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  • Dia Nacional da Cachaça: tradição centenária que conquista o mundo

    Dia Nacional da Cachaça: tradição centenária que conquista o mundo

    O Brasil celebra neste sábado (13) o Dia Nacional da Cachaça. A data reconhece a importância histórica, cultural e econômica do destilado mais tradicional do país. A bebida conquista mercados internacionais e movimenta milhões na economia nacional.

    A cachaça representa o primeiro destilado das Américas e patrimônio da cultura brasileira. O Dia Nacional marca uma tradição que atravessa séculos e hoje alcança reconhecimento mundial. A celebração destaca não apenas história, mas também potencial econômico da bebida.

    A data comemorativa tem origem em 1661. Neste ano, a rainha Luísa de Gusmão liberou a produção e comercialização da cachaça no Brasil. A decisão real marcou momento crucial para a economia colonial e consolidação da bebida.

    Negros escravizados criaram a cachaça no século XVI nas fazendas de cana e engenhos de açúcar. O destilado nasceu da criatividade e resistência dos trabalhadores rurais. A bebida se tornou símbolo de identidade nacional ao longo dos séculos.

    A cachaça recebe diversos nomes populares: pinga, caninha, “marvada” ou aguardente. Cada região brasileira desenvolveu tradições próprias de produção. A diversidade regional enriquece o patrimônio cultural da bebida.

    Mercado nacional forte e diversificado

    O Brasil conta atualmente com 1.217 cachaçarias registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária. O setor cataloga quase 6 mil produtos diferentes. Os números revelam diversidade e força do mercado interno.

    Cada brasileiro consome em média 6,9 litros de cachaça por ano. O Instituto Brasileiro de Cachaça mostra que 98% da produção nacional vem de pequenos e médios produtores. O perfil demonstra capilaridade da atividade pelo território brasileiro.

    A bebida movimenta mais que tradição cultural. O setor gera desenvolvimento econômico, empregos diretos e indiretos. A cachaça valoriza a produção nacional e fortalece a identidade brasileira no mundo.

    Viçosa do Ceará Lidera Ranking Nacional de Cachaçarias, com 25 Estabelecimentos Registrados

    Dados do Anuário da Cachaça 2025, divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), confirmam Viçosa do Ceará como a cidade com o maior número de cachaçarias do Brasil. O município cearense possui 25 estabelecimentos registrados, superando tradicionais polos produtores mineiros e consolidando o Nordeste como região em ascensão no setor .

    O ranking nacional destaca a diversificação da produção de cachaça no país, com estados como Minas Gerais, Paraíba e Ceará dominando a cena. A lista das cinco cidades com mais cachaçarias é:

    1. Viçosa do Ceará (CE): 25 cachaçarias
    2. Salinas (MG): 20 cachaçarias
    3. Alto Rio Doce (MG): 22 cachaçarias
    4. Areia (PB): 15 cachaçarias
    5. Rio Espera (MG): 15 cachaçarias

    Apesar de a região Sudeste ainda concentrar a maior parte das cachaçarias (65,4%), com Minas Gerais como líder absoluto (501 estabelecimentos), o Nordeste foi a região que apresentou o maior crescimento absoluto em 2024, com 20 novas cachaçarias, um aumento de 11,8% .

    Exportações batem recordes

    A cachaça brasileira rompeu fronteiras e conquista mercados internacionais. Em 2023, o país exportou 8,6 milhões de litros da bebida. O volume gerou mais de US$ 20,2 milhões em receitas externas.

    O destilado brasileiro chegou a 76 países em 2023. Os Estados Unidos lideram como principal mercado em valor de exportação. O Paraguai ocupa primeira posição em volume exportado. Os dados mostram diversificação geográfica das vendas.

    O crescimento das exportações demonstra qualidade e aceitação internacional da cachaça. A bebida compete em mercados exigentes e conquista consumidores de diferentes culturas. O sucesso externo valoriza a produção nacional.

    Qualidade atrai consumidores globais

    A cachaça brasileira desenvolve padrões elevados de qualidade. Produtores investem em tecnologia e aprimoram processos. A melhoria contínua atrai consumidores internacionais e agrega valor ao produto.

    Competições nacionais e internacionais reconhecem a excelência da cachaça brasileira. Prêmios fortalecem reputação e abrem novos mercados. O reconhecimento internacional valoriza toda cadeia produtiva.

