Tag: Logística

  • Portos do Brasil receberão R$ 5,1 bilhões em obras de modernização

    Portos do Brasil receberão R$ 5,1 bilhões em obras de modernização

    O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou nove projetos de ampliação e modernização de portos brasileiros, que somam R$ 5,1 bilhões em investimentos. Os empreendimentos devem gerar 5.346 empregos diretos e ampliar a capacidade operacional dos portos, fortalecendo a infraestrutura logística do país.

    Entre os destaques estão a modernização dos Terminais 16 e 17 do Porto de Santos (SP), operados pela CLI Sul, com investimento de R$ 678,2 milhões, e a implantação de um novo Terminal de Uso Privado no Porto do Pecém (CE), avaliado em R$ 795,1 milhões.

    O secretário executivo do MPor e presidente do CDFMM, Tomé Franca, destacou o impacto positivo das aprovações. “Estamos falando de geração de emprego e renda, além do fortalecimento da economia local. O Fundo cumpre papel estratégico ao apoiar projetos que ampliam a logística portuária e o desenvolvimento regional”, afirmou.

    Oportunidades

    Otto Luiz Burlier, secretário nacional de Hidrovias e Navegação, ressaltou que os investimentos proporcionarão “mais oportunidades de negócios e crescimento nas regiões atendidas”, reforçando que “investir em logística é investir no desenvolvimento regional”.

    Para o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, a decisão tem caráter estruturante. “A aprovação desses nove projetos representa um passo importante para modernizar a infraestrutura portuária brasileira e aumentar a competitividade do país no comércio internacional”, disse.

    As obras vão tornar as operações portuárias mais ágeis e organizadas, reduzindo atrasos, melhorando a eficiência e estimulando a economia local.

    Investimentos regionais

    Os recursos também contemplam projetos em várias regiões.

    • No Porto de Paranaguá (PR), a expansão e modernização do terminal PAR-09 receberá R$ 1,14 bilhão, com previsão de 1.200 empregos diretos.
    • No Porto do Pecém (CE), o Terminal de Uso Privado da Nordeste Logística foi autorizado. E conta com R$ 795,1 milhões e 1.000 empregos previstos.
    • No Porto de Santana (AP), o investimento de R$ 127,8 milhões ampliará o sistema de armazenagem e expedição. Já o Porto de Aratu (BA) receberá novos silos e melhorias estruturais para aumentar sua capacidade de operação.

    Financiamento e execução

    Administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o FMM apoia projetos de infraestrutura naval e portuária com financiamentos realizados por bancos públicos, como o BNDES, Banco do Brasil, Basa, BNB e Caixa Econômica Federal.

    Após a aprovação, cada projeto tem até 450 dias para formalizar o contrato de financiamento. O prazo pode ser prorrogado conforme as normas do CDFMM. O Fundo pode financiar até 90% do valor total dos empreendimentos, conforme as regras do Conselho Monetário Nacional (CMN).

  • Exportações de frango caem em novembro

    Exportações de frango caem em novembro

    As exportações brasileiras de carne de frango somaram 434,9 mil toneladas em novembro. O volume caiu 6,5% frente ao mesmo mês de 2024. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou os dados. A receita dos embarques chegou a US$ 810,7 milhões. O valor recuou 9,3% na comparação anual.

    No acumulado do ano, o país exportou 4,813 milhões de toneladas. O volume ficou 0,7% abaixo do registrado entre janeiro e novembro de 2024. A receita no período somou US$ 8,842 bilhões, com queda de 2,5%.
    Os Emirados Árabes Unidos lideram as compras em 2025. O país recebeu 433,8 mil toneladas, aumento de 2,1% em relação ao ano anterior. Em seguida aparecem Japão, Arábia Saudita, África do Sul e México.

    O Paraná manteve a liderança nas exportações estaduais. O estado embarcou 1,915 milhão de toneladas entre janeiro e novembro, queda de 3,94%. Santa Catarina e São Paulo ampliaram os volumes, enquanto Rio Grande do Sul e Goiás registraram variações moderadas.

    Carne suína recua no mês, mas cresce no ano

    As exportações brasileiras de carne suína atingiram 106,5 mil toneladas em novembro. O volume caiu 12,5% frente ao mesmo período de 2024. A receita do mês somou US$ 248,2 milhões. O valor recuou 14,9% na comparação anual.

