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  • Preço do milho sobe mais de 10% em fevereiro

    Preço do milho sobe mais de 10% em fevereiro

    O preço do milho registrou alta expressiva na última semana em diversas regiões acompanhadas pelo Cepea. Ou seja, a menor oferta no mercado spot e a maior procura impulsionam a valorização. Segundo pesquisadores do Cepea, vendedores recuam das negociações do milho, aguardando novas altas.

    Consumidores, por outro lado, enfrentam dificuldades para recompor estoques devido aos preços elevados. No campo, a colheita da safra de verão avança com o clima seco e quente. Dados da Conab mostram que, até 16 de fevereiro, 21,1% da área foi colhida, avanço de 7,8 pontos percentuais na semana. O índice se aproxima dos 21,4% registrados no mesmo período de 2023.

    Produtores de soja priorizam colheita e evitam grandes negociações

    Os produtores brasileiros de soja estão focados na colheita e seguem afastados das negociações no mercado spot. Muitos evitam vender grandes volumes neste momento. Segundo o Cepea, a incerteza sobre os preços para as próximas semanas preocupa o setor. O clima adverso na Argentina e no Paraguai pode reduzir a oferta desses países e favorecer as vendas do Brasil.

    Enquanto isso, compradores monitoram o mercado e adotam uma postura cautelosa. Para suprir necessidades imediatas, adquirem apenas pequenos volumes. A expectativa é que a safra recorde brasileira traga melhores oportunidades de negócios nos próximos dias.

    Feijão: preços caem, mas grãos de qualidade seguem valorizados

    O mercado de feijão carioca opera em extremos. Lotes comerciais registram queda nos preços devido ao alto volume de oferta e à qualidade inferior dos grãos. Já os feijões de melhor classificação seguem valorizados, refletindo a escassez no mercado.

    No segmento do feijão preto, produtores tentam manter os preços, mas a demanda enfraquecida impede uma recuperação consistente. A colheita da primeira safra avança nas principais regiões produtoras. Segundo a Conab, até 17 de fevereiro, 52,1% da área plantada já foi colhida no Brasil.

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  • Paraná lidera produção e importação de feijão

    Paraná lidera produção e importação de feijão

    O Paraná, líder na produção e importação de feijão no Brasil desde meados dos anos 90, está agora expandindo suas exportações do grão. De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, o estado é responsável por colocar essa leguminosa nas mesas dos brasileiros, atendendo a diversos paladares.

    Desde a década de 1990, o Paraná se consolidou como o maior produtor nacional de feijão. No entanto, até recentemente, sua exportação era limitada. Em contrapartida, as importações eram significativas; em 1997, por exemplo, superaram as 20 mil toneladas vindas principalmente da Argentina.

    Nos últimos anos, o cenário mudou: além de ser um grande importador — responsável por mais de 80% do feijão seco trazido do exterior — o estado começou a aumentar suas exportações. Em 2024, essas vendas externas somaram impressionantes 71 mil toneladas, mais que quintuplicando os números registrados em 2023.

    Destinos das exportações

    As principais destinações desses produtos foram Venezuela e México. A Venezuela adquiriu cerca de 25 mil toneladas enquanto o México comprou aproximadamente 21 mil toneladas. Embora Mato Grosso seja líder nas exportações nacionais com uma marca expressiva para a Índia (128 mil toneladas), também houve vendas significativas para outros países.

    Carlos Hugo Godinho do Deral destacou que “recentemente outra frente está tomando corpo: as exportações”, mostrando um aumento expressivo em relação ao ano anterior.

    Impacto econômico

    Esse crescimento nas exportações não apenas diversifica os mercados para os produtores paranaenses como também contribui positivamente para a economia local. Com sua liderança na produção nacional e agora um papel crescente no mercado internacional do feijão — mesmo sendo superado pelo Mato Grosso em volume total — o Paraná reafirma sua posição estratégica no setor agroalimentar brasileiro.

    A redução das importações locais nos últimos anos sugere uma melhoria na autossuficiência estadual ou ajustes nos fluxos comerciais internacionais que favorecem mais as vendas externas.

    Serviço

    • Exportação Total (2024): Cerca de 71 mil toneladas
    • Principais Destinos: Venezuela (25 mil t) e México (21 mil t)
    • Importância Nacional: O Paraná é responsável pela maioria das importações nacionais.