    A bebida transcende barreiras culturais e conquista paladares diversos. Bares especializados surgem em grandes centros urbanos mundiais. A cachaça se estabelece como produto premium no mercado internacional.

    Tradição mineira lidera produção

    Minas Gerais se destaca como maior produtor nacional de cachaça. O estado concentra 504 estabelecimentos registrados oficialmente. A tradição mineira alcança hoje mais de 600 cachaçarias em todo território.

    O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) promove durante setembro a 2ª edição do Circuito Mineiro da Cachaça Legal. O projeto “O Legal Merece um Brinde” atua em 19 das 21 coordenadorias regionais.

    A iniciativa conscientiza produtores, comerciantes e consumidores sobre registro oficial. A programação inclui palestras, visitas técnicas, cursos e distribuição de materiais educativos. O objetivo garante qualidade e procedência da bebida.

    O trabalho do IMA começou em 2019 com 183 estabelecimentos registrados. O número saltou para 251 no primeiro ano de fiscalização intensiva. A atuação fortaleceu qualidade e segurança do produto mineiro.

    Em agosto de 2025, o governador Romeu Zema sancionou a Lei Estadual nº 25.424. A norma dispõe sobre inspeção de produtos de origem vegetal. A medida representa marco histórico para o setor da cachaça.

    Crescimento capixaba impressiona

    O Espírito Santo ocupa terceira posição no ranking nacional com 81 estabelecimentos registrados. O estado fica atrás de Minas Gerais e São Paulo, que conta com 169 unidades produtoras.

    A cachaça capixaba conquista maior dispersão territorial do país. A bebida marca presença em 48,7% dos municípios estaduais. São Roque do Canaã se destaca com 13 estabelecimentos para 12 mil habitantes.

    O mercado internacional reconhece qualidade da cachaça capixaba. Em 2024, o estado exportou 2,3 toneladas para 22 países. O volume movimentou aproximadamente US$ 12,6 mil.

    Entre janeiro e julho de 2025, o Espírito Santo enviou 2,1 toneladas ao exterior. As vendas resultaram em US$ 18,8 mil. O crescimento de 116% supera mesmo período de 2024.

    Panamá lidera compras com 28% do total exportado. Estados Unidos ocupam segunda posição com 22%. Hong Kong completa o pódio com 13%. Os mercados evidenciam expansão para Américas e Ásia.

    “A cachaça capixaba atingiu elevado padrão de qualidade e se consolidou como referência nacional”, afirma Enio Bergoli, secretário estadual da Agricultura.

    Futuro promissor para a cachaça

    O Dia Nacional da Cachaça celebra tradição que se renova constantemente. A bebida combina história centenária com inovação tecnológica. O destilado brasileiro projeta crescimento contínuo nos mercados interno e externo.

    Especialistas apontam que a diversificação geográfica da produção fortalece a cachaça como patrimônio nacional e abre oportunidades para turismo gastronômico e cultural.

    Cada garrafa carrega identidade cultural e potencial econômico. A cachaça une passado e futuro em uma bebida autenticamente brasileira. O sabor nacional conquista o mundo através deste patrimônio líquido.

  • Cachaça de R$ 15 mil com diamante é destaque em festival

    Cachaça de R$ 15 mil com diamante é destaque em festival

    A 3ª edição do Festival da Cachaça de Ivoti, que acontece até 17 de agosto de 2025 no icônico Núcleo de Casas Enxaimel, tem como grande atração a Weber Haus Diamant 21, uma cachaça premium avaliada em R$ 15.948,00 e que possui um diamante incrustado em sua embalagem.

    A destilaria gaúcha Weber Haus, considerada a mais premiada do Brasil, participa do evento gratuito apresentando não apenas sua joia mais valiosa, mas também um portfólio completo de bebidas artesanais e parcerias gastronômicas exclusivas com estabelecimentos locais.

    Cachaça de colecionador quebra recordes

    Lançada em 2021 com tiragem limitada de apenas 1.000 garrafas numeradas, a Weber Haus Diamant 21 anos já fez história no mercado nacional. Durante seu lançamento, a garrafa número 0001 foi arrematada em leilão por impressionantes R$ 66.948,00, estabelecendo um marco para a cachaça brasileira.

    Foto: Divulgação Weber Haus

    A bebida premium passou por um processo de envelhecimento de 21 anos em barris de carvalho europeu e bálsamo, resultando em um perfil sensorial complexo que justifica seu posicionamento no mercado de luxo.

