Tag: Logística

  • Piscicultura brasileira pode crescer e se tornar referência mundial

    Piscicultura brasileira pode crescer e se tornar referência mundial

    A piscicultura brasileira vive um momento de ascensão, impulsionada pelo aumento do consumo interno e pelas oportunidades de exportação. Com um dos maiores potenciais aquícolas do mundo, o Brasil reúne condições favoráveis para se consolidar como líder na produção e exportação de peixes de cultivo. No entanto, desafios como infraestrutura, logística e barreiras sanitárias ainda limitam a expansão do setor no mercado global.

    De acordo com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a produção nacional atingiu 860 mil toneladas de peixes cultivados em 2023, um crescimento de 3,6% em relação ao ano anterior. O tambaqui, o pintado e o pirarucu, espécies nativas e altamente valorizadas, têm ganhado destaque tanto no mercado interno quanto no exterior. O Brasil já exporta parte dessa produção, mas o volume ainda está distante do potencial real.

    Desafios para a internacionalização

    José Miguel Saud, especialista em piscicultura e criador de tambaquis, pintados e pirarucus, ressalta que um dos principais desafios da internacionalização é a adaptação aos padrões sanitários exigidos por mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia. “O Brasil tem um produto de excelente qualidade, mas ainda enfrenta dificuldades para atender aos protocolos exigidos por grandes importadores. Precisamos investir mais em certificações e rastreabilidade para garantir que nosso peixe seja aceito sem restrições no exterior”, explica.

    Infraestrutura logística: um entrave crítico

    A infraestrutura logística também é um entrave. A piscicultura depende de uma cadeia de frio eficiente para manter a qualidade dos peixes até o destino final. Saud aponta que a falta de estrutura adequada para armazenamento e transporte impacta diretamente a competitividade dos produtores brasileiros. “Hoje, exportamos principalmente filés congelados e peixes processados, mas há uma demanda crescente por peixe fresco. Para atender a esse mercado, é fundamental melhorar os sistemas de transporte e distribuição”, afirma.

    Oportunidades no cenário global

    Mesmo diante dos desafios, as oportunidades para a piscicultura brasileira no cenário global são promissoras. O mercado de pescado tem crescido consistentemente, impulsionado pela busca por proteínas mais saudáveis e sustentáveis. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o consumo global de peixe deve aumentar 15% até 2030, tornando a aquicultura uma das principais fontes de proteína animal no mundo.

    “O tambaqui, por exemplo, tem características nutricionais muito valorizadas no mercado internacional, como alta concentração de ômega-3 e sabor diferenciado. Já o pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do mundo e tem um grande apelo gastronômico, principalmente na culinária asiática. Se conseguirmos estruturar bem nossa cadeia produtiva, podemos transformar essas espécies em produtos de exportação altamente rentáveis”, analisa José Miguel Saud.

    Iniciativas para impulsionar as exportações

    Nos últimos anos, iniciativas para fomentar a exportação de peixes brasileiros têm avançado. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) tem firmado acordos para facilitar a entrada do pescado brasileiro em novos mercados, enquanto associações do setor promovem ações para aumentar a visibilidade dos produtos nacionais. Além disso, programas de financiamento específicos para piscicultores têm incentivado a modernização da produção.

    Para que o Brasil alcance uma posição de destaque na piscicultura global, especialistas defendem um planejamento estratégico que envolva inovação, qualificação técnica e políticas públicas eficientes. “O Brasil tem tudo para ser um grande exportador de pescado, mas precisa investir mais em pesquisa, capacitação de produtores e infraestrutura. É um trabalho conjunto entre governo, setor privado e instituições de fomento. Se seguirmos esse caminho, podemos nos tornar referência mundial na criação de peixes nativos”, conclui o piscicultor José Miguel Saud.

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  • Air Draft: Iniciativa otimiza operações no Porto do Itaqui

    Air Draft: Iniciativa otimiza operações no Porto do Itaqui

    A VLI, empresa de soluções logísticas que integra ferrovias, portos e terminais, anuncia a otimização das operações no Terminal Portuário São Luís (TPSL), no Porto do Itaqui (MA), com a implementação do Air Draft. A iniciativa visa agilizar o processo de deslastre e liberar o berço de atracação dos navios. Isso resulta em maior eficiência e aumento da produtividade do terminal.

