Tag: mercado internacional

  • Brasil amplia exportação de carne de frango para Sarawak

    Brasil amplia exportação de carne de frango para Sarawak

    O Brasil avança no mercado asiático com a abertura de Sarawak, estado autônomo da Malásia, para importação de carne de frango halal. O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou a liberação, medida comemorada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    Sarawak

    Sarawak, o maior estado da Malásia, tem cerca de 2,6 milhões de habitantes. Em outubro de 2023, uma missão técnica visitou o Brasil para avaliar o sistema de produção de carne de aves e bovinos. As negociações avançaram após essa visita, resultando em uma nova missão oficial. Durante a viagem, o Ministro da Agricultura malaio assinou o Certificado Sanitário que autoriza a importação da carne de frango brasileira.

    Três plantas frigoríficas foram habilitadas para exportação. As unidades estão localizadas em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.

    “Apesar de ser um estado autônomo com maioria não muçulmana, Sarawak exige o cumprimento das normas halal, conforme as regulamentações da Malásia”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA.

    A ABPA também espera que a carne suína brasileira conquiste esse mercado nos próximos meses. Segundo Santin, há negociações bilaterais em andamento para viabilizar essa nova exportação.

    “Vemos grande potencial nesse mercado. Nosso objetivo é complementar a produção local e ajudar a reduzir os impactos da biossegurança na região, que tem enfrentado desafios com fornecedores e inflação de alimentos”, destaca Santin.

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  • Brasil exporta 3,97 milhões de sacas de café em janeiro

    Brasil exporta 3,97 milhões de sacas de café em janeiro

    O Brasil exportou 3,977 milhões de sacas de café em janeiro de 2025, registrando uma leve queda de 1,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Porém, apesar da redução no volume, a receita subiu 60%, alcançando US$ 1,3 bilhão, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em janeiro de 2024, o faturamento foi de US$ 823 milhões.

    O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, avalia que o desempenho das exportações foi positivo, considerando a entressafra e os desafios logísticos. Além disso, ele destaca que o aumento na receita reflete a valorização dos preços do café no mercado internacional.

    Café arábica lidera exportações

    O café arábica manteve a liderança nas exportações brasileiras, com 3,278 milhões de sacas embarcadas, representando 82,4% do total. O volume recuou 0,3% na comparação com janeiro de 2024. Ao mesmo tempo, os cafés canéforas (conilon + robusta) tiveram queda de 28,9%, totalizando 328.074 sacas e respondendo por 8,3% das exportações.

    Já os cafés industrializados registraram crescimento. O café solúvel teve alta de 24,8%, com 365.598 sacas exportadas, representando 9,2% do total. O segmento de café torrado e moído avançou 156,6%, com 4.968 sacas enviadas ao exterior.

    Ferreira atribui a queda nos embarques de canéforas à maior competitividade dos cafés do Vietnã, cuja safra entrou no mercado em novembro com preços mais atrativos. Ele também observa que a leve redução no volume de arábica exportado reflete a concorrência de outras origens, especialmente nos cafés naturais finos e de peneiras maiores.

    Estados Unidos seguem como principal destino

    Os Estados Unidos importaram 713.348 sacas de café brasileiro em janeiro, representando 17,9% do total e um crescimento de 3,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A Alemanha ficou em segundo lugar, com 457.569 sacas (-35%). Itália (262.809 sacas, +31,2%), Japão (247.840 sacas, +15,5%) e Bélgica (206.283 sacas, -50,4%) completaram o ranking dos principais destinos.

    Em geral, mesmo com a forte concorrência de cafés vietnamitas e indonésios, o Brasil ampliou os embarques de café verde para esses mercados. As exportações para o Vietnã cresceram 387,2%, totalizando 51.963 sacas. Para a Indonésia, o aumento foi de 95,3%, com 37.562 sacas enviadas. Ferreira explica que esses embarques resultam de contratos firmados no ano passado, quando os cafés conilon e robusta brasileiros estavam mais competitivos. No entanto, ele prevê queda nos volumes nos próximos meses devido à atual diferença de preços.

    Cafés diferenciados do Brasil ganham espaço

    Os cafés especiais, com certificações sustentáveis ou qualidade superior, representaram 25,4% das exportações totais em janeiro. Em resumo, o Brasil exportou 1,012 milhão de sacas desse tipo de café, um crescimento de 24,5% na comparação anual. A receita com esses embarques atingiu US$ 393 milhões, um avanço de 113,1% em relação ao mesmo período de 2024.