    Apesar da queda mensal, os embarques cresceram no acumulado do ano. O país exportou 1,372 milhão de toneladas entre janeiro e novembro. O volume avançou 10,4% frente a 2024. A receita subiu 18,7% e alcançou US$ 3,294 bilhões.

    As Filipinas lideraram as compras no período, com 350,1 mil toneladas. O volume subiu 49,1%. China, Chile, Japão e Hong Kong completam a lista dos principais destinos.

    Santa Catarina manteve a liderança entre os estados exportadores. O estado embarcou 688,4 mil toneladas, alta de 50,73%. Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Minas Gerais também registraram crescimento.

    Atrasos nos portos afetam desempenho

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que atrasos em portos impactaram os embarques. Ele destacou que o problema reduziu o ritmo das exportações nas últimas semanas de novembro.

  • Rastreabilidade e logística impulsionam valorização do agronegócio

    Rastreabilidade e logística impulsionam valorização do agronegócio

    O agronegócio brasileiro não para de crescer e deve movimentar a cifra histórica de R$ 2,9 trilhões até o final de 2025, de acordo com projeção do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Por trás desse número recorde, no entanto, uma transformação silenciosa está redefinindo os critérios de valorização das empresas do setor. Produzir muito já não é suficiente; a excelência na jornada do campo ao consumidor é o novo padrão ouro.

    A valorização recorde do agro está intimamente ligada a uma mudança de mentalidade por parte de investidores e gestores. O mercado agora reconhece e premia empresas que vão além da porteira, dominando a rastreabilidade da cadeia, garantindo assistência técnica qualificada e operando com eficiência logística mesmo em regiões remotas.

    De acordo com José Loschi, fundador da SRX Holdings, a solidez da operação como um todo é o fator crucial. “As empresas mais valorizadas são as que conseguem mostrar solidez em toda a jornada, do campo à entrega, com processos rastreáveis, gestão técnica e conexão real com o território onde atuam”, afirma.

    Logística e adaptação regional como vantagens competitivas

    Um dos maiores gargalos, e, portanto, uma das maiores oportunidades, está na logística. Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que os custos logísticos podem abocanhar até 25% do valor final dos produtos agrícolas. Nesse contexto, empresas que conseguem dominar o transporte e a armazenagem em áreas de difícil acesso conquistam uma vantagem estratégica decisiva.

    Outro pilar de valor é a capacidade de se adaptar aos diferentes biomas brasileiros. Empresas que ajustam suas operações às particularidades do Cerrado, Sul, Caatinga e Amazônia ganham em eficiência, reduzem desperdícios e fortalecem a sustentabilidade de seus sistemas produtivos.

    Qualificação torna-se lei e fortalece o setor

    Essa nova agenda de profissionalização e qualidade recebeu um importante reforço legal com a recente aprovação do Projeto de Lei 2925/25. A normativa determina a presença obrigatória de profissionais especializados, como engenheiros agrônomos e veterinários, nas equipes de assistência técnica rural.

    A medida deve elevar o padrão de todo o setor e fortalecer a confiança nas operações do campo, beneficiando as empresas que já investem em equipes técnicas estruturadas.

    A combinação desses fatores, transparência operacional, eficiência logística, adaptação local e suporte técnico especializado, está criando uma nova geração de empresas no agro brasileiro. “Quando uma empresa do agro consegue unir eficiência técnica, presença local e transparência operacional, ela passa a ser referência, além de produtora. E é esse tipo de empresa que o mercado está disposto a valorizar”, finaliza José Loschi.

  • Brasil perde R$ 1,1 bilhão com café parado nos portos por gargalos logísticos

    Brasil perde R$ 1,1 bilhão com café parado nos portos por gargalos logísticos

    A infraestrutura portuária brasileira novamente demonstrou suas limitações em julho de 2025, quando o país deixou de exportar 508.732 sacas de café. Isso é equivalente a 1.542 contêineres, resultando em uma perda de receita cambial de R$ 1,084 bilhão. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) após levantamento realizado junto aos associados.

    O montante perdido em julho representa apenas a ponta do iceberg de um problema estrutural que afeta o agronegócio brasileiro. Considerando o preço médio Free on Board (FOB) de US$ 385,36 por saca de café verde e a cotação média do dólar de R$ 5,5279 no período, a perda equivale a US$ 196,05 milhões em receitas de exportação.

