Tag: Minas Gerais

  • Agricultor de 79 anos conquista título de melhor café de Minas

    Agricultor de 79 anos conquista título de melhor café de Minas

    O agricultor familiar Onofre Alves Lacerda, de 79 anos, foi eleito o produtor do melhor café de Minas Gerais em 2024. Residente de Espera Feliz, na região das Matas de Minas, ele venceu o 21º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais. A Emater-MG promoveu a premiação em Belo Horizonte.

    Primeiro bicampeão estadual

    Onofre Lacerda fez história ao se tornar o primeiro bicampeão estadual da competição, após ter conquistado o título também em 2017. Em resumo, seu café alcançou 92,7 pontos de um total de 100, conforme os padrões da Specialty Coffee Association (SCA), superando 1.406 amostras inscritas de 146 municípios mineiros.

    Tradição em família

    Foto: Divulgação – Emater MG

    A família Lacerda cultiva café em uma propriedade de 16 hectares, onde Onofre compartilha o trabalho com os filhos. A assistência técnica da Emater-MG contribui para manter a alta qualidade do produto. “Desde meu pai e meu avô, aprendemos que tudo deve ser feito com excelência. Portanto, meu prazer é levar um alimento de primeira à mesa do consumidor”, disse Onofre.

    Além disso, José Alexandre, um dos filhos, revelou que o pai supervisiona as atividades na lavoura e participa das decisões sobre os lotes enviados a concursos. “Ele acompanha de perto, observa nos terreiros e dá o feedback”, destacou.

    Espera Feliz: um polo de cafés especiais

    Espera Feliz se consolidou como referência na produção de cafés especiais. Ou seja, nos últimos oito anos, seis vencedores estaduais do concurso são do município. Em resumo, essa transformação começou há 15 anos, quando a Emater-MG iniciou um trabalho de conscientização e melhoria na produção com poucas famílias locais. Hoje, mais de 100 produtores da região cultivam cafés especiais.

    A maior parte das propriedades é de agricultura familiar, com áreas de até 20 hectares. Em geral, membros das próprias famílias são os responsáveis pela mão de obra.

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    Premiações extras para produtores de Espera Feliz

    Onofre Lacerda venceu como campeão estadual e também recebeu o Prêmio Sustentabilidade por alcançar a maior nota entre os participantes do programa Certifica Minas Café. Altilina Evaristo Barbosa de Lacerda, outra produtora de Espera Feliz, garantiu o segundo lugar geral do concurso e foi reconhecida como Cafeicultora Destaque em Qualidade, com 92,6 pontos.

    Categorias e avaliações

    O concurso avaliou duas categorias: Café Natural e Café Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado. No processo Natural, os produtores secam o café imediatamente após a colheita e lavagem. Por outro lado, no Cereja Descascado, os frutos passam por separação, descascamento e, em alguns casos, fermentação antes da secagem.

    Especialistas certificados como Q-Arabica Graders realizaram as análises, garantindo a precisão na avaliação sensorial. Apenas cafés com mais de 85 pontos chegaram às etapas finais.

    Importância econômica e apoio ao produtor

    Para o presidente da Emater-MG, Otávio Maia, o concurso promove o café mineiro e valoriza o trabalho no campo. “O café é essencial para a economia e representa melhoria de vida para as famílias agricultoras”, afirmou.

    Em resumo, a competição, organizada pela Emater-MG e pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), contou com o apoio da Universidade Federal de Lavras (Ufla), Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe) e patrocínio de empresas como Sicoob Crediminas e Verdemar.

    Reconhecimento e mercado

    Os vencedores receberam certificados, troféus e prêmios em dinheiro. O campeão estadual ganhou R$ 10 mil do Sicoob Crediminas. Além disso, a rede Verdemar comprará os melhores lotes para compor uma linha especial de cafés. Portanto, a saca de 60 quilos do café vencedor deve ser negociada por até R$ 6 mil.

    Liderança de Minas no mercado de café

    Minas Gerais lidera a produção de café no Brasil, com 28,1 milhões de sacas colhidas em 2024, o que corresponde a 51,2% da safra nacional. Ao mesmo tempo, o setor é responsável por 44% das exportações agropecuárias do estado, gerando US$ 6,2 bilhões em receita entre janeiro e outubro deste ano.

    Vencedores por região

    Na categoria Natural, Onofre Lacerda foi o destaque das Matas de Minas, seguido por Manoel Protázio de Abreu e Silvânia Veiga Teixeira de Lacerda, todos de Espera Feliz. Na categoria Cereja Descascado, Altilina Lacerda liderou, acompanhada por Claudiana Medeiros Lacerda e Ercilei José de Oliveira.

