Tag: feijão

  • Preços da soja caem com maior oferta na América do Sul

    Preços da soja caem com maior oferta na América do Sul

    As cotações da soja recuaram na última semana, conforme apontam levantamentos do Cepea. A pressão veio da menor liquidez e do avanço da colheita no Brasil e na Argentina. Mesmo com reações no preço FOB e nos prêmios de exportação, o movimento não sustentou os valores domésticos. Além disso, a queda de mais de 3% do dólar limitou as negociações da oleaginosa no mercado spot.

    Esse cenário afastou parte dos sojicultores brasileiros das vendas. Pesquisadores do Cepea explicam que muitos produtores apostam na recuperação dos preços nas próximas semanas. A expectativa se apoia na intensificação dos envios de soja para a China. De fato, a safra 2024/25 apresenta maior disponibilidade de grãos para exportação. Caso a guerra tarifária entre Estados Unidos e China se prolongue, o Brasil poderá aumentar suas vendas ao país asiático.

    Milho: cotações registram novas quedas com demanda enfraquecida

    O preço do milho também caiu na última semana, segundo dados do Cepea. A demanda enfraquecida e a maior oferta pressionaram as cotações no mercado interno. Os consumidores seguem afastados do mercado spot, aguardando melhores oportunidades para novas aquisições. Enquanto isso, os vendedores demonstram maior flexibilidade nas negociações.

    O otimismo com a segunda safra influencia essa postura. A maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, favorecida pelo retorno das chuvas em volumes adequados. Apesar dos preços mais atrativos que os da soja, o ritmo de negócios com milho permanece lento, destacam os pesquisadores do Cepea.

    Feijão: negócios lentos e colheita da primeira safra acima de 80%

    O mercado de feijão carioca de notas 9 ou superior segue com ritmo lento, conforme apontam pesquisadores do Cepea. A indústria adota cautela nas reposições, enquanto produtores restringem a oferta dos lotes de melhor qualidade. Essa estratégia tenta sustentar os preços, mas enfrenta dificuldades. O avanço da colheita e a maior disponibilidade de grãos de menor qualidade pressionam os valores para baixo. Segundo a Conab, até 19 de abril, a colheita da primeira safra de feijão já havia alcançado 83,2% da área plantada no Brasil.

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  • Maior oferta interna de soja acelera ritmo de negociações no Brasil

    Maior oferta interna de soja acelera ritmo de negociações no Brasil

    A colheita da safra 2024/25 de soja está próxima do fim e aumenta a oferta do grão no mercado nacional. Com isso, o ritmo de negociações no Brasil se intensificou nas últimas semanas, segundo pesquisadores do Cepea.

    Apesar do avanço, a liquidez poderia ser ainda maior. Ao mesmo tempo, a queda nos prêmios de exportação e a volatilidade cambial limitaram os negócios no mercado físico. Ainda assim, os preços da soja seguem firmes na maioria das regiões brasileiras. No campo, as atividades estão na reta final. De acordo com a Conab, até 12 de abril, 88,3% da área plantada havia sido colhida. Em resumo, o índice supera os 83,2% registrados no mesmo período do ano passado e a média de cinco anos, que é de 87,4%.

    Pressão dos compradores derruba preço do milho no mercado interno

    O preço do milho voltou a cair no Brasil, refletindo a postura mais cautelosa dos compradores. Segundo o Cepea, parte dos demandantes decidiu consumir os estoques e esperar novas quedas no spot.

    Mesmo os compradores ativos negociaram com preços menores. Os vendedores, por sua vez, demonstraram flexibilidade nos valores e prazos, priorizando os trabalhos no campo. No cenário climático, produtores seguem atentos à previsão de chuvas. Em geral, o retorno das precipitações pode amenizar os impactos do tempo seco registrado em março, principalmente no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

    A semeadura da segunda safra já foi finalizada. Já a colheita da safra de verão avança e atingiu 65,5% da área plantada. O percentual está acima da média dos últimos cinco anos, que é de 60,3%, segundo a Conab.

