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  • Brasil pode expandir exportações de tilápia para Europa e EUA, aponta estudo da Embrapa

    Brasil pode expandir exportações de tilápia para Europa e EUA, aponta estudo da Embrapa

    A Embrapa concluiu um estudo que mapeia o mercado internacional de tilápia e identifica oportunidades estratégicas para produtores brasileiros na Europa e nos Estados Unidos. A tilápia lidera a produção e exportação de pescado no Brasil, consolidando-se como o principal produto da aquicultura nacional, setor que registra crescimento consistente nos últimos anos.

    O país ainda possui grande potencial inexplorado, especialmente quando se consideram vantagens naturais como qualidade da água e disponibilidade de áreas produtivas. O mercado brasileiro de tilápia tem margem significativa para expansão internacional.

    Consumo nos EUA supera Europa em mais de 10 vezes

    Os mercados europeu e americano apresentam cenários completamente distintos para o consumo de tilápia. A Europa registra consumo médio de apenas 39 gramas por habitante ao ano, com a Bélgica liderando o continente com 147 gramas per capita anuais. Os Estados Unidos consomem 460 gramas por habitante ao ano, cifra 11 vezes superior à média europeia.

    “No caso dos Estados Unidos, chama a atenção a grande popularidade da tilápia junto aos consumidores em todo o país, o que tem proporcionado o crescimento do consumo de diversos produtos de tilápia, tanto frescos como congelados”, explica Manoel Pedroza, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO).

    O mercado europeu concentra o consumo em nichos étnicos específicos: comunidades latino-americanas, árabes, asiáticas e africanas dominam a demanda. Já os Estados Unidos expandiram o consumo desde a década de 1990, transformando a tilápia em um dos peixes mais populares do país e líder entre as carnes brancas.

    Tarifaço de Trump reduz exportações em 32%, mas setor resiste

    O governo de Donald Trump impôs recentemente tarifas sobre produtos brasileiros, afetando as exportações de tilápia para os Estados Unidos. Os dados de agosto de 2025, primeiro mês com vigência do tarifaço, mostram queda de 32% nas exportações em toneladas comparado a agosto de 2024.

    “Especialistas do setor esperavam uma queda maior e esse resultado mostra que o setor continua presente no mercado norte-americano, mesmo no cenário atual”, afirma Pedroza. A resistência do setor surpreendeu analistas que projetavam impacto mais severo.

    Produtos congelados representam nova fronteira para exportadores

    Pedroza identifica oportunidade concreta para o Brasil expandir exportações de tilápia congelada para os Estados Unidos. Atualmente, os produtores nacionais concentram presença no mercado de filé fresco. O mercado de congelados, embora mais competitivo em preços, possui demanda substancialmente maior.

    Nos Estados Unidos, a presença do produto brasileiro é mais forte no mercado de filé fresco do peixe – Foto: Divulgação

    “Algumas empresas brasileiras já vinham investindo na exportação de tilápia inteira e de filés congelados para os Estados Unidos, mas o tarifaço atrapalhou esse processo”, complementa o pesquisador.

    Europa oferece oportunidades para produtos frescos após reabertura

    O mercado europeu apresenta boa oportunidade para exportação de produtos frescos de tilápia brasileira após a conclusão da etapa de reabertura. Pedroza projeta que “os exportadores brasileiros podem se beneficiar da boa reputação do filé fresco de tilápia do Brasil e também aproveitar a grande oferta de voos para diversos países da Europa”.

    O transporte aéreo torna-se essencial para produtos frescos, e o Brasil possui vantagem logística nesse aspecto. Porém, o pesquisador ressalta: “será necessário um trabalho robusto de divulgação dos produtos brasileiros e desenvolver a demanda por tilápia fresca, que atualmente é baixa na Europa”.

    A pesquisa indica que exportadores brasileiros devem investir em estratégia de diferenciação que destaque a qualidade superior do produto nacional no mercado europeu. O setor precisa expandir além dos nichos étnicos tradicionais e competir com outras espécies de filé branco: panga, polaca do Alasca e perca do Nilo.

    Os preços da tilápia chinesa estão subindo devido a aumentos nos custos de ração e transporte, fator que pode elevar a competitividade de produtos brasileiros exportados para a Europa.

    O mercado americano oferece oportunidades em nichos premium que valorizam a qualidade da tilápia brasileira. A crescente demanda por rastreabilidade, a queda na oferta chinesa e de países centro-americanos, o segmento de congelados e a agregação de valor em produtos (novos cortes, empanados, tilápia vermelha e embalagens prontas para consumo) representam oportunidades concretas.