    No Sul de Minas, os vencedores foram Rubens Correa da Cunha Júnior (Natural) e Joaquim Adolfo Pinto Noronha (Cereja Descascado). Já no Cerrado Mineiro, os melhores colocados foram Márcia Mayumi Tomizawa (Natural) e Ricardo de Souza Guimarães (Cereja Descascado). A Chapada de Minas teve como destaque Iasmin Fernanda Vilela Resende, que alcançou 86,2 pontos.

     

  • Arroz, café e algodão: preços oscilam com dólar e mercado externo

    Arroz, café e algodão: preços oscilam com dólar e mercado externo

    Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul mantêm estabilidade nos últimos dias, segundo pesquisas do Cepea. Ao mesmo tempo, agentes do setor estão atentos à valorização do dólar e aos leilões de opção de venda promovidos pelo Governo Federal. Em resumo, o último leilão registrou baixa demanda, indicando que os valores dos contratos estão abaixo das expectativas do mercado.

    Nas transações externas, dados da Secex analisados pelo Cepea apontam forte queda nas importações de arroz em casca em novembro. O Brasil comprou 74,76 mil toneladas, 38,1% menos que em outubro, o menor volume desde fevereiro de 2022. Além disso, as exportações também caíram no período, somando 111,79 mil toneladas em equivalente arroz em casca. Ou seja, isso representa uma redução de 8,98% em relação ao mês anterior e de 20,1% na comparação anual, sendo o menor volume embarcado desde junho deste ano.

    Cafeicultores alcançam maior poder de compra em relação à ureia

    Cafeicultores brasileiros estão em seu melhor momento de compra de ureia, insumo essencial na lavoura, segundo o Cepea. No Sul de Minas Gerais, uma tonelada de ureia custa cerca de 1,59 saca de café arábica tipo 6, considerando a parcial de dezembro. Portanto, esse é o cenário mais favorável desde o início da série histórica do Cepea, em 2008.

    O aumento no poder de compra reflete a alta expressiva nos preços do café ao longo de 2024. A oferta limitada no Brasil e no Vietnã tem reduzido os estoques mundiais. Apesar dos preços elevados, a demanda global por café segue aquecida, sustentando a valorização do produto.

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    Preços do algodão sobem com valorização do dólar

    O preço do algodão em pluma registra alta mais acentuada no início de dezembro, segundo o Cepea. A valorização do dólar frente ao real tem fortalecido a posição de vendedores, que seguram ofertas no mercado interno. Enquanto isso, indústrias se mantêm afastadas das compras no mercado spot, apontando estoques suficientes até o fim de 2024.

    Parte dos agentes já realiza contratos para entrega no próximo ano, especialmente com a atual cotação do dólar favorecendo exportações. O Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, atingiu R$ 4,2095/lp no dia 9 de dezembro, maior valor desde março de 2024. O acumulado de novembro apresenta alta de 3,5%.

     

  • Sol e chuva no Sudeste e ventos intensos no Sul 

    Sol e chuva no Sudeste e ventos intensos no Sul 

    O Sul do Brasil enfrenta chuva forte e ventos de até 100 km/h neste fim de semana, devido a uma baixa pressão entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Ou seja, o fenômeno, previsto para esta sexta-feira (6), deve causar instabilidade em várias regiões do país, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    No Sul, acumulados superiores a 100 milímetros devem atingir o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná. A intensidade das chuvas levou o Inmet a emitir um alerta laranja, classificando-as como perigosas. Nas demais áreas do Paraná, também deve chover, mas os volumes não ultrapassam 50 milímetros por dia.

    Os temporais devem persistir até segunda-feira (9), acompanhando a tendência de dezembro, que começou quente e chuvoso em boa parte do Brasil.

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    Sol e chuva: dezembro promete chuvas acima da média

    A previsão para o último mês do ano reforça dias marcados por calor e pancadas de chuva. O Inmet destaca a expectativa de precipitações acima da média no Norte, nordeste do Mato Grosso, São Paulo, sul de Minas Gerais e oeste do Piauí.

    Pelo menos quatro ou cinco frentes frias devem avançar sobre São Paulo e Rio de Janeiro ao longo de dezembro. Essas frentes podem formar dois corredores de umidade, intensificando as chuvas nessas áreas.