    “Esse não ingresso de receitas com a exportação de café gera elevados prejuízos aos exportadores e representa o menor repasse das transações comerciais aos produtores brasileiros”, explica Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé. O executivo destaca que o Brasil transfere mais de 90% do preço FOB dos embarques diretamente aos cafeicultores, tornando os atrasos ainda mais prejudiciais para toda a cadeia produtiva.

    Custos operacionais disparam com atrasos

    Além da perda de receitas, os exportadores enfrentaram custos adicionais de R$ 4,14 milhões apenas em julho, decorrentes de armazenagem adicional, detentions, pré-stacking e antecipação de gates. Desde junho de 2024, quando o Cecafé iniciou o monitoramento sistemático, os prejuízos acumulados já ultrapassam R$ 83 milhões.

    A situação tende a se agravar no segundo semestre de 2025, período de safra de diversos produtos que dependem de contêineres para exportação. “No semestre passado, o período de entressafra de várias commodities ajudou a reduzir a pressão nos terminais, porém, como não houve melhorias, os desafios se intensificarão”, projeta Heron.

    Santos lidera índices de atrasos

    O Porto de Santos, responsável por 80,4% dos embarques de café entre janeiro e julho de 2025, registrou o maior índice de problemas: 65% dos navios sofreram atrasos ou alteração de escalas. Dos 182 porta-contêineres que operaram no terminal santista, 118 enfrentaram dificuldades, com o maior tempo de espera chegando a 35 dias.

    No Rio de Janeiro, segundo maior exportador de café do país com 15,5% de participação, o índice de atrasos foi de 37%, afetando 26 das 70 embarcações destinadas ao produto. O maior intervalo entre deadlines chegou a 40 dias.

    Boletim Detention Zero monitora desempenho

    O Boletim Detention Zero (DTZ), desenvolvido pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé, revelou que 51% de todos os navios registraram problemas em julho – 167 de um total de 327 embarcações nos principais portos brasileiros.

    O relatório também apontou deficiências nos prazos de gate aberto. Em Santos, apenas 4% dos procedimentos tiveram prazo superior a quatro dias, enquanto 59% operaram entre três e quatro dias e 38% com menos de dois dias. No Rio de Janeiro, 38% superaram quatro dias, 41% ficaram entre três e quatro dias, e 21% abaixo de dois dias.

    Iniciativas para solução do problema

    O Cecafé tem intensificado o diálogo com diferentes atores do comércio exterior para buscar soluções emergenciais. Em agosto, a entidade se reuniu com Bruno Pinheiro, gerente do Observatório do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), para discutir o aprimoramento de indicadores logísticos específicos para monitoramento das exportações de café.

    “Faremos um refinamento nas informações de nosso Boletim Detention Zero, com base em dados da ANTAQ e outras fontes públicas. O objetivo é estruturar um indicador que será disponibilizado pelo observatório do IBI para avaliar entraves nas exportações e buscar políticas públicas eficazes”, detalha Heron.

    Tecon Santos 10: esperança de alívio

    Uma perspectiva positiva surge com os avanços nas discussões sobre o leilão do Tecon Santos 10. Em painel promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) manifestou-se contra restrições na participação de interessados, indicando que existem alternativas mais adequadas para evitar concentração de mercado.

    Durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara Federal, liderada pelo deputado Julio Lopes, ficou evidenciada a importância de acelerar o leilão sem restrições de participação, para que ocorra ainda em 2025.

    Medidas urgentes necessárias

    Para o diretor técnico do Cecafé, o setor exportador brasileiro necessita urgentemente de medidas que incluam agilização dos leilões de terminais, ampliação da capacidade de pátio e berços nos portos, melhoria dos acessos portuários e diversificação dos modais de transporte com investimentos em ferrovias e hidrovias.

    “É fundamental que os portos evoluam na mesma proporção do crescimento das cargas, considerando o constante avanço do agronegócio nacional”, conclui Heron, alertando que sem ações imediatas, os prejuízos bilionários continuarão impactando negativamente toda a cadeia produtiva do café brasileiro.

  • Diesel fecha primeiro semestre com os menores preços do ano

    Diesel fecha primeiro semestre com os menores preços do ano

    Os preços do diesel encerraram o primeiro semestre de 2025 nos patamares mais baixos do ano, segundo levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Em junho, o diesel comum foi vendido, em média, por R$ 6,14, enquanto o S-10 ficou em R$ 6,18. Ambos apresentaram recuos em relação a maio, de 1,29% e 1,44%, respectivamente.

