Tag: frango

  • Preço de filé? Entenda o recorde do valor do ovo

    Preço de filé? Entenda o recorde do valor do ovo

    O preço do ovo continua em alta. Após alcançarem valores recordes diários, as médias mensais também são as maiores da série do Cepea, em termos nominais. Em valores reais, ajustados pelo IGP-DI de janeiro, os preços de fevereiro (até o dia 26) atingiram patamares históricos em Mirandópolis/Guararapes (SP) e na Grande Belo Horizonte (MG). O Cepea monitora essas regiões desde 2013.

    Na segunda quinzena de fevereiro, as vendas para o varejo desaceleraram. Segundo agentes do setor, o repasse dos altos custos ao consumidor reduziu a demanda. Além disso, o menor poder de compra da população neste período do mês também impactou as negociações. Apesar disso, os estoques seguem baixos, embora os preços tenham recuado em algumas regiões.

    Pesquisadores do Cepea alertam para os impactos da onda de calor prevista nos próximos dias. As altas temperaturas comprometem o bem-estar das aves, reduzem a produção e afetam a qualidade dos ovos, especialmente a resistência da casca. Colaboradores do Cepea relatam aumento na mortalidade de galinhas em algumas regiões devido ao calor intenso.

    Frango: Preço da carne se sustenta em algumas regiões

    O mercado de frango apresentou oscilações em fevereiro. Dados do Cepea indicam que as cotações variaram entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas. Comparando a média parcial de fevereiro (até o dia 26) com a de janeiro, algumas praças registraram aumento nos preços. A alta foi impulsionada pela demanda maior no início do mês, com o recebimento de salários, e pela oferta limitada do produto.

    No entanto, em outras regiões, a demanda enfraquecida no fim do mês pressionou os preços para baixo. Esse movimento anulou os ganhos registrados no início de fevereiro, conforme explicam pesquisadores do Cepea.

    No mercado de pintinho de corte, a forte demanda externa pelo frango brasileiro tem sustentado a valorização dos preços. Ou seja, o Cepea aponta que as exportações aquecidas mantêm o setor em alta, garantindo bons resultados para os produtores.

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  • Preços dos ovos atingem patamares recordes em fevereiro

    Preços dos ovos atingem patamares recordes em fevereiro

    Os preços dos ovos registraram fortes altas em fevereiro, atingindo níveis recordes em termos reais, segundo levantamento do Cepea. A oferta reduzida no mercado interno e a demanda aquecida impulsionaram as cotações na maior parte do mês.

    Nesta semana, o ritmo de vendas desacelerou, comportamento típico do período. No entanto, a baixa disponibilidade do produto ainda sustenta os preços nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. Além disso, a onda de calor que atinge diversas áreas do país preocupa o setor, pois pode afetar a produção, a qualidade e a durabilidade dos ovos.

    Preços dos ovos

    Entre 12 e 19 de fevereiro, o preço do ovo branco a retirar (FOB) em Santa Maria de Jetibá (ES) subiu 1,1%, alcançando R$ 236,21 por caixa na quarta-feira (19). No mesmo período, a cotação do ovo vermelho avançou 5%, chegando a R$ 276,54 por caixa. Ambas as médias são recordes reais da série do Cepea, considerando valores ajustados pelo IGP-DI de janeiro de 2025.

    Mercado de frango mantém estabilidade no atacado, mas preço recua

    O preço do frango inteiro resfriado no atacado da Grande São Paulo atingiu média de R$ 8,36 por quilo até 19 de fevereiro, uma leve queda de 0,4% em relação a janeiro. Apesar da retração, o ritmo de vendas segue estável, segundo agentes consultados pelo Cepea.

    Enquanto os preços da carne de frango apresentam leve enfraquecimento, a carne suína registra alta expressiva. Já a carne bovina acumula desvalorizações mais intensas no atacado da Grande São Paulo.

    Com esse cenário, o frango aumentou sua competitividade em relação à carne suína na parcial de fevereiro, mas perdeu espaço frente à bovina.

     

  • Chuvas impactam produção de banana no Paraná

    Chuvas impactam produção de banana no Paraná

    As fortes chuvas que atingiram o litoral do Paraná, no fim de semana passado, causaram prejuízos aos produtores de banana. A zona rural de Guaratuba, uma das principais regiões produtoras, registrou inundações que afetaram cerca de 1,5 mil hectares de bananais.

    Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Paulo Andrade, a qualidade da banana será comprometida. “Os bananicultores precisarão de um beneficiamento mais rigoroso, o que aumenta os custos e reduz o preço final da fruta”, explicou em artigo no Boletim de Conjuntura Agropecuária. Além disso, cerca de 80 hectares sofreram perda total, e a recuperação dessas áreas só deve ocorrer no final do ano.

    Produção de banana no Paraná

    O litoral concentra 59% da produção estadual de banana. Em 2023, foram colhidas 95 mil toneladas em 4,2 mil hectares. Guaratuba lidera a produção no Estado, com 77 mil toneladas colhidas em 3,2 mil hectares, principalmente na comunidade de Cubatão. Em geral, no ranking nacional, o Paraná ocupa a 13ª posição, com 160,8 mil toneladas colhidas no ano passado.

    Batata-doce e mandioca

    A batata-doce, conhecida pela resistência e alto potencial produtivo, foi cultivada em 1717 municípios brasileiros em 2023. A produção nacional alcançou 925,6 mil toneladas em 61 mil hectares. O Paraná ocupa a nona posição entre os maiores produtores, mas registrou queda na área cultivada e na produção nos últimos anos. A colheita passou de 84,4 mil toneladas em 2014 para 60,2 mil toneladas em 2023. As principais regiões produtoras são Curitiba, Londrina e Francisco Beltrão.

    Já o preço da mandioca caiu 4,2% em janeiro, passando de R$ 673,47 para R$ 645,17 por tonelada. Apesar da queda mensal, o valor é 15% superior ao registrado no mesmo período de 2023. Ou seja, com boas produtividades e preços em alta, a área plantada pode crescer no novo ciclo. Em resumo, a estimativa aponta uma produção de 4,1 milhões de toneladas, contra 3,69 milhões no último ano.

    Safra de soja avança no Paraná

    A colheita da soja segue em ritmo acelerado no Paraná. Dos 5,77 milhões de hectares estimados para a safra, ainda restam 3,8 milhões a serem colhidos. A maior parte das lavouras ainda no campo está no Sul do Estado, com 40% da área total, seguido pelo Norte, com 35%. Do total, 77% apresentam bom desenvolvimento, 20% têm condição mediana e 4% estão em estado ruim.

    Tilápia impulsiona setor de pescados

    Foto: Divulgação – Secretaria de Agricultua e Abastecimento do Paraná

    A produção de peixes cresceu no Paraná na última década, com destaque para a tilápia. A espécie representa 85% do Valor Bruto da Produção (VBP) do setor, que alcançou R$ 2,07 bilhões em 2023. O técnico do Deral, Edmar Gervásio, avalia que os investimentos da indústria de processamento devem dobrar o tamanho da atividade nos próximos três anos.

    Carne suína e bovina registram variações nos preços

    Os preços de cortes suínos monitorados pelo Deral caíram em janeiro após sete meses de alta. A redução foi de 0,7%, ou R$ 0,03 por quilo. O valor médio passou de R$ 22,22 em dezembro para R$ 22,19 em janeiro. Para fevereiro, a expectativa é de nova leve queda, mas os preços ainda devem ficar R$ 5,00 acima do registrado no mesmo período de 2024.

    No mercado de carne bovina, o Índice Regional de Preços do Paraná – Alimentos e Bebidas, do Ipardes, apontou alta de 0,75% em janeiro. O contrafilé subiu 0,91%, e a costela, 1,66%. Em contrapartida, o preço do patinho caiu 1,67% no período.

    Exportações de carne de frango crescem, enquanto carne de peru recua

    As exportações brasileiras de carne de frango aumentaram 1,3% em faturamento em 2024, alcançando US$ 9,742 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 3%, totalizando 5,1 milhões de toneladas. No segmento de carne de peru, houve queda de 8% no volume exportado, com 64,6 mil toneladas, e recuo de 23,3% na receita, somando US$ 153,8 milhões.

     

     

     

  • Preço dos ovos bate recorde com demanda firme e oferta baixa

    Preço dos ovos bate recorde com demanda firme e oferta baixa

    A combinação de baixa oferta e aumento da demanda impulsionou as cotações dos ovos ao maior patamar nominal da série histórica do Cepea. Na quarta-feira (12), diversas regiões registraram recordes, refletindo o movimento do mercado interno. Em termos reais, considerando a inflação, Santa Maria de Jetibá (ES) alcançou o maior preço da série.