    Feijão: negócios seguem lentos e preços continuam em queda

    As negociações com feijão de nota 9 ou superior continuam pontuais no mercado brasileiro, conforme mostra levantamento do Cepea. Mesmo com produtores mantendo preços firmes nos lotes de maior qualidade, os valores seguem em queda. A maior disponibilidade do produto e a demanda retraída mantêm os preços sob pressão. No campo, a colheita da primeira safra está próxima do fim. A Conab afirmou que até 13 de abril, a colheita atingiu 79,2% da área nacional.

    As novas estimativas de oferta e demanda divulgadas pela Conab em abril indicam estabilidade na disponibilidade interna de feijão para 2025, com leve queda de 0,9%. Mesmo com redução nas segundas e terceiras safras, a produção da primeira safra deve sustentar a oferta nacional. A produção de feijão preto, por exemplo, deve crescer 20% este ano, reforçando a tendência de queda nos preços.

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  • Mapa apreende 32 toneladas de arroz e feijão irregulares em Araraquara

    Mapa apreende 32 toneladas de arroz e feijão irregulares em Araraquara

    Durante fiscalização de rotina, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 32 toneladas de arroz e feijão em Araraquara (SP). Os produtos apresentavam disparidade de tipo, ou seja, estavam classificados no rótulo como tipo 1, mas possuíam qualidade inferior. As auditores realizaram a ação em uma rede de supermercados de Ribeirão Preto e divulgaram os laudos nesta quinta-feira (17).

    Balanço da operação em Araraquara

    A equipe de fiscalização do Mapa apreendeu 4.595 pacotes de 5 quilos de arroz, totalizando 22.975 quilos. Uma empresa de Uberlândia (MG) embalou o produto, do tipo longo fino. Já uma empresa de Brodowski (SP) 9.200 embalou pacotes de feijão, com 1 quilo cada, do tipo cores. O produto também já está fora de circulação.

    Nos dois casos, os auditores constataram que os grãos não correspondiam à classificação informada nos rótulos. Em relação ao arroz, dois lotes apresentaram níveis elevados de grãos quebrados e quireras. Um deles registrou 23,33%, e o outro, 31,80%. A legislação só permite até 7,5% dessas imperfeições para que o arroz seja considerado tipo 1. Ou seja, com esses índices, os lotes deveriam ser classificados como tipo 2. Essa regra está no anexo VII da Instrução Normativa Mapa nº 6/2009, que define o Regulamento Técnico do Arroz.

    O feijão também apresentou graves irregularidades. Um lote tinha 3,57% de grãos mofados, ardidos e germinados, sendo que o máximo permitido para o tipo 1 é 1,5%. Outro lote continha 5,41% de grãos amassados, danificados, partidos e imaturos, quando o limite para tipo 1 é de 2,5%.

    A legislação vigente determina essas normas na tabela 1 da Instrução Normativa Mapa nº 12/2008, que estabelece o Regulamento Técnico do Feijão.

    Fraude contra o consumidor

    Segundo os fiscais, os produtos estavam sendo comercializados de forma enganosa, induzindo o consumidor ao erro. Ou seja, a rotulagem sugeria um padrão superior de qualidade, o que não correspondia à realidade. Em resumo, a apreensão seguiu o artigo 102 do Decreto Federal 6.268/2007 e o artigo 26 da Lei Federal 14.515/2022, conhecida como Lei do Autocontrole. As empresas envolvidas poderão ser punidas conforme o artigo 27 da mesma lei.

    O Mapa assegura às empresas o direito à ampla defesa durante o processo administrativo. Elas poderão solicitar análises periciais. Se confirmarem as irregularidades, os fiscais autuarão os responsáveis conforme o artigo 76 do Decreto 6.268/2007. Além disso, as empresas deverão substituir os lotes irregulares por produtos  que atendam aos padrões legais. Os alimentos fora do padrão voltarão às indústrias para reprocessamento, sob acompanhamento da fiscalização.

    A equipe do Mapa em Araraquara conduziu a operação. O objetivo é garantir transparência na cadeia produtiva e proteger o consumidor. Quem identificar alimentos suspeitos de má qualidade pode denunciar na plataforma Fala BR, disponível no site do Ministério da Agricultura. O sistema, gerido pela Controladoria Geral da União, permite envio de denúncias anônimas ou identificadas e tem ajudado nas ações de fiscalização.

