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  • Produção de carne suína e frango deve bater recorde em 2025

    Produção de carne suína e frango deve bater recorde em 2025

    A produção de carne suína e de frango no Brasil deve atingir novos recordes em 2025. Com uma demanda internacional em alta e um mercado interno aquecido, aliado aos custos controlados pela queda nos preços dos grãos, a produção de carne suína é estimada em 5, 45 milhões de toneladas, enquanto a carne de frango deve atingir 15,51 milhões de toneladas.

    Os dados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), durante o evento “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2024/2025”. Segundo o estatal, o bom desempenho manterá a produção total das principais proteínas animais — frango, suíno e bovino — em cerca de 30,75 milhões de toneladas, volume estável quando comparado com o estimado para este ano.

    A Conab projeta ainda que as exportações de carne de frango aumentem 1,9%, alcançando 5,2 milhões de toneladas em 2025. O Brasil se beneficia de ser livre da Influenza Aviária em granjas comerciais, uma vantagem competitiva relevante, conforme destaques Gabriel Rabello , gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab.

    Além disso, a competitividade do produto brasileiro e o cenário cambial favorável impulsionam as vendas externas. No mercado interno, a oferta de carne de frango também deve aumentar, com uma alta projetada de 2,3%, totalizando 10,32 milhões de toneladas.

    Suinocultura acompanha crescimento no mercado externo

    Para a carne suína, o cenário é semelhante. Um recorde de produção permitirá um aumento tanto no mercado interno quanto nas exportações. A oferta doméstica deve crescer 1,1%, com 4,2 milhões de toneladas, enquanto as exportações podem chegar a 1,27 milhão de toneladas, um aumento de 3%. A diversificação de mercados contribui para esse resultado. Em resumo, a China vem perdendo participação nas vendas externas de carne suína. O país caiu de mais de 50% em 2020 para menos de 20% até agosto de 2024.

    Esse movimento também é observado na carne bovina, com os pecuaristas brasileiros ganhando novos mercados. Isso prejudica a participação da China de 50% para 44% nas exportações entre janeiro e agosto de 2023. Mercados como Emirados Árabes Unidos, Rússia, Filipinas e Estados Unidos se destacam como grandes compradores.

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    Carne bovina deve ter queda na produção

    Embora a demanda externa continue em alta, com um aumento de 2,5% nas exportações, chegando a 3,66 milhões de toneladas, a produção de carne bovina deve cair em 2025. Estima-se que a produção atinja 9,78 milhões de toneladas, devido ao ciclo pecuário, que deve iniciar um movimento de retenção de fêmeas, diminuindo a oferta de animais para diminuir no médio prazo. A disponibilidade internacional de carne bovina deverá ser de 6,2 milhões de toneladas.

  • Preços do milho sobem com colheita quase concluída

    Preços do milho sobem com colheita quase concluída

    Os preços do milho subiram nas principais regiões monitoradas pelo Cepea nos últimos dias. Na quinta-feira (22), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa para a região de Campinas (SP) atingiu R$ 60,12 por saca de 60 kg. Ou seja, esse valor não era registrado desde 9 de abril deste ano.

    Preços do milho

    Pesquisadores do Cepea apontam que, com a colheita da segunda safra praticamente finalizada, os produtores reduziram a oferta no mercado interno. Portanto, essa menor disponibilidade aumentou as cotações do cereal em várias regiões. No entanto, o avanço dos preços foi limitado pela fraca demanda, tanto interna quanto externa, segundo levantamentos do Cepea.

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    A Conab informou que os produtores já haviam colhido 96,4% da área nacional de milho até 18 de agosto. Os estados de Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná ainda estão finalizando os trabalhos no campo.

    Safra verão

    A Bayer anunciou o lançamento do híbrido de milho AG8707PRO4, voltado para a safra verão subtropical 2024/2025 na região Sul do Brasil. Em resumo, a novidade visa oferecer mais segurança e produtividade aos produtores que enfrentam adversidades climáticas e agronômicas, como as observadas na safra 2023/2024.

