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  • Agrishow 2025 reunirá mais de 800 marcas

    Agrishow 2025 reunirá mais de 800 marcas

    Entre os dias 28 de abril e 2 de maio, a cidade de Ribeirão Preto (SP) sediará a 30ª edição da Agrishow — Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, considerada a maior vitrine de inovações para o agronegócio na América Latina. Com expectativa de receber 195 mil visitantes, o evento ocupará uma área de 520 mil metros quadrados e reunirá mais de 800 marcas nacionais e internacionais que apresentarão os mais recentes lançamentos em maquinário agrícola, soluções de automação e tecnologias embarcadas com foco em inteligência artificial.

    O slogan da edição 2025, O Futuro do Agro de A a Z, reflete o papel estratégico da feira no fortalecimento do setor, conectando produtores rurais a fabricantes, centros de pesquisa e empresas de tecnologia. Segundo João Marchesan, presidente da Agrishow e um dos fundadores do evento, a feira se consolidou como um espaço único na América Latina para troca de conhecimento e fechamento de negócios. Em 2024, foram mais de R$ 13,6 bilhões em intenções de compra registradas durante os cinco dias de evento.

    A seguir, confira os principais lançamentos e destaques de empresas que estarão presentes na Agrishow 2025:

    Inovações em máquinas agrícolas e soluções tecnológicas

    • Massey Ferguson

    A marca apresentará a nova barra do pulverizador MF 500R, com 42 metros de comprimento. O equipamento combina materiais como aço, alumínio e fibra de carbono para garantir mais leveza, resistência e menor desgaste, além de reduzir em até 29% o número de passadas no campo, aumentando a produtividade e minimizando a compactação do solo.

    • Caterpillar

    Celebrando 100 anos de fundação, a empresa trará à feira os modelos Cat 250 e Cat 260 — minicarregadeiras de nova geração com foco em eficiência e inovação tecnológica voltada à agricultura.

    • Fendt

    A colheitadeira Fendt IDEAL 25 será o principal destaque da marca, com sistema Dual Helix Processor e motores que operam a 1.900 RPM. A nova tecnologia promete reduzir o consumo de combustível e ampliar a área de trilha em 45% em comparação com outros modelos do mercado.

    • Marispan

    Com mais de cinco décadas de atuação, a fabricante apresentará atualizações em suas linhas de carregadores frontais e distribuidores de sólidos, incluindo automação e novos acessórios para trator.

    • Volare

    Líder na venda de micro-ônibus no Brasil, a Volare retorna à feira com modelos sustentáveis voltados ao transporte rural, como o Fly 10 GV (movido a GNV e biometano), o Attack 10 Híbrido (etanol/elétrico) e o Attack 10 Rural.

    • Indústrias Colombo

    A empresa levará soluções para colheita mecanizada de culturas como café, amendoim, feijão e milho. Com presença em mais de 60 países, a fabricante atua também por meio das marcas MIAC e AEMCO.

    • CLAAS

    A fabricante alemã, que celebra 10 anos de atuação no Brasil, destaca a produção de 500 mil colheitadeiras de grãos em sua história. Além disso, oferecerá atendimento especializado com foco em seu portfólio completo.

    • Toledo do Brasil

    Especializada em pesagem e automação, apresentará balanças rodoviárias, soluções para pesagem pecuária e sistemas de carregamento a granel com foco em gestão inteligente e conectividade no campo.

    • Hexagon

    Reconhecida por soluções em agricultura de precisão, robótica e IA, a Hexagon trará o display Ti10 — um painel de 10 polegadas com alta capacidade de processamento, capaz de integrar todas as ferramentas de gestão e monitoramento de máquinas agrícolas.

    • EuroChem

    A empresa de nutrição vegetal apresentará o fertilizante Croplex, desenvolvido no Brasil, além dos produtos premium Fertiva e Avigo. O portfólio é voltado para culturas como soja, café e cana-de-açúcar.

