Tag: amazônia

  • Sangue de Dragão – saiba como produzir e ganhar dinheiro

    Sangue de Dragão – saiba como produzir e ganhar dinheiro

    A resina conhecida como Sangue de Dragão, extraída principalmente da árvore Croton lechleri, tem ganhado destaque na indústria cosmética e farmacêutica devido às suas propriedades terapêuticas e cicatrizantes. Essa resina, de coloração vermelha intensa, é coletada a partir da casca da árvore, que se encontra em regiões da Amazônia e em outras partes da América do Sul.

    O Sangue de Dragão é reconhecido por suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e cicatrizantes, tornando-se um ingrediente valioso em produtos de skincare. Ele acelera a cicatrização de feridas, cortes e queimaduras, além de ajudar a reduzir a vermelhidão e a irritação da pele. Essas características levam ao uso amplo do Sangue de Dragão em cremes e loções destinados ao tratamento de acne, queimaduras e cicatrizes.

    Os compostos bioativos presentes na resina, como proantocianidinas, alcaloides e ácido gálico, desempenham um papel crucial em suas propriedades medicinais. Esses compostos ajudam a neutralizar radicais livres, promovem a regeneração celular e estimulam a produção de colágeno, essencial para manter a pele firme e saudável.

    Soon Hee Han, CEO e CRDO da Amakos da Amazônia.

    “Com isso, tem o poder de minimizar linhas finas e rugas; estimular a produção de colágeno e firmar a pele; uniformizar o tom e prevenir manchas; além de hidratar e regenerar”, conta Soon Hee Han, CEO e CRDO da Amakos da Amazônia.

    Mercado em crescimento

    O uso do Sangue de Dragão na indústria cosmética não se limita apenas ao tratamento da pele. A resina serve como base para aplicações em saúde geral, abrangendo tratamentos para gastrite, infecções cutâneas e respiratórias.

    Sua eficácia no alívio de dores e desconfortos fez com que o Sangue de Dragão se tornasse um ingrediente popular em produtos naturais e fitoterápicos.

    Com o aumento da demanda por produtos naturais e sustentáveis, o Sangue de Dragão se destaca como uma alternativa viável aos ingredientes sintéticos. A indústria está cada vez mais interessada em garantir que a extração do Sangue de Dragão ocorra de maneira sustentável, respeitando o meio ambiente e as comunidades locais.

    O dragoeiro, especialmente a espécie Dracaena draco, é conhecido por sua resina vermelha, utilizada na medicina e na indústria cosmética. Foto: Daniel Carneiro – Encantos da Floresta

    O Sangue de Dragão representa uma fusão entre tradição e inovação. Utilizado há séculos por diversas culturas indígenas por suas propriedades curativas, hoje ele se estabelece como um componente essencial na indústria moderna.

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    À medida que mais pesquisas confirmam seus benefícios, espera-se que sua popularidade continue a crescer, beneficiando tanto consumidores quanto produtores que valorizam práticas sustentáveis.

    Condições de Cultivo

    Para cultivar dragoeiro e produzir sangue de dragão, é importante seguir algumas diretrizes que garantem o crescimento saudável da planta e a extração adequada da resina.

    • O dragoeiro prefere locais com luz solar direta, mas também pode tolerar sombra parcial. Um ambiente que receba pelo menos 4 a 6 horas de sol por dia é ideal.
    •  Essa planta se adapta a uma variedade de temperaturas, mas prospera em climas quentes, entre 18°C e 24°C.
    • Utilize um solo bem drenado, rico em matéria orgânica. A adição de húmus pode ajudar a fornecer os nutrientes necessários.
    • O pH ideal do solo deve ser levemente ácido a neutro.

    Plantio e Manejo

    • O dragoeiro pode ser cultivado em vasos ou diretamente no solo. Se optar por vasos, escolha um que tenha boa drenagem.
    • Antes do plantio, prepare o solo misturando húmus e areia para garantir uma boa drenagem.
    • Coloque a muda no solo ou vaso, cobrindo as raízes com terra e pressionando levemente para eliminar bolhas de ar.
    • Regue moderadamente, permitindo que o solo seque entre as regas. Evite encharcar, pois isso pode causar apodrecimento das raízes.
    • Fertilize a planta a cada três meses com um fertilizante equilibrado para promover um crescimento saudável e vigoroso.
    • Remova folhas mortas e danificadas regularmente para estimular o crescimento.
    • Monitore a planta para sinais de pragas ou doenças e trate conforme necessário.

