Tag: leite

  • Aquisição de leite cresce no Brasil e chega a 6,61 bilhões de litros

    Aquisição de leite cresce no Brasil e chega a 6,61 bilhões de litros

    A aquisição de leite cru por estabelecimentos que operam sob algum tipo de inspeção sanitária chegou a 6,61 bilhões de litros no segundo trimestre de 2026.

    O volume representa uma alta de 1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo os primeiros resultados das Pesquisas Trimestrais da Produção Animal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A pesquisa considera estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária federal, estadual ou municipal.

    Apesar do crescimento na comparação anual, o resultado foi menor do que o observado nos três primeiros meses deste ano.

    Aquisição de leite recua frente ao primeiro trimestre

    Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, a aquisição de leite apresentou queda de 2,5%.

    Nos primeiros três meses do ano, o IBGE havia registrado aquisição de aproximadamente 6,78 bilhões de litros de leite cru por estabelecimentos inspecionados.

    A diferença entre as duas comparações é importante: enquanto o setor apresentou crescimento em relação ao segundo trimestre do ano passado, houve redução na passagem de um trimestre para o outro.

    Os números fazem parte das pesquisas do IBGE sobre abate de animais, leite, couro e produção de ovos de galinha, que acompanham trimestralmente alguns dos principais segmentos da produção pecuária brasileira.

    Produção de ovos chega a 1,25 bilhão de dúzias

    A produção de ovos de galinha também apresentou crescimento no segundo trimestre de 2026.

    Segundo o IBGE, foram produzidas 1,25 bilhão de dúzias de ovos no período. O resultado corresponde a uma alta de 0,3% em relação ao segundo trimestre de 2025.

    Na comparação com os três primeiros meses de 2026, o crescimento foi mais expressivo, de 2,6%.

    No primeiro trimestre, a produção havia alcançado cerca de 1,21 bilhão de dúzias, segundo os dados divulgados anteriormente pelo instituto.

    Os resultados são preliminares e integram o acompanhamento trimestral realizado pelo IBGE sobre a atividade pecuária brasileira.

  • Catupiry compra gigante dos queijos e amplia operação no Brasil

    Catupiry compra gigante dos queijos e amplia operação no Brasil

    A Catupiry avançou na expansão de sua atuação no setor de laticínios com a aquisição da Lactojara, operação brasileira da multinacional Leprino Foods. O negócio adiciona uma nova estrutura industrial à companhia e reforça sua estratégia de crescimento no mercado de queijos e ingredientes lácteos.

    A operação representa um movimento importante para a agroindústria brasileira. Isso porque, além de ampliar a capacidade produtiva da Catupiry, a aquisição também pode fortalecer a relação da empresa com produtores de leite e fornecedores da cadeia.

    Aquisição amplia estrutura produtiva

    A Lactojara corresponde às operações da Leprino Foods no Brasil. A multinacional norte-americana é reconhecida mundialmente pela produção de muçarela e pelo fornecimento de produtos lácteos destinados principalmente ao setor de alimentação fora do lar.

    Com a aquisição, a Catupiry incorpora uma nova planta industrial ao seu negócio. A empresa já possui um portfólio superior a 130 produtos e busca ampliar sua presença em categorias de maior valor agregado.

    A estratégia também mira o segmento de food service, que reúne restaurantes, pizzarias, redes de alimentação e outros estabelecimentos que utilizam produtos lácteos em escala comercial.

    Operação fortalece a cadeia do leite

    Um dos pontos de destaque do negócio está na relação com os produtores de leite. A estrutura adquirida pela Catupiry possui operações de captação de matéria-prima no Paraná, estado que concentra a produção industrial da Leprino Foods no país.

    A principal fábrica fica em Tapejara, no Noroeste paranaense. Além disso, a operação conta com pontos de captação de leite em Guaraniaçu e Santa Maria do Oeste.

    Segundo a companhia, a aquisição abre espaço para estreitar e fortalecer as parcerias com produtores de leite da região. Na prática, isso coloca a negociação dentro de um movimento mais amplo de integração entre indústria e produção agropecuária.

