Tag: inovação no agro

  • Óculos inteligentes revolucionam capacitação no agro

    Óculos inteligentes revolucionam capacitação no agro

    A utilização de óculos inteligentes está transformando a capacitação de técnicos e mecânicos no agronegócio. A novidade permite que profissionais acompanhem procedimentos realizados em máquinas agrícolas em tempo real, mesmo estando a quilômetros de distância. Com isso, o treinamento ganha mais interação, agilidade e proximidade com a prática do campo.

    A tecnologia foi adotada pela AGCO, fabricante das marcas Massey Ferguson, Valtra e Fendt. A empresa passou a utilizar o SmartGlass RealWear Navigator 500, equipamento de Realidade Assistida que amplia a experiência dos treinamentos remotos. Em vez de acompanhar apenas apresentações ou vídeos gravados, os participantes observam cada etapa do trabalho sob a perspectiva do instrutor.

    “Até recentemente, o ensino online era limitado a slides e vídeos gravados, o que dificultava o engajamento. Agora, o instrutor utiliza os óculos para transmitir sua visão exata aos alunos. É como pegar uma ‘carona visual’ nos olhos do instrutor”, afirma Vitor Kaminski, gerente de treinamento técnico da AGCO.

    Segundo o executivo, a companhia também avalia novas aplicações para a ferramenta. Além dos treinamentos, a tecnologia poderá reforçar o suporte técnico e o relacionamento com clientes das marcas.

    Tecnologia amplia eficiência e segurança

    O SmartGlass opera totalmente por comandos de voz. Dessa forma, o instrutor mantém as duas mãos livres durante toda a atividade. Isso facilita a execução de tarefas em tratores e implementos agrícolas, além de aumentar a segurança durante os procedimentos.

    “O ajuste é confortável e bem firme, permitindo o acesso a qualquer ponto do trator. Consegui realizar minhas atividades naturalmente, sem me preocupar com o SmartGlass saindo da minha cabeça. Todas as atividades foram realizadas com segurança porque eu sempre tive as duas mãos disponíveis”, relata Wagner Leite, instrutor responsável pelos testes.

    Foto: Reprodução/ Divulgação

    Além disso, a transmissão mostra exatamente o que o instrutor deseja destacar. Por esse motivo, os participantes conseguem visualizar detalhes que muitas vezes passariam despercebidos em métodos convencionais.

    Marcelo da Silva Schuler, técnico da concessionária Polisul, representante da Fendt, participou dos testes e aprovou a experiência.

    “Achei muito interessante, uma ótima ferramenta, pois parece que quando o instrutor está operando, o técnico está vendo com os seus olhos, então a percepção visual é muito melhor. De todos os treinamentos que participei em todos esses anos na AGCO, este foi muito diferente”, afirma.

    Equipamento suporta condições severas do campo

    O ambiente agrícola exige equipamentos resistentes. Por isso, o dispositivo suporta quedas, poeira, água e temperaturas de até 50°C. Dessa maneira, os treinamentos podem ocorrer em diferentes condições de trabalho sem comprometer o desempenho da ferramenta.

    Outro destaque está no sistema de áudio. O equipamento conta com quatro microfones que reduzem ruídos externos e garantem comunicação clara, mesmo com tratores e máquinas operando em alta rotação.

    Além disso, uma câmera de 48 megapixels transmite imagens detalhadas de componentes mecânicos, sistemas elétricos e diagramas hidráulicos. Como resultado, os participantes acompanham as atividades com maior precisão, inclusive em ambientes com pouca iluminação.

    A empresa acredita que a tecnologia também pode gerar ganhos operacionais. Entre os benefícios estão a redução de custos com deslocamentos, maior rapidez no suporte técnico e diagnósticos mais precisos. Consequentemente, o tempo de parada das máquinas tende a diminuir, contribuindo para aumentar a eficiência das operações no campo.

  • AgroBrasília destaca inovação no campo e reforça valor da cafeicultura brasileira

    AgroBrasília destaca inovação no campo e reforça valor da cafeicultura brasileira

    A AgroBrasília 2026, realizada na região do PAD-DF, consolidou-se mais uma vez como uma das principais vitrines de tecnologia e inovação do agronegócio brasileiro. Ao longo do evento, a feira movimentou cerca de R$ 1,5 trilhão e apresentou novidades voltadas tanto à produção agrícola quanto à mobilidade no campo.

    Além das tradicionais máquinas agrícolas, fabricantes aproveitaram a feira para exibir novos modelos de veículos que podem atender diferentes demandas do setor produtivo. Entre os destaques esteve o Chevrolet Sonic equipado com motor turbo, além do caminhão elétrico E-Galaxus, que possui autonomia de 450 quilômetros.

    Embrapa Café leva debate sobre qualidade e inovação à feira

    Dentro da programação da AgroBrasília, a Embrapa Café participou das atividades realizadas na sexta-feira (22), promovendo duas palestras voltadas à qualidade do café, à inovação tecnológica e à valorização da origem dos grãos brasileiros.

    As apresentações ocorreram no estande da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e fizeram referência ao Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio.