    Em resumo, o cenário reforça a necessidade de atenção ao clima instável, especialmente no Sul, onde os ventos e chuvas fortes exigem cuidados redobrados.

  • Técnicas da Emater-MG ajudam produtores a enfrentar a estiagem

    Técnicas da Emater-MG ajudam produtores a enfrentar a estiagem

    A intensificação das mudanças climáticas tem exigido medidas eficazes para garantir a produção agrícola e preservar os recursos naturais. No setor agropecuário, essas ações são ainda mais urgentes. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) está na linha de frente, orientando produtores sobre como enfrentar a seca e adaptarem suas propriedades à nova realidade climática.

    Segundo Bernardino Cangussu, coordenador técnico estadual da Emater-MG, o aumento das temperaturas e a falta de chuvas estão causando um déficit hídrico significativo. “Estamos vivendo um período atípico, com o solo apresentando níveis mais baixos de umidade por conta do calor excessivo”, afirma.

    Técnicas da Emater-MG

    Foto: Divulgação Emater-MG

    Uma das soluções destacadas pela Emater-MG é a proteção do solo, essencial para garantir a recarga do lençol freático e a produtividade em regiões com estiagem constante. Para isso, a empresa incentiva o uso de plantas de cobertura, que melhoram a qualidade do solo e ajudam a manter a água.

    Desde 2021, a Emater-MG implementou cerca de 700 unidades demonstrativas em Minas Gerais, mostrando os benefícios dessas plantas. Em resumo, elas evitam erosões, buscam nutrientes em camadas mais profundas e aumentam a porosidade do solo, facilitando a infiltração da água. Cangussu explica que, após o corte das plantas de cobertura, a palhada protege o solo, mantendo sua temperatura mais baixa.

    A produtora Christina Ribeiro do Valle, de Guaranésia, utiliza essa técnica há quatro anos em sua plantação de café. Ela afirma que, além de reduzir a temperatura do solo, as plantas de cobertura ajudam a evitar enxurradas e aumentam a retenção de água durante as chuvas.

    Bacias de captação de água da chuva

    Outra prática orientada pela Emater-MG é a construção de bacias de captação de água da chuva, conhecidas como ‘barraginhas’. Esses reservatórios evitam erosões e recarregam o lençol freático. O terraceamento, ou ‘curva de nível’, também é utilizado em áreas inclinadas para reduzir a velocidade das enxurradas e permitir maior infiltração da água.

    Além disso, a Emater-MG realiza ações contínuas para preservar nascentes e recompor matas ciliares em rios e córregos. Ou seja, essas práticas são essenciais para manter a oferta de água durante períodos de estiagem.

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    Região Norte de Minas é a mais afetada pela seca

    No Norte de Minas, uma das regiões mais castigadas pela seca, cerca de 170 mil famílias de agricultores foram afetadas entre janeiro e agosto deste ano, segundo um relatório da Emater-MG. Além disso, o estudo também identificou o secamento de mais de 300 cursos d’água.

    Para mitigar os impactos, a Emater-MG orienta mais de 50 mil produtores sobre como produzir alimentação para o gado bovino, incentivando o plantio de forrageiras e a confecção de silagem. A abertura de bacias de captação e a construção de terraços também fazem parte das medidas adotadas, em parceria com prefeituras e a Secretaria de Estado de Agricultura.

    De acordo com José Arcanjo Pereira, gerente regional da Emater-MG em Montes Claros, essas ações vão ajudar a reter mais de 12 milhões de metros cúbicos de água por ano. Além disso, a Emater-MG oferece apoio na obtenção de crédito rural emergencial e orienta os produtores sobre projetos de abastecimento de água.

    Queimadas se intensificam com a seca prolongada

    A seca prolongada, combinada com o aumento das temperaturas, tem causado um grande número de queimadas em Minas Gerais. De julho a setembro, o fogo destruiu 110 mil hectares de pastagens no estado, além de atingir áreas de cana-de-açúcar, café e florestas plantadas. Em resposta, a Emater-MG lançou uma cartilha com orientações sobre os riscos das queimadas e o uso responsável do fogo nas propriedades rurais.

    O material está disponível gratuitamente no site da Emater-MG e reforça que o manejo com fogo só pode ser feito com autorização dos órgãos competentes.

     

  • Minas Gerais sanciona política estadual de Agricultura Irrigada Sustentável

    Minas Gerais sanciona política estadual de Agricultura Irrigada Sustentável

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sancionou a regulamentação da Política Estadual de Agricultura Irrigada Sustentável, uma medida que está sendo celebrada pelo setor agropecuário mineiro. A lei promete garantir o acesso à irrigação, especialmente no semiárido e noroeste do estado.

