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  • Suzano inaugura fábrica de celulose em Mato Grosso do Sul

    Suzano inaugura fábrica de celulose em Mato Grosso do Sul

    A Suzano inaugurou a maior fábrica de celulose do mundo, na cidade de Ribas do Pardo – MS. O empreendimento representa o maior investimento da história da empresa, totaliza R$ 22,2 bilhões e é considerado um dos maiores investimentos privados do Brasil entre 2021 e 2024.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da inauguração. “Eu sempre digo que a gente só consegue colher aquilo que a gente planta. Se a gente semear bem, se a gente adubar bem, se a gente colocar água, a gente vê crescer uma floresta”, afirmou Lula.

    A nova unidade terá capacidade para produzir cerca de 2,55 milhões de toneladas de celulose de eucalipto por ano. Ou seja, a produção total da empresa irá aumentar para 13,5 milhões de toneladas anuais, um crescimento de 20%.

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    Durante a cerimônia, o presidente ressaltou o papel fundamental dos “trabalhadores que plantam, semeiam e produzem” na Suzano para o crescimento da empresa e da economia brasileira. Ele destacou que “a massa salarial cresceu 11,9%. É o maior crescimento desde que começamos a medir”, enfatizando a importância desse progresso.

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também participou do evento e declarou que a inauguração representa “uma verdadeira revolução para a região”. Sendo assim, sugeriu até mesmo mudar o nome do estado para “estado da celulose”, ressaltando a relevância da nova fábrica.

    Maior fábrica de celulose do mundo

    Lula comentou em suas redes sociais: “Inauguramos a maior fábrica de celulose do mundo, no Mato Grosso do Sul. Quando dissemos que voltaríamos para reindustrializar o Brasil, não estávamos brincando. Estamos valorizando a geração de empregos e as empresas privadas que querem investir na cadeia produtiva”.

    A nova unidade deve gerar mais de 3 mil postos de trabalho diretos nas áreas industrial, florestal e logística. A Suzano passa a ter três fábricas em Mato Grosso do Sul, totalizando uma capacidade produtiva instalada de 5,8 milhões de toneladas anuais.

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou, portanto, que “a massa salarial alcança o maior valor na história desse país. Cerca de 8 milhões de pessoas deixaram a extrema pobreza e a pobreza. Esse empreendimento contribui com isso não só na construção, mas agora com 3 mil empregos diretos e mais outros tantos indiretos”.

  • Petrobras investe R$ 3,5 bilhões em fábrica de fertilizantes no MS

    Petrobras investe R$ 3,5 bilhões em fábrica de fertilizantes no MS

    O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. A decisão veio após reavaliação do projeto dentro do Plano Estratégico 2024-2028, confirmando a atratividade econômica da unidade, mesmo em cenários desafiadores.

    R$ 3,5 bilhões em investimento

    A UFN-III estava em hibernação desde 2015, mas o retorno da Petrobras ao segmento de fertilizantes reacendeu os planos para o projeto. Portanto, agora, a unidade passa a integrar oficialmente a carteira de implantação do plano estratégico da empresa. Com um investimento estimado de R$ 3,5 bilhões, a previsão é que a fábrica inicie as operações em 2028.

    Nos próximos meses, a Petrobras iniciará as contratações para a retomada das obras, assegurando que todos os processos respeitem as práticas de governança e os procedimentos internos. A assinatura dos contratos ainda depende da aprovação final das autoridades da Petrobras.

    Magda Chambriard, presidente da Petrobras, destacou a importância estratégica do setor de fertilizantes para a empresa. “Estamos retomando investimentos nesse segmento para ampliar nosso mercado de gás e reduzir a dependência do Brasil na importação de fertilizantes”, afirmou Chambriard.

    William França, diretor de Processos Industriais da Petrobras, reforçou a relevância da UFN-III para o mercado nacional. “A localização privilegiada da unidade, próxima aos principais consumidores do Centro-Oeste, Sul e Sudeste, assegura sua importância para o Brasil e para a região”, disse França.

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    UFN-III e a produção nacional de fertilizantes

    Com uma produção anual estimada de 1,2 milhão de toneladas de ureia e 70 mil toneladas de amônia, a UFN-III estará estrategicamente posicionada para atender estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. Ou seja, a localização facilita o suprimento desses mercados, que apresentam demanda crescente por ureia.