    Os Estados Unidos lideraram as compras de cafés diferenciados, adquirindo 206.657 sacas, o equivalente a 20,4% do total. A Bélgica ficou em segundo lugar, com 135.216 sacas, seguida pela Alemanha (134.749 sacas), Japão (67.181 sacas) e Holanda (57.869 sacas).

    Porto de Santos mantém liderança

    O Porto de Santos continuou sendo o principal ponto de saída do café brasileiro, respondendo por 75,3% das exportações em janeiro, com 2,996 milhões de sacas embarcadas. O complexo portuário do Rio de Janeiro ficou em segundo lugar, com 834.220 sacas (21% do total). O Porto de Paranaguá, no Paraná, exportou 35.995 sacas, representando 0,9% dos embarques.

    Exportações acumuladas da safra 2024/25

    No acumulado da safra 2024/25, entre julho de 2024 e janeiro de 2025, o Brasil exportou 30,147 milhões de sacas de café. Ou seja, o volume representa um crescimento de 11,3% em relação ao mesmo período da safra anterior. A receita cambial aumentou 60,3%, atingindo US$ 8,522 bilhões.

    Os resultados refletem recordes históricos para o setor, impulsionados pelos embarques de café verde e industrializado, especialmente o solúvel. O relatório completo das exportações está disponível no site do Cecafé: www.cecafe.com.br.

    Sobre o Cecafé

    Fundado em 1999, o Cecafé representa o setor exportador de café no Brasil e no exterior. A entidade apoia o segmento com inteligência de dados, ações estratégicas e jurídicas, além de projetos socioambientais. Com 126 associados, entre exportadores, produtores, associações e cooperativas, o Cecafé responde por 96% dos embarques de café do país.

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  • Recorde: exportações de carne suína crescem 6,4% em janeiro

    Recorde: exportações de carne suína crescem 6,4% em janeiro

    O Brasil exportou 106 mil toneladas de carne suína em janeiro, um aumento de 6,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ou seja, pela primeira vez, os embarques superaram a marca de 100 mil toneladas no primeiro mês do ano.

    A receita das exportações alcançou US$ 238 milhões, um crescimento de 19,6% na comparação anual. Em janeiro de 2023, o setor faturou US$ 199 milhões.

    Principais mercados da carne suína

    A China liderou as importações, adquirindo 19,8 mil toneladas, uma queda de 14% em relação ao ano anterior. As Filipinas ficaram em segundo lugar, com 19,5 mil toneladas, um aumento de 58%. Outros mercados também se destacaram: Hong Kong importou 9,5 mil toneladas (estável), Japão adquiriu 8,1 mil toneladas (+87%) e o Chile comprou 7,7 mil toneladas (-29%). Singapura registrou 6,5 mil toneladas (+26%), Estados Unidos, 4,7 mil toneladas (-9%), Argentina, 4,4 mil toneladas (+379%) e Uruguai, 3,7 mil toneladas (+1%). Costa do Marfim e Vietnã também ampliaram as compras, com aumentos de 103% e 127%, respectivamente.

    Além disso, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, destaca o crescimento das exportações para a Ásia. “Os mercados asiáticos, liderados pelas Filipinas, ampliaram sua participação. Isso fortalece a tendência positiva registrada desde o segundo semestre do ano passado”, afirma.

    Em geral, Santa Catarina manteve a liderança entre os estados exportadores, com 57,9 mil toneladas embarcadas, um crescimento de 4,4%. O Rio Grande do Sul enviou 21,5 mil toneladas ao exterior (+1,7%), seguido pelo Paraná, com 13,1 mil toneladas (+20,5%). Minas Gerais e Mato Grosso também ampliaram suas exportações, com 3,4 mil toneladas (+84%) e 3,3 mil toneladas (+26,9%), respectivamente.

     

     

  • Exportações de frutas brasileiras crescem em valor, mesmo com desafios climáticos

    Exportações de frutas brasileiras crescem em valor, mesmo com desafios climáticos

    As exportações de frutas brasileiras registraram crescimento no valor comercializado entre janeiro e setembro de 2024. Esse avanço reflete a força do setor, mesmo diante de condições climáticas adversas que reduziram o volume de algumas frutas exportadas.