    O evento recebeu os resultados de um diagnóstico sobre a produção cafeeira no Distrito Federal, com foco na estrutura produtiva, qualidade dos grãos e potencial de diferenciação por origem.

    Durante a programação da manhã, a chefe de Inovação e Negócios da Embrapa Café, Renata Silva, apresentou a palestra “Cafés do Brasil: ciência, saberes, diversidade e inovação que transformam territórios”.

    Segundo a pesquisadora, o manejo adequado em todas as etapas da produção, desde a lavoura até o armazenamento, exerce influência direta sobre a qualidade final da bebida. Além disso, esse processo contribui para reduzir problemas relacionados à presença de fungos e toxinas.

    Renata destacou ainda que a diversidade de climas, solos, biomas e sistemas de produção representa um dos principais diferenciais competitivos da cafeicultura brasileira. Por isso, o setor tem investido cada vez mais em estratégias voltadas à agregação de valor.

    Entre essas iniciativas estão os investimentos em processos de pós-colheita, fermentações controladas e na valorização da origem dos cafés, fatores que ampliam o reconhecimento dos produtos brasileiros nos mercados nacional e internacional.

    Como exemplo dos ganhos proporcionados pela inovação, a especialista citou o caso de Rondônia, onde, segundo os dados apresentados, a produtividade média saltou de 7 sacas por hectare para aproximadamente 60 sacas por hectare ao longo de 20 anos.

    Assim, a AgroBrasília reforçou seu papel como espaço de difusão tecnológica e troca de conhecimento, conectando produtores, pesquisadores, empresas e especialistas em torno dos desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro.

     

  • Descubra como sementes “ouvem” a chuva antes de germinar

    Descubra como sementes “ouvem” a chuva antes de germinar

    Parece ficção científica, mas não é. O som da chuva pode funcionar como um sinal de alerta para sementes à espera de germinar, como indica o trabalho de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

    A equipa do MIT realizou os seus testes com 8.000 sementes de arroz, que foram submersas em baldes pouco profundos com água. Algumas foram expostas ao som de gotejamento. Os investigadores variaram o tamanho e a altura de cada gota para simular chuvas ligeiras, moderadas e fortes.

    Conforme resultado, as sementes expostas ao som da queda das gotas germinaram de 30% a 40% mais rápido do que as que foram mantidas em silêncio. Não houve outra variável envolvida. Mesma temperatura, mesma umidade, mesma disponibilidade de água… a única diferença foi o estímulo sonoro.

    As sementes mais próximas da superfície conseguiam perceber melhor o som das gotas e crescer mais rapidamente, em comparação com as sementes mais submersas ou mais afastadas. Isso sugere que existe um mecanismo de triagem embutido na semente, capaz de distinguir posição e profundidade com base em vibração.

    A física por trás do que parece magia

    Quando uma gota de chuva atinge a água ou o solo, a pressão que ela provoca cria vibrações ou ondas de pressão, que se propagam e podem ser percebidas como som.

    Nicholas Makris, pesquisador do MIT e coautor do estudo, foi preciso na comparação: as ondas de pressão que chegam às sementes a poucos centímetros do ponto de impacto equivalem ao som que uma pessoa ouviria “a poucos metros de um motor a jato no ar.” Ou seja, não é um sinal fraco, mas uma perturbação intensa o suficiente para acionar respostas biológicas.

    As vibrações sonoras funcionam como um sinal ambiental que indica condições favoráveis para o crescimento. Do ponto de vista evolutivo, germinar logo após detectar chuva aumenta as chances de sobrevivência.

    O que são estatólitos

    As sementes não possuem órgãos sensoriais como ouvidos, mas contam com estruturas microscópicas chamadas estatólitos, responsáveis por perceber estímulos físicos. São organelas densas que se depositam no fundo das células, indicando à planta onde é “baixo” e onde é “cima”. É por isso que raízes crescem para baixo e brotos sobem, mesmo no escuro.

    A descoberta do MIT, no entanto, aponta que os estatólitos fazem mais do que isso. A pesquisa da equipe sugere que a energia das vibrações induzidas pela chuva interfere no funcionamento normal dos estatólitos. Sementes que respondem a essas vibrações provavelmente estão próximas da superfície, onde há umidade disponível, mas não tão profundas a ponto de os brotos emergentes não conseguirem alcançar a luz.

    O que a ciência ainda não sabe

    O estudo foi conduzido com arroz, uma cultura que germina tanto em solo quanto em água. Os pesquisadores reconhecem que os resultados não podem ser automaticamente extrapolados para todas as espécies. A partir dos resultados, os pesquisadores levantam a hipótese de que outros tipos de sementes com características semelhantes também possam responder ao som da chuva.

    Makris falou sobre o alcance da descoberta: “O que descobrimos é que as sementes e mudas das plantas fazem algo que aparentemente também é vantajoso para elas.” Assim como a audição humana evoluiu para servir à sobrevivência humana, esse mecanismo acústico nas sementes parece ter evoluído para o mesmo fim, dentro do contexto vegetal.