    Leprino Foods tem presença global

    Fundada em 1950, nos Estados Unidos, a Leprino Foods atua em dezenas de países e é considerada uma das principais empresas mundiais na produção de muçarela.

    A companhia também trabalha com ingredientes derivados do leite, incluindo soro, lactose e outros componentes utilizados pela indústria de alimentos.

    No Brasil, essas atividades eram conduzidas por meio da Lactojara Laticínios, agora incorporada à operação da Catupiry.

    Catupiry amplia presença no setor

    A aquisição marca uma nova etapa na estratégia de crescimento da Catupiry. Tradicionalmente associada ao requeijão, a empresa vem ampliando seu portfólio ao longo dos anos e atualmente comercializa produtos como queijos, cream cheese, manteigas, molhos, pães de queijo, salgados e itens voltados ao food service.

    Com a nova operação, a companhia ganha capacidade produtiva e pode ampliar sua participação em segmentos que exigem maior escala industrial.

    O movimento também reforça a transformação da indústria de alimentos brasileira, que busca ganhar eficiência, ampliar capacidade e agregar valor à matéria-prima produzida no campo.

  • Agroleite 2026 espera movimentar R$ 500 milhões no Paraná

    Agroleite 2026 espera movimentar R$ 500 milhões no Paraná

    A Agroleite 2026 começa nesta segunda-feira (3), em Castro (PR), com expectativa de movimentar cerca de R$ 500 milhões em negócios ao longo dos cinco dias de programação. Promovida pela Cooperativa Castrolanda, a feira reúne empresas, produtores, pesquisadores e especialistas para apresentar tecnologias, inovações e tendências voltadas à pecuária leiteira.

    A previsão para esta edição é mais conservadora do que a registrada no ano passado. Em 2025, o evento alcançou um recorde histórico de R$ 969 milhões em negócios, resultado que praticamente dobrou a expectativa inicial da organização.

    Cenário econômico leva produtores a buscar mais conhecimento

    Segundo o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, o momento vivido pelo agronegócio e pela cadeia do leite exige cautela por parte dos produtores.

    De acordo com ele, a prioridade neste ano deve ser a busca por conhecimento, inovação e novas tecnologias, enquanto os investimentos nas propriedades tendem a ocorrer de forma mais moderada.

    “Acreditamos que o momento, para o produtor, é mais de busca de novos conhecimentos, informação e tecnologias do que de investimentos nas propriedades.”

    Entre os fatores que pressionam a atividade, Bouwman destaca a redução das margens do produtor, a entrada de leite em pó importado no mercado brasileiro, as elevadas taxas de juros e o aumento dos custos de produção, incluindo fertilizantes, sementes e óleo diesel.

    Segundo o dirigente, esses fatores tornam os investimentos mais desafiadores para a pecuária leiteira e para outras atividades agropecuárias.

    Feira espera receber 170 mil visitantes

    Mesmo diante do cenário econômico, a Agroleite deve registrar crescimento em sua estrutura.

    A organização prevê a participação de aproximadamente 400 empresas expositoras, cerca de 600 animais e um público estimado de 170 mil visitantes.

    Castrolanda investe R$ 11 milhões na expansão do parque tecnológico

    Para a edição deste ano, a Castrolanda investiu aproximadamente R$ 11 milhões na ampliação do Parque Tecnológico Agroleite.

    Os recursos foram destinados à construção de novos espaços para empresas parceiras, expansão da Arena Conexão, melhorias na infraestrutura e nos serviços oferecidos aos visitantes.

    As obras fazem parte de um projeto mais amplo, que prevê investimentos de cerca de R$ 100 milhões, realizados em parceria com instituições públicas e privadas. Entre os projetos estão a criação de um Centro de Excelência de Bovinocultura de Leite e de um Laboratório de Biotecnologia de Leite.

    A proposta é transformar o parque em um ambiente permanente de inovação, aproximando empresas, produtores, universidades e instituições ligadas à cadeia leiteira durante todo o ano.

