a cultura mineira”.

    A programação do festival inclui estandes de degustação e venda de queijos. Além de pratos preparados por chefs convidados, oficinas temáticas, atrações culturais e espaço para produtores de outras iguarias regionais. A  entrada é gratuita para o público. A edição de 2025 acontece em conjunto com a Megaleite, maior feira de pecuária leiteira da América Latina, ampliando a experiência dos visitantes e promovendo uma verdadeira imersão na cadeia produtiva do leite.

    A expectativa é que a regulamentação do Queijo Cabacinha, produzido há gerações no Vale do Jequitinhonha, traga ainda mais visibilidade e renda para os produtores locais. Além de reforçar a identidade do produto como símbolo da cultura alimentar brasileira. O festival reafirma Minas Gerais como referência nacional na produção de queijos artesanais, celebrando a tradição, a inovação e o empreendedorismo no campo.

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  • Festa do Vinho une cultura e gastronomia

    Festa do Vinho une cultura e gastronomia

    A 24ª edição da tradicional Festa do Vinho movimenta Catas Altas, na região Central de Minas Gerais, entre os dias 16 e 18 de maio. E conta com uma programação que valoriza a cultura, a gastronomia e a produção artesanal da bebida, símbolo da cidade. O evento, realizado na Área de Eventos da cidade com entrada gratuita, reúne turistas e moradores para celebrar a tradição local e impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região.

    Um dos momentos mais aguardados da festa será o anúncio, no domingo (18/5) a partir das 16h, dos vencedores do concurso do melhor vinho tinto suave de jabuticaba da safra 2024. Dez produtores associados à Associação dos Produtores de Vinhos, Agricultores Familiares e Demais Produtos Artesanais de Catas Altas (Aprovart) participaram da competição. Ela acontece há 18 anos com o objetivo de promover e valorizar os produtores locais e a bebida típica da região.

    A extensionista da Emater-MG, Silmara Aparecida Cota, destaca a importância do evento para a visibilidade do município e para o fortalecimento da tradição. “O evento atrai muitos turistas, proporcionando visibilidade para Catas Altas e para os produtores da bebida. É importante lembrar que, em 2011, um decreto municipal instituiu o modo artesanal de fazer os vinhos de uva e jabuticaba e licores como bem imaterial da cidade”.

    Produção tradicional

    A produção de vinhos em Catas Altas remonta ao século XIX. Foi quando a atividade surgiu como alternativa para superar a crise provocada pela decadência da mineração. “Com o passar dos anos, a atividade foi transmitida entre as gerações. E atualmente são mais de 60 famílias que mantêm a tradição, seja para o consumo próprio ou para a comercialização”, explica Silmara Cota. Anualmente, a Aprovart envasa mais de 10 mil garrafas, principalmente de vinhos de jabuticaba, mas também de uva, laranja, além de licores, geleias e compotas.

    Além da premiação, a festa oferece uma programação diversificada com shows de artistas nacionais, atividades culturais e gastronômicas. Promovendo um ambiente de celebração da cultura local. A produção artesanal de vinhos, junto com outras atividades como a mineradora, a silvicultura, a produção de queijo Minas Artesanal, o artesanato e a fruticultura, são pilares do desenvolvimento econômico, social e cultural de Catas Altas.

    A Emater-MG, em parceria com a prefeitura e a Aprovart, realiza um trabalho contínuo de assistência técnica para apoiar os agricultores. Auxiliando inclusive na comercialização dos produtos destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). “O trabalho realizado junto com a associação permite realizar atividades que valorizem a tradição, a cultura e a diversificação da produção de derivados da jabuticaba e a venda das bebidas”, conclui a extensionista.

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  • ExpoQueijo Brasil 2025 terá forte presença estrangeira

    ExpoQueijo Brasil 2025 terá forte presença estrangeira

    O Concurso Internacional de Queijos da ExpoQueijo Brasil 2025 – Araxá International Cheese Awards, marcado para ocorrer de 26 a 29 de junho no Grande Hotel e Termas de Araxá, deve reunir a maior participação de produtores estrangeiros já registrada no evento. A organização espera ultrapassar o número de amostras internacionais que participaram em 2024, quando produtores de 14 países inscreveram 1.110 queijos na competição.