    De acordo com dados do AgroStat/Mapa, o valor total das exportações de frutas cresceu 8,51% em comparação com o mesmo período de 2023. Por outro lado, o volume exportado caiu 3,34%, impactado pelo excesso de chuvas nas principais regiões produtoras durante o primeiro semestre do ano.

    Mangas lideram alta no valor exportado

    As mangas se destacaram como a principal fruta exportada em valor. O total arrecadado com as vendas internacionais cresceu 46,19%, saltando de US$ 147 milhões em 2023 para US$ 215 milhões em 2024. No entanto, o volume exportado apresentou leve queda de 0,16%, totalizando 141 mil toneladas. Esse aumento no valor reflete os preços elevados no mercado internacional, que compensaram a redução no volume ofertado.

    Limões e melões também apresentam bom desempenho

    As exportações de limões e limas registraram aumento de 14,52% no valor, somando US$ 155,7 milhões. Diferente das mangas, o volume exportado dessa fruta também cresceu, atingindo 9,16% de alta. O bom desempenho é atribuído à maior demanda global e à aceitação no mercado externo.

    No caso dos melões, o valor exportado cresceu 7,72%, superando os US$ 102 milhões. Já o volume subiu 12,92%, totalizando mais de 133 mil toneladas. A recuperação em áreas menos afetadas pelas chuvas contribuiu para esse resultado positivo.

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    Queda significativa nas exportações de uvas

    Em contrapartida, as exportações de uvas sofreram uma queda expressiva, tanto em valor quanto em volume. O total arrecadado caiu 48,79%, enquanto o volume exportado recuou 54,32%. As chuvas excessivas reduziram a disponibilidade de uvas para exportação, prejudicando o desempenho do setor.

    Setor fruticultor mantém resiliência

    Apesar das adversidades, o setor de frutas frescas brasileiro demonstra resiliência e capacidade de adaptação. Estratégias comerciais eficazes e a crescente demanda por frutas tropicais continuam a impulsionar o desempenho no mercado internacional. Mangas, limões e melões exemplificam como os produtores superam desafios climáticos e mantêm a competitividade global.

    Portanto, esse crescimento reforça o papel das exportações de frutas brasileiras no cenário internacional e a importância da fruticultura para a economia do país.

     

     

  • Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    São Paulo mantém a liderança nas exportações do agronegócio brasileiro. O setor paulista registrou alta de 11,2% entre janeiro e outubro de 2024, alcançando US$ 25,77 bilhões. No mesmo período, as importações somaram US$ 4,74 bilhões, resultando em um superávit de US$ 21,03 bilhões. Ou seja, esse saldo reforça a importância do agronegócio para a economia estadual.

    O levantamento, conduzido por Carlos Nabil Ghobril, coordenador da Apta, e pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), destaca que o setor agro respondeu por 43,6% das exportações paulistas no período. As importações do segmento representaram 7,4% do total estadual.

    Enquanto isso, os demais setores da economia estadual acumularam um déficit de US$ 26,13 bilhões, evidenciando o papel do agronegócio na redução do saldo negativo da balança comercial paulista.

    Principais produtos e crescimento

    Cinco grupos de produtos concentraram 79,8% das exportações agropecuárias paulistas:

    • Complexo sucroalcooleiro: 40,7% de participação (US$ 10,48 bilhões), com o açúcar representando 93% desse total.
    • Carnes: 11,2% de participação (US$ 2,89 bilhões), lideradas pela carne bovina (84,1%).
    • Produtos florestais: 10,3% de participação (US$ 2,66 bilhões), com destaque para celulose (55,2%).
    • Sucos: 9,1% de participação (US$ 2,34 bilhões), sendo 98,2% de suco de laranja.
    • Complexo soja: 8,5% de participação (US$ 2,18 bilhões), com 77,1% de soja em grão.

    Ao mesmo tempo, o café registrou alta de 41,4%, somando US$ 1,06 bilhão, com destaque para o café verde (71,7%). Outras altas incluem sucos (+30,6%), complexo sucroalcooleiro (+23,9%) e produtos florestais (+18,9%). Já o complexo soja sofreu queda de 35%, impactado por variações de preço e volume exportado.

    Importações e participação nacional

    Nas importações, os principais produtos foram salmão (US$ 383,63 milhões), papel (US$ 340,14 milhões) e trigo (US$ 271,41 milhões). Juntos, os dez itens mais importados somaram US$ 2,09 bilhões, ou 44,2% das importações agropecuárias paulistas.