    Desafios exigem investimentos em marketing e certificação

    Os produtores brasileiros enfrentam desafios específicos em cada mercado. Na Europa, precisam tornar a tilápia mais conhecida através de ações de comunicação e marketing, estabelecer preços competitivos e focar estrategicamente na qualidade como diferencial.

    Nos Estados Unidos, os desafios incluem o recente aumento das tarifas de exportação, necessidade de redução de preços, logística ágil para produtos frescos e exigência de certificação internacional.

    A produção mundial de tilápia cresceu 43% entre 2013 e 2023, passando de 4,75 milhões para 6,78 milhões de toneladas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

    A China lidera com 1,8 milhão de toneladas (27% da produção global em 2023), seguida por Indonésia com 1,4 milhão de toneladas (21%) e Egito com 960 mil toneladas (14%).

    O Brasil ocupa a quarta colocação com produção de 440 mil toneladas, representando 7% da produção mundial em 2023. O crescimento brasileiro impressiona: em 2013, o país produzia 170 mil toneladas, representando variação positiva de 161% em dez anos. O Brasil ocupava a oitava posição em 2013 e alcançou a quarta colocação em 2023.

    Tilápia ainda ocupa posição discreta no varejo europeu

    A tilápia ficou em sexto lugar entre os peixes brancos mais importados pela Europa em 2024, com 36,6 mil toneladas em um universo de quase 1,4 milhão de toneladas. O volume da tilápia equivale a apenas 11% das importações de polaca do Alasca (323,3 mil toneladas) e 47% das importações de panga (77 mil toneladas).

    A publicação da Embrapa indica que “as importações europeias de tilápia têm apresentado estabilidade ao longo dos últimos dez anos, se mantendo em torno de 35 mil toneladas por ano”. Entre 2014 e 2024, as importações dessa espécie cresceram 13,5% em valor e apenas 2,4% em volume.

    Dos dez principais países exportadores de tilápia para a Europa, seis atuam como reexportadores, recebendo e repassando o produto a outros países. Os outros quatro são asiáticos: China, Vietnã, Indonésia e Tailândia, conforme dados do European Market Observatory for Fisheries and Aquaculture Products (Eumofa).

    Estados Unidos consolidam tilápia como segunda espécie mais importada

    Os Estados Unidos importaram mais de 185,5 mil toneladas de tilápia em 2024, equivalendo a 13% do total de peixes importados e garantindo a segunda posição no ranking. O salmão lidera com 468 mil toneladas (34% do total).

    Em termos financeiros, a tilápia movimentou mais de US$ 740 mil no mercado americano em 2024, respondendo por 6% do total. O salmão liderou o ranking financeiro com mais de US$ 5,760 milhões (metade do total), seguido pelo atum com mais de US$ 860 mil (7%), segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    China perde participação, Brasil ganha espaço no mercado americano

    Entre 2014 e 2024, as importações americanas de tilápia caíram de 232.290 toneladas para 185.522 toneladas, recuo de 20%. Nos últimos anos, as importações se estabilizaram em torno de 180 mil toneladas.

    A China domina as importações, mas perde participação. Em termos financeiros, caiu de 69% em 2014 para 52% em 2024. Em peso, passou de 75% para 67% no mesmo período.

    O Brasil tornou-se o quarto maior exportador de tilápia para os Estados Unidos em 2024, quando nem figurava entre os dez principais em 2014. Os produtores brasileiros responderam por 7% do valor e 5% do peso importado pelos EUA em 2024.

    A Embrapa Pesca e Aquicultura coordena e executa a pesquisa no âmbito do projeto “Fortalecimento das exportações brasileiras da aquicultura”. O financiamento vem de emendas parlamentares de números 45000016 e 31760007. A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) apoiou a pesquisa, que gerou dois informativos especiais.

  • Pecuária brasileira faturou R$ 132,8 bilhões com recordes em leite, ovos e mel

    Pecuária brasileira faturou R$ 132,8 bilhões com recordes em leite, ovos e mel

    A pecuária e aquicultura brasileiras alcançaram R$ 132,8 bilhões em valor de produção durante 2024, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (18). O crescimento de 8,8% em relação ao ano anterior marca um novo recorde no setor.

    Os produtos de origem animal geraram R$ 121,1 bilhões, com alta de 8,2%. A aquicultura contribuiu com R$ 11,7 bilhões, registrando aumento expressivo de 15,4%.

    O rebanho bovino brasileiro atingiu 238,2 milhões de cabeças em 2024. Este número representa o segundo maior efetivo desde 1974, superado apenas por 2023. A redução de 0,2% reflete o ciclo pecuário atual, explica a analista Mariana Oliveira.