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  • Mulatinho, carioca, preto: conheça os tipos de feijão

    Mulatinho, carioca, preto: conheça os tipos de feijão

    O feijão é um alimento essencial na dieta brasileira, e sua variedade vai muito além do popular feijão carioca. Embora esse tipo seja o mais consumido no país, outras opções como o feijão preto, vermelho e fradinho também oferecem sabores distintos e benefícios nutricionais significativos.

    Segundo a engenheira de alimentos da Combrasil, Ana Rachel Bernardes, “todos esses feijões são ricos em nutrientes essenciais, como cálcio, ferro, fibras e carboidratos”, tornando-os fundamentais para uma alimentação equilibrada.

    Benefícios nutricionais de cada tipo de feijão

    Feijão preto

    Foto: Divulgação – CNA

    Amplamente utilizado na feijoada, o feijão preto é rico em ferro, ajudando no combate à anemia. Além disso, fornece fibras essenciais que promovem a saúde intestinal.

    Feijão carioca

    FBN
    Foto: Sebastião_Araújo/Embrapa

    Com formato arredondado e cor creme com pintas, o feijão carioca é versátil e fonte de proteínas, fibras e vitaminas do complexo B. Ele é conhecido por seu papel na prevenção da anemia e na manutenção da saúde digestiva.

    Feijão mulatinho

    Pequeno e de cor clara, o feijão mulatinho tem um sabor leve e é rico em ferro e potássio. É uma opção nutritiva para quem busca um grão menos robusto.

    Feijão fradinho

    Pequeno e oval, o feijão fradinho é famoso em pratos como o acarajé. Ele é uma excelente fonte de proteínas e contribui para a saúde cardiovascular devido ao seu teor de magnésio.

    Feijão branco

    Com sua cor clara e forma arredondada, o feijão branco é uma ótima fonte de fibras solúveis que ajudam no controle do colesterol. Também é rico em ferro e zinco.

    Feijão manteiga

    Conhecido por seus grãos grandes e amarelados, o feijão manteiga é cremoso e ideal para pratos tradicionais como a feijoada. Além de seu sabor marcante, é uma boa fonte de proteínas e fibras.

    Feijão vermelho

    Popular em diversas regiões do Brasil, o feijão vermelho possui um sabor marcante e é rico em ferro. Suas propriedades anti-inflamatórias fazem dele uma escolha saudável.

    Feijão mungo

    Conhecida no Brasil como feijão moyashi, feijão mungu, vielum, feijão mungu verde ou feijão-da-china (Vigna radiata) é uma planta leguminosa, muito utilizada na produção de brotos comestíveis, conhecidos como moyashi.

    Com a alta concentração de fibras, a leguminosa ajuda a reduzir o mau colesterol e regular a pressão, estabilizando o fluxo de sangue do nosso corpo e reduzindo as chances de doenças do coração.

    Feijão Jalo

    O jalo é consumido na região Centro-Oeste do Brasil e também é muito valorizado no Oriente Médio. Em sua composição, é uma fonte rica em fibras, ferro e compostos fenólicos

    A importância do feijão na dieta

    “Explorar a diversidade de feijões transforma as refeições em experiências ricas em sabores e nutrientes”, afirma Ana Rachel Bernardes. Cada variedade oferece benefícios únicos que contribuem para uma dieta equilibrada. Incluir diferentes tipos de feijão nas refeições pode não apenas enriquecer o paladar, mas também proporcionar nutrientes essenciais para a saúde.

    O Ministério da Saúde recomenda o consumo diário dessa leguminosa como parte de uma alimentação saudável, reforçando sua importância na dieta brasileira. Portanto, ao variar os tipos de feijão em suas refeições, você pode descobrir novas combinações deliciosas enquanto cuida da sua saúde.

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  • Novo indicador de preço do feijão aumenta transparência no mercado

    Novo indicador de preço do feijão aumenta transparência no mercado

    Produtores de feijão no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia agora contam com um indicador de preços atualizado diariamente. A ferramenta apresenta a média dos valores praticados nesses estados e facilita a tomada de decisão no setor. A iniciativa é coordenada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e apoio do Sistema FAEP. Os dados estão disponíveis no site do Cepea.