    Em resumo, a ureia, principal fertilizante nitrogenado do país, é amplamente usada no cultivo de milho, cana-de-açúcar, café, trigo, algodão e como suplemento alimentar na pecuária. Atualmente, o Brasil importa toda a ureia consumida internamente, com uma demanda nacional de aproximadamente 7 milhões de toneladas prevista para 2024.

    A UFN-III contará com equipamentos modernos e tecnologia de ponta, proporcionando alta eficiência produtiva e fortalecendo o setor agrícola e petroquímico brasileiro.

     

  • Exportações por outros estados pelo Porto de Paranaguá crescem 70%

    Exportações por outros estados pelo Porto de Paranaguá crescem 70%

    O volume de exportações por outros estados via Porto de Paranaguá subiu 70% entre 2019 e 2024. Nesse período, o total transportado passou de 6,6 milhões para 11,3 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

    Porto de Paranaguá

    Reconhecido pela agilidade nas operações, o Porto de Paranaguá tornou-se um importante canal para o escoamento de cargas de diversos estados. Além disso, o crescimento reflete a eficiência logística e a integração do porto com outros modais, como as redes viária e ferroviária paranaenses.

    Além do aumento no volume, houve um salto significativo nos valores movimentados. Em 2019, as exportações de outros estados somaram US$ 3,2 bilhões. Em resumo, em 2024, o montante alcançou US$ 7,9 bilhões, um crescimento de 143%. Além disso, o número de estados que utilizam o porto também aumentou, de 20 para 26.

    O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, destacou os investimentos feitos no porto nos últimos anos. “O Porto de Paranaguá facilita tanto as exportações paranaenses quanto as de outros estados”, afirmou. Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, ressaltou que os números demonstram a confiança do setor produtivo na infraestrutura paranaense.

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    Estados

    Entre os estados que mais utilizaram o porto, Mato Grosso do Sul lidera, com 5,1 milhões de toneladas exportadas em 2024, um crescimento de 105% em relação a 2019. São Paulo aparece em segundo, com 2,5 milhões de toneladas, alta de 175%.

    Os principais produtos exportados pelos outros estados foram grãos (4,4 milhões de toneladas), açúcares (2,6 milhões), alimentos para animais (1,7 milhão) e carnes (791 mil toneladas).

    Portanto, com esses resultados, o Porto de Paranaguá se consolida como um dos principais hubs logísticos do Brasil, ampliando sua competitividade mesmo em um cenário de crescente concorrência entre os portos brasileiros.

     

  • Geada atinge 41 municípios em Mato Grosso do Sul

    Geada atinge 41 municípios em Mato Grosso do Sul

    Uma forte onda de frio provocou geada em 41 municípios em Mato Grosso do Sul na manhã deste sábado (10). A menor temperatura foi registrada em Rio Brilhante, a 161 quilômetros de Campo Grande, onde os termômetros marcaram 0,2ºC. A sensação térmica no local chegou a -0,6ºC, por volta das 6h.

    Em Campo Grande, os termômetros registraram mínima de 4,8ºC, com sensação térmica de -0,5ºC. Em Amambai, a temperatura chegou a 1,7ºC, com sensação térmica de 0ºC. Itaporã registrou 1,6ºC e sensação térmica de -0,4ºC, enquanto Ponta Porã teve 3,9ºC com sensação de -0,1ºC. O frio também foi intenso em Aral Moreira (2,4ºC), Jardim (2,5ºC), Sidrolândia (2,6ºC), Nova Alvorada do Sul (2,7ºC), Caarapó (3,2ºC) e Sete Quedas (3,9ºC). Outras cidades afetadas incluem Juti (3,8ºC), Laguna Carapã (3,1ºC), Porto Murtinho (2,9ºC), Bonito (3,1ºC), Maracaju e Nova Andradina (3,7ºC), Bandeirantes (3,9ºC) e Dourados (4,5ºC).

    Previsão de tempo e clima para os próximos dias

    O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) prevê que o tempo firme e ensolarado voltará a predominar, com variação de nebulosidade. O ar frio deve avançar por todas as regiões, podendo estabelecer novos recordes de temperatura mínima em 2024 em alguns municípios. Além disso, esta pode ser a massa de ar frio mais intensa registrada até agora em 2024.

