Os visitantes da 26ª edição do Agroleite passaram a contar com cobertura 4G no Parque Tecnológico Agroleite, em Castro (PR). A nova torre de telefonia móvel entrou em operação antes da abertura da feira e permanecerá instalada de forma permanente. A estrutura beneficia produtores rurais, cooperados, expositores, moradores da região e o público que frequenta o espaço ao longo do ano.
A implantação da infraestrutura atende uma demanda antiga do parque, que não dispunha de cobertura de telefonia móvel para os visitantes. Segundo os responsáveis pelo projeto, o sinal alcança aproximadamente 15 quilômetros. O relevo plano da região contribui para a área de cobertura e amplia o acesso aos serviços de comunicação e internet móvel.
A iniciativa contou com apoio do programa de incentivo do Governo do Paraná, que permite a utilização de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em investimentos estruturantes. A TIM foi a empresa responsável pela implantação da torre.
Estrutura atenderá o parque durante todo o ano
Além de melhorar a comunicação durante o Agroleite, a nova torre permanecerá em funcionamento após o encerramento da feira. Dessa forma, produtores, empresas instaladas no parque e comunidades vizinhas continuarão utilizando a estrutura.
Segundo o gerente de Tecnologia e Informação da Castrolanda, Emerson Zanoti Rosa, o projeto surgiu para solucionar um problema antigo relacionado à conectividade.
“Tínhamos o desafio de garantir conectividade para o Parque Tecnológico Agroleite e seus visitantes. Em conjunto com a UniTI, o Governo do Estado e a Prefeitura, conseguimos viabilizar um modelo que atenderá o parque durante todo o ano. Essa torre representa um ganho importante para o Agroleite, para os produtores, para a comunidade e para toda a região.”
O diretor executivo da UniTI, Alfredo Kugeratski, afirmou que a iniciativa representa um avanço para a infraestrutura regional. Segundo ele, a Castrolanda foi a primeira cooperativa paranaense integrante da entidade a implantar uma torre pública de telefonia.
Para o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, o investimento amplia as possibilidades de comunicação para produtores rurais e moradores do entorno do parque.
Já o gerente do Parque Tecnológico Agroleite, Gustavo Viganó, destacou que o espaço reúne empresas, instituições e iniciativas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio. Segundo ele, a nova estrutura fortalece o parque como ambiente de inovação e geração de conhecimento.
Feira segue até sexta-feira em Castro
O Agroleite 2026 começou na segunda-feira (3) e segue até sexta-feira (7), em Castro, nos Campos Gerais do Paraná. Considerado um dos principais eventos da cadeia leiteira da América Latina, o encontro reúne produtores, cooperativas, empresas, pesquisadores e profissionais do setor para apresentar tecnologias, equipamentos, pesquisas e soluções voltadas à produção de leite.
Ao longo da programação, os participantes acompanham demonstrações de tecnologias, palestras técnicas, exposição de máquinas e equipamentos, além de atividades voltadas à inovação e ao desenvolvimento da pecuária leiteira.
A edição deste ano reúne 125 empresas patrocinadoras. Além da exposição de produtos e serviços, o evento busca estimular a troca de conhecimento e a realização de negócios entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva.
O Agroleite é promovido pela Cooperativa Castrolanda e tem entrada gratuita. A programação acontece no Parque Tecnológico Agroleite e no Parque Dario Macedo, em Castro (PR), até o dia 7 de agosto.
A cadeia de distribuição de insumos agropecuários volta a se reunir entre os dias 11 e 13 de agosto na 15ª edição do Congresso Andav 2026, que será realizada no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Com o tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”, o encontro terá como foco debates sobre inovação, sustentabilidade, tecnologias para o campo e os desafios que devem influenciar os próximos anos do agronegócio brasileiro.
A programação reunirá empresas do setor, distribuidores, pesquisadores, consultores e produtores rurais. Além disso, o evento apresentará soluções voltadas ao aumento da eficiência das lavouras, ao uso de bioinsumos, às novas ferramentas de nutrição vegetal e ao avanço da agricultura regenerativa.
Entre os expositores está o Grupo Casa Bugre. A empresa aproveitará a edição de 2026 para celebrar 45 anos de atuação. Também apresentará tecnologias desenvolvidas em parceria com Krilltech, Agrilife Solutions e Terrus Regeneração.
Tecnologias voltadas à produtividade
Entre os destaques anunciados pela empresa está uma plataforma de nutrição vegetal baseada no conceito de Nutrifisiologia. A tecnologia combina a fisiologia das plantas com estratégias de manejo nutricional. Dessa forma, busca ampliar o aproveitamento dos nutrientes pelas culturas.
Segundo o diretor de Marketing e Inovação do Grupo Casa Bugre, Everton Molina, a proposta utiliza os recursos de forma mais eficiente.
“O objetivo é proporcionar maior aproveitamento dos nutrientes, utilizando recursos de forma estratégica para alcançar melhores resultados produtivos e econômicos.”