    Extração do Sangue de Dragão

    Os produtores extraem a resina fazendo cortes na casca do tronco da planta. É importante realizar esses cortes cuidadosamente para não danificar a planta permanentemente. A resina se acumula nos cortes e pode ser coletada após alguns dias.

    Cultivar dragoeiro pode ser uma experiência gratificante, especialmente para aqueles interessados em produzir sangue de dragão. Com as condições adequadas e cuidados regulares, essa planta não só embeleza o ambiente como também fornece uma resina valiosa para diversas aplicações.

  • Estados Unidos doarão US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia

    Estados Unidos doarão US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia

    Os Estados Unidos formalizaram um pacote bilionário para a conservação da Amazônia durante a visita do presidente Joe Biden a Manaus, neste domingo (17). Em resumo, a iniciativa integra o programa nacional de combate às mudanças climáticas e reforça os 200 anos de relações bilaterais entre Brasil e EUA.

    Biden na Amazônia

    Essa foi a primeira vez que um presidente americano visitou a Amazônia em exercício, firmando acordos com ONGs, empresas e bancos brasileiros. As ações incluem o combate ao crime organizado, como mineração ilegal, desmatamento e incêndios florestais.

    Biden destacou que as medidas pretendem “reverter o desmatamento, aumentar a biodiversidade e fortalecer a resiliência climática”. Além disso, o governo americano garantiu US$ 11 bilhões anuais para ações de conservação global, um aumento de seis vezes em relação ao início do mandato.

    US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia

    Entre os destaques, os EUA doarão US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia e lançarão uma coalizão de investidores, com meta de captar US$ 10 bilhões até 2030. Além disso, outras ações incluem projetos de reflorestamento, como o da empresa Mombak, e a entrada no Fundo Florestas Tropicais para Sempre, idealizado pelo presidente Lula.

    No Pará, US$ 180 milhões serão investidos no reflorestamento por meio da Coalizão Leaf. A parceria com o BNDES será ampliada, com novos acordos de cofinanciamento. O Laboratório de Investimentos em Soluções Baseadas na Natureza (SbN) também receberá US$ 2 milhões.

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    O governo americano financiará ainda o projeto Rainforest Wealth, do Imaflora e do Instituto Socioambiental, com US$ 2,6 milhões. Ao mesmo tempo, o governo dos EUA destinará outros US$ 24 milhões à bioeconomia, cadeias de produção sustentável e apoio às comunidades indígenas.

    No combate à extração ilegal de madeira, os EUA treinarão agentes brasileiros em tecnologia de rastreamento. Já contra a mineração ilegal e o tráfico de mercúrio, haverá uma doação de US$ 1,4 milhão.

    Para combater incêndios, os EUA atuarão com o Inpe e treinarão brigadas indígenas femininas no Tocantins e no Maranhão. Ou seja, esses esforços consolidam o compromisso de Biden em liderar ações climáticas globais.

  • Manaus recebe evento para estudo dos solos das várzeas do Médio Amazonas

    Manaus recebe evento para estudo dos solos das várzeas do Médio Amazonas

    O estado do Amazonas recebe até o dia 25 de outubro cerca de 80 pesquisadores especialistas em ciências dos solos, que se dedicam ao estudo da classificação dos solos das várzeas do Médio Rio Amazonas. A pesquisa ocorre durante a XV Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos (RCC). Ela começou no dia 18 de outubro em Manaus e se estenderá até Santarém, no Pará.

    O evento contará com atividades itinerantes que incluem visitas a áreas rurais nos municípios do interior do Amazonas e Pará, onde os pesquisadores analisarão 17 perfis de solos para discutir e definir sua classificação.

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    A RCC é promovida pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) e organizada pela Embrapa Amazônia Ocidental. Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Solos, Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Esta é a primeira vez que uma RCC acontece no Amazonas. E reune mais de 80 pesquisadores de cerca de 20 instituições, incluindo universidades federais e estaduais.

    Promoção do conhecimento

    Maria do Rosário Lobato Rodrigues é pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental e membro da equipe de coordenação da XV RCC. Ela destacou que o evento visa aprimorar o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e promover o conhecimento sobre os solos do bioma Amazônia. “Queremos estimular o desenvolvimento de pesquisas em solos e fomentar o intercâmbio entre pesquisadores e profissionais da área”, afirmou.

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    Rodrigues também explicou que a realização do evento envolveu intensos trabalhos prévios em campo, com três campanhas realizadas entre novembro de 2022 e outubro de 2023 para selecionar os solos estudados. Os dados coletados serão publicados em 2025 no “Guia de Campo da XV Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos”.