    O Air Draft permite o recebimento de navios com menor quantidade de água em seus tanques de lastro, que ficam entre o casco e os porões das embarcações para garantir estabilidade e segurança estrutural. Com menos água nos tanques, o navio possui um maior Air Draft, também conhecido como calado aéreo – altura máxima do navio a partir da lâmina d’água.

    A iniciativa permite que os navios sejam carregados mais rapidamente. Isso porque a capacidade de carregamento do porto é maior do que a capacidade de deslastro das embarcações. Para garantir a segurança estrutural dos navios, a equipe da VLI passou a elaborar o Plano de Embarque utilizando o Sistema de Planejamento de Embarque e Desembarque de Navios (Speed). É uma ferramenta pioneira que realiza o cálculo do plano de carga com a determinação do Air Draft de atracação.

    Com o plano de carga definido, os comandantes realizam o deslastre antes de chegar ao porto. Antes, essa etapa ocorria após a atracação, o que atrasava o início do carregamento.

    Recorde de movimentação e otimização operacional

    Em julho de 2024, o TPSL registrou seu maior recorde de movimentação, com 718 mil toneladas de grãos transportadas, 4,35% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Esse foi o maior volume movimentado pelo terminal desde o início das operações da VLI, em 2013. Parte desse crescimento é atribuída à eficiência proporcionada pela nova iniciativa, que permitiu que o terminal operasse de maneira mais econômica e eficiente.

    A melhoria do processo resultou em ganhos significativos na otimização operacional do porto. Que agora opera com redução no tempo de embarque, utilizando a capacidade máxima de seus ativos. Desde a adoção dessa melhoria, cada navio opera no Porto do Itaqui por até 14 horas a menos.

    Devido ao sucesso na operação pioneira no TPSL, a VLI planeja expandir a iniciativa do Air Draft para outros terminais portuários. Como por exemplo do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita, na Baixada Santista. Além do Terminal de Produtos Diversos, localizado no Complexo de Tubarão em Vitória (ES) e do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), localizado na Barra de Coqueiros, em Sergipe.

    Corredor Norte: essencial para o escoamento da produção

    O Corredor Norte da VLI é essencial para o escoamento da produção de grãos do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). E também das regiões do Mato Grosso, Pará e Goiás, pelo Terminal Portuário de São Luís. Além dos grãos, o corredor também movimenta cargas como combustíveis, celulose, fertilizantes e minerais.

    O sistema da VLI no Corredor Norte inclui três terminais integradores, localizados em Porto Nacional e Palmeirante, no Tocantins, e em Porto Franco, no Maranhão. Nesses terminais, a carga captada pelo fluxo rodoviário é embarcada nos trens. Oferecendo assim suporte essencial ao produtor brasileiro. E ajudando a solucionar um dos grandes gargalos da logística nacional: a capacidade de armazenagem.

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  • Exportações de soja e milho registram desempenho distinto em 2024

    Exportações de soja e milho registram desempenho distinto em 2024

    As exportações brasileiras de soja e milho apresentaram resultados diferentes em novembro de 2024, segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A soja registrou 2,55 milhões de toneladas embarcadas, queda de 45,8% em relação ao mês anterior. Ou seja, esse recuo reflete a quebra na safra 2023/24. No entanto, para a próxima temporada, a expectativa é de recuperação, com exportações estimadas em 105,48 milhões de toneladas.

    Soja

    O Brasil, maior exportador mundial de soja, viu uma redução no volume exportado em 2024 frente aos recordes de 2023. Em geral, de janeiro a novembro, o país exportou 96,8 milhões de toneladas, contra 101,8 milhões no mesmo período do ano anterior. A quebra de safra e a queda nos preços internacionais explicam o desempenho inferior. Com isso, o petróleo ultrapassou a soja como principal produto de exportação brasileira, algo que não acontecia desde 2021.

    Os portos do Arco Norte responderam por 35% das exportações de soja em novembro de 2024, acima dos 33,8% registrados no mesmo mês de 2023. O Porto de Santos movimentou 28,9%, uma leve queda frente aos 30% do ano anterior. Já Paranaguá registrou 13,9%, contra 14,1% em 2023.

