Tag: cachaça

  • Fiscalização do mapa apreende 7,2 milhões de litros de cachaça

    Fiscalização do mapa apreende 7,2 milhões de litros de cachaça

    Uma das maiores apreensões de bebidas do ano no interior paulista foi realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Uma operação de fiscalização resultou na apreensão de impressionantes 7,28 milhões de litros de aguardente de cana e cachaça em um estabelecimento na região de Ribeirão Preto, um dos principais polos do agronegócio e da produção sucroalcooleira do país.

    A ação foi conduzida por auditores fiscais federais agropecuários das unidades do Mapa sediadas em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Durante a vistoria, os fiscais identificaram que a empresa operava como padronizador e atacadista das bebidas sem possuir o registro obrigatório junto ao órgão federal, uma exigência prevista na legislação brasileira para garantir a qualidade e a procedência dos produtos.

    Como medida administrativa cautelar, o Mapa determinou a suspensão imediata e temporária das atividades de padronização e da comercialização atacadista da cachaça e aguardente no local. A decisão encontra respaldo no artigo 198, inciso III, do Decreto nº 12.709/2025, que regulamenta a fiscalização de produtos de origem vegetal.

    Além da apreensão, foi lavrado um auto de infração contra a empresa. Ela responderá administrativamente pelo exercício irregular das atividades sem o devido cadastro no Ministério da Agricultura. A legislação concede à empresa um prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa referente às irregularidades constatadas durante a fiscalização.

    Por que a bebida irregular é um risco

    O consumidor pode não perceber, mas por trás de um rótulo falso ou da ausência de registro, pode haver um coquetel de substâncias químicas perigosas.

    Nesses casos, o principal vilão é o metanol, um álcool altamente tóxico que a indústria utiliza como solvente e anticongelante e que seres humanos não devem ingerir.

    Diferentemente do etanol,o álcool comum das bebidas, o organismo metaboliza o metanol e o transforma em formaldeído e ácido fórmico, substâncias que atacam o sistema nervoso central e o nervo óptico. Os riscos são imediatos e graves:

    • Cegueira irreversível: apenas 10 ml (cerca de duas colheres de chá) podem causar danos permanentes à visão.
    • Morte: a ingestão de 30 ml ou mais pode ser fatal.
    • Danos neurológicos e falência de órgãos: o metanol provoca acidose no sangue, ataca os rins e pode levar ao coma.

    Casos históricos no Brasil escancaram essa tragédia. Nos anos 1990, na Bahia, mais de 50 pessoas morreram após consumirem cachaça contaminada com metanol em dois surtos distintos, deixando dezenas de sobreviventes com sequelas permanentes. Mais recentemente, em 2025, o estado de São Paulo registrou mortes e casos de cegueira causados por destilados adulterados, envolvendo bebidas como gin, uísque e vodca.

    Como identificar e se proteger?

    Especialistas alertam que o metanol é incolor e tem cheiro semelhante ao do etanol, tornando impossível identificá-lo apenas pelo sabor ou aparência. A única forma segura de consumo é comprando produtos de origem legalizada.

    A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) recomenda um passo a passo para evitar o risco:

    • Verifique o rótulo: bebidas legalizadas comercializadas no Brasil possuem contrarrótulo em português, com o número do registro no Ministério da Agricultura (MAPA). Esse é exatamente o documento que faltava no estabelecimento fiscalizado.
    • Desconfie de preços muito baixos: ofertas muito abaixo da média de mercado são um forte indicador de irregularidade.
    • Examine a embalagem: verifique a vedação, se o lacre está intacto e se o nível do líquido parece correto. Rótulos com má qualidade ou erros ortográficos são sinais de alerta.
    • Compre em locais confiáveis: prefira estabelecimentos com boa reputação e que forneçam nota fiscal.

    Destino da apreensão e sintomas de alerta

    Apesar do volume expressivo, os fiscais não removeram do local os mais de 7,2 milhões de litros de bebidas alcoólicas apreendidos. A empresa mantém o produto armazenado em suas próprias instalações, após assumir a condição de fiel depositária. A mercadoria permanecerá retida até a conclusão do processo administrativo instaurado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que definirá o destino final da carga.

    Caso você ou alguém próximo consuma uma bebida e apresente sintomas como dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental, visão turva ou dificuldade para respirar, procure imediatamente um atendimento médico de urgência. O socorro rápido é essencial para evitar sequelas permanentes.

  • Produtores de cachaça aumentam vendas com certificação de qualidade

    Produtores de cachaça aumentam vendas com certificação de qualidade

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo impulsiona a produção de cachaça no estado com o selo de qualidade concedido pelo Concurso Paulista de Qualidade da Cachaça. A iniciativa, realizada em 2024 e 2025, reconhece tecnicamente os produtores, fortalece o mercado e estimula a excelência produtiva.