  • Tecnologia em motores eleva desempenho e reduz emissões

    Tecnologia em motores eleva desempenho e reduz emissões

    A FPT Industrial apresentou, na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um conjunto de motores e soluções digitais voltado ao aumento de desempenho e à redução de emissões no agronegócio. O evento ocorreu entre 27 de abril e 1º de maio. Nesse cenário, a empresa destacou alternativas energéticas e ferramentas de conectividade que ampliam a eficiência operacional e reduzem o impacto ambiental.

    Durante a feira, a FPT exibiu motores para tratores, colheitadeiras, veículos comerciais e aplicações estacionárias. Além disso, apresentou tecnologias digitais para monitoramento e gestão remota. Dessa forma, produtores conseguem acompanhar o funcionamento em tempo real e, assim, antecipar falhas e reduzir o tempo de parada.

    Segundo Bernardo Brandão, presidente da FPT para a América Latina, a estratégia acompanha a diversidade da matriz energética brasileira. “A Agrishow é uma plataforma estratégica de relacionamento e negócios. Reforçamos nosso compromisso com soluções em powertrain com foco na eficiência e rentabilidade do agronegócio”, afirmou. Nesse sentido, a empresa também ampliou o foco em conectividade por meio do aplicativo MyFPT.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Motores a gás e diesel ampliam eficiência no campo

    Entre os destaques, os motores movidos a gás natural e biometano ganharam protagonismo. Os modelos N67 NG e Cursor 13 NG, por exemplo, podem reduzir em até 95% as emissões de poluentes em comparação com versões a diesel. Além disso, mantêm alto desempenho e menor custo de manutenção.

    O N67 NG, produzido na Argentina, possui seis cilindros e 6,7 litros, com potência de 276 hp e torque de 1000 Nm. Ao mesmo tempo, atende ao padrão Euro VI e pode reduzir em até 10% as emissões de CO₂ no ciclo WHTC. Já o Cursor 13 NG, com 12,9 litros, alcança 460 hp e 2000 Nm. Nesse caso, o modelo utiliza catalisador de três vias e pode atingir emissões próximas de zero quando abastecido com biometano.

    Cursor 13 NG – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Por outro lado, os motores a diesel seguem como base no campo. O modelo F1C, por exemplo, é voltado a veículos comerciais leves. Com isso, oferece eficiência no deslocamento em operações rurais. Além disso, apresenta manutenção simplificada e maior disponibilidade, fatores que impactam diretamente o custo operacional.

    Geração de energia e remanufatura ganham espaço

    A FPT também apresentou motores voltados à geração de energia. Os modelos R24 e R38 atendem aplicações agrícolas, como irrigação, e usos industriais. Dessa maneira, oferecem flexibilidade de operação em diferentes regimes e frequências. Além disso, contam com sistemas integrados que facilitam a manutenção no dia a dia.

    No campo da sustentabilidade, a linha Reman reforça a estratégia da empresa. Os motores Cursor 9 e Cursor 11 remanufaturados mantêm desempenho semelhante ao de novos. No entanto, apresentam menor custo operacional e menor impacto ambiental. Assim, contribuem para o reaproveitamento de componentes e redução de resíduos.

    Ao mesmo tempo, a FPT destacou projetos com motores a etanol desenvolvidos no Brasil em parceria com a CNH. Essas soluções utilizam ciclo Otto. Como resultado, reduzem emissões e também o nível de ruído durante a operação.

    Conectividade e dados ampliam a produtividade

    A digitalização teve papel central na apresentação. A Telemetria FPT permite monitoramento contínuo dos motores por meio de transmissão de dados via satélite ou rede 4G. Com isso, operadores conseguem agir de forma preventiva. Dessa forma, evitam falhas e melhoram o desempenho das máquinas.

    Além disso, o dispositivo Dongle amplia a capacidade de diagnóstico remoto. A ferramenta se conecta ao motor e transmite informações em tempo real para o aplicativo MyFPT. Assim, disponibiliza dados como temperatura, pressão e códigos de falha. Consequentemente, o suporte técnico se torna mais ágil e preciso.

    Motor F1C – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    No pós-venda, a empresa lançou um lubrificante próprio. Além disso, ampliou a oferta de peças para motores utilizados no setor sucroenergético. Dessa maneira, reforça a estratégia de manutenção e disponibilidade dos equipamentos.

    Com mais de 250 mil motores entregues para máquinas agrícolas na América Latina, a FPT Industrial mantém presença relevante no setor. Atualmente, cerca de um terço dos tratores e colheitadeiras vendidos no Brasil utilizam motores da marca. Portanto, a combinação entre potência, conectividade e combustíveis alternativos indica os próximos caminhos da mecanização agrícola.

  • IA multiagente amplia operação no campo com robôs autônomos

    IA multiagente amplia operação no campo com robôs autônomos

    A Solinftec apresentou, durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), uma nova etapa de sua estratégia em robótica agrícola ao lançar uma família de robôs autônomos e uma arquitetura de inteligência artificial multiagente. Léo Carvalho (CGSO), Denis Arroyo Alves (vice-presidente global) e Emerson Crepaldi (COO) conduziram a apresentação, enquanto Henrique Nomura (CTO), Bruno Pavão (CCO) e Murilo Toneta (diretor financeiro) participaram da sessão de perguntas e respostas. Com isso, a empresa avança na aplicação da chamada inteligência artificial física, na qual sistemas analisam dados e executam decisões diretamente no campo.