    A empresa anunciou o lançamento do híbrido de milho AG8707PRO4, voltado para a safra verão 2024/2025, com foco nos produtores da região Sul do Brasil, que buscam maior segurança para suas colheitas.

     

  • Hortaliças e frutas tem queda nos preços

    Hortaliças e frutas tem queda nos preços

    As hortaliças e frutas comercializadas nos principais mercados atacadistas do Brasil continuam a apresentar queda de preços por mais um mês consecutivo. De acordo com o 8º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta sexta-feira (16) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a média ponderada de preços caiu até 47,69% para a cenoura. E 43,96% para o tomate em julho em relação a junho.

    A redução no preço da cenoura é atribuída ao aumento da oferta do produto nos atacados, que cresceu 8,9% em julho. Esse aumento não se limita apenas a Minas Gerais, mas abrange outras regiões. No caso do tomate, a queda de preços também está relacionada a um aumento de 13% na oferta, resultando no maior volume registrado entre os meses de 2024.

    Batata e cebola

    A entrada da safra de inverno provocou uma reversão na tendência de alta dos preços da batata, que teve a maior baixa observada na Ceasa de Rio Branco, com uma queda de 35,57%. Em Fortaleza, a diminuição foi de 17,22%. Apesar disso, os preços da batata ainda permanecem elevados em comparação ao ano anterior, com o preço médio na Ceagesp (SP) subindo de R$ 3,46/kg em julho de 2023 para R$ 5,82/kg em julho deste ano, um aumento de 68%.

    Preços da batata ainda permanecem elevados em comparação ao ano anterior

    Para a cebola, a média ponderada de preços caiu 11,14%, com uma queda de 28,69% na Ceasa do Acre. O aumento da oferta, que cresceu quase 5% em relação a junho, contribuiu para a redução dos preços.

    Hortaliças e frutas

    A alface apresentou um aumento significativo na Ceasa de Fortaleza, com uma alta de 28,56%. No entanto, a média ponderada do mês teve um crescimento modesto de 1% em comparação com junho. Sete Ceasas registraram quedas nos preços, com destaque para Brasília (-28,28%) e Ceasaminas (-23,74%).

    Entre as frutas, a maioria apresentou queda de preços em julho, incluindo banana (-2,31%), maçã (-2,66%), mamão (-19,57%) e melancia (-3,27%). A maior oferta no mercado atacadista, combinada com a retração da demanda devido às férias escolares, foi o principal motivo para essa diminuição. No caso do mamão, a queda acentuada se deve à colheita em novas plantações.

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    Por outro lado, a laranja teve um aumento de 6,91% nos preços, impulsionado pela alta demanda para moagem, em um contexto de baixos estoques de suco.

    Exportações de frutas

    No acumulado do primeiro semestre de 2024, o Brasil exportou 491,8 mil toneladas de frutas. Isso representauma queda de 7,62% em relação ao mesmo período de 2023. O faturamento, no entanto, foi de US$ 628,89 milhões (FOB), um aumento de 3,73% em relação aos primeiros sete meses de 2023 e de 21,4% em relação ao mesmo período de 2022. A queda nas exportações se deve à menor oferta nacional de frutas importantes, como manga e uva. Mas a expectativa é de que o pico de embarques ocorra no segundo semestre, aumentando tanto o faturamento quanto o volume.

  • Guatemala busca apoio agrícola no Brasil

    Guatemala busca apoio agrícola no Brasil

    O governo da Guatemala está em busca de experiências brasileiras para aprimorar seu sistema de armazenamento agrícola, com o objetivo de garantir a segurança alimentar do país. Essa iniciativa faz parte da Reunião do Grupo de Trabalho de Cooperação Técnica Brasil-Guatemala, organizada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e pela Secretaria de Planejamento e Programação da Presidência da República da Guatemala (Segeplan). O evento ocorreu entre os dias 12 e 14 de agosto e contou com a participação de Marisson Marinho, coordenador de Relações Internacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Durante as reuniões, ficou estabelecido que a Conab auxiliará a Guatemala no aprimoramento de tecnologias de armazenagem e controle de qualidade dos produtos agrícolas. Marinho destacou a importância do sistema de armazenamento para a segurança alimentar e o fortalecimento dos produtores. “A armazenagem é fundamental para garantir um fluxo de abastecimento constante e oferece condições adequadas para manter a qualidade dos produtos, permitindo maior autonomia na comercialização”, afirmou.