    O indicador abrange os preços da saca de 60 quilos dos feijões preto e carioca, levando em conta as características de produção de cada estado. No Paraná, o foco está no feijão preto, já que o estado responde por 70% da produção nacional.

    Com informações regionalizadas, os produtores podem planejar suas safras e vendas com mais segurança. “O indicador permite que o produtor conheça melhor os valores da região e tome decisões mais assertivas sobre comercialização, exportação e armazenagem”, explica Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.

    Metodologia para o indicador

    Para estruturar a metodologia, o Paraná foi dividido em quatro microrregiões homogêneas. Além disso, o Cepea, com apoio do Sistema FAEP, realizou reuniões presenciais nos sindicatos rurais de Castro, Clevelândia, Guarapuava, Mangueirinha, Pato Branco, Ponta Grossa e Prudentópolis. Os pesquisadores coletaram dados sobre preços e condições de negociação em diferentes localidades.

    “O Paraná teve papel essencial na caracterização do sistema de comercialização regional. Os sindicatos rurais mobilizaram os produtores, garantindo ampla participação”, destaca Ana Paula Kowalski, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP. Segundo ela, os produtores paranaenses representaram quase dois terços da amostra nacional.

    Lucilio Alves, pesquisador do Cepea, explica que o valor regional do feijão é obtido pela coleta diária de preços efetivos ou de ofertas de compra e venda. “O Cepea consulta produtores e compradores diariamente. Os valores passam por tratamento estatístico para gerar a média de preços à vista, sem ICMS”, detalha. Segundo ele, a divulgação dos preços aumenta a transparência nas negociações.

    Impacto para os produtores

    O novo indicador atende a uma demanda antiga do setor, que carecia de uma referência técnica para as negociações. Tiago Galina, vice-presidente do Sindicato Rural de Clevelândia, considera a ferramenta um avanço para o mercado. “Antes, havia grande variação de preços, o que desfavorecia os produtores. Agora, podemos planejar com mais segurança”, afirma. Em resumo, ele destaca ainda o aumento do interesse internacional pelo feijão preto, o que pode valorizar o produto.

    Edimilson Rickli, presidente do Sindicato Rural de Prudentópolis, reforça que a comercialização do feijão sempre enfrentou desafios por falta de informações confiáveis. “Com um preço referencial, o produtor pode avaliar se a oferta do comprador está dentro da média de mercado”, destaca.

    Em geral, líderes do setor acreditam que o acesso a informações detalhadas pode embasar políticas públicas voltadas à cadeia produtiva. “Com maior transparência, a pesquisa e o desenvolvimento de novas cultivares ganham impulso, fortalecendo o setor”, observa Galina.

    O pesquisador do Cepea reforça a importância da participação dos produtores na iniciativa. “Grandes e pequenos produtores podem contribuir enviando dados de negociação. Isso reduz a assimetria de informações e melhora o planejamento de mercado. Além disso, a longo prazo, também ajuda o poder público a estruturar medidas para fortalecer a cadeia do feijão”, conclui.

     

  • Proposta quer novo modelo para preços de arroz, feijão e mandioca

    Proposta quer novo modelo para preços de arroz, feijão e mandioca

    Uma nova proposta do senador Beto Faro (PT-PA) visa reformular o modelo de preços mínimos para arroz, feijão e mandioca no Brasil, considerando a variação cambial e as cotações internacionais. O objetivo é proteger os produtos essenciais da alimentação, garantir a rentabilidade dos agricultores e aumentar a atratividade econômica dessas culturas no mercado interno.

    O Projeto de Lei 123/2025 sugere que os preços mínimos sejam calculados com base nos custos de produção, ajustados pela flutuação do dólar e pelos preços internacionais. Caso haja uma queda nas cotações, os preços mínimos devem respeitar os custos de produção, assegurando uma rentabilidade mínima aos produtores. Além disso, o projeto determina que o Plano Safra inclua previsões sobre os volumes que o governo pretende adquirir para formar estoques públicos.

    Na justificativa do projeto, Faro destaca a redução da área cultivada com arroz, feijão e mandioca nas últimas três décadas. E alerta para os riscos à segurança alimentar no Brasil. Ele afirma que é crucial encontrar soluções institucionais para mitigar os efeitos negativos sobre a produção desses alimentos fundamentais.