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  • Dólar em alta e demanda externa elevam preço da soja no Brasil

    Dólar em alta e demanda externa elevam preço da soja no Brasil

    A valorização do dólar impulsionou os preços da soja no Brasil e no exterior na última semana. Em resumo, a moeda norte-americana superou os R$ 6, o que reforçou a alta nas cotações nacionais, segundo pesquisadores do Cepea. Apesar disso, a oscilação cambial reduziu o ritmo de negociações no mercado spot. Ou seja, parte dos agentes preferiu aguardar melhores oportunidades.

    Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro também reagiu ao cenário externo. Em 9 de abril, os Estados Unidos suspenderam tarifas recíprocas de vários países, incluindo o Brasil, por 90 dias. A medida excluiu a China. Por um lado, a decisão gerou alívio e aumentou as transações internacionais. Por outro, intensificou a guerra comercial com os chineses. A expectativa é de que a China busque novos fornecedores. Portanto, o Brasil, principal exportador de soja para o país asiático, pode se beneficiar diretamente desse movimento.

    Preços do milho reagem com avanço da demanda e produção recorde prevista

    Os preços do milho subiram em algumas regiões do Brasil, após semanas de queda. Segundo o Cepea, a retomada da demanda em praças como São Paulo sustentou os valores. Ou seja, compradores buscaram recompor estoques e garantir abastecimento antes dos feriados. Com isso, vendedores limitaram a oferta e elevaram os preços pedidos.

    A expectativa positiva para a produção também marca o cenário do milho. A Conab projetou safra de 124,74 milhões de toneladas em 2024/25. O volume representa alta de 8% frente ao ciclo anterior.

    Avanço da colheita pressiona preços do feijão no mercado nacional

    O avanço da colheita reduziu os preços do feijão em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Além disso, o ritmo de negócios também foi mais lento na última semana.

    No caso do feijão carioca, a colheita crescente e a cautela da indústria impactaram as cotações, mesmo com menor oferta de grãos de alta qualidade. Alguns produtores tentaram segurar a venda, especialmente de lotes em câmaras frias. No entanto, prevaleceu a necessidade de escoar grãos de qualidade inferior.

    Até 5 de abril, a Conab registrava 77,1% da área da primeira safra 2024/25 colhida no Brasil.

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  • Conab prevê safra recorde de grãos no Brasil

    Conab prevê safra recorde de grãos no Brasil

    A produção de grãos no Brasil deve alcançar um novo recorde na safra 2024/25. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para 330,3 milhões de toneladas. Ou seja, esse volume representa um crescimento de 32,6 milhões de toneladas em comparação com a safra 2023/24. Os dados constam no 7º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (10).

    Área e clima

    A maior produção se deve à expansão da área plantada e ao clima favorável. A área estimada é de 81,7 milhões de hectares, um aumento de 1,7 milhão de hectares em relação ao ciclo anterior. Além disso, as boas condições climáticas ajudaram no avanço da colheita da primeira safra. Ao mesmo tempo, favorecem o desenvolvimento das culturas da segunda safra. Com isso, a produtividade média deve crescer 8,6%, chegando a 4.045 quilos por hectare.

    Soja

    A soja lidera a produção e deve bater novo recorde no país. A Conab prevê 167,9 milhões de toneladas do grão, 20,1 milhões a mais que em 2023/24. O Centro-Oeste continua como principal polo produtor de soja. A região deve registrar produtividade média de 3.808 quilos por hectare, superando o ciclo 2022/23.

    Em Mato Grosso, a colheita já alcançou 99,5% da área cultivada. A produtividade chega a 3.897 quilos por hectare, a maior da história do estado. Em Goiás, a colheita cobre 97% da área, com produtividade de 4.122 quilos por hectare.

    Milho segunda safra

    Com a soja quase totalmente colhida, o milho segunda safra está próximo do fim do plantio. A produção total do cereal deve chegar a 124,7 milhões de toneladas, aumento de 9 milhões em relação à safra anterior. Em geral, somente a segunda safra de milho deve render 97,9 milhões de toneladas. O resultado combina uma área plantada maior, de 16,9 milhões de hectares, e recuperação de 5,5% na produtividade média, estimada em 5.794 quilos por hectare.