    Organizadora do evento, Maricell Hussein destaca que a limitação no número de inscrições favorece a diversidade. E também ajuda a consolidar a ExpoQueijo como uma vitrine global para o queijo artesanal regularizado, segmento que cresce rapidamente. As inscrições para o concurso, considerado o maior do gênero nas Américas, estão abertas até 30 de maio e são exclusivas pelo site oficial do evento.

    O concurso conta com curadoria técnica da Epamig – Instituto de Laticínios Cândido Tostes e adota um sistema exclusivo de avaliação sensorial, que analisa sete atributos dos queijos: aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor. Os queijos são avaliados em três fases por diferentes equipes de jurados nacionais e internacionais, garantindo isenção e rigor técnico. Os prêmios incluem medalhas de ouro, prata, bronze e o Super Ouro, concedido ao queijo com maior pontuação geral.

    Categorias

    Em 2025, o concurso terá cerca de 45 categorias, abrangendo queijos produzidos com leite de vaca, cabra, ovelha, búfala e misturas. O regulamento foi revisado para facilitar a compreensão dos produtores e evitar dúvidas na inscrição.

    Além do concurso, a ExpoQueijo Brasil 2025 oferece uma Feira Internacional de Negócios que valoriza produtos da agricultura familiar. E um Fórum Internacional com palestras e debates sobre inovação e qualidade no queijo artesanal. Além de uma vila gastronômica e cultural com degustações, música ao vivo e exposições, promovendo a cultura e a tradição regional.

    A edição de 2025 será histórica ao celebrar o reconhecimento dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, oficializado em dezembro de 2024. O evento contará com programações especiais que destacam as tradições e saberes que moldam a identidade alimentar mineira há mais de 300 anos.

    Com cerca de 9 mil produtores e movimentação anual superior a R$ 2 bilhões, o Queijo Minas Artesanal representa uma força econômica e cultural significativa para Minas Gerais. O destaque internacional da ExpoQueijo fortalece o potencial do produto para abrir novos mercados, atrair turismo e promover o desenvolvimento sustentável das comunidades produtoras.

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  • Cacauicultores do Futuro: programa amplia capacitação de jovens agricultores de MG

    Cacauicultores do Futuro: programa amplia capacitação de jovens agricultores de MG

    A Nestlé Brasil expandiu o Programa Cacauicultores do Futuro para Minas Gerais, promovendo, entre os dias 6 e 8 de maio, uma imersão em Janaúba (MG) voltada à capacitação de 40 jovens produtores rurais e estudantes interessados em iniciar ou fortalecer sua atuação na cadeia do cacau. A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Ampliê, faz parte do Nestlé Cocoa Plan – maior programa de sustentabilidade da cacauicultura no país – e tem como foco incentivar a sucessão familiar, a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e o uso de tecnologias inovadoras no campo.

    A 6ª edição do Cacauicultores do Futuro reuniu jovens de 18 a 29 anos, filhos de produtores, profissionais do setor e estudantes de graduação e pós-graduação. A programação incluiu conteúdos teóricos e práticos sobre produção sustentável, agricultura regenerativa e inovação no campo. Além de visitas a propriedades modelo, onde foram apresentadas soluções eficientes e sustentáveis para o cultivo do cacau.

    Segundo Igor Mota, gerente de agricultura para cacau na Nestlé Brasil, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com a formação de novas lideranças rurais e o desenvolvimento econômico das comunidades. “Apoiar os jovens é essencial para garantir a continuidade e a evolução da cadeia do cacau com responsabilidade social e ambiental”, destaca Mota.

    Minas Gerais como nova fronteira do cacau

    A região Norte de Minas Gerais vem se consolidando como uma nova fronteira agrícola para o cacau, impulsionada por iniciativas como o Cacauicultores do Futuro. Os participantes tiveram acesso a debates com especialistas, análises de mercado e troca de experiências. E com isso, fortalecendo o protagonismo dos jovens na construção de um setor mais inovador e sustentável.

    Com a edição em Minas Gerais, o programa já impactou cerca de 240 jovens em todo o Brasil. As edições anteriores foram realizadas nos estados do Espírito Santo, Bahia, Pará e Rondônia. O Nestlé Cocoa Plan, lançado globalmente em 2009 e presente no Brasil desde 2010, já certificou mais de 6.500 fazendas no país. Sempre promovendo padrões sustentáveis, assistência técnica e premiação financeira para produtores que adotam boas práticas ambientais e sociais.