    Atualmente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) define os preços mínimos com base em diversos fatores de mercado. A proposta de Faro busca criar maior simetria na atratividade econômica entre o mercado interno e as exportações. Além de não prejudicar o setor exportador ou gerar grandes custos para a União.

    O projeto ainda não chegou às comissões do Senado e, se receber aprovação, passará pela análise da Câmara dos Deputados antes da possível sanção presidencial.

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  • FBN: pesquisa avança no feijão capaz de fixação de nitrogênio

    FBN: pesquisa avança no feijão capaz de fixação de nitrogênio

    Pesquisadores brasileiros identificaram quatro linhagens de feijão com alta capacidade de fixar nitrogênio do ar, um processo natural que turbina o crescimento das plantas e reduz a necessidade de fertilizantes químicos. Essa descoberta abre caminho para o desenvolvimento de variedades de feijão mais sustentáveis e econômicas.

    O estudo, realizado em parceria entre a Embrapa e diversas instituições de pesquisa, revelou que as linhagens CNFC 15086, BRS Sublime, CNFC 15010 e CNFC 15003 apresentam altos índices de nodulação nas raízes. Esses nódulos são como “mini fábricas” onde bactérias benéficas, chamadas rizóbios, transformam o nitrogênio atmosférico em amônia, um nutriente essencial para o crescimento do feijão.

    As quatro linhagens serão utilizadas em cruzamentos com outras variedades de feijão já conhecidas por sua alta produtividade. O objetivo é criar cultivares que combinem o alto potencial de fixação biológica de nitrogênio com a capacidade de produzir grandes quantidades de grãos.

    FBN: uma alternativa sustentável e econômica

    A Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) é uma técnica que utiliza bactérias para capturar o nitrogênio do ar e disponibilizá-lo para as plantas. Essa prática é considerada uma alternativa sustentável aos fertilizantes nitrogenados. Eles podem causar impactos negativos no meio ambiente e representam uma parcela significativa dos custos de produção.

    Impacto bilionário da FBN

    De acordo com dados da Embrapa, a adoção da FBN em lavouras de soja gerou uma economia de bilhões de reais nas importações de adubos nitrogenados nos últimos anos. Essa tecnologia não apenas reduz os custos de produção, mas também contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa e para a conservação do solo e da água.

    A pesquisa da Embrapa representa um avanço importante para a produção de feijão no Brasil. Com o desenvolvimento de cultivares mais eficientes na FBN, os produtores poderão reduzir sua dependência de fertilizantes químicos. ALém de diminuir os custos de produção e promover uma agricultura mais sustentável e ecologicamente correta.

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  • Colheita de soja acelera e mercado registra alta liquidez

    Colheita de soja acelera e mercado registra alta liquidez

    A colheita de soja avança no Brasil, impulsionando a liquidez no mercado spot. No entanto, parte dos compradores evita grandes volumes, aguardando preços menores no próximo mês. Pesquisadores do Cepea indicam que essa expectativa se deve à possível safra nacional recorde. Na Argentina e no Paraguai, a colheita revela uma produção menor do que a projetada. O USDA revisou para baixo a produção global de soja da safra 2024/25, que caiu 0,8% em relação ao relatório anterior, totalizando 420,76 milhões de toneladas. O déficit hídrico prejudicou lavouras na Argentina e no Paraguai, reduzindo a oferta da oleaginosa.

    Produtores focam na colheita de milho; preços seguem firmes

    Os preços do milho continuam em alta na maior parte das regiões monitoradas pelo Cepea. Produtores concentram esforços na colheita da safra de verão e acompanham com preocupação a semeadura da segunda safra. O plantio pode ocorrer fora da janela ideal, impactando a produtividade e atrasando a oferta dos novos lotes. Compradores tentam recompor estoques, mas enfrentam resistência de vendedores, que pedem valores elevados. Além disso, a baixa disponibilidade de fretes dificulta as negociações, já que o escoamento da soja tem prioridade no transporte.