    Instituições financeiras e plataformas digitais fortalecem presença no agro

    • Sicredi

    Como principal agente privado de crédito do agronegócio, com R$ 101 bilhões em carteira, o Sicredi patrocina a Agrishow 2025 com soluções como o programa Pró-Trator e uma linha de consórcios que totaliza R$ 50 bilhões. A instituição conta com 2,8 mil agências no Brasil, sendo 400 no estado de São Paulo.

    • Cresol

    Comemorando 30 anos, a cooperativa destaca sua trajetória e apresenta condições especiais de crédito rural e consórcio para produtores. A Cresol já ultrapassou a marca de 1 milhão de cooperados em todo o país.

    • Broto

    A plataforma digital do Banco do Brasil marca presença com mais de 290 mil clientes cadastrados. Durante a feira, lançará o Clube Broto e promoverá palestras sobre tecnologia, sucessão familiar e tendências para 2025.

    A Agrishow é organizada pela Informa Markets e conta com o apoio das principais entidades do agronegócio brasileiro. Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Instituto Agronômico (IAC) e Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

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  • Sexta-feira será de chuva forte nas áreas agrícolas; confira

    Sexta-feira será de chuva forte nas áreas agrícolas; confira

    A sexta-feira será marcada por chuvas fortes em grande parte do Brasil. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Segundo o órgão, uma das regiões mais atingidas será o Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

    Desde o início da semana, as chuvas se concentram no sul da Bahia. No entanto, a partir da madrugada de sexta-feira, o cenário muda. As precipitações devem avançar para o interior do Nordeste, atingindo as principais áreas agrícolas da região.

    Essa mudança no clima ocorre devido à passagem de um sistema frontal no oceano. O fenômeno aumenta a umidade do ar, o que favorece a formação de chuvas tanto no Nordeste quanto no Norte do país.

    A previsão de chuvas significativas anima os produtores da região. Muitas áreas do Nordeste enfrentaram déficit hídrico durante o verão. No Matopiba, as precipitações devem impulsionar os cultivos de algodão e o milho da segunda safra, principalmente no Tocantins e no Maranhão.

    As lavouras de milho estão no período de floração. Já o algodão entra agora na fase de formação das maçãs. Portanto, as chuvas chegam em momento estratégico para garantir o bom desenvolvimento das plantações.

    Além disso, o sudoeste do Piauí e o oeste da Bahia também devem ser beneficiados. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), essas regiões ainda sofrem com restrição hídrica.

    Outro fator que contribui para o aumento das chuvas é a atuação mais intensa da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). O fenômeno deve provocar precipitações fortes na faixa norte e leste do Nordeste, com destaque para Maranhão, Piauí e Ceará.

    Chuvas também causam transtornos no Centro-Sul

    No Centro-Sul, as chuvas seguem provocando transtornos. De acordo com o Inmet, os maiores volumes devem atingir o litoral do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. A costa gaúcha continua com ventos fortes.

    No Sudeste e no Centro-Oeste, a previsão também é de chuvas intensas no fim da tarde. Os acumulados podem chegar a 50 milímetros em algumas áreas. As temperaturas devem subir levemente, podendo atingir 32 °C em Goiânia. A região serrana do Rio de Janeiro volta a ficar em alerta. Segundo o Inmet, as chuvas podem ultrapassar 100 milímetros.

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  • Artigo: a longa estrada entre o campo e o supermercado

    Artigo: a longa estrada entre o campo e o supermercado

    A conexão entre o agronegócio e o varejo brasileiro é mais do que estratégica — é vital para o funcionamento do mercado de alimentos no país. Essa relação, construída ao longo do tempo, é baseada em uma interdependência sólida: o agronegócio precisa do varejo para chegar ao consumidor final, enquanto o varejo depende da produção agrícola para manter suas gôndolas abastecidas com produtos frescos e de qualidade. Ainda que esse elo esteja cada vez mais fortalecido, ele enfrenta uma série de desafios estruturais, logísticos e culturais que impactam diretamente o dia a dia tanto de produtores quanto de supermercadistas.