    O programa integra um conjunto de ações que valorizam o produtor, ampliam a competitividade dos rótulos paulistas e consolidam a imagem do destilado como produto de alto padrão. A certificação funciona como diferencial estratégico tanto para quem produz quanto para quem consome.

    Da plantação à garrafa: qualidade total

    O selo certifica a excelência em todas as etapas produtivas. Os avaliadores acompanham desde a plantação e colheita da cana-de-açúcar até o envase final. O consumidor adquire confiabilidade no produto, enquanto o produtor conquista valorização no mercado.

    Charles Tilhaque, produtor de Votuporanga, comprova os resultados concretos da certificação. Sua Cachaça Taboado Amburana conquistou ouro na categoria armazenada na última edição do concurso estadual. O reconhecimento transformou o negócio.

    “O selo é um indicador muito importante para a consolidação do nosso produto. Primeiro por ter a certificação do Ministério da Agricultura (MAPA), além dos concursos, e isso nos traz uma grande visibilidade, que nos faz buscar sempre manter a qualidade da produção. Após o concurso, o nosso negócio mudou do dia para a noite, e nossas vendas aumentaram significativamente”, afirma Charles.

    Laura Vicentini, presidente da Câmara Setorial da Cachaça, destaca o processo completo que o destilado percorre até receber a certificação. “O selo vem com um atestado de que a gente consegue ter toda rastreabilidade, desde a origem do canavial até a produção do destilado. E ele garante que a cachaça acesse mercados especiais, garante uma boa precificação na venda e aumenta a confiabilidade do consumidor na compra. Então, o selo traz toda essa chancela de altíssima qualidade do produto produzido aqui em São Paulo”, explica.

    Acordo Mercosul-UE promete expandir exportações

    O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia abre perspectivas positivas para o setor. A abertura de novos mercados beneficia especialmente os produtores que já contam com certificações de qualidade, expandindo a competitividade da cachaça paulista no exterior.

    Tilhaque enxerga oportunidades neste acordo entre os dois blocos econômicos. “Os dois mercados são grandes consumidores da cachaça, sobretudo Paraguai e Alemanha. Isso vai aproximar cada vez mais os produtores dos clientes finais, e quem ganha com isso tudo é a cachaça paulista”, comenta.

    Mais de 100 produtores e 200 rótulos premiados

    São Paulo abriga atualmente mais de 100 unidades produtoras de cachaça registradas, com ampla diversidade de sabores, estilos, embalagens e faixas de preço. As duas edições do Concurso Paulista de Qualidade da Cachaça, realizadas em 2024 e 2025, avaliaram e premiaram cerca de 200 rótulos, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

    As Rotas da Cachaça SP representam outra iniciativa estratégica para o setor. O projeto conecta produtores, consumidores e turistas, promovendo a cultura, a história e a diversidade da cachaça paulista. A iniciativa estimula o turismo rural, amplia a visibilidade dos produtores e contribui para a valorização regional do destilado.

  • Marca brasileira de cachaça avança em ranking mundial pelo segundo ano consecutivo

    Marca brasileira de cachaça avança em ranking mundial pelo segundo ano consecutivo

    A Cachaça 51 avança no mercado internacional de destilados e reforça sua posição como principal referência da bebida brasileira no mundo. O Drinks International Brands Report 2026 classificou a marca entre as líderes da categoria pelo segundo ano consecutivo, em ranking que ouviu bartenders, proprietários e gestores dos bares mais influentes do planeta.

    O levantamento, que chega à 15ª edição, mapeia as marcas mais vendidas, mais pedidas e aquelas que profissionais do setor consideram tendências obrigatórias. A Cachaça 51 mantém posição entre as mais vendidas e sobe uma colocação no grupo de marcas-tendência. Ou seja, produtos que bartenders consideram indispensáveis em qualquer bar completo.

    “A Cachaça 51 representa hoje a maior referência da bebida brasileira no mundo. Esse reconhecimento internacional impulsiona a cachaça como produto e como ícone cultural, que carrega a identidade e a história do Brasil”, afirma Marina Flávia da Silva, head de marketing e trade marketing da Cia. Müller de Bebidas, fabricante da marca.

    Exportação leva identidade brasileira aos cinco continentes

    A marca exporta seus produtos para mais de 50 países e marca presença em mercados da América Latina, Europa, América do Norte, Ásia e Oceania. A expansão global combina produção tradicional com tecnologia de ponta, o que consolida a cachaça como símbolo da coquetelaria brasileira no exterior.