    “O abate elevado de fêmeas ocorreu devido aos preços do bezerro e da arroba, que desestimularam a retenção para reprodução”, afirma Oliveira.

    São Félix do Xingu (PA) mantém a liderança municipal com 2,5 milhões de cabeças. Corumbá (MS), Porto Velho (RO), Cáceres (MT) e Marabá (PA) completam o ranking dos cinco maiores rebanhos.

    Produção de leite atinge novo recorde com menos vacas

    A produção nacional de leite cresceu 1,4% e atingiu 35,7 bilhões de litros em 2024. O resultado surpreende pelo contraste: o número de vacas ordenhadas diminuiu 2,8%, totalizando 15,1 milhões – o menor registro desde 1979.

    O valor de produção do leite alcançou R$ 87,5 bilhões, alta de 9,4%. O preço médio pago aos produtores subiu para R$ 2,45 por litro, crescimento de 7,9%.

    Castro (PR) liderou a produção municipal com 484,4 milhões de litros. Carambeí (PR) e Patos de Minas (MG) ocuparam a segunda e terceira posições, respectivamente.

    Galináceos batem recorde impulsionados pelo Sul

    O Brasil registrou 1,6 bilhão de cabeças de galináceos em 2024, crescimento de 1,7%. O efetivo de galinhas atingiu recorde com 277,5 milhões de cabeças, alta de 6,8%.

    A região Sul mantém 47,3% do efetivo nacional desde 1983. O Paraná lidera com 28,8% do total brasileiro, seguido por São Paulo (13,0%) e Rio Grande do Sul (9,8%).

    Santa Maria de Jetibá (ES) concentra o maior efetivo municipal com 14,9 milhões de galinhas.

    Produção de ovos cresce em 24 estados

    A produção brasileira de ovos alcançou 5,4 bilhões de dúzias em 2024, crescimento de 8,6%. O resultado marca um novo recorde na série histórica, que cresce ininterruptamente desde 1999.

    Santa Maria de Jetibá (ES), Bastos (SP) e São Bento do Una (PE) lideram a produção municipal de ovos no país.

    Nordeste impulsiona recordes de mel e caprinos

    A produção de mel cresceu 4,9% e atingiu 67,3 milhões de quilos. O Nordeste responde por 39,4% da produção nacional, com destaque para Piauí, Ceará, Bahia e Maranhão.

    Os rebanhos de caprinos e ovinos também bateram recordes. Os caprinos cresceram 3,1% e somaram 13,3 milhões de animais. Os ovinos aumentaram 0,3% e chegaram a 21,9 milhões de cabeças.

    Aquicultura registra crescimento expressivo

    A produção de peixes aumentou 10,3% e alcançou 724,9 mil toneladas, gerando R$ 7,7 bilhões. A tilápia representa 68,9% da produção nacional de peixes.

    O camarão criado em cativeiro atingiu 146,8 mil toneladas, crescimento de 15,2%. O valor de produção chegou a R$ 3,1 bilhões, com o Ceará (57,1%) e Rio Grande do Norte (21,5%) concentrando 99,7% da produção nacional.

  • Tilápia – exportações crescem mas tarifas americanas ameaçam setor

    Tilápia – exportações crescem mas tarifas americanas ameaçam setor

    A piscicultura brasileira viveu um primeiro semestre de 2025 marcado por contrastes. Enquanto as exportações de tilápia registraram crescimento expressivo de 52%, o setor agora enfrenta a ameaça de tarifas americanas que podem praticamente zerar as vendas externas no segundo semestre.

    De acordo com dados da PEIXE BR, o mercado interno manteve o crescimento esperado, impulsionado pelo aumento da oferta e redução de preços ao consumidor. No entanto, as perspectivas mudaram drasticamente após o anúncio de tarifas de 50% pelo governo americano.

    Exportações em alta, mas futuro incerto

    As vendas internacionais da piscicultura brasileira atingiram US$ 36 milhões no primeiro semestre, representando crescimento de 52% em relação ao mesmo período de 2024. O volume exportado chegou a 8 mil toneladas, com a tilápia respondendo por 95% do total.

    “A tilápia consolidou sua posição como principal peixe cultivado e comercializado internacionalmente pelo Brasil”, explica Manoel Pedroza, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura.

    Os Estados Unidos permanecem como principal destino, representando cerca de 90% das exportações brasileiras no período, com US$ 32 milhões. O Peru aparece como segundo maior importador, movimentando US$ 1,8 milhão.