    A nova legislação, aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa, é fruto do Projeto de Lei 754/15, do deputado Antônio Carlos Arantes, ao qual se anexou o PL 1872/23, de autoria dos deputados Raul Belém e Maria Clara Marra. Essa aprovação também regulamenta a outorga coletiva de água, uma medida crucial para a gestão hídrica.

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    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio Pitangui de Salvo, destacou a importância da nova lei para a agricultura irrigada sustentável em Minas Gerais. “Essa lei promoverá uma revolução para a agricultura irrigada, principalmente nas regiões do semiárido e noroeste de Minas Gerais. Permitirá a reservação de água dentro das propriedades rurais, desburocratizando os projetos de irrigação. E garantindo desenvolvimento, segurança alimentar, geração de emprego e renda para os produtores rurais. Além de aumentar nossa competitividade e ajudar a manter os jovens no campo.”

    Produtividade e Sustentabilidade

    Mariana Ramos, gerente de Sustentabilidade do Sistema Faemg Senar, também ressaltou os benefícios da nova política. “A sanção da lei abre caminho para um salto na produtividade e na sustentabilidade do setor agropecuário mineiro. A irrigação gera um aumento vertical na produtividade, sem expansão horizontal, criando um efeito ‘poupa terra’ significativo também para o meio ambiente.”

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    A prática da irrigação sustentável contribui para a preservação dos recursos hídricos e a redução das emissões de gases de efeito estufa, além de garantir a produção eficiente e resiliente de alimentos. Essa abordagem é crucial em um cenário de mudanças climáticas e crescimento populacional.

    O Sistema Faemg Senar desempenhou um papel vital na aprovação da nova legislação, representando os interesses do setor agropecuário nas discussões com o poder público e a sociedade civil. Mariana Ramos afirmou que a entidade contribuiu para a construção de um texto final que atende às necessidades dos produtores rurais e à preservação ambiental.

  • Federações mineiras se unem em ações colaborativas

    Federações mineiras se unem em ações colaborativas

    Líderes dos setores agropecuário, comércio e indústria de Minas Gerais reuniram-se na sede do Sistema Faemg Senar, em Belo Horizonte. O objetivo foi discutir estratégias colaborativas visando o desenvolvimento econômico do estado. A reunião foi conduzida por Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar, e contou com a participação de Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), e Nadim Donato, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), além de outros representantes das instituições.

    Este encontro marca o início de uma série de ações colaborativas planejadas para 2024, com o objetivo de fortalecer a economia mineira e garantir o crescimento sustentável dos setores produtivos. Entre os eventos destacados, está a Semana Internacional do Café (SIC) 2024. As três federações unirão esforços para promover produtos e serviços, visando melhorar a performance do setor cafeeiro de Minas Gerais.

    “Gostaria de agradecer a presença da Fiemg e da Fecomércio aqui em nossa sede. Vamos continuar juntos, estreitando nosso relacionamento e trabalhando em iniciativas relevantes. Nosso objetivo é potencializar as feiras, exposições e demais eventos, para que tenhamos um alinhamento ainda maior entre as três federações, com benefícios para toda a cadeia produtiva”, ressaltou Antônio de Salvo.

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    Também participaram da reunião os vice-presidentes do Sistema Faemg Senar, Renato Laguardia e Ebinho Bernardes, os superintendentes Celso Furtado Júnior e Adriano Cunha, e o chefe de gabinete, Silas Canedo.

    Sobre as Federações Mineiras

    O Sistema Faemg Senar é uma entidade que representa os interesses dos produtores rurais de Minas Gerais. Ele oferece serviços de formação profissional e assistência técnica para o desenvolvimento sustentável da agropecuária no estado.

    A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) atua na promoção do desenvolvimento industrial. Seu objetivo é apoiar empresas com serviços que vão desde a qualificação profissional até a inovação tecnológica.

    Já a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG) representa os empresários do setor terciário. Defende seus interesses e oferecendo suporte para o crescimento e a competitividade dos negócios.

  • Impacto dos fatores climáticos na safra de laranja em SP e MG

    Impacto dos fatores climáticos na safra de laranja em SP e MG

    Os estados de São Paulo e Minas Gerais, maiores produtores de laranja do Brasil, enfrentam uma safra desafiadora devido às condições climáticas adversas. Chuvas irregulares, secas prolongadas e altas temperaturas têm afetado a produção e a qualidade das frutas. Isso tem potencial de impacto significativo no mercado global, já que o Brasil é o maior produtor de laranja do mundo.