    Seminário internacional

    Além das missões de compartilhamento de experiências, a expectativa é realizar um seminário internacional sobre armazenagem e controle de qualidade. Os participantes revisaram e aprovaram projetos de cooperação técnica que integrarão a pauta de colaboração entre os países para o biênio 2024/2026.

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    A Guatemala possui um setor agrícola diversificado, com destaque para a produção de café, açúcar, vegetais e frutas. O país enfrenta desafios, como a vulnerabilidade a desastres naturais e a necessidade de modernização das práticas agrícolas. O Brasil, como um dos principais parceiros comerciais da Guatemala, pode contribuir com tecnologias e práticas de armazenagem que ajudem a melhorar a eficiência e a segurança alimentar no país.

    As exportações entre Brasil e Guatemala têm crescido nos últimos anos, com o Brasil exportando principalmente produtos agrícolas, como grãos e carnes. A cooperação técnica entre os dois países pode fortalecer ainda mais esses laços comerciais, beneficiando tanto os produtores guatemaltecos quanto os brasileiros. Com a troca de experiências e tecnologias, ambos os países podem aumentar sua competitividade no mercado internacional.

    Potencial de exportações entre Brasil e Guatemala

    Além do Brasil, a Guatemala também busca aprimorar seu sistema de armazenamento agrícola, com a intenção de garantir a segurança alimentar. O país possui um setor agrícola diversificado, com destaque para a produção de café, açúcar e vegetais. O Brasil, como um dos principais parceiros comerciais da Guatemala, pode contribuir com tecnologias e práticas de armazenagem. Assim, aumentando as oportunidades de exportação entre os dois países. A cooperação técnica e o compartilhamento de experiências podem fortalecer ainda mais os laços comerciais, beneficiando tanto os produtores guatemaltecos quanto os brasileiros.

    Com a troca de conhecimentos e investimentos, Brasil e Guatemala têm a oportunidade de explorar o potencial de suas produções agrícolas. E também expandir suas exportações, promovendo um desenvolvimento sustentável e colaborativo na região.

  • Produção cai na safra atual. Saiba como isso afeta seu bolso

    Produção cai na safra atual. Saiba como isso afeta seu bolso

    De acordo com o 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de grãos deverá chegar a 298,6 milhões de toneladas na safra 2023/2024. Esse volume representa uma redução de 21,2 milhões de toneladas em comparação com a safra anterior, influenciada principalmente pela queda na produtividade média das lavouras devido às adversidades climáticas.

    Destaques por cultura

    • Milho segunda safra: produção estimada em 90,28 milhões de toneladas, com colheita avançada e acima de 90% da área cultivada. Produtividades variaram conforme época de plantio e pacote tecnológico utilizado.
    • Algodão: previsão de novo recorde de produção, estimada em 3,64 milhões de toneladas de algodão em pluma, devido ao aumento da área e melhores condições climáticas.
    • Feijão: produção total estimada em 3,26 milhões de toneladas, 7,3% superior a 2022/23. Segunda safra com potencial reduzido por doenças, mosca-branca e falta de chuvas.
    • Arroz: produção de 10,59 milhões de toneladas, aumento de 5,6% devido à maior área cultivada, apesar da produtividade prejudicada pelas adversidades climáticas.
    • Soja: produção de 147,38 milhões de toneladas, redução de 4,7% em relação ao ciclo anterior, devido aos baixos índices pluviométricos e altas temperaturas em áreas semeadas entre setembro e outubro.

    Mercado e exportações

    A Conab manteve estáveis as projeções do quadro de suprimentos para a safra 2023/2024, com exceção do milho, cuja estimativa de exportação foi aumentada em 2,5 milhões de toneladas devido à recente desvalorização do real.