Além disso, a empresa apresentará soluções baseadas em microalgas. Esses produtos atuam como bioestimulantes e biopotencializadores para diferentes culturas agrícolas.
Outro destaque será uma tecnologia destinada a auxiliar as plantas na resposta aos estresses abióticos, como períodos de déficit hídrico e altas temperaturas. Conforme a empresa, a solução atende especialmente as lavouras de soja e milho.
Agricultura regenerativa ganha espaço
A agricultura regenerativa também terá espaço entre as tecnologias apresentadas durante a feira.
A Terrus Regeneração exibirá uma plataforma baseada na análise da tipologia de argila do solo. A ferramenta reúne informações para apoiar decisões relacionadas ao manejo das áreas agrícolas. Entre elas estão a avaliação de riscos hídricos, a identificação de compactação do solo, a recomendação de bioinsumos, estratégias para mitigação de estresses e o direcionamento de investimentos na propriedade.
Já a Krilltech destacará soluções voltadas à eficiência fisiológica das plantas. Entre elas está a tecnologia Arbolina. Segundo a empresa, a solução atua no metabolismo vegetal e estimula processos ligados à fotossíntese e à geração de energia.
Além da Arbolina, a empresa apresentará soluções específicas para cana-de-açúcar, milho, algodão e citros. Também divulgará pesquisas envolvendo nanopartículas de carbono aplicadas à agricultura.
Espaço para debates sobre o setor
Além da exposição de tecnologias, a programação contará com o AGRIFORLIFE TALKS, podcast realizado durante os três dias do evento no estande do Grupo Casa Bugre.
A iniciativa reunirá especialistas, pesquisadores, produtores rurais e representantes do agronegócio. Durante os encontros, eles discutirão inovação, sustentabilidade, gestão, mercado e as perspectivas para a agricultura brasileira.
De acordo com o CEO do Grupo Casa Bugre, Flavio Maia, a participação na Andav representa uma oportunidade para apresentar tecnologias desenvolvidas com base em pesquisa e inovação.
“A participação no evento representa um momento especial para apresentar ao público as tecnologias que fazem parte da nova geração da agricultura, unindo pesquisa, ciência aplicada e inovação para entregar mais eficiência ao produtor rural.”
O executivo também destacou que a empresa busca desenvolver ferramentas capazes de contribuir para o aumento da produtividade e para sistemas agrícolas mais sustentáveis.
Por fim, a Andav é considerada um dos principais encontros da cadeia de distribuição de insumos agropecuários do Brasil. O evento reúne representantes da indústria, distribuidores, cooperativas, consultores e produtores. Assim, promove a apresentação de tendências, a discussão dos desafios do setor e o compartilhamento de experiências sobre o desenvolvimento do agronegócio.
O agronegócio brasileiro deu um passo inédito ao transformar vacas leiteiras monitoradas em garantias digitais registradas oficialmente na B3, ampliando as possibilidades de acesso ao crédito rural. A primeira operação formal movimentou R$ 100 mil e foi estruturada pela fintech Target FIDC com tecnologia desenvolvida pela agtech brasileira Cowmed.
Na prática, produtores podem utilizar animais monitorados como garantia em operações financeiras, reduzindo a necessidade de vistorias presenciais e aumentando a confiança das instituições de crédito.
O sistema utiliza coleiras inteligentes e sensores instalados nos animais para coletar informações em tempo real sobre saúde, comportamento e localização do rebanho.
Esses dados são convertidos em um código digital exclusivo para cada vaca, conhecido como token. Esse registro eletrônico acompanha o contrato de financiamento e é oficialmente registrado na B3, funcionando como uma garantia financeira do ativo biológico.
Segundo Thiago Martins, CEO da Cowmed, a tecnologia permite que um bem físico seja integrado ao mercado financeiro de forma segura e compatível com as exigências de compliance das instituições.
“Transformamos um ativo real em um ativo digital monitorado continuamente. Isso cria uma nova alternativa de garantia justamente em um momento de maior restrição ao crédito no agronegócio”, afirma.
Tecnologia reduz riscos para bancos e instituições financeiras
Um dos principais desafios para aceitar rebanhos como garantia sempre foi a dificuldade de acompanhar a localização e as condições dos animais.
De acordo com Humberto Brenner, diretor da Target FIDC, essa falta de informações fazia com que bancos aplicassem grandes descontos sobre o valor do rebanho.
Com o monitoramento em tempo real, o financiador consegue acompanhar a situação dos animais durante toda a vigência da operação, permitindo que a garantia seja avaliada mais próxima do seu valor de mercado.
Segundo Brenner, uma vaca avaliada em R$ 20 mil poderia ser aceita anteriormente como garantia por apenas R$ 8 mil. Com a digitalização e o acompanhamento contínuo, essa diferença tende a diminuir.
Produtor ganha maior acesso ao crédito rural
A nova modalidade oferece vantagens diretas ao pecuarista, como maior valor de garantia usando o mesmo rebanho, acesso ao crédito facilitado, recursos com livre utilização e redução da burocracia nas operações financeiras.