    As atividades de campo ocorrem em áreas rurais dos municípios amazonenses de Iranduba, Rio Preto da Eva, Itacoatiara e Parintins, seguindo para os municípios paraenses de Juriti, Belterra e Santarém. Segundo os organizadores, o trabalho contribuirá para preencher lacunas no conhecimento sobre a formação, geografia e vulnerabilidades dos solos das várzeas do Médio Amazonas.

  • Recorde de queimadas atinge áreas florestais em 2024

    Recorde de queimadas atinge áreas florestais em 2024

    Em 2024, um levantamento da Embrapa revelou números alarmantes, com recorde de queimadas em áreas de mata no Brasil, especialmente na Amazônia e no Pantanal. De maio a setembro, mais de 200 mil focos de calor foram registrados, um aumento expressivo em comparação a 2023, quando o total foi de 90 mil. A maior incidência foi observada nos estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas. Com destaque para o município de São Félix do Xingu (PA), que liderou o ranking nacional, somando 3.846 queimadas em áreas de formação florestal.

    Pesquisador Daniel Guimarães recomenda medidas preventivas como ações educativas e fiscalização reforçada com antecedência do período crítico.

    A pesquisa, coordenada pelo especialista em agrometeorologia da Embrapa Milho e Sorgo (MG), Daniel Pereira Guimarães, utilizou imagens do sensor Modis dos satélites Aqua e Terra. Eles são geridos pelo programa Earth Science Data Systems (ESDS) da NASA. A análise apontou que seis municípios brasileiros, incluindo São Félix do Xingu, Altamira (PA) e Apuí (AM), registraram mais de 5 mil focos de calor no período.

    Eventos climáticos colaboram para recorde de queimadas

    De acordo com Guimarães, o cenário crítico foi agravado por uma forte estiagem em 2024. Isso associada ao fenômeno El Niño e caracterizada pela perda de umidade no solo e aumento de temperaturas. O pesquisador destaca que, enquanto áreas de Cerrado e pastagens tendem a se recuperar com a chegada das chuvas, a vegetação de formação florestal, como na Amazônia, sofre impactos mais duradouros. Resultando em maiores danos ambientais e elevação dos índices de poluição atmosférica.

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    Além dos danos nas florestas, áreas agrícolas também foram afetadas, com destaque para os canaviais. Foi registrado mais de 4 mil focos de queimadas em 2024, contra apenas 650 em 2023. Os prejuízos para a agricultura incluem perdas na produtividade devido ao estresse hídrico, especialmente em culturas como soja, café e fruticultura.

    Com a chegada tardia das chuvas em outubro, os impactos negativos das queimadas foram agravados, reforçando a necessidade de medidas preventivas. Para Guimarães, é essencial intensificar campanhas educativas e ações de fiscalização ao menos dois meses antes do período crítico. Ele ressalta que o uso de tecnologias de monitoramento em tempo real e análise de dados geoespaciais são ferramentas fundamentais para mitigar danos futuros. Especialmente em um contexto de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

  • Desmatamento na Amazônia afeta cultivo de soja e milho

    Desmatamento na Amazônia afeta cultivo de soja e milho

    O avanço do desmatamento na Amazônia para a expansão da agropecuária tem gerado preocupações entre especialistas, que alertam que essa prática pode prejudicar o próprio setor agrícola. Uma nova pesquisa revela os impactos diretos dessa destruição nas safras de soja e milho, essenciais para a economia brasileira.

    As áreas mais afetadas pelo desmatamento, incluindo o norte do Mato Grosso, Rondônia e sul do Amazonas, já enfrentam atrasos no início da estação chuvosa, crucial para o plantio da soja. Esse atraso também compromete o cultivo subsequente de milho, que depende da colheita da soja.

    Pesquisadores do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) analisaram dados de 20 anos, entre 1999 e 2019, e descobriram que as regiões com maior perda de floresta apresentaram um atraso acumulado de cerca de 76 dias no início da estação chuvosa agrícola. Essas áreas também registraram uma redução de 360 mm nas chuvas e um aumento de 2,5 ºC na temperatura máxima.

    O estudo, publicado no International Journal of Climatology, foi pioneiro ao isolar os efeitos do desmatamento em relação a outros fatores climáticos, como o aquecimento global e fenômenos naturais como El Niño e La Niña. O climatologista Argemiro Teixeira, responsável pela pesquisa, explica que as mudanças climáticas têm um efeito cumulativo ao longo das décadas, enquanto os impactos do desmatamento são quase imediatos. “A remoção da vegetação reduz automaticamente a umidade. As secas e os problemas enfrentados pela agricultura não são causados apenas pelas mudanças climáticas e El Niño, mas também pelo desmatamento”, afirma.