    75 anos

    Em 2026, a Castrolanda comemora 75 anos de história com o tema “Movidos por um legado”.

    A cooperativa iniciou suas atividades na pecuária leiteira com animais puros de origem trazidos por imigrantes holandeses e, atualmente, atua nas cadeias de grãos, leite, carnes (suínos e ovinos) e batata.

    Com produção de aproximadamente 568,9 milhões de litros de leite em 2025, volume 6,1% superior ao registrado em 2024, a cooperativa reúne mais de 1.200 cooperados e possui unidades nos estados do Paraná, São Paulo e Tocantins.

    Serviço

    Agroleite 2026

    • Data: de 3 a 7 de agosto
    • Local: Parque Tecnológico Agroleite e Parque Dario Macedo, em Castro (PR)
    • Entrada: gratuita
    • Informações: agroleitecastrolanda.com.br
  • Preço do leite sobe 33% no primeiro semestre

    Preço do leite sobe 33% no primeiro semestre

    O preço do leite pago ao produtor voltou a subir em junho e acumulou alta de 33,1% no primeiro semestre de 2026. Levantamento do Cepea, da Esalq/USP, mostra que o valor médio chegou a R$ 2,7464 por litro na Média Brasil líquida.

    O preço avançou 3,02% em relação a maio. No entanto, ficou 0,86% abaixo do registrado em junho de 2025, considerando os valores corrigidos pelo IPCA de junho de 2026. Além disso, a média do primeiro semestre alcançou R$ 2,4659 por litro. Apesar da recuperação, esse valor permanece 14% inferior ao do mesmo período do ano passado.

    Segundo o Cepea, a valorização ocorreu porque o mercado de derivados permaneceu firme. Ao mesmo tempo, a captação de leite cresceu abaixo do esperado em algumas regiões. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) aumentou 2,76% entre maio e junho na Média Brasil. Entretanto, no acumulado de 2026, o indicador ainda registra queda de 11,4%.

    Custo Operacional Efetivo

    Enquanto isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) permaneceu praticamente estável em junho. O índice avançou apenas 0,24% na Média Brasil. Esse resultado reflete a queda dos preços das matérias-primas usadas nas rações. Por outro lado, a maior demanda pelo produto contribuiu para limitar esse movimento. No acumulado do primeiro semestre, o COE registrou alta de 2,04%.

    Mercado de derivados

    No mercado de derivados, os preços da muçarela e do leite em pó ficaram praticamente estáveis em junho. Pesquisa do Cepea, com apoio da OCB, aponta altas de 0,08% e 0,38%, respectivamente. Com isso, a muçarela foi negociada, em média, a R$ 35,19 por quilo. Já o leite em pó atingiu R$ 31,89 por quilo.

    Por outro lado, o leite UHT registrou queda de 3,07% frente a maio. O preço médio ficou em R$ 4,53 por litro.

    Importações

    No mercado internacional, as importações brasileiras de lácteos recuaram 4,17% entre maio e junho. Segundo dados da Secex, o volume totalizou 216,76 milhões de litros em equivalente leite.

    Na comparação anual, porém, as compras externas cresceram 35,11%. Além disso, o volume importado no primeiro semestre ficou 14% acima do registrado no mesmo período de 2025.

    Para os próximos meses, o Cepea avalia que os estoques reduzidos e o avanço mais lento da captação mantêm elevada a concorrência pela matéria-prima. Por isso, a expectativa é de estabilidade com viés de alta nos preços. Ao mesmo tempo, o terceiro trimestre deve registrar aumento gradual da oferta de leite.

  • Governo define preços mínimos para safra 2026/27 e 2027

    Governo define preços mínimos para safra 2026/27 e 2027

    O governo federal publicou nesta segunda-feira (13) a Portaria nº 934. Ela estabelece os preços mínimos para produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. A medida saiu no Diário Oficial da União (DOU) e define os valores que vão orientar as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou os preços, que funcionam como referência para assegurar renda mínima aos produtores rurais em caso de queda nas cotações de mercado.