Dessa forma, os recursos podem ser utilizados para compra de máquinas, investimentos na fazenda, aquisição de insumos ou cobertura de despesas do ciclo produtivo.
Sistema também reduz riscos de fraude
Outro benefício apontado pelas empresas é a segurança jurídica da operação.
Cada animal recebe um código digital exclusivo registrado na B3, impedindo que o mesmo rebanho seja utilizado simultaneamente como garantia em diferentes financiamentos.
Além disso, caso algum animal morra durante o contrato, o produtor pode substituir rapidamente a garantia por outro integrante do rebanho.
Segundo a Cowmed, as operações já são estruturadas com aproximadamente 20% de animais adicionais justamente para reduzir riscos biológicos e manter a segurança do financiamento.
Mercado pode movimentar centenas de milhões de reais
Atualmente, a Cowmed monitora cerca de 100 mil vacas leiteiras em mais de 1 mil propriedades rurais.
O patrimônio estimado desses animais chega a aproximadamente R$ 2 bilhões.
A expectativa da empresa é que cerca de 20% desse rebanho utilize a nova modalidade de crédito, o que representa um potencial de R$ 400 milhões em operações financeiras.
A transformação do agronegócio brasileiro também passa pela forma como as empresas lidam com seus profissionais. Em um setor marcado por mudanças constantes e maior exigência de competitividade, temas como retenção de talentos, formação de lideranças, cultura organizacional e sucessão ganham espaço na agenda estratégica. Essas questões estarão entre os assuntos debatidos no 15º Congresso Andav 2026, que será realizado de 11 a 13 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.
A programação reunirá especialistas e lideranças para discutir os desafios relacionados à gestão de pessoas na distribuição de insumos agropecuários. O objetivo é ampliar o debate sobre desenvolvimento humano, engajamento e construção de ambientes organizacionais capazes de acompanhar as transformações do setor.
Um dos destaques será a palestra “Transforme Negócios Através de Pessoas!”, marcada para 12 de agosto. A apresentação será conduzida por Paulo Camargo, mentor de CEOs, conselheiro, ex-CEO do McDonald’s e colunista do UOL Economia.
No dia seguinte, 13 de agosto, Izabela Mioto, professora associada da Fundação Dom Cabral (FDC), ministrará a palestra “Gestão de Pessoas que Transforma Organizações”. A especialista abordará estratégias relacionadas ao fortalecimento da cultura organizacional e ao desenvolvimento de lideranças, com foco em inovação, desempenho e engajamento das equipes.
“Os desafios da distribuição vão além dos aspectos econômicos e tecnológicos. As pessoas são o principal ativo das empresas. Investir em liderança, cultura organizacional e desenvolvimento humano é investir na sustentabilidade dos negócios e na evolução de todo o setor”, afirma Paulo Tiburcio, presidente executivo da Andav.
Premiações reconhecem nomes do agronegócio
A programação do Congresso Andav também terá espaço para o reconhecimento de profissionais e personalidades que contribuem para o desenvolvimento da distribuição de insumos e do agronegócio brasileiro.
O tradicional Prêmio Andav de Reconhecimento será realizado ao longo dos três dias do evento. Em 11 de agosto, a advogada especializada em Direito Socioambiental Samanta Pineda, do escritório Pineda e Krahn, receberá a homenagem na categoria Defesa do Setor.
Já no dia 12, a premiação será dedicada à categoria Personalidades do Agro, que reconhecerá importantes lideranças da distribuição de insumos agropecuários.
Encerrando as homenagens, Letícia Jacintho, presidente do movimento De Olho no Material Escolar (DONME), será reconhecida no dia 13, na categoria Educação e Comunicação. A homenagem considera sua atuação relacionada à valorização da educação e da comunicação junto à sociedade.
Congresso reúne debates sobre futuro do setor
Com o tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”, o 15º Congresso Andav 2026 terá uma programação voltada aos principais desafios e oportunidades do agronegócio.
Além da gestão empresarial e das discussões sobre pessoas e liderança, o evento reunirá economistas, executivos, pesquisadores, especialistas e lideranças do setor. Entre os assuntos previstos estão economia, geopolítica, crédito, mercado financeiro, reforma tributária, inteligência de mercado, bioenergia, inovação e distribuição de insumos.
A edição de 2026 contará com quatro pavilhões e mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição. O espaço reunirá centenas de empresas, instituições e especialistas em uma programação voltada à geração de conhecimento, relacionamento e oportunidades de negócios.
Durante o Congresso, também será apresentada a Pesquisa Nacional da Distribuição Andav 2026, desenvolvida em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O levantamento é apontado como uma das principais referências sobre o mercado brasileiro de distribuição de insumos agropecuários.
Serviço
Congresso Andav 2026 Data: 11 a 13 de agosto de 2026 Horário da plenária: dias 11 e 12, das 10h às 16h45; dia 13, das 10h às 16h Horário da exposição: dias 11 e 12, das 9h às 21h; dia 13, das 9h às 18h Local: Transamerica Expo Center Endereço: Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo-SP – entrada pelo Pavilhão G Outras informações: eventosandav.com.br
A quarta edição da ExpoCannabis Brasil será realizada entre os dias 20 e 22 de novembro, em São Paulo, reunindo representantes do agronegócio, da ciência, da indústria, da pesquisa e da inovação para discutir o crescimento da cadeia produtiva da cannabis e do cânhamo industrial no país.
