Tag: Mato Grosso do Sul

  • Guavira: a fruta do Cerrado que resiste ao fogo e vira farinha, licor e isotônico

    Guavira: a fruta do Cerrado que resiste ao fogo e vira farinha, licor e isotônico

    Depois dos ipês, as flores da guavira colorem o Cerrado de Mato Grosso do Sul. A espécie nativa do bioma encanta com suas flores delicadas e produz frutos de sabor doce e levemente ácido, que conquistam paladares e impulsionam a gastronomia regional.

    A guavira, também conhecida como gabiroba (Campomanesia spp.), floresce em um período curto, entre setembro e outubro, durante a estiagem. As flores duram apenas três a quatro dias em cada arbusto, criando um espetáculo efêmero no Cerrado.

    A guavira pertence à família Myrtaceae e inclui diversas espécies do gênero Campomanesia, sendo a Campomanesia xanthocarpa uma das mais comuns no Centro-Oeste brasileiro. O fruto possui casca fina, polpa suculenta e pode ser consumido in natura ou transformado em sucos, geleias, licores e doces.

    Abelhas trabalham na formação dos frutos

    As flores dependem da ação das abelhas para a polinização. Esses insetos visitam a planta em busca de néctar e pólen, que utilizam na produção de mel. Ao transportarem o pólen entre as flores, as abelhas contribuem para a fecundação e o surgimento dos frutos, processo que leva cerca de dois meses.

    A polinização cruzada realizada pelas abelhas aumenta significativamente a taxa de frutificação da guavira, tornando esses insetos essenciais para a produção.

    Resistência ao fogo garante sobrevivência no Cerrado

    Uma das características mais notáveis da guavira é sua capacidade de resistir a incêndios. Os arbustos de guavira possuem raízes profundas e casca espessa que protegem a planta durante queimadas, permitindo que rebrotam rapidamente após o fogo. Essa adaptação torna a espécie fundamental para a regeneração do Cerrado e a manutenção da biodiversidade.

    Foto: Marco Pimentell/Flickr

    A guavira cresce naturalmente no final da estiagem e produz frutos em abundância nos meses seguintes, garantindo alimento para a fauna local e para comunidades tradicionais que praticam o extrativismo.

    UFMS transforma fruta em produtos inovadores

    Reconhecida por lei como fruto símbolo de Mato Grosso do Sul, a guavira tem se tornado referência na gastronomia regional. O laboratório do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) desenvolve diversos produtos a partir da fruta.

    Entre os derivados estão farinha integral, casca cristalizada, isotônico da polpa e chá da casca. A farinha de guavira apresenta alto teor de fibras e compostos antioxidantes, podendo ser utilizada em produtos de panificação e confeitaria. O aproveitamento integral da fruta reduz desperdícios e agrega valor à produção regional.

    Valor nutricional atrai interesse científico

    A guavira é rica em vitamina C, fibras, compostos fenólicos e carotenoides, apresentando propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Estudos indicam que o consumo regular da fruta pode contribuir para a saúde cardiovascular e o fortalecimento do sistema imunológico.

    Foto: Elio Rocha Jr/Flickr

    A polpa da guavira contém cerca de 20 mg de vitamina C por 100 gramas, quantidade comparável à de frutas cítricas tradicionais. O perfil nutricional diferenciado tem atraído pesquisadores interessados em explorar o potencial funcional da fruta.

    Campo Grande cultiva tradição e arborização

    Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, lidera o ranking nacional de arborização urbana. A cidade recebe há seis anos consecutivos o título internacional de “Tree City of the World” (Cidade Árvore do Mundo).

    Dados do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam Campo Grande como a capital mais arborizada do Brasil. O levantamento aponta que 91,4% dos domicílios da capital ficam em vias públicas com ao menos uma árvore. O estudo considerou apenas árvores em áreas públicas, excluindo quintais privados.

    A presença da guavira na paisagem urbana reforça a conexão da população com o Cerrado e mantém viva a tradição de “catar” a fruta, prática comum entre moradores da região que saem para colher os frutos em áreas preservadas.

    Preservação garante futuro da espécie

    Apesar da resistência natural, a guavira enfrenta desafios com a expansão agropecuária e a degradação do Cerrado. Iniciativas de cultivo sustentável e extrativismo comunitário têm surgido como alternativas para conciliar conservação ambiental e geração de renda.