    Pesquisadores do Cepea destacam que a oferta reduzida e as vendas aquecidas devem manter os valores elevados até a Quaresma, quando o consumo tradicionalmente cresce. No mercado externo, as exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, aumentaram em janeiro. Segundo a Secex, o volume embarcado foi o maior desde junho de 2023. No entanto, a exportação ainda representa menos de 1% da produção total, garantindo que a maior parte do produto continue no mercado interno.

    Demanda aquece mercado de frango em SP; calor reduz vendas no RS

    O mercado de carne de frango está aquecido na primeira quinzena de fevereiro em São Paulo. De acordo com o Cepea, a maior demanda, impulsionada pelo pagamento dos salários, e a oferta controlada elevaram os preços no atacado da Grande São Paulo.

    Em contrapartida, o forte calor em Porto Alegre (RS) tem limitado a comercialização. Consumidores evitam sair de casa, reduzindo a demanda no atacado. O adiamento da volta às aulas da rede estadual, devido às altas temperaturas, reforçou esse impacto. Diante desse cenário, alguns vendedores mantiveram suas tabelas de preços, mas, em momentos de baixa procura, concederam descontos para estimular as vendas.

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  • Exportações de ovos, frango e carne suína crescem em Janeiro

    Exportações de ovos, frango e carne suína crescem em Janeiro

    As exportações brasileiras de ovos, carne suína e carne de frango registraram crescimento significativo em janeiro de 2025, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que a retomada das importações por mercados tradicionais, aliada à abertura de novos destinos, tem impulsionado as exportações brasileiras de proteína animal. A expectativa é de que essa tendência positiva se mantenha ao longo de 2025, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais desses produtos.

    Exportações de ovos aumentam 22,1%

    Em janeiro, o Brasil exportou 2.357 toneladas de ovos (in natura e processados), representando um aumento de 22,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, que contabilizou 1.931 toneladas. A receita gerada alcançou US$ 4,186 milhões, um incremento de 22,8% comparado aos US$ 3,408 milhões registrados anteriormente.

    Os principais destinos foram Emirados Árabes Unidos, Serra Leoa, Estados Unidos, Japão e México, que recentemente abriu seu mercado para o produto brasileiro.

    Carne suína alcança recorde histórico

    As exportações de carne suína somaram 106 mil toneladas em janeiro, um crescimento de 6,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram embarcadas 99,6 mil toneladas. Este é o maior volume já registrado para janeiro, superando pela primeira vez a marca de 100 mil toneladas no período. A receita atingiu US$ 238 milhões, um aumento de 19,6% comparado aos US$ 199 milhões de janeiro de 2024. Os principais destinos incluíram China, Filipinas, Hong Kong, Japão e Chile.

    Carne de frango registra crescimento de 9,4%

    No segmento de carne de frango, as exportações totalizaram 443 mil toneladas em janeiro. Um aumento de 9,4% em relação às 404,9 mil toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior. Este é o maior volume embarcado na série histórica para o mês de janeiro.

    A receita alcançou US$ 826,4 milhões, representando um crescimento de 20,9% em comparação aos US$ 683,6 milhões registrados anteriormente. Os principais mercados foram China, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Japão e África do Sul.

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  • Preços dos ovos sobem mais de 20%; entenda

    Preços dos ovos sobem mais de 20%; entenda

    O mercado de ovos registra alta de preços superior a 20% em algumas regiões, segundo levantamento do Cepea. A combinação de oferta restrita e demanda aquecida tem impulsionado o setor. Produtores e distribuidores relatam dificuldades para atender à crescente procura.

    O aumento da demanda reflete principalmente o crescimento das vendas no atacado, que abastece redes varejistas e atacadistas. Ao mesmo tempo, a oferta controlada contribui para a valorização do produto. De acordo com agentes consultados pelo Cepea, o descarte de poedeiras mais velhas tem reduzido a disponibilidade doméstica, agravando o desequilíbrio entre oferta e demanda.

    Frango: avicultores paulistas enfrentam queda no poder de compra

    O poder de compra dos avicultores paulistas em janeiro diminuiu devido à desvalorização do frango vivo e ao aumento dos custos. Enquanto o milho registra alta nos preços, o farelo de soja permanece praticamente estável.

    A menor liquidez nas vendas de produtos avícolas nesta segunda quinzena de janeiro reflete a redução no poder aquisitivo da população. Esse cenário tem levado compradores a limitar a aquisição de novos lotes de aves para abate, conforme o levantamento do Cepea.