    No cenário nacional, São Paulo respondeu por 18,4% das exportações do agronegócio brasileiro, superando Mato Grosso (16,9%) e Paraná (11,3%). O estado lidera as exportações de sucos (83,7%), complexo sucroalcooleiro (63,1%) e produtos alimentícios diversos (73,9%).

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    Balança comercial brasileira

    O agronegócio brasileiro acumulou superávit de US$ 123,78 bilhões até outubro de 2024, apesar de uma leve redução de 1,6% em comparação ao ano anterior. Em resumo, as exportações setoriais somaram US$ 140,02 bilhões, representando 49,3% das vendas externas do país.

    Os principais grupos exportados foram complexo soja (US$ 50,33 bilhões), carnes (US$ 21,49 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 16,60 bilhões), produtos florestais (US$ 14,31 bilhões) e café (US$ 9,75 bilhões). Portanto, juntos, esses produtos concentraram 80,3% das exportações do agronegócio brasileiro.

    Destaques incluem aumentos nas vendas de café (+51,0%) e complexo sucroalcooleiro (+26,6%). Por outro lado, o complexo soja registrou queda de 16,8%, refletindo oscilações no mercado internacional.

     

  • Brasil registra recorde de exportação de café em outubro

    Brasil registra recorde de exportação de café em outubro

    O Brasil exportou 4,926 milhões de sacas de café em outubro, alcançando o maior volume mensal já registrado. Ou seja, o desempenho superou em 11,6% o mesmo mês de 2023 e ultrapassou em 3,27% o recorde anterior, de novembro de 2020. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

    Apesar de gargalos logísticos que deixaram 2,1 milhões de sacas acumuladas nos portos até setembro, o setor manteve o ritmo de exportações. Para contornar os atrasos e mudanças de escala dos navios, empresas adotaram estratégias como o uso de navios break bulk.

    Receita em outubro alcança US$ 1,39 bilhão

    Com preço médio de US$ 282,80 por saca, o valor obtido em outubro chegou a US$ 1,393 bilhão, recorde mensal. O montante representa um crescimento de 62,6% em relação ao mesmo período de 2023.

    Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, destacou o esforço das empresas para cumprir compromissos internacionais, mas alertou sobre desafios persistentes. “Ainda há um grande volume de café parado nos portos. Os exportadores continuam enfrentando atrasos de navios e rolagens de cargas”, afirmou Ferreira.

    Infraestrutura portuária insuficiente

    Segundo Ferreira, o aumento da demanda por contêineres, principalmente para café, açúcar e algodão, agrava os atrasos. Ou seja, a falta de infraestrutura adequada nos portos dificulta a gestão de cargas e lota os terminais.

    O Cecafé segue em diálogo com terminais e autoridades, buscando soluções para ampliar os investimentos em infraestrutura. “Sem investimentos, os exportadores continuarão arcando com os custos de manter esse ritmo recorde”, alertou Ferreira.

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    Acumulado do ano registra crescimento

    De janeiro a outubro, o Brasil exportou 41,456 milhões de sacas, um aumento de 35,1% em relação ao mesmo período de 2023. A receita cambial no período foi de US$ 9,875 bilhões, alta de 53,8%.

    Principais mercados e tipos de café

    A Alemanha lidera como principal destino, com 6,64 milhões de sacas, seguida pelos Estados Unidos, com 6,52 milhões. Bélgica, Itália e Japão completam o top 5. Entre os tipos exportados, o café arábica representou 72,9% do total, enquanto o canéfora registrou um crescimento de 140%, somando 7,894 milhões de sacas.

    Relatório completo disponível

    O relatório detalhado das exportações está no site do Cecafé: cecafe.com.br.

     

  • Exportações de carne de frango aumentam 4,2% em maio

    Exportações de carne de frango aumentam 4,2% em maio

    As exportações brasileiras de carne de frango aumentaram 4,2% em maio de 2024 na comparação ao mesmo período do ano anterior. O total de toneladas exportadas atingiu a marca de 451 mil. Foi o segundo melhor desempenho do ano e o quinto maior da história. Além disso, o levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), mostra também que a movimentação do mercado internacional gerou uma receita de US$ 818,7 milhões. Esse valor representa uma queda de 5,6% em relação ao ano anterior, que registrou US$ 867,4 milhões no mesmo período.