    A valorização de produtos regionais derivados da guavira fortalece cadeias produtivas locais e incentiva a preservação do bioma. O reconhecimento da fruta como símbolo estadual representa um passo importante para a conservação dessa espécie emblemática do Cerrado sul-mato-grossense.

  • Mutirão da Bioenergia oferece 637 vagas de emprego em MS

    Mutirão da Bioenergia oferece 637 vagas de emprego em MS

    A Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) e a Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado (Biosul), em parceria com o Senai/MS, realizam no dia 17 de outubro a 2ª Rodada da Empregabilidade da Bioenergia. A data foi escolhida justamente por anteceder o Dia Nacional da Bioenergia, celebrado em 19 de outubro, e busca reforçar a importância do setor para o desenvolvimento econômico e sustentável do Estado.

    Dessa vez, o evento acontecerá simultaneamente, das 8h às 13h, nas Casas do Trabalhador de 15 municípios. As cidades são: Aparecida do Taboado, Caarapó, Campo Grande, Chapadão do Sul, Costa Rica, Dourados, Ivinhema, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Rio Brilhante, Sidrolândia e Sonora. Para participar, é preciso comparecer a uma das unidades com documentos pessoais, Carteira de Trabalho Digital e currículo atualizado. Assim, o candidato garante a chance de participar de um dos maiores mutirões de emprego do setor no Estado.

    Oportunidades para diferentes perfis

    O principal objetivo da rodada é aproximar empresas e profissionais, promovendo um processo seletivo mais ágil, transparente e inclusivo. Ao todo, serão 637 vagas abertas por 18 usinas, entre elas Adecoagro, Atvos, Cocal, Raízen, Neomille Cerradinho Bio e Usina Sonora. Além disso, outras unidades do setor de bioenergia devem participar com vagas adicionais, conforme a demanda regional.

    As oportunidades abrangem funções operacionais, técnicas e de gestão, o que amplia as possibilidades para quem deseja ingressar ou se recolocar no mercado. Entre os cargos disponíveis estão mecânico automotivo, motorista, operador de trator e colhedora de cana, soldador, eletricista, técnico de laboratório, técnico de segurança do trabalho, supervisor industrial e assistente de produção. Há também vagas para jovens aprendizes nas áreas administrativa, de produção e de campo. Além disso, todas as usinas participantes estão abertas à contratação de pessoas com deficiência, reafirmando o compromisso do setor com a inclusão e a diversidade.

    “Não é apenas um mutirão de empregos”

    Segundo a diretora-presidente da Funtrab, Marina Dobashi, a iniciativa representa mais do que um simples mutirão de vagas. “Estamos dando continuidade a uma agenda estratégica voltada ao futuro energético e econômico do nosso Estado. O propósito é levar desenvolvimento, promover a empregabilidade e atrair novos investimentos, mostrando que Mato Grosso do Sul é uma referência nacional em bioenergia. Cada cidade envolvida representa um polo com vocação para crescer nesse setor — e queremos que as pessoas cresçam junto”, afirma.

    Foto: Divulgação – Semadesc/MS

    Ao mesmo tempo, o presidente da Biosul, Amaury Pekelman, destaca que a ação reflete a maturidade e o dinamismo de um setor que segue em plena expansão. “O setor de bioenergia vive um novo ciclo de crescimento em Mato Grosso do Sul, com a chegada de novas unidades e a consolidação dos bioparques já instalados. Essa dinâmica mantém o Estado na vanguarda da transição energética e se traduz em oportunidades concretas para os trabalhadores. Cada investimento significa mais empregos, mais qualificação e mais desenvolvimento regional”, explica.

    Ele também ressalta que as empresas do setor costumam valorizar a formação profissional e o crescimento interno. “Mais do que uma vaga, as usinas oferecem um ambiente de trabalho inclusivo, que estimula o aprendizado e incentiva a construção de carreira. É um setor que contrata de maneira contínua e estruturada, o que garante estabilidade e oportunidades reais de evolução”, acrescenta.