    Oferta de feijão cresce e preços recuam no mercado

    Os preços do feijão seguem em queda na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. O avanço da colheita da primeira safra e as projeções da Conab indicam maior oferta do grão em 2024/25, pressionando as cotações. No entanto, a demanda permanece estável. Pesquisadores do Cepea destacam que a escassez de feijão de alta qualidade sustenta os preços dos lotes selecionados. Regiões menos afetadas pelas chuvas mantêm valores mais firmes para esse tipo de produto.

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  • Produção de grãos deve crescer 9,4%, afirma a Conab

    Produção de grãos deve crescer 9,4%, afirma a Conab

    A safra brasileira de grãos em 2024/25 deve atingir 325,7 milhões de toneladas, um crescimento de 9,4% em relação à temporada anterior. Em resumo, o aumento reflete a expansão de 2,1% na área cultivada, que deve chegar a 81,6 milhões de hectares, e a recuperação de 7,1% na produtividade, estimada em 3.990 quilos por hectare. Portanto, se confirmado, esse volume será o maior já registrado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados fazem parte do 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (13).

    Milho

    A Conab estima uma produção total de milho de 122 milhões de toneladas, 5,5% acima da safra anterior. A colheita da primeira safra do cereal já alcança 13,3% da área plantada. Apesar da redução de 6,6% na área semeada para o milho 1ª safra, o ganho de produtividade compensou essa queda, resultando em uma colheita estimada de 23,6 milhões de toneladas. Na segunda safra, 18,8% da área prevista já foi semeada. As condições climáticas favoráveis devem garantir um crescimento de 2,4% na área plantada, impulsionando a produção para 96 milhões de toneladas, um aumento de 6,4%.

    O plantio do milho segunda safra avança conforme a colheita da soja, que já alcança 14,8% da área plantada. A produção da oleaginosa deve atingir 166 milhões de toneladas, um acréscimo de 18,3 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior. O crescimento resulta da ampliação da área plantada e da melhora na produtividade. O clima beneficiou a cultura em estados como Paraná, Santa Catarina e Centro-Oeste, enquanto Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul enfrentaram estiagem desde dezembro.

    Arroz

    A área de arroz deve atingir 1,7 milhão de hectares, um crescimento de 6,4% sobre a safra anterior. No Rio Grande do Sul, maior produtor do país, as altas temperaturas e a redução de água nos reservatórios preocupam, mas não impactam a produtividade até o momento. A Conab projeta uma produção de 11,8 milhões de toneladas, um aumento de 11,4% em comparação à safra passada.

    Feijão

    Para o feijão, a Conab espera uma colheita de 3,3 milhões de toneladas, considerando as três safras. A primeira safra está em diferentes estágios fenológicos, com 47% da área já colhida até 10 de fevereiro. A produção deve atingir 1,1 milhão de toneladas. O plantio da segunda safra está no início, e a projeção é de 1,46 milhão de toneladas, enquanto a terceira deve render 778,9 mil toneladas.

    Algodão

    No algodão, a área plantada deve crescer 4,8%, totalizando 2 milhões de hectares. A semeadura já ultrapassa 87% da área prevista. A produção de pluma pode chegar a 3,8 milhões de toneladas, um recorde histórico para a cultura. Para as culturas de inverno, as primeiras estimativas indicam que a produção de trigo deve atingir 9,1 milhões de toneladas. O plantio começa em abril no Paraná e em maio no Rio Grande do Sul, estados responsáveis por 80% da produção nacional.

    Mercado

    A produção de milho deve atender à crescente demanda interna, estimada em 86,9 milhões de toneladas. No entanto, a Conab projeta uma leve redução nas exportações, com embarques estimados em 34 milhões de toneladas na safra 2024/25. O aumento do consumo interno reduz a oferta para o mercado externo.

    No caso do arroz, a Conab revisou a área semeada, o que resultou em uma projeção de 11,8 milhões de toneladas. Portanto, o volume colhido garantirá o abastecimento nacional e permitirá um aumento nas exportações, estimadas em 2 milhões de toneladas.

    O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, com informações detalhadas sobre os mercados dos produtos, está disponível no portal da Conab.

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  • Feijão fica mais barato e alivia o bolso dos brasileiros

    Feijão fica mais barato e alivia o bolso dos brasileiros

    Em meio à alta dos alimentos, o feijão segue na contramão da inflação e se torna mais acessível. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que o preço da saca do feijão carioca caiu de R$ 331 em janeiro de 2024 para R$ 220 no mesmo período de 2025, uma redução de 33,5%. Ou seja, esse recuo está ligado ao aumento da oferta do grão, beneficiando tanto a segurança alimentar quanto o mercado de commodities.