    Inicialmente, a companhia consolidou o modelo Solix X1 como base de sua operação autônoma. Agora, amplia o portfólio com os modelos Solix XT e Solix XC. Dessa forma, passa a estruturar uma operação com múltiplos robôs, capazes de ampliar cobertura e reduzir gargalos operacionais. Segundo Léo Carvalho, “essa nova geração representa a escala, pois a autonomia deixa de ser solução e passa a ser infraestrutura do campo”.

    O Solix XT atua de forma contínua ao longo do ciclo produtivo. Além disso, prioriza frequência e consistência nas operações. O equipamento pode operar por até 50 horas e cobrir até 500 hectares, sobretudo em culturas como a cana-de-açúcar. Por outro lado, o Solix XC foca velocidade e intensidade. Nesse sentido, alcança autonomia de até 70 horas e cobertura de até 1.000 hectares por ciclo, com aplicação em culturas como soja, milho e algodão.

    Ao combinar os dois modelos, a empresa cria uma lógica operacional complementar. Enquanto o XT mantém o campo sob monitoramento contínuo, o XC responde a demandas de execução rápida em grandes áreas. Assim, o sistema reduz a dependência de operações manuais e aumenta a previsibilidade.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    IA multiagente leva decisão à execução no campo

    Além dos robôs, a empresa lançou a Alice IA Multiagente, que introduz uma nova camada de inteligência operacional. Diferentemente dos modelos tradicionais, a solução distribui funções entre agentes especializados. Dessa maneira, cada agente assume responsabilidades específicas e atua de forma coordenada.

    A tecnologia utiliza dados históricos e contexto operacional para transformar análises em ações práticas. Conforme destacou Denis Arroyo Alves, “não se trata mais apenas de analisar dados, mas de agir sobre eles”. Entre os agentes previstos, destacam-se os módulos de suporte, operação, clima, análise de dados, gestão de frotas e projeção espacial.

    Na prática, o sistema atua como um copiloto da operação agrícola. Ele monitora variáveis em tempo real, antecipa riscos e organiza prioridades. Além disso, adapta decisões conforme mudanças no cenário. Segundo Henrique Nomura, a principal mudança ocorre na transição de um modelo reativo para uma inteligência contínua e ativa.

    O Agente Operacional concentra parte relevante das funções. Ele prevê, planeja e otimiza atividades com base em dados agronômicos, históricos e logísticos. Entre as capacidades, estão a simulação de operações, a estimativa de insumos e a recomendação automática de parâmetros de máquinas.

    Além disso, os agentes atuam de forma integrada. Por exemplo, o sistema cruza dados climáticos, operacionais e espaciais para gerar recomendações mais precisas. Com isso, consegue ajustar operações conforme o clima, redistribuir máquinas e priorizar áreas com maior risco agronômico. Ao mesmo tempo, simula cenários antes da execução, o que reduz incertezas.

    Executivos da Solinftec durante perguntas e respostas na coletiva de imprensa – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Previsibilidade e eficiência operacional

    Com a arquitetura multiagente, a empresa busca substituir decisões reativas por planejamento antecipado. Assim, a operação semanal pode ser prevista, simulada e ajustada antes mesmo de começar. Durante a execução, o sistema realiza correções automáticas conforme as condições mudam.

    Outro avanço envolve a comunicação operacional. Em vez de depender de múltiplas etapas, o sistema envia decisões diretamente para operadores e equipamentos. Dessa forma, reduz o tempo de resposta e aumenta a eficiência.

    Por fim, a Solinftec projeta ganhos em eficiência operacional, melhor uso de insumos, redução de riscos e maior velocidade na tomada de decisão. Com isso, a empresa reforça a proposta de uma operação agrícola mais integrada, orientada por dados e com maior autonomia.

  • Autonomia agrícola deixa de ser promessa e vira realidade

    Autonomia agrícola deixa de ser promessa e vira realidade

    A Fendt apresentou, durante coletiva na Agrishow 2026, sua estratégia global baseada em inovação tecnológica, expansão de mercado e sustentabilidade, com destaque para soluções em autonomia, agricultura de precisão e fortalecimento da rede de concessionários. Executivos da companhia detalharam os planos para a América Latina, com meta de atingir 100% de cobertura até 2030 e ampliar a presença em segmentos de alta potência.

    Participaram da apresentação Andrew Sunderman, vice-presidente comercial PTx; Torsten Dehner, vice-presidente sênior e gerente geral global da Fendt e Valtra; Marcelo Traldi, vice-presidente Fendt e Valtra e gerente geral da AGCO América Latina; Rafael Antonio Costa, diretor comercial Fendt; e Fabio Dotto, diretor de marketing produto Fendt e Valtra.