    Milho

    No milho, os portos do Arco Norte também ganharam destaque, com 47,2% das exportações entre janeiro e novembro de 2024, acima dos 41,6% do mesmo período de 2023. Santos ficou com 41,6%, seguido por Paranaguá (3,3%) e São Francisco do Sul (5,4%). Mato Grosso, Goiás, Paraná e Maranhão lideraram as exportações do grão.

    Fertilizantes

    Em relação aos fertilizantes, as importações caíram 15% em novembro de 2024 em comparação com outubro, totalizando 4,2 milhões de toneladas. Porém, houve um aumento de 8,8% em relação a novembro de 2023. De janeiro a novembro, os portos brasileiros receberam 36,73 milhões de toneladas, queda de 0,8% em comparação ao ano anterior. Paranaguá liderou com 8,9 milhões de toneladas, seguido por Santos (7,19 milhões) e Arco Norte (6,39 milhões).

    O Boletim destaca que a intensificação do uso dos portos do Arco Norte reflete uma mudança estratégica nas rotas de exportação, projetando crescimento no escoamento de produtos agrícolas.

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    Frete apresenta variação entre as regiões brasileiras

    Em novembro, os preços do frete variaram entre as principais regiões produtoras. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí e São Paulo registraram queda nos valores, impulsionada pela baixa demanda e menor movimentação de grãos. No Distrito Federal, os preços também caíram, com retrações de até 9%.

    Por outro lado, no Maranhão, os preços ficaram estáveis devido à baixa oferta de fretes para soja e milho. Em Minas Gerais, o mercado permaneceu aquecido, com estabilidade nos valores e ajustes pontuais. Ao mesmo tempo, a Bahia registrou equilíbrio, apesar da redução no fluxo logístico. No Paraná, os preços se mantiveram estáveis.

    Em resumo, o Boletim Logístico da Conab, publicado mensalmente, traz análises sobre logística agropecuária, desempenho das exportações e principais rotas utilizadas no escoamento da produção. A edição completa está disponível no portal da Companhia.

     

  • Logística para agronegócio: setor planeja crescimento

    Logística para agronegócio: setor planeja crescimento

    Nos últimos anos, os investimentos em logística voltada ao agronegócio têm se intensificado, trazendo otimismo para o setor. O setor, estratégico para a economia nacional, tem registrado recordes sucessivos de produção e exportação.

    No entanto, o avanço no escoamento dessa produção ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura de transporte. Esse é um gargalo histórico que impacta diretamente a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

    De acordo com o Plano Nacional de Logística (PNL), a diversificação dos modais de transporte, a ampliação da capacidade portuária e a modernização das rodovias são ações prioritárias para acompanhar o crescimento da produção agrícola e pecuária.

    Integração dos modais

    Uma das principais apostas para a melhoria da logística no agronegócio é a maior integração entre os modais rodoviário, ferroviário e hidroviário. Historicamente, o Brasil depende excessivamente do transporte rodoviário, responsável por cerca de 65% do escoamento da produção agrícola, o que resulta em custos elevados e maior vulnerabilidade às condições das estradas.

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    Nos últimos anos, o setor ferroviário tem recebido atenção especial. Projetos como a Ferrovia Norte-Sul e a ampliação da Malha Central, além da implementação de novas concessões, prometem oferecer alternativas mais eficientes e menos onerosas para o transporte de grãos e outras commodities. Já o modal hidroviário, embora subutilizado, também está sendo incrementado, com obras de dragagem e a construção de terminais nos principais rios do País, como o Tocantins e o Tapajós.

    Expansão da capacidade portuária

    Os portos brasileiros, responsáveis pelo escoamento de cerca de 95% das exportações do agronegócio, estão passando por processos de modernização e ampliação. Terminais privados têm se destacado na busca por eficiência e redução de custos logísticos.

    A ampliação do Porto de Santos, principal ponto de exportação do País, e os avanços em portos do Arco Norte, como Miritituba e Itacoatiara, têm permitido um escoamento mais ágil e menos dependente das longas rotas do Sudeste.