    A caipirinha funciona como principal vetor de expansão internacional. Bartenders classificam o drink brasileiro entre os clássicos mais pedidos em bares e restaurantes, o que aumenta a demanda pela cachaça e garante espaço permanente nas cartas de drinks e estoques dos estabelecimentos internacionais.

    Garrafas com arte exclusiva transformam produto em item de coleção

    A versão exportação da Cachaça 51 traz embalagem diferenciada, com ilustrações exclusivas assinadas pela artista plástica brasileira Tereza Perman. A marca lança edições limitadas que transformam as garrafas em objetos de desejo entre colecionadores e apreciadores da bebida ao redor do mundo.

    Foto: Divulgação

    O desempenho no Drinks International Brands Report comprova a estratégia da Cia. Müller de Bebidas em ampliar a projeção global da cachaça brasileira. A empresa mantém padrões elevados de qualidade e fortalece a presença da marca como símbolo do Brasil no mercado internacional de destilados.

  • Prêmio define o melhor azeite, cachaça e doce de leite do Brasil

    Prêmio define o melhor azeite, cachaça e doce de leite do Brasil

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebe até 30 de abril as inscrições para o Prêmio Brasil Artesanal (PBA). O concurso avalia e valoriza a produção artesanal de azeite, cachaça e, pela primeira vez em 2026, doce de leite. A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) integra o grupo de instituições que apoiam a iniciativa.

    A novidade deste ano traz especial relevância para Minas Gerais, já que o doce de leite representa uma sobremesa tradicional da culinária mineira. Produtores de todo o país podem participar das três categorias do certame.

    A Epamig, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e o Sebrae elaboram o edital do Concurso de Azeite de Oliva. Essas instituições também fornecem conhecimento técnico e científico para avaliar e aprimorar os produtos participantes.

    “A Epamig atua de forma consistente em todas as etapas do cultivo da oliveira como empresa pioneira nas pesquisas com essa cultura. O concurso atesta, em mais uma edição, a qualidade dos azeites nacionais”, afirma Luiz Fernando, coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig.

    Concurso beneficia consumidores e produtores

    O coordenador destaca que a sociedade ganha acesso a informações sobre a qualidade dos produtos. Os produtores, por sua vez, associam suas marcas a um concurso que conta com instituições de referência no país.

    O Prêmio Brasil Artesanal estimula a profissionalização de pequenos e médios produtores rurais. A iniciativa também promove a melhoria contínua dos processos produtivos e agrega valor aos alimentos que chegam ao mercado.

    Os produtores devem enviar as amostras até 15 de maio. Os produtos passam por avaliação do júri técnico, análise da história, votação do júri popular e etapa final de premiação. Cada produtor pode inscrever um produto por categoria, nas modalidades blend ou monovarietal.

    O Prêmio Brasil Artesanal oferece certificados, premiação em dinheiro e divulgação nos canais digitais e redes sociais do Sistema CNA/Senar. Os interessados devem acessar o site oficial da CNA para realizar a inscrição.

  • Premiação de cachaça de Minas inova e destaca produtores por região

    Premiação de cachaça de Minas inova e destaca produtores por região

    A segunda edição do Concurso de Avaliação da Qualidade das Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras inovou em 2025 ao criar um diploma especial que reconhece a produção regional da bebida. A premiação aconteceu em novembro e distribuiu certificados aos três primeiros colocados de cada um dos sete polos produtores do estado.

    Os polos Central, Sul e Matas de Minas, Leste, Nordeste, Norte e Cerrado receberam destaque na nova categoria. A iniciativa busca evidenciar o terroir e as características únicas que cada região imprime às suas cachaças.

    “A Emater-MG atua em 820 municípios distribuídos em sete polos. Criamos essa novidade para reconhecer e valorizar a excelência da bebida mineira dentro de cada região. Queremos mostrar as características das cachaças de cada área, seus terroirs”, explica Otávio Maia, diretor-presidente da Emater-MG.

    Vale Verde domina o polo Central

    No polo Central, a cachaçaria Vale Verde, de Betim, conquistou o primeiro lugar com a Vale Verde Extrapremium e o segundo com a Vale Verde 12 anos. A Paulo Azevedo Amburana, de Carmópolis de Minas, ficou com a terceira colocação.

    “Receber esse reconhecimento nos gratifica muito. O prêmio prova que nosso trabalho recebe valorização e nos inspira a trabalhar com mais dedicação e entusiasmo”, celebra Daniel Fornari, representante da Vale Verde.