O evento ocorre em um momento de expansão do setor, impulsionado pelos avanços regulatórios envolvendo o cultivo de cânhamo industrial para fins medicinais e industriais no Brasil.
Segundo a CEO da feira, Larissa Uchida, a regulamentação abriu espaço para novas oportunidades de negócios e fortaleceu o interesse de diferentes segmentos econômicos.
“O mercado amadureceu e a feira acompanhou essa transformação. Hoje a ExpoCannabis é um ambiente onde ciência, indústria, inovação e negócios se encontram”, afirma.
Mercado da cannabis cresce no Brasil
Dados da consultoria Kaya Mind mostram que o mercado brasileiro de cannabis medicinal movimentou R$ 971 milhões em 2025, atendendo cerca de 873 mil pacientes.
Quando somados os segmentos de growshops, headshops e marcas especializadas, o mercado legal alcançou aproximadamente R$ 1,94 bilhão.
Em um cenário de regulamentação mais ampla, a consultoria estima que essa cadeia produtiva poderá movimentar até R$ 51 bilhões por ano.
Agronegócio amplia interesse pelo cânhamo industrial
A edição deste ano da ExpoCannabis Brasil deve reunir entre 45 mil e 50 mil visitantes.
A organização prevê um crescimento de 38% em relação ao ano anterior.
Além da indústria farmacêutica, o evento contará com representantes do agronegócio, biotecnologia, universidades, construção civil, medicina veterinária, tecnologia, cosméticos, alimentos, comunicação, moda e serviços especializados.
Embrapa reforça participação na cadeia produtiva
Entre as instituições confirmadas está a Embrapa, que trabalha em estudos para ampliar a competitividade do Brasil na produção de cânhamo industrial.
Segundo Larissa Uchida, a participação da empresa pública fortalece a importância da pesquisa científica para o desenvolvimento de uma cadeia produtiva segura, sustentável e baseada em evidências.
A presença da Embrapa também reforça o interesse crescente do agronegócio por culturas alternativas voltadas à bioeconomia e à inovação agrícola.
Evento discutirá experiências internacionais
A programação também incluirá debates sobre os diferentes modelos regulatórios adotados em diversos países.
Especialistas apresentarão experiências relacionadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva da cannabis, incluindo políticas públicas, pesquisa científica, produção agrícola e regulamentação.
Entre os destaques está o modelo adotado pelo Uruguai, considerado uma das principais referências internacionais na regulamentação da cannabis.
Setor atrai novos investimentos
Segundo Larissa Uchida, a cannabis deixou de ser vista exclusivamente como um tema ligado à saúde e passou a despertar interesse de diferentes setores da economia.
“A cannabis deixou de ser vista apenas como uma pauta medicinal. Hoje ela desperta interesse da indústria, do agro, da pesquisa, da tecnologia e dos investidores”, conclui.
Essa expansão acompanha o avanço das discussões sobre inovação, bioeconomia e novas cadeias produtivas que podem ganhar espaço no agronegócio brasileiro, especialmente com o desenvolvimento do mercado de cânhamo industrial.
A bio e a nanotecnologia estão ampliando as alternativas para recuperar áreas degradadas na Amazônia. Nesse contexto, o projeto NanoRad’s reúne empresas e instituições de pesquisa para acelerar o desenvolvimento de plantios florestais. A iniciativa é liderada pela Krilltech em parceria com a Shell Brasil, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), a Bioflore e outros parceiros estratégicos. Além disso, o projeto conquistou a medalha de prata no Energy Summit Awards, durante evento realizado em junho, no Rio de Janeiro.
O reconhecimento reforça o potencial da tecnologia brasileira para apoiar a restauração ambiental. Ao mesmo tempo, evidencia a importância da cooperação entre ciência e iniciativa privada. Com isso, o projeto ganha visibilidade como uma solução voltada à recuperação de ecossistemas amazônicos.
O NanoRad’s utiliza soluções de biotecnologia e nanotecnologia para estimular o crescimento das plantas. Dessa forma, o projeto pretende tornar mais eficiente o processo de restauração florestal. Além disso, a tecnologia contribui para a regeneração de áreas degradadas na Amazônia.
Segundo os responsáveis pela iniciativa, a proposta amplia o desempenho dos plantios florestais. Ao mesmo tempo, fortalece ações voltadas à conservação ambiental. Por isso, o projeto integra um conjunto de soluções baseadas na natureza para recuperar ecossistemas.
O NanoRad’s também faz parte do Centro de Inovação Biotecnológica para Recuperação de Áreas Degradadas (Cibrad). O centro foi lançado em abril de 2026 com investimento da Shell Brasil. Os recursos são provenientes da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Centro reúne pesquisadores e empresas
O Cibrad reúne pesquisadores, empresas, startups e instituições científicas. Assim, cria uma rede colaborativa voltada ao desenvolvimento de tecnologias para a recuperação ambiental. O trabalho contempla os nove estados da Amazônia Legal.