    Preços em queda pressionam produtores

    O cenário no mercado interno, contudo, apresenta desafios significativos. Segundo dados do Cepea/Esalq, o preço médio da tilápia caiu 14,6% no primeiro semestre, passando de R$ 9,42/kg em 2024 para R$ 8,04/kg em 2025.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    “Embora tenha havido uma leve redução no custo da ração, que caiu 2,9%, essa diminuição não foi suficiente para compensar a pressão sobre as margens dos produtores”, destaca Thiago Bernardino de Carvalho, coordenador de Pecuária e Tilápia do Cepea/Esalq.

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    A margem bruta média dos produtores despencou 45,5%, caindo de R$ 2,82 para R$ 1,54 por quilo comercializado. Paralelamente, o peso médio dos animais aumentou 11,1%, passando de 921 gramas para 1.023 gramas.

    Ameaça dupla: tarifas americanas e importações

    Francisco Medeiros, presidente da PEIXE BR, alerta para um cenário preocupante. “Devido à tarifa de 50% e à falta de ação do governo brasileiro em negociar, teremos um segundo semestre com exportações próximas de zero”, afirma.

    A situação se agrava com a entrada de filé de tilápia do Vietnã no mercado brasileiro. Segundo especialistas, os produtos vietnamitas chegam com preços muito inferiores aos nacionais, configurando possível dumping.

    “O Vietnã tem procedimentos na indústria que são proibidos nas indústrias brasileiras e, com isso, perdemos competitividade”, critica Medeiros.

    Regiões produtoras se consolidam

    Apesar dos desafios, a tilápia mantém posição de destaque na aquicultura nacional, respondendo por 70% da produção de peixes de cultivo. A espécie cresceu 10,3% ao ano nos últimos 11 anos, enquanto peixes nativos registraram redução no mesmo período.

    As principais regiões produtoras incluem o Oeste do Paraná, Morada Nova de Minas (MG), região dos Grandes Lagos (noroeste de São Paulo e divisa com Mato Grosso do Sul), Norte do Paraná e Triângulo Mineiro.

    Para o restante de 2025, especialistas apontam a necessidade de diversificar mercados e produtos. O alojamento de alevinos e juvenis cresceu 18,7% no primeiro semestre, indicando expectativa de aumento na produção futura.

    “A abertura de novos mercados externos será fundamental para assegurar a competitividade internacional da cadeia”, destaca Carvalho. “O setor precisará investir na exportação de produtos congelados, que respondem pela maior parte do comércio internacional de tilápia.”

    Apesar das dificuldades, há potencial de valorização do produto nacional, desde que políticas públicas e investimentos em infraestrutura permitam maior competitividade frente aos concorrentes internacionais.

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  • Santa Catarina lança maior programa de incentivo à pesca do Brasil

    Santa Catarina lança maior programa de incentivo à pesca do Brasil

    Santa Catarina apresentou o Programa Pescados SC, iniciativa que promete transformar a pesca e a aquicultura em Santa Catarina. Com R$ 100 milhões em investimentos e financiamentos, o programa tem como meta beneficiar mais de um milhão de pessoas, incluindo pescadores, aquicultores, familiares e consumidores.

    O pacote, considerado o maior da história do setor no estado, traz ações para modernizar a produção, qualificar profissionais, ampliar a segurança no mar, incentivar o consumo de pescado e valorizar toda a cadeia produtiva. “Pela primeira vez, o governo olha de verdade para a pesca em Santa Catarina. Vamos entregar equipamentos, facilitar o acesso ao crédito e melhorar o cultivo, sempre ouvindo quem conhece o setor”, afirmou o governador Jorginho Mello.

    Santa Catarina já lidera a produção nacional de ostras, mexilhões e algas, além de possuir a maior frota pesqueira do Brasil. O secretário de Aquicultura e Pesca, Tiago Frigo, destacou que o estado também é o maior exportador de pescados do país. “O Programa Pescados SC fortalece nossa vocação econômica e garante qualidade de vida para quem vive da pesca e da aquicultura”, ressaltou Frigo.

    Projetos

    Entre os projetos lançados estão:

    • Despesca Fácil SC: distribuição de kits com redes, esteiras, balanças digitais, caixas plásticas e caminhões para facilitar a coleta e melhorar a rentabilidade dos produtores.
    • Tilápia Forte SC: fornecimento de matrizes geneticamente melhoradas para laboratórios e capacitação de mais de 30 mil piscicultores, com foco em jovens e mulheres.
    • Equipa Bem Pesca SC: investimento de R$ 30 milhões em tratores, guinchos e fábricas de gelo, beneficiando 15 mil pescadores e mais de 60 mil familiares.
    • Pesca Bem Segura SC: distribuição de 4.667 geolocalizadores para embarcações, ampliando a segurança de mais de 18 mil profissionais.
    • Direto da Água SC: caminhões adaptados para comercialização de pescado fresco, promovendo o consumo em todas as regiões do estado.
    • DNA do Pescado: implantação de sistema de identificação genética das espécies comercializadas, combatendo fraudes e aumentando a confiança do consumidor.
    • Pronampe Pesca e Aquicultura: linha de crédito de R$ 47 milhões para infraestrutura e aquisição de insumos, operada diretamente pelo governo estadual.