    Os preços mínimos terão vigência entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme o produto. A lista inclui culturas estratégicas para o agronegócio brasileiro, como algodão (em caroço e pluma), arroz longo fino em casca, milho, soja e sorgo, além de feijão (cores e preto), mandioca (raiz, fécula e goma), cacau, borracha natural cultivada e leite.

    Também entram na relação produtos como caroço de algodão e juta/malva (embonecada e prensada). Além de derivados da borracha, como coágulo virgem a granel e látex de campo.

    Além dos produtos agrícolas, a portaria fixa os preços mínimos para sementes de culturas de verão e regionais, incluindo algodão, arroz, feijão, juta/malva, milho, soja e sorgo. Nesse caso, a vigência começa em novembro de 2026 e segue até junho de 2028.

    O que é a PGPM

    A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) busca proteger a renda do produtor rural diante das oscilações de mercado. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elabora as propostas de preços com base em custos de produção e nas condições dos mercados interno e externo.

    De acordo com o Decreto-Lei nº 79/1966, os valores consideram fatores como oferta, demanda e variações nos preços agrícolas, garantindo maior previsibilidade ao setor.

  • Dieta de Haaland: o que o atacante come para manter a alta performance?

    Dieta de Haaland: o que o atacante come para manter a alta performance?

    O atacante Erling Haaland mantém uma dieta de cerca de 6 mil calorias por dia para suportar a intensidade do futebol. O cardápio reúne proteínas, carboidratos e gorduras de qualidade, que ajudam na recuperação muscular, na manutenção da massa corporal e no desempenho dentro de campo.

    Entre os alimentos mais consumidos estão carnes magras, peixes, tubérculos, frutas silvestres, pães de fermentação natural e mel.

    Como funciona a dieta de Haaland

    Segundo a nutricionista esportiva Laura de Souza Silva, uma alimentação baseada em comida de verdade fornece alta densidade nutricional. Assim, ela fortalece o sistema imunológico, preserva a massa muscular e melhora o funcionamento do organismo.

    Além disso, atingir 6 mil calorias por dia apenas com alimentos naturais pode ser desafiador. Ainda assim, boas fontes de gordura tornam essa meta mais viável.

    “A proteína costuma vir acompanhada de gordura. Leite, queijos e ovos, por exemplo, oferecem proteína e também alta densidade energética”, explica.

    Os alimentos que chamam atenção na dieta

    Além dos alimentos tradicionais, Haaland também consome fígado e coração bovinos.

    Segundo Laura, o fígado é rico em vitamina A, ferro heme e vitaminas do complexo B, nutrientes importantes para a produção de energia.

    Já o coração bovino fornece coenzima Q10, substância que participa da geração de energia celular e pode ajudar na recuperação muscular.

    O leite também faz parte da rotina do jogador. De acordo com a nutricionista, ele contribui para o aporte calórico, auxilia na manutenção hormonal e favorece a preservação da massa muscular.

    Hábitos vão além da alimentação

    A alimentação é apenas uma parte da rotina do atacante. Haaland também prioriza hidratação, sono de qualidade, exposição à luz natural pela manhã e recuperação entre os treinos.

    Segundo a especialista, o alto rendimento depende da combinação desses fatores. Embora poucos precisem consumir tantas calorias quanto um atleta profissional, os princípios são os mesmos. Por isso, priorizar alimentos naturais, manter boa hidratação e dormir bem são hábitos que beneficiam qualquer pessoa.

  • 52ª Expoleite movimenta Arapoti (PR) com programação gratuita e foco social

    52ª Expoleite movimenta Arapoti (PR) com programação gratuita e foco social

    A 52ª Expoleite movimenta Arapoti (PR) entre os dias 2 e 4 de julho de 2026, com programação voltada ao público rural e urbano, incluindo shows, praça de alimentação solidária e atrações para toda a família. A Capal Cooperativa Agroindustrial organiza o evento, que tem entrada gratuita e ocorre no Parque de Exposições Capal.