    Para Renato Mascarenhas, diretor de Operações e Transformação de Negócios da Edenred Mobilidade, o movimento reflete o impacto dos reajustes promovidos pela Petrobras em maio, que demoraram a se propagar por toda a cadeia de abastecimento. “O efeito tardio permitiu que o diesel alcançasse o menor preço de 2025 justamente no fim do semestre, favorecendo os custos do frete e da logística no País”, avaliou.

    Centro-Oeste tem maior redução; Sul lidera com menores preços

    O IPTL também apontou quedas expressivas em todas as regiões. O Centro-Oeste registrou as maiores retrações em junho: o diesel comum caiu 1,92%, chegando a R$ 6,14, e o S-10 recuou 1,58%, fechando a R$ 6,24.

    Renato Mascarenhas, Diretor de Redes, Operações e Transformação de Negócios na Edenred Mobilidade. Foto: Divulgação/ Edenred Ticket Log

    Já o Sul apresentou os preços médios mais baixos do País. O diesel comum foi vendido por R$ 5,94, após redução de 1%, e o S-10 atingiu R$ 5,97, recuo de 1,32%.

    No Norte, porém, o combustível seguiu mais caro. O diesel comum teve média de R$ 6,83, mesmo com queda de 0,87%, enquanto o S-10 ficou em R$ 6,61, após baixa de 1,34%.

    Acre e Paraná lideram extremos entre os estados

    Entre os estados, o Acre apresentou o preço médio mais alto do diesel comum em junho: R$ 7,72, apesar da leve redução de 0,52%. O Paraná teve o combustível mais barato, a R$ 5,85, com queda de 1,85%. Tocantins liderou em percentual de baixa, com retração de 3,04%, comercializando o litro por R$ 6,06. Já o Amapá destoou do movimento de queda ao registrar alta de 2,31%, vendendo o diesel por R$ 7,52.

    Para o diesel S-10, o cenário foi semelhante. O Acre teve o maior preço médio do País, a R$ 7,63, enquanto Pernambuco registrou o menor, a R$ 5,88. O Distrito Federal se destacou pela maior redução, de 2,12%, fechando junho com o S-10 a R$ 6,45. Apenas o Amapá contrariou a tendência de recuo, com leve alta de 0,13%, vendendo o litro por R$ 7,48.

    Metodologia garante precisão dos dados

    O IPTL se baseia nos abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados pela Edenred Ticket Log em todo o Brasil. A análise considera uma média de oito transações por segundo, geradas por mais de 1 milhão de veículos gerenciados pela marca. Esse volume robusto de dados permite acompanhar com precisão o comportamento dos preços dos combustíveis no País.

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  • TEGRAM consolida posição como principal hub logístico para exportação de grãos no Arco Norte

    TEGRAM consolida posição como principal hub logístico para exportação de grãos no Arco Norte

    O Terminal de Grãos do Maranhão (TEGRAM), localizado no Porto do Itaqui, mantém seu ritmo acelerado como um dos principais corredores de exportação do agronegócio brasileiro. Em março de 2025, o terminal movimentou 1,3 milhão de toneladas de soja, reforçando sua posição estratégica no Arco Norte, rota logística que ganha cada vez mais importância para o escoamento da produção nacional.

    No mesmo mês, o TEGRAM celebrou uma década de operações, marcada pelo acumulado de 83,4 milhões de toneladas de grãos (soja, milho e farelo de soja) exportadas desde sua inauguração, em 2015. O terminal, operado por um consórcio de empresas, já superou marcas históricas:

    • 2015 (ano inaugural): 3,34 milhões de toneladas
    • 2023 (recorde): 15,6 milhões de toneladas

    Projeção para 2025: repetir ou superar o volume de 2023

    “O TEGRAM se consolidou como um vetor de desenvolvimento para o agronegócio na região do MAPITO (Maranhão, Piauí e Tocantins) e no nordeste de Mato Grosso”, destacou a administração do terminal. Sua localização estratégica reduz custos logísticos e aproxima a produção brasileira dos mercados internacionais.

