Tag: Mandioca

  • Cascas de ovo e manipueira da mandioca podem gerar biogás e fertilizantes

    Cascas de ovo e manipueira da mandioca podem gerar biogás e fertilizantes

    O aproveitamento de resíduos agroindustriais, como a manipueira da mandioca e cascas de ovo, está no centro de uma pesquisa inovadora. Ela foi desenvolvida pela Universidade Tiradentes (Unit) em parceria com a Universidade de Sherbrooke, no Canadá. O estudo propõe soluções sustentáveis para o tratamento de resíduos, geração de energia renovável e produção de insumos agrícolas. Assim, contribuindo para a economia circular e a redução de impactos ambientais.

    A manipueira é um resíduo líquido gerado no processamento da mandioca. Ela possui alto potencial poluidor, mas pode ser transformada em fonte de energia limpa e fertilizantes orgânicos por meio da digestão anaeróbia. O diferencial do estudo está na adição de cascas de ovo ao processo. Isso otimizou a produção de biogás e estabilizou o sistema biológico, graças ao cálcio presente nesse resíduo.

    A pesquisa, conduzida pela doutora Ianny Andrade Cruz, desenvolveu um sistema automatizado de produção e monitoramento de biogás e digestato, integrando tecnologias de Internet das Coisas (IoT) para maior eficiência e controle. O digestato gerado tem potencial como fertilizante, embora testes iniciais apontem a necessidade de ajustes no tempo de digestão para evitar toxicidade em plantas como a alface.

    Impacto ambiental e social

    A mandioca é uma das culturas mais importantes para a agricultura familiar no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, gerando grandes volumes de resíduos. O aproveitamento desses subprodutos para produção de biogás e fertilizantes oferece alternativas para a autossuficiência energética rural, redução das emissões de gases do efeito estufa e valorização dos agricultores, que podem transformar resíduos em fonte adicional de renda.

    Segundo a pesquisadora, a conversão dos resíduos da mandioca em biogás não só contribui para a gestão sustentável dos resíduos. Mas também pode substituir combustíveis fósseis, como o gás de cozinha, promovendo benefícios econômicos, ambientais e sociais para as comunidades rurais.

    Internacionalização e inovação

    A pesquisadora realizou parte da pesquisa no Laboratório de Tecnologias da Biomassa da Universidade de Sherbrooke, no Canadá, durante seu estágio e pós-doutorado. O ambiente acadêmico canadense, focado em inovação e transição energética, proporcionou acesso a tecnologias avançadas e parcerias com a indústria, ampliando as possibilidades de aplicação dos resultados em larga escala.

    O estudo reforça o potencial do Brasil em liderar soluções sustentáveis para o aproveitamento de resíduos agrícolas,. Além de destacar a importância da inovação tecnológica e da integração entre universidade, indústria e produtores rurais. A produção de biogás a partir de manipueira e cascas de ovo representa um passo importante para a sustentabilidade no campo, redução da poluição e promoção da economia circular no agronegócio brasileiro.

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  • Brasil e França debatem emergência sanitária na mandioca

    Brasil e França debatem emergência sanitária na mandioca

    A crise sanitária provocada pela “morte descendente” da mandioca, causada pelo fungo Ceratobasidium theobromae, mobilizou especialistas, lideranças tradicionais e instituições públicas em um workshop internacional realizado entre os dias 24 e 27 de março, em Belém, no Pará. O encontro reuniu mais de 100 participantes do Brasil, França, Guiana Francesa, Colômbia e Suriname, com o objetivo de traçar estratégias para conter a disseminação da praga e proteger a cultura da mandioca, essencial para a segurança alimentar e a economia de milhares de comunidades.

    O evento foi organizado por meio de parceria entre instituições brasileiras e francesas, incluindo a Embrapa, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o CIRAD (Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento), o IRD (Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento), além de entidades regionais e representantes de comunidades tradicionais.