    A praça de alimentação se destaca como um dos principais espaços da feira, reunindo variedade gastronômica e fortalecendo o trabalho de entidades sociais do município. Sete instituições participam desta edição: Amigos da Igrejinha, Associação de Mães de Autistas de Arapoti (AMAA), APAE, Colégio Colônia Holandesa, Creche Nosso Cantinho, Lar dos Idosos e Programa de Atendimento à Criança e ao Adolescente de Arapoti (PACAA).

    Essas entidades utilizam a estrutura oferecida pela organização como vitrine para divulgar suas atividades e arrecadar recursos. A diretora da APAE de Arapoti, Patrícia Aparecida Leite de Almeida, destaca que a participação amplia a visibilidade do trabalho com os alunos e fortalece a relação com a comunidade, além de garantir receitas importantes para a manutenção dos serviços.

    Solidariedade

    O Centro de Educação Infantil Nosso Cantinho também direciona integralmente a renda obtida durante o evento para o atendimento de 94 crianças e suas famílias. Segundo a diretora Ediléia Bueno Mainardes Alves, os recursos contribuem diretamente para alimentação, ensino e estrutura da instituição.

    O PACAA reforça que a Expoleite contribui tanto para a arrecadação quanto para o relacionamento com famílias e apoiadores. Neste ano, a entidade recebe apoio adicional do Rotary Club de Arapoti, que destina ao programa os recursos arrecadados na Expoflor, exposição de flores que integra a programação da feira. A presidente do Rotary, Elenira de Souza e Silva, afirma que a iniciativa amplia o impacto social e aproxima a população das ações da entidade.

    Além das instituições, a praça de alimentação reúne empreendedores e estabelecimentos locais, como Pastel do Tio Chico, Shawarma Original, Witt Burger, Baruch Burger, Crepe Francês, entre outros.

    A programação inclui ainda área kids, galeria comercial com produtos artesanais e shows musicais. Samba Chik abre o evento na quinta-feira (2), Rob Nunes se apresenta na sexta-feira (3) e Matheus Xavier encerra a programação no sábado (4), sempre às 20h.

    Com atividades distribuídas ao longo dos três dias, a Expoleite amplia o fluxo de visitantes. E reforça seu papel como vitrine do agronegócio e da integração comunitária em Arapoti.

    Serviço

    52ª Expoleite

    Data: 2 a 4 de julho de 2026

    Horário: Praça de Alimentação – 9h às 22h

    Local: Parque de Exposições Capal (Rua Luiz Binoto, 164) – Arapoti/PR

    Entrada gratuita

     

  • Preço do leite ao produtor fica estável em maio

    Preço do leite ao produtor fica estável em maio

    O preço do leite ao produtor ficou praticamente estável em maio de 2026. A pesquisa do Cepea, da Esalq/USP, apontou média de R$ 2,6617 por litro.

    O valor recuou 0,45% em relação a abril. Além disso, ficou 3,8% abaixo do registrado em maio de 2025, em termos reais. Os dados consideram valores deflacionados pelo IPCA de maio.

    Sudeste e Centro-Oeste sustentam preços do leite

    O mercado apresentou comportamentos distintos entre as principais regiões produtoras do país. No Sudeste e no Centro-Oeste, os preços seguiram em alta durante maio. Nessas regiões, a produção permaneceu limitada pela sazonalidade.

    Além disso, muitos produtores reduziram investimentos após as margens apertadas registradas em 2025. Como resultado, a oferta continuou restrita.

    Esse cenário manteve a concorrência entre os laticínios pela compra de leite cru. Assim, as negociações permaneceram aquecidas nessas bacias leiteiras. Por outro lado, o Sul registrou queda nos preços. O clima favorável, as boas pastagens de inverno e a rápida recuperação da produção aumentaram a oferta.

    O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) avançou 0,07% entre abril e maio na Média Brasil. No acumulado de 2026, porém, o indicador registra queda de 13,7%.