    Capacitação e futuro sustentável

    O Senai/MS, por sua vez, atuará como parceiro estratégico da ação. O superintendente regional, Rodolpho Mangialardo, reforça, por exemplo, que a instituição dará continuidade ao movimento com cursos e treinamentos moldados às necessidades do setor. “Nosso papel é preparar a mão de obra que sustentará o avanço da bioenergia no Estado. Essa segunda rodada é uma oportunidade não apenas de gerar empregos, mas também de transformar o interesse das pessoas em capacitação efetiva, fortalecendo toda a cadeia produtiva”, destaca.

    Além disso, o Senai/MS vai ajustar seus cursos às necessidades de cada usina participante, preparando profissionais de forma prática e direcionada. Com isso, a instituição garante mão de obra qualificada e pronta para enfrentar os desafios técnicos e ambientais da nova matriz energética brasileira.

    Um setor que impulsiona a economia e o futuro do Estado

    Atualmente, Mato Grosso do Sul abriga 22 usinas de bioenergia em operação, o que o posiciona como 4º maior produtor de etanol de cana e milho, 5º maior produtor de açúcar e 4º maior exportador de bioeletricidade do país. Além disso, o Estado é pioneiro na produção de biogás e biometano, dois pilares fundamentais da transição energética.

    O setor gera mais de 33 mil empregos diretos e movimenta R$ 1,3 bilhão por ano em massa salarial. O número representa cerca de 17% do PIB industrial estadual. Com foco em inovação, sustentabilidade e tecnologia, a bioenergia reafirma a vocação de Mato Grosso do Sul como um dos grandes polos de energia limpa e renovável do Brasil.

    Desse modo, o Estado consolida sua posição na liderança da economia verde, combinando crescimento econômico com responsabilidade ambiental e social.

    Serviço
    2ª Rodada da Empregabilidade da Bioenergia
    17 de outubro, das 8h às 13h (horário local)
    Casas do Trabalhador em: Aparecida do Taboado, Caarapó, Campo Grande, Chapadão do Sul, Costa Rica, Dourados, Ivinhema, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Rio Brilhante, Sidrolândia e Sonora.
    Mais informações: www.funtrab.ms.gov.br

  • INmet emite alerta de perigo potencial para chuva, ventania e granizo

    INmet emite alerta de perigo potencial para chuva, ventania e granizo

    O Instituto Nacional de Meteorologia (INmet) emitiu um alerta amarelo de perigo potencial para uma extensa área do Sul e Sudeste do Brasil. O aviso, válido para os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, prevê a ocorrência de chuvas intensas, com acumulados que podem atingir até 50 milímetros (mm) em um único dia, acompanhadas de ventos fortes e queda de granizo.

    O alerta amarelo, de nível “perigo potencial”, é o segundo na escala de três níveis do INmet e indica risco moderado para o período. As principais ameaças associadas a essa frente fria e instabilidade atmosférica são:

    • Chuvas intensas: os volumes previstos, de até 50 mm/dia, representam um volume significativo de água em um curto espaço. Esse cenário eleva substancialmente os riscos de alagamentos, enxurradas em áreas de declive e deslizamentos de terra em encostas e morros.
    • Ventos fortes: rajadas de vento podem causar danos como a queda de árvores, destelhar construções e interromper o fornecimento de energia elétrica. A população deve evitar estacionar veículos próximos a placas de propaganda, árvores antigas ou estruturas frágeis.
    • Granizo: a precipitação de pedras de gelo, típica de nuvens de grande desenvolvimento vertical (cumulonimbus), pode danificar veículos, lavouras e telhados, além de representar perigo para pessoas e animais que estiverem ao ar livre sem proteção.

    Como se proteger e onde buscar informações

    Diante de um alerta deste nível, a adoção de medidas de precaução é fundamental. O INmet e a Defesa Civil recomendam:

    • Evite áreas de risco, como baixadas sujeitas a alagamentos e encostas.
    • Não atravesse ruas alagadas ou pontes inundadas.
    • Procure abrigo seguro em caso de ventania ou início de chuva de granizo.
    • Mantenha-se informado por fontes oficiais, como a Defesa Civil Municipal (telefone 199) e o próprio site do INmet.

    A previsão do tempo é uma ferramenta essencial para a prevenção de desastres. A divulgação em massa de alertas como este permite que a população e as autoridades se preparem, minimizando os impactos humanos e materiais dos eventos climáticos severos.