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  • Exportações de aves e suínos para o México devem seguir firmes

    Exportações de aves e suínos para o México devem seguir firmes

    A renovação do Pacote contra a Inflação e a Fome (PACIC) pelo governo mexicano deve manter aquecido o fluxo de exportações brasileiras de carne de aves e suínos para o México em 2025. Em resumo, apenas nos primeiros 11 meses de 2024, o Brasil exportou 247 mil toneladas desses produtos para o mercado mexicano.

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a renovação oficial do programa, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil. Criado há dois anos pela Secretaria de Fazenda e Crédito Público do México, o PACIC visa conter a inflação e evitar a escassez de alimentos, incentivando a importação de produtos essenciais, como carne de frango e suína.

    Com a prorrogação do programa, as condições atuais para importação permanecem. Não há cotas limitadoras e a tarifa continua zerada. O PACIC seguirá em vigor durante todo o ano de 2025.

    Desde sua criação, o acordo fortaleceu a parceria comercial entre Brasil e México. Entre janeiro e novembro de 2024, o país importou 205 mil toneladas de carne de frango. Ou seja, um crescimento de 18,8% em relação ao mesmo período de 2023. Já a carne suína alcançou 42 mil toneladas, alta de 49,7% no mesmo comparativo. Em geral, o volume gerou receitas de US$ 620 milhões.

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    Exportações para o México

    Atualmente, o México ocupa a sétima posição entre os principais importadores de carne de frango do Brasil e a décima posição para carne suína.

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou os esforços do Ministério da Agricultura para manter o Brasil como fornecedor estratégico no âmbito do PACIC. “As boas relações entre os países e a parceria sólida entre produtores brasileiros e importadores mexicanos indicam que o fluxo de carne de aves e suínos deve seguir positivo em 2025, beneficiando ambas as nações”, afirmou Santin.

     

  • Exportações do agro mineiro superam mineração pela primeira vez

    Exportações do agro mineiro superam mineração pela primeira vez

    As exportações do agronegócio mineiro ultrapassaram, pela primeira vez, o setor de mineração no ranking estadual. Em geral, de janeiro a novembro de 2024, as vendas externas do agro somaram US$ 15,7 bilhões, superando em 3% o desempenho da mineração, que fechou o período com US$ 14,5 bilhões.

    O agro representou 40,7% do total exportado por Minas Gerais até novembro. Portanto, em comparação com o mesmo período de 2023, o setor cresceu 19% em receita e 9% no volume exportado, atingindo 16 milhões de toneladas. Já a mineração respondeu por 37,7% das exportações, com 14,5 milhões de toneladas enviadas.

    Ou seja, o valor registrado até novembro já supera o recorde anual de 2022, quando a receita foi de US$ 15,3 bilhões. A média mensal de US$ 1,4 bilhão impulsionou esses resultados históricos. Além disso, a alta do câmbio nominal nos últimos meses favoreceu o desempenho do setor.

    Investimento em inovação impulsiona resultados

    Para Thales Fernandes, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, o resultado reflete investimentos em capacitação, produção sustentável e inovação. “Esses números consolidam Minas como uma potência na produção de alimentos. Em 2025, a valorização dos nossos produtos no exterior deve ampliar ainda mais essa vantagem”, afirmou.

    Novos produtos ganham destaque

    Café, açúcar e carne bovina seguem liderando as exportações. Contudo, novos produtos ganharam espaço, como sementes para semeadura, sêmen bovino, queijos, iogurtes, leite condensado e batatas preparadas.

    Água de coco, tapioca, cogumelos, inhame, azeitonas e grão de bico também ampliaram o portfólio exportador do estado, atendendo demandas internacionais.

    A China lidera as importações do agro mineiro, com US$ 3,9 bilhões, seguida por Estados Unidos (US$ 1,7 bilhão), Alemanha (US$ 1,3 bilhão), Bélgica (US$ 727 milhões) e Itália (US$ 669 milhões). Ao todo, 169 países compram produtos do agro mineiro.

    Café mantém liderança histórica

    O café segue como principal produto exportado, somando US$ 7,1 bilhões em receita, um aumento de 44,6% em relação ao ano anterior. Em volume, foram embarcadas 28,4 milhões de sacas, crescimento de 25%.

    Os principais compradores — Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão — aumentaram significativamente suas aquisições.