    Sul de Minas reúne marcas premiadas

    O polo Sul de Minas destacou três produtores: Estação da Cana conquistou o primeiro lugar com a versão Carvalho e Grápia, de Monte Belo. A Dona Diva Ouro, de Pouso Alegre, ficou em segundo, enquanto a Encomenda Real Carvalho Ouro, de Cruzília, levou o terceiro lugar.

    Leste e Matas de Minas mostram diversidade

    O polo Leste premiou a Anfitrión Ouro Single Malt, de Governador Valadares, em primeiro lugar. A Mineiriana, de Itabira, conquistou tanto o segundo quanto o terceiro lugar da região.

    Nas Matas de Minas, a Duim Blend Especial, de Mar de Espanha, levou o primeiro lugar. A Requinte do Emboque Premium, de Raul Soares, ficou em segundo, e a Poka Carvalho, de Viçosa, em terceiro.

    Foto: Divulgação Emater-MG

    O polo Cerrado premiou três municípios diferentes: Urucuiana Carvalho (Buritis) em primeiro lugar, Terra do Zebu Cerejeira (Uberaba) em segundo e Onda Clara Prata (Patos de Minas) em terceiro.

    O município de Salinas concentrou todos os prêmios do polo Norte de Minas. A Premissa Carvalho Americano conquistou o primeiro lugar, enquanto a Seleta levou o segundo e terceiro lugares com produtos diferentes.

    No polo Nordeste, a Boralina, de Novo Cruzeiro, dominou o pódio com o primeiro e segundo lugares. A cachaçaria Padre Paraíso, do município homônimo, fechou o top 3.

    Concurso reúne 247 cachaças certificadas

    O concurso recebeu 247 bebidas participantes em 2025, todas registradas no Ministério da Agricultura. “O concurso busca contribuir para o aprimoramento das boas práticas de fabricação da cachaça em todas as regiões mineiras”, explica Lucas Rocha Carneiro, coordenador técnico estadual da Emater-MG e um dos responsáveis pela organização da premiação.

    A iniciativa fortalece o reconhecimento da cachaça mineira e estimula produtores a aprimorarem suas técnicas de produção, respeitando as características regionais que tornam cada bebida única.

  • Rotas da Cachaça de SP: governo paulista cria roteiro em 65 municípios

    Rotas da Cachaça de SP: governo paulista cria roteiro em 65 municípios

    O governo de São Paulo oficializou nesta quinta-feira (11) as Rotas da Cachaça, iniciativa intersecretarial que conecta turismo, agricultura e gastronomia em 65 municípios paulistas. Durante o evento, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) entrega os troféus e certificados do II Concurso Estadual de Qualidade da Cachaça Paulista 2025, que premia os melhores rótulos artesanais em cinco categorias.

    A edição 2025 do concurso recebeu 130 amostras de todo o Estado, um crescimento de 60% em relação ao ano anterior. A competição avalia cachaças nas categorias Branca, Armazenada, Envelhecida em Carvalho, Envelhecida em Madeiras Brasileiras e Blends.

    “Estabelecemos padrões técnicos e sensoriais que elevam a credibilidade da bebida, garantindo segurança e autenticidade para o consumidor”, afirma José Carlos de Faria Júnior, chefe da assessoria técnica da SAA. Segundo ele, a iniciativa incentiva boas práticas, fomenta a formalização e consolida São Paulo como referência nacional em qualidade e inovação.

    Conheça os três primeiros colocados em cada categoria

    BRANCA

    • Pavão Prata (Pirassununga)
    • Santa Capela Clássica (Santa Bárbara d’Oeste)
    • Sr. Brasil (Monte Alegre do Sul)

    ARMAZENADA

    • Almeida Valente Amburana (Artur Nogueira)
    • Serra Vale Carvalho (São João da Boa Vista)
    • Santa Capela Armazenada Amburana (Santa Bárbara d’Oeste)

    ENVELHECIDA EM MADEIRAS BRASILEIRAS

    • Cachaça da Torre Jequitibá Rosa (Amparo)
    • Tonon Amburana (Dourado)
    • Itupeva Umburana (Itupeva)

    ENVELHECIDA EM CARVALHO

    • Dom Tápparo Extra Premium 12 anos (Mirassol)
    • Cachaça C Double Wood (Torrinha)
    • Giuseppe Benedetti Carvalho Americano (Amparo)

    BLEND

    • Dom Tápparo Extra Premium Blend Amburana e Carvalho Americano (Mirassol)
    • WIBA! Blend de Carvalhos (Torre de Pedra)
    • Cachaça C Triple Wood (Torrinha)

    Oito rotas turísticas valorizam produção artesanal

    O projeto cria oito rotas e dois destinos que conectam alambiques familiares, propriedades rurais, museus, pousadas temáticas e espaços culturais dedicados à cachaça. As novas rotas se juntam às consolidadas Rotas do Café, do Vinho e do Queijo.

