Tag: CEPEA

  • Preços da laranja caem; tahiti sobe na entressafra

    Preços da laranja caem; tahiti sobe na entressafra

    O aumento da oferta de laranja de mesa pressiona os preços no mercado paulista. Ao mesmo tempo, a menor disponibilidade da lima ácida tahiti sustenta a alta das cotações. As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    A diferença na oferta entre as regiões produtoras de São Paulo explica os movimentos opostos nos preços das frutas cítricas. Enquanto a laranja registra queda nas cotações, a tahiti avança devido à oferta restrita.

    Agentes consultados pelo Cepea afirmam que a qualidade das laranjas de mesa, principalmente as de meia estação, segue boa. Além disso, essas frutas se aproximam do período de safra. No entanto, o avanço da maturação em algumas regiões reduz o poder de negociação dos produtores neste início de temporada. Por isso, os preços da fruta seguem pressionados.

    Tahiti

    Já a lima ácida tahiti apresenta qualidade elevada, mas enfrenta menor oferta por causa da entressafra. Dessa forma, a disponibilidade limitada mantém as cotações em alta. Além disso, pesquisadores do Cepea projetam uma produção menor na próxima safra, que começa após setembro.

    A expectativa envolve, principalmente, as regiões centro-oeste e norte de São Paulo. Essa previsão considera as induções realizadas no início do ano. Na ocasião, o clima chuvoso dificultou o processo e comprometeu o florescimento esperado, mesmo após a desfolha química.

  • Preços da carne bovina e suína caem; frango sobe

    Preços da carne bovina e suína caem; frango sobe

    O mercado atacadista da Grande São Paulo registra queda nos preços das carnes bovina e suína nesta parcial de julho. Em contrapartida, o frango resfriado acumula alta no mesmo período. O levantamento do Cepea considera as negociações realizadas entre 30 de junho e 14 de julho.

    O consumo doméstico moderado explica a retração das cotações das carnes bovina e suína. Além disso, o atacado costuma repor estoques com mais cautela na primeira quinzena de julho.

    No mercado bovino, a queda do preço da arroba reduz o ritmo das negociações. Ao mesmo tempo, a dificuldade para repassar os preços ao varejo também limita os negócios. Por outro lado, a oferta mais restrita de animais terminados e o bom desempenho das exportações impedem desvalorizações mais acentuadas da carne bovina.

    Carnes suína e de frango

    Na carne suína, as exportações seguem aquecidas. Entretanto, a demanda doméstica enfraquecida continua pressionando as cotações no mercado interno.

    Já o frango apresenta desempenho mais favorável. Conforme o Cepea, a proteína mantém preço mais competitivo que as demais carnes.

    Com isso, muitos consumidores substituem a carne bovina e a suína pelo frango. Como resultado, a demanda permanece firme e sustenta os preços.

    O que vem pela frente?

    Para a segunda quinzena de julho, o Cepea avalia que o mercado da carne bovina dependerá da demanda doméstica e da oferta de animais para abate. Se o consumo não reagir de forma consistente, a pressão sobre os preços das carnes bovina e suína deve continuar no atacado. Enquanto isso, o frango poderá manter a valorização caso a procura permaneça aquecida.

  • Etanol recua com avanço da moagem da cana

    Etanol recua com avanço da moagem da cana

    Os preços do etanol anidro e hidratado voltaram a cair com mais intensidade no mercado paulista. Segundo o Cepea, o clima favorável acelerou a moagem da cana-de-açúcar e ampliou a oferta do biocombustível.

    Além disso, a entrada de etanol de outros estados aumentou a disponibilidade do produto em São Paulo. Como resultado, as cotações sofreram maior pressão na última semana.

    Os pesquisadores do Cepea afirmam que as usinas de açúcar e etanol enfrentam forte pressão financeira. Os custos elevados e as altas taxas de juros desafiam a rentabilidade do setor. Esse cenário também amplia o endividamento das empresas sucroenergéticas. Afinal, as usinas dependem de recursos para manter as operações, investir e expandir a capacidade produtiva.

    Diante desse contexto, o Cepea avalia que o setor sucroenergético enfrentará um ambiente desafiador nos próximos meses.