    A participação do setor privado tem sido crucial para impulsionar melhorias na logística. Investimentos em armazéns próximos às áreas de produção, terminais intermodais e frota especializada ajudam a reduzir perdas e custos durante o transporte. Além disso, tecnologias como o uso de inteligência artificial para gestão de rotas e rastreamento em tempo real das cargas têm ganhado espaço, otimizando o fluxo de mercadorias.

    Empresas projetam crescimento

    A RTE Agro, parte do Grupo Rodonaves e especializada nesse setor, projeta um crescimento significativo de 29% em seu faturamento para 2025. Para 2024, a expectativa é de um aumento de 27% em relação ao resultado de 2023.

    A empresa atende mais de 150 clientes e possui operações em Ribeirão Preto (SP), São Paulo (SP) e Curitiba (PR), oferecendo serviços em todo o território nacional. O setor agrícola é particularmente ativo no transporte de defensivos agrícolas, agroquímicos, fertilizantes e maquinários.

    A parceria com empresas como a Ourofino Agrociência destaca a importância da logística especializada. A Ourofino utiliza os serviços da RTE Agro para distribuir sua linha de defensivos agrícolas, que exige uma logística cuidadosa devido à sua natureza sensível e às rigorosas exigências regulatórias.

    “Buscamos sempre oferecer as soluções mais eficientes para os nossos clientes. Contamos com um portfólio que atende praticamente todas as áreas do agronegócio. E temos uma das frotas mais novas do mercado, com idade média de dois anos e veículos Euro 6. Eles reduzem em até 95% as emissões de gases poluentes”, afirma Paulo Nogueira, diretor de Soluções Logísticas da Rodonaves.

    A parceria com a Ourofino foi fundamental para aprimorar a agilidade nas operações de distribuição, garantindo um fluxo constante de produtos para filiais e clientes finais. Além disso, a RTE Agro alcançou um índice impressionante de 99,8% de pontualidade nas entregas.

    “Iniciamos a parceria com a Rodonaves em abril de 2022 para atender demandas de distribuição de defensivos agrícolas. A decisão foi motivada pela necessidade de melhorar a eficiência logística. Garantindo entregas mais ágeis e confiáveis em todo o território nacional”, explica Andréa Mujali Ribeiro, Gerente Executiva de Supply Chain da Ourofino Agrociência.

    Desafios e oportunidades para o futuro

    Com o crescimento contínuo do agronegócio no Brasil, espera-se que melhorias na logística e transporte sejam fundamentais para atender à demanda crescente por produtos agrícolas. As inovações na área prometem não apenas aumentar a eficiência operacional, mas também contribuir para a sustentabilidade do setor.

    Apesar dos avanços, desafios importantes permanecem. A qualidade das rodovias ainda é uma preocupação, especialmente nas regiões produtoras, onde o estado das estradas impacta diretamente o custo do transporte.

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    Outro ponto crítico é a necessidade de maior planejamento integrado entre os governos federal e estaduais. Isso afim de garantir que as ações sejam coordenadas e atendam às demandas do setor.

    Com perspectivas de safras cada vez maiores, o agronegócio brasileiro depende de uma logística eficiente para manter sua competitividade global. A continuidade dos investimentos em infraestrutura e a diversificação dos modais de transporte são fundamentais para assegurar que o Brasil continue a ser um dos líderes mundiais em produção e exportação de alimentos.

  • CNA projeta crescimento do agronegócio em 2025 apesar de desafios

    CNA projeta crescimento do agronegócio em 2025 apesar de desafios

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê crescimento do PIB do agronegócio em 2025, com avanço estimado em até 5%. O aumento será impulsionado pela expansão da produção primária, especialmente de grãos, e pelo desempenho da indústria de insumos e da agroindústria exportadora. Contudo, o setor enfrenta cenários desafiadores no Brasil e no exterior.

    O balanço de 2024 e as perspectivas para 2025 foram apresentados em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11). O evento contou com a presença de João Martins, presidente da CNA, e de diretores técnicos e internacionais da entidade. Durante a apresentação, foram destacados fatores que impactam o setor, como política fiscal, câmbio, inflação e a taxa Selic.