    “As Rotas da Cachaça de São Paulo representam muito mais do que um roteiro turístico”, destaca Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de SP. “O projeto fortalece pequenos e grandes produtores, impulsiona a formalização e abre portas para novos mercados, inclusive internacionais.”

    Linha de crédito Alambique Legal facilita regularização

    O governo estadual lançou durante o evento a linha de subvenção Alambique Legal, vinculada ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). A iniciativa integra o programa Artesanal + Legal, lançado em dezembro de 2025, e disponibiliza R$ 3 milhões para produtos artesanais.

    O objetivo é custear processos de registro, certificação e adequação produtiva. A criação da linha atende uma demanda identificada durante a implantação das rotas: diversos produtores não conseguiram participar por falta de regularização sanitária e regulatória.

    São Paulo responde por 45% da produção nacional

    O Estado lidera a produção e exportação de cachaça no Brasil, concentrando 45% da produção nacional. Laura Vicentini, presidente da Câmara Setorial da Cachaça do Estado de São Paulo e produtora da primeira cachaça brasileira certificada em sustentabilidade, acompanha o crescimento do setor.

    Desde que assumiu a presidência em 2024, o número de produtores integrados à Câmara aumentou de 58 para 70, com crescimento médio anual de 20%. Laura teve papel decisivo na concepção do Concurso Estadual de Qualidade, especialmente na inclusão obrigatória da análise química.

    “O concurso paulista foi o primeiro do país a oficializar esse procedimento, integrando avaliação técnica, científica e sensorial”, destaca Vicentini. A iniciativa inspirou outros concursos nacionais a adotarem a análise química como critério obrigatório.

    Para a presidente da Câmara, o momento é histórico: “A criação das Rotas da Cachaça e a consolidação do Concurso estruturam o setor, elevam o padrão técnico e abrem novas oportunidades para os produtores.”

    Cachaça paulista une patrimônio histórico e desenvolvimento econômico

    O governo estadual integra a premiação do concurso com o lançamento das rotas para posicionar a cachaça como patrimônio histórico, produto gastronômico e destino turístico. A estratégia conecta tradição, ciência e sustentabilidade, transformando o destilado em símbolo de identidade cultural e motor de desenvolvimento econômico no interior paulista.

  • Mega operação apreende mais de 182 mil litros de bebidas falsificadas

    Mega operação apreende mais de 182 mil litros de bebidas falsificadas

    Uma operação de grande escala realizada pelo Governo de Minas Gerais durante todo o mês de novembro resultou na apreensão de mais de 182 mil litros de bebidas alcoólicas falsificadas ou irregulares em estabelecimentos comerciais de todo o estado. A Operação Baco também retirou de circulação 3.958 unidades entre garrafas e galões considerados inutilizáveis. Portanto, protegendo milhares de consumidores mineiros de produtos potencialmente nocivos à saúde.

    A ação fiscalizadora contou com a participação estratégica do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O instituto mobilizou suas 21 Coordenadorias Regionais para realizar mais de 200 fiscalizações em estabelecimentos ligados à produção, comercialização e armazenamento de bebidas alcoólicas. A operação integrou esforços de mais de 10 instituições estaduais e federais, incluindo Vigilância Sanitária, Polícia Militar e Polícia Civil.

    Produtos falsificados e sem registro são alvo principal

    De acordo com Lucas Guimarães, gerente de inspeção de produtos de origem vegetal do IMA, o instituto atuou como órgão técnico especializado na identificação de bebidas sem registro oficial, produtos falsificados e mercadorias de descaminho. “Essa atuação integrada reforça o importante papel do IMA na oferta de produtos seguros, garantindo que o consumidor mineiro não seja exposto a riscos à saúde”, destacou o gerente.

    Além das fiscalizações, a operação incluiu ações educativas para orientar consumidores sobre como identificar sinais de adulteração em bebidas alcoólicas. Contribuindo para a prevenção de intoxicações e problemas de saúde relacionados ao consumo de produtos irregulares.

    Estrutura estadual garante alcance em todos os municípios

    A amplitude da Operação Baco foi possível graças à capilaridade do IMA em Minas Gerais. Com 21 coordenadorias regionais e mais de 180 escritórios seccionais distribuídos estrategicamente pelo estado, o instituto conseguiu atender todos os municípios mineiros, proporcionando respostas rápidas e apoio técnico especializado.