    Açúcar mantém estabilidade com negociações pontuais

    Os preços do açúcar cristal branco permanecem praticamente estáveis no mercado paulista. Segundo o Cepea, os negócios seguem pontuais. Os compradores acompanham o ritmo da safra no Centro-Sul. Ao mesmo tempo, os vendedores mantêm posição firme e evitam reduzir os preços.

    Ainda conforme o Cepea, as chuvas registradas em maio e junho desaceleraram a colheita e a moagem da cana-de-açúcar. Por outro lado, as precipitações favoreceram o desenvolvimento dos canaviais que serão colhidos na segunda metade da safra.

  • Distribuição de insumos ganha destaque no Congresso Andav 2026

    Distribuição de insumos ganha destaque no Congresso Andav 2026

    A distribuição de insumos agropecuários estará no centro dos debates do 15º Congresso Andav 2026, que será realizado entre os dias 11 e 13 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Um dos destaques da programação será o painel “Distribuidor: Acesso ao Mercado”. O encontro reunirá empresários do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade diante das mudanças econômicas e das novas demandas do agronegócio brasileiro.

    O debate está marcado para o dia 12 de agosto, às 11h. Na ocasião, executivos que atuam em diferentes regiões do País compartilharão experiências sobre expansão de mercado, relacionamento com a indústria, acesso ao crédito, gestão empresarial e estratégias para ampliar a competitividade das empresas de distribuição.

    Além disso, o painel busca apresentar soluções práticas para um segmento que desempenha papel estratégico na conexão entre a indústria e o produtor rural.

    Distribuição amplia papel no agronegócio

    A distribuição de insumos ocupa uma posição estratégica na cadeia do agronegócio. O segmento conecta a indústria ao produtor rural, levando tecnologia, assistência técnica, soluções financeiras e serviços especializados ao campo.

    Nos últimos anos, as empresas ampliaram sua atuação para atender às novas exigências do mercado. Além da comercialização de insumos, passaram a oferecer ferramentas de agricultura digital, gestão de risco e consultoria técnica.

    Segundo o presidente executivo da Andav (Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários), Paulo Tiburcio, o distribuidor deixou de atuar apenas na venda de insumos. Hoje, ele exerce uma função mais ampla no desenvolvimento da atividade agrícola.

    “Além da comercialização de insumos, as empresas ampliaram sua atuação na oferta de assistência técnica, agricultura digital, soluções financeiras, gestão de risco e serviços especializados, tornando-se parceiras estratégicas do produtor rural em um ambiente de negócios cada vez mais complexo”, afirma.

    Ao mesmo tempo, o segmento enfrenta desafios importantes. Entre eles estão o aumento do custo do capital, a maior seletividade na concessão de crédito, a necessidade de ganhos de escala, a profissionalização da gestão e o processo de consolidação do mercado.

    Nesse cenário, Tiburcio avalia que a competitividade depende cada vez mais da capacidade de oferecer soluções integradas ao produtor rural.

    “Hoje, a competitividade da distribuição vai muito além da capacidade comercial. Ela passa pela qualidade do relacionamento com a indústria, pela proximidade com o produtor, pela oferta de serviços, pela gestão financeira e pela capacidade de compreender as diferentes realidades do mercado brasileiro. É essa visão prática que queremos levar ao Congresso”, destaca.

    Programação aborda desafios e oportunidades

    O painel integra a programação do Congresso Andav 2026, que terá como tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”. Durante os três dias de evento, representantes do agronegócio, da indústria, do mercado financeiro e da economia discutirão temas considerados estratégicos para o setor.

    Entre os assuntos previstos estão economia, crédito, reforma tributária, geopolítica, gestão de pessoas, bioenergia, inteligência de mercado e inovação. Além disso, será apresentada a Pesquisa Nacional da Distribuição Andav 2026, desenvolvida em parceria com o Cepea/Esalq-USP. O levantamento é considerado uma das principais referências sobre o mercado brasileiro de distribuição de insumos agropecuários.

    Por fim, a edição deste ano contará com quatro pavilhões e mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição. O congresso reunirá centenas de empresas, instituições e especialistas. Dessa forma, reforça seu papel como ambiente voltado à geração de conhecimento, relacionamento e oportunidades de negócios para o agronegócio.