    Sobre o Nestlé Cocoa Plan

    O Nestlé Cocoa Plan tem como objetivo alcançar 100% de cacau sustentável até 2025, promovendo agricultura regenerativa, recuperação de solos e recursos hídricos. Além de garantir o cumprimento de normas trabalhistas e de direitos humanos. Marcas como KitKat, Alpino, Talento e Prestígio já utilizam cacau certificado pelo programa, que oferece suporte técnico contínuo, treinamentos e análise de solo para os produtores parceiros.

    O Instituto Ampliê é parceiro da Nestlé na execução do programa. E atua há mais de 10 anos impulsionando o agronegócio brasileiro por meio de eventos, projetos e ações alinhadas à realidade do campo. Sempre promovendo inovação, qualidade de vida e crescimento sustentável para as comunidades rurais.

    Com a chegada do Cacauicultores do Futuro a Minas Gerais, a Nestlé reforça seu papel no desenvolvimento de uma cacauicultura mais sustentável, inovadora e conectada com as novas gerações de produtores.

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  • Governo de Minas destina R$ 1,5 milhão para fortalecer agricultores indígenas

    Governo de Minas destina R$ 1,5 milhão para fortalecer agricultores indígenas

    Pela primeira vez, agricultores familiares indígenas de 35 aldeias de São João das Missões, no Norte de Minas, e de outros nove municípios mineiros receberão R$ 1,5 milhão por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O recurso inédito visa fortalecer a produção agrícola indígena, garantindo assistência técnica e acesso ao mercado para comercialização dos produtos.

    O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, destaca a importância da iniciativa para superar dificuldades enfrentadas pelos agricultores indígenas. “O PAA é uma iniciativa importante e valiosa que pode transformar a realidade dessas pessoas”. Ele ressalta que esses agricultores têm encontrado resistência para acessar grandes mercados e comercializar seus produtos.

    Um exemplo dessa transformação é o agricultor indígena Lucas Ferreira da Silva, da Aldeia Picuru, em São João das Missões. Ele cultiva feijão, milho, melancia, abóbora, tomate, coentro e cebolinha em sua propriedade de dois hectares. “Poderemos entregar a produção de uma vez só e receber uma quantidade maior de dinheiro por isso, o que vai nos ajudar bastante”, afirma Lucas. Ele conta com o apoio técnico da Emater-MG, especialmente do técnico Renato Lopes, que o orienta na melhoria dos cultivos e na implantação de tecnologias como placas solares e sistemas de irrigação.

    Limitação hídrica é desafio

    Renato Lopes destaca o desafio da limitação hídrica na região, mas acredita no potencial de produção: “É mais uma janela de mercado para esses produtores. E, para aquelas aldeias que não têm a oportunidade de produzir por falta de água, é mais uma alternativa de alimento”.

    Em Minas Gerais, o PAA é executado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Emater-MG, com recursos federais. A Emater-MG oferece assistência técnica para aumentar a produtividade e qualidade dos produtos, além de emitir documentos como a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), essenciais para a participação no programa.

    Os alimentos adquiridos pelo PAA são destinados a entidades socioassistenciais e famílias em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a segurança alimentar. Entre 2018 e 2024, o programa beneficiou 5,6 mil agricultores familiares em 212 municípios mineiros. E contou com repasses que somam R$ 43,5 milhões e mais de 13,5 mil toneladas de alimentos doados.

    União de esforços

    O vice-governador Mateus Simões enfatiza a relevância da união de esforços para apoiar as comunidades indígenas e famílias rurais. “Com os recursos do programa direcionados para um atendimento exclusivo, e a assistência técnica de referência das nossas equipes estaduais do Sistema Agricultura, podemos contribuir diretamente para que estas famílias alcancem mais mercados e aproveitem melhor o seu potencial”.

    A assessora técnica da Seapa, Mariana Moret, explica que a verba exclusiva para indígenas foi destinada após constatar a baixa participação desses povos no programa, apesar da prioridade legal. “Selecionamos municípios com a maior concentração de indígenas e agricultores com boa produção e interesse em participar do programa”, afirma. Ela destaca que o recurso incentiva a expansão da produção e a entrada em novos mercados.

    Raul Machado, coordenador técnico estadual de Comercialização e Gestão da Emater-MG, ressalta a importância de um atendimento técnico específico para os povos indígenas. Mas respeitando seus costumes, hábitos alimentares e formas tradicionais de cultivo. “É importante repassar novas técnicas de cultivo e manejo, levando em consideração os ensinamentos milenares dos antepassados indígenas”.

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