    Eduardo Martins, fiscal assistente agropecuário do Escritório Seccional do IMA em Oliveira, participou ativamente da operação durante 15 dias. Nesse período, fiscalizou mais de 30 estabelecimentos em 10 municípios da região. “O apoio operacional do IMA na identificação de bebidas falsificadas, clandestinas ou sem procedência foi essencial para o êxito das ações”, afirmou Martins.

    O fiscal destacou ainda que a experiência técnica do instituto foi decisiva para ampliar a precisão das análises e assegurar que apenas produtos em conformidade com as normas sanitárias permaneçam no mercado mineiro.

  • Madeiras: como escolher a melhor opção para envelhecer sua cachaça

    Madeiras: como escolher a melhor opção para envelhecer sua cachaça

    A cachaça é um destilado típico do Brasil e surgiu por volta de 1520, em Pernambuco. A bebida hoje passa por envelhecimento, mas essa prática não ocorria no início da produção. A técnica surgiu por acaso na corrida do ouro em Minas Gerais, quando barris de madeira transformaram cor e sabor da aguardente transportada. Confira as orientações divulgadas pela Esalq/USP.

    Envelhecimento melhora aroma, sabor e equilíbrio químico

    O processo de envelhecimento aprimora a qualidade química e sensorial da cachaça. Produtores armazenam o destilado em barris por tempo adequado, permitindo reações que suavizam o álcool das bebidas recém-destiladas. O período necessário varia conforme a madeira usada no processo.

    Compostos voláteis definem aromas e sabores da cachaça

    Os congêneres voláteis atuam na mudança do aroma e sabor e variam conforme a madeira do barril. Cada espécie altera a composição química da bebida e impacta acidez volátil, teor alcoólico e extrato seco. Esses elementos influenciam diretamente a percepção do consumidor.

    Carvalho lidera o envelhecimento, mas há mais de 30 madeiras

    O carvalho se tornou a madeira mais comum no envelhecimento da cachaça, mas existem mais de 30 opções disponíveis. Cada uma entrega cores, aromas e sabores específicos. Amburana, jequitibá-rosa, amendoim, bálsamo, ipê, freijó e castanheira estão entre as espécies mais usadas. Essa diversidade cria perfis únicos para o destilado.

    Carvalho americano e europeu dominam a fabricação de barris

    As espécies do gênero Quercus lideram o envelhecimento de bebidas alcoólicas em todo o mundo. O carvalho americano (Quercus alba) e os europeus Quercus petraea e Quercus robur são os mais utilizados na produção de barris. Cada tipo entrega características sensoriais distintas ao produto final.

    Carvalho americano oferece suavidade e notas doces

    Cachaças armazenadas no carvalho americano ganham coloração dourada e aromas de baunilha e coco. O sabor se torna mais suave e apresenta buquê complexo.

    Carvalho europeu entrega intensidade e notas tostadas

    O carvalho europeu produz cachaças de cor âmbar, com aromas intensos e sabores marcantes. O destilado apresenta notas de amêndoas, castanhas, madeira tostada e taninos.

    Amburana destaca doçura e aromas fortes

    A amburana (Amburana cearensis) ocorre do Ceará ao norte da Argentina e tem densidade moderada. A madeira é comum na marcenaria do Nordeste. A cachaça envelhecida em amburana ganha cor intensa, sabor adocicado e buquê marcante, com notas frutadas e especiarias.

    Jequitibá-rosa entrega leveza e equilíbrio aromático

    O jequitibá-rosa (Cariniana legalis) é nativo do Brasil e possui tonalidade bege-rosada. A madeira é durável e usada em diversas aplicações. No envelhecimento, ela dá à cachaça cor dourada e buquê suave, semelhante ao carvalho americano.

    Bálsamo intensifica aromas herbais e toque apimentado

    O bálsamo (Myrocarpus frondosus) é resistente e comum na fabricação de móveis. No sul da Bahia, ele compõe receitas tradicionais de cachaça. Barris de bálsamo adicionam cor amarelo-esverdeada, aroma herbal marcante e sabor levemente apimentado.

    Normas garantem segurança e qualidade da cachaça

    A cachaça deve seguir a Normativa nº 13, de 29 de junho de 2005. O regulamento exige teor alcoólico entre 38% e 48% e acidez volátil máxima de 150 mg/100 mL. A bebida também deve conter mínima concentração de álcoois superiores e teor máximo de cobre de 5 mg/L.

    Escolha da madeira define personalidade da bebida

    A madeira usada no envelhecimento define cor, aroma e sabor da cachaça. Embora o carvalho seja o mais conhecido, outras espécies entregam perfis sensoriais distintos. A escolha deve considerar o resultado desejado e a disponibilidade da madeira mais adequada para a produção.

  • Minas fortalece sua liderança na produção de cachaça

    Minas fortalece sua liderança na produção de cachaça

    A cachaça mineira, que já carrega séculos de tradição e orgulho, está prestes a ganhar um impulso científico sem precedentes. Minas Gerais, líder absoluto na produção de cachaça de alambique no Brasil, agora conta com um programa estadual dedicado exclusivamente a aperfeiçoar cada gota dessa bebida que é patrimônio cultural brasileiro.

    O Programa Estadual de Pesquisa em Cana de Açúcar e Cachaça de Alambique, tocado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), promete revolucionar o setor ao integrar ciência e tradição. A iniciativa contempla desde o plantio da cana até o envelhecimento nos barris de madeira, passando pela fermentação e destilação.

    “A gente propõe uma abordagem que olha pra cadeia inteira”, explica Ana Cláudia Silveira Alexandre, pesquisadora e professora da Epamig – Instituto Tecnológico de Agropecuária de Pitangui (Itap). Ela coordena trabalhos que vão do cultivo da cana-de-açúcar até a melhoria da qualidade físico-química e sensorial do produto final.

    Da raiz ao copo: ciência encontra tradição

    As pesquisas abrangem múltiplas frentes. No campo, os cientistas selecionam cultivares de cana adaptadas aos diversos biomas mineiros, sempre com foco na produção de cachaça e derivados. O manejo fitotécnico e ecofisiológico também recebe atenção especial, buscando maior eficiência produtiva sem abrir mão da sustentabilidade.

    Já dentro dos alambiques, a coisa fica ainda mais interessante. Os estudos incluem a bioprospecção de microrganismos – aqueles seres microscópicos responsáveis pela mágica da fermentação – e a otimização dos processos fermentativos para garantir qualidade e padronização da bebida.

    O envelhecimento também entra na pauta. Pesquisadores testam diferentes madeiras, tipos de barris e tempos de armazenamento, tudo para agregar valor sensorial e comercial à cachaça mineira. E tem mais: o programa investe na identidade territorial das microrregiões de Minas, promovendo a diferenciação e valorização dos terroirs mineiros.

    “Além disso, a gente vai desenvolver novos produtos e derivados da cana e da cachaça, estimulando diversificação e inovação tecnológica no setor”, destaca Ana Cláudia.

    Alambique-Escola: conhecimento acessível aos produtores

    Uma das iniciativas mais aguardadas é a implantação do Alambique-Escola na Epamig Itap, prevista para começar em 2026. A unidade servirá como referência para produção de cachaça de alambique e vai oferecer capacitação prática aos produtores.

    A necessidade ficou evidente no Diagnóstico Perfil dos empreendimentos de cachaça de alambique do estado de Minas Gerais – 2023, realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A pesquisa  ouviu 21% dos estabelecimentos registrados no estado. E revelou um dado preocupante: cerca de 40% desses estabelecimentos não recebem nenhum tipo de assistência técnica.

    “Esses dados reforçam a demanda por maior orientação técnica e evidenciam a importância de uma estrutura como o Alambique-Escola”, ressalta Ana Cláudia. A iniciativa, desenvolvida junto à Emater-MG, oferecerá suporte contínuo e condições para aprimorar a qualidade da cachaça, contribuindo pro fortalecimento da cadeia produtiva.

    Conhecer para fortalecer

    Apesar da liderança nacional, Minas ainda carece de informações precisas sobre o setor. Dados sobre volume total de produção, classificação dos empreendimentos, mão de obra, assistência técnica e análises laboratoriais ainda são escassos. Justamente o que motivou o diagnóstico estadual.

    “O estudo colhe dados relativos à produção, agroindústria, comercialização, tributação, mão de obra e plantio de cana”, explica Sandra Regina Carvalho dos Santos, diretora de Comercialização e Mercados da Seapa. “É bem completo pra conseguirmos entender a cadeia como um todo e embasar o investimento em políticas públicas que conversem com a realidade.”

    A pesquisa para o Diagnóstico de 2025 já está disponível e pode ser respondida pelos produtores, garantindo que as políticas públicas reflitam as reais necessidades do setor.

    Com tradição centenária e agora armada de ciência de ponta, a cachaça mineira se prepara para consolidar ainda mais sua posição de destaque no cenário nacional. E, quem sabe, conquistar novos mercados internacionais. Afinal, qualidade e tradição nunca saem de moda.

  • Operação apreende 75 mil litros de cachaça ilegal em SC

    Operação apreende 75 mil litros de cachaça ilegal em SC

    Uma operação de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) resultou na apreensão de aproximadamente 75 mil litros de cachaça clandestina na região de Criciúma, Santa Catarina. A ação, coordenada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov) da Superintendência do Mapa no estado, expõe os riscos crescentes da produção irregular de bebidas alcoólicas no Brasil.