    Serviço

    15º Congresso Andav 2026

    Data: 11 a 13 de agosto de 2026.

    Horário da plenária: 11 e 12 de agosto, das 10h às 16h45; 13 de agosto, das 10h às 16h.

    Horário da exposição: 11 e 12 de agosto, das 9h às 21h; 13 de agosto, das 9h às 18h.

    Local: Transamerica Expo Center.

    Endereço: Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo (SP), entrada pelo Pavilhão G.

    Outras informações: eventosandav.com.br

  • Suíno vivo atinge menor preço em quase 20 anos

    Suíno vivo atinge menor preço em quase 20 anos

    Os preços do suíno vivo seguiram em queda durante junho. Assim, o mercado acumulou o sexto mês consecutivo de desvalorização. Na região SP-5, que reúne Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, a cotação alcançou o menor nível real desde julho de 2006. O cálculo considera os preços corrigidos pelo IGP-DI de maio de 2026.

    A média mensal ficou em R$ 5,25 por quilo. O valor recuou 2,9% frente a maio. Além disso, registrou queda de 41,2% na comparação com junho de 2025. Em julho de 2006, o suíno vivo era negociado por R$ 5,14 por quilo na mesma região.

    Oferta elevada pressiona mercado

    Segundo o Cepea, o atual cenário confirma a tendência de baixa observada desde o início de 2026. Agentes consultados pelo Centro de Pesquisas informaram que o plantel de matrizes cresce há aproximadamente quatro anos. No entanto, a demanda doméstica não acompanha esse avanço.

    Exportações não absorvem excedente

    Além disso, as exportações seguem insuficientes para absorver o excedente de oferta. Como resultado, o mercado mantém pressão sobre os preços do suíno vivo. De acordo com o Cepea, esse desequilíbrio continua sustentando a trajetória de queda das cotações.

  • Preço do boi gordo sobe no primeiro semestre de 2026

    Preço do boi gordo sobe no primeiro semestre de 2026

    O preço do boi gordo encerrou o primeiro semestre de 2026 em alta. A baixa oferta de animais para abate, a valorização do bezerro e a demanda aquecida da China sustentaram as cotações em toda a cadeia pecuária.

    Os pesquisadores do Cepea destacam que o elevado abate de fêmeas também influenciou o mercado. Esse cenário reduz a disponibilidade futura de animais terminados e reforça a tendência de preços firmes.

    Baixa oferta impulsiona o mercado do boi gordo

    Durante os seis primeiros meses do ano, a oferta restrita de boi gordo pronto para abate deu sustentação aos preços. Ao mesmo tempo, a valorização do bezerro fortaleceu o mercado de reposição. Além disso, o elevado número de fêmeas destinadas ao abate deve limitar a oferta de animais nos próximos meses.

    A demanda internacional também contribuiu para esse movimento. A China manteve forte interesse pela carne bovina brasileira e ajudou a sustentar as cotações. Segundo o Cepea, esses fatores garantiram valorização em todos os segmentos da cadeia pecuária.

    Indicador do boi gordo registra alta no semestre

    Em junho, o Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ, no estado de São Paulo, fechou com média à vista de R$ 347,59 por arroba. O valor representa alta real de 4,6% sobre janeiro. Naquele mês, a média foi de R$ 332,14 por arroba, considerando a correção pelo IGP-DI de maio de 2026.

    Abril teve a maior cotação da arroba

    O Cepea informa que abril registrou o maior preço do semestre. Naquele mês, a arroba do boi gordo atingiu média real de R$ 365,93 em São Paulo. Os pesquisadores explicam que a transição da safra para a entressafra reduziu a oferta de animais terminados. Como resultado, os preços avançaram.

    Mercado contraria comportamento histórico

    A série histórica do Cepea, iniciada em 1997, mostra que os preços da arroba costumam cair entre janeiro e junho. Esse comportamento reflete a maior disponibilidade de animais para abate no primeiro semestre.

    Em 2026, porém, o mercado seguiu direção diferente. A oferta restrita de boi gordo manteve os preços elevados e contrariou a sazonalidade do setor pecuário.

     

     

  • Preço do leite ao produtor fica estável em maio

    Preço do leite ao produtor fica estável em maio

    O preço do leite ao produtor ficou praticamente estável em maio de 2026. A pesquisa do Cepea, da Esalq/USP, apontou média de R$ 2,6617 por litro.