    Custo de produção recua pela primeira vez em 2026

    O Custo Operacional Efetivo (COE) apresentou, em maio, a primeira queda do ano. Segundo o Cepea, o indicador recuou 1,39% na Média Brasil frente ao mês anterior. Apesar da redução mensal, o custo ainda acumula alta de 1,80% em 2026. O aumento no ano reflete despesas maiores com nutrição, sanidade e operações mecanizadas.

    Derivados lácteos registram queda nos preços

    Levantamento do Cepea, com apoio da OCB, mostrou recuo nos preços do leite UHT em maio. O produto perdeu 7,56% de valor em comparação com abril. Enquanto isso, a muçarela e o leite em pó permaneceram praticamente estáveis.

    A muçarela avançou 0,12%. Já o leite em pó registrou alta de 0,13%. Na primeira quinzena de junho, o movimento de queda ganhou força entre os derivados lácteos.

    Importações de lácteos crescem em maio

    As importações brasileiras de lácteos aumentaram 3,58% em maio. O volume alcançou 226,21 milhões de litros equivalente-leite (EqL). Na comparação com maio de 2025, o crescimento foi de 28%.

    As exportações também avançaram no período. O volume embarcado cresceu 45,33% e totalizou 5,81 milhões de litros EqL. Mesmo assim, o resultado ficou 21,42% abaixo do registrado em maio do ano passado.

    Expectativa aponta diferenças entre regiões

    O Cepea projeta comportamentos distintos para o mercado do leite em junho. A expectativa indica continuidade da queda nos preços no Sul. Por outro lado, Sudeste e Centro-Oeste devem manter tendência de alta até alcançar maior estabilidade.

  • Haaland revela sonho de deixar o futebol para viver no campo: “Estarei rodeado de animais”

    Haaland revela sonho de deixar o futebol para viver no campo: “Estarei rodeado de animais”

    Erling Haaland brilhou na estreia da Noruega na Copa do Mundo de 2026, nesta terça-feira (16), ao marcar quatro gols na vitória sobre o Iraque por 4 a 1 no Estádio de Boston. O que pouca gente imagina é que, longe dos gramados, o jogador tem uma forte conexão com o agronegócio.

    Embora tenha nascido em Leeds, na Inglaterra, o atacante se mudou aos três anos para Bryne, no Distrito de Jæren, uma das mais importantes regiões agropecuárias da Noruega. A área se destaca especialmente pela produção de carnes e laticínios.

    Além disso, a influência familiar teve papel importante nessa relação. O tio de Haaland cultivava batatas e foi responsável por ensiná-lo a conduzir tratores na propriedade da família. Anos depois, já adolescente, o atleta posou ao lado de um Fordson Super Dexta azul, modelo produzido na década de 1960.

    Registro se tornou um dos principais símbolos da ligação de Haaland com o setor agropecuário — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    https://www.instagram.com/p/DZsHNYVS7IH/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    A conexão do atacante com o campo ganhou ainda mais repercussão em 2025, quando Haaland visitou uma pequena fazenda no Condado de Cheshire, na Inglaterra. Durante a passagem, adquiriu leite cru, carne bovina e mel antes de seguir para mais uma sessão de treinamento.

    Na mesma gravação, o jogador chamou o leite de sua “poção mágica” e ressaltou a relevância do bem-estar animal para garantir alimentos saudáveis e de qualidade.

    Em entrevista, o jovem revelou seu desejo de viver em uma propriedade com animais quando encerrar sua carreira no futebol.

    “Eu ainda não tenho vacas, mas, com certeza, terei algumas mais tarde. Acho que terei uma pequena fazenda quando terminar minha carreira em Bryne. Ainda não sei onde, mas estarei rodeado de animais”, afirmou.

    Mais ligações com o agro

    A relação de Haaland com o agronegócio também passa pelo Bryne, clube onde iniciou sua trajetória. Considerado por muitos um dos times mais ligados ao setor rural no mundo, o clube mantém diversas iniciativas voltadas à valorização da produção local.

    Entre as ações, parte do estacionamento é reservada para tratores, reforçando a identidade agrícola da região. Além disso, a equipe costuma premiar os destaques das partidas com produtos típicos do agronegócio local.