    No domingo (11), as temperaturas seguirão baixas ao amanhecer, mas as máximas estarão em gradativa elevação, podendo atingir valores entre 23-28°C nas regiões sudoeste, pantaneira, norte e bolsão. As temperaturas mínimas previstas para as regiões sul, leste, sudoeste e sudeste variam entre 3-8°C, com máximas entre 15-24°C. Na região pantaneira, as mínimas devem ficar entre 6-12°C e as máximas entre 19-25°C. No norte e bolsão, esperam-se mínimas entre 8-11°C e máximas entre 21-28°C. Em Campo Grande, as mínimas previstas são de 6-9°C e as máximas de 18-24°C.

    Os ventos, inicialmente do quadrante sul/sudoeste, devem mudar para o quadrante leste ao longo de domingo, com velocidades entre 30-50 km/h e rajadas pontuais acima de 50 km/h.

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    Tendência meteorológica até 18 de agosto

    A tendência meteorológica para os próximos dias indica a possibilidade de chuvas de até 60 mm até 18 de agosto. Em resumo, os maiores volumes são esperados nas regiões sudoeste/oeste, extremo sul, sudeste, leste e central do estado.

     

  • Produtividade do milho safrinha 2023/2024 é a terceira pior da última década em MS

    Produtividade do milho safrinha 2023/2024 é a terceira pior da última década em MS

    A produtividade do milho safrinha 2023/2024 em Mato Grosso do Sul está entre as mais baixas dos últimos dez anos. A estimativa atual, divulgada pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), aponta uma redução de 86,3 para 69,77 sacas por hectare.

    O monitoramento das lavouras, realizado pela Aprosoja/MS, mostra que 65,9% das áreas já foram colhidas até a quarta semana de julho. A colheita está mais avançada na região norte, com 82,8% das lavouras já colhidas. No sul, o percentual é de 66,1%, e no centro, 56,1%. O projeto SIGA-MS indica que os produtores já colheram aproximadamente 1,4 milhão de hectares.

    Produtividade do milho safrinha

    O último boletim revelou que, após a amostragem de 10% da área estimada (221.800 hectares), houve uma queda significativa na produção. A previsão inicial de 11,4 milhões de toneladas caiu para 9,2 milhões de toneladas. Além disso, a área plantada também apresenta uma expectativa de redução de 5,8% em comparação ao ciclo anterior, totalizando 2,2 milhões de hectares.

    Foto: Divulgação – Aprosoja/MS

    Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, destaca que os números ainda são preliminares, com a amostragem prevista para ser concluída em 13 de setembro. Ele aponta o estresse hídrico como o principal fator para a perda de produtividade. “Essa condição adversa afetou 767 mil hectares em Mato Grosso do Sul, com períodos de seca que variaram entre 10 e 30 dias, entre março e abril. Mais recentemente, entre abril e julho, o estado enfrentou 90 dias sem chuva, com a região norte já há mais de 100 dias sem precipitação”, explica.

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    Segundo dados do projeto SIGA-MS, esta é a terceira pior produtividade da última década. Portanto ela fica atrás apenas das safras de 2020/2021, com 47,7 sacas por hectare, e 2015/2016, com 58,41 sacas por hectare.

    Mateus Fernandes, analista de economia da Aprosoja/MS, estima que a quebra da safra de milho 2023/2024 deve resultar em um prejuízo de aproximadamente R$ 9,25 bilhões.

    As previsões meteorológicas indicam que as temperaturas devem subir no estado a partir de 31 de julho. Ou seja, elas podem alcançar até 37°C, especialmente nas regiões pantaneira, norte e sudoeste. Além disso, até 8 de agosto, há previsão de chuvas de até 25 mm. Em resumo, as regiões sudoeste, oeste e sul do estado, devem receber os maiores acumulados de chuva.

     

  • Suzano inaugura maior linha de produção de celulose do mundo

    Suzano inaugura maior linha de produção de celulose do mundo

    A Suzano inaugurou maior linha de produção de celulose do mundo em Ribas do Pardo Pardo, Mato Grosso do Sul. A empresa é líder global na produção de celulose e reconhecida pela fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto.