    O valor recuou 0,45% em relação a abril. Além disso, ficou 3,8% abaixo do registrado em maio de 2025, em termos reais. Os dados consideram valores deflacionados pelo IPCA de maio.

    Sudeste e Centro-Oeste sustentam preços do leite

    O mercado apresentou comportamentos distintos entre as principais regiões produtoras do país. No Sudeste e no Centro-Oeste, os preços seguiram em alta durante maio. Nessas regiões, a produção permaneceu limitada pela sazonalidade.

    Além disso, muitos produtores reduziram investimentos após as margens apertadas registradas em 2025. Como resultado, a oferta continuou restrita.

    Esse cenário manteve a concorrência entre os laticínios pela compra de leite cru. Assim, as negociações permaneceram aquecidas nessas bacias leiteiras. Por outro lado, o Sul registrou queda nos preços. O clima favorável, as boas pastagens de inverno e a rápida recuperação da produção aumentaram a oferta.

    O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) avançou 0,07% entre abril e maio na Média Brasil. No acumulado de 2026, porém, o indicador registra queda de 13,7%.

    Custo de produção recua pela primeira vez em 2026

    O Custo Operacional Efetivo (COE) apresentou, em maio, a primeira queda do ano. Segundo o Cepea, o indicador recuou 1,39% na Média Brasil frente ao mês anterior. Apesar da redução mensal, o custo ainda acumula alta de 1,80% em 2026. O aumento no ano reflete despesas maiores com nutrição, sanidade e operações mecanizadas.

    Derivados lácteos registram queda nos preços

    Levantamento do Cepea, com apoio da OCB, mostrou recuo nos preços do leite UHT em maio. O produto perdeu 7,56% de valor em comparação com abril. Enquanto isso, a muçarela e o leite em pó permaneceram praticamente estáveis.

    A muçarela avançou 0,12%. Já o leite em pó registrou alta de 0,13%. Na primeira quinzena de junho, o movimento de queda ganhou força entre os derivados lácteos.

    Importações de lácteos crescem em maio

    As importações brasileiras de lácteos aumentaram 3,58% em maio. O volume alcançou 226,21 milhões de litros equivalente-leite (EqL). Na comparação com maio de 2025, o crescimento foi de 28%.

    As exportações também avançaram no período. O volume embarcado cresceu 45,33% e totalizou 5,81 milhões de litros EqL. Mesmo assim, o resultado ficou 21,42% abaixo do registrado em maio do ano passado.

    Expectativa aponta diferenças entre regiões

    O Cepea projeta comportamentos distintos para o mercado do leite em junho. A expectativa indica continuidade da queda nos preços no Sul. Por outro lado, Sudeste e Centro-Oeste devem manter tendência de alta até alcançar maior estabilidade.

  • Entenda a alta de preço do etanol pela terceira semana

    Entenda a alta de preço do etanol pela terceira semana

    As chuvas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar limitaram a produção de etanol no Centro-Sul brasileiro. Com menor oferta, os preços do biocombustível avançaram pela terceira semana seguida.

    Segundo o Cepea, as precipitações interromperam as atividades industriais em diversas usinas. Por isso, o processamento da cana perdeu ritmo e reduziu a disponibilidade de etanol. Como consequência, as usinas elevaram os preços ofertados ao mercado. Ainda assim, algumas unidades negociaram valores menores devido à liquidez limitada.

    Distribuidoras acompanham produção da nova safra

    Do lado da demanda, as distribuidoras mantiveram uma postura cautelosa durante as negociações. Os compradores acompanham o bom desempenho da produção de etanol na safra 2026/27 antes de ampliar as aquisições.

    Chuvas também favorecem preços do açúcar

    O mercado de açúcar cristal branco também reagiu às chuvas na última semana. As precipitações reduziram o ritmo da colheita e diminuíram a oferta do produto no mercado paulista à vista. Com isso, os preços registraram leve recuperação.

    Mesmo diante desse cenário, compradores continuam resistentes às negociações. Eles esperam novas quedas nos preços e mantêm a liquidez reduzida.