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    Carne bovina impulsiona setor de proteínas

    As exportações de carnes totalizaram US$ 1,4 bilhão e 414 mil toneladas. A carne bovina liderou, com US$ 1 bilhão e 240 mil toneladas exportadas, registrando aumentos de 20,4% no valor e 26,5% no volume.

    A carne suína também teve destaque, com o melhor resultado em oito anos: US$ 52,5 milhões e 26,5 mil toneladas exportadas.

    Já a carne de frango apresentou queda de 20% no valor e 18% no volume, totalizando US$ 269 milhões e 142 mil toneladas embarcadas.

    Desempenho do complexo soja e sucroalcooleiro

    As exportações do complexo soja somaram US$ 3,2 bilhões. Apesar de uma queda de 8,4% na receita, os embarques cresceram 9,5%. O farelo de soja teve alta de 9% na receita, atingindo US$ 230 milhões.

    O complexo sucroalcooleiro alcançou US$ 2,3 bilhões, com destaque para o açúcar, que representou US$ 2,2 bilhões. A Indonésia superou a China como principal destino, respondendo por 11% das vendas.

    Em resumo, o desempenho histórico do agro mineiro reflete diversificação, investimento e forte presença no mercado internacional, consolidando Minas Gerais como referência global no setor.

  • Cepea destaca tendências de mercado em novembro de 2024

    Cepea destaca tendências de mercado em novembro de 2024

    O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, divulgou as análises das agromensais de novembro de 2024. Ou seja, os estudos detalham os movimentos de mercado de produtos agrícolas e pecuários, destacando tendências de preços e demandas. Confira os principais destaques:

    Açúcar

    Os preços do açúcar cristal branco em São Paulo mantiveram alta na primeira quinzena de novembro. A demanda pelo açúcar Icumsa 150 aumentou, enquanto a oferta seguiu restrita devido às exportações. Portanto, esse cenário impulsionou os preços domésticos, que atingiram máximas nominais históricas.

    Algodão

    O algodão em pluma registrou alta nos preços em novembro, especialmente no final do mês. Em resumo, a valorização do dólar e a elevação da paridade de exportação reforçaram o interesse no mercado externo, reduzindo a disponibilidade no mercado doméstico.

    Arroz

    Ao mesmo tempo, os preços do arroz em casca caíram significativamente, voltando aos níveis nominais de maio. A baixa liquidez no mercado spot do Rio Grande do Sul refletiu a pressão compradora, apesar da resistência inicial dos vendedores.

    Café

    O café robusta alcançou valores recordes no Brasil em novembro. O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, registrou aumento de 11,05% em relação a outubro. Em resumo, o acumulado do mês mostrou alta expressiva de 23%, alcançando R$ 1.573,28 por saca.

    Etanol

    Após sete semanas de alta, o etanol hidratado teve queda na última semana de novembro, influenciado pelo aumento da oferta de algumas usinas em São Paulo. No entanto, o preço médio do hidratado em novembro subiu 3,91%, enquanto o anidro registrou alta de 2,41%.

    Frango

    Os preços da carne de frango atingiram os maiores patamares reais desde 2022. Ou seja, a competitividade frente às carnes bovina e suína impulsionou a valorização. Em São Paulo, o frango inteiro congelado teve aumento de 9,2%, alcançando R$ 7,99/kg no atacado.

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    Milho

    Os preços do milho subiram no início de novembro, sustentados pela retração vendedora. No entanto, a menor demanda na segunda quinzena interrompeu a alta em algumas regiões, com compradores já abastecidos reduzindo as aquisições.

    Ovinos

    Os preços do cordeiro vivo aumentaram em quase todos os estados, exceto São Paulo. A baixa oferta de animais e a valorização da carne de boi impulsionaram os valores. A carne ovina também registrou alta, refletindo a demanda de fim de ano.

    Soja

    Os preços da soja oscilaram em novembro. Na primeira quinzena, a demanda firme sustentou as altas. Já na segunda metade, indústrias retraíram novas compras, enfraquecendo as cotações.

    Trigo

    Com a colheita de trigo no Brasil quase encerrada, a menor oferta e qualidade aumentaram a necessidade de importações. Apesar da pressão nas cotações internas, o dólar valorizado deve elevar os custos de importação e dar suporte aos preços internos.

    As análises completas estão disponíveis no site do Cepea.