    Arroz

    A colheita do arroz também avança bem, com mais de 60% da área já colhida. O clima favorece o desenvolvimento da cultura nas principais regiões produtoras. Portanto, com bom manejo agrícola, a produtividade do arroz deve crescer 7,2%, atingindo 7.061 quilos por hectare. Além disso, a área plantada aumentou cerca de 7%, chegando a 1,72 milhão de hectares. Em geral, a produção esperada é de 12,1 milhões de toneladas, alta de 14,7%.

    Feijão

    A produção de feijão também deve crescer, mesmo com área estável em 2,86 milhões de hectares. A Conab estima produção total de 3,3 milhões de toneladas, aumento de 2,1%. Ou seja, a produtividade média do feijão deve passar de 1.135 para 1.157 quilos por hectare, refletindo melhores condições nas lavouras.

    Algodão

    No caso do algodão, a expectativa é de nova produção recorde. O plantio foi concluído em 2,1 milhões de hectares, 6,9% a mais que em 2023/24. A colheita da pluma deve chegar a 3,9 milhões de toneladas, 5,1% acima do ciclo anterior.

    Mercado acompanha crescimento na produção

    Com a estimativa de 124,7 milhões de toneladas de milho, a Conab revisou os dados de consumo e exportação do cereal. Em geral, o consumo interno deve alcançar 87 milhões de toneladas. Já as exportações estão projetadas em 34 milhões de toneladas. Mesmo com o aumento do consumo, o estoque final deve ser de 7,4 milhões de toneladas. O mesmo cenário se aplica ao algodão. Em resumo, o crescimento da produção deve elevar tanto o consumo quanto o volume estocado.

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  • Soja: tarifas reforçam queda nas cotações internacionais

    Soja: tarifas reforçam queda nas cotações internacionais

    As cotações futuras da soja e do farelo recuam na Bolsa de Chicago nas últimas semanas. O cenário reflete o avanço da colheita no Brasil, maior produtor e exportador global, e os estoques elevados nos Estados Unidos.

    Além disso, as novas tarifas de importação impostas pelos EUA aumentam a pressão sobre os preços. Segundo o Cepea, as retaliações comerciais devem intensificar ainda mais esse movimento de baixa nos próximos dias.

    No caso de produtos agrícolas, as tarifas tornam as compras nos EUA inviáveis. Com isso, países como a China buscam novos fornecedores. Essa mudança pode ampliar a demanda pela soja brasileira.

    No mercado nacional, os preços da soja também caíram. No entanto, o recuo foi limitado pela valorização dos prêmios de exportação, conforme apontam pesquisadores do Cepea. A maior procura externa pelo grão brasileiro impulsionou essa alta.

    Milho: demanda fraca pressiona preços em várias regiões

    Os preços do milho recuam na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea no início de abril. A queda ocorre principalmente devido à demanda enfraquecida.

    Consumidores, já abastecidos, reduziram as compras. Eles acompanham a colheita da primeira safra e aguardam novas quedas nos preços. Por outro lado, muitos vendedores seguem ativos no mercado spot, temendo desvalorizações mais acentuadas.

    Ainda assim, alguns produtores preferem limitar a oferta. Eles apostam na recuperação da segunda safra, que depende do clima. Nos últimos dias, o retorno das chuvas melhorou o potencial produtivo em algumas regiões.

    Além disso, as dificuldades logísticas diminuíram com o aumento da disponibilidade de caminhões, o que favorece o escoamento da safra.

    Feijão: feijão preto cai; carioca mantém estabilidade

    Os preços dos feijões preto e carioca seguiram caminhos opostos na última semana. De acordo com o Cepea, o feijão preto registrou queda, enquanto o carioca manteve estabilidade ou leve alta.

    A desvalorização do feijão preto decorre da maior oferta no mercado e da entrada da nova safra. As baixas mais acentuadas ocorreram no Paraná e em São Paulo, conforme indicam levantamentos do Cepea.

    Já o feijão carioca encontrou suporte nos estoques reduzidos e na disputa entre compradores por lotes de qualidade. Produtores mantêm os preços firmes, impulsionados pela baixa disponibilidade do grão.