    Entre os principais pontos positivos dessa relação, destaca-se o estreitamento de parcerias, sobretudo com pequenos produtores. Mercados menores, como redes regionais, muitas vezes encontram nesses fornecedores locais uma forma de garantir produtos mais frescos, preços mais competitivos e até mais agilidade no abastecimento. O contato direto elimina intermediários, o que pode beneficiar tanto o produtor — que recebe melhor remuneração — quanto o varejista, que reduz custos e fortalece a economia local. Isso é particularmente importante em estados como o Paraná, onde a força do agronegócio regional contribui significativamente para a cadeia de abastecimento dos supermercados. Uma relação de confiança e proximidade é essencial para garantir não só o fluxo contínuo de mercadorias, mas também a manutenção de padrões de qualidade. No entanto, o caminho entre o campo e a gôndola está longe de ser simples.

    Logística

    A logística ainda representa um gargalo significativo. Embora algumas regiões do Brasil contem com infraestrutura de transporte mais adequada, o cenário nacional é desigual. Em muitas áreas do país, a precariedade das estradas, a distância entre centros produtores e consumidores e a falta de alternativas modais encarecem o frete e comprometem o abastecimento.

    Empresário Pedro Della’Nora

     

    Dados da CNT (Confederação Nacional do Transporte) apontam que cerca de 65% das cargas no Brasil ainda são transportadas por rodovias, sendo que muitas delas estão em estado crítico de conservação. Isso faz com que o frete pese no bolso do consumidor e limite a competitividade do pequeno varejista.

    Armazenagem

    A situação se agrava com a falta de capacidade de armazenagem. Segundo levantamento da FAO(Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), o Brasil só tem capacidade para armazenar cerca de 65% da sua produção agrícola, quando o ideal seria 120%. Isso obriga os produtores a escoarem sua produção imediatamente após a colheita. Pressionando ainda mais a logística e gerando perdas de qualidade e aumento de custos. Em produtos perecíveis, como frutas, legumes e verduras, isso pode ser fatal para o varejo, que depende da entrega diária e da qualidade visual dos alimentos para conquistar o consumidor.

    Nesse sentido, a proximidade entre lavoura e ponto de venda torna-se um fator estratégico. Quanto mais local for o produtor, menores os custos com transporte, menores os riscos de perda e maior o frescor dos produtos. Essa lógica tem impulsionado redes regionais a investirem em relações mais próximas com produtores locais, muitas vezes de pequeno porte, capazes de abastecer com regularidade e flexibilidade. Para garantir que os alimentos cheguem em boas condições, também é necessário o uso de caminhões climatizados e investimentos em logística de refrigeração — outro desafio especialmente para redes menores ou mais afastadas dos grandes centros.

    Além dos obstáculos operacionais, o setor também enfrenta um consumidor em transformação. Nos últimos anos, houve um crescimento evidente da demanda por produtos agroecológicos, sustentáveis e saudáveis. Uma pesquisa da Organis (Associação de Promoção dos Orgânicos) apontou que 36% dos brasileiros já consomem produtos orgânicos. E que o setor movimentou ao menos R$ 7 bilhões em 2024. Esse comportamento reflete uma nova consciência alimentar, ligada à saúde e ao bem-estar, e que exige do varejo — e, por consequência, do agronegócio — mais responsabilidade, rastreabilidade e qualidade.

    Desafios

    Essa mudança de mentalidade vem acompanhada do desafio de manter o abastecimento em um cenário de alta demanda. Para o varejo, isso significa ter uma oferta constante de alimentos frescos e saudáveis. Para o produtor, principalmente o pequeno, representa a oportunidade de diversificar sua produção e acessar mercados mais exigentes. O problema é que ainda faltam políticas públicas e incentivos que favoreçam essa integração produtiva e comercial. Incentivar o microdesenvolvimento agrícola pode ser uma alternativa para fortalecer a cadeia de abastecimento, promover a inclusão produtiva e combater os efeitos da inflação de alimentos.

    É inegável que o Brasil tem potencial para tornar essa relação entre o campo e o varejo ainda mais eficiente e equilibrada. Mas para isso, será preciso investir de forma contínua em infraestrutura, reduzir a burocracia nas relações comerciais, criar políticas de fomento à produção local e apoiar iniciativas de inovação tecnológica tanto no campo quanto nas lojas.