    A irregularidade das chuvas comprometeu o desenvolvimento das laranjeiras. Em São Paulo, chuvas abaixo da média no início do ano causaram uma floração irregular, resultando em frutos de tamanhos variados e menor qualidade. Em Minas Gerais, as chuvas intensas em períodos críticos provocaram doenças fúngicas, como a pinta preta, afetando a produção e o rendimento das colheitas.

    A seca prolongada e as altas temperaturas, especialmente durante o verão, aumentaram o estresse hídrico nas plantas. As laranjeiras, submetidas a essas condições, reduziram a produção de frutos e apresentaram queda prematura das laranjas, comprometendo a safra. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), a previsão é de uma redução significativa na colheita deste ano.

    Repercussão no Mercado

    Com a redução na oferta de laranjas, o preço dos produtos derivados, como suco de laranja, pode aumentar. “A diminuição da produção impacta diretamente o mercado interno e externo. Enquanto eleva os preços, e diminui a competitividade do Brasil no cenário internacional”, afirma João Sampaio, ex-secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, em entrevista recente.

    Para mitigar os efeitos climáticos adversos, produtores têm adotado práticas de manejo mais sustentáveis, como a irrigação eficiente e o uso de técnicas de controle biológico de pragas. No entanto, essas medidas requerem investimentos significativos, nem sempre acessíveis a todos os produtores.

    Safra afeta a qualidade da laranja disponível.

    Especialistas apontam que a adaptação às mudanças climáticas é crucial para a sustentabilidade da produção de laranja no Brasil. “Precisamos investir em pesquisa e desenvolvimento de cultivares mais resistentes às condições climáticas extremas e em tecnologias de manejo que garantam a produtividade mesmo em anos difíceis”, ressalta Marcos Fava Neves, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, em declaração ao jornal Estadão.

    A combinação de fatores climáticos adversos e a necessidade de adaptação tecnológica coloca os produtores  de SP e MG diante de grandes desafios, com impactos na safra de laranja que se estendem do campo até o mercado global.

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/precos-das-laranjas/

  • Dia do Produtor Rural Mineiro

    Dia do Produtor Rural Mineiro

    Para celebrar o Dia do Produtor Rural Mineiro, 7 de julho, instituído em 1998 pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a Faemg lança uma campanha publicitária nos principais veículos de comunicação do estado. A campanha retrata o trabalho dos produtores rurais e o apoio do Sistema Faemg Senar para a modernização e o crescimento sustentável do setor. A sucessão familiar também é abordada, destacando o campo como o “caminho para o futuro”.

    Neste 7 de julho, a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) também completa 73 anos de atuação fundamental na promoção e defesa dos interesses dos produtores rurais mineiros. Desde 1951, a Faemg tem sido a voz da classe produtiva, garantindo que ela tenha suas demandas ouvidas e atendidas nas esferas política, econômica e social.

    A Faemg tem contribuído diretamente para o fortalecimento da agropecuária mineira, que atingiu um valor de produção recorde de R$ 228,6 bilhões em 2023, segundo dados da Fundação João Pinheiro. Portanto, isso representa um incremento de R$ 13,2 bilhões na economia do estado.

    Reprodução – Sistema Faemg

    “Minas Gerais possui a maior diversificação agrícola do país. São mais de 600 mil propriedades rurais produzindo alimentos, fibras e energia renovável para o mercado interno e externo. O produtor rural mineiro se destaca no cenário global. Isso se deve ao trabalho incansável dos produtores rurais, os verdadeiros protagonistas desse desempenho”, afirma Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar.

    Tecnologia e práticas sustentáveis

    Os produtores rurais mineiros têm investido em tecnologia, capacitação e práticas sustentáveis para garantir uma produtividade crescente com menor impacto ambiental. “Eles são engajados, inovadores e conscientes da importância de preservar os recursos naturais para assegurar o futuro. O agro brasileiro deixou de ser um país importador para se tornar um dos principais fornecedores de alimentos para o mundo”, complementa Salvo.

    Com seus 401 Sindicatos de Produtores Rurais filiados, a Faemg é a maior federação do país. Além disso, ela tem sido uma defensora incansável dos direitos e interesses dos homens e mulheres do campo. A Faeng tem atuado pelo crescimento sustentável e a inovação no setor.