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  • IPR Tapicuru: Paraná lança nova variedade de feijão

    IPR Tapicuru: Paraná lança nova variedade de feijão

    O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) apresentou oficialmente nesta quarta-feira (26) a nova cultivar de feijão IPR Tapicuru, desenvolvida para elevar a produtividade e a sustentabilidade na agricultura brasileira. Com rendimento superior a 4,5 toneladas por hectare e resistência a pragas, a variedade promete revolucionar o cultivo do grão no país.

    Destaques da IPR Tapicuru:

    • Ciclo rápido: colheita em 87 dias após o plantio.
    • Resistência: combate ferrugem, oídio, mosaico comum e tolera ácaro branco.
    • Mecanização facilitada: porte ereto e vagens altas (25 cm do solo).
    • Versatilidade: excelente desempenho em sistemas orgânicos.
    • Nutrição superior: alto teor de proteína, ferro e fibras.

    Grãos que conquistam o consumidor

    A IPR Tapicuru se destaca pela qualidade culinária: cozimento em 21 minutos, caldo espesso, sabor marcante e casca intacta. “É um avanço para a segurança alimentar e a economia das famílias”, afirmou Vania Moda Cirino, diretora de pesquisas do IDR-Paraná, durante o lançamento no Polo de Pesquisa e Inovação de Ponta Grossa.

    Com a nova cultivar, o estado agora oferece 11 variedades de feijão ativas no mercado, reforçando sua posição como maior produtor nacional do grão. Para 2025, a estimativa é de 983,5 mil toneladas colhidas em 520,8 mil hectares.

    Darci Piana, vice-governador do Paraná, destacou o impacto social: “Essa pesquisa beneficia milhões de pessoas e fortalece nossa missão de alimentar o mundo”. Já Márcio Nunes, secretário estadual da Agricultura, enfatizou: “Investir em ciência é garantir inovação no campo”.

    O IDR-Paraná iniciou pesquisas com feijão na década de 1970. Desde então, já lançou 42 cultivares, priorizando produtividade, adaptação climática e nutrição. A previsão é que as sementes da IPR Tapicuru cheguem aos produtores em 2026.

    Quando a semente estará disponível?
    • A partir de 2026, para todas as regiões produtoras do Brasil.
    Qual o potencial de rendimento?
    • Superior a 4,5 toneladas por hectare, mesmo em condições adversas.
    Quais os benefícios nutricionais?
    • Alto teor de proteínas (20% a mais que variedades convencionais), ferro e fibras.

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  • Soja: alta nos prêmios de exportação impacta no spot

    Soja: alta nos prêmios de exportação impacta no spot

    O mercado de soja registrou maior movimentação na última semana, impulsionado pelo aumento da demanda interna e externa. Segundo o Cepea, a valorização dos prêmios de exportação elevou os preços FOB nos portos brasileiros, amenizando as baixas no mercado spot. Em algumas regiões, os preços até se mantiveram estáveis. No entanto, a oferta elevada de soja e a desvalorização do dólar continuam pressionando as cotações, conforme apontam as pesquisas do Cepea.

    Milho: colheita da safra de verão limita ganhos nos preços

    A colheita do milho de primeira safra avança e aumenta a oferta do cereal, reduzindo os aumentos de preço em algumas regiões. Segundo o Cepea, em praças produtoras da safra de verão, as cotações chegaram a recuar. Apesar disso, as pesquisas indicam que as valorizações ainda prevalecem, sustentadas pela retração de vendedores, que priorizam o trabalho no campo e as entregas de soja. A colheita do milho de verão e a semeadura da segunda safra seguem em ritmo intenso e dentro da média histórica.

    Feijão: produtores mantêm firmeza e impulsionam cotações

    Os preços do feijão carioca de alta qualidade seguem em alta. De acordo com o Cepea, produtores mantêm as pedidas elevadas, apostando em novas valorizações diante da escassez de grãos superiores. Além disso, os pesquisadores apontam que esses lotes estão armazenados em câmaras frias e em regiões com boas colheitas, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Dados da Conab mostram que, até 16 de março, 61,8% da área plantada com feijão de primeira safra já havia sido colhida no Brasil.