    Com capacidade para 500 mil toneladas em armazéns e sistema eficiente de recebimento por rodovias (900 caminhões/dia) e ferrovias (8 vagões simultâneos), o TEGRAM está preparado para a supersafra 2025. O terminal já passou por duas expansões:

    • 2015: Início das operações com 1 berço de atracação
    • 2020: Ampliação com 2º berço, aumentando capacidade

    Futuro (3ª fase): Investimento de R$ 1,634 bilhão para um 3º berço, agregando +8,5 milhões de toneladas/ano

    “Essa expansão é essencial para acompanhar o crescimento do agronegócio. Além de consolidar o Porto do Itaqui como um dos maiores exportadores de grãos do país”, afirmaram representantes do consórcio.

    Porto do Itaqui: Destaque no Arco Norte

    Em março, o Porto do Itaqui registrou movimento total de 3,3 milhões de toneladas de diversos produtos, com destaque para a soja escoada pelo TEGRAM. O complexo maranhense se firma como alternativa logística às tradicionais rotas do Sudeste, oferecendo:

    • Redução de distâncias para produtores do MATOPIBA e Centro-Oeste
    • Conexão multimodal (rodoviária e ferroviária)
    • Eficiência operacional para embarques em larga escala

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  • Cecafé e Logística Brasil buscam alternativas para fortalecimento da Antaq

    Cecafé e Logística Brasil buscam alternativas para fortalecimento da Antaq

    O Cecafé e a Logística Brasil se reuniram com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para propor ações que ampliem a autonomia técnica e financeira da agência. O encontro ocorreu em 28 de abril, em Brasília. Participaram o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron; o presidente da Logística Brasil, André de Seixas; e o diretor de Transportes Marítimos da entidade, Abrahão Salomão, também CEO da Posidonia Shipping. Eles foram recebidos pelo diretor-geral substituto da Antaq, Caio César Farias Leôncio, e por seu chefe de gabinete, Pedro Neto.

    Modernização

    Durante a reunião, as entidades destacaram a importância da Antaq, mas defenderam a necessidade de modernizar suas normas e fortalecer sua atuação. Com esse objetivo, os representantes propuseram apoio no Congresso Nacional aos projetos de lei que ampliam a autonomia das agências reguladoras federais.

    Foram discutidos o Projeto de Lei Complementar nº 73/2025 e o Projeto de Lei nº 1.374/2025. Ambos tratam de alterações legais que permitiriam mais liberdade orçamentária e administrativa à Antaq. Segundo Eduardo Heron, a proposta busca ampliar os recursos financeiros da agência por meio da criação de um fundo específico. O objetivo é melhorar a capacidade humana e tecnológica da Antaq. A modernização, segundo ele, permitiria o aprimoramento das normas e da fiscalização, além da criação de indicadores logísticos para o setor portuário.

    Grupo de trabalho

    Como encaminhamento, os participantes decidiram pela criação de um grupo de trabalho. Esse grupo vai analisar formas de viabilizar os recursos previstos no Projeto de Lei Complementar nº 73.

    “O Cecafé entende que a Antaq precisa de estrutura adequada para atuar com eficiência. É fundamental garantir os direitos dos usuários e coibir cobranças abusivas”, afirmou Heron. Além disso, ele também reforçou a importância de acelerar o leilão do terminal Tecon Santos 10. Heron demonstrou preocupação com as restrições impostas à participação de investidores no certame. “A carga está pagando a conta da falta de infraestrutura portuária. Precisamos ampliar a oferta para o setor de contêineres com urgência”, declarou.

    Além disso, o diretor do Cecafé também citou os prejuízos acumulados pelos exportadores de café. De junho de 2024 a março deste ano, as perdas somaram R$ 66 milhões. Heron questionou a limitação da concorrência no leilão, mesmo após o aval do Cade para fusões no setor, como CMA-CGM com Santos Brasil e MSC com Wilson Sons.

    Para André de Seixas, a falta de recursos da Antaq impacta negativamente toda a sociedade. “Faltam investimentos em pessoal, inteligência e estrutura. Isso prejudica o país”, afirmou. O presidente da Logística Brasil destacou ainda que a parceria com o Cecafé segue firme na defesa dos direitos dos usuários e da eficiência logística.

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  • Logística causa prejuízo milionário aos exportadores de café

    Logística causa prejuízo milionário aos exportadores de café

    Apesar do período de entressafra dos principais produtos que são enviados em contêineres ao exterior, incluindo o café, os exportadores seguem enfrentado gargalos logísticos nos portos do país. E empilhando prejuízos com custos extras durante os processos de embarque.