    Segundo os porta-vozes, o cenário do agronegócio segue sustentado por fundamentos sólidos, mesmo diante de pressões de custo. A produção de grãos deve atingir 359 milhões de toneladas na safra 2026/27, enquanto culturas como soja, algodão e cana-de-açúcar mantêm níveis históricos de produtividade. Nesse contexto, a tecnologia aparece como principal aliada para ganho de eficiência e redução de custos.

    Estratégia combina crescimento e inovação

    A companhia estruturou sua atuação em três pilares: ofensiva em produtos e tecnologia, fortalecimento da rede de distribuição nas Américas e consolidação em mercados estratégicos. Atualmente, a cobertura de concessionárias na América Latina está em cerca de 80%, com previsão de atingir a totalidade até o fim da década.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    De acordo com Marcelo Traldi, o foco está em atender um produtor cada vez mais exigente. “O agricultor busca produtividade com sustentabilidade, e isso passa diretamente por inovação e conectividade no campo”, afirmou.

    Andrew Sunderman destacou o papel das soluções PTx, que já somam mais de 14 inovações apenas em 2025. As tecnologias abrangem todas as etapas do ciclo produtivo, do plantio à colheita, com foco em integração de sistemas e operação em frotas mistas.

    Outro ponto central é o avanço da agricultura de precisão, com soluções retrofit e conectividade que permitem modernizar máquinas já em operação. A estratégia inclui também expansão global, com presença reforçada na Europa, América do Norte e América Latina.

    Autonomia e sustentabilidade ganham protagonismo

    Entre os destaques apresentados está a tecnologia OutRun, que permite operação autônoma de máquinas agrícolas. A Fendt já opera no Brasil com a solução, considerada pelos executivos como realidade no campo, e não mais conceito. O sistema utiliza sensores, conectividade em nuvem e controle assistido para garantir segurança e eficiência operacional.

    Torsten Dehner ressaltou que a autonomia é um caminho sem volta no setor. “Estamos avançando para um novo patamar de mecanização, onde inteligência e automação trabalham juntas para maximizar resultados”, disse.

    No campo da sustentabilidade, a empresa apresentou iniciativas voltadas à redução de emissões e impacto ambiental. Entre elas, o trator elétrico e100 Vario e motores compatíveis com diesel renovável, capazes de reduzir em até 90% as emissões. Tecnologias como a transmissão Vario, que diminui o consumo de combustível em até 20%, e sistemas que reduzem a compactação do solo também foram destacados.

    A plantadeira Momentum, por sua vez, contribui para maior eficiência no uso de insumos, com redução de até 75% na sobreposição de fertilizantes.

    Portfólio reforça sistema completo de produção

    A Fendt também apresentou seu portfólio integrado, que cobre todas as etapas da produção agrícola. Entre os equipamentos, estão os tratores das linhas 700, 800 e 1000 Vario, além das colheitadeiras Ideal e o pulverizador Rogator. No plantio, a Momentum Gen 2 surge como solução de alta precisão, com melhorias estruturais e operacionais.

    Rafael Antonio Costa destacou que o objetivo é entregar um sistema completo ao produtor. “Não se trata apenas de máquinas, mas de uma solução integrada que conecta planejamento, execução e gestão”, afirmou.

    A empresa também reforçou o programa de relacionamento com clientes, oferecendo garantia de fábrica de até três anos para os lançamentos, além de suporte técnico especializado.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Expansão segue como prioridade

    A presença da Fendt na América do Sul tem avançado nos últimos anos, com crescimento expressivo no número de concessionárias desde 2019. A marca já opera no Brasil, Paraguai e Argentina, com planos de ampliar ainda mais a cobertura em regiões estratégicas.

    Fabio Dotto enfatizou que a experiência premium é um diferencial competitivo. “Estamos posicionados em um patamar elevado de tecnologia e serviço, focados nas principais culturas do agro brasileiro”, disse.

    A expectativa da companhia é continuar ampliando sua participação em mercados de alta potência e consolidar a marca como referência em tecnologia agrícola. A meta global prevê investimentos e crescimento contínuo até 2029, com foco em inovação e expansão sustentável.

  • Monitoramento via satélite identifica áreas irrigadas a partir da umidade do solo

    Monitoramento via satélite identifica áreas irrigadas a partir da umidade do solo

    Imagine tentar descobrir se um campo foi irrigado olhando apenas para uma foto tirada do espaço. Parece simples, mas não é. Aquele círculo perfeito no solo, formado pelo pivô central, pode estar ali há anos sem que uma gota d’água tenha passado por ele na última safra. Era exatamente esse o problema que o governo federal precisava resolver, e a Embrapa Territorial acaba de entregar a solução.

    Um método desenvolvido pela Embrapa combina imagens do satélite Sentinel-2 com inteligência artificial para mapear, ano a ano, o crescimento ou a redução das áreas agrícolas efetivamente irrigadas no Brasil. Não as que têm estrutura de irrigação, não as que parecem irrigadas. As que, de fato, receberam água durante a safra.

    O problema que os círculos no solo não conseguem resolver

    O engenheiro agrônomo Rafael Mingoti, analista da Embrapa Territorial e responsável pelo mapeamento dos primeiros polos em Goiás, explica que o desafio inicial era gerar um mapeamento que permitisse verificar as diferenças entre as safras. E registrar os famosos círculos dos pivôs centrais simplesmente não funcionava para isso.