Além disso, o centro conecta pesquisa científica, inovação tecnológica e soluções baseadas na natureza. Com isso, busca ampliar iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas. Ao mesmo tempo, fortalece projetos com potencial de gerar impactos ambientais positivos.
A conquista no Energy Summit Awards reforça esse trabalho conjunto. Segundo a Krilltech, o reconhecimento demonstra o potencial da inovação brasileira para enfrentar desafios ambientais. Além disso, destaca a importância da colaboração entre empresas e instituições de pesquisa.
Para Marcelo Rodrigues, CEO da Krilltech, a premiação reconhece o esforço coletivo para desenvolver novas tecnologias voltadas à restauração ambiental.
“O reconhecimento do NanoRad’s evidencia a força da colaboração entre diferentes atores do ecossistema de inovação. Acreditamos que tecnologias sustentáveis, aliadas ao conhecimento científico, são fundamentais para acelerar a restauração da Amazônia e construir novos caminhos para uma economia de baixo carbono”, destaca.
Por fim, a premiação amplia a visibilidade de iniciativas brasileiras voltadas ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis. Dessa maneira, projetos como o NanoRad’s reforçam o papel da inovação na recuperação de áreas degradadas e na conservação da Amazônia.
As mudanças climáticas têm alterado de forma significativa a rotina no campo. Secas prolongadas, chuvas irregulares e variações bruscas de temperatura impactam diretamente o planejamento das safras. Diante desse cenário, cresce o uso de máquinas inteligentes e tecnologias embarcadas para apoiar o produtor rural.
Essas soluções já fazem parte da chamada agricultura de precisão. Elas permitem maior controle das operações, uso mais eficiente de insumos e tomada de decisão mais rápida. Como resultado, o produtor consegue reduzir perdas e melhorar o desempenho das lavouras mesmo em condições adversas.
Além disso, a conectividade no campo amplia a capacidade de monitoramento em tempo real. Isso facilita o ajuste das operações conforme o clima muda ao longo do ciclo produtivo.
Tecnologia amplia eficiência e reduz desperdícios
Entre as principais ferramentas utilizadas estão piloto automático, telemetria, monitoramento remoto, controle de seções e aplicação em taxa variável. Esses recursos ajudam a adequar o manejo às características de cada área da propriedade.
Com isso, há redução de sobreposição de insumos e menor desperdício de sementes, fertilizantes e defensivos. Ao mesmo tempo, o produtor ganha precisão nas operações e melhora o aproveitamento dos recursos disponíveis.
Outro ponto relevante é a geração de dados pelas máquinas conectadas. Essas informações permitem analisar o desempenho das operações e planejar as próximas safras com mais segurança.
De acordo com Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, a tecnologia tem papel direto na adaptação da agricultura às mudanças climáticas.
“As tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas permitem transformar dados em inteligência, ajudando a otimizar recursos, aumentar a eficiência operacional e reduzir riscos ao longo do ciclo produtivo”, afirma.
Agricultura de precisão fortalece resiliência no campo
Segundo o especialista, o uso dessas ferramentas já se tornou estratégico para o setor. A combinação entre automação, conectividade e análise de dados amplia a capacidade de resposta do produtor diante das variações do clima.
“Quando utilizamos recursos como aplicação em taxa variável, piloto automático e monitoramento remoto, conseguimos produzir de forma mais eficiente, reduzindo desperdícios e aproveitando melhor cada janela de operação. Isso contribui não apenas para a rentabilidade do produtor, mas também para uma agricultura mais resiliente diante das mudanças climáticas”, destaca.
A Massey Ferguson tem ampliado seu portfólio de soluções digitais para apoiar a gestão das propriedades rurais. A integração entre máquinas e plataformas de monitoramento permite uma visão mais completa da operação.
Dessa forma, o produtor consegue tomar decisões mais estratégicas ao longo do ciclo produtivo. Além disso, melhora a eficiência operacional e reduz riscos associados ao clima.
“A tecnologia é uma das principais aliadas da agricultura para enfrentar os desafios do presente e do futuro. Quanto mais informações o produtor tiver sobre sua operação, maior será sua capacidade de se adaptar às condições climáticas, preservar recursos e manter altos níveis de produtividade”, conclui Zanetti.
A inovação no agro ocupa papel cada vez mais estratégico para garantir a competitividade da agricultura brasileira. Essa foi a principal conclusão dos debates realizados durante evento promovido pela Bayer, em 15 de junho, em São Paulo. Especialistas, representantes da indústria, juristas e produtores rurais discutiram os fatores que sustentam o desenvolvimento tecnológico no campo e os desafios para atender às novas demandas do mercado.
Ao longo de três painéis, os participantes defenderam que o avanço do agronegócio depende da combinação entre pesquisa científica, segurança jurídica, proteção da propriedade intelectual e adoção de novas tecnologias. Além disso, destacaram a necessidade de preparar o setor para um cenário marcado pela transição energética, pela busca por sustentabilidade e pelo aumento da demanda global por alimentos e combustíveis renováveis.