    Impacto do desmatamento nas safras de soja e milho

    O estudo quantificou o impacto do desmatamento nas safras de soja e milho, que dependem fortemente do início da estação chuvosa. “Quando começa a chover, os produtores plantam a soja. Se plantarem antes da chuva, podem perder tudo”, explica Teixeira. A janela para o plantio é curta, variando entre seis a sete meses; portanto, um atraso nas chuvas pode inviabilizar a segunda safra.

    Teixeira também destaca que o impacto do desmatamento é regional. “Proprietários em áreas mais preservadas têm menor risco de atraso no plantio. Já aqueles em áreas degradadas enfrentam riscos maiores”, diz ele.

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    Além disso, mesmo propriedades que cumprem as normas do Código Florestal podem sofrer com a falta de chuvas se seus vizinhos não preservarem adequadamente a vegetação nativa. O estudo da UFMG revela que nas regiões onde 80% da floresta foi perdida, existe um risco de 58% de ocorrer uma queda no volume de chuva superior a 100 mm durante a primeira safra de soja. Para a segunda safra de milho, esse risco é de 44%, enquanto nas áreas com mais de 80% de cobertura florestal, o risco se reduz pela metade.

    Teixeira alerta que essa situação pode impactar o seguro agrícola no futuro. “Os prêmios terão que ser ajustados para considerar o nível de conservação das propriedades ao conceder seguros e créditos”, opina.

    Mudanças climáticas

    As mudanças climáticas já têm afetado negativamente o agronegócio em todo o Brasil. De acordo com dados da Serasa Experian, houve um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial por produtores rurais. Grande parte devido às perdas nas lavouras causadas por condições climáticas adversas. Entre janeiro e setembro de 2023, foram registrados 80 pedidos, um aumento de 300% em comparação com o ano anterior.

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    Enquanto isso, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou suas expectativas para a safra de soja deste ano. E reduziu a previsão inicial de 160,3 milhões de toneladas para 156,1 milhões.

    Os alertas sobre a importância da floresta para as práticas agrícolas são recorrentes na comunidade científica. No entanto, decisões políticas recentes, como as alterações no Código Florestal que flexibilizaram a proteção da vegetação nativa no Brasil, não levaram em conta esses avisos cruciais.

  • Secas atrasam em 20 anos a recuperação de estoques de madeira em florestas manejadas

    Secas atrasam em 20 anos a recuperação de estoques de madeira em florestas manejadas

    Um estudo da Embrapa, realizado entre 2000 e 2022 no interior do Amazonas, revelou que secas prolongadas, intensificadas pelo fenômeno El Niño, atrasaram em 20 anos a reposição de estoques de madeira em áreas de manejo florestal. A pesquisa foi conduzida em 600 hectares da Fazenda Iracema, no município de Lábrea. Lá, os cientistas monitoraram a regeneração florestal e os efeitos da exploração madeireira. Embora a biomassa da floresta tenha se recuperado, os estoques de madeira comercial ainda não atingiram o volume previsto inicialmente.

    O pesquisador Marcus Vinício Neves d’Oliveira, da Embrapa Acre, explica que as árvores maiores, que são alvo da exploração comercial, sofreram alta mortalidade devido às secas sucessivas. Árvores com mais de 50 cm de diâmetro, necessárias para a exploração legal de madeira, cresceram lentamente, o que atrasou a reposição do estoque. Segundo o especialista, a expectativa inicial era que a floresta se recuperasse em 25 anos, mas agora estima-se que o processo completo levará cerca de 45 anos.

    Impactos climáticos no crescimento florestal

    Os resultados indicam que a floresta começou a responder ao manejo apenas oito anos após o corte inicial. Embora tenha havido um crescimento significativo das árvores remanescentes e ingressantes, a mortalidade elevada, associada ao El Niño, retardou o processo. Secas extremas, registradas em 2005, 2010/2011, 2015/2016 e 2018, foram identificadas como os principais fatores que comprometeram o crescimento das árvores, especialmente nas áreas exploradas.

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    A pesquisa avaliou indicadores como a biomassa acima do solo, a entrada de novas árvores, o crescimento das árvores residuais e a taxa de mortalidade. Apesar da recuperação completa da biomassa em termos de número de árvores e volume, a floresta se tornou mais jovem, com predominância de árvores menores, o que dificulta a exploração sustentável a curto prazo.