    O governo também reforçou o compromisso com a pesquisa e a inovação. Em parceria com universidades e a Fapesc, lançou edital de R$ 1,8 milhão para estudos sobre engorda de espécies nativas, como tainha, robalo-pesca e burriqueiro.

    O lançamento do Pescados SC ocorreu na Casa d’Agronômica, em Florianópolis, reunindo autoridades, lideranças do setor e pescadores. Representantes das entidades destacaram que o programa marca um novo momento para a pesca catarinense, trazendo apoio inédito e valorizando quem trabalha no setor.

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  • Produção: projeto inovador para criação de tilápia

    Produção: projeto inovador para criação de tilápia

    Aumentar o rendimento de filé por peixe e melhorar a renda dos produtores de tilápia são desafios constantes na aquicultura. Agora, técnicas inovadoras, como a edição genômica, prometem revolucionar o setor. Para avançar, porém, é essencial o apoio financeiro. Parcerias como a entre a Epagri/Cedap e a Embrapa Pesca e Aquicultura viabilizam projetos como o que será apresentado na segunda-feira, 19, na Estação Experimental da Epagri em Itajaí.

    O projeto “Edição genômica de tilápias da linhagem Epagri SC” utiliza recursos de emendas parlamentares para identificar genes que controlam o crescimento muscular do peixe. André Luis Tortato Novaes, gerente da Epagri/Cedap, explica que a técnica permite ativar ou desativar genes para maximizar o desenvolvimento da tilápia, respeitando os limites biológicos da espécie.

    Atualmente, o melhoramento genético já elevou o rendimento de filé de 33kg para 38kg a cada 100kg de peixe. Com a edição genômica, os pesquisadores esperam superar esse patamar, assim como já ocorreu em outras espécies, como bovinos.

    Evento reúne autoridades e investidores em pesquisa

    O evento contará com a presença de Danielle de Bem Luiz (chefe da Embrapa Pesca e Aquicultura), Dirceu Leite (presidente da Epagri), Carlos Chiodini (Secretário de Agricultura e Pecuária) e Tiago Bolan Frigo (Secretário Executivo de Aquicultura e Pesca). Parlamentares catarinenses que financiam o projeto também confirmaram presença.

    “Queremos mostrar o retorno do investimento em ciência para melhorar a renda e a qualidade de vida dos produtores”, destaca André. Assim, o projeto, com duração de dois anos (2024-2026), está em fase de estruturação, com aquisição de equipamentos, veículos e tanques para o laboratório em Itajaí.

    Após a apresentação, os participantes visitarão as instalações da Epagri/Cedap, onde ocorrem os experimentos com alevinos de tilápia. O encerramento será no Centro de Treinamento da Epagri (Cetrei), com pratos à base do peixe.

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  • Imagens de satélite vão auxiliar no censo agropecuário

    Imagens de satélite vão auxiliar no censo agropecuário

    O Censo Agropecuário, principal levantamento sobre a realidade rural brasileira, contará com imagens de satélite para otimizar a coleta de dados da aquicultura. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Embrapa Territorial firmaram uma parceria para utilizar o mapeamento de viveiros escavados na produção aquícola como referência para os recenseadores. A atualização do Censo Agropecuário está prevista para 2026/2027.

    Tradicionalmente, o Censo Agropecuário visita todos os estabelecimentos rurais do país para coletar informações sobre a produção vegetal, animal e extrativista. Agora, um processo inverso será aplicado: os dados gerados pela Embrapa Territorial servirão como guia para os recenseadores, permitindo uma abordagem mais eficiente e precisa.

    Segundo Lucíola Alves Magalhães, chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, a expectativa é que diversos insumos satelitais sejam utilizados para melhorar o levantamento. “Uma das inovações será a integração do mapeamento de viveiros escavados aos dados pré-disponibilizados para os recenseadores, agilizando a identificação das unidades aquícolas em campo”, afirma.

    O coordenador de estatísticas agropecuárias do IBGE, Octávio Oliveira, reforça a importância da iniciativa. “O mapeamento da Embrapa ajudará no planejamento da coleta de dados, garantindo a inclusão de unidades aquícolas que não foram identificadas no último censo, realizado em 2017. Também esperamos aprimorar os dados da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), que monitora anualmente a produção aquícola”, explica.