    Cenário internacional e mercado externo

    A conclusão do acordo Mercosul-União Europeia é um marco positivo, mas as tensões globais desafiam o agronegócio. Medidas como a Lei Antidesmatamento (EUDR) podem restringir o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu. Além disso, o setor privado reagiu às recentes ameaças de boicotes contra produtos agropecuários do Brasil.

    Na China, maior parceira comercial do Brasil, a desaceleração econômica e a baixa capacidade ociosa impactam a demanda. Apesar disso, o país segue dependente das importações de grãos devido às limitações de terras e água agricultáveis.

    Câmbio e custos de produção

    A valorização do dólar pode favorecer as exportações, mas aumenta os custos de insumos importados, como fertilizantes e pacotes tecnológicos. Esse cenário pressiona diretamente os produtores rurais e desafia a competitividade do setor.

    Taxa Selic e crédito rural

    A CNA projeta que a taxa Selic deve permanecer elevada em 2025, atingindo 13,50% ao final do ano. Juros altos dificultam o acesso ao crédito rural e impactam negativamente as concessões financeiras para o setor. No orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), os recursos previstos de R$ 1,06 bilhão são insuficientes para atender à demanda de R$ 4 bilhões.

    VBP: crescimento impulsionado pela recuperação da safra

    O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária deve atingir R$ 1,43 trilhão em 2025, alta de 7,4% sobre 2024. O segmento agrícola, que deve totalizar R$ 937,55 bilhões, se recupera após a quebra de safra deste ano. Na pecuária, o VBP pode crescer 9,2%, somando R$ 495,13 bilhões, com destaque para a bovinocultura de corte, que projeta aumento de 20,9% nos preços.

    Produção e consumo interno

    A safra de grãos 2024/2025 deve alcançar 322,53 milhões de toneladas, segundo a Conab, um recorde histórico com alta de 8,2%. Na pecuária, a produção de leite deve crescer 1,5%, enquanto a de carne bovina deve cair 3,3%, devido à virada do ciclo pecuário. Apesar disso, a exportação de carne bovina deve aumentar 1,8% em 2025.

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    Logística e infraestrutura

    O Brasil avança em infraestrutura com o fortalecimento do transporte hidroviário e ferroviário. A Ferrovia Transnordestina receberá R$ 3,6 bilhões, e o leilão da Ferrogrão está previsto para o segundo semestre, condicionado a decisão do STF. O lançamento do Marco Regulátor dos Rios busca fomentar a navegação fluvial e aumentar a eficiência do transporte.

    Sustentabilidade e mercado global

    O Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o cumprimento do Código Florestal são desafios estruturais que exigem soluções urgentes. A CNA destaca a necessidade de demonstrar a sustentabilidade da produção brasileira para competir no mercado internacional. Enquanto isso, a coalizão de países produtores busca enfrentar barreiras climáticas e comerciais impostas pela União Europeia.

    Balanço de 2024

    O PIB do agronegócio deve crescer até 2% em 2024, puxado pela bovinocultura de corte. Em resumo, até novembro, as exportações do setor somaram US$ 152,6 bilhões, com estimativa de atingir US$ 166 bilhões até o final do ano. Apesar dos desafios, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia brasileira.

     

  • Logística: produtores de café enfrentam falta de estrutura portuária

    Logística: produtores de café enfrentam falta de estrutura portuária

    A origem dos problemas está na infraestrutura portuária brasileira, que não acompanhou o crescimento exponencial do agronegócio, especialmente no transporte de cargas conteinerizadas. Alterações de escalas, atrasos constantes e falta de capacidade adequada são alguns dos principais entraves identificados. Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, destacou a necessidade de ações estruturais urgentes para modernizar os portos e garantir competitividade ao setor.

    “O sistema portuário brasileiro está saturado. Precisamos de investimentos em pátios, berços de atracação e aprofundamento de calados para atender navios de maior porte, além de integração com rodovias, ferrovias e hidrovias para diversificar os modais logísticos”, afirmou Heron.

    Porto de Santos: principal terminal enfrenta altos índices de atrasos

    O Porto de Santos, responsável por 67,4% das exportações de café do Brasil, foi destaque negativo no levantamento. Em outubro, 74% das operações no terminal enfrentaram atrasos ou alterações de escalas, com tempos de espera chegando a 58 dias. Apenas 10% das operações tiveram mais de quatro dias de gate aberto, enquanto 44% tiveram menos de dois dias.