    “Registrar os tão conhecidos círculos formados no solo pelos pivôs centrais, por exemplo, não seria eficaz, pois são como uma cicatriz no solo que permanece de um ano para outro”, explica Mingoti.

    Além disso, buscar os equipamentos físicos de irrigação no campo também não resolvia o problema. Esses equipamentos podem estar presentes, mas desativados. “O objetivo é identificar as terras que foram efetivamente irrigadas no ano em questão e não as que apenas têm a infraestrutura”, enfatiza o pesquisador.

    Foi a partir daí que a equipe virou o jogo: em vez de procurar os equipamentos ou as marcas deixadas no solo, passou a analisar a umidade do solo diretamente. Os índices são extraídos de imagens do satélite Sentinel-2, de média resolução e acesso gratuito, fornecido pela Agência Espacial Europeia.

    Chuva ou irrigação? A IA entra em cena para distinguir os dois

    Resolver a questão da umidade trouxe um novo obstáculo, ainda mais sutil. Em Goiás, predominantemente, a irrigação não é utilizada no período de estiagem e sim durante o verão, quando as chuvas ocorrem e quando há vazão disponível nos cursos d’água. Especialmente por causa das mudanças climáticas e do aumento da duração dos veranicos, os agricultores recorrem à irrigação para evitar perdas.

    Mas se a irrigação acontece justamente quando chove, como saber de onde veio a umidade do solo?

    “Nós usamos outros indicadores. Geralmente as áreas irrigadas não são muito pequenas e têm formatos regulares, retângulos, círculos ou triângulos”, esclarece Mingoti. A inteligência artificial entra para cruzar esses padrões geométricos com os dados de umidade, separando o que é chuva do que é irrigação humana. Uma distinção que, antes desse método, simplesmente não existia em escala territorial.

    No entanto, identificar onde se irriga era só metade da demanda. O governo também precisa saber quanto, exatamente, está sendo irrigado.

    Vetorização: a técnica que mede com muito mais precisão

    Como inovação, o método utiliza recursos derivados do sensoriamento remoto com radar para chegar à área total. Diferentemente do método tradicional, que calcula a área somando pixels (quadros que compõem a imagem), a técnica de vetorização desenha o contorno real do terreno, como se seguisse a linha exata do local irrigado. Na contagem por pixels, o sistema considera o quadro inteiro, mesmo que parte do terreno que ele cobre não seja irrigada.

    O resultado, nas palavras do próprio Mingoti: “Quando os terrenos são vetorizados, eliminamos possíveis erros dentro e fora da área irrigada. Então, a medição é muito mais acurada.”

    Não é detalhe técnico por vaidade científica. Mais precisão significa políticas públicas melhores, investimentos mais bem direcionados e uso da água monitorado de verdade.

    7 mil hectares a mais: o dado que já chegou ao Ministério

    A Embrapa Territorial já aplicou o método no mapeamento de dois polos de irrigação em Goiás (Planalto Central e Vale do Araguaia) e de três no Mato Grosso (Sul, Médio Norte e Araguaia-Xingu). Os mapeamentos dos dois primeiros já foram entregues ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, e os outros estão em fase de validação.

    O mapeamento no polo Central de Goiás mostrou um aumento de 7 mil hectares nas áreas irrigadas entre 2023 e 2024. Houve crescimento em todos os 24 municípios que integram a região.

    Além de servir para a avaliação das políticas públicas, os dados do mapeamento têm um destino claro: a intenção é que sejam integrados ao Sistema Nacional de Informações sobre Irrigação, o Sinir.

    Coordenador-geral de sustentabilidade de projetos e polos de irrigação do MIDR, Antônio Guimarães Leite lembra ainda que a irrigação no período chuvoso cumpre um papel estratégico que vai além de compensar a falta de chuva. “Em algumas situações, isso permite estender a janela de cultivo e viabilizar até três colheitas no mesmo ano agrícola”, aponta.

    Com satélite, IA e dados precisos nas mãos, o agro brasileiro passou a enxergar o que antes ficava invisível. E o governo, finalmente, tem uma ferramenta à altura do desafio de gerir a água do campo.

  • Gigante de 19 toneladas estreia na Agrishow 2026

    Gigante de 19 toneladas estreia na Agrishow 2026

    Um trator de até 425 cavalos de potência, com cerca de 19 toneladas e capacidade de operar praticamente sozinho, será uma das principais novidades da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). Pela primeira vez no Brasil, a Massey Ferguson apresenta o MF 9S. O modelo é voltado à agricultura de larga escala. Além disso, aposta em automação, conectividade e eficiência operacional para ampliar a produtividade no campo.

    O lançamento ocorre durante a feira, entre os dias 27 de abril e 1º de maio. Com isso, a fabricante entra em um novo segmento de alta potência no País. A proposta é clara. A empresa quer reduzir a dependência direta do operador. Ao mesmo tempo, busca transformar o trator em uma plataforma inteligente de trabalho. Essa evolução se baseia em dados e monitoramento remoto.