    O estudo também apontou que, apesar do crescimento de árvores novas, as espécies comerciais mais valiosas foram as mais afetadas pelas condições climáticas adversas. O ciclo de corte em florestas manejadas na Amazônia varia entre 20 e 35 anos. Mas, devido ao impacto do clima, a área estudada precisará de mais tempo para atingir os níveis de estoque de madeira adequados para exploração. O pesquisador d’Oliveira ressalta que, embora a recuperação em termos de biomassa tenha sido satisfatória, a estrutura da floresta mudou significativamente. Com uma maior quantidade de árvores jovens e menos árvores de grande porte, retardando o ciclo produtivo.

    Novos estudos e próximos passos da pesquisa

    Os estudos sobre dinâmica florestal são feitos no Acre há mais de 30 anos e na Amazônia como um todo há cerca de 50 anos. Mmas é consenso da pesquisa que esse tempo é relativamente curto para se conhecer efetivamente o comportamento da floresta.

    De acordo com Evaldo Muñoz, pesquisador da Embrapa Florestas (PR), participante desse estudo, como a pesquisa é contínua, os dados gerados servem de base para novas análises sobre a dinâmica da floresta. “A recorrência de efeitos climáticos atípicos vai demandar novos estudos para ampliar o conhecimento sobre como a floresta funciona a longo prazo. É necessário investigar outros efeitos desses eventos na regeneração de áreas manejadas, como possíveis mudanças na sua estrutura florística e quais espécies comerciais são mais afetadas”, considera Muñoz.

    Os dados gerados pela pesquisa serão integrados a um banco de dados em construção. Ele será disponibilizado pela Embrapa para pesquisadores e profissionais da área florestal. A análise contínua dos impactos climáticos, como o El Niño, sobre a regeneração de florestas manejadas será crucial para a criação de estratégias de manejo sustentável . E assim, tomar atitudes para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

  • Como as queimadas no interior paulista vão mexer no seu bolso

    Como as queimadas no interior paulista vão mexer no seu bolso

    As queimadas no interior de São Paulo têm se intensificado, resultando em uma situação alarmante em diversas regiões do estado. Em cidades como Araraquara, Campinas, Ribeirão Preto e Limeira, a qualidade do ar tem piorado drasticamente devido ao acúmulo de fumaça e fuligem. As condições meteorológicas adversas, como a baixa umidade relativa do ar e as altas temperaturas, agravam ainda mais a situação.

    As informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) colocam o estado de São Paulo no topo do ranking de incêndios no fim desta semana, seguido pelo Mato Grosso, onde foram detectadas 1.237 queimadas e o Pará, com 987 focos de fogo.

    Em Araraquara, a qualidade do ar foi classificada como “ruim” pela Cetesb, com a presença de partículas finas suspensas no ar, resultado das queimadas que vêm assolando a região. Campinas também sofre com o céu encoberto por fumaça, proveniente de incêndios em diversas áreas do estado.

    Ribeirão Preto enfrenta grandes incêndios em áreas de mata, e a cidade está em “estado de emergência” devido ao risco elevado de novas queimadas. A fumaça densa tem afetado a visibilidade e a saúde dos moradores, além de causar transtornos no trânsito, com várias rodovias estaduais parcialmente interditadas.

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    As autoridades locais, incluindo a Defesa Civil, estão em alerta máximo e têm trabalhado para controlar os focos de incêndio. No entanto, a combinação de fatores naturais e possivelmente criminosos continua a provocar uma situação difícil, com efeitos negativos sobre o meio ambiente e a saúde pública​

    Prejuízo para a agricultura e para seu bolso

    As queimadas no interior de São Paulo não só têm causado graves problemas ambientais e de saúde, como também estão resultando em significativos prejuízos para o agronegócio nas regiões afetadas. Cidades como Araraquara, Campinas, Ribeirão Preto e Limeira, que são grandes produtoras agrícolas, têm visto suas plantações ameaçadas pelo fogo. Além das perdas diretas nas colheitas, o gado também sofre com a redução na qualidade das pastagens.

    Em Ribeirão Preto, uma das principais regiões produtoras de cana-de-açúcar, os incêndios já destruíram grandes áreas de plantação, prejudicando a produção. Além disso, eleva os custos operacionais para os produtores, que precisam investir mais em controle de danos e replantio. Essa situação também afeta a indústria sucroalcooleira, vital para a economia local.