Da pesquisa ao campo
O painel “Do laboratório à lavoura: como a inovação chega ao campo” contou com a mediação de Francila Calica, diretora de Sustentabilidade e Assuntos Agrícolas da Bayer para a América Latina. Participaram da discussão Fábio Passos, diretor de soja comercial da Bayer; Tages Martinelli, CEO da Sementes Jotabasso; e o produtor rural Pompílio Rocha Silva, engenheiro agrônomo e agricultor de Chapadão do Sul (MS).
Durante o debate, os especialistas explicaram que o desenvolvimento de uma nova biotecnologia exige tempo, investimento e planejamento. Em muitos casos, uma tecnologia leva entre 12 e 15 anos para chegar ao mercado. Nesse período, pesquisadores realizam estudos em laboratório, testes em campo e avaliações regulatórias antes da liberação comercial.
Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
Os debatedores também destacaram o papel das sementes na transferência de tecnologia. Segundo eles, a genética carrega boa parte das inovações que chegam às propriedades rurais, permitindo ganhos de produtividade, resistência a pragas e maior adaptação às condições climáticas.
Ao mesmo tempo, os participantes lembraram que a tecnologia não gera resultados sozinha. O produtor precisa combinar genética, manejo e conhecimento técnico para extrair o máximo potencial das ferramentas disponíveis.
Nesse contexto, as mudanças climáticas ampliam a importância da inovação. Eventos extremos, como estiagens prolongadas e irregularidade das chuvas, exigem cultivares mais resilientes e sistemas produtivos mais eficientes.
Segurança jurídica impulsiona investimentos
O segundo painel, “Segurança jurídica e os pilares da inovação”, teve mediação de Andrea Garcia, vice-presidente Jurídica, de Patentes e Compliance da Bayer no Brasil. Participaram da discussão Catharina Pires, diretora de Germoplasma e Biotecnologia da CropLife Brasil, e Luiz Henrique do Amaral, sócio sênior do escritório Dannemann e membro da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI).
Os especialistas defenderam que a inovação depende de um ambiente regulatório estável e previsível. Segundo eles, empresas e instituições de pesquisa investem bilhões de reais em projetos que levam anos para apresentar resultados. Por isso, a proteção da propriedade intelectual se torna fundamental para estimular novos investimentos.
Durante o debate, os participantes explicaram que muitas tecnologias estudadas nunca chegam ao mercado. Dessa forma, mecanismos como patentes e proteção de cultivares ajudam a garantir retorno aos investimentos realizados ao longo do processo de pesquisa.
Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
Catharina Pires ressaltou que o crescimento do agro brasileiro resulta da combinação entre condições produtivas favoráveis, produtores dispostos a adotar tecnologia e um ambiente jurídico capaz de oferecer segurança para quem investe em inovação.
Além disso, os debatedores abordaram o impacto da pirataria de sementes. Dados apresentados durante o painel indicam que cerca de 11% das sementes de soja utilizadas no Brasil têm origem ilegal. Em algumas regiões do Rio Grande do Sul, esse percentual ultrapassa 28%.
Segundo os especialistas, a prática provoca prejuízos econômicos para toda a cadeia produtiva. Além disso, aumenta os riscos relacionados à qualidade das sementes, à produtividade das lavouras e à segurança fitossanitária.
Biocombustíveis ampliam oportunidades
O terceiro painel, “Sementes, inovação e novas demandas de mercado”, foi mediado por Rafael Mendes, diretor do negócio de soja da Bayer. Participaram da discussão Fábio Meneghin, fundador da Veeries, e Catarina Correa, gerente de Relações Institucionais da Bayer.
Os participantes analisaram as transformações que devem influenciar o futuro da agricultura brasileira. Segundo eles, a demanda por proteína animal continuará importante para a soja. No entanto, novos mercados começam a ganhar espaço e podem impulsionar a próxima fase de crescimento do setor.
Entre essas oportunidades estão os biocombustíveis. Os especialistas destacaram que programas voltados ao biodiesel e ao combustível sustentável de aviação (SAF) devem ampliar a demanda por óleo vegetal nos próximos anos.
Nesse cenário, a Lei do Combustível do Futuro aparece como um instrumento capaz de oferecer previsibilidade para investimentos e estimular o crescimento da cadeia produtiva.
Além disso, os debatedores destacaram que o Brasil reúne condições favoráveis para aproveitar essa oportunidade. O País possui escala de produção, capacidade tecnológica e experiência na utilização de fontes renováveis de energia.
Sustentabilidade entra na agenda do mercado
A sustentabilidade também ganhou espaço nas discussões. Segundo Catarina Correa, os mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos produtos e sobre as emissões associadas à produção agrícola.
Por isso, produtores e empresas precisam avançar na adoção de ferramentas capazes de medir e comprovar práticas sustentáveis. Entre elas estão sistemas de agricultura digital, monitoramento de indicadores ambientais e programas de mensuração de carbono.