    Emergência fitossanitária ameaça produção de mandioca no Norte do país

    No Brasil, a doença foi detectada inicialmente em 2022, na região do Oiapoque (AP). E se espalhou rapidamente, levando o governo federal a decretar emergência fitossanitária nacional por meio da Portaria nº 769, de 30 de janeiro de 2025. A medida visa intensificar ações de contenção e prevenção, diante do risco de disseminação para outras regiões produtoras do país.

    De acordo com o chefe-geral da Embrapa Amapá, Antônio Cláudio Carvalho, a rápida progressão da doença surpreendeu os pesquisadores. “Em dois meses, uma roça foi praticamente dizimada. Inicialmente, cogitamos falhas no manejo, mas a velocidade e extensão do problema apontam para algo mais grave”, relatou.

    As análises identificaram duas variedades de mandioca cultivadas por povos indígenas – “Xingu” e “Teré Teré” – como mais tolerantes à doença, o que levou à criação de campos de multiplicação para garantir a produção em 2025. Além disso, estudos avançam na busca por soluções químicas e biológicas contra o fungo.

    Cooperação internacional reforça combate à praga

    O workshop destacou a importância da cooperação transfronteiriça para enfrentar a ameaça fitossanitária. “O fungo não respeita fronteiras. A colaboração entre países é essencial para proteger nossos sistemas alimentares”, afirmou Pierre Marraccini, diretor regional do CIRAD. Pesquisadores apontam que a praga tem origem na Ásia e já afetou países do Sudeste Asiático entre 2005 e 2010, como Vietnã e Tailândia.

    À direita, Edmilson dos Santos Oliveira, representante do Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO) e à esquerda, Silvio Van Der Pilj, Presidente do Conselho de Populações Ameríndias e Bushinenge da Guiana Francesa. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    Representantes das comunidades tradicionais ressaltaram os impactos econômicos e culturais da doença. “A mandioca é nossa base: alimento, tradição e renda. Mais de duas mil famílias vivem dessa cultura”, declarou o cacique Edmilson Oliveira, do Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque.

    Do lado francês, Bruno Apouyou, vice-presidente do Conselho das Populações Ameríndias e Bushinenge da Guiana Francesa, reforçou a importância de preservar a diversidade genética da mandioca. “Não usamos uma única variedade, mas muitas. A pesquisa deve respeitar essa riqueza”.

    Impacto socioeconômico e estratégias futuras

    Estudos apresentados durante o evento alertam para impactos significativos caso a doença avance em escala nacional. Segundo o chefe da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Francisco Laranjeira, o prejuízo pode ultrapassar R$ 5 bilhões. Afetando produtos derivados como farinha, fécula e pão de queijo, com reflexos na cesta básica e na inflação.

    O evento também contou com apresentações de dados epidemiológicos e protocolos de diagnóstico molecular desenvolvidos pelo Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), da Colômbia, que colaboram com o rastreamento do fungo.

    Participantes da Oficina Técnica – Emergência Sanitária da Mandioca. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    Nos dias finais do workshop, os participantes participaram de oficinas e plenárias para construir um plano de ação conjunto entre governos, centros de pesquisa e comunidades. A diretora da Embrapa, Ana Euler, destacou que o foco agora é transformar as discussões em políticas públicas e estratégias de curto, médio e longo prazo. “O conhecimento compartilhado neste encontro reforça nossa capacidade de resposta às emergências sanitárias que colocam em risco a segurança alimentar regional”, concluiu.

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  • Governo cria centro de operações para combater a Vassoura de Bruxa da Mandioca

    Governo cria centro de operações para combater a Vassoura de Bruxa da Mandioca

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu, na última segunda-feira (17), o Centro de Operações de Emergência Agropecuária (COE-MAPA) Vassoura de Bruxa da Mandioca. Essa medida visa fortalecer a coordenação entre órgãos públicos federais, estaduais e instituições de pesquisa para combater a doença, que afeta a cultura da mandioca.