    Foto: Divulgação – Canaoeste

    O impacto das queimadas se estende ainda ao transporte e à logística, com rodovias sendo parcialmente interditadas devido à baixa visibilidade causada pela fumaça. Um dos impactos disso é o  atraso no escoamento dos produtos agrícolas. Além disso, a má qualidade do ar tem gerado preocupações quanto à saúde dos trabalhadores rurais. Eles ficam expostos a condições insalubres, impactando a força de trabalho disponível no campo.

    Em resumo, além dos danos ambientais, as queimadas estão provocando uma crise no setor agropecuário, com prejuízos que podem se estender por várias safras se as condições não melhorarem. Com as perdas de áreas produtivas para o fogo, o tempo de recuperação tanto das culturas como da terra vai impactar no custo de produção, que será repassado para o consumidor final.

    As autoridades continuam monitorando a situação e tentando mitigar os efeitos dessas queimadas devastadoras. O governo do Estado criou um gabinete de crise para discutir soluções ao problema frente às ocorrências em canaviais e à morte de dois trabalhadores que tentavam combater o fogo nesta sexta em Urupês.

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    O interior de São Paulo amanheceu cinza e seco neste sábado
    Os incêndios se concentram principalmente em municípios da região de Ribeirão Preto (SP), de São José do Rio Preto (SP), de Presidente Prudente (SP), São Carlos (SP) e Bauru (SP).
    O governo do Estado criou um gabinete de crise para discutir soluções ao problema frente às ocorrências em canaviais
  • TerraClass revela expansão agrícola e regeneração na Amazônia e Cerrado

    TerraClass revela expansão agrícola e regeneração na Amazônia e Cerrado

    O mais recente mapeamento do projeto TerraClass indica a crescente expansão da agricultura nas áreas desflorestadas da Amazônia e Cerrado, substituindo pastagens por cultivos e intensificando a produção com múltiplas safras anuais. Os novos dados, referentes a 2018, 2020 e 2022, foram divulgados nesta quinta-feira (01/08), em Brasília, pela Embrapa e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em um evento que contou com a presença dos ministros da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

    Desde 2008, o TerraClass mapeia a cobertura e uso da terra na Amazônia, expandindo seu escopo para o Cerrado posteriormente. O projeto analisa áreas desflorestadas identificadas pelo programa Prodes do Inpe, destacando a vegetação secundária, culturas agrícolas, pastagens e áreas urbanas. Através do GeoPortal TerraClass, é possível acompanhar as mudanças ao longo do tempo e entender os fatores que influenciam o desflorestamento. “Queremos fornecer dados detalhados ao Estado Brasileiro sobre os biomas que representam mais de 70% do território nacional”, explica Júlio Esquerdo, pesquisador da Embrapa e coordenador do projeto.

    Agricultura avança sobre pastagens

    Os dados mostram que a agricultura anual nos biomas Amazônia e Cerrado aumentou 22% entre 2018 e 2022. A maior parte desse crescimento, 94%, ocorreu em áreas anteriormente utilizadas para agropecuária, principalmente pastagens. Além disso, apenas 1% da expansão atingiu áreas de vegetação natural primária e secundária. “Isso demonstra que a agricultura está avançando sobre áreas já desmatadas, reduzindo a necessidade de desmatar novas áreas naturais”, ressalta Esquerdo.

    Apesar da expansão agrícola, a conversão de vegetação natural em pastagens continua a ser a principal causa do desmatamento. No entanto, há uma quantidade significativa de áreas em regeneração que permanecem estáveis nos biomas. Na Amazônia, as áreas de vegetação secundária representam cerca de 20% das áreas desmatadas ao longo da série histórica.

    TerraClass Brasil e avanços tecnológicos

    A Embrapa e o Inpe planejam ampliar o mapeamento para todos os biomas brasileiros com o projeto TerraClass Brasil. Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, enfatiza a importância de transformar o TerraClass em um programa nacional permanente. Clezio Marcos De Nardin, diretor do Inpe, destaca o desenvolvimento de novos satélites e tecnologias que fortalecem o monitoramento ambiental. “Estamos desenvolvendo satélites menores e mais baratos para monitorar a Amazônia, o que contribuirá para os avanços do TerraClass”, afirma.

    Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, ressalta a importância de alinhar a agricultura à preservação ambiental. “O TerraClass será essencial para direcionar políticas públicas que equilibrem produção e conservação”, completa. A ministra Luciana Santos, da Ciência e Tecnologia, reforça a necessidade de integrar sustentabilidade e desenvolvimento econômico para conter o desmatamento.