  • Plantio de soja em MS tem expectativa de crescimento na produção

    Plantio de soja em MS tem expectativa de crescimento na produção

    O plantio da safra de soja 2025/2026 em Mato Grosso do Sul foi liberado a partir desta semana, após o fim do vazio sanitário que se encerrou na segunda-feira (15). Portanto, com o início autorizado, os agricultores já podem dar início à semeadura do grão, impulsionando a expectativa de crescimento no setor agrícola do Estado.

    Projeções da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) apontam para uma expansão de 5,9% na área cultivada, que deve atingir 4,79 milhões de hectares, frente aos 4,59 milhões da safra anterior.

    A produção estimada também está em alta, com previsão de 15,2 milhões de toneladas, um aumento de 8,1% em relação ao ciclo 2024/2025, quando foram colhidas 14,06 milhões de toneladas. A produtividade média projetada é de 52,8 sacas por hectare, 2% superior ao registrado anteriormente.

    Rogério Beretta, secretário-executivo de Desenvolvimento Sustentável da Semadesc, destaca que o plantio deve seguir o planejamento dos produtores. Que precisam acompanhar as condições climáticas para evitar falhas na germinação por falta de chuva no início da safra. Além disso, ele ressalta a importância do cuidado para garantir o sucesso do ciclo.

    Otimismo

    Para o presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc, o início da semeadura representa um cenário de otimismo, mas há necessidade de cautela diante das incertezas climáticas e econômicas. Ele aponta a expansão consistente da soja em Mato Grosso do Sul, sustentada pela tecnologia e dedicação dos produtores, mas reforça que o clima será decisivo para o resultado final.

    Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, reforça a resiliência dos agricultores do Estado. Destacando que a estimativa de 15,2 milhões de toneladas sinaliza uma recuperação após oscilações recentes, desde que as condições climáticas permaneçam favoráveis.

    Além disso, Mato Grosso do Sul será palco da Abertura Nacional do Plantio da Safra de Soja 2025/2026 no dia 3 de outubro. O evento começa às 9h (horário de Brasília), na Fazenda Recanto, em Sidrolândia. E será coordenado pela Aprosoja Brasil e Aprosoja/MS, com outros parceiros. E reunirá autoridades, produtores e especialistas para discutir o mercado, clima e cenários geopolíticos que impactam o agronegócio.

    Beretta enfatiza a importância do lançamento nacional sediado no Estado, ressaltando o papel da soja na economia regional. E também a necessidade do planejamento e uso de tecnologias para assegurar a segurança dos produtores sul-mato-grossenses.

  • “Rainha das águas”: sucuri-amarela desfila em pastagem do Pantanal

    “Rainha das águas”: sucuri-amarela desfila em pastagem do Pantanal

    Um vídeo gravado pelo guia Fagner Almeida mostra uma cena que parece saída de um documentário: uma sucuri-amarela gigante deslizando calmamente por um pasto alagado no coração do Pantanal, na região de Miranda (MS). O réptil, que segundo o guia mede cerca de 3,5 metros de comprimento, se movimentava em direção a uma área com mais água, como quem procura o palco perfeito para seu espetáculo solitário.

    Fagner, que trabalha como guia na Pousada Caiman, não escondeu a surpresa com o encontro. O refúgio, com 53 mil hectares preservados, recebe turistas e pesquisadores que buscam conhecer e conservar a fauna e a cultura pantaneira. “É o tipo de privilégio que a gente nunca esquece”, resumiu o guia.

    Rainha silenciosa das águas

    A sucuri-amarela (Eunectes notaeus) é uma das maiores serpentes do continente, rivalizando em tamanho com sua parente, a sucuri-verde. Apesar da fama de assustadora, raramente ataca humanos. Prefere águas calmas, onde passa horas camuflada, à espera de presas como capivaras, aves e até jacarés. Seu método de caça dispensa veneno: envolve a vítima com a força do corpo e só solta depois que a luta termina.

    Embora pareça lenta em terra firme, dentro da água é ágil e precisa, movendo-se como uma sombra líquida. Não por acaso, o Pantanal é considerado um dos melhores lugares do mundo para observar sucuris em liberdade.