    Em um país de dimensões continentais, onde o agronegócio é um dos principais pilares da economia, garantir o bom funcionamento da ponte entre o campo e o varejo é, antes de tudo, uma questão de soberania alimentar. O que está em jogo não é apenas a logística ou o custo do frete. Mas a forma como o alimento chega à mesa do brasileiro.

    *Pedro Della’Nora é empresário do setor supermercadista, fundador do Ideal Supermercado, que conta com duas lojas no estado do Paraná.

    Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente a opinião do Agro em Campo e de seus editores.

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  • Chuvas intensas em março devem impactar o agronegócio

    Chuvas intensas em março devem impactar o agronegócio

    A previsão climática para março indica chuvas concentradas em grande parte da Região Norte e em áreas do Centro-Oeste e Sul. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os volumes podem ultrapassar 300 mm, favorecendo algumas culturas e dificultando outras operações no campo.

    Chuvas e impacto nas culturas agrícolas

    A previsão indica que na Região Norte, a expectativa é de chuvas acima da média, exceto no Tocantins e em Rondônia, onde os volumes devem ser inferiores à climatologia. Por outro lado, no Nordeste, apenas o norte do Maranhão deve registrar chuvas acima da média, enquanto o restante da região terá volumes reduzidos, especialmente no nordeste da Bahia, Sergipe e Alagoas, onde não devem ultrapassar 160 mm.

    No Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas ficarão próximas ou abaixo da média, com exceção do nordeste e sudoeste do Mato Grosso, onde os acumulados podem superar 250 mm. No Sul, a previsão indica volumes menores, mas o norte do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina podem registrar chuvas acima de 130 mm.

    As chuvas regulares na Região Norte e no norte e oeste do Nordeste devem favorecer os cultivos da primeira e segunda safras. No centro-leste da Bahia, a umidade do solo tende a reduzir, mas o tempo seco beneficiará a colheita. No Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas serão mal distribuídas, podendo prejudicar a colheita no Mato Grosso. Mesmo com a redução das chuvas em relação a fevereiro, a umidade no solo deve sustentar as lavouras de primeira e segunda safras.

    Na Região Sul, as chuvas abaixo da média podem reduzir a umidade no solo, impactando lavouras tardias no Rio Grande do Sul e Paraná. No entanto, nas demais áreas, os volumes de chuva serão suficientes para o desenvolvimento das culturas em diferentes estágios.

    Temperaturas acima da média

    As temperaturas devem superar a média histórica no Sudeste, Centro-Oeste, Sul e interior do Nordeste, podendo ultrapassar 24°C. No Norte, leste do Nordeste e partes do Mato Grosso, os termômetros ficarão dentro da normalidade.

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  • Produtores e especialistas se reúnem em dia de campo

    Produtores e especialistas se reúnem em dia de campo

    Mais de 150 produtores rurais e especialistas do setor se reuniram no último sábado, 8 de fevereiro de 2025, no Campo Experimental da Satis em Araxá (MG), para o tradicional Dia de Campo da empresa. O evento, totalmente dedicado à cultura da soja, abordou temas cruciais como manejo nutricional e fitossanitário, apresentando resultados de experimentos técnicos com soluções desenvolvidas pela Satis.

    O Dia de Campo promoveu a troca de experiências e informações para otimizar os resultados no campo. Os participantes puderam conferir três estações temáticas, com foco em:

    • Manejo nutricional da soja
    • Manejo fitossanitário da soja
    • Resultados de experimentos técnicos com soluções Satis

    Importância da nutrição e fisiologia vegetal

    Um dos momentos altos do evento foi a palestra do renomado professor e pesquisador dr. evandro fagan, referência nacional em nutrição e fisiologia vegetal. o especialista abordou as principais etapas do desenvolvimento da soja, desde a implantação até o enchimento de grãos, destacando a importância do tratamento de sementes, aplicações no sulco de semeadura, cuidados durante o crescimento vegetativo e a indução de resistências.