    Intensificação agrícola e regeneração da vegetação

    O mapeamento do TerraClass também revela a intensificação da produção agrícola na Amazônia e no Cerrado. Entre 2018 e 2022, a área destinada à agricultura temporária com mais de um ciclo anual aumentou 50%, ocupando principalmente pastagens. No Cerrado, a agricultura temporária expandiu 17% no mesmo período, destacando a intensificação agrícola no bioma.

    Além disso, a regeneração da vegetação natural também chama a atenção. Na Amazônia, cerca de 169 mil km² da vegetação secundária cobriam o bioma até 2022, com 31% dessa área em regeneração há pelo menos 14 anos. Em contrapartida, no Cerrado a vegetação natural secundária mapeada corresponde a 4% do bioma, com mais da metade dessa área em regeneração há quatro anos.

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    Inovações tecnológicas impulsionam o TerraClass

    O TerraClass utiliza tecnologias avançadas para aprimorar seus mapeamentos. Projetos como o Brazil Data Cube e o pacote SITS, desenvolvidos pelo Inpe, permitem a análise de grandes volumes de imagens de satélite. “Essas inovações nos permitem usar técnicas de ponta na classificação da cobertura e uso da terra, com algoritmos de inteligência artificial”, destaca Karine Ferreira, coordenadora do Brazil Data Cube.

    Os novos mapeamentos diferenciam lavouras temporárias de grãos e fibras com base em seu nível de intensificação agrícola, e também incluem o mapeamento de culturas perenes, como cacau e café por exemplo, no bioma Amazônia.

    Disponibilidade de dados no GeoPortal

    Todos os mapas da série histórica do TerraClass para os biomas Amazônia e Cerrado estão disponíveis no GeoPortal TerraClass. Em resumo, essa plataforma digital permite acesso aos dados originais e ferramentas para análise da dinâmica territorial dos dois biomas ao longo do tempo.

    O TerraClass Cerrado faz parte do projeto FIP Paisagens Rurais, financiado pelo Banco Mundial, e envolve diversas instituições parceiras, como o Serviço Florestal Brasileiro e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.

     

  • Conheça a Cumaru, a baunilha do Brasil

    Conheça a Cumaru, a baunilha do Brasil

    A Cumaru, também conhecida como baunilha do Brasil, é uma árvore nativa da Amazônia que vem ganhando destaque devido ao potencial econômico de suas sementes. A Cumaru (Dipteryx odorata), pertencente à família Fabaceae, cresce em diversos países da América do Sul, incluindo Brasil, Guiana, Suriname e Venezuela.

    As sementes da Cumaru, popularmente chamadas de fava-de-cumaru, são ricas em cumarina, um composto aromático utilizado na indústria de fragrâncias, cosméticos e alimentos. Porém, devido à sua semelhança com a baunilha, a fava-de-cumaru é conhecida como a “baunilha do Brasil”. O óleo essencial extraído das sementes é altamente valorizado no mercado internacional, podendo alcançar preços elevados.

    Entretanto, a Cumaru é uma árvore de crescimento lento, podendo levar de 15 a 20 anos para atingir a maturidade e iniciar a produção de sementes. Isso torna o cultivo da espécie um investimento de longo prazo, exigindo paciência e planejamento por parte dos produtores.

    Utilidades na Indústria

    As sementes da Cumaru têm diversas aplicações na indústria:

    • Fragrâncias: O óleo essencial da Cumaru é utilizado na fabricação de perfumes, sabonetes e outros produtos de higiene pessoal.
    • Cosméticos: As propriedades antioxidantes e de hidratação da pele da cumarina das sementes levam à sua utilização em cremes, loções e maquiagens.
    • Alimentos: A fava-de-cumaru é usada como aromatizante natural em bebidas, doces, sorvetes e outros alimentos, conferindo um aroma e sabor semelhantes à baunilha.
    • Medicina tradicional: Na medicina popular, as pessoas utilizam as sementes da Cumaru para tratar diversos problemas de saúde, incluindo dores musculares, inflamações e problemas respiratórios.

    Apesar do longo tempo de crescimento, a Cumaru apresenta um grande potencial econômico para os produtores rurais da Amazônia. Além disso, o cultivo sustentável dessa espécie nativa pode gerar renda e promover o desenvolvimento da região, além de contribuir para a conservação da floresta amazônica.