    Crescimento da aquicultura e precisão nos dados

    A produção aquícola no Brasil vem crescendo de forma significativa nos últimos anos. O Censo Agropecuário de 2006 registrou os primeiros dados sobre o setor. E a partir de 2013, a Pesquisa Pecuária Municipal começou a incluir a atividade. Com a cooperação técnica entre Embrapa e IBGE, espera-se que as estatísticas sobre a aquicultura se tornem ainda mais precisas e atualizadas.

    A Embrapa Territorial já concluiu o mapeamento dos viveiros escavados nos municípios responsáveis por 75% da produção de cada estado, utilizando imagens de satélite de 2018. Atualmente, o levantamento está sendo atualizado e ampliado em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura. O IBGE, por sua vez, fornecerá dados complementares que permitirão refinar a precisão das informações.

    Integração com o Cadastro Ambiental Rural (CAR)

    A colaboração entre Embrapa e IBGE também se estende ao uso do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para análises comparativas com os estabelecimentos agropecuários identificados pelo censo. O objetivo é compreender as diferenças e relações entre as propriedades rurais e os estabelecimentos produtivos, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes.

    “O trabalho iniciado após o Censo Agropecuário de 2017 precisa continuar, incluindo os resultados do próximo censo. Essa análise territorial e ambiental é fundamental para aprimorar a gestão rural e fortalecer o setor aquícola”, destaca Oliveira.

    Workshop para alinhamento técnico

    No dia 10 de março, especialistas do IBGE e da Embrapa Territorial participaram de um workshop na sede da Embrapa para discutir as estratégias de integração dos dados. Ian Nunes, técnico em sensoriamento remoto do IBGE, e Octávio Oliveira estiveram presentes no encontro, que reforçou o alinhamento entre as equipes.

    “O workshop foi essencial para aprofundarmos o entendimento sobre os trabalhos em andamento. Além de identificar novas possibilidades de integração entre as bases de dados, sempre visando a melhoria das estatísticas agropecuárias”, conclui Lucíola Magalhães.

    Com o uso da tecnologia satelital e a cooperação técnica entre as instituições, o próximo Censo Agropecuário promete ser mais eficiente, detalhado e capaz de fornecer um retrato fiel da aquicultura no Brasil.

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  • Agro da Bahia registra crescimento histórico

    Agro da Bahia registra crescimento histórico

    A Bahia consolida-se como um dos principais polos agrícolas do país, com R$ 55,4 bilhões em Valor Bruto da Produção Agropecuária em 2024 e crescimento acumulado de 25,6% entre 2015 e 2024. O destaque é a soja, que lidera o setor com 59% de expansão no período e 8% de aumento em 2024, segundo dados da Secretaria de Agricultura (Seagri).

    Safra 2024/25: novos patamares

    Para a atual safra, 3,9 milhões de hectares serão cultivados com grãos, alta de 4,5% em relação ao ciclo anterior. A produção estimada é de 13,7 milhões de toneladas, com destaque para:

    • Soja: 60,8% do total (8,58 milhões de toneladas, segundo a Aiba)
    • Milho: 18,1%
    • Algodão: 13,4%
    • Café: previsão de 11,3% de aumento em 2025, atingindo 3,4 milhões de sacas.

    As vendas externas do estado saltaram de US$ 4,05 bilhões em 2020 para US$ 6,71 bilhões em 2024, crescimento de 65,4%. A soja responde por 73,5% desse avanço, reforçando sua posição como principal produto exportador.

    Cacau e frutas: novas fronteiras

    A Bahia recuperou a liderança nacional na produção de cacau em 2024, com 139.011 toneladas em 2023 (IBGE). O Oeste baiano emerge como nova fronteira para o produto, com potencial para quase duplicar a safra nacional até 2030. Já o Vale do São Francisco mantém hegemonia na fruticultura, sendo o maior produtor de manga do país. E o  único local do mundo com cinco safras de uva em dois anos.

    Pecuária e aquicultura

    Com 13,3 milhões de cabeças (37,6% do Nordeste), a Bahia ocupa o 7º lugar nacional em bovinocultura e é certificada como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A costa de 1,2 mil km e reservas de 60 bilhões de m³ de água doce também impulsionam projetos de pesca e aquicultura, com apoio da Bahia Pesca em capacitação e infraestrutura.

    O relatório da Seagri destaca sustentabilidade ambiental, logística e mudanças climáticas como obstáculos. Por outro lado, aponta potencial em alimentos orgânicos, agroindústria e turismo rural para modernização do setor.