    As exportações de arroz também podem ser afetadas pela questão cambial, com volume embarcado chegando a 175 mil toneladas em julho, contra 62 mil em junho. Porém, a menor disponibilidade interna do grão deve limitar as exportações até a safra 2024/2025.

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    O 11º Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024 da Conab aponta para uma redução na produção total, com variações entre as culturas. Mas mantém projeções estáveis para o mercado, com destaque para o aumento nas exportações de milho.

    Impacto na alimentação

    A redução na safra agrícola no Brasil está impactando diretamente o bolso dos consumidores, com o aumento dos preços dos alimentos em todo o país. Com a menor oferta de produtos como arroz, feijão, milho, frutas e legumes, os preços desses itens básicos têm subido. E isso pressiona o orçamento das famílias, especialmente as de baixa renda.

    Esse aumento nos preços dos alimentos é um dos principais fatores que contribuem para a inflação, afetando o custo de vida. Com a inflação em alta, o poder de compra dos brasileiros diminui, resultando em uma capacidade menor de adquirir produtos e serviços com a mesma renda.

    Além do impacto direto no consumidor, a queda na safra também afeta a cadeia produtiva do agronegócio. E influencia setores como transporte, logística e a indústria de alimentos. Isso pode levar a demissões e menos investimentos, agravando ainda mais a situação econômica.

    Para tentar contornar a escassez de alimentos, o Brasil pode ser obrigado a aumentar as importações. O que também encarece os preços, dependendo da cotação do dólar e das condições do mercado internacional. A combinação desses fatores pode resultar em uma maior instabilidade econômica, com efeitos mais severos para as famílias mais vulneráveis.

  • Produção recorde de carne bovina aumenta exportações e oferta interna

    Produção recorde de carne bovina aumenta exportações e oferta interna

    A produção de carne bovina deve alcançar 10,19 milhões de toneladas este ano, um aumento de 7,1% em relação a 2023. Ou seja, esse volume será um novo recorde na série histórica, superando a produção de 2006. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados nesta quinta-feira (25). O crescimento é atribuído ao auge do ciclo pecuário, com o pico do descarte de fêmeas esperado para 2024.

    Com a maior oferta, as exportações de carne bovina devem crescer 13,4%, chegando a 3,44 milhões de toneladas. Nos primeiros seis meses do ano, os embarques já somam 1,7 milhão de toneladas, um aumento de 25,77% em comparação ao mesmo período de 2023. Apesar do aumento nas vendas internacionais, o mercado interno também se beneficiará. Isso porque a Conab prevê um aumento de 4,2% na disponibilidade interna, totalizando 6,82 milhões de toneladas.

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    Produção de carne suína

    A produção de carne suína deve atingir aproximadamente 5,4 milhões de toneladas, um crescimento de 1,9%. Esse aumento permitirá a elevação tanto nas exportações quanto no mercado interno, projetadas em 1,3 milhão de toneladas e 4,18 milhões de toneladas, respectivamente. Se as estimativas se confirmarem, as vendas externas e a disponibilidade interna de carne suína alcançarão novos recordes.

    Avicultura

    Para a avicultura de corte, a produção deve se manter estável em cerca de 15 milhões de toneladas. As exportações devem permanecer em torno de 5 milhões de toneladas, enquanto a disponibilidade interna deve ficar na faixa de 10 milhões de toneladas.

    Com isso, a produção das três principais carnes do país deve totalizar 30,77 milhões de toneladas este ano. Esse volume representa um crescimento de 3,5% em relação a 2023, estabelecendo um novo recorde na série histórica. Esse incremento resultará em uma elevação da disponibilidade interna, estimada em 21,12 milhões de toneladas, garantindo o abastecimento do mercado brasileiro. Porém, as exportações também devem crescer cerca de 5,2%, atingindo 9,73 milhões de toneladas.