    Oferta elevada limita reação do açúcar

    Segundo o Cepea, o mercado ainda percebe uma oferta relativamente abundante de açúcar. Além disso, agentes destacam a expansão da produção de etanol de milho e a elevada capacidade instalada de açúcar no Centro-Sul.
    Esses fatores seguem limitando altas mais expressivas nos preços do açúcar, mesmo com a redução temporária da oferta provocada pelas chuvas.

     

  • Exportações de café caem 18% na safra 2025/26

    Exportações de café caem 18% na safra 2025/26

    As exportações brasileiras de café somaram 35,4 milhões de sacas na parcial da safra 2025/26. O período considera julho de 2025 a maio de 2026. A receita acumulada alcançou US$ 13,6 bilhões, segundo dados do Cecafé.

    O volume exportado ficou 18% abaixo da safra anterior. No mesmo intervalo de 2024/25, o Brasil embarcou 43 milhões de sacas.

    Preços elevados sustentam receita

    Apesar da queda nos embarques, a receita permaneceu praticamente estável. Na safra anterior, o faturamento atingiu US$ 13,7 bilhões. Segundo o Cepea, os preços elevados do café compensaram grande parte da redução no volume exportado. Dessa forma, o setor manteve um desempenho financeiro próximo ao registrado na temporada passada.

    Menor oferta reduz embarques

    O Cepea atribui a retração das exportações à menor produção da safra 2025/26. Além disso, os estoques nacionais permaneceram em níveis historicamente baixos. Ao longo da temporada, o mercado comercializou gradualmente o café disponível. Como resultado, restou pouco produto para novas negociações. Os pesquisadores destacam ainda que os produtores estavam capitalizados. Por isso, não demonstraram urgência para vender os volumes remanescentes.

    Nova safra avança no campo

    A colheita da safra 2026/27 ganhou força em maio. Com isso, as negociações da nova temporada avançaram de forma significativa. No entanto, o café recém-colhido ainda precisa passar por preparo e beneficiamento. Por essa razão, os negócios fechados não resultam em embarques imediatos. Segundo o Cepea, parte desse movimento pode aparecer nas exportações de junho. Mesmo assim, o impacto inicial deve ocorrer de forma limitada.

  • Soja ganha competitividade apesar de prêmio em baixa

    Soja ganha competitividade apesar de prêmio em baixa

    Os prêmios de exportação do óleo de soja seguem em níveis historicamente baixos, apesar da recuperação observada na última semana. Segundo o Cepea, os valores permanecem entre os menores da série histórica iniciada em junho de 2004.

    O cenário reflete a ampla oferta de óleo de soja na América do Sul. Além disso, a demanda por biodiesel no Brasil continua abaixo das expectativas do mercado. Mesmo com a pressão externa, a queda dos prêmios aumentou a competitividade do óleo brasileiro. Com isso, os embarques ganharam força no mercado internacional. Ao mesmo tempo, esse movimento limitou os efeitos de baixa sobre os preços domésticos.

    Colheita pressiona mercado do milho

    O início da colheita da segunda safra continua pressionando os preços do milho. Compradores atuam tanto no mercado interno quanto nos portos.

    De acordo com o Cepea, as médias parciais de junho, até o dia 18, são as menores do ano em várias regiões produtoras. Os consumidores acompanham o avanço da colheita e mantêm estoques suficientes para o curto prazo. Por isso, muitos agentes adiam novas negociações.

    As recentes quedas dos preços internacionais também reduziram a paridade de exportação. Enquanto isso, vendedores sem necessidade imediata de caixa restringem os negócios. Os produtores que ainda possuem espaço nos armazéns também negociam com cautela.

    El Niño pode afetar próxima safra de milho

    O fenômeno El Niño foi confirmado no Brasil e pode influenciar o desenvolvimento das próximas safras. No Sul, o clima pode elevar os volumes de chuva. Já no Centro-Oeste, o fenômeno pode provocar irregularidade das precipitações e aumento das temperaturas.

    Segundo o Cepea, esse cenário preocupa o setor em um período importante para a safra de verão. No Sul, o excesso de chuva pode prejudicar a semeadura do milho. No Centro-Oeste, atrasos na safra de verão podem comprometer o calendário da segunda safra. Nesse caso, o plantio poderá ocorrer fora da janela considerada ideal.