    Um encontro raro e simbólico

    O flagrante da sucuri-amarela registrado por Fagner é mais do que uma curiosidade turística. Afinal, representa a força de um bioma que ainda resiste às pressões do desmatamento, das queimadas e da expansão agropecuária. Além disso, a cada aparição, a sucuri lembra que ainda há vida pulsando nos meandros alagados do Pantanal. Por isso, mesmo que pareça silenciosa, sua presença se transforma em um grito eloquente da natureza.

  • Produção de milho em MS cresce 68% e ultrapassa 14 milhões de toneladas

    Produção de milho em MS cresce 68% e ultrapassa 14 milhões de toneladas

    Mato Grosso do Sul atingiu um recorde histórico na produção de milho, superando 14 milhões de toneladas. O Projeto SIGA-MS, divulgado em 2 de setembro, indica que a produção saiu da previsão inicial de 10,1 milhões para 14,2 milhões de toneladas, avanço de 68,2% em relação à safra anterior.

    Mesmo com a área cultivada praticamente estável, cerca de 2,1 milhões de hectares, a produtividade média cresceu para 112,7 sacas por hectare. Esse aumento de 68,1% resultou da combinação entre boas condições climáticas, janela de plantio adequada, avanços tecnológicos e práticas agrícolas eficientes.

    A maior parte da semeadura ocorreu entre fevereiro e março. Em abril, o volume ideal de chuvas favoreceu o desenvolvimento das plantas. Segundo o relatório, 78,1% das lavouras estão classificadas como boas, 15,3% como regulares e apenas 6,6% como ruins.

    Cautela ainda é recomendado

    Apesar das projeções positivas, especialistas recomendam cautela, pois a colheita ainda não terminou. Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, ressalta a importância de acompanhar os próximos passos da safra.

    Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, atribui o crescimento à expansão da área plantada e às condições climáticas favoráveis. “Superamos 14 milhões de toneladas de milho. Isso atende a alta demanda interna, atrai investimentos no etanol de milho e fortalece o setor de proteína animal, que consome mais grãos”, destacou o secretário.

    Segundo Verruck, o milho ocupa cerca de 45% da área antes destinada à soja, abrindo oportunidades para diversificação das culturas e atração de novos investimentos, especialmente no setor de etanol.

    Impactos econômicos do crescimento na produção de milho

    O aumento da produção deve impulsionar a economia regional. Jean Américo, analista econômico da Famasul, explica que o crescimento da produtividade melhora a renda dos agricultores e a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense.

    “O avanço da produção fortalece o potencial exportador do Estado, amplia o superávit comercial e atrai investimentos em tecnologia e infraestrutura. O milho se consolida como motor do desenvolvimento econômico regional”, afirmou.

    Ranking de produtividade por município (sacas por hectare):

    • Chapadão do Sul: 173,3
    • Alcinópolis: 160,0
    • Sonora: 152,5
    • São Gabriel do Oeste: 147,1
    • Brasilândia: 145,8

    Municípios com menor produtividade:

    • Ivinhema: 57,8
    • Rochedo: 50,7
    • Aparecida do Taboado: 35,0
    • Nova Andradina: 31,0
    • Aquidauana: 19,1
  • Frigoríficos de MS paralisam produção de carne para os EUA após tarifaço de Trump

    Frigoríficos de MS paralisam produção de carne para os EUA após tarifaço de Trump

    Frigoríficos de Mato Grosso do Sul suspenderam a produção e o envio de carne bovina destinada aos Estados Unidos. Isso após a decisão do governo americano, liderado por Donald Trump, de impor uma tarifa extra de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi confirmada pelo governo do estado e pelo Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul (Sincadems). E reflete o cenário de inviabilidade econômica para exportação diante do novo patamar tarifário.

    A suspensão da produção é uma medida preventiva adotada pelos frigoríficos, já que o transporte até o mercado norte-americano pode levar cerca de 30 dias, período em que a nova tarifa já estará em vigor. Segundo representantes do setor, o repentino aumento dos custos tornou os contratos de exportação impraticáveis, levando à interrupção das atividades voltadas ao mercado dos EUA.

    Consequências econômicas para produtores rurais e indústria

    O Mato Grosso do Sul é um dos estados líderes na exportação de carne bovina para os EUA, tendo registrado forte aumento nas vendas nos primeiros meses de 2025.