    Edegar Pretto, presidente da Conab, destacou que o aumento da produção de carnes no país pode reduzir os preços ao consumidor. “Com a produção recorde, teremos mais carne no mercado, o que deve baixar os preços para os consumidores e aumentar as exportações, beneficiando a economia brasileira”, afirmou.

    Produção de ovos

    A Conab estima que a produção de ovos em 2024 atinja um novo recorde, chegando a 42 bilhões de unidades. Ou seja, um aumento de 2% em relação ao ano passado. Portanto, esse maior volume resultará em uma maior oferta de ovos no mercado interno.

     

     

  • Indonésia busca ajuda brasileira para programa de alimentação

    Indonésia busca ajuda brasileira para programa de alimentação

    A Indonésia, visando criar um programa de alimentação para sua população, enviou representantes da BULOG Public Corporation ao Brasil para aprender sobre as políticas públicas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), buscando uma ajuda brasileira. O diretor de Política Agrícola da Conab, Sílvio Porto, apresentou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que apoia agricultores familiares, e a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), que assegura uma renda mínima aos produtores rurais.

    A Indonésia, com uma economia diversificada e setor agrícola significativo, busca otimizar sua segurança alimentar. A agricultura representa uma parcela importante da economia indonésia, empregando milhões e contribuindo significativamente para o PIB do país. A visita ao Brasil visa importar conhecimentos sobre gestão de sistemas de compras públicas e políticas de apoio à produção agrícola.

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    Conab realiza Missão Brasil-Angola

    Porto detalhou como a Conab utiliza recursos do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social para comprar alimentos de agricultores familiares e abastecer redes socioassistenciais. Em 2023, o governo brasileiro destinou mais de R$ 700 milhões para apoiar a agricultura familiar. O objetivo é incentivar projetos agroecológicos e orgânicos e promovendo a participação de mulheres e jovens rurais.

    A delegação indonésia, incluindo altos executivos da BULOG, participou de reuniões onde também foram discutidas a implementação da PGPM e outras ferramentas de apoio ao setor agrícola. A experiência brasileira, que combina políticas públicas eficientes com apoio direto aos agricultores, serve de modelo. A Indonésia busca desenvolver um programa de alimentação robusto e sustentável.

    É o Brasil servindo de exemplo para o mundo, mostrando que a ajuda brasileira pode colaborar na seguranã alimentar mundial.

  • Governo atualiza preços mínimos para produtos agrícolas

    Governo atualiza preços mínimos para produtos agrícolas

    O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou novos preços mínimos para os produtos de verão e regionais das safras 2024/2025 e 2025. Esses valores servirão como referência na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), garantindo uma remuneração mínima aos produtores rurais.

    O Conselho Monetário Nacional fixou os novos valores após votar a proposta enviada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A Portaria n° 700, que oficializa os novos preços, foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (16).

    Entre os produtos com novos valores estão milho, soja, sorgo, algodão, arroz, borracha natural, látex, cacau, feijão, leite, mandioca e diversas outras culturas e sementes. A medida abrange todas as regiões do Brasil e é válida de julho deste ano até dezembro de 2025.

    Para definir os novos preços mínimos, a Conab considerou fatores como os custos variáveis de produção e condições de mercado. Os reajustes na tabela variam entre -11,86% para a soja (saca de 60Kg) e 14,71% para a amêndoa de cacau no Centro-Oeste e Norte. O arroz teve uma variação de 5% no Sul (exceto Paraná) e de 10% no Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Paraná.

    O que é o PGPM?

    A Conab atualiza o preço mínimo anualmente e elabora as propostas para os produtos da PGPM e da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio). Segundo o artigo 5° do Decreto-lei n.° 79/1966, as propostas de preços mínimos devem considerar fatores que influenciam as cotações dos mercados interno e externo e os custos de produção, por exemplo.

    O governo define os preços mínimos antes do início da safra seguinte. Sendo assim, eles servem de orientação para os produtores sobre as decisões de plantio. Além disso, demonstra o compromisso do Governo Federal em adquirir ou subvencionar produtos agrícolas caso seus preços de mercado fiquem abaixo dos mínimos estabelecidos.