    “precisamos cada vez mais trabalhar neste tipo de eventos. isso porque, ao mesmo tempo em que estamos apresentando novas tecnologias e soluções, existe também a interação entre produtores. e essa troca de experiências é fundamental para disseminar ainda mais o conhecimento. a satis está de parabéns pela iniciativa”, comentou dr. fagan.

    Satis reforça compromisso com o agro sustentável

    O presidente da Satis, José do Nascimento Ribeiro, agradeceu a presença do público. E reforçou o compromisso da empresa com o desenvolvimento contínuo do agronegócio, através de ações que favoreçam a inovação, a pesquisa e a sustentabilidade.

    “Temos um propósito de cultivar o futuro com tecnologia, pesquisa e sustentabilidade. O agronegócio está em constante evolução. E sabemos que, para continuar crescendo, precisamos unir forças, investir em inovação e trabalhar lado a lado com o produtor rural”, afirmou Ribeiro.

    O Dia de Campo da Satis contou com a presença de representantes de importantes entidades do setor. FAEMG SENAR e Emater marcaram presença, além de empresas parceiras locais. A programação foi encerrada com música ao vivo e almoço para os participantes.

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  • Sensor para irrigação impulsiona economia e produtividade

    Sensor para irrigação impulsiona economia e produtividade

    Um novo avanço tecnológico no campo da irrigação está transformando a forma como os agricultores lidam com o manejo da água. O sensor IGstat, desenvolvido com melhorias significativas em seu processo de fabricação e controle, está se destacando pela capacidade de aumentar a produtividade das culturas e reduzir o consumo de água e energia, tanto em ambientes protegidos quanto em campo aberto.

    Este dispositivo de baixo custo opera de forma automatizada, ajustando o fornecimento de água com base na umidade do solo. Ao garantir que as plantas recebam a quantidade ideal de água no momento certo, o sensor otimiza a produção tanto para pequenos quanto grandes produtores, tornando o manejo da irrigação mais eficiente. Os estudos para aperfeiçoar o sensor IGstat envolveram três pesquisadores da Embrapa Instrumentação, um pesquisador da iniciativa privada e recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

    Foram implementadas melhorias na robustez e confiabilidade do controlador Irriga Fácil, incluindo aprimoramentos no regulador de pressão de ar, pressostato e temporizador programável”, conta o pesquisador da Embrapa Instrumentação, Carlos Manoel Pedro Vaz, coordenador da pesquisa.

    Uma das vantagens significativas do sensor IGstat é sua capacidade de operar mesmo na ausência de informações técnicas específicas sobre o tipo de solo e as lâminas de irrigação recomendadas. Isso o torna altamente adaptável a diversas condições e culturas agrícolas, incluindo horticultura, fruticultura, floricultura, cereais e culturas anuais em geral. Além disso, pode ser integrado a diferentes sistemas de irrigação, como aspersão, gotejamento e inundação, permitindo seu uso em diversos cenários, desde pequenos jardins até grandes áreas de produção.

    Uma característica fundamental do sensor IGstat é seu princípio de funcionamento inovador. Com apenas 6 centímetros de comprimento e 2 centímetros de diâmetro, o dispositivo utiliza um sistema pneumático para medir a umidade do solo. Quando o solo atinge um valor crítico de umidade, o sensor aciona automaticamente o sistema de irrigação, garantindo que as plantas recebam água na medida certa.

    Experimentos realizados em diversas culturas, como tomate, alface, pimenta, banana, morango e café, demonstraram aumentos significativos na produtividade e reduções no consumo de água e energia. Em uma fazenda em Brotas (SP), por exemplo, a adoção da tecnologia resultou em uma economia de água de aproximadamente 20 mil litros por hectare, além de uma redução de mais de 65% no consumo de energia.

    Com sua capacidade de aumentar a eficiência hídrica e energética na agricultura, o sensor IGstat está se consolidando como uma ferramenta estratégica para os agricultores modernos. Seus benefícios econômicos e ambientais contribuem para o avanço sustentável do agronegócio, promovendo uma produção mais inteligente e responsável.