    Segundo o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé, 69% dos navios, ou 218 de um total de 317 porta-contêineres, tiveram atrasos ou alteração de escalas para exportar café, nos principais portos do Brasil, em outubro deste ano

    O complexo portuário do Rio de Janeiro, segundo maior exportador do café nacional com 28,1% de participação, também apresentou problemas. Em outubro, 70% dos navios sofreram atrasos, com intervalos de até 35 dias entre o primeiro e o último deadline. Essa situação agrava ainda mais a dificuldade de escoar a produção, especialmente em um ano de safra abundante.

    Soluções temporárias e esforços do setor

    Exportadores recorrem a soluções alternativas para mitigar os impactos logísticos, como o transporte de café a granel por meio de embarcações break bulk, sem a utilização de contêineres. Até outubro, realizaram cinco operações nesse formato, buscando alternativas viáveis diante das dificuldades enfrentadas.Contudo, Heron ressalta que essas soluções não substituem a necessidade de um plano estruturado para modernizar a logística portuária brasileira.

    “O recorde de exportações é resultado do esforço das equipes de logística e da adaptação das empresas, mas isso não pode mascarar os problemas estruturais que enfrentamos”, disse o diretor técnico.

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    A Cecafé tem liderado esforços para sensibilizar autoridades públicas e o setor privado sobre a importância de investimentos na infraestrutura portuária. A equipe busca reunir dados concretos para demonstrar o impacto econômico da ineficiência logística e pressionar pela adoção de ações efetivas. Heron enfatizou a urgência de acelerar projetos de modernização, destacando a importância de priorizar eficiência, redução de custos e ampliação da capacidade operacional.

    Além dos portos, o setor aponta a necessidade de melhorias em toda a cadeia logística, incluindo rodovias e ferrovias. Essas ações são vistas como fundamentais para atender à crescente demanda internacional e manter o Brasil na liderança global do comércio de café.

    O desafio da competitividade no mercado internacional

    Apesar das dificuldades, o Brasil continua a se consolidar como um dos maiores exportadores de café do mundo. O recorde em outubro demonstra a resiliência do setor e o potencial do país para ampliar sua participação no mercado global. No entanto, especialistas alertam que a manutenção dessa posição exige infraestrutura compatível com a demanda e políticas públicas que favoreçam a competitividade.

    Em 2025, o setor planeja adotar medidas paliativas, como ampliar o uso de modais alternativos, enquanto busca avanços estruturais de longo prazo. Essas melhorias são essenciais para garantir a sustentabilidade e o crescimento do segmento, evitando prejuízos que afetem exportadores e impactem negativamente a economia brasileira como um todo.

  • Brasil registra recorde de exportação de café em outubro

    Brasil registra recorde de exportação de café em outubro

    O Brasil exportou 4,926 milhões de sacas de café em outubro, alcançando o maior volume mensal já registrado. Ou seja, o desempenho superou em 11,6% o mesmo mês de 2023 e ultrapassou em 3,27% o recorde anterior, de novembro de 2020. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

    Apesar de gargalos logísticos que deixaram 2,1 milhões de sacas acumuladas nos portos até setembro, o setor manteve o ritmo de exportações. Para contornar os atrasos e mudanças de escala dos navios, empresas adotaram estratégias como o uso de navios break bulk.

    Receita em outubro alcança US$ 1,39 bilhão

    Com preço médio de US$ 282,80 por saca, o valor obtido em outubro chegou a US$ 1,393 bilhão, recorde mensal. O montante representa um crescimento de 62,6% em relação ao mesmo período de 2023.

    Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, destacou o esforço das empresas para cumprir compromissos internacionais, mas alertou sobre desafios persistentes. “Ainda há um grande volume de café parado nos portos. Os exportadores continuam enfrentando atrasos de navios e rolagens de cargas”, afirmou Ferreira.

    Infraestrutura portuária insuficiente

    Segundo Ferreira, o aumento da demanda por contêineres, principalmente para café, açúcar e algodão, agrava os atrasos. Ou seja, a falta de infraestrutura adequada nos portos dificulta a gestão de cargas e lota os terminais.

    O Cecafé segue em diálogo com terminais e autoridades, buscando soluções para ampliar os investimentos em infraestrutura. “Sem investimentos, os exportadores continuarão arcando com os custos de manter esse ritmo recorde”, alertou Ferreira.

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    Acumulado do ano registra crescimento

    De janeiro a outubro, o Brasil exportou 41,456 milhões de sacas, um aumento de 35,1% em relação ao mesmo período de 2023. A receita cambial no período foi de US$ 9,875 bilhões, alta de 53,8%.

    Principais mercados e tipos de café

    A Alemanha lidera como principal destino, com 6,64 milhões de sacas, seguida pelos Estados Unidos, com 6,52 milhões. Bélgica, Itália e Japão completam o top 5. Entre os tipos exportados, o café arábica representou 72,9% do total, enquanto o canéfora registrou um crescimento de 140%, somando 7,894 milhões de sacas.

    Relatório completo disponível

    O relatório detalhado das exportações está no site do Cecafé: cecafe.com.br.

     

  • Exportações por outros estados pelo Porto de Paranaguá crescem 70%

    Exportações por outros estados pelo Porto de Paranaguá crescem 70%

    O volume de exportações por outros estados via Porto de Paranaguá subiu 70% entre 2019 e 2024. Nesse período, o total transportado passou de 6,6 milhões para 11,3 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

    Porto de Paranaguá

    Reconhecido pela agilidade nas operações, o Porto de Paranaguá tornou-se um importante canal para o escoamento de cargas de diversos estados. Além disso, o crescimento reflete a eficiência logística e a integração do porto com outros modais, como as redes viária e ferroviária paranaenses.

    Além do aumento no volume, houve um salto significativo nos valores movimentados. Em 2019, as exportações de outros estados somaram US$ 3,2 bilhões. Em resumo, em 2024, o montante alcançou US$ 7,9 bilhões, um crescimento de 143%. Além disso, o número de estados que utilizam o porto também aumentou, de 20 para 26.

    O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, destacou os investimentos feitos no porto nos últimos anos. “O Porto de Paranaguá facilita tanto as exportações paranaenses quanto as de outros estados”, afirmou. Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, ressaltou que os números demonstram a confiança do setor produtivo na infraestrutura paranaense.

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    Estados

    Entre os estados que mais utilizaram o porto, Mato Grosso do Sul lidera, com 5,1 milhões de toneladas exportadas em 2024, um crescimento de 105% em relação a 2019. São Paulo aparece em segundo, com 2,5 milhões de toneladas, alta de 175%.

    Os principais produtos exportados pelos outros estados foram grãos (4,4 milhões de toneladas), açúcares (2,6 milhões), alimentos para animais (1,7 milhão) e carnes (791 mil toneladas).

    Portanto, com esses resultados, o Porto de Paranaguá se consolida como um dos principais hubs logísticos do Brasil, ampliando sua competitividade mesmo em um cenário de crescente concorrência entre os portos brasileiros.

     

  • Falta de infraestrutura gera prejuízos bilionários ao agronegócio

    Falta de infraestrutura gera prejuízos bilionários ao agronegócio

    A falta de infraestrutura logística adequada no Brasil representa um gargalo significativo para o agronegócio, resultando em perdas bilionárias anualmente. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), estima-se que o setor perca cerca de R$ 10 bilhões por ano devido a problemas de transporte e armazenamento. As dificuldades logísticas, que incluem estradas mal conservadas, portos congestionados e falta de alternativas ferroviárias eficientes, encarecem o escoamento da produção agrícola e afetam a competitividade no mercado global.

    O agronegócio, responsável por uma parcela substancial do PIB brasileiro, enfrenta desafios críticos, especialmente durante os períodos de safra, quando a demanda por transporte aumenta exponencialmente. As estradas, muitas vezes em condições precárias, atrasam o transporte de grãos, frutas e outros produtos agrícolas, elevando os custos operacionais e reduzindo a margem de lucro dos produtores.