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    Cada garrafa da Diamant acompanha uma roda sensorial exclusiva, que orienta o consumidor a degustar a cachaça em diferentes temperaturas. O kit inclui ainda um estojo refinado com termômetro e vela, permitindo aquecer a bebida com precisão para uma experiência sensorial única.

    Parcerias gastronômicas movimentam o festival

    Além da exposição de seu portfólio premium, que inclui cachaças brancas, envelhecidas, runs, gins, vodkas e licores, a Weber Haus desenvolveu colaborações especiais com quatro estabelecimentos locais renomados:

    • Gemelli Cafés Especiais: criação de bebida autoral utilizando cachaça Weber Haus
    • Cervejaria Adoma: cerveja especial produzida com ingredientes da destilaria
    • Hamburgueria Brasa: tábua exclusiva com cortes marinados em cachaça Weber
    • Brasa Pizza: pizza inédita com bacon caramelizado na bebida mista de jambu

    O Festival da Cachaça de Ivoti oferece uma programação diversificada que inclui caminhadas, exibição de documentários, oficinas de drinks e harmonizações, campeonatos de bartender e caipirinha, feira de produtores locais, gastronomia regional e apresentações musicais.

    O evento gratuito acontece no Núcleo de Casas Enxaimel, um dos principais cartões-postais de Ivoti. E proporciona aos visitantes uma imersão completa na cultura da cachaça artesanal brasileira.

    Serviço:
    • Evento: 3º Festival da Cachaça de Ivoti
    • Data: até 17 de agosto de 2025
    • Local: Núcleo de Casas Enxaimel, Ivoti/RS
    • Entrada: gratuita

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  • Conheça a Capital Nacional da Cachaça

    Conheça a Capital Nacional da Cachaça

    Em meio às montanhas da Zona da Mata mineira, uma pequena cidade de pouco mais de 3 mil habitantes conquistou um título que nem os maiores centros produtores do país conseguiram alcançar. Lamim tornou-se oficialmente o município com a maior densidade de cachaçarias registradas do Brasil, segundo dados do Anuário Cachaça 2025 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

    O feito impressiona pelos números: são dez estabelecimentos legalizados para uma população de aproximadamente 3.230 habitantes, resultando em uma cachaçaria para cada 323 moradores. Esse índice inédito coloca a pequena cidade mineira à frente de tradicionais polos produtores em todo o território nacional.

    O sucesso de Lamim não é obra do acaso. Segundo Flávio Santos, fiscal agropecuário e químico do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a cidade reúne condições excepcionais para a produção de cachaça de qualidade.

    “As temperaturas amenas e a boa distribuição de chuvas favorecem significativamente o desenvolvimento da cana-de-açúcar. Além disso, existe uma tradição produtiva forte, passada de geração em geração, e uma excelente receptividade às ações do Governo de Minas por meio da Emater e do IMA”, explica Santos.

    O vice-governador Mateus Simões celebrou a conquista histórica do município. “Esse feito é fruto do trabalho árduo, da paixão e tradição do povo com a produção de cachaça. Com assistência técnica, pesquisa e incentivo para regularização, estamos abrindo portas para que essa cachaça ganhe o país e até o mundo”, declarou.

    Regularização: o diferencial competitivo

    O papel do IMA foi fundamental para que Lamim alcançasse essa posição de destaque. O órgão estadual, responsável pela legalização das cachaçarias, garante que a bebida atenda aos padrões sanitários e de qualidade exigidos pela legislação.

    “Os alambiqueiros de Lamim compreenderam a importância do registro, que agrega valor ao produto, melhora sua qualidade e pode resultar em melhores preços de venda”, destaca Flávio Santos.

    Os irmãos Rezende

    A trajetória dos irmãos Nivaldo e Lúcio Rezende, produtores da cachaça ‘Laminense’ no distrito da Piranguinha, exemplifica essa transformação. Produzindo desde 2000, eles decidiram se regularizar há três anos após contato com fiscais do IMA.

    “Vimos que era hora de legalizar. Fizemos um empréstimo e reconstruímos a fábrica dentro das normas”, conta Nivaldo Rezende com orgulho. Segundo ele, a mudança na qualidade foi imediata: “Os processos ficaram mais assertivos, tudo é feito com mais higiene e facilidade. Mas o principal é que agora trabalhamos sem medo.”

    Os irmãos Nivaldo e Lúcio Rezende. Fotos: Maria Teresa Leal/Emater-MG

    A regularização trouxe benefícios além da qualidade: “A consciência tranquila é a melhor recompensa. Saber que podemos produzir, participar de concursos e divulgar o produto do qual tanto nos orgulhamos não tem preço”, completa Nivaldo.

    A Emater-MG tem sido peça fundamental no desenvolvimento do setor em Lamim. Os irmãos Rezende se preparam para participar do 2º Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes da empresa, e creditam parte do sucesso ao suporte técnico recebido.

    “Graças à Emater, recebemos apoio durante todo o processo produtivo, da colheita à gestão do empreendimento. Os técnicos inclusive fizeram o projeto que apresentamos ao banco para conseguir o empréstimo”, relata Lúcio Rezende.

    Novos produtores apostam na qualidade premium

    Silbert Mourthé, proprietário da Destilaria Arruda, representa a nova geração de produtores de Lamim. Há três anos produzindo cachaça premium na zona rural, ele começou o negócio já seguindo todas as normas legais.

    “Quis começar com tudo ‘nos conformes’. Tive muitas trocas de ideias com os técnicos e recebi auxílio para montar o alambique”, conta Mourthé. Seus planos incluem estruturar o departamento de vendas para atender bares de Belo Horizonte e expandir para o mercado nordestino.

    Perspectivas de Crescimento e Turismo

    O secretário municipal Juninho Pedrosa vê a liderança no ranking nacional como apenas o início de uma nova fase para Lamim. A prefeitura e os produtores locais já articulam estratégias para aumentar a visibilidade da bebida e fomentar o turismo regional.

    “Estamos felizes com essa projeção e queremos valorizar ainda mais nossos produtores, incentivar o aperfeiçoamento e a regularização”, afirma Pedrosa. “Lamim tem dado exemplo para o Brasil e provado que tamanho definitivamente não é documento.”

    O secretário estadual de Agricultura, Thales Fernandes, reforça a importância cultural e econômica da conquista: “A cachaça é um símbolo da nossa cultura e um vetor da economia rural. Minas tem orgulho de ser referência nacional na produção da bebida e seguimos trabalhando para fortalecer ainda mais o setor.”

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  • Belo Horizonte recebe a maior Expocachaça da história

    Belo Horizonte recebe a maior Expocachaça da história

    Belo Horizonte se prepara para sediar a 34ª edição da Expocachaça, maior evento dedicado à cachaça de alambique no mundo, entre os dias 7 e 9 de agosto. O encontro, que acontece no CenterMinas Expo, ocupará três pavilhões e 12.170 m², confirmando-se como a maior edição já realizada. A organização espera movimentar R$ 30 milhões na economia e impulsionar toda a cadeia produtiva do setor.

    A feira reúne aproximadamente 250 expositores e mais de 2.000 marcas de cachaça provenientes de 18 estados brasileiros. “Queremos promover o produto nacional, fomentar negócios e continuar agregando valor à cachaça. Em todas as edições, a Expocachaça movimentou cerca de R$ 500 milhões”, diz José Lúcio Mendes, diretor do evento.

    Minas + Doce

    Além da cachaça, a Expocachaça traz o projeto Minas + Doce, com curadoria de Rosilene Campolina, para valorizar a doçaria artesanal mineira, e ainda a 18ª edição da BrasilBier, dando visibilidade às cervejas especiais nacionais.

    O evento conta com patrocínio do Governo de Minas Gerais, Cemig (via Lei de Incentivo à Cultura), Sicoob Divicred e apoio da Prefeitura de Belo Horizonte. Segundo dados setoriais, a produção nacional de cachaça em 2024 chegou a 292,46 milhões de litros, crescendo 29,6% em relação ao ano anterior. O Sudeste responde por 59% desse total.

    Apesar da retração das exportações, concentradas em US$ 14,54 milhões este ano, o mercado interno se mantém aquecido, gerando mais de 6.300 empregos diretos mensais (CAGED/MTE). Por isso, a Expocachaça se consolida como principal palco para negócios, renda e promoção da cultura da cachaça.

    Cachaça: tradição e economia

    A cachaça, muito além de símbolo cultural, movimenta um mercado robusto, gera milhares de empregos e mantém uma tradição secular no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça, o país produz 1,4 bilhão de litros por ano, predominando o consumo interno.

    Com mais de 40 mil produtores ativos, 98% pequenos negócios familiares, a cachaça resulta em 600 mil empregos diretos e indiretos. Minas Gerais lidera a produção registrada nacionalmente, respondendo por quase 40% das cachaçarias e 34% dos rótulos disponíveis.

    Segundo o Anuário da Cachaça 2025, Minas conta com 501 cachaçarias registradas e 2.492 rótulos, refletindo o valor histórico e a excelência dos alambiques mineiros, muitos com produção artesanal e tradição de séculos.

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  • Cachaça brasileira: 300 anos de história e tradição em números

    Cachaça brasileira: 300 anos de história e tradição em números

    A cachaça, bebida símbolo do Brasil, movimenta uma produção bilionária e reforça sua importância cultural e econômica no país. Com mais de 300 anos de história, o destilado de cana-de-açúcar, com teor alcoólico entre 38% e 48%, é protagonista da tradicional caipirinha e sustenta uma cadeia produtiva que gera milhares de empregos.

    O Brasil produz cerca de 1,4 bilhão de litros de cachaça anualmente, segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça. Embora o consumo interno seja predominante, apenas 1% da produção é exportada, mostrando um grande potencial para expansão no mercado externo.

    O setor é composto majoritariamente por pequenos produtores familiares. Dos 40 mil produtores no país, 98% são de pequeno porte, evidenciando o caráter artesanal da bebida. Atualmente, existem cerca de quatro mil marcas brasileiras, que juntas geram aproximadamente 600 mil empregos diretos e indiretos.

    Maior produtor nacional é Minas Gerais

    Minas Gerais lidera a produção nacional e destaca-se pela qualidade e tradição na fabricação da cachaça. O estado concentra 501 das 1.266 cachaçarias registradas no Brasil, o que representa 39,6% do total. Minas também responde por 34,5% dos rótulos registrados no país, com 2.492 marcas.

    Entre os dias 7 e 9 de agosto de 2025, Belo Horizonte sediará a 34ª edição da Expocachaça, o maior evento mundial dedicado à cachaça de alambique. A feira, que combina negócios e festival aberto ao público, reunirá cerca de 250 expositores e mais de 2.000 marcas de 18 estados brasileiros. O evento já gerou cerca de R$ 500 milhões em negócios ao longo de suas edições.

    A produção nacional declarada em 2024 atingiu 292,46 milhões de litros, um crescimento de 29,6% em relação a 2023. A região Sudeste lidera com 59% desse volume. Apesar da retração nas exportações em 2024, que somaram US$ 14,54 milhões, o mercado interno permanece forte, gerando mais de 6.300 empregos diretos mensais.

    O processo artesanal da cachaça envolve etapas tradicionais:

    • Colheita e moagem da cana para extrair o caldo doce, chamado garapa.
    • Fermentação natural do caldo em dornas, onde leveduras transformam o açúcar em álcool.
    • Destilação em alambiques de cobre, separando as frações para aproveitar apenas o “coração” do destilado.
    • Envelhecimento em barris de madeiras nobres, como carvalho e madeiras brasileiras, que conferem sabor e aroma únicos.
    • Engarrafamento e padronização para comercialização.

    A cachaça é uma bebida que reflete a história, cultura e economia do Brasil, consolidando-se como um produto artesanal de excelência e um importante vetor de desenvolvimento regional, especialmente em Minas Gerais.

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  • Anuário da cachaça é lançado em Brasília

    Anuário da cachaça é lançado em Brasília

    O Anuário da Cachaça 2025, divulgado em evento do MAPA em Brasília, traz os dados oficiais do setor referentes a 2024. O setor de Cachaça no Brasil mantém ritmo de expansão pelo terceiro ano consecutivo. Em 2024, o país registrou 1.225 novos produtos de Cachaça junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), totalizando 7.223 produtos.

    Esse avanço representa um crescimento de 20,4% em relação ao número de registros de 2023. A média nacional é de 5,7 cachaças registradas por estabelecimento, com todas as regiões brasileiras apresentando aumento no número de estabelecimentos regularizados.

    O levantamento é resultado da parceria entre MAPA, Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), Instituto Brasileiro de Integração (IBI), Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, Associação Nacional dos Produtores de Cachaça de Alambique (ANPAQ) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O evento contou com a presença de autoridades do setor, como o Secretário-Executivo do MAPA, Irajá Rezende de Lacerda, e o presidente do IBRAC, Carlos Lima.

    Avanço no número de estabelecimentos

    O número de estabelecimentos elaboradores de cachaça registrados alcançou 1.266 em 2024, com um incremento de 49 registros em comparação ao ano anterior. Esse é o terceiro ano seguido de crescimento no setor, consolidando a tendência positiva.

    Minas Gerais lidera com 501 estabelecimentos registrados, seguido por São Paulo (179), Espírito Santo (81) e Santa Catarina (73). O Ceará se destacou pelo maior crescimento proporcional, subindo de 34 para 47 estabelecimentos, um aumento de 38,2%. Entre as regiões, o Sudeste lidera com mais de 800 cachaçarias, seguido pelo Nordeste (189) e Sul (183).

    Volume de produção e exportação

    Em 2024, o volume de produção de Cachaça declarado no MAPA ultrapassou 292,459 milhões de litros, um aumento de 29,58% em relação a 2023. O IBRAC ressalta que esses números servem como indicativo, pois a coleta de dados ainda está em processo de aprimoramento devido ao novo sistema informatizado. Pode ter ocorrido subnotificação em 2024, assim como em 2023, e a expectativa é de que os dados se ajustem nos próximos anos.

    Apesar do crescimento interno, o volume de exportação de cachaça apresentou queda de 22,7% em relação a 2023, reforçando a necessidade de fortalecer ações e estratégias para promoção internacional da bebida.

    Mesmo diante de desafios, como a falta de isonomia tributária no segmento de bebidas alcoólicas, o setor de cachaça mostra resiliência e capacidade de superação. O crescimento no número de estabelecimentos e registros de produtos demonstra o potencial da cachaça como bebida genuinamente brasileira. No entanto, o desempenho nas exportações indica que ainda existem oportunidades para ampliar a presença da cachaça no mercado internacional.

    “Apesar do cenário extremamente desafiador que o setor segue enfrentado, os dados do Anuário demonstram a resiliência da cadeia produtiva no enfrentamento das barreiras que impedem seu desenvolvimento. São dados extremamente animadores pelo crescimento tanto no número de estabelecimentos elaboradores quanto de registros de produto. No entanto, estão aquém do potencial de um setor, que representa a bebida genuinamente brasileira. Infelizmente, os dados sobre exportação apresentados no Anuário demonstram redução de 22,7% no volume de cachaça exportada, quando comparada com o ano de 2023. Isso sinaliza a necessidade da continuidade de ações e da estratégia de promoção da Cachaça no mercado internacional”, destaca Carlos Lima, presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), entidade representativa do setor. 

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  • Cachaça é destaque no Drinks International Brands Report 2025

    Cachaça é destaque no Drinks International Brands Report 2025

    A cachaça Weber Haus, produzida em Ivoti, Rio Grande do Sul, foi reconhecida como uma das marcas mais desejadas do mundo no relatório Drinks International Brands Report 2025. A publicação, uma das mais renomadas no setor de destilados, entrevistou proprietários, gerentes e bartenders dos bares mais influentes globalmente para mapear as principais tendências e demandas da indústria de bebidas alcoólicas.

    O relatório destacou a Weber Haus como exemplo de produtor artesanal, um movimento em ascensão no mercado internacional. A marca gaúcha consolidou sua posição entre as cachaças mais reconhecidas e desejadas mundialmente devido ao trabalho consistente pautado pela inovação e sustentabilidade. Segundo Evandro Weber, diretor da destilaria, a sustentabilidade é um dos pilares da operação, refletindo-se em todas as etapas do processo produtivo. Recentemente, a empresa lançou o setor de Fomento à Inovação para desenvolver novas soluções e fortalecer sua competitividade.

    Evandro Weber celebrou o reconhecimento internacional: “Nossa cachaça une tradição, inovação e sustentabilidade em cada fase da produção. Desde a escolha da cana até o envelhecimento, mantemos nosso compromisso com a qualidade superior”, afirmou.

    Expansão internacional e legado histórico

    Com tantos anos de história, a Weber Haus não apenas promove a cultura da cachaça no Brasil como também expande sua presença global. Atualmente, seus produtos estão disponíveis em mercados como Estados Unidos, França, Alemanha, Bélgica, Inglaterra, Turquia e Japão. A marca coleciona mais de 180 premiações e certificados que reforçam sua relevância na agroindústria.

    A trajetória da família Weber começou em 1824 com a imigração alemã para o Brasil. Em 1848, iniciaram a produção de cachaça artesanal em Ivoti. Hoje, sob o comando da quarta geração, o portfólio inclui vodkas, runs, licores e gins.

    Impacto no mercado global de cachaça

    O mercado de cachaça tem ganhado destaque internacional com o crescimento da demanda por destilados premium e artesanais. Apesar de desafios como a competição com outros destilados de cana-de-açúcar, marcas como Weber Haus têm se posicionado estrategicamente para atender às expectativas globais por produtos autênticos e sustentáveis.

    Com este reconhecimento pelo Drinks International Brands Report 2025, a Weber Haus reafirma seu papel como referência na categoria de cachaças artesanais e fortalece sua missão de difundir a cultura brasileira ao redor do mundo.

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  • Centro de Referência em Cachaça promete revolucionar setor

    Centro de Referência em Cachaça promete revolucionar setor

    Minas Gerais, maior produtor nacional de cachaça de alambique, ganhou um novo impulso para superar desafios como a informalidade e as barreiras à exportação. Foi inaugurado na última semana, em Florestal, o Centro de Referência em Cachaça, laboratório que conectará tecnologia, capacitação e inovação aos produtores mineiros. Com investimento de R$ 3,8 milhões do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura (Seapa) e Fapemig, o projeto visa elevar a qualidade do produto e fortalecer sua inserção no mercado global.

    Tecnologia a serviço da tradição

    O centro, vinculado à Universidade Federal de Viçosa (UFV) – Campus Florestal, oferecerá suporte técnico em todas as etapas da produção: desde o plantio da cana até análises físico-químicas e sensoriais da bebida. Entre as ações estão:

    • Cursos de correção de solo e cultivo de cana-de-açúcar;
    • Treinamentos em boas práticas de fabricação;
    • Desenvolvimento de blends e análises laboratoriais;
    • Elaboração de planos de ação personalizados para produtores.

    Segundo Thales Fernandes, secretário de Agricultura de Minas, o espaço vai além de um laboratório: “É uma ponte entre ciência e tradição. Queremos modernizar processos, reduzir custos e garantir que a cachaça mineira chegue ao mundo com qualidade e valor agregado”.

    Parcerias estratégicas e meta de exportação

    O projeto conta com a colaboração da Emater-MG, IMA, Epamig e Prefeitura de Florestal. Produtores formais e informais receberão assistência técnica baseada em dados laboratoriais, com foco em segurança alimentar e padrões internacionais.

    Lucas Mendes, subsecretário de Ciência e Tecnologia da Sede-MG, destacou: “A cachaça é um produto tecnológico. Com infraestrutura adequada, reduziremos a clandestinidade e abriremos portas para novos mercados”.

    Investimentos e impacto econômico

    O centro, coordenado pelo professor José Carlos Baffa Júnior (UFV), recebeu R$ 3,6 milhões em equipamentos R$ 200 mil em reformas. A previsão é que as operações comecem em outubro de 2024.

    Para Jaqueline Santos, superintendente da Seapa, o laboratório é vital para a economia local: “A cachaça é parte da nossa identidade. Ao unir tradição familiar à ciência, garantimos renda ao produtor e segurança ao consumidor”.

    Por que isso importa?

    Minas Gerais responde por 70% da cachaça artesanal do Brasil, setor que movimenta R$ 4 bilhões anuais. Com o novo centro, o estado busca:

    • Combater a informalidade (que atinge 40% dos produtores);
    • Padronizar a qualidade para exportação;
    • Preservar a cultura secular associada à bebida.

    A iniciativa reforça o legado mineiro enquanto posiciona a cachaça como produto premium no mercado global.

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  • Carnaval e cachaça: cuidados para manter a folia segura

    Carnaval e cachaça: cuidados para manter a folia segura

    O Carnaval é um momento de festa e alegria, e a cachaça é uma das bebidas mais tradicionais e preferidas dos brasileiros. No entanto, para garantir que a folia seja completa e saudável, é fundamental escolher cachaças produzidas por estabelecimentos registrados e inspecionados. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) destaca a importância da moderação e do consumo consciente dessa bebida.

    A cachaça é reconhecida como patrimônio cultural do Brasil. E também é uma das bebidas destiladas mais antigas do mundo. Produzida a partir do caldo fermentado de cana-de-açúcar, ela é conhecida por suas características sensoriais únicas e peculiares. A caipirinha, feita com cachaça, limão e açúcar, é um dos drinks mais populares do Carnaval, além de outras combinações como maracujá e frutas vermelhas.