    A paralisação nas plantas frigoríficas teve efeito cascata. Produtores rurais relatam queda na demanda por gado e aumentam temores de prejuízos financeiros e demissões no setor.

    A cadeia produtiva local pressiona o governo federal por uma resposta diplomática rápida e pela abertura de negociações que possam minimizar os impactos do novo tarifaço.

    Reação do mercado e perspectiva para os próximos meses

    Com os embarques suspensos, empresas avaliam redirecionar produtos para outros mercados ou mesmo reduzir temporariamente o ritmo de abate. Isso enquanto aguardam desdobramentos das negociações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos. O temor é que, caso a situação se prolongue, haja fechamento definitivo de linhas de produção voltadas exclusivamente à exportação norte-americana.

    A situação permanece em aberto, com frigoríficos, produtores e autoridades intensificando articulações para reverter ou compensar as perdas, enquanto a apreensão domina o ambiente econômico regional.

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  • Mato Grosso do Sul recebe 1ª Conferência de Assistência Técnica e Extensão Rural

    Mato Grosso do Sul recebe 1ª Conferência de Assistência Técnica e Extensão Rural

    Mato Grosso do Sul será palco, nos meses de julho e agosto de 2025, da 1ª Conferência de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), iniciativa inédita que visa fortalecer as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do campo no Estado. O evento, promovido pelo Governo do Estado por meio da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), conta com a parceria de instituições públicas, como a AGRAER, e entidades privadas ligadas à ATER.

    A conferência reunirá representantes de todas as regiões do Mato Grosso do Sul, incluindo agricultores familiares, pesquisadores e gestores públicos. Segundo Humberto Mello, secretário-executivo de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais (SEAF), o encontro será fundamental para debater avanços, desafios e propor soluções para uma ATER mais inclusiva e eficiente, alinhada às necessidades locais. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (TUCURA-MS) integra a equipe técnica responsável pela organização do evento.

    O calendário da 1ª Conferência de ATER prevê encontros regionais em diferentes municípios do Estado. O primeiro será realizado em Itaquiraí, no dia 3 de julho, na Câmara Municipal, das 7h às 17h30. Em seguida, as discussões seguem para Ponta Porã (16/07), Miranda (23/07), Três Lagoas (06/08), São Gabriel do Oeste (13/08), Dourados/Território Indígena (19/08) e Sidrolândia (28/08).

    A expectativa é que a conferência amplie o diálogo entre os diversos atores do setor rural. Além de promover a construção coletiva de estratégias para o fortalecimento da assistência técnica e extensão rural em Mato Grosso do Sul.

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  • Tatu-canastra gigante de 1,38 metro é capturado e recebe GPS

    Tatu-canastra gigante de 1,38 metro é capturado e recebe GPS

    Um tatu-canastra adulto, com impressionantes 1,38 metro de comprimento e 38 quilos, foi capturado por pesquisadores no Parque Natural Municipal do Pombo, em Três Lagoas (MS).

    A captura aconteceu no último domingo (22), durante uma ação do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (Icas), em parceria com a Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA).

    📍 É o terceiro tatu-canastra flagrado na área só neste ano.
    Em janeiro, os pesquisadores encontraram uma fêmea. Em março, outro macho. Agora, esse novo exemplar reforça a importância da unidade de conservação como um verdadeiro santuário da biodiversidade.

    Monitorado por GPS, tatu revela segredos do Cerrado

    Veterinários avaliaram o tatu e instalaram um dispositivo de GPS para acompanhar seus deslocamentos em tempo real.

    Foto: Divulgação – SEMEA – Três Lagoas/MS

    Com isso, os cientistas querem entender como ele se movimenta, onde se abriga, quais áreas prefere e qual seu ritmo de atividade no bioma do Cerrado. Tudo isso ajuda na preservação da espécie, que tem hábitos noturnos e reprodução lenta — fatores que tornam sua sobrevivência ainda mais delicada.

    Parque do Pombo vira exemplo de proteção ambiental

    Atualmente, o projeto conta com 105 câmeras instaladas em pontos estratégicos do parque. Com essa estrutura, é possível garantir o monitoramento constante de animais ameaçados, como o tatu-canastra. Além disso, o funcionamento eficiente do sistema reforça o valor da política ambiental adotada pela cidade.