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  • Piscicultura brasileira pode crescer e se tornar referência mundial

    Piscicultura brasileira pode crescer e se tornar referência mundial

    A piscicultura brasileira vive um momento de ascensão, impulsionada pelo aumento do consumo interno e pelas oportunidades de exportação. Com um dos maiores potenciais aquícolas do mundo, o Brasil reúne condições favoráveis para se consolidar como líder na produção e exportação de peixes de cultivo. No entanto, desafios como infraestrutura, logística e barreiras sanitárias ainda limitam a expansão do setor no mercado global.

    De acordo com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a produção nacional atingiu 860 mil toneladas de peixes cultivados em 2023, um crescimento de 3,6% em relação ao ano anterior. O tambaqui, o pintado e o pirarucu, espécies nativas e altamente valorizadas, têm ganhado destaque tanto no mercado interno quanto no exterior. O Brasil já exporta parte dessa produção, mas o volume ainda está distante do potencial real.

    Desafios para a internacionalização

    José Miguel Saud, especialista em piscicultura e criador de tambaquis, pintados e pirarucus, ressalta que um dos principais desafios da internacionalização é a adaptação aos padrões sanitários exigidos por mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia. “O Brasil tem um produto de excelente qualidade, mas ainda enfrenta dificuldades para atender aos protocolos exigidos por grandes importadores. Precisamos investir mais em certificações e rastreabilidade para garantir que nosso peixe seja aceito sem restrições no exterior”, explica.

    Infraestrutura logística: um entrave crítico

    A infraestrutura logística também é um entrave. A piscicultura depende de uma cadeia de frio eficiente para manter a qualidade dos peixes até o destino final. Saud aponta que a falta de estrutura adequada para armazenamento e transporte impacta diretamente a competitividade dos produtores brasileiros. “Hoje, exportamos principalmente filés congelados e peixes processados, mas há uma demanda crescente por peixe fresco. Para atender a esse mercado, é fundamental melhorar os sistemas de transporte e distribuição”, afirma.

    Oportunidades no cenário global

    Mesmo diante dos desafios, as oportunidades para a piscicultura brasileira no cenário global são promissoras. O mercado de pescado tem crescido consistentemente, impulsionado pela busca por proteínas mais saudáveis e sustentáveis. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o consumo global de peixe deve aumentar 15% até 2030, tornando a aquicultura uma das principais fontes de proteína animal no mundo.

    “O tambaqui, por exemplo, tem características nutricionais muito valorizadas no mercado internacional, como alta concentração de ômega-3 e sabor diferenciado. Já o pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do mundo e tem um grande apelo gastronômico, principalmente na culinária asiática. Se conseguirmos estruturar bem nossa cadeia produtiva, podemos transformar essas espécies em produtos de exportação altamente rentáveis”, analisa José Miguel Saud.

    Iniciativas para impulsionar as exportações

    Nos últimos anos, iniciativas para fomentar a exportação de peixes brasileiros têm avançado. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) tem firmado acordos para facilitar a entrada do pescado brasileiro em novos mercados, enquanto associações do setor promovem ações para aumentar a visibilidade dos produtos nacionais. Além disso, programas de financiamento específicos para piscicultores têm incentivado a modernização da produção.

    Para que o Brasil alcance uma posição de destaque na piscicultura global, especialistas defendem um planejamento estratégico que envolva inovação, qualificação técnica e políticas públicas eficientes. “O Brasil tem tudo para ser um grande exportador de pescado, mas precisa investir mais em pesquisa, capacitação de produtores e infraestrutura. É um trabalho conjunto entre governo, setor privado e instituições de fomento. Se seguirmos esse caminho, podemos nos tornar referência mundial na criação de peixes nativos”, conclui o piscicultor José Miguel Saud.

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  • Pesquisa aumenta produtividade de tambaqui em tanque-rede

    Pesquisa aumenta produtividade de tambaqui em tanque-rede

    Uma pesquisa inovadora coordenada pela Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) promete revolucionar a produção de tambaqui em sistema de tanque-rede. Ao combinar técnicas de condicionamento alimentar e reversão sexual, os cientistas conseguiram aumentar em mais de duas vezes o ganho de peso dos peixes. Isso abre novas perspectivas para a piscicultura familiar e o desenvolvimento sustentável do setor.

    Os resultados do estudo revelam que, com a aplicação de suplementação hormonal e alimentar, os tambaquis em tanque-rede atingiram um peso médio de 1,7 kg em apenas dez meses. Essa marca representa um aumento de 204% em relação ao método tradicional, que normalmente leva 12 meses para alcançar 1 kg. Os dados foram obtidos em tanques com densidade de 40 quilos por metro cúbico (kg/m³), com base na média mensal de ganho de peso.