    Com uma capacidade de produção de 2,55 milhões de toneladas por ano, o empreendimento representa um investimento total de R$ 22,2 bilhões. Desse valor, R$ 15,9 bilhões serão destinados à construção da fábrica e R$ 6,3 bilhões voltados para a formação da base de plantio e a estrutura logística para escoamento da celulose.

    Beto Abreu, recém-nomeado Presidente da Suzano, destacou a importância do projeto. “A conclusão bem-sucedida do Projeto Cerrado reflete a dedicação e a capacidade de execução de cada pessoa envolvida nesta obra grandiosa e transformacional”. Ele também elogiou a liderança de Walter Schalka, que esteve à frente da empresa nos últimos 11 anos. “Sua visão e ambição levaram a empresa a entregar um projeto dentro do orçamento previsto”, afirmou Abreu.

    Maior investimento da história

    Com a nova unidade, a capacidade total de produção de celulose da Suzano aumentará de 10,9 milhões para 13,5 milhões de toneladas anuais, representando um crescimento superior a 20%. Além disso, a empresa mantém a capacidade de produzir 1,5 milhão de toneladas anuais de papéis, abrangendo produtos como papéis sanitários, de imprimir e escrever, e embalagens.

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    A construção da unidade foi anunciada em maio de 2021 e, durante o auge das obras, gerou mais de 10 mil empregos diretos. Agora, cerca de 3 mil pessoas, entre colaboradores próprios e terceiros, estarão envolvidas nas nas atividades industrial, florestal e logística da nova fábrica.

    Este investimento é o maior da história centenária da Suzano e está alinhado aos “Compromissos para Renovar a Vida”, um conjunto de metas de longo prazo da companhia. Walter Schalka, que recentemente deixou a presidência, afirmou que “a nova fábrica contribui para abrir novas oportunidades de crescimento futuro, no desenvolvimento de produtos inovadores a partir de uma matéria-prima renovável”.

    Avanços socioeconômicos

    O empreendimento já está promovendo avanços socioeconômicos significativos na cidade de Ribas do Rio Pardo. A fábrica se destaca por ter o menor raio médio estrutural da base florestal entre as operações da Suzano. São apenas 65 quilômetros entre as áreas de plantio e a fábrica, que reduz custos logísticos e o impacto ambiental.

    Além disso, a nova unidade utiliza tecnologia de gaseificação da biomassa nos fornos de cal, limitando o uso de combustíveis fósseis a momentos específicos. Ou seja, a fábrica será autossuficiente na produção de ácido sulfúrico, peróxido de hidrogênio e energia verde. Bem como, o excedente de aproximadamente 180 megawatts (MW) médios poderá ser usado para abastecer fornecedores locais e ser exportado para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

    A construção da fábrica não apenas gerou empregos, mas também qualificou a mão de obra local, com mais de 1,3 mil pessoas capacitadas para as operações da Suzano. A empresa investiu mais de R$ 300 milhões em iniciativas sociais, incluindo a construção de moradias e um centro médico, além de melhorias na infraestrutura local.

    Projeto Cerrado

    O Programa de Infraestrutura Urbana, parte do Plano Básico Ambiental (PBA), abrange 21 projetos nas áreas de saúde, educação e segurança pública. Entre esses projetos, o destaque é portanto a ampliação do Hospital Municipal e a construção de uma Delegacia de Polícia Civil.

    Além disso, a Suzano também tem promovido ações sociais voltadas para o desenvolvimento sustentável e a geração de renda. Sendo assim, o foco principal é em agricultura familiar e proteção de direitos, especialmente para crianças e mulheres.

    O Projeto Cerrado integra o maior ciclo de investimentos da história da Suzano. Além disso, a empresa já desembolsou mais de R$ 50 bilhões entre 2019 e 2023 e planeja investir R$ 16,5 bilhões neste ano. Ou seja, um dos pilares é o compromisso com o desenvolvimento econômico e social nas regiões onde atua.

  • Exportações de carne suína do Brasil batem recorde

    Exportações de carne suína do Brasil batem recorde

    As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) registraram o melhor primeiro semestre da história, com total de 613,7 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além disso, o dado supera em 4,1% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 589,8 mil toneladas.

    Resumindo, em receita as exportações de carne suína totalizaram US$ 1,300 bilhão no mesmo período comparativo (janeiro a junho), número 8% menor em relação à 2023, com US$ 1,413 bilhão.