    Em março, segundo dados atualizados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) junto a seus associados, o setor não conseguiu embarcar 637.767 sacas do produto. Isso é o equivalente a 1.932 contêineres. E gerou um prejuízo de R$ 8,901 milhões no caixa das empresas devido a gastos imprevistos com armazenagem adicional, detentions, pré-stacking e antecipação de gates.

    Desde que o Cecafé iniciou o levantamento, em junho de 2024, as empresas associadas à entidade já reportaram um prejuízo de R$ 66,576 milhões com esses custos extras. Principalmente em função da estrutura defasada nos principais portos de escoamento de café do Brasil.

    O não embarque desse volume de café também fez com que o país deixasse de receber US$ 262,8 milhões, ou R$ 1,510 bilhão, como receita cambial em suas transações comerciais no mês passado; Isso considerando o preço médio Free on Board (FOB) de exportação de US$ 336,33 por saca (café verde) e um dólar de R$ 5,7462 na média de março.

    “O Brasil é o país que mais repassa o preço FOB da exportação ao produtor. E ao deixarmos de embarcar nossos cafés devido à não concretização dos embarques, temos o repasse menor a nossos cafeicultores, que trabalham arduamente para entregar produtos de qualidade e sustentáveis”, explica o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron.

    Investimentos em infraestrutura

    Segundo ele, as autoridades públicas vêm fazendo anúncios importantes sobre investimentos em infraestrutura, que contribuirão para mitigar os gargalos logísticos. Mas é necessário dar “urgência e celeridade” aos processos, de forma que o governo atenda mais rapidamente às demandas crescentes do comércio exterior brasileiro.

    “Os investimentos anunciados são muito importantes, como o leilão do TECON10 em Santos, a concessão do canal de entrada marítima ao porto, o túnel de ligação Santos-Guarujá e a terceira via de descida da Rodovia Anchieta para a baixada santista. Porém a entrega demorará cerca de cinco anos e o segmento exportador nacional demanda de soluções urgentes, pois os prejuízos são gritantes”, analisa.

    Heron recorda que a infraestrutura dos portos não acompanhou a evolução do agro brasileiro. E apesar de observarem recordes de movimentações, o cenário é “muito ruim” para as empresas que atuam no comércio exterior.

    “Todas as cargas que dependem de contêineres enfrentam esses problemas que relatamos no café. E a tendência é que o cenário se agrave, pois o agronegócio não para de evoluir. E serão necessários anos para chegarmos a condições adequadas na logística portuária. Basta lembrar que estamos na entressafra, com oferta menor, e, ainda assim, mais de 600 mil sacas de café estão paradas nos pátios. E com isso, onerando nossos exportadores, por não terem condições de embarque devido à falta de condições modernas e contemporâneas nos portos”, analisa.

    Diálogo constante entre Cecafé e setor público e privado

    Heron conclui que o Cecafé seguirá buscando o diálogo com todos os atores, dos setores público e privado, envolvidos com a matéria. Sempre levando dados e informações reais sobre o cenário logístico-portuário para que soluções de impacto imediato possam ser encontradas.

    “É importante destacar que os terminais portuários seguem empenhando esforços para atender aos exportadores de café. Bem como a contumaz busca pelo diálogo dos agentes privados do comércio exterior e das lideranças públicas, como autoridades portuárias, Ministério de Portos e Aeroportos e da (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) Antaq. Que demonstram crescente interesse em informações consistentes, como os dados apurados pelo Cecafé, para entenderem os desafios e buscarem soluções”, conclui.

    Raio-X dos atrasos nos principais portos

    Conforme o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé, 55% dos navios, ou 179 de um total de 325 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil em março de 2025.



    De acordo com o Boletim DTZ, o Porto de Santos, que respondeu por 78,5% dos embarques de café no primeiro trimestre de 2025, registrou um índice de 63% de atraso ou alteração de escalas de navios, o que envolveu 113 do total de 179 porta-contêineres. O tempo mais longo de espera no mês passado foi de 42 dias no embarcadouro santista.

    “Conforme dados de relatórios de mercado que monitoramos, dentro desse universo dos dados totais referentes a Santos, além dos atrasos, soubemos que ocorreram 19 omissões de escalas. E outras 13 omissões por cancelamento da viagem em embarcações de longo curso, em março, por conta das limitações de infraestrutura portuária, que elevam o tempo de espera dos navios. Isso nos causa grande preocupação porque potencializa a lotação nos pátios. O que desencadeia efeito em toda a cadeia produtiva”, comenta o diretor técnico do Cecafé.