     

  • Brasil: Produção de carnes bovina, suína e de frango bate recorde

    Brasil: Produção de carnes bovina, suína e de frango bate recorde

    No 3º trimestre de 2024, o abate de bovinos atingiu um aumento de 15,3% em comparação ao mesmo período de 2023 e cresceu 3,9% em relação ao 2º trimestre de 2024. O total de cabeças abatidas chegou a 10,37 milhões, superando pela primeira vez a marca de dez milhões em um único trimestre. Além disso, os abates de suínos e frangos também cresceram, resultando no recorde na produção de carnes . Esses dados foram divulgados (05/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas Estatísticas da Produção Pecuária.

    Angela Lordão, gerente da pesquisa, afirmou: “O ano de 2024 está sendo de recorde no abate de bovinos e na produção de carne. Estamos nos encaminhando para um recorde anual, a depender do quarto trimestre.” Ela destacou que julho foi o melhor mês da série histórica, iniciada em 1997, para o abate geral.

    A boa oferta de animais se deve à retenção de fêmeas entre o final de 2019 e 2021. Lordão acrescentou que o setor ainda vive uma fase de baixa nos preços, especialmente do bezerro, o que desestimula a retenção de fêmeas.

    Em relação ao mesmo período do ano anterior, o abate aumentou em 1,37 milhão de cabeças. Dentre as 27 unidades da federação (UFs), 25 registraram crescimento no abate. O aumento no abate de fêmeas foi de 19,6%, enquanto o dos machos subiu 12,5%, influenciado pela queda nos preços dos bezerros.

    Angela ressaltou a forte demanda por carne bovina: “Estamos com exportações recordes, e aqui no mercado interno também temos observado um aumento do consumo per capita das famílias.” Sendo assim, as exportações atingiram um patamar inédito de 706,43 mil toneladas no trimestre, refletindo um aumento de 30,6% na comparação anual.

    Recordes produção de carnes de Suínos e Frangos

    O abate de frangos alcançou 1,62 bilhão de cabeças, representando um crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado e um acréscimo de 0,8% em comparação com o trimestre anterior. Este resultado, portanto, estabeleceu um novo recorde trimestral.

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    O abate de suínos também atingiu um novo marco com 14,95 milhões de cabeças abatidas, aumento de 2,1% em relação ao ano anterior e alta de 2,6% frente ao segundo trimestre.

    As exportações brasileiras de carne suína, sendo assim, voltaram a crescer e estabeleceram novo recorde trimestral. As vendas externas da carne de frango também se mantiveram elevadas no terceiro trimestre, alcançando o segundo melhor resultado na série histórica da Secex. “O Brasil tem aberto novos mercados para exportação de carne suína e é o maior exportador mundial de carne de frango”, afirmou Angela.

    Produção de Ovos Atinge Novo Recorde

    Além do recorde na produção de carnes, a produção de ovos de galinha chegou a 1,2 bilhão de dúzias no terceiro trimestre deste ano. Esse número, portanto, representa um aumento significativo: 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado e 3% na comparação com o trimestre anterior.

    Angela explicou: “A produção de ovos também foi recorde; eles são a proteína mais acessível para a população.” A oferta maior levou à queda dos preços dos ovos. Foram produzidas 111,94 milhões de dúzias a mais do que no terceiro trimestre do ano passado. Mais da metade das granjas (54,2%) dedicou-se à produção para consumo.

    Aquisição e Preço do Leite

    A aquisição totalizada foi de 6,30 bilhões de litros de leite cru. Embora tenha havido uma leve redução (0,3%) em relação ao terceiro trimestre do ano passado, houve um crescimento significativo (7,1%) comparado ao trimestre anterior. O preço médio pago ao produtor subiu para R$ 2,80 por litro.

    Angela destacou que a competição entre indústrias aumentou devido à oferta menor: “Com uma oferta menor no campo, temos uma competição maior pelas indústrias.” Minas Gerais apresentou recuperação na produção e continua sendo o maior produtor nacional.

    Crescimento na Aquisição de Couro

    Por fim, os curtumes receberam 10,55 milhões de peças no terceiro trimestre deste ano. Esse total representa um aumento significativo (17,4%) em relação ao mesmo período do ano anterior e alta (2,7%) frente ao segundo trimestre. Além disso, Angela explicou que o aumento no abate bovino naturalmente reflete no couro: “Esse incremento é justamente pelo maior número de cabeças abatidas.”