    A iniciativa surge após a declaração de estado de emergência fitossanitária, que reconhece a necessidade de intensificar medidas coordenadas para o controle da vassoura de bruxa. O COE-MAPA atuará como mecanismo de articulação intra e interinstitucional, garantindo a execução de ações alinhadas às diretrizes da política fitossanitária nacional.

    Entre as atribuições do COE-MAPA estão a coordenação de ações entre as instituições envolvidas e apoio ao Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas (DSV/MAPA). Além da divulgação de informações técnicas à sociedade. Participam do centro unidades técnicas da Secretaria de Defesa Agropecuária, ministérios parceiros e instituições de pesquisa.

    A implementação dessa estrutura reforça o compromisso do governo com a proteção fitossanitária da mandioca, promovendo a atuação coordenada entre os diferentes agentes envolvidos no setor. A vassoura de bruxa é uma doença fitossanitária que afeta significativamente a cultura da mandioca. E sua contenção é crucial para a segurança alimentar e a economia rural.

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  • Indígenas foram essenciais para a disseminação da mandioca nas Américas

    Indígenas foram essenciais para a disseminação da mandioca nas Américas

    Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Embrapa e publicado na revista Science revela o papel central dos povos indígenas na disseminação da mandioca nas Américas. A pesquisa analisou 573 genomas da planta. E mostrou que práticas tradicionais, como a troca de mudas entre aldeias e a seleção de variedades espontâneas, foram responsáveis por garantir a diversidade genética da cultura ao longo dos séculos.

    Segundo os cientistas, a mandioca (Manihot esculenta), domesticada há mais de seis mil anos na região sul da Amazônia — área que abrange atualmente partes do Acre e Rondônia —, foi amplamente difundida no continente muito antes da chegada dos colonizadores europeus. Os dados indicam que essa dispersão não ocorreu ao acaso, mas foi resultado direto das práticas agrícolas e culturais dos povos indígenas.

    Diversidade genética surpreendente para uma planta clonada

    Embora a mandioca seja reproduzida por clonagem, ou seja, por pedaços do caule chamados manivas, a pesquisa revelou uma diversidade genética elevada entre as variedades. Essa diversidade está relacionada ao alto grau de heterozigosidade — variações entre os pares de genes — mesmo em clones. Segundo os pesquisadores, esse fenômeno funciona como um “seguro genético”. Que protege a planta contra mutações prejudiciais e permitindo maior resistência a pragas, doenças e mudanças climáticas.

    O pesquisador Fábio Freitas, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, destaca que os cientistas analisaram amostras de diferentes períodos históricos e regiões geográficas. Isso inclui variedades cultivadas atualmente, exsicatas de herbários, materiais arqueológicos com até 2 mil anos e espécies silvestres do gênero Manihot.

    Tradições indígenas contribuem para o melhoramento genético da mandioca

    Um exemplo emblemático citado no estudo é o ritual Casa de Kukurro, realizado pelo povo Waurá, no Território Indígena do Xingu, no estado do Mato Grosso. A prática envolve o agrupamento de variedades de mandioca em dois montes separados, estimulando cruzamentos espontâneos por sementes e gerando novas variedades. Após avaliação, essas plantas podem ser incorporadas às lavouras tradicionais da aldeia.

    mandioca
    Povos indígenas foram fundamentais para a geração da diversidade que atualmente encontramos na mandioca. Na foto acima, agricultora rala raízes de mandioca para consumo. Foto: Celso Viviani/Embrapa

    Essa estratégia cultural, além de preservar a biodiversidade, funciona como um método eficiente de melhoramento genético. Portanto, permitindo a manutenção e a ampliação da variabilidade da mandioca ao longo do tempo.

    Estudo reforça importância dos bancos genéticos da Embrapa

    A pesquisa foi possível graças ao trabalho histórico de coleta e preservação realizado por diversas unidades da Embrapa. As amostras analisadas foram obtidas em bancos genéticos da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Embrapa Cerrados e Embrapa Mandioca e Fruticultura. Essas instituições mantêm coleções que reúnem variedades cultivadas por comunidades tradicionais, materiais de melhoramento genético e espécies silvestres de ampla diversidade.