    IBGE prevê aumento na produção de feijão em 2025

    O IBGE estima que a produção de feijão em 2025 alcance 3,4 milhões de toneladas, um aumento de 9,3% em relação à safra colhida em 2024. A primeira safra deve produzir 1,2 milhão de toneladas, enquanto a segunda deve atingir 1,4 milhão de toneladas. Já a terceira safra tem previsão de 775 mil toneladas.

    A área destinada à colheita da safra de verão (primeira safra) deve chegar a 1,3 milhão de hectares, um crescimento de 6,3% em relação a 2024. A produtividade também deve subir, com estimativa de rendimento médio de 880 kg/ha, um aumento de 23,1%.

    A Kicaldo, marca especializada em grãos, avalia que a queda nos preços amplia o acesso ao produto sem comprometer sua relevância. “O feijão é mais do que um alimento básico. Ele é uma fonte acessível de proteína vegetal de qualidade. A redução nos preços torna esse alimento nutritivo ainda mais presente na dieta dos brasileiros”, destaca Mauro Bortolanza, fundador da empresa e presidente da ABIFEIJÃO (Associação Brasileira das Indústrias de Feijão).

    Dia do Feijão incentiva consumo e reforça importância do grão

    O Dia do Feijão, celebrado mundialmente em 10 de fevereiro, foi criado pela ONU para incentivar o consumo desse alimento rico em nutrientes. Em geral, apesar da queda no consumo nos últimos anos, o Brasil segue entre os maiores produtores e consumidores do grão no mundo.

    Ao mesmo tempo, com a redução nos preços, especialistas acreditam que o feijão pode recuperar espaço na alimentação dos brasileiros. “O feijão é essencial. Além de seu valor nutricional, ele impacta diretamente a economia e o agronegócio. Precisamos resgatar seu valor e mostrar às novas gerações os benefícios do seu consumo”, reforça Bortolanza.

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  • Soja atinge menor preço desde março de 2024 com novas baixas

    Soja atinge menor preço desde março de 2024 com novas baixas

    Os preços da soja no Brasil registraram novas quedas e voltaram aos patamares reais mais baixos desde março de 2024. Segundo levantamento do Cepea, a desvalorização ocorreu devido ao avanço da colheita da safra 2024/25, à redução das retenciones sobre o complexo soja na Argentina e à desvalorização cambial. Esses fatores reduziram a demanda pela soja brasileira, afastando compradores. Além disso, o Ano Novo Chinês, iniciado em 29 de janeiro, deve manter o ritmo de negociações desaquecido nos próximos dias. Entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, até o dia 30, o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná acumulou queda de 6,2%, com a média atual a R$ 129,82 por saca de 60 kg, o menor valor desde março de 2024 em termos reais.

    Milho segue em alta com demanda aquecida

    Os preços do milho continuam em alta no mercado brasileiro, impulsionados pela retração dos vendedores e pela forte demanda. De acordo com pesquisadores do Cepea, muitos produtores estão focados na colheita da safra de verão e na semeadura da segunda safra. Ou seja, com isso há redução imediata da oferta do cereal. Enquanto isso, compradores buscam recompor os estoques, elevando a procura pelo produto. Na semana passada, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), voltou a se aproximar de R$ 75 por saca de 60 kg, refletindo esse cenário de oferta restrita e demanda firme.

    Feijão tem preços pressionados pela queda na qualidade

    As colheitas da primeira safra de feijão avançam no Brasil, mas as chuvas comprometem a qualidade dos grãos. Pesquisadores do Cepea apontam aumento na oferta de feijão manchado e brotado, o que pressiona as cotações. Levantamentos do Centro de Pesquisas indicam que, embora a comparação entre as médias semanais mostre desvalorização, houve certa estabilidade nos preços entre as duas últimas quintas-feiras. O feijão de melhor qualidade, escasso no mercado, se manteve com valores sustentados. No geral, produtores acompanham o ritmo do plantio da segunda safra, que pode influenciar as cotações nas próximas semanas.

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