     

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/qualidade-da-cachaca-mineira/

  • Agronegócio mineiro tem resultado recorde em 2023

    Agronegócio mineiro tem resultado recorde em 2023

    O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio mineiro teve crescimento de 5,9% em 2023, passando dos R$215,4 bilhões registrados em 2022 para R$228,6 bilhões. O resultado recorde representou acréscimo de R$ 13,2 bilhões na economia mineira.

    Na avaliação do presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, a coletiva realizada na sede da instituição que é a “casa do produtor rural”, demonstra a importância do diálogo e do alinhamento com o Governo de Minas.

    De acordo com o vice-governador, Professor Mateus, houve evolução do PIB do agro mineiro desde 2019. “Os aumentos em todos os anos, em todos os setores, mostram que o agro cresce mais do que a média da economia geral de Minas Gerais. Esses números são muito impressionantes também, pois os preços em 2022 eram mais altos do que em 2023, então, crescemos no valor total, mesmo com redução no preço da commodities. Isso monstra que o nosso produtor rural está avançando muito em produtividade”, disse.

    O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, reforçou que os resultados positivos. Eles refletem o trabalho conjunto entre os setores público e privado para dar solução e atender ao produtor rural mineiro. “Nós temos conseguido crescer, o que se deve ao trabalho conjunto de ouvir o setor e discutir as políticas públicas para tomarmos as melhores decisões. Essa proximidade com a Faemg abre portas, nos coloca mais próximos de quem produz lá na ponta, e nos ajuda a atendê-los melhor”.

    Café, soja, cana-de-açúcar e milho são destaques

    Os resultados foram apresentados pelo professor, pesquisador e coordenador de Contas Regionais da Diretoria de Estatística e Informações da FJP, Raimundo Sousa. Segundo ele, houve aumento expressivo da produção de café, soja, cana-de-açúcar e milho, mesmo com a evolução menor dos preços desses produtos compreendidos como primários.

    O crescimento do PIB do agronegócio reflete, também, o avanço da fabricação de alimentos, bebidas, celulose e biocombustíveis, por exemplo. No caso das agroindústrias e serviços relacionados, as melhorias nos preços praticados acompanharam o incremento das quantidades produzidas.

     

  • Concurso Internacional da ExpoQueijo Brasil 2024

    Concurso Internacional da ExpoQueijo Brasil 2024

    Produtores de queijos artesanais têm até domingo, dia 9 de junho, para inscrever suas criações na disputa que promete agitar a cidade de Araxá a partir do dia 27 de junho. A ExpoQueijo Brasil 2024, que acontecerá no Grande Hotel e Termas de Araxá, no Alto Paranaíba, prorrogou as inscrições para o Concurso Internacional de Queijos Artesanais, proporcionando uma nova oportunidade de agregar valor à produção.

    Com um corpo de jurados altamente capacitado, formado por especialistas treinados pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes, vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o concurso promete ser uma vitrine para os produtores. Para Thales Fernandes, secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a expertise dos jurados aliada à metodologia genuinamente mineira torna o evento motivo de orgulho para o estado.

    No ano passado, o Concurso Internacional de Queijos Artesanais da ExpoQueijo teve sua curadoria feita inteiramente pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes, com mais de 200 jurados treinados para avaliar as amostras concorrentes. Para a edição de 2024, a expectativa é que pelo menos 1,1 mil queijos participem da competição, concorrendo às cobiçadas medalhas de ouro, prata, bronze e ao título de Super Ouro, distribuídas em aproximadamente 45 categorias.

    Em Minas Gerais, a produção de queijos artesanais é uma tradição cultural e econômica. O estado conta com 15 regiões caracterizadas como produtoras de Queijos Minas Artesanais (QMA) e Queijos Artesanais de Minas (QAM). Desde 2019, novas regiões foram reconhecidas, como Alagoa e Mantiqueira, ampliando o leque de opções para os apreciadores deste produto típico.

    Além do concurso, a ExpoQueijo Brasil oferece uma variedade de atrações, incluindo uma Feira Internacional de Negócios com estandes que valorizam produtos da agricultura familiar, um Fórum Internacional com palestras e debates sobre inovações e práticas para aprimorar a qualidade e valor comercial dos queijos artesanais, e uma vila gastronômica e cultural que promove a degustação de queijos harmonizados com iguarias da culinária regional.

    Considerada o principal evento do segmento nas Américas, a ExpoQueijo Brasil 2024 atrai a atenção de especialistas e da imprensa internacional, consolidando-se como uma celebração dos sabores e da cultura queijeira, enaltecendo o patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais.