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  • Feira em BH tem cachaças de R$ 25 a R$ 15 mil; conheça as mais caras

    Feira em BH tem cachaças de R$ 25 a R$ 15 mil; conheça as mais caras

    Quanto vale uma garrafa de cachaça? A bebida típica do Brasil atende diferentes perfis de consumidores. Com R$ 25, por exemplo, já é possível comprar uma garrafa. Entretanto, alguns rótulos custam milhares de reais.

    Na Expocachaça, em Belo Horizonte (MG), uma garrafa chega a R$ 15 mil. Esse é o preço da Extra Premium Diamond 2, produzida em Ivoti (RS). A bebida passa por 21 anos de envelhecimento. Além disso, a embalagem recebe um diamante cravado. Sem a pedra, a mesma versão custa R$ 10 mil.

    As duas versões estão entre as cachaças mais caras disponíveis na Expocachaça. A feira começa na próxima quinta-feira (6) e segue até sábado (8), na capital mineira.

    Cachaça premium tem produção limitada

    Segundo o expositor Marcelo Pelisson, a Weber Haus Extra Premium apresenta características especiais. A destilaria envelhece a bebida durante seis anos em barris de carvalho francês. Depois, o processo continua por mais seis anos em barris de bálsamo.

    Além disso, a destilaria produz essa série em edição limitada. Pelisson participa da Expocachaça pelo 14º ano. Segundo ele, Minas Gerais representa um mercado promissor para a bebida.

    O expositor também destaca o consumo de cachaça no estado e na capital mineira. “Como destilaria gaúcha, não podemos ficar de fora”, afirma Pelisson.

    Quem compra a cachaça de R$ 15 mil?

    De acordo com Pelisson, diferentes perfis procuram a cachaça mais cara da feira. Entre eles estão colecionadores, admiradores da bebida e consumidores comuns. O expositor também ressalta a qualidade do produto. Segundo ele, a bebida pode ser comparada aos grandes conhaques mundiais.

    Expocachaça deve movimentar R$ 30 milhões

    A organização estima que a Expocachaça movimente cerca de R$ 30 milhões durante e após o evento. O valor considera negociações comerciais, lançamentos de produtos e abertura de novos mercados. Além disso, a feira busca fortalecer relações entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

    Segundo o idealizador José Lúcio Mendes, o evento nasceu para fortalecer a cadeia da cachaça de alambique. Por isso, a Expocachaça reúne produtores rurais, fabricantes de equipamentos e fornecedores de insumos.

    A programação também inclui distribuidores, compradores e especialistas do setor. Assim, o evento cria um ambiente voltado para negócios, conhecimento e geração de valor.

    Durante a feira, também acontecem a 19ª Brasil Bier e a 4ª edição do Minas + Doce. A Brasil Bier concentra atrações relacionadas às cervejas. Já o Minas + Doce destaca o segmento de doces.

    Minas Gerais lidera produção de cachaça

    A força da Expocachaça acompanha a liderança de Minas Gerais na produção brasileira de cachaça. Segundo o Anuário da Cachaça 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Brasil possui 1.266 estabelecimentos registrados. Minas Gerais concentra 501 deles. Portanto, o estado reúne 39,6% das cachaçarias registradas no país.

    Além disso, Minas possui 2.492 produtos registrados. Esse número representa 34,5% de todos os rótulos de cachaça registrados no Brasil. Os dados reforçam a importância de Minas Gerais para o mercado nacional da bebida.

  • Cachaça brasileira cresce e ganha força lá fora

    Cachaça brasileira cresce e ganha força lá fora

     

    O setor da Cachaça viveu, em 2025, o melhor ano de sua série histórica. O Brasil encerrou o período com 1.538 estabelecimentos elaboradores registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), um avanço de 21,5% em relação a 2024. Os números representam o maior crescimento, tanto em termos absolutos quanto percentuais, desde o início da série, em 2018. Naquele ano, o país contava com 951 estabelecimentos; oito anos depois, o total soma alta de 61,7%.

    Os dados fazem parte do Anuário da Cachaça 2026 (ano de referência 2025), levantamento oficial produzido pelo MAPA em parceria com o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), entidade que representa o setor.

    Produtos, marcas e municípios também crescem

    O levantamento aponta expansão em praticamente todos os indicadores do setor. O número de produtos registrados chegou a 8.379, alta de 16% na comparação com 2024. As marcas vinculadas aos registros somaram 11.131, crescimento de 16,8%. Um sinal, segundo o Anuário, da diversificação e do dinamismo da cadeia produtiva.

    A expansão territorial também chama atenção: 844 municípios brasileiros já possuem ao menos um estabelecimento elaborador de Cachaça registrado, aumento de 14,8% frente ao ano anterior. O dado reforça o papel da bebida no desenvolvimento econômico de cidades do interior do país.

    Sudeste concentra a produção, mas Sul lidera o crescimento

    Minas Gerais segue como o estado com mais estabelecimentos registrados, com 564 unidades, seguido por São Paulo (230) e Rio Grande do Sul (106). Juntos, os estados do Sudeste concentram 62,5% dos estabelecimentos do país. Ainda assim, todas as regiões brasileiras registraram crescimento em 2025, e a Região Sul liderou o avanço percentual, com expansão de 51,4% sobre 2024.

    Salinas (MG) mantém a liderança entre os municípios, com 27 estabelecimentos registrados. Onze cidades já reúnem dez ou mais estabelecimentos, duas a mais que em 2024. E Brasília e São Paulo entraram para essa lista, cada uma com dez unidades.

    Foto: Divulgação

    Minas Gerais também lidera o número de produtos registrados, com 2.922 Cachaças — 34,9% do total nacional. Já o Rio Grande do Norte apresenta a maior média por estabelecimento: 10,8 produtos, distribuídos entre 162 registros em apenas 15 estabelecimentos. O mesmo padrão se repete nas marcas: Minas Gerais lidera em número absoluto, com 4.043 marcas, enquanto o Rio Grande do Norte tem a maior média por estabelecimento, com 13,6 marcas cada.

    Exportações avançam e alcançam recorde de destinos

    O desempenho externo da Cachaça acompanhou o ritmo de crescimento do mercado interno. As exportações somaram 7,96 milhões de litros em 2025, aumento de 19,4% sobre 2024. Em valor, as vendas externas atingiram US$ 17,07 milhões, alta de 17,4%, com embarques para 76 países. Portanto, um número que iguala o maior já registrado desde 2011.

    Os Estados Unidos permanecem como o principal mercado em valor, com cerca de 24% das exportações, enquanto o Paraguai lidera em volume embarcado.

    Apesar do avanço em estabelecimentos, produtos, marcas e exportações, o volume de produção declarado em 2025 recuou 15,77% na comparação anual, somando 234,48 milhões de litros.

    IBRAC aponta potencial ainda inexplorado

    Para o presidente do IBRAC, Vicente Bastos, os resultados confirmam a força de uma cadeia formada majoritariamente por pequenos e médios produtores, mas ainda distante do potencial da Cachaça brasileira, especialmente no exterior.

    Foto: Antenados

    Segundo ele, a alta carga tributária sobre a bebida e a falta de isonomia tributária no setor de bebidas alcoólicas seguem como obstáculos à competitividade. Bastos defende o fortalecimento de políticas públicas e o avanço de ações de promoção e proteção da Cachaça para que o destilado ocupe o espaço que, na avaliação dele, merece no Brasil e no mundo.

    ApexBrasil reforça aposta em novos mercados

    Em meio a um cenário de maior volatilidade no comércio internacional, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) assinou, nesta sexta-feira (31), um novo convênio com o IBRAC. O acordo destina R$ 2,63 milhões à promoção comercial da Cachaça em mercados estratégicos e marca a quarta edição do projeto setorial voltado à internacionalização da bebida.

    A iniciativa prevê participação em feiras internacionais, aproximação com compradores estrangeiros e ações de promoção comercial, com a expectativa de atender entre 70 e 80 empresas do setor.

    O presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, afirmou que o cenário atual do comércio internacional exige diversificação de mercados, sobretudo diante das barreiras enfrentadas nos Estados Unidos, um dos principais destinos da Cachaça. Além disso, segundo ele, a Agência amplia investimentos na promoção da bebida no México, no Canadá e na Europa para abrir novas oportunidades ao setor exportador.

    Parceria com o México completa dez anos

    Além disso, a cerimônia também celebrou os dez anos do Acordo de Reconhecimento Mútuo das Indicações Geográficas da Cachaça e da Tequila, firmado entre Brasil e México em julho de 2016. O instrumento garante que apenas bebidas produzidas nos respectivos países usem as denominações “Cachaça” e “Tequila”. O que fortalece a proteção contra falsificações e a valorização dos dois produtos.

    O embaixador do México no Brasil, Carlos García de Alba, destacou que a cooperação construída na última década mostra como os dois países podem atuar juntos na proteção de produtos que representam a identidade de seus povos, reforçando que Cachaça e Tequila se complementam em vez de competir.

    Produtores destacam papel da Cachaça na cultura brasileira

    A proprietária da Cachaça Capueira e diretora financeira do IBRAC, Jeruza Aguiar, ressaltou os desafios de produzir Cachaça como mulher no Brasil. Mas reafirmou a confiança no potencial de expansão da bebida a partir da força da cultura brasileira.

    Produzida exclusivamente no país e símbolo da identidade nacional, a Cachaça movimenta uma cadeia formada majoritariamente por pequenos produtores, cooperativas e empreendimentos familiares. Com os novos acordos, ApexBrasil e IBRAC buscam ampliar a presença da bebida no exterior. Além, é claro, de consolidar sua imagem como produto de alto valor agregado e abrir novas oportunidades para o setor exportador brasileiro.

  • Conheça a maior feira de cachaça do mundo

    Conheça a maior feira de cachaça do mundo

    A cadeia produtiva da cachaça volta a ocupar o centro das atenções do agronegócio brasileiro entre os dias 6 e 8 de agosto, em Belo Horizonte (MG). A 35ª edição da Expocachaça promete reunir cerca de 250 expositores de 18 estados, aproximadamente 2 mil marcas e um público estimado em 25 mil visitantes. O evento consolida sua posição como a maior vitrine mundial do setor. E um dos principais ambientes de negócios para produtores, fornecedores, distribuidores, compradores e investidores.

    Foto: Antenados

    A organização estima que a feira movimente R$ 30 milhões durante e após sua realização. Esse resultado deve vir das negociações comerciais, do lançamento de produtos, da geração de novos mercados e do fortalecimento das relações entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

    Ao longo de quase três décadas, a Expocachaça deixou de ser apenas um evento de degustação. E se transformou em uma plataforma estratégica para o desenvolvimento da agroindústria da cachaça. A feira promove inovação, amplia o acesso a mercados, qualifica a produção e valoriza o destilado brasileiro.

    “A Expocachaça nasceu com o propósito de fortalecer toda a cadeia produtiva da cachaça de alambique. Hoje, ela reúne produtores rurais, fabricantes de equipamentos, fornecedores de insumos, distribuidores, compradores e especialistas em um ambiente voltado para negócios, conhecimento e geração de valor”, destaca José Lúcio Mendes, idealizador da feira.

    Minas Gerais lidera a produção nacional

    Minas Gerais mantém a liderança na produção brasileira de cachaça, e esse protagonismo explica a força do evento no estado. Segundo o Anuário da Cachaça 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Brasil possui 1.266 estabelecimentos registrados,. Dos quais 501 estão em Minas Gerais, o equivalente a 39,6% de todas as cachaçarias do país. O estado também concentra 2.492 produtos registrados, ou 34,5% dos rótulos nacionais.

    Esses números reforçam a importância econômica da atividade, que movimenta milhares de produtores rurais, pequenas agroindústrias, cooperativas, fornecedores de equipamentos, fabricantes de barris, laboratórios, transportadores e distribuidores.

    ANPAQ lança o Selo Nacional da Cachaça de Alambique

    A Associação Nacional da Cachaça de Alambique (ANPAQ) lança durante o evento o Selo Nacional da Cachaça de Alambique, iniciativa que marca um avanço na valorização e na proteção da produção tradicional brasileira.

    O selo identifica a autêntica cachaça de alambique, produzida em alambique de cobre e conforme critérios técnicos estabelecidos pela entidade. Eoferece ao consumidor mais segurança quanto à origem, à qualidade e à procedência do produto. Cada certificação traz QR Code e código serial exclusivo, o que permite acessar informações sobre o produtor, o processo de produção e a autenticidade da bebida.

    Mais do que um elemento de identificação, o selo reforça o compromisso do setor com a preservação da tradição, a valorização dos produtores e a transparência para o consumidor. A iniciativa consolida a Expocachaça como palco dos principais avanços da cadeia produtiva da cachaça brasileira.

    Feira cria ambiente de negócios para o agro

    A programação da Expocachaça reúne rodadas de negócios, exposição de equipamentos para alambiques, fornecedores de embalagens, barris, tecnologia, insumos, serviços especializados e lançamentos voltados ao setor produtivo.

    Entre os temas que devem pautar as discussões desta edição estão a sucessão familiar nas propriedades rurais, a agregação de valor ao produto, a indicação geográfica, a rastreabilidade, a internacionalização, as certificações, a qualidade laboratorial, a sustentabilidade e os impactos da reforma tributária sobre o segmento.

    O crescimento das bebidas prontas para consumo (RTDs), novas estratégias de posicionamento de mercado e a ampliação do turismo rural associado aos alambiques também ganham espaço na programação. Uma tendência que vem diversificando a renda das propriedades produtoras.

    “A cadeia da cachaça evoluiu significativamente nas últimas décadas. Hoje falamos de um produto com elevado valor agregado, forte identidade territorial e crescente reconhecimento nacional e internacional. A Expocachaça acompanha essa evolução, promovendo conexões que fortalecem todo o setor”, afirma José Lúcio Mendes.

    Evento integra diferentes cadeias produtivas

    A Expocachaça acontece simultaneamente à 19ª Brasilbier e à 4ª Minas + Doce. Oque amplia o diálogo entre diferentes segmentos do agronegócio, da agroindústria e da gastronomia. Essa integração cria oportunidades para novos negócios, parcerias comerciais e valorização dos produtos de origem mineira.

    O Brasil tem 1.217 cachaçarias registradas em 2023, segundo o Anuário da Cachaça 2024, divulgado pelo Ministério da Agricultura.
    Foto: Divulgação – MAPA

    Ao reunir produtores, compradores, especialistas, pesquisadores e consumidores, a Expocachaça consolida Belo Horizonte como ponto de encontro de uma das cadeias produtivas mais tradicionais e representativas do agronegócio brasileiro.

    Serviço
    • 35ª Expocachaça, 19ª Brasil Bier e 4ª Minas + Doce
    • Data: 6 a 8 de agosto de 2026
    • Horário: das 12h às 00h
    • Local: CenterMinas Expo — Av. Pastor Anselmo Silvestre, 1495, União, Belo Horizonte, MG
    • Ingressos: disponíveis no site oficial da Expocachaça e na Sympla. Nos dias do evento, a bilheteria do CenterMinas Expo também vende ingressos.
    • Site: www.expocachaca.com.br
    • Instagram: @expocachaca
  • Tensões comerciais abrem mercado europeu para a cachaça do Brasil

    Tensões comerciais abrem mercado europeu para a cachaça do Brasil

    As tensões comerciais entre Estados Unidos, Europa e América do Sul abriram espaço para uma nova dinâmica no comércio internacional. E a cachaça brasileira surge como uma das beneficiadas desse movimento.

    A política tarifária adotada pelo governo Trump acelerou uma aproximação entre União Europeia e Mercosul. Com isso, destravando negociações históricas e criando oportunidades para produtos brasileiros no mercado europeu.

    Para produtores de cachaça, o cenário já começa a se traduzir em expectativa de crescimento. “O avanço pode ser enorme, desde que consigamos superar as barreiras iniciais”, afirma Assja Schymura, destiladora da Pindorama.

    Acordo UE-Mercosul impulsiona exportações

    Em maio, União Europeia e Mercosul avançaram em um acordo comercial aguardado há décadas. O tratado reduz tarifas sobre centenas de produtos, incluindo a cachaça, e amplia o acesso ao mercado europeu.

    O Mercosul reúne Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. A Bolívia, que aderiu ao bloco posteriormente, deve integrar o acordo nos próximos anos.

    A assinatura ganhou força após os dois blocos sofrerem impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo o ex-diplomata brasileiro Roberto Jaguaribe, a instabilidade nas relações com os EUA levou países a buscar novos parceiros comerciais.

    Cachaça ganha espaço na Europa

    Mesmo com reconhecimento em competições internacionais, a cachaça ainda enfrenta baixa penetração no mercado europeu. Altos impostos de importação e desconhecimento do produto limitaram sua expansão por anos.

    Com a redução tarifária, produtores enxergam uma oportunidade concreta de ampliar exportações e consolidar a bebida como um produto competitivo fora do Brasil.

    Mudança na política comercial brasileira

    O movimento também reflete uma mudança mais ampla na estratégia comercial do Brasil. Historicamente marcado por tarifas elevadas, o país passa por uma reavaliação diante de choques recentes, como disputas comerciais e efeitos da pandemia.

    Para a ex-integrante do governo Larissa Wachholz, o momento marca uma virada. “Vivemos uma mudança importante na política comercial. Não vejo retorno a um modelo totalmente protecionista”, afirma.

    Além do acordo com a União Europeia, o Mercosul acelerou negociações com outros mercados. O bloco já firmou parceria com países europeus fora da UE e mantém diálogo com Canadá, Japão e Emirados Árabes Unidos.

    Além do comércio: imagem e cultura

    O acordo também inclui compromissos com democracia e o Acordo de Paris, reforçando a cooperação política entre os blocos.

    Para o setor de cachaça, os ganhos vão além das exportações. Produtores destacam o potencial de reposicionar a imagem do Brasil no exterior.

    “As pessoas ainda associam o Brasil apenas ao carnaval”, afirma Rafael Daló, diretor criativo da Pindorama. “Quando conhecem a cachaça, conhecem também o território, os aromas e a história por trás da produção.”

  • Filha abandona carreira para salvar legado de cachaça artesanal

    Filha abandona carreira para salvar legado de cachaça artesanal

    A tecnóloga em Gestão Ambiental Aline Alves Pereira trocou a profissão pela roça. E essa decisão garantiu a sobrevivência de um negócio familiar com mais de quatro décadas de história. Ela retornou ao Sítio João Durval, na zona rural de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para reforçar a mão de obra da família e assumir a sucessão na produção artesanal de cachaça iniciada há 43 anos pelo pai.

    As irmãs Renata(esquerda) e Aline (direita) assumem a gestão com o pai, João Alves Pereira, e ampliam a comercialização da Durvalina. Foto: Renata Alves Pereira

    A história do alambique começa com uma aposta de João Alves Pereira, que decidiu investir na destilaria após enfrentar prejuízos com o cultivo de hortaliças. “Ele teve o apoio do meu avô Durval, que era degustador de cachaça. Os dois montaram o negócio e, como forma de homenagear o patriarca da família, a cachaça se chama Durvalina”, conta Aline.

    Aos 74 anos, João ainda acompanha todas as etapas da produção. E para a filha, trabalhar ao lado dele representa motivo de orgulho.

    Regularização e apoio técnico

    Um dos primeiros desafios que Aline enfrentou ao entrar no negócio foi a regularização do alambique junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A extensionista da Emater-MG Carolina Vilela Moreira explica que tanto o escritório local quanto a unidade central da empresa acompanharam o processo de reforma, a regularização do alambique e a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).

    O suporte técnico da Emater-MG, combinado à dedicação da família, viabilizou as reformas e adaptações necessárias. “A regularização é a concretização de todo o esforço dedicado. Seria impossível sem a dedicação de todos. É um mix de emoções: alívio, alegria e sensação de dever cumprido”, afirma Aline.

    Gestão compartilhada e dois tipos de cachaça

    Hoje, Aline e a irmã Renata Alves Pereira respondem pela gestão administrativa do negócio. O pai, um primo e um funcionário cuidam do cultivo da cana-de-açúcar e da produção da bebida. O alambique produz dois tipos de cachaça: a branca, armazenada em barris de madeira de amendoim, e a amarela, envelhecida em barris de amburana. A comercialização alcança os municípios de Igarapé, São Joaquim de Bicas e Juatuba.

    Para a extensionista Carolina Vilela, a família representa um exemplo de integração entre gerações no campo. “O diálogo entre pai e filhas resultou em transformações no alambique, na organização do processo produtivo e na qualidade da cachaça. A participação das irmãs evidencia a crescente inserção das mulheres nas atividades produtivas do meio rural e traz novas perspectivas para o setor”, avalia.

  • Vinho quente ou quentão? Saiba qual bebida junina pesa menos na dieta

    Vinho quente ou quentão? Saiba qual bebida junina pesa menos na dieta

    As festas juninas estão chegando e, com elas, surgem os sabores típicos que aquecem os dias frios. Entre os favoritos do público estão o tradicional vinho quente e o clássico quentão. Porém, muita gente ainda se pergunta qual das duas bebidas é a melhor escolha para evitar exageros no álcool e nas calorias.

    Especialistas explicam que, embora ambas façam parte da tradição junina, existem diferenças importantes entre elas, principalmente no teor alcoólico, na quantidade de açúcar e até nos possíveis benefícios nutricionais.

    Vinho quente tem menos álcool

    O vinho quente costuma levar vantagem quando o assunto é teor alcoólico. Isso porque o vinho tinto utilizado na receita possui cerca de 12% a 14% de álcool. Já o quentão, preparado tradicionalmente com cachaça, pode chegar a índices entre 38% e 48%.

    A nutricionista Giuliana Modenezi, do Hospital Israelita Albert Einstein, alerta que o ideal é nunca consumir bebidas alcoólicas de estômago vazio. Além disso, ela recomenda alternar as doses com água para manter a hidratação.

    Quentão costuma ter mais calorias

    Outro ponto que diferencia as bebidas é a quantidade de açúcar utilizada nas receitas. Em geral, o quentão leva mais açúcar e, consequentemente, mais carboidratos.

    Uma porção de 100 ml de vinho quente possui aproximadamente 130 a 160 calorias, além de cerca de 15 a 18 g de carboidratos.

    Enquanto isso, a mesma quantidade de quentão pode alcançar entre 170 e 220 calorias, com cerca de 18 a 25 g de carboidratos, dependendo da receita.

    Benefícios nutricionais favorecem o vinho quente

    Além de menos álcool e calorias, o vinho quente ainda apresenta uma pequena vantagem nutricional. Isso porque o vinho tinto contém polifenóis e resveratrol, compostos antioxidantes associados à saúde cardiovascular.

    As frutas usadas na preparação, como maçã, laranja e limão, também podem oferecer vitamina C e antioxidantes, principalmente quando consumidas junto com a bebida.

    Já o quentão mantém seu valor cultural e sabor marcante, mas possui teor alcoólico mais elevado devido à cachaça.

    Ainda assim, nutricionistas reforçam que o segredo está no consumo consciente. Com moderação e hidratação adequada, é possível aproveitar as comemorações sem grandes excessos.

    Origem das bebidas típicas

    O vinho quente tem inspiração europeia e surgiu em regiões frias durante festas de inverno e celebrações natalinas. No Brasil, a receita ganhou adaptações com ingredientes populares, como gengibre, maçã e especiarias.

    O quentão, por sua vez, nasceu no Brasil e mistura influências indígenas, africanas e europeias. A bebida ficou tradicional nas festas juninas graças à combinação de cachaça, gengibre, açúcar, cravo e canela.

    Receitas tradicionais para fazer em casa

    Receita de vinho quente

    Ingredientes

    • 1 garrafa de vinho tinto seco
    • 1 xícara de água
    • 1/2 xícara de açúcar
    • 1 maçã picada
    • 1 pau de canela
    • 3 a 5 cravos-da-índia
    • Casca de laranja ou limão
    • 1 dose de cachaça (opcional)

    Modo de preparo
    Primeiro, aqueça a água com açúcar e especiarias por cerca de 5 minutos. Depois, adicione o vinho e a maçã. Cozinhe em fogo baixo por mais 10 minutos, evitando fervura intensa. Sirva ainda quente.

    Receita de quentão

    Ingredientes

    • 1 xícara de açúcar
    • 50 g de gengibre
    • Cascas de laranja e limão
    • 5 cravos-da-índia
    • 2 paus de canela
    • 600 ml de água
    • 600 ml de cachaça

    Modo de preparo
    Derreta o açúcar até formar um caramelo claro. Em seguida, acrescente gengibre, especiarias e as cascas das frutas. Adicione a água e deixe ferver por cerca de 15 minutos. Depois, coloque a cachaça e aqueça sem deixar ferver demais. Sirva bem quente.

  • Reforma tributária ameaça 600 mil empregos na cadeia da cachaça, diz setor

    Reforma tributária ameaça 600 mil empregos na cadeia da cachaça, diz setor

    Representantes da cadeia produtiva da cachaça lançaram o Manifesto da Cachaça, documento que reúne 17 entidades do setor em defesa de critérios técnicos e equânimes para a tributação de bebidas alcoólicas no âmbito da reforma tributária brasileira. A iniciativa é liderada pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) e concentra preocupações sobre o Imposto Seletivo (IS) e seus potenciais impactos sobre pequenos e médios produtores.

    A proposta original do Poder Executivo previa um modelo híbrido: uma parcela fixa calculada sobre o volume de álcool puro presente na bebida, combinada com uma parcela proporcional ao valor do produto (ad valorem). Segundo o IBRAC, esse modelo garantia equilíbrio tributário entre as diferentes categorias de bebidas alcoólicas.

    O problema, na avaliação do Instituto, surgiu com as mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional, que abriram a possibilidade de alíquotas diferenciadas por categoria de produto e progressivas conforme o teor alcoólico. Para o setor, isso cria uma dupla tributação sobre o mesmo fator. O álcool já é considerado na parcela fixa e seria novamente penalizado na parcela variável.

    “O Imposto Seletivo precisa seguir critérios técnicos, transparentes e coerentes com sua finalidade regulatória. A tributação baseada no volume de álcool puro já contempla a proporcionalidade necessária entre as bebidas alcoólicas”, afirmou Carlos Lima, presidente do IBRAC. “Uma cobrança ad valorem diferenciada por categoria de bebida acaba distorcendo um princípio básico de tributação e penaliza determinados setores enquanto beneficia outros.”

    Desigualdade histórica que pode se aprofundar

    O manifesto chama atenção para uma assimetria já existente. Atualmente, o brasileiro consome mais de 80 litros per capita de cerveja por ano. Enquanto o consumo total de destilados, incluindo a cachaça, é de 4,1 litros per capita. Apesar disso, considerando apenas as alíquotas nominais de IPI, o setor da cachaça já paga cerca de quatro vezes mais impostos do que a cerveja, que representa mais de 90% do consumo de bebidas alcoólicas no país.

    O setor também questiona a lógica por trás dessa diferença. O manifesto destaca que o álcool presente em todas as bebidas é o mesmo: uma dose padrão de 14 gramas de etanol equivale a 350 ml de cerveja com 5% de teor alcoólico, 150 ml de vinho com 12% ou 40 ml de cachaça com 40%. O organismo humano metaboliza o etanol da mesma forma, independentemente da categoria da bebida.

    “Se o objetivo do Imposto Seletivo é reduzir o consumo nocivo de álcool, a regulamentação precisa seguir critérios equilibrados entre as diferentes bebidas”, pontuou Carlos Lima.

    Risco de informalidade e fechamento de estabelecimentos

    O IBRAC também associa o aumento da informalidade no setor a distorções tributárias anteriores. Parte relevante do mercado clandestino de cachaça e destilados, segundo a entidade, surgiu após o aumento expressivo da carga tributária sobre essas bebidas em 2015, enquanto outras categorias tiveram redução proporcional.

    “Experiências anteriores mostram que assimetrias tributárias excessivas ampliam o diferencial de preços entre produtos formais e ilegais. Portanto, favorecendo a informalidade e fortalecendo cadeias clandestinas de produção e distribuição”, alertou Lima.

    O manifesto cita ainda que um pequeno produtor de cachaça com faturamento anual de R$ 360 mil pode estar sujeito a uma carga tributária maior do que um produtor de cerveja com o mesmo nível de receita. O que, no entender do setor, viola o princípio da isonomia.

    O que dizem os estudos

    Pesquisa publicada na revista científica Substance Use & Misuse indica que a cerveja representa a maior parcela do consumo de álcool. E está associada à maioria dos episódios de consumo excessivo no Brasil e em outros países analisados. Os pesquisadores recomendam que políticas públicas de redução do consumo de álcool levem em consideração principalmente as bebidas de maior penetração no mercado.

    Outro levantamento, desenvolvido pelo Observatório Brasileiro do Sistema Tributário em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Sindifisco Nacional, aponta que modelos tributários excessivamente diferenciados entre categorias podem estimular a substituição de consumo sem reduzir efetivamente o volume total de álcool ingerido.

    Setor em expansão, mas em alerta

    A cadeia produtiva da cachaça movimenta mais de 600 mil empregos diretos e indiretos, do cultivo da cana-de-açúcar até bares, restaurantes, distribuidores e varejistas. Dados do Anuário da Cachaça 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que o Brasil conta com 1.266 estabelecimentos registrados em 735 municípios. Desde 2021, o número de cachaçarias cresceu 35,4%.

    O país possui 7.223 produtos registrados e 9.532 marcas cadastradas. Em 2024, a produção declarada alcançou 292,5 milhões de litros. Em 2025, as exportações brasileiras do destilado movimentaram cerca de US$ 17,1 milhões, com presença em 77 países.

    O manifesto conta com o apoio de associações e sindicatos de diferentes regiões do país. Entre eles: ACAPACQ, ANPAQ, APACAP Paraty, APACS, APAR, APCA-PB, APRODECANA, ASPECA, AGOPCAL, Cachaça SP. Cachaças de Brasília, Cachaças do Rio, Cúpula da Cachaça, SINDBEBIDAS-CE, SINDBEBIDAS MG e SINDBEBIDAS-PB.

  • Cachaça mineira conquista prêmio em concurso internacional

    Cachaça mineira conquista prêmio em concurso internacional

    A cachaça orgânica Flor das Gerais, produzida em Felixlândia, na região Central de Minas Gerais, acaba de garantir mais um troféu internacional. Pelo segundo ano consecutivo, a destilaria recebeu premiação no Concours International des Produits Biologiques, realizado na França e considerado um dos mais importantes do segmento de bebidas orgânicas do mundo. O reconhecimento chega às vésperas do Dia Mineiro da Cachaça, celebrado em 21 de maio.

    Desta vez, a medalha de prata foi para a Porto Douro, rótulo extra premium da marca. A bebida passa dez anos em tonéis de carvalho europeu e termina o envelhecimento em barris que armazenaram vinho do Porto.

    O feito tem peso histórico: o Brasil acumula apenas duas medalhas nesse concurso, ambas da Flor das Gerais. Em 2025, a destilaria já havia levado ouro com a Dorna Única, envelhecida quatro anos em amburana.

    Trajetória de premiações

    Lançada no ano passado, a Porto Douro já soma conquistas nacionais e internacionais. Entre as mais recentes estão uma medalha de ouro no Concurso de Qualidade da Cachaça da Emater-MG e o reconhecimento do alambique entre os cinco mais sustentáveis do Brasil, segundo o Mapa da Cachaça.

    Para o engenheiro agrônomo Daniel Duarte, responsável técnico da empresa, o prêmio valida décadas de trabalho. “O concurso adota critérios rigorosos para avaliar bebidas produzidas sem agrotóxicos, reunindo vinhos, cervejas e destilados de diversos países”, explica.

    A Porto Douro integra uma estratégia da Flor das Gerais para crescer no segmento extra premium, iniciada em 2017 com pesquisas acadêmicas, análises sensoriais e estudos sobre envelhecimento. O primeiro resultado foi o lançamento da Dorna Única, em 2022. Um terceiro rótulo especial já está em desenvolvimento, com previsão de chegada ao mercado entre 2028 e 2029.

    Pioneira no orgânico

    Representante da quarta geração da família, Daniel Duarte destaca o compromisso ambiental como diferencial central da marca. A Flor das Gerais foi a primeira cachaça certificada como orgânica em Minas Gerais, com selo do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) desde 2009.

    A transição ao orgânico começou há mais de 20 anos, quando a fazenda abandonou o modelo convencional. Hoje, a produção elimina agrotóxicos no cultivo da cana-de-açúcar e adota práticas de preservação ambiental e desenvolvimento social para os trabalhadores.

    Mais de um século de história

    A Flor das Gerais tem raízes que atravessam gerações. Na Fazenda Mourões, um engenho de madeira tracionado a bois, construído em 1912 pelo bisavô de Daniel Duarte, ainda faz parte da operação.

    A produção atual ocupa 60 hectares e inclui um projeto próprio de envelhecimento sustentável, com cultivo das espécies usadas na fabricação dos barris. A iniciativa visa compensar a madeira consumida hoje e garantir autonomia futura na produção dos tonéis.

    A destilaria produz cerca de 10 mil litros por ano e chega a triplicar o número de funcionários durante a safra, entre maio e setembro. Daniel credita parte da credibilidade da marca ao trabalho dos pais, Adão e Lúcia Duarte, responsáveis pela operação da fazenda e pela transmissão do conhecimento entre gerações.

    O concurso

    Criado em 1996 pelo jornalista e especialista Pierre Guigui, o Concours International des Produits Biologiques et en conversion, também chamado de Concurso Amphore, é uma das principais premiações internacionais exclusivas para bebidas orgânicas.

    Na edição mais recente, cerca de 500 amostras receberam avaliação de aproximadamente 80 jurados internacionais em degustações às cegas, sob condições controladas. O evento tem certificação ISO 9001 e supervisão das autoridades francesas.

  • Cachaça com diamante de R$ 16 mil vira aposta de luxo para o Dia das Mães

    Cachaça com diamante de R$ 16 mil vira aposta de luxo para o Dia das Mães

    A Weber Haus aposta no mercado de luxo para o Dia das Mães com uma proposta que foge do convencional. A destilaria gaúcha lança a Cachaça Diamant 21, um rótulo superpremium que combina envelhecimento de mais de duas décadas com um diamante verdadeiro incrustado na garrafa.

    Avaliada em cerca de R$ 16 mil, a edição limitada posiciona o produto além do segmento de destilados artesanais, aproximando-se do universo de itens colecionáveis e presentes exclusivos. Cada unidade recebe manualmente a pedra preciosa, reforçando o caráter de raridade da peça.

    Produzida por Hugo Weber e Evandro Weber, a cachaça passa por um longo processo de maturação. Inicialmente envelhecida em barris de carvalho francês, a bebida finaliza o ciclo em madeira de bálsamo, combinação que resulta em maior complexidade aromática e profundidade sensorial.

    Durante a degustação, o destilado apresenta diferentes camadas de aroma e sabor conforme a temperatura. Entre as notas identificadas estão flores, frutas maduras, damasco, laranja, menta, baunilha, amêndoas e chocolate.

    Estojo exclusivo

    A experiência é ampliada com um estojo exclusivo em madeira nobre, acompanhado de vela e termômetro, permitindo ao consumidor explorar as variações sensoriais do produto. Com graduação alcoólica de 40%, a Diamant 21 se consolida como um dos rótulos mais emblemáticos da Weber Haus, destilaria localizada em Ivoti (RS) e reconhecida internacionalmente por premiações no setor.

    A estratégia acompanha uma tendência crescente no mercado de luxo, que valoriza presentes com apelo emocional, exclusividade e potencial de se tornarem itens duradouros. Mais do que uma bebida, o rótulo é apresentado como uma experiência sensorial e afetiva.

    Opções mais acessíveis ganham espaço

    Além da linha premium, existem também produtos mais acessíveis para o Dia das Mães. Entre eles, o Limoncello e a linha de licores da marca, conhecida por sabores marcantes e perfil indulgente.

    Segundo Evandro Weber, CEO da empresa, o comportamento do público feminino tem impulsionado a diversificação do consumo. “As apreciadoras de bebidas estão mais abertas a experimentar novos sabores e categorias, indo além da cachaça e dos destilados tradicionais. O licor voltou a ganhar destaque na gastronomia, no entretenimento e também como opção de presente em datas especiais”, afirma.

  • Bartenders de todo o Brasil disputam final do Campeonato de Coquetelaria

    Bartenders de todo o Brasil disputam final do Campeonato de Coquetelaria

    A capital paulista se prepara para receber, no dia 30 de março, a grande final do Campeonato Brasileiro de Coquetelaria 2026, promovido pela Associação Brasileira de Bartenders (ABB). A disputa acontece a partir das 14h, no SindResBar, localizado no Largo do Arouche, 290, região da República, em São Paulo (SP). A entrada é gratuita para maiores de 18 anos.

    Após reunir mais de 50 inscritos em todo o país, a competição chega à etapa decisiva com 30 bartenders finalistas, que terão como desafio criar um long drink refrescante à base de cachaça. O tema valoriza a versatilidade e a identidade brasileira dessa bebida, que ganha cada vez mais destaque na coquetelaria contemporânea.

    A avaliação técnica ficará a cargo de Cláudio Nakashima (Curitiba), Adriano Farias de Sousa (professor da Escola Chef Gourmet, de São Paulo) e Flavier Castro (São José dos Campos). Especialistas em coquetelaria e com experiência em competições nacionais, os jurados analisarão não só o sabor do drink, mas também a criatividade e a performance de cada participante em cena.

    World Cocktail Championship

    O vencedor da disputa representará o Brasil no World Cocktail Championship – IBA, que acontece de 19 a 23 de outubro, em Macau, na China. Já o vice-campeão defenderá o país no Panamericano Cocktail Championship, marcado para setembro, na ilha de Aruba, no Caribe.

    Além da competição profissional, a ABB abre inscrições para jurados de degustação, voltados ao público que aprecia coquetéis e deseja participar da experiência como consumidor. Não é necessário ter formação na área, basta entrar em contato com a associação pelo telefone (11) 94455‑9136.

    Como incentivo à criatividade, cada finalista recebeu um kit exclusivo com copo, macerador e uma garrafa da Cachaça Seleta Jequitibá. E que poderá inspirar as criações apresentadas durante o evento e nos bares onde atuam.