    “Com essa base genética, conseguimos representar a diversidade da mandioca no Cerrado e em outras regiões do Brasil. Isso permite aprofundar o conhecimento sobre a história evolutiva da espécie e orientar futuras estratégias de melhoramento genético”, explica o pesquisador Eduardo Alano, da Embrapa Cerrados.

    Pesquisa abre novas perspectivas para agricultura sustentável

    A análise genética da mandioca traz novas possibilidades para o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às mudanças climáticas. E, portanto, resistentes a pragas emergentes, como a vassoura-de-bruxa, recentemente identificada no Amapá.

    De acordo com Éder Jorge de Oliveira, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, os dados obtidos pelo estudo podem orientar programas de melhoramento para gerar variedades superiores, combinando atributos agronômicos, nutricionais e resistência genética. “A diversidade genética conservada nos bancos de germoplasma é fundamental para garantir o futuro da cultura da mandioca no Brasil e no mundo”, afirma.

    Mandioca: um clone resistente e cheio de história

    Apesar de ser uma planta clonada, a mandioca se mostra um exemplo notável de resiliência e diversidade genética. Todos os dias, milhões de pessoas consomem clones dessa planta, cultivada há milênios por comunidades indígenas. A pesquisa publicada na Science mostra que, além de ser um alimento estratégico para a segurança alimentar global, a mandioca é também um símbolo da contribuição dos saberes tradicionais para a ciência e a agricultura sustentável.

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  • Mandioca: preço cai e atinge menor média desde setembro

    Mandioca: preço cai e atinge menor média desde setembro

    A oferta de mandioca para as indústrias seguiu elevada na última semana de fevereiro, segundo pesquisadores do Cepea. Produtores aumentaram a comercialização para obter capital e liberar áreas, o que pressionou os preços para baixo.

    Entre 24 e 28 de fevereiro, a tonelada da raiz posta fecularia foi negociada, em média, a R$ 560,20, queda de 1,5% frente à semana anterior. Foi a oitava retração semanal consecutiva, levando a cotação média mensal ao menor nível desde setembro de 2024. Em fevereiro, o valor médio da mandioca ficou em R$ 578,97 por tonelada (R$ 1,0069/grama de amido), recuo de 12,6% em relação a janeiro.

    Produção de mandioca atinge recorde em 2025

    A produção brasileira de mandioca alcançou um novo recorde nos primeiros meses de 2025. Entre 1º de janeiro e 21 de fevereiro, o processamento somou 398,5 mil toneladas, alta de 3% sobre o mesmo período de 2024. O volume é o maior desde o início da série histórica, em 2006.

    O Agro em Campo segue atento a evolução do mercado da mandioca e os impactos tanto para a indústria quanto para o consumidor final.

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  • Produção de mandioca bate recorde em 2025

    Produção de mandioca bate recorde em 2025

    Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) revelam crescimento histórico na produção de mandioca e redução de custos para o consumidor.

    A produção de mandioca no Brasil atingiu um novo patamar nos primeiros meses de 2025, com processamento recorde de 398,5 mil toneladas entre 1º de janeiro e 21 de fevereiro, segundo relatório do Cepea divulgado nesta segunda-feira (24.fev.2025). O volume representa aumento de 3% em relação ao mesmo período de 2024 e marca o maior índice desde o início da série histórica, em 2006.

    Queda nos preços

    O aumento da oferta já reflete no mercado. O preço médio da tonelada de mandioca (posta na fecularia) registrou queda de 3% na semana de 17 a 21 de fevereiro, fechando a R$ 568,52. No acumulado do mês, a redução chega a 11,7%, com destaque para o recuo de 5,3% já em janeiro.

    Especialistas atribuem a tendência de baixa ao aumento da produção, que superou expectativas e elevou a disponibilidade do produto. “O recorde no processamento pressiona os preços, beneficiando indústrias e consumidores. Mas exige atenção dos produtores para equilibrar oferta e demanda”, explica Maria Souza, analista do Cepea.