    Prazo prejudica exportadores

    Também no mês passado, somente 12% dos procedimentos de embarque tiveram prazo maior do que quatro dias de gate aberto por navios no embarcadouro santista. Outros 55% possuíram entre três e quatro dias e 33% tiveram menos de dois dias.Já o complexo portuário do Rio de Janeiro (RJ), o segundo maior exportador dos cafés do Brasil, com 17,2% de participação nos embarques de janeiro a março deste ano, teve índice de atrasos de 59% no mês passado. Com o maior intervalo sendo de 15 dias entre o primeiro e o último deadline. Esse percentual implica que 43 dos 73 navios destinados às remessas do produto sofreram alteração de escalas.
    Ainda no primeiro trimestre deste ano, 18% dos procedimentos de exportação tiveram prazo superior a quatro dias de gate aberto por porta-contêineres nos portos fluminenses. 36% registraram entre três e quatro dias; e 46% possuíram menos de dois dias.

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  • Nova rota direta com a China impulsiona portos do Norte e Nordeste

    Nova rota direta com a China impulsiona portos do Norte e Nordeste

    Uma nova rota marítima direta entre Brasil e China começou a operar oficialmente nesta semana. O Canal Dourado conecta o Porto de Gaolan, em Zhuhai, ao Porto de Santana (AP) e ao Porto de Salvador (BA). Ou seja, a ligação marca um avanço nas relações comerciais entre os dois países. Além disso, promove ganhos logísticos, fortalece a economia regional e amplia a presença brasileira no cenário internacional. Fruto de acordos bilaterais, a rota estabelece uma conexão inédita com a Ásia. Em resumo, essa iniciativa deve aumentar a competitividade dos produtos brasileiros, especialmente das regiões Norte e Nordeste.

    Mais agilidade e menos custos

    A nova linha direta vai reduzir o tempo de transporte de cargas e baratear o frete internacional. Com isso, exportadores e importadores ganham eficiência e previsibilidade. O corredor marítimo atende zonas estratégicas de produção agrícola e mineral. Soja, minério de ferro, celulose e carne bovina poderão ser escoados com mais rapidez. Além disso, a rota facilita a importação de insumos industriais e tecnológicos. Assim, impulsiona setores como energia renovável, logística e tecnologia da informação.

    Logística mais verde e integrada

    Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a nova conexão fortalece a integração logística nacional. “Queremos transformar essa integração em desenvolvimento sustentável para o Norte e Nordeste”, afirmou. Segundo ele, a medida segue a agenda ambiental do governo federal e estimula ganhos sociais e econômicos.

    O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, reforçou o impacto ambiental positivo. “Essa rota reduz emissões e fortalece a logística verde brasileira”, declarou.

    Bahia se destaca no comércio com a China

    Entre janeiro e março de 2025, a Bahia exportou cerca de US$ 1,2 bilhão para a China. No mesmo período, importou US$ 800 milhões em produtos chineses. Portanto, agora a expectativa é que o volume de negócios cresça com a nova ligação. O estado pode atrair mais investimentos e gerar empregos em diversas cadeias produtivas.

    Para Antonio Gobbo, presidente da Autoridade Portuária da Bahia (Codeba), a nova rota é estratégica. “Vamos economizar tempo, reduzir frete e complementar a atual rota Bahia-Ásia”, afirmou. Hoje, a rota regular opera com navios de 366 metros. Segundo Gobbo, o novo serviço segue diretrizes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para modernizar a logística brasileira.

    Portos preparados para grandes operações

    O Porto de Salvador tem capacidade para receber navios de até 150 mil toneladas. Ou seja, as operações de carga e descarga seguem padrões internacionais de eficiência. Ao mesmo tempo, na China, o Porto de Gaolan é o único terminal de águas profundas da região. A estrutura movimenta cerca de 160 milhões de toneladas por ano.

    Outro terminal beneficiado pela expansão é o Porto do Pecém (CE). Ou seja, o local passou a integrar o Serviço Santana, operado pela MSC e APM Terminals.

    Com a inclusão, o tempo de viagem entre China e Ceará caiu para 30 dias. A expectativa é de um aumento de até 10% na movimentação portuária. Produtos como frutas, castanhas, granito e máquinas industriais lideram as exportações pelo terminal cearense.