Ao mesmo tempo, os participantes ressaltaram que o aumento da produtividade continua sendo o principal caminho para ampliar a produção de forma sustentável. Dessa forma, a inovação seguirá desempenhando papel central na agricultura brasileira.
As novas tecnologias também devem contribuir para o desenvolvimento de cultivares mais eficientes, mais adaptadas às mudanças climáticas e capazes de atender às exigências de consumidores e mercados globais.
Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
O papel da inovação no futuro do agro
Embora tenham abordado temas distintos, os três painéis convergiram para uma mesma conclusão. O futuro do agronegócio brasileiro dependerá da capacidade de transformar conhecimento científico em soluções práticas para o campo.
Pesquisa, genética, biotecnologia, segurança jurídica e sustentabilidade formam uma base essencial para sustentar a competitividade do setor. Além disso, a integração entre ciência, indústria e produtores continuará determinando a velocidade com que novas tecnologias chegarão às propriedades rurais.
Diante das mudanças climáticas, da transição energética e do crescimento da demanda global por alimentos e combustíveis renováveis, os participantes defenderam que a inovação continuará sendo uma das principais ferramentas para garantir o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira nas próximas décadas.
As produtoras rurais interessadas em participar da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro ganharam mais tempo para efetuar a inscrição. A Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) ampliaram o prazo para a categoria Produtora Rural até 17 de junho. A iniciativa reconhece mulheres que lideram propriedades rurais e desenvolvem ações voltadas à gestão, à inovação e às boas práticas agrícolas.
A premiação contempla propriedades de pequeno, médio e grande porte. As candidatas podem realizar a inscrição gratuitamente por meio do site oficial do prêmio. O objetivo é destacar trajetórias que fortalecem o agronegócio e ampliam a participação feminina em posições de liderança no campo.
Sustentabilidade e gestão estão entre os critérios
Para concorrer, as participantes precisam demonstrar resultados alinhados aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social. Além disso, devem apresentar iniciativas que contribuam para o desenvolvimento da atividade agropecuária dentro e fora da propriedade.
Uma banca formada por especialistas de instituições públicas e privadas do setor agropecuário analisará as inscrições. Dessa forma, a avaliação considerará aspectos relacionados à gestão do negócio, à responsabilidade socioambiental e à capacidade de gerar impactos positivos nas comunidades envolvidas.
Ao longo dos anos, o Prêmio Mulheres do Agro consolidou-se como uma das principais iniciativas de valorização da liderança feminina no setor. Por isso, a premiação reúne histórias de produtoras que investem em inovação, eficiência produtiva e práticas sustentáveis.
Iniciativa busca ampliar protagonismo feminino
O reconhecimento também incentiva a troca de experiências entre mulheres que atuam no agronegócio. Além disso, fortalece a presença feminina em espaços estratégicos de decisão dentro das propriedades rurais e das cadeias produtivas.
Segundo os organizadores, o prêmio procura dar visibilidade a produtoras que desempenham papel relevante na condução dos negócios rurais. Ao mesmo tempo, busca estimular modelos de gestão que conciliem produtividade, responsabilidade social e preservação ambiental.
Vencedoras serão conhecidas em agosto
A organização anunciará as vencedoras durante uma cerimônia programada para agosto de 2026, na cidade de São Paulo. O evento fará parte das comemorações pelos 130 anos de atuação da Bayer no Brasil.
A empresa atua nos segmentos de agricultura, farmacêutico e saúde do consumidor. Atualmente, mantém investimentos em pesquisa, inovação e sustentabilidade. Já a Abag reúne representantes de diferentes elos da cadeia produtiva e trabalha para fortalecer o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.
Com a prorrogação do prazo, as produtoras interessadas poderão reunir a documentação necessária com mais tranquilidade. Assim, a expectativa é ampliar o número de participantes e incentivar ainda mais o protagonismo feminino no campo.
A 31ª edição da HORTITEC – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas – será realizada entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP). Com isso, a feira reforça sua posição como principal encontro do setor hortifrutícola brasileiro e um dos mais importantes da América Latina. Todos os espaços já foram comercializados. Além disso, a organização estima receber cerca de 32 mil visitantes e movimentar aproximadamente R$ 750 milhões em negócios durante os três dias de evento.
Neste ano, a feira reunirá 520 empresas expositoras nacionais e internacionais. O público encontrará lançamentos voltados à horticultura, floricultura e culturas intensivas. Entre as novidades estarão novas variedades de frutas, legumes, verduras e flores. Além disso, serão apresentadas soluções para irrigação de precisão, manejo de mudas, cultivo protegido e uso eficiente de água e energia. Também haverá ferramentas digitais aplicadas à produção agrícola.
Destaques
Entre os destaques da edição está a participação do Grupo Casa Bugre, presente na HORTITEC desde a sétima edição. Ao longo de mais de 24 anos de participação contínua, a empresa acompanhou a evolução tecnológica do setor. Neste ano, apresentará novidades voltadas à agricultura de alta performance. O foco estará em nanotecnologia, microalgas e nutrifisiologia aplicada.