    Risco de extinção

    A árvore Cumaru (Dipteryx odorata), nativa da Amazônia, enfrenta risco de extinção devido à exploração desenfreada e à destruição de seu habitat. Conhecida por sua madeira durável e pelas sementes aromáticas usadas na perfumaria e culinária, o Cumaru tem grande valor econômico, o que intensifica a sua exploração. A derrubada indiscriminada e a conversão de florestas em áreas agrícolas são as principais ameaças. A perda dessa espécie não só afetaria a biodiversidade, mas também as comunidades que dependem dela para subsistência.

    Reprodução: Embrapa

    A durabilidade e resistência da madeira de Cumaru a tornam altamente valorizada, sendo utilizada na construção civil e fabricação de móveis. As sementes, conhecidas como “favas tonka”, oferecem um aroma doce e agradável, popular na perfumaria e culinária.

    Para mitigar o risco de extinção, é essencial implementar políticas de manejo sustentável, promover a regeneração natural e fortalecer a fiscalização contra a exploração ilegal. Iniciativas de reflorestamento e conservação do habitat também são cruciais para garantir a sobrevivência da árvore Cumaru.

    Contexto Econômico e Ecológico

    O Cumaru tem grande importância tanto econômica quanto ecológica. Enquanto economicamente, sustenta diversas indústrias e comunidades, ecologicamente, faz parte do complexo ecossistema amazônico, contribuindo para a biodiversidade e estabilidade ambiental. Sua preservação é vital para manter o equilíbrio ecológico da Amazônia e o bem-estar das populações que dela dependem.

    A proteção da espécie exige um esforço conjunto entre governos, organizações ambientais e comunidades locais. Porém, somente com a adoção de práticas sustentáveis e políticas eficazes de conservação será possível garantir a sobrevivência dessa valiosa espécie.

  • Pesquisa inédita: carvão revoluciona produtividade de hortaliças

    Pesquisa inédita: carvão revoluciona produtividade de hortaliças

    Uma técnica primitiva dos povos indígenas da Amazônia pode revolucionar a produção de hortaliças. É o que comprovou um projeto inédito no mundo que avaliou os efeito do carvão na fertilidade do solo. A pesquisa foi conduzida pela Epagri com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

    Resíduos das indústrias de carvão vegetal são grandes aliados dos produtores de cebola, melhorando o solo e aumentando a produtividade, de acordo com duas pesquisas da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) realizadas em Ituporanga.

    “O uso desse resíduo, além de beneficiar o solo e as plantas, reduz o passivo ambiental das carvoarias”, afirma o pesquisador Fábio Satoshi Higashikawa. Conhecido como “biocarvão”, este material de baixo custo, vendido a cerca de R$ 1 o quilo em Santa Catarina, é o resíduo mais fino gerado na fabricação de carvão vegetal, chamado de “moinha de carvão” ou “pó de carvão”.

    Foto: Divulgação – Epagri

    Aumento na produção

    As pesquisas da Epagri começaram em 2016, com um projeto pioneiro apoiado pelo CNPq, avaliando os efeitos do biocarvão na fertilidade do solo em sistema de plantio direto.

    Concluiu-se que a aplicação de 1 tonelada por hectare melhora a fertilidade, aumentando nutrientes e matéria orgânica. “O biocarvão ainda eleva o pH do solo, reduzindo a toxicidade do alumínio e aumentando o rendimento da cebola”, acrescenta Fábio.

    Além disso, o biocarvão é mais resistente à decomposição, proporcionando benefícios duradouros. Ou seja, os efeitos dependem do tipo, dose, solo e sistema de plantio, podendo reduzir custos de produção ao substituir parcialmente fertilizantes.

    Um segundo estudo da Epagri, em parceria com Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) e Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina), confirmou os benefícios do biocarvão nas propriedades físicas do solo e no rendimento da cebola.

    Foto: Divulgação – Epagri

    Sendo assim, áreas com doses de biocarvão desde 2016 apresentaram maior estabilidade dos agregados, melhorando a resistência à erosão. “Esses efeitos aumentam a resiliência do solo e da lavoura em anos com condições climáticas desfavoráveis”, resume Fábio.

    Biodiversidade no solo

    Uma terceira pesquisa da Epagri, em fase de captação de recursos, foca no efeito do biocarvão nos microrganismos do solo. “O biocarvão aumenta a biodiversidade e a atividade de microrganismos no solo”, aponta o pesquisador.

    Embora o uso de biocarvão na agricultura tenha origem na Terra Preta de Índio, solos férteis da Amazônia, em Santa Catarina a prática ainda é rara. “A disponibilidade local limita o uso devido ao custo de transporte”, pondera Fábio.

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/cultivo-abacaxi-o-ouro-tropical-para-saude-e-para-o-agricultor/