    Poder público e entidades do setor agro ofererecem opções

    Entretanto, para diminuir esses problemas, o governo brasileiro e entidades do setor têm proposto e implementado diversas medidas:

    1. Investimento em Infraestrutura Rodoviária: A duplicação de rodovias e a pavimentação de estradas rurais são essenciais para melhorar o fluxo de transporte. Programas como o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) têm priorizado projetos de concessão e melhoria de estradas.
    2. Expansão da Malha Ferroviária: A construção e ampliação de ferrovias são fundamentais para o transporte de grandes volumes de carga a longas distâncias. Projetos como a Ferrovia Norte-Sul e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) visam integrar regiões produtoras ao sistema logístico nacional.
    3. Modernização de Portos: Investimentos na modernização e ampliação dos portos brasileiros são cruciais. O programa Porto Sem Papel, que digitaliza processos portuários, e a privatização de terminais portuários buscam aumentar a eficiência e reduzir custos de exportação.
    4. Armazenagem Adequada: A construção de novos silos e armazéns é vital para evitar perdas pós-colheita. Estratégias adotadas para apoiar os produtores passam por incentivos fiscais e financiamentos para a construção de estruturas de armazenamento.
    5. Incentivos à Logística Integrada: A promoção de uma logística integrada, que combine o uso de rodovias, ferrovias e hidrovias, pode otimizar o transporte de cargas. Parcerias público-privadas (PPPs) são incentivadas para desenvolver projetos logísticos de grande porte.

    Desafio logístico

    A resolução dos desafios logísticos é imperativa para a sustentabilidade e crescimento do agronegócio brasileiro. O investimento em infraestrutura, aliado a políticas públicas eficazes, tem o potencial de transformar a logística agrícola no Brasil. Isso reduzirá perdas e aumentará a competitividade no mercado internacional. A continuidade e ampliação dessas iniciativas são essenciais para assegurar que o agronegócio brasileiro continue a ser um motor econômico robusto e resiliente.

    Além disso, também será necessário uma parceria com as fabricantes de caminhões e governo no que se refere a condições melhores de créditos para atualizar a frota. Afinal, com crédito para o agro, o setor terá uma frota mais moderna e também será impulsionado o mercado dos fabricantes de veículos.

  • Rumo vende 50% de terminal em porto de Santos para consórcio

    Rumo vende 50% de terminal em porto de Santos para consórcio

    A Rumo, operadora logística, anunciou nesta quarta-feira (29) a venda de sua participação de 50% no Terminal XXXIX, localizado no porto de Santos (SP).

    O comprador é um consórcio formado pelas empresas norte-americanas Bunge Alimentos e Zen-Noh Grain Corporation.Segundo fato relevante divulgado pela Rumo, o valor da transação é de R$ 600 milhões, correspondendo a um “equity value” de aproximadamente R$ 550 milhões.

    A Bunge e a Zen-Noh Grain, por meio de uma joint venture, vão deter participações iguais no terminal, enquanto os outros 50% permanecem sob propriedade da Caramuru Alimentos, processadora de commodities que é sócia da Rumo no empreendimento.

    Fortalecimento do caixa e foco em projetos estratégicos

    A Rumo afirmou que a venda da participação no T-XXXIX representa uma medida de disciplina financeira e reciclagem de capital, fortalecendo seu caixa e permitindo concentrar esforços em projetos que sustentem o aumento de capacidade em curso e reforcem a competitividade do modal ferroviário.

    Ganhos logísticos para as compradoras

    Para a Bunge e a Zen-Noh Grain, a aquisição do terminal representa uma oportunidade de ganhar maior flexibilidade logística em um corredor de exportação importante no Brasil. O Porto de Santos é o maior porto da América Latina, desempenhando um papel crucial nas exportações de commodities agrícolas.

    Rumo Logística: Conectando o Brasil por malhas férreas

    A Rumo é a maior operadora ferroviária da América Latina, responsável por transportar uma variedade de produtos, desde commodities agrícolas até insumos industriais. Sua frota de locomotivas e vagões é uma das mais modernas do país.

    Com uma rede de mais de 12 mil quilômetros de linhas férreas, a companhia conecta importantes regiões produtoras do país aos principais portos de exportação. A Rumo é a maior operadora ferroviária da América Latina, responsável por transportar uma variedade de produtos, desde commodities agrícolas até insumos industriais