    Para garantir a segurança e autenticidade da cachaça, os estabelecimentos produtivos passam por rigorosos controles de qualidade. São realizadas inspeções regulares e coletas de amostras para aferir a qualidade da bebida. Atualmente, há cerca de 7.700 cachaças registradas no Brasil, todas fiscalizadas de acordo com padrões rigorosos de qualidade e segurança.

    Riscos da cachaça sem origem

    A cachaça sem origem pode conter substâncias nocivas, causando sérios problemas de saúde, como intoxicação, danos ao fígado, cegueira e até aumento do risco de câncer. Portanto, é essencial verificar o registro na rotulagem antes de consumir.

    Assim, para aproveitar o Carnaval de forma segura, é importante:

    • Consumir com moderação: Evitar excessos no consumo de álcool para evitar problemas de saúde e acidentes.
    • Manter a hidratação: Alternar bebidas alcoólicas com água para evitar a desidratação.
    • Alimentar-se bem: Comer antes e durante o consumo de álcool para reduzir a absorção do álcool no organismo.
    • Não dirigir sob efeito de álcool: Utilizar transporte público ou pedir uma carona a um amigo sóbrio.

    Portanto, aescolha segura da cachaça é fundamental para garantir um Carnaval saudável e divertido. Com a moderação e o consumo consciente, é possível aproveitar a festa sem comprometer a saúde ou a segurança.

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  • Acordo Mercosul-UE: impactos nas exportações agrícolas do Brasil

    Acordo Mercosul-UE: impactos nas exportações agrícolas do Brasil

    O acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), firmado nesta sexta-feira (6) após 25 anos de negociações, manteve as condições originais para o comércio de produtos agropecuários. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro esclareceu que não houve mudanças em relação ao texto de 2019.

    Porém, a decisão contraria países como França e Polônia, que buscavam restringir produtos sul-americanos para proteger seus mercados. Além disso, ainda há resistência de Itália, Países Baixos e Áustria, que podem se opor à ratificação do tratado.

    Produtos com tarifas zeradas e cotas definidas

    Conforme o documento divulgado pelo governo brasileiro, café e sete tipos de frutas do Mercosul poderão entrar na UE sem tarifas nem cotas. Ou seja, as frutas beneficiadas incluem abacate, limão, lima, melão, melancia, uva de mesa e maçã.

    Por outro lado, produtos como carne, etanol e açúcar terão tarifas reduzidas gradualmente e estarão sujeitos a cotas específicas. Portanto, se as exportações ultrapassarem essas cotas, pagarão as alíquotas atuais.

    Café e frutas

    • Café: tarifas entre 7,5% e 11% serão eliminadas em até sete anos.
    • Uvas de mesa: tarifa de 11% será zerada imediatamente.
    • Abacate: tarifa de 4% deixará de existir em quatro anos.
    • Limões e limas: alíquota de 14% cairá em até sete anos.
    • Melão e melancia: tarifa de 9% chegará a zero em sete anos.
    • Maçã: alíquota de 10% será eliminada em dez anos.

    Produtos agropecuários com tarifas e cotas

    • Etanol industrial: cota inicial de 450 mil toneladas isenta de tributos.
    • Etanol combustível: cota de 200 mil toneladas com tarifa reduzida, expandindo ao longo de cinco anos.
    • Açúcar: cota inicial de 180 mil toneladas sem tarifas; excedentes pagarão até €98 por tonelada.
    • Carne bovina: cota de 99 mil toneladas com tarifa reduzida para 7,5%.
    • Carne de aves: cota de 180 mil toneladas isenta, dividida entre cortes com osso e desossados.
    • Carne suína: cota inicial de 25 mil toneladas com tarifa reduzida de €83 por tonelada.

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    Outras mercadorias beneficiadas

    • Suco de laranja: o acordo prevê alíquota zerada em até 10 anos.
    • Cachaça: o acordo eliminará as tarifas para garrafas de até 2 litros em quatro anos.
    • Queijos: cota de 30 mil toneladas com tarifa decrescente em 10 anos.
    • Mel: cota inicial de 45 mil toneladas sem tributos, ampliando em cinco anos.

    Impacto econômico e equilíbrio

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o acordo beneficiará 95% dos bens exportados pelo Mercosul, representando 92% do valor das exportações brasileiras à UE. Contudo, 3% dos produtos, principalmente agrícolas, continuarão sujeitos a barreiras ambientais e sanitárias.

    Em resumo, o governo brasileiro destacou que o tratado busca equilibrar a abertura de mercados com a proteção de setores sensíveis, preservando os interesses de ambas as partes.