    “A presença do tatu-canastra comprova que o Parque do Pombo é uma área essencial para proteger o Cerrado e sua fauna silvestre”, diz Mariana Amaral, secretária de Meio Ambiente.

    Um gigante silencioso sob ameaça

    O tatu-canastra, além de ser um dos maiores tatus do mundo, também está entre os mais difíceis de observar na natureza. Isso porque, normalmente, ele cava túneis profundos e, na maioria das vezes, evita qualquer tipo de contato com humanos.

    Foto: Divulgação – SEMEA – Três Lagoas/MS

    Justamente por isso, cada nova aparição é motivo de estudo e esperança. Com apoio da ciência e da gestão ambiental local, a expectativa é garantir que esse gigante continue livre e protegido no coração do Brasil.

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  • Conheça o programa para aumentar a produção de milho em MS

    Conheça o programa para aumentar a produção de milho em MS

    A Corteva Agriscience lançou um novo programa para impulsionar a produtividade de milho em Mato Grosso do Sul. A iniciativa conta com apoio da FAMASUL e da Aprosoja/MS. O Estado é o quarto maior produtor de milho, com 10% da produção brasileira. O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial.

    Seleção de propriedades

    O programa selecionará propriedades para servirem como áreas modelo. A FAMASUL e a Aprosoja/MS vão priorizar produtores médios e grandes com perfil inovador. A Corteva será responsável pela transferência tecnológica. A empresa vai instalar áreas demonstrativas e oferecer assistência com conhecimento agronômico. “A produtividade do milho estagnou no Estado nos últimos anos”, explicou Anelcindo Souza, diretor de Marketing de Sementes da Corteva.

    Estresse hídrico x produtividade

    Na safrinha 2023/24, o estresse hídrico reduziu drasticamente os resultados. A seca atingiu mais de 90% dos municípios sul-mato-grossenses. A Corteva pesquisa e desenvolve sementes e defensivos. A empresa aposta em tecnologias e manejo para aumentar produtividade e rentabilidade. A companhia mantém uma estação satélite em Fátima do Sul. O local testa sementes adaptadas ao clima, solo, pragas e doenças da região.

    Essas tecnologias farão parte do novo programa. A meta é ajudar o produtor a superar os desafios no campo com inovação e técnica. “Mobilizamos recursos e parceiros estratégicos em pouco tempo”, afirmou Augusto Moraes, diretor de Relações Institucionais da Corteva. Ele destacou que o pacote tecnológico será demonstrado em áreas-teste espalhadas pelo Estado. Equipes técnicas farão o acompanhamento direto. “O programa reforça nosso compromisso com inovação e produtividade”, completou Moraes. A iniciativa é uma resposta a demandas do setor.

    Resultados no campo

    Na prática, os resultados já aparecem. Na Fazenda Boa Vista, em Ponta Porã (MS), o manejo avançado trouxe ganhos expressivos. Os irmãos Ângelo e Mário Pignataro aplicam tecnologias da Corteva em 5 mil hectares. Eles usam sementes, químicos e biológicos.

    Em 2023, a produtividade média foi de 125 sacas por hectare. A média estadual foi de 100 sacas no mesmo período. Na safrinha 2024, mesmo com a estiagem, a fazenda colheu 85 sacas por hectare. O volume ficou 27% acima da média estadual. A previsão para a atual safra é de 135 sacas por hectare. A média estadual estimada é de apenas 80 sacas. “Usamos o fixador foliar Utrisha™ N em metade da área”, disse Ângelo. “O biológico ajudou a planta a resistir ao estresse.” A experiência foi tão positiva que, em 2025, toda a área recebeu tratamento biológico. A estratégia foi combinada com defensivos químicos.

    A estação de Fátima do Sul também desenvolve híbridos adaptados. Produtos como o P3310VYHR e o P3322PWU já mostram bons resultados. Esses híbridos oferecem alto potencial produtivo, precocidade e estabilidade. Também apresentam resistência a pragas, doenças e condições climáticas adversas. A estação testa ainda novos parentais gênicos. Eles servirão de base para futuros lançamentos adaptados ao ambiente regional.

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