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    Exportação de café cai em volume, mas receita dispara em março

    Em março de 2025, o Brasil exportou 3,287 milhões de sacas de café. O volume representa queda de 24,9% em relação a 2024. No entanto, a receita cambial subiu 41,8% no mesmo período e somou US$ 1,321 bilhão. Os dados constam no relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Mesmo com a queda no volume, o setor comemora o bom desempenho financeiro.

    Exportações acumuladas crescem na safra 2024/25

    Entre julho de 2024 e março de 2025, o Brasil embarcou 36,885 milhões de sacas de café. O volume representa aumento de 5% frente ao mesmo período da safra anterior. Já a receita cambial acumulada somou US$ 11,095 bilhões. O valor é recorde e corresponde a crescimento de 58,2% em comparação ao ciclo anterior.

    Primeiro trimestre de 2025 tem queda em volume, mas alta histórica em receita

    Entre janeiro e março de 2025, o país exportou 10,707 milhões de sacas. O número representa recuo de 11,3% em relação ao primeiro trimestre de 2024. Por outro lado, a receita cambial subiu 54,3% no mesmo intervalo, atingindo US$ 3,887 bilhões.

    Logística afeta embarques, mas preços sustentam receita

    Segundo Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, a redução no volume exportado é natural após um ano recorde em 2024. Ele lembra que as últimas três safras ficaram abaixo do potencial produtivo. Além disso, Ferreira cita os gargalos logísticos nos portos brasileiros como fator de impacto. Esses problemas dificultam os embarques e aumentam os custos dos exportadores. Em contrapartida, os preços internacionais seguem em alta, o que mantém a receita em patamar elevado.

    Conflitos e clima podem influenciar mercado

    Ferreira alerta que o cenário pode mudar. Fatores como novas políticas comerciais e tensões econômicas entre potências globais geram instabilidade nos mercados.

    Segundo ele, a oferta global de café caiu devido a eventos climáticos extremos. Esses fenômenos afetaram a produção em países como Brasil, Vietnã e Indonésia.

    No entanto, a recente proposta de tarifa apresentada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, trouxe incertezas. “Esse movimento derrubou mercados, inclusive o do café”, analisa.

    Estados Unidos seguem como principal destino

    Os Estados Unidos lideraram as importações de café brasileiro no primeiro trimestre de 2025. O país comprou 1,806 milhão de sacas, o que equivale a 16,9% do total. O número representa queda de 11,7% frente ao mesmo período de 2024. A Alemanha aparece em segundo lugar, com 1,403 milhão de sacas (-19,3%), seguida pela Itália, com 800.318 sacas (-15,8%). O Japão comprou 675.192 sacas (+10,1%) e a Bélgica importou 500.300 sacas (-60,9%).

    Café arábica lidera exportações

    O café arábica respondeu por 84,2% das exportações no primeiro trimestre de 2025. O Brasil exportou 9,012 milhões de sacas dessa variedade, número 2,7% menor que o de 2024.

    O café solúvel ficou em segundo lugar, com 977.605 sacas exportadas, crescimento de 7,9%. O produto representou 9,1% do total embarcado.

    Já os cafés canéforas (conilon e robusta) somaram 703.168 sacas, com forte queda de 62,8%. O café torrado e moído teve 13.894 sacas exportadas, aumento de 46,1%.

    Cafés diferenciados ganham destaque

    Os cafés diferenciados, com certificações de qualidade ou sustentabilidade, representaram 26,4% do total exportado no trimestre. Foram 2,825 milhões de sacas, alta de 31% em relação a 2024. A receita cambial com esses cafés alcançou US$ 1,173 bilhão. O valor corresponde a 30,2% do total obtido no período, com aumento de 134,3% frente ao ano anterior. Os Estados Unidos lideraram as compras de cafés diferenciados, com 524.654 sacas (18,6%). Na sequência estão Alemanha (13%), Bélgica (9,8%), Holanda (6,9%) e Japão (6,7%).

    Porto de Santos lidera embarques

    O Porto de Santos foi responsável por 78,5% das exportações brasileiras de café no primeiro trimestre. Ao todo, foram embarcadas 8,407 milhões de sacas pelo terminal. O complexo portuário do Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 1,847 milhão de sacas (17,2%). O Porto de Paranaguá (PR) completou a lista, com 118.364 sacas e 1,1% de representatividade.

    Relatório completo está disponível no site do Cecafé

    O relatório com os dados completos sobre as exportações de café, atualizado até março de 2025, pode ser consultado no site do Cecafé: www.cecafe.com.br.

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