    Foto: MAPA

    Durante a operação, três estabelecimentos foram fiscalizados: dois foram autuados e interditados por operarem sem registro no Mapa, enquanto o terceiro recebeu autuação por produzir em condições higiênico-sanitárias inadequadas. A cachaça apreendida estava sendo fabricada em ambientes impróprios, sem o controle de qualidade exigido pela legislação.

    Riscos à saúde pública

    O consumo de bebidas clandestinas representa grave ameaça à saúde, podendo causar intoxicações severas, cegueira e até morte. Esses riscos decorrem da presença de substâncias tóxicas resultantes de adulterações ou processos de produção irregulares, sem qualquer supervisão técnica ou sanitária.

    A fiscalização reforça a importância de que a produção de bebidas alcoólicas ocorra apenas em estabelecimentos devidamente registrados que atendam às normas higiênico-sanitárias estabelecidas pelo Mapa. A Instrução Normativa nº 72/2018 define os requisitos e procedimentos administrativos para o registro de estabelecimentos e produtos classificados como bebidas.

    Intensificação da fiscalização

    Segundo o Mapa, as ações de fiscalização foram intensificadas nos últimos meses com a chegada de novos servidores, incluindo Auditores Fiscais Federais Agropecuários e Agentes de Atividades Agropecuárias. O reforço amplia a capacidade do ministério de proteger consumidores e assegurar a qualidade dos produtos de origem agrícola comercializados no país.

    Produtores que desejam regularizar suas atividades podem acessar a seção de Vinhos e Bebidas no site oficial do Ministério da Agricultura, onde encontram orientações detalhadas sobre o processo de registro e adequação às normas vigentes.

    Crise nacional: mortes por metanol alarmam autoridades

    A operação em Santa Catarina ocorre em um momento crítico para a segurança alimentar brasileira. O país enfrenta desde agosto de 2025 um grave surto de intoxicações por metanol relacionado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, que tem gerado apreensão em todas as regiões do país.

    Segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde até 24 de outubro, o Brasil registra 58 casos confirmados de intoxicação por metanol e 50 casos em investigação. O número de mortes chegou a 15, sendo nove em São Paulo, três no Paraná e três em Pernambuco. Outros nove óbitos seguem em investigação.

    São Paulo concentra o maior número de casos, com 44 confirmados e 14 em investigação. A crise levou à criação de estruturas emergenciais. O Ministério da Saúde instalou uma Sala de Situação em Brasília no dia 1º de outubro para monitorar os casos crescentes. E o governador Tarcísio de Freitas anunciou em 30 de setembro um gabinete de crise para coordenar ações das secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça.

    Como o metanol contamina as bebidas

    Investigações da Polícia Civil identificaram que uma fábrica clandestina no ABC Paulista adulterava vodka com etanol comprado em postos de gasolina. Porém, utilizando inadvertidamente etanol contaminado com metanol. As principais linhas de investigação apontam para contaminação por metanol usado na limpeza de garrafas reaproveitadas e uso da substância para aumentar o volume de bebidas adulteradas.

    Até outubro, 41 pessoas foram presas acusadas de adulteração de bebidas no estado de São Paulo Agência Brasil, incluindo fornecedores de insumos para falsificação.

    Sintomas e tratamento

    O metanol, ao ser metabolizado no organismo, gera formaldeído e ácido fórmico, substâncias que podem causar danos graves à saúde, incluindo perda irreversível de visão e morte. Os sintomas podem aparecer entre 12 e 24 horas após a ingestão, incluindo alterações visuais, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental e sudorese excessiva.

    Foto: MAPA

    Para combater a crise, o Ministério da Saúde adquiriu 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico. E está comprando mais 5 mil tratamentos (150 mil ampolas) para garantir o estoque do Sistema Único de Saúde.

    Orientações às autoridades e população

    Autoridades orientaram a notificação imediata de casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol, caracterizando-os como eventos de “ameaça à saúde pública”.

    Consumidores devem redobrar a atenção com a procedência das bebidas alcoólicas, evitando produtos sem rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal. Em caso de sintomas suspeitos após o consumo de bebidas alcoólicas, a orientação é procurar imediatamente atendimento médico de emergência. O socorro em até seis horas após o início dos sintomas é fundamental para evitar agravamento.

    As operações de fiscalização e combate à produção clandestina de bebidas, como a realizada em Santa Catarina, são fundamentais para prevenir novos casos. Além de proteger a saúde da população brasileira diante desta crise sanitária sem precedentes recentes no país.