    Contexto histórico

    A mandioca, base de alimentos como a farinha e o polvilho, é um dos cultivos mais importantes para a agricultura familiar no Brasil. O novo patamar de produção reforça a recuperação do setor após desafios climáticos e logísticos enfrentados em anos anteriores.

    Com a safra em alta, analistas projetam que os preços podem continuar em trajetória descendente caso a produção mantenha o ritmo. A tendência, porém, dependerá de fatores como demanda internacional e custos de insumos, como fertilizantes e transporte.

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  • Proposta quer novo modelo para preços de arroz, feijão e mandioca

    Proposta quer novo modelo para preços de arroz, feijão e mandioca

    Uma nova proposta do senador Beto Faro (PT-PA) visa reformular o modelo de preços mínimos para arroz, feijão e mandioca no Brasil, considerando a variação cambial e as cotações internacionais. O objetivo é proteger os produtos essenciais da alimentação, garantir a rentabilidade dos agricultores e aumentar a atratividade econômica dessas culturas no mercado interno.

    O Projeto de Lei 123/2025 sugere que os preços mínimos sejam calculados com base nos custos de produção, ajustados pela flutuação do dólar e pelos preços internacionais. Caso haja uma queda nas cotações, os preços mínimos devem respeitar os custos de produção, assegurando uma rentabilidade mínima aos produtores. Além disso, o projeto determina que o Plano Safra inclua previsões sobre os volumes que o governo pretende adquirir para formar estoques públicos.

    Na justificativa do projeto, Faro destaca a redução da área cultivada com arroz, feijão e mandioca nas últimas três décadas. E alerta para os riscos à segurança alimentar no Brasil. Ele afirma que é crucial encontrar soluções institucionais para mitigar os efeitos negativos sobre a produção desses alimentos fundamentais.

    Atualmente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) define os preços mínimos com base em diversos fatores de mercado. A proposta de Faro busca criar maior simetria na atratividade econômica entre o mercado interno e as exportações. Além de não prejudicar o setor exportador ou gerar grandes custos para a União.

    O projeto ainda não chegou às comissões do Senado e, se receber aprovação, passará pela análise da Câmara dos Deputados antes da possível sanção presidencial.

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  • Chuvas impactam produção de banana no Paraná

    Chuvas impactam produção de banana no Paraná

    As fortes chuvas que atingiram o litoral do Paraná, no fim de semana passado, causaram prejuízos aos produtores de banana. A zona rural de Guaratuba, uma das principais regiões produtoras, registrou inundações que afetaram cerca de 1,5 mil hectares de bananais.

    Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Paulo Andrade, a qualidade da banana será comprometida. “Os bananicultores precisarão de um beneficiamento mais rigoroso, o que aumenta os custos e reduz o preço final da fruta”, explicou em artigo no Boletim de Conjuntura Agropecuária. Além disso, cerca de 80 hectares sofreram perda total, e a recuperação dessas áreas só deve ocorrer no final do ano.

    Produção de banana no Paraná

    O litoral concentra 59% da produção estadual de banana. Em 2023, foram colhidas 95 mil toneladas em 4,2 mil hectares. Guaratuba lidera a produção no Estado, com 77 mil toneladas colhidas em 3,2 mil hectares, principalmente na comunidade de Cubatão. Em geral, no ranking nacional, o Paraná ocupa a 13ª posição, com 160,8 mil toneladas colhidas no ano passado.

    Batata-doce e mandioca

    A batata-doce, conhecida pela resistência e alto potencial produtivo, foi cultivada em 1717 municípios brasileiros em 2023. A produção nacional alcançou 925,6 mil toneladas em 61 mil hectares. O Paraná ocupa a nona posição entre os maiores produtores, mas registrou queda na área cultivada e na produção nos últimos anos. A colheita passou de 84,4 mil toneladas em 2014 para 60,2 mil toneladas em 2023. As principais regiões produtoras são Curitiba, Londrina e Francisco Beltrão.