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  • Colheita de soja avança e reforça estimativa de safra recorde

    Colheita de soja avança e reforça estimativa de safra recorde

    A colheita da soja avança rapidamente nas principais regiões produtoras do Brasil. Segundo o Cepea, a produtividade elevada se confirma em diversas praças, fortalecendo a projeção de safra recorde. Além disso, com a oferta em crescimento e compradores mais ativos, os negócios para entrega imediata ganharam ritmo. Em geral, a Conab estima a produção nacional em 167,37 milhões de toneladas, 0,8% acima da previsão de fevereiro e 13,3% maior que a safra 2023/24. Até 9 de março, 56,3% do total já haviam sido colhidos, segundo a Companhia.

    Estoques baixos e demanda aquecida elevam preço do milho

    Os preços do milho continuam em alta na maioria das regiões monitoradas pelo Cepea. Ou seja, os estoques reduzidos e demanda aquecida sustentam o movimento de valorização do cereal. No fim da semana passada, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) se aproximou dos R$ 90 por saca de 60 kg, nível registrado pela última vez em abril de 2022. A Conab estima estoques iniciais da safra 2024/25 em 2,04 milhões de toneladas, abaixo das 2,1 milhões previstas em fevereiro e distante das 7,2 milhões da temporada anterior. Em resumo, esse volume representa apenas 2,4% do consumo interno anual, projetado em 86,97 milhões de toneladas.

    Feijão carioca sobe com oferta restrita e demanda firme

    O preço do feijão carioca de alta qualidade segue em alta, impulsionado pela baixa oferta e pela demanda firme das empacotadoras. Segundo o Cepea, produtores mantêm postura cautelosa e buscam valores mais elevados nas negociações. A Conab projeta uma safra de 3,3 milhões de toneladas em 2024/25, aumento de 1,5% em relação ao ciclo anterior. Já as exportações somaram 14,9 mil toneladas em fevereiro, maior volume para o mês desde 1997. Apesar disso, o total representa queda de 61% frente a janeiro. Nos últimos 12 meses, os embarques acumulam 388,21 mil toneladas, um recorde histórico.

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  • Preços da soja sobem com demanda interna aquecida

    Preços da soja sobem com demanda interna aquecida

    Os preços da soja subiram no Brasil no fim de fevereiro, impulsionados pelo aumento da demanda interna. Ou seja, segundo os pesquisadores do Cepea, apesar da safra abundante na América do Sul, incertezas sobre a produtividade das lavouras ainda não colhidas pressionam o mercado. Além disso, o aumento dos custos logísticos e a possível redução da área plantada nos Estados Unidos, conforme indicou o USDA, sustentaram as cotações.

    Por outro lado, os derivados da soja tiveram comportamentos distintos. O preço do óleo subiu, impulsionado pela forte demanda dos setores alimentício e de biocombustíveis. Já o farelo de soja registrou queda, reflexo da cautela dos compradores, que aguardam o avanço da colheita para negociar novos lotes.

    Preço do milho sobe 17% e supera R$ 87 por saca

    Os preços do milho mantêm forte alta em diversas regiões acompanhadas pelo Cepea. No fim de fevereiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (base Campinas – SP) superou os R$ 87 por saca de 60 kg. Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização reflete a maior presença de compradores no mercado spot, os desafios logísticos e os estoques domésticos reduzidos.

    O estoque de passagem no Brasil está em queda expressiva. Dados da Conab apontam que, em janeiro de 2025, o volume disponível era de apenas 2,1 milhões de toneladas, 70% menor que no mesmo período de 2024. Nem mesmo o avanço da colheita da safra verão tem sido suficiente para elevar a oferta interna.

    Demanda por feijão de qualidade impulsiona preços

    O mercado de feijão segue aquecido, especialmente para grãos de maior qualidade. Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta de feijão carioca nota 9 ou superior está baixa, enquanto a demanda segue firme. Muitos produtores, no entanto, optam por segurar as vendas à espera de preços melhores.

    Esse cenário tem elevado os valores do feijão de qualidade em diversas regiões. Já os lotes comerciais, afetados por defeitos causados pelas chuvas de verão, registram desvalorizações. Em algumas regiões, a oferta elevada pressiona os preços para baixo. Em outras, a resistência dos vendedores evita quedas acentuadas.

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