    Considerando apenas o mês de junho, as vendas internacionais de carne suína totalizaram 107,1 mil toneladas. Ou seja, número 1,4% menor do que o total exportado no sexto mês de 2023, com 108,6 mil toneladas. A receita gerada no período chegou a US$ 235,3 milhões, número 11% menor que o total exportado no ano anterior, com US$ 264,3 milhões.

    “Neste primeiro semestre vimos um redesenho das exportações de carne suína do Brasil. Antes responsável por mais de 50% de nossas exportações, os embarques para a China têm retraído e sido substituídos pelas vendas para outros mercados relevantes. Como é o caso das Filipinas, do Japão, que assumiram respectivamente o segundo e terceiro lugares como maiores importadores em junho. Desta forma, o fluxo se manteve positivo e a tendência é de fechamento com alta em volumes exportados neste ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    Exportação de carne suína por estado

    No levantamento por estado, Santa Catarina segue como principal exportador de carne suína do Brasil, com 337 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho. Ou seja, o número é 5,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar vem o Rio Grande do Sul, com 131 mil toneladas (-2,5%). Na sequencia vem o Paraná, com 80,2 mil toneladas (-1,6%). Depois estão Mato Grosso, com 17,5 mil toneladas (+40,3%) e Mato Grosso do Sul, com 12,6 mil toneladas (-2,8%).

    Países compradores

    No levantamento por país, a China foi destino de 127,9 mil toneladas no primeiro semestre deste ano (-40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior). Sendo seguida por Filipinas, com 84,2 mil toneladas (+65,3%), Hong Kong, com 51,9 mil toneladas (-15,1%). Na sequência estão Chile, com 50,3 mil toneladas (+21,7%), Singapura, com 41,4 mil toneladas (+19,5%) e Japão, com 37,5 mil toneladas (+107,3%).

    “Vale destacar, também, o contínuo crescimento das exportações para todos os países da América do Norte e na América do Sul. Com incrementos importantes nas vendas para o Chile e Peru. São indicadores da nova estratégia brasileira, que tem investido cada vez mais na ampliação da capilaridade das exportações de carne suína”, destaca Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

  • Pantanal em chamas: governo federal vai investir R$ 100 milhões

    Pantanal em chamas: governo federal vai investir R$ 100 milhões

    O governo federal anunciou a liberação de R$ 100 milhões para o combate aos incêndios no Pantanal, bioma que enfrenta uma situação de emergência. A medida beneficiará ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    Segundo a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, os recursos são destinados a salvar “a maior planície alagável do mundo”. O aumento dos focos de incêndio no Pantanal levou o governo a ativar a sala de situação para definir medidas urgentes de controle do fogo. Além da liberação dos recursos, o governo enviará brigadistas, agentes da Força Nacional e uma comitiva ministerial para a região.

    Na sexta-feira (28), as ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, Simone Tebet, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, visitarão Corumbá (MS), cidade mais afetada pelos incêndios. A visita visa avaliar a situação local, entregar equipamentos, aeronaves e coordenar as equipes de brigadistas.

    Reforço ao combate

    O combate aos incêndios no Pantanal contará com o reforço de 50 brigadistas do Ibama e 60 agentes da Força Nacional. Atualmente, a operação envolve 175 brigadistas do Ibama, 40 do ICMBio e 53 combatentes da Marinha, atuando em conjunto com polícias e bombeiros locais. Marina Silva afirmou que “esta é uma das piores situações já vistas no Pantanal” e explicou que a escassez hídrica severa na bacia do rio Paraguai, associada à ausência de cheias, contribuiu para a gravidade dos incêndios.

    Para apoiar as ações, o Ministério da Defesa disponibilizará seis helicópteros, duas aeronaves e embarcações para o transporte de militares e brigadistas. Uma das aeronaves, o KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB), tem capacidade de carregar até 10 mil litros de água por voo. O governo também estuda a implantação de uma base avançada na estrada Transpantaneira para facilitar a logística do combate ao fogo.

    Pantanal em chamas

    Entre 1º de janeiro e 23 de junho de 2024, o Pantanal teve 627 mil hectares queimados. Ou seja, um aumento de 142,9% em relação aos 258 mil hectares queimados em 2020, conforme dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ). A instituição atribui os incêndios às altas temperaturas e à seca extrema e persistente dos últimos 12 meses, além da ação humana.