    Desenvolvido para operações de grande escala, o MF 9S incorpora sistemas avançados. Esses recursos permitem condução automatizada e execução de tarefas com mínima intervenção humana. Na prática, o equipamento realiza grande parte das operações sozinho. Assim, o operador passa a focar no acompanhamento dos parâmetros técnicos e estratégicos.

    “O MF 9S é o carro-chefe do novo segmento de alta potência dentro do nosso portfólio. Descomplicada, confiável e conectada, a série combina uma experiência de usuário aprimorada com tecnologia inovadora para oferecer um equipamento versátil e que atenda às necessidades dos agricultores”, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

    Automação e conectividade redefinem a operação no campo

    Entre os principais recursos está o piloto automático MF Guide. O sistema mantém o trator alinhado com precisão centimétrica. Além disso, o MF AutoTurn permite que a máquina faça curvas de forma autônoma ao final de cada linha. Já o AutoHeadland executa comandos automaticamente nas manobras de cabeceira. Dessa forma, há redução de falhas operacionais e aumento do rendimento.

    Foto: Divulgação MF

    Outro ponto central é a conectividade. Com o MF Connect, o produtor acompanha dados em tempo real. Ele pode verificar consumo de combustível, localização e desempenho do equipamento, mesmo à distância. Além disso, a plataforma FarmEngage amplia a gestão. O sistema reúne informações agronômicas e permite conexão com outras máquinas da propriedade, inclusive de diferentes marcas.

    O conjunto mecânico também reforça a eficiência. O MF 9S utiliza motor AGCO Power de seis cilindros. A transmissão Dyna-VT é continuamente variável. Assim, o trator entrega potência de forma constante. Não há necessidade de troca de marchas. Como resultado, o desempenho operacional melhora e o consumo de combustível diminui. O tanque de 660 litros amplia a autonomia em campo.

    No quesito conforto, o design Protec-U separa o motor da cabine por um vão de 18 centímetros. Essa solução reduz ruídos e vibrações. A cabine, com 3,4 m³, está entre as mais amplas da categoria. Além disso, conta com painel digital, terminal touchscreen e iluminação LED 360°. Dessa maneira, o trabalho noturno se torna mais eficiente e seguro.

    Conjunto com plantadeira amplia ganhos de produtividade

    O desempenho do MF 9S aumenta quando o trator opera em conjunto com a plantadeira Momentum. O equipamento está disponível nas versões de 30 e 40 linhas. A solução integrada foi desenvolvida para garantir maior uniformidade no plantio. Ao mesmo tempo, busca maximizar o aproveitamento das janelas operacionais.

    Ensaios de campo indicam ganhos de até 3% na produtividade da soja. No milho safrinha, o avanço pode chegar a 2,3%. Segundo a fabricante, esse desempenho pode representar retorno de até R$ 465 por hectare. Esse resultado ocorre devido à melhor uniformidade na emergência das plantas.

    Foto: Divulgação MF

    A plantadeira utiliza tecnologias como Smart Frame e Weight Transfer. Esses sistemas distribuem automaticamente o peso ao longo da estrutura. Dessa forma, as linhas mantêm melhor contato com o solo. Além disso, os sistemas VSet e VDrive garantem precisão na distribuição de sementes. O controle de fertilizantes ocorre por meio do vApply. Esse recurso evita sobreposições e reduz desperdícios.

    Com monitoramento em tempo real por meio do display 20/20, o operador acompanha toda a operação com maior precisão. Assim, ele identifica falhas rapidamente e ajusta os parâmetros conforme necessário.

    A combinação entre potência, automação e inteligência operacional posiciona o MF 9S como uma solução voltada ao produtor que busca escala, eficiência e maior controle sobre os resultados no campo.

  • Faesp/Senar aposta em inovação e capacitação na Agrishow

    Faesp/Senar aposta em inovação e capacitação na Agrishow

    O Sistema Faesp/Senar participa da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, com um estande institucional de 300 metros quadrados voltado ao acolhimento de produtores rurais e à articulação do setor. A estrutura funciona como ponto estratégico para encontros, troca de experiências e difusão de conhecimento, com o objetivo de fortalecer o agronegócio paulista por meio da inovação e da capacitação.

    No local, produtores, lideranças e especialistas se reúnem para discutir demandas do campo. Além disso, o espaço estimula parcerias e amplia o acesso a informações técnicas. Dessa forma, o Sistema reforça sua atuação no desenvolvimento produtivo e gerencial no campo.

    Durante a feira, o Senar/SP mobiliza mais de 180 caravanas em parceria com sindicatos rurais e o Sebrae. Ao todo, cerca de 8 mil pequenos e médios produtores participam da iniciativa. Esses visitantes têm acesso direto a tecnologias, soluções e oportunidades do setor. Assim, o conhecimento apresentado na feira chega a diferentes regiões do estado.

    Outro ponto relevante é a presença de 600 alunos de 40 turmas do programa Jovem Empreendedor do Agro (JEA). Os estudantes participam das atividades acompanhados pelos sindicatos. Com isso, o programa fortalece a formação de novas lideranças e incentiva o empreendedorismo rural.