    Já o preço da mandioca caiu 4,2% em janeiro, passando de R$ 673,47 para R$ 645,17 por tonelada. Apesar da queda mensal, o valor é 15% superior ao registrado no mesmo período de 2023. Ou seja, com boas produtividades e preços em alta, a área plantada pode crescer no novo ciclo. Em resumo, a estimativa aponta uma produção de 4,1 milhões de toneladas, contra 3,69 milhões no último ano.

    Safra de soja avança no Paraná

    A colheita da soja segue em ritmo acelerado no Paraná. Dos 5,77 milhões de hectares estimados para a safra, ainda restam 3,8 milhões a serem colhidos. A maior parte das lavouras ainda no campo está no Sul do Estado, com 40% da área total, seguido pelo Norte, com 35%. Do total, 77% apresentam bom desenvolvimento, 20% têm condição mediana e 4% estão em estado ruim.

    Tilápia impulsiona setor de pescados

    Foto: Divulgação – Secretaria de Agricultua e Abastecimento do Paraná

    A produção de peixes cresceu no Paraná na última década, com destaque para a tilápia. A espécie representa 85% do Valor Bruto da Produção (VBP) do setor, que alcançou R$ 2,07 bilhões em 2023. O técnico do Deral, Edmar Gervásio, avalia que os investimentos da indústria de processamento devem dobrar o tamanho da atividade nos próximos três anos.

    Carne suína e bovina registram variações nos preços

    Os preços de cortes suínos monitorados pelo Deral caíram em janeiro após sete meses de alta. A redução foi de 0,7%, ou R$ 0,03 por quilo. O valor médio passou de R$ 22,22 em dezembro para R$ 22,19 em janeiro. Para fevereiro, a expectativa é de nova leve queda, mas os preços ainda devem ficar R$ 5,00 acima do registrado no mesmo período de 2024.

    No mercado de carne bovina, o Índice Regional de Preços do Paraná – Alimentos e Bebidas, do Ipardes, apontou alta de 0,75% em janeiro. O contrafilé subiu 0,91%, e a costela, 1,66%. Em contrapartida, o preço do patinho caiu 1,67% no período.

    Exportações de carne de frango crescem, enquanto carne de peru recua

    As exportações brasileiras de carne de frango aumentaram 1,3% em faturamento em 2024, alcançando US$ 9,742 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 3%, totalizando 5,1 milhões de toneladas. No segmento de carne de peru, houve queda de 8% no volume exportado, com 64,6 mil toneladas, e recuo de 23,3% na receita, somando US$ 153,8 milhões.

     

     

     

  • Embrapa apresenta avanços na cultura da mandioca no Show Rural Coopavel

    Embrapa apresenta avanços na cultura da mandioca no Show Rural Coopavel

    A Embrapa Mandioca e Fruticultura leva inovações para a 37ª edição do Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR). O evento acontece entre 10 e 14 de fevereiro, das 8h às 18h, com foco em inovação tecnológica e sustentabilidade.

    Na Vitrine de Tecnologias da Embrapa, a unidade demonstra soluções avançadas para a produção de mandioca. Entre os destaques estão a câmara de termoterapia, a técnica de plantio para produção de miniestacas e cultivares como BRS CS 01, BRS 420 e BRS 429. O analista Helton Fleck da Silveira e o pesquisador Rudiney Ringenberg conduzem as demonstrações.

    Tecnologias em destaque da Embrapa para mandioca

    Câmara térmica automatizada: a tecnologia permite a propagação de mandioca com qualidade fitossanitária. O sistema expõe as plantas a temperaturas entre 50°C e 55°C e umidade de 90% durante as horas mais quentes do dia. Esse processo elimina patógenos e viabiliza a produção em larga escala de matrizes-elite.

    BRS CS 01 Indicada para indústrias do Mato Grosso do Sul e Paraná, essa variedade se destaca pela alta produtividade. No primeiro ciclo, rende 31% mais que as cultivares tradicionais. No segundo ciclo, o ganho chega a 93%. A planta tem porte reto, facilita o plantio mecanizado e reduz custos com capina.