    Em 2025, temporada que marcou o retorno do Bryne à primeira divisão do Campeonato Norueguês após 20 anos, os prêmios distribuídos chamaram atenção pela originalidade. Entre os itens entregues aos jogadores estavam ovos, bandejas de morango, couve-flor, leite, sacos de batata, cordeiro vivo, maçãs, pão, peixe, paletas de lenha, potes de mel, grama, aveia, repolho, cenoura e alho-poró.

  • Megaleite 2026 bate recordes de público, negócios e produtividade em Belo Horizonte

    Megaleite 2026 bate recordes de público, negócios e produtividade em Belo Horizonte

    A 21ª edição da Megaleite, Exposição Brasileira do Agronegócio do Leite, terminou com resultados históricos para a pecuária leiteira nacional. Realizado entre os dias 2 e 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), o evento movimentou cerca de R$ 400 milhões, um crescimento de R$ 100 milhões em relação à edição anterior.

    Ao todo, aproximadamente 100 mil visitantes passaram pela feira, incluindo representantes de nove países: Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, França, México, Panamá e Portugal. A programação reuniu produtores, técnicos e investidores interessados em genética, inovação e gestão no setor leiteiro.

    Segundo Alexandre Lacerda, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, o desempenho da feira reflete o momento positivo da atividade. “A demanda por genética bovina leiteira está aquecida em 2026. Os leilões registraram crescimento e as empresas ampliaram negócios e prospecções. O produtor percebeu que investir em genética superior aumenta a rentabilidade”, afirmou.

    Acordos técnicos e inovação genética

    Entre os destaques institucionais, a Megaleite sediou a assinatura de um termo de cooperação técnica entre a Embrapa Gado de Leite e a Associação Girolando. O acordo marca o início de um projeto de edição gênica da raça, com foco em características como resistência ao calor, imunidade, longevidade e produtividade.

    Também foi firmado um acordo para o desenvolvimento de pesquisas com a raça Girolando na Fazenda Santa Mônica, da Embrapa. Outro lançamento relevante foi a nova edição do Sumário de Touros e Fêmeas Girolando, já disponível ao público.

    Recordes de produção e genética em destaque

    A edição de 2026 ficou marcada pela quebra de três recordes produtivos em torneios leiteiros oficiais. O principal destaque foi a vaca Jornada Montross FIV LPN (Girolando 1/2), que estabeleceu novo recorde mundial com produção total de 337,950 kg de leite e média de 112,650 kg/dia.

    Outro recorde foi registrado pela vaca Gemada FIV Feriado 1259 Mogiana (Girolando 1/4), com produção de 263,790 kg e média de 87,930 kg/dia. Já entre as vacas jovens 3/4, Singela Countdown 23072 Campos Lima atingiu 269,780 kg, com média de 89,927 kg/dia.

    Julgamentos e grandes campeãs

    A Megaleite também sediou a 35ª Exposição Nacional de Girolando, com transmissão online que alcançou público internacional. As grandes campeãs foram:

    • Girolando 1/4: 1172 Maravilha Iva da Querença
    • Girolando 1/2: Oricema FIV Crushabull 2817 RS do Rancho Alegre
    • Girolando 3/4: 5906 FIV Brass Ricanata
    • Girolando 5/8-PS: Kalola FIV Blaska Fazenda Campina Verde

    Projetos e capacitação no setor

    Durante o evento, foram lançados os programas Girolando Jovem e Girolando Mulher, com foco na sucessão familiar e no fortalecimento da participação feminina na pecuária leiteira.

    A programação incluiu ainda palestras, cursos técnicos e atividades voltadas à gestão, melhoramento genético, produção de derivados e bem-estar animal. Entre as atrações, o Festival do Queijo Artesanal de Minas reuniu produtores e promoveu a valorização dos produtos regionais.

    Ao final do evento, a organização anunciou que realizará a próxima edição da Megaleite entre 8 e 12 de junho de 2027, novamente em Belo Horizonte.