    Além das atividades técnicas, o estande recebe apresentações culturais diárias. Duplas de violeiros formadas pelo Senar-SP se apresentam ao longo do evento. A iniciativa valoriza a cultura do campo e evidencia talentos desenvolvidos nos cursos da instituição.

    Centros de excelência impulsionam inovação no campo

    A Agrishow também serve como vitrine para os Centros de Excelência da Faesp. Essas estruturas atuam na formação técnica, na inovação e na pesquisa aplicada. Entre os destaques está o Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar e Bioenergia, em Ribeirão Preto.

    A unidade deve iniciar as atividades no segundo semestre. O espaço terá foco educacional e tecnológico. Serão oferecidos cursos do e-Tec em Agricultura e Agronegócio. Além disso, está previsto um curso técnico de especialização em cana-de-açúcar. O conteúdo aborda desde a escolha da área até a colheita. O foco está no aumento da produtividade e na redução de custos.

    Ao mesmo tempo, o projeto inclui debates sobre bioenergia e combustíveis alternativos. Entre os temas estão biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF). Esse debate ocorre em meio à pressão internacional sobre custos de produção, especialmente fertilizantes, defensivos e diesel.

    Foto: Faesp/ Divulgação

    O Sistema também apresenta a rede de centros distribuídos pelo estado. As unidades atuam em áreas estratégicas. Entre elas estão Internet das Coisas, Big Data, bioinsumos e turismo rural, em São Roque. Há ainda agricultura familiar, em Mirante do Paranapanema, e culturas como cacau, banana e pupunha, em Miracatu. Outras frentes incluem agroindústria e irrigação, em Avaré, além de genética da bovinocultura de leite e de corte, em São José do Rio Preto e Barretos. Na capital, o foco está na agricultura urbana.

    Mulheres ampliam protagonismo no agro

    A Comissão Semeadoras do Agro participa de toda a programação com um espaço exclusivo no estande. O local promove acolhimento, networking e troca de experiências. Dessa maneira, o grupo fortalece a presença feminina no setor.

    A presidente Juliana Farah acompanha as atividades ao longo da feira. Na Arena Agrishow Para Elas, o espaço “Semear é Cuidar” oferece serviços de saúde e bem-estar. Entre eles estão testes de glicemia, aferição de pressão arterial e bioimpedância.

    Além disso, oito expositoras participam em sistema de revezamento. A ação amplia a visibilidade do empreendedorismo feminino rural. Outro destaque é o Encontro Mulheres do Agro em Ação, marcado para 29 de abril. A expectativa é reunir cerca de 650 participantes.

    O evento ocorre em Ribeirão Preto e reúne diferentes iniciativas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio.

  • Projeto propõe criação do Dia do Agronegócio em Piracicaba

    Projeto propõe criação do Dia do Agronegócio em Piracicaba

    A Câmara Municipal de Piracicaba analisa um projeto de lei que propõe a criação do Dia do Agronegócio no calendário oficial do município. A iniciativa reforça o reconhecimento do setor como um dos pilares da economia local e regional.

    De acordo com a proposta, a nova data tem como objetivo valorizar produtores, empresas e profissionais que impulsionam o desenvolvimento do agronegócio. Além disso, o projeto busca ampliar a conscientização da população sobre a relevância do setor no dia a dia.

    Projeto é de autoria dos vereadores Fabrício Polezi e Renan Paes.
    Foto: Reprodução/Rubens Cardia

    Agro como motor econômico

    O agronegócio desempenha papel central em cidades como Piracicaba, que possui forte tradição agrícola e abriga importantes polos de pesquisa e inovação.

    Nesse contexto, a criação de uma data oficial surge como uma forma de dar visibilidade ao setor. Ao mesmo tempo, a iniciativa contribui para aproximar a população urbana da realidade do campo. Além disso, o projeto destaca que o agro não se limita à produção rural. Ele envolve toda uma cadeia que inclui tecnologia, indústria, logística e exportação.

    Objetivo vai além da homenagem

    Embora a proposta tenha caráter simbólico, seus impactos podem ir além da homenagem. A criação do Dia do Agronegócio pode incentivar a realização de eventos, feiras, debates e ações educativas.

    Dessa forma, o município ganha a oportunidade de fortalecer o diálogo entre produtores, empresas e sociedade. Ao mesmo tempo, abre espaço para discutir inovação, sustentabilidade e os desafios do setor.

    Conexão com inovação e tecnologia

    Outro ponto relevante é a relação do agronegócio com a inovação. A região de Piracicaba se destaca justamente por integrar produção agrícola com tecnologia e pesquisa.

    Assim, a proposta também reforça a imagem do agro moderno, baseado em eficiência, produtividade e soluções tecnológicas. Isso ajuda a combater percepções ultrapassadas sobre o setor.

    Valorização em um momento estratégico

    A discussão ocorre em um momento em que o agronegócio segue como um dos principais motores da economia brasileira. Por isso, iniciativas que reconhecem sua importância tendem a ganhar força.

    Além disso, a valorização institucional do setor pode contribuir para atrair investimentos e estimular novos negócios na região.