    BRS 420 Essa cultivar industrial, recomendada para o Paraná e Mato Grosso do Sul, apresenta alta produtividade de raízes e amido. A planta tem porte reto e resistência moderada a bacteriose, superalongamento e antracnose, o que facilita o manejo e a colheita.

    BRS 429 Voltada para consumo in natura, essa variedade é altamente produtiva. No Paraná, rende 25,7% mais que as tradicionais. Em São Paulo, a superioridade alcança 53,9%. As raízes cilíndricas e longas garantem melhor aproveitamento comercial. A polpa amarela intensa e o sabor superior agradam ao consumidor.

    Miniestacas de mandioca: a técnica permite a geração de material de plantio a partir de três métodos: mudas micropropagadas, multiplicadas rapidamente ou obtidas de plantas de campo. O processo aumenta a eficiência na produção e melhora a qualidade do plantio.

    A participação da Embrapa no evento reforça a importância da inovação para o setor da mandioca e apresenta soluções que impulsionam a produtividade e a sustentabilidade da cultura.

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  • Praga da mandioca: declarada emergência no Amapá e Pará

    Praga da mandioca: declarada emergência no Amapá e Pará

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou uma portaria que declara estado de emergência fitossanitária nos estados do Amapá e Pará em razão do risco de surto da praga quarentenária Rhizoctonia theobromae (Ceratobasidium theobromae), causadora da vassoura-de-bruxa-da-mandioca.

    Equipes da Embrapa Amapá e da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA) inicialmente constataram a presença do fungo em plantios de mandioca nas terras indígenas de Oiapoque, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. A infecção por esse fungo representa um alto risco para a produtividade das plantas afetadas. Até o momento, a praga ocorreu nos municípios amapaenses de Oiapoque, Calçoene, Amapá, Pracuúba, Tartarugalzinho e Pedra Branca do Amapari.

    Ações coordenadas pelo Mapa

    Cristiane Ramos de Jesus, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Amapá, explica que as pragas quarentenárias presentes são aquelas exóticas que estão no país com distribuição restrita e sob controle oficial. “A partir da definição desse status, todas as ações referentes a essa praga passam a ser coordenadas pelo Mapa. E com o auxílio das agências estaduais de defesa agropecuária,” afirma.

    Analista da Embrapa Amapá, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura e Técnico da Diagro do Amapá, em atividade de coleta de material para análises. Foto: Dulcivânia Freitas/Embrapa

    A Embrapa, autorizada pelo Mapa, continua a executar projetos de pesquisa e desenvolvimento financiados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Essas iniciativas visam promover a segurança alimentar dos povos indígenas de Oiapoque, com foco na implantação de campos de multiplicação de manivas-semente de mandioca que são tolerantes à praga, além da diversificação de culturas como alternativa de renda.

    A portaria de emergência fitossanitária tem validade de um ano e busca reforçar medidas preventivas para evitar a dispersão da praga para outras áreas cultiváveis. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que essa medida demonstra o reconhecimento do problema pelo Mapa. “Durante a vigência do estado de emergência fitossanitária, todas as ações necessárias para erradicar a praga poderão ser adotadas com mais agilidade,” afirmou.

    Mobilização

    Francisco Laranjeira, chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura, acredita que a declaração da emergência permitirá uma maior celeridade nas ações para contenção da praga. “Isso transmite à cadeia produtiva o necessário senso de urgência para que todos colaborem nessa luta,” enfatizou. Ele ressaltou a importância de ações coletivas entre produtores, pesquisadores, extensão rural, defesa fitossanitária e operadores políticos.

    A publicação da portaria estabelecerá um Comando Nacional Emergencial, que reunirá diversas instituições públicas federais, estaduais e municipais. Além do setor privado, para coordenar as ações necessárias no enfrentamento à praga. Essa mobilização é crucial para proteger os cultivos de mandioca e garantir a segurança alimentar nas regiões afetadas.

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