    Ao considerar o acumulado do ano até maio, os embarques de carne de frango totalizaram 2,152 milhões de toneladas. Ou seja, houve uma ligeira queda de 1,4% em comparação ao mesmo período de 2023, que registrou 2,183 milhões de toneladas. A receita gerada no período atingiu US$ 3,842 bilhões, representando uma diminuição de 10,2% em relação ao ano anterior, que alcançou US$ 4,281 bilhões.

    Ranking por estado

    No que diz respeito aos principais estados exportadores, o Paraná continuou liderando o ranking, com 198,9 mil toneladas exportadas em maio, um aumento de 11,2% em relação ao ano anterior. Santa Catarina seguiu em segundo lugar, com 89,6 mil toneladas (+2,2%). Já o Rio Grande do Sul, que enfrentou desafios logísticos devido às enchentes de maio, registrou uma queda de 11,4%, totalizando 56,4 mil toneladas. São Paulo, com 25,4 mil toneladas (+4,9%), e Goiás, com 22,9 mil toneladas (+15,4%), completam a lista dos cinco maiores estados exportadores.

    Perspectivas e Desafios

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou a importância do resultado de maio como um indicador do ritmo das exportações para o ano. Ele observou que, apesar do desempenho positivo, as adversidades enfrentadas no Rio Grande do Sul deixaram suas marcas no fluxo de exportações do estado.

    Países compradores

    No que diz respeito aos destinos, a China liderou as importações com 49,8 mil toneladas, embora esse número represente uma redução de 23,6% em relação ao ano anterior. Em seguida, os Emirados Árabes Unidos registraram um aumento de 22,2%, com 39,6 mil toneladas, seguidos pela Arábia Saudita com 37,5 mil toneladas (+31,2%), Japão com 32,2 mil toneladas (-15,4%), África do Sul com 32,1 mil toneladas (+12,6%), Iraque com 24 mil toneladas (+35,5%), e México com 20,5 mil toneladas (+96,3%).

    Expansão para Novos Mercados

    Luís Rua, diretor de mercados da ABPA, destacou o crescimento das vendas para o Oriente Médio e o Norte da África, ressaltando o Brasil como o principal fornecedor global de carne de frango halal. Ele também mencionou a retomada da presença brasileira em mercados africanos emergentes, como Líbia e Argélia, indicando um potencial de crescimento para os próximos meses.

     

  • Preços do arroz sobem desde 2023

    Preços do arroz sobem desde 2023

    O mês de maio de 2024 foi marcado pelas enchentes no Rio Grande do Sul, mas o preço do arroz vem subindo desde 2023 acompanhando o mercado internacional. Ao mesmo tempo, outros fatores também elevaram os preços do cereal no mercado brasileiro. Em geral, num primeiro momento, as chuvas intensas no segundo semestre do ano passado, causadas pelo efeito El Niño, interromperam a implementação da nova safra. Em um segundo momento, os baixos estoques, a boa demanda global e os problemas com semeadura no estado do Rio Grande do Sul, mantiveram os preços do arroz em casca em alta entre novembro e janeiro. Depois, começou a colheita do Rio Grande do Sul, estado que produz 70% do arroz brasileiro, e houve o início da queda de preço.  Os dados que o sistema CNA/Senar analisou mostram ainda que até abril, mais de 80% da área já havia sido colhida no estado.

    Compra de arroz importado

    Vale lembrar que a compra de arroz importado, feita via leilão pelo governo federal na última quinta-feira (6), deve chegar ao consumidor custando R$ 4 o quilo. O produto terá selo de identificação na embalagem que precisa ser transparente, assunto já abordado pelo Agro em Campo. A Conab também vai realizar um novo leilão para comprar mais 36,63 mil toneladas de arroz tipo 1, longo fino, polido, no dia 13 de junho às 9 horas. Certamente, esse é um tema que você vai conferir em detalhes por aqui.

    Mais culturas afetadas no Rio Grande do Sul

    Além do arroz, outras atividades também foram prejudicas pelas enchentes. Atualmente, o Rio Grande do Sul, é o maior produtor de milho primeira safra, sendo responsável por 22% da produção nacional. Além disso, é o segundo maior produtor de soja, 15% da produção nacional, e de trigo, 46% da produção brasileira. Sendo que também é relevante na bovinocultura, apicultura e frutas temperadas, como por exemplo, uva, maçã e pêssego.