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  • Conab realiza Missão Brasil-Angola

    Conab realiza Missão Brasil-Angola

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está realizando, de 15 a 23 de julho, a Missão Brasil-Angola como parte do seu Programa de Cooperação Técnica. O objetivo principal é discutir o desenvolvimento de políticas de apoio à agricultura angolana.

    A abertura da semana de trabalho aconteceu na segunda-feira (15), no auditório do Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH) da Conab, em Brasília. A cerimônia contou com a presença de diretores da Conab, do embaixador da Agência Brasileira de Cooperação, da ministra Vanda Lopes, conselheira da Embaixada de Angola no Brasil, e do diretor de Departamento de Estudos, Planejamento e Estatística de Angola.

    Durante a programação, a Conab apresentará temas como levantamento e monitoramento de safra, análise de preços e mercado, capacitação em abastecimento, metodologia de custos de produção, Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), controle de qualidade, diagnóstico comparativo de leis e normas sobre estoques, além de diretrizes e sistemas relacionados à agricultura familiar brasileira.

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    A delegação angolana participará de visitas técnicas a cooperativas, produtores rurais e Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF). Eles também visitarão a Comunidade Engenho II no Quilombo Kalunga, em Cavalcante-GO, onde representantes apresentarão experiências da agricultura familiar por meio dos programas da Conab.

    As atividades da Missão Brasil-Angola se encerrarão na terça-feira (23), quando serão feitos encaminhamentos para a missão brasileira em Angola.

    Agricultura em Angola

    A agricultura em Angola é um setor crucial para a economia, empregando a maioria da população rural. O país possui vastas áreas aráveis, mas enfrenta desafios como a falta de infraestrutura, acesso limitado a tecnologias modernas e a necessidade de mais investimentos.

    As principais culturas incluem mandioca, milho, feijão, batata-doce e batata. Angola também cultiva café, algodão, cana-de-açúcar e frutas tropicais para exportação. O governo angolano está focado em diversificar a economia, impulsionando a produção agrícola e melhorando a segurança alimentar.

  • Produção de grãos no Brasil atingirá 299,27 milhões de toneladas

    Produção de grãos no Brasil atingirá 299,27 milhões de toneladas

    A produção brasileira de grãos deve atingir 299,27 milhões de toneladas na safra 2023/2024, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse volume representa uma queda de 6,4%, ou 20,54 milhões de toneladas a menos em relação ao ciclo anterior. Mesmo assim, a safra ainda será a segunda maior já colhida no país.

    A pesquisa de campo realizada no final de junho indicou uma variação positiva de 0,6%, ou 1,72 milhão de toneladas, em relação à pesquisa do mês anterior. O avanço da colheita das principais culturas, como milho segunda safra, gergelim e arroz, contribuiu para essa recuperação. No entanto, houve uma redução na produção de milho primeira safra, feijão, trigo, algodão e soja.

    O fenômeno El Niño foi o principal responsável pela quebra em relação ao ciclo passado. Ou seja, a intensidade do fenômeno afetou negativamente o clima desde o início do plantio, prejudicando as lavouras de primeira safra plantadas até o final de outubro nas principais regiões produtoras do país.

    Desempenho da produção de grãos

    A produção de soja está estimada em 147,34 milhões de toneladas, uma redução de 4,7%, ou 7,27 milhões de toneladas, em comparação com a safra anterior. Mato Grosso se destaca como o maior produtor, com 39,34 milhões de toneladas, enquanto a Bahia apresenta a maior produtividade, com 3.780 kg/ha.

    Já a produção de milho, incluindo as três safras, é estimada em 115,86 milhões de toneladas, 12,2% abaixo da safra 2022/23. Apesar da queda, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.

    A área cultivada total no país aumentou 1,5%, somando 1,21 milhão de hectares a mais em relação à safra passada. Os maiores crescimentos foram observados na soja, seguida de gergelim, algodão, sorgo, feijão e arroz. Em contrapartida, a área plantada com milho, trigo e outras culturas de inverno diminuiu.