    A ministra Marina Silva estima que existam atualmente 27 grandes incêndios, sendo que 85% ocorrem em propriedades particulares no Mato Grosso do Sul. Ela ressaltou que os municípios que mais desmatam são os mais afetados pelos incêndios e informou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública está trabalhando para identificar e punir os responsáveis pelos incêndios criminosos.

    Manejo de fogo

    No início do mês, os governos de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso proibiram o manejo de fogo até o final do ano, inclusive para atividades de renovação de pastagem. A medida, que trata a queima controlada como crime, leva em consideração a estiagem, a baixa umidade e o aumento dos focos de incêndio.

    Mato Grosso do Sul

    O Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência nas cidades atingidas pelos incêndios no Pantanal, facilitando o acesso a recursos extraordinários para enfrentar a situação. O governo estadual criou 13 bases permanentes no Pantanal e tem operado com três helicópteros e uma aeronave agrícola para combater as chamas.

    Mato Grosso

    Em Mato Grosso, o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 74 focos de calor nesta segunda-feira (24), sendo 28 no Pantanal. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso extinguiu o incêndio florestal na Chapada dos Guimarães com o uso de avião, helicóptero, caminhões-pipa, caminhonetes, barco, pás-carregadeiras, motoniveladoras, trator e quadriciclo, além do monitoramento remoto com satélites.

    Pantanal

    O Pantanal, localizado no centro da Bacia do Alto Paraguai, abrange 179.300 km². Ele possui uma rica biodiversidade com mais de 2 mil espécies de plantas e também abriga diversas espécies de animais. No Brasil, o bioma está nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e é habitado por cerca de 1,1 milhão de pessoas.

     

  • Como declaração de emergência afeta agropecuária

    Como declaração de emergência afeta agropecuária

    Nesta segunda-feira (24), o governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência nos municípios afetados pelos intensos incêndios florestais que assolam o estado. A medida, com prazo de 180 dias, permite a atuação coordenada dos órgãos estaduais sob a supervisão da Defesa Civil Estadual para resposta imediata ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução das áreas afetadas.

    Desde o início do ano, Mato Grosso do Sul enfrenta uma severa seca, com prolongada estiagem que tem exacerbado as condições de seca, conforme relatório do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Esse cenário tem contribuído para um aumento exponencial nos focos de calor detectados no estado desde o final de maio.

    Voluntários

    O decreto também autoriza a convocação de voluntários para reforçar as operações de resposta, além da realização de campanhas de arrecadação de recursos destinadas a facilitar a assistência à população afetada. Sob a coordenação da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC/MS), as autoridades poderão, por exemplo, mobilizar recursos adicionais para enfrentar a crise.

    Além disso, em áreas de risco iminente, o texto autoriza agentes de defesa civil a entrar em residências para prestar socorro ou ordenar evacuações urgentes. Utilizar propriedades particulares em caso de perigo público iminente, com posterior indenização aos proprietários afetados, também é possível.

    Nos últimos 12 meses, um aumento dramático nos focos de fogo tem particularmente afetado o Pantanal, a maior área úmida contínua do planeta. O Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 9.014 ocorrências no período. Isso significa quase sete vezes mais do que no mesmo período do ano anterior.

    A situação crítica também foi reconhecida pela Agência Nacional de Águas (ANA), que declarou escassez quantitativa dos recursos hídricos na região hidrográfica do Paraguai até 31 de outubro de 2024, devido à seca extraordinária.

    Uma pesquisa recente da rede MapBiomas revelou que o Pantanal é o bioma mais afetado por queimadas nos últimos 39 anos. Ou seja, 9 milhões de hectares queimados, representando 59,2% do território que abrange Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O município de Corumbá, nesse período, foi o mais atingido por queimadas em todo o país.

    Prejuízo para agropecuária pantaneira

    Os danos ambientais e econômicos são significativos. A estimativa é de que os prejuízos sejam superiores a R$ 17 bilhões para a agropecuária pantaneira, conforme destacado pelo governo estadual no decreto emergencial. A situação requer esforços conjuntos e medidas urgentes para minimizar os impactos devastadores sobre o meio ambiente, a vida selvagem, e as comunidades locais.

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