Segundo Flavio Maia, CEO do Grupo Casa Bugre, a feira representa um ambiente estratégico para aproximar inovação e produção agrícola.
“A Hortitec é um dos principais pontos de conexão entre ciência, inovação e o produtor rural. Para o Grupo Casa Bugre, estar presente nesse ambiente é a materialização do nosso propósito: conectar o conhecimento científico às necessidades reais do campo. É nesse contato direto com o produtor que conseguimos levar nossas novas tecnologias, soluções e inovações, contribuindo para uma agricultura mais eficaz, rentável e sustentável. Mais do que apresentar produtos, a feira nos permite ouvir, entender e evoluir junto com quem está no dia a dia da produção”, afirma.
Inovação em nutrição vegetal e microalgas
Entre os lançamentos anunciados está o AgLithis, solução nutricional baseada em nanotecnologia. O produto foi desenvolvido para fornecer cálcio de alta eficiência às plantas. Dessa forma, atua diretamente nos processos fisiológicos das culturas. Além disso, favorece a absorção e o aproveitamento dos nutrientes. Como resultado, contribui para ganhos de produtividade, uniformidade e qualidade.
Outro destaque será o Argemiro, novo porta-enxerto da Bayer Seminis para pimentões. O material foi desenvolvido para proporcionar maior vigor vegetativo e estabilidade produtiva. Assim, busca atender às demandas dos produtores por mais segurança no manejo. Além disso, oferece melhor desempenho agronômico.
O Grupo Casa Bugre também levará à feira sua linha de BioPotencializadores com tecnologia de microalgas. Entre os produtos apresentados estarão o AfiMax, o OrusMax e o MiMax, desenvolvidos para potencializar a eficiência dos manejos fitossanitários e ampliar o desempenho dos inseticidas.
Na área de bioestimulantes, a empresa exibirá os produtos Stimulife Impetus, Stimulife Robust e Stimulife Rizogen. Já o Active31 será apresentado como uma solução prebiótica para o solo. O produto foi formulado para estimular a microbiota da rizosfera. Além disso, favorece o desenvolvimento de microrganismos benéficos próximos às raízes.
De acordo com Everton Campos, diretor de Marketing e Inovação do Grupo Casa Bugre, as microalgas oferecem benefícios em diferentes frentes da produção agrícola.
“As microalgas atuam como bioestimulantes e biopotencializadores, induzindo respostas fisiológicas que fortalecem a planta, aumentam a tolerância a estresses e melhoram a eficiência do manejo”, afirma.
Além disso, compostos bioativos presentes nas microalgas auxiliam na redução do estresse oxidativo das plantas e favorecem a translocação de nutrientes, contribuindo para frutos mais firmes, uniformes e com maior vida pós-colheita.
Agricultura 6.0 e eficiência no uso de nutrientes
A Agrilife, empresa do Grupo Casa Bugre, também apresentará tecnologias voltadas à nutrifisiologia aplicada. Além disso, destacará o conceito de Nutrient Use Efficiency (NUE). Esse indicador mede a eficiência com que os nutrientes fornecidos são convertidos em produtividade.
Entre as soluções que estarão em exposição estão os produtos AgBasis, AgFortis, AgMaturis e AgGranum. As tecnologias foram desenvolvidas para atuar em diferentes fases do ciclo produtivo, promovendo desde o desenvolvimento radicular até a maturação uniforme de frutos e o enchimento de grãos.
Para Renato Opitz, diretor da HORTITEC, a feira desempenha papel estratégico para o desenvolvimento da cadeia hortifrutícola.
“A edição 2026 apresentará soluções tecnológicas para toda a cadeia, em especial para o produtor que quer manter a produtividade elevada e ampliar sua competitividade no mercado. Isto porque a HORTITEC é um ecossistema hortifrutícola com muitas oportunidades de atualização, de novos negócios e, também, de network, ao atrair e reunir quem tem real interesse no setor”, destaca.
Além das inovações tecnológicas, a HORTITEC 2026 contará com a presença de instituições financeiras. Elas oferecerão linhas de crédito voltadas ao investimento e ao custeio rural. Dessa maneira, os produtores poderão ampliar o acesso a recursos para modernização das propriedades. Também será possível acelerar a adoção de novas tecnologias.
A feira também reunirá empresas ligadas à agricultura de precisão, inteligência artificial, bioinsumos, rastreabilidade, irrigação e automação. Além disso, estarão presentes companhias dos segmentos de genética, biotecnologia, defensivos, embalagens e maquinários. Assim, a HORTITEC reforça seu papel como um dos principais hubs de conhecimento e negócios do agronegócio brasileiro.
Serviço
HORTITEC 2026
Data: 17 a 19 de junho de 2026
Horário: 17 e 18 de junho, das 9h às 19h; 19 de junho, das 9h às 17h
Local: Parque de Exposições da Expoflora – Holambra (SP)
Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (estudantes e pessoas com mais de 60 anos)
Informações: hortitec.com.br