    Fêmeas monossexo e condicionamento alimentar são chaves para o sucesso

    O projeto “Uso de populações monossexo de tambaquis, ou Monotamba”, liderado pela pesquisadora Flávia Tavares, utilizou apenas fêmeas, que demonstraram maior ganho de peso em tambaquis, ao contrário da tilápia. Elas receberam o hormônio estradiol na fase de recria por seis semanas. Além disso, os peixes foram condicionados a se alimentar apenas com ração durante a fase de recria em Sistema de Recirculação de Água (RAS). Essa combinação de fatores resultou em um ganho de peso expressivo e rápido, impulsionado pelo treinamento alimentar.

    O tambaqui é o peixe nativo mais cultivado no Brasil, mas a produção ainda é pequena em relação ao potencial do País. Foto: Aliny Melo

    Apesar dos resultados zootécnicos promissores, os pesquisadores destacam a necessidade de obter indicadores econômicos favoráveis para validar a viabilidade da produção em larga escala. É preciso calcular os custos de produção e avaliar o impacto do tempo de permanência dos peixes no sistema indoor.

    Outro objetivo é aumentar a densidade de população nos tanques-rede, com a expectativa de atingir 50 kg/m³, o que aproximaria a produção de tambaqui dos níveis alcançados pela tilápia.

    Brasil tem potencial para liderar a produção de tambaqui

    O tambaqui é o peixe nativo mais cultivado no Brasil, com uma produção de 113,6 mil toneladas em 2023, movimentando mais de 1,2 bilhão de reais. No entanto, o setor ainda enfrenta desafios para atingir seu pleno potencial. A Embrapa e outras instituições de pesquisa têm se esforçado para desenvolver tecnologias e estratégias que impulsionem a produção de tambaqui de forma sustentável e eficiente.

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  • Brasil lidera reunião do G20: futuro da pesca e aquicultura

    Brasil lidera reunião do G20: futuro da pesca e aquicultura

    O Grupo de Trabalho (GT) de Agricultura do G20, composto pelas 19 maiores economias mundiais e dois blocos regionais, realizou sua terceira reunião sob a presidência brasileira. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) coordenou o encontro na sede do G20 Brasil, em Brasília, com a participação do ministro André de Paula. Representantes de aproximadamente 30 países, incluindo membros do G20 e convidados, além de organizações internacionais discutiram soluções para um futuro sustentável e próspero na agricultura e nos sistemas alimentares.

    Produção pesqueira e aquícola

    O principal foco da reunião foi a pesca e aquicultura, com ênfase na promoção da integração sustentável dessas atividades nas cadeias produtivas locais e globais. Os países membros do G20 representam 80% do PIB global, 75% das exportações mundiais e quase 60% da população do planeta. Em 2020, a produção pesqueira e aquícola global atingiu um recorde de 214 milhões de toneladas, concentrada em poucas regiões. O Brasil, portanto, busca uma distribuição mais justa de cotas de captura e oportunidades para o desenvolvimento pesqueiro.

    Os participantes contribuíram com sugestões e debates para a declaração ministerial que será discutida numa  reunião entre os dias 10 e 13 de setembro, no Mato Grosso. A declaração final será apresentada na Cúpula de Líderes Mundiais, em novembro, no Rio de Janeiro.

    Pontos relevantes

    O documento destaca a importância da agricultura sustentável e resiliente para enfrentar desafios globais, como a pobreza, a fome e as mudanças climáticas. Os países reafirmaram a necessidade de políticas baseadas em evidências científicas para promover sistemas alimentares sustentáveis e inclusivos. A declaração enfatiza o papel crucial do comércio internacional na segurança alimentar e nutrição, a relevância das práticas agrícolas sustentáveis, o combate à pesca ilegal e a integração sustentável da aquicultura nas cadeias de valor. Além disso, sublinha a importância dos agricultores familiares, das comunidades indígenas e rurais, e do papel da inovação e do conhecimento tradicional na sustentabilidade agrícola.

    O GT de Agricultura inclui representantes do Mapa, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), MPA, Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O grupo foca em temas como segurança alimentar, agricultura sustentável, comércio, inovação tecnológica, adaptação às mudanças climáticas e ações contra a fome e a pobreza.

    G20

    Desde que assumiu a presidência temporária do G20 em 1º de dezembro, o Brasil planeja mais de 100 reuniões de grupos de trabalho. Além disso, acontecerão cerca de 20 reuniões ministeriais. Por fim, essas atividades culminarão na Cúpula de Chefes de Governo e Estado, em novembro de 2024, no Rio de Janeiro.