Tag: agronegócio brasileiro

  • Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    O Brasil terá participação recorde na Sial China 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo. Ao todo, 82 empresas brasileiras exportadoras estarão presentes no evento, que começa nesta segunda-feira (18), em Xangai. A expectativa do setor é movimentar cerca de US$ 3,3 bilhões em negócios.

    O ministro da Agricultura, André de Paula, também participará da feira em sua primeira missão internacional desde que assumiu o cargo. Após a agenda em Xangai, ele seguirá para Pequim, onde se reunirá com representantes do governo chinês para discutir novas aberturas de mercado e melhorias nas relações comerciais entre os países, incluindo a flexibilização da cota de importação de carne bovina brasileira.

    A Sial China é vista como estratégica para ampliar a presença dos produtos brasileiros não apenas entre importadores chineses, mas também junto a compradores de diferentes países asiáticos. O maior espaço será dedicado à carne bovina, sob coordenação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, com a participação de 25 frigoríficos.

    O projeto Brazilian Beef, criado pela entidade para promover a carne bovina brasileira no exterior, contará com um estande de mais de 1,2 mil metros quadrados. Na edição passada da feira, os negócios fechados durante o evento somaram US$ 265,2 milhões, enquanto a projeção para os 12 meses seguintes alcançou US$ 2,24 bilhões.

    Estratégia para o agronegócio brasileiro

    O evento também contará com um espaço exclusivo para o Programa Cooperar para Exportar, iniciativa voltada à internacionalização de cooperativas da agricultura familiar. Nesta edição, 10 cooperativas brasileiras apresentarão produtos como cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e alimentos ligados à biodiversidade brasileira.

    Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, a missão reforça a importância estratégica da China para o agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

    “A China é um parceiro estratégico para o Brasil e esta missão representa mais um passo importante na diversificação e agregação de valor das exportações brasileiras. Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na Sial demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, afirmou.

    Atualmente, a China lidera como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% de todas as exportações do setor. Entre 2019 e 2025, o mercado chinês abriu 25 novas oportunidades para produtos brasileiros, incluindo itens do complexo soja, proteínas animais, gergelim, farinha de aves e suínos, além de DDG de milho utilizado na alimentação animal.

  • Café da Amazônia vira fenômeno e muda Rondônia

    Café da Amazônia vira fenômeno e muda Rondônia

    Durante anos, o café produzido em Rondônia foi visto apenas como uma produção regional, voltada ao mercado comum. Agora, porém, o cenário mudou. Em plena Amazônia, produtores passaram a investir em tecnologia, melhorar o manejo das lavouras e apostar em cafés de maior qualidade. O resultado começou a aparecer rapidamente: aumento da produtividade, valorização dos grãos e espaço crescente no mercado de cafés especiais.

    O movimento chama atenção porque acontece em um estado historicamente ligado à pecuária. Agora, porém, o avanço do chamado robusta amazônico começa a mudar a paisagem econômica de diversas cidades rondonienses.

    Boa parte dessa mudança aconteceu depois que produtores começaram a investir mais em tecnologia no campo. O uso de mudas clonais, sistemas de irrigação e técnicas modernas de manejo ajudou a elevar a produção e melhorar a qualidade dos grãos.

    A transformação ganhou força com o uso de mudas clonais, irrigação e manejo técnico mais avançado. Em algumas propriedades, a produção praticamente dobrou na comparação com métodos tradicionais.

    Produtividade com qualidade

    Além da produtividade, outro fator começou a mudar o jogo: a qualidade.

    Produtores passaram a investir em fermentação controlada, secagem especial e rastreabilidade, abrindo portas para nichos premium. O resultado foi o crescimento da presença do café amazônico em concursos nacionais e mercados internacionais.

    Enquanto isso, cooperativas locais relatam aumento na procura de compradores estrangeiros interessados em cafés com identidade regional e perfil sensorial diferente.

    O avanço acontece em um momento de forte valorização global do café. Problemas climáticos em grandes regiões produtoras e oscilações no mercado internacional elevaram os preços e ampliaram o interesse por novas fronteiras agrícolas.

    Em Rondônia, o impacto já aparece na economia de pequenos municípios.

    Nas cidades do interior, o café passou a movimentar comércio, ampliar investimentos em máquinas agrícolas e gerar renda para propriedades familiares. Em algumas regiões, produtores que antes dependiam quase exclusivamente da pecuária começaram a diversificar a produção.

    Foto: Divugação – SECOM/RO

    Especialistas do setor avaliam que Rondônia vive uma espécie de “segunda revolução agrícola”, impulsionada pela combinação entre clima favorável, tecnologia e demanda internacional crescente.

    O desafio, agora, é sustentar o crescimento sem perder competitividade e equilíbrio ambiental, tema que segue no centro do debate sobre o futuro do agro na Amazônia.

    Ainda assim, o sentimento entre produtores é de otimismo.

    Nos bastidores do setor, o robusta amazônico já deixou de ser visto como aposta distante. Para muitos compradores, ele começa a se consolidar como uma nova força do café brasileiro.

  • Exportações do agro crescem 11,7% e atingem recorde histórico em abril

    Exportações do agro crescem 11,7% e atingem recorde histórico em abril

    O agronegócio brasileiro alcançou US$ 16,65 bilhões em exportações em abril de 2026 e estabeleceu um novo recorde para o mês, segundo dados oficiais. O resultado representa crescimento de 11,7% na comparação com abril de 2025 e reforça o protagonismo do setor no comércio exterior do país.

    O agro respondeu por 48,8% de todas as exportações brasileiras no período. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram US$ 54,6 bilhões, também o maior valor já registrado para o quadrimestre.

    O volume exportado cresceu 9,5% em relação a abril do ano passado, enquanto o preço médio avançou 2,1%. As importações do setor totalizaram US$ 1,62 bilhão, queda de 3,6%, o que garantiu um superávit de US$ 15 bilhões no mês.

    O cenário internacional favorece o Brasil, impulsionado pela demanda por fornecedores confiáveis, capacidade logística e segurança sanitária. Além disso, o país ampliou sua presença global ao abrir mais de 600 novos mercados para produtos agropecuários desde o início da atual gestão, o que fortaleceu a diversificação da pauta exportadora.

    Principal destino

    A China liderou como principal destino das exportações do agro brasileiro em abril, com compras de US$ 6,6 bilhões, cerca de 40% do total. O valor representa alta de 21,8% em relação ao mesmo mês de 2025. A União Europeia aparece na sequência, com US$ 2,36 bilhões e crescimento de 8,7%, enquanto os Estados Unidos importaram US$ 1 bilhão, com queda de 16,8%.

    A soja em grãos manteve a liderança entre os produtos exportados, com US$ 6,9 bilhões em vendas externas, alta de 18,8%. O volume embarcado atingiu 16,7 milhões de toneladas, avanço de 9,7% e recorde para abril. A combinação de safra recorde em 2025/2026 e valorização de 8,4% nos preços impulsionou o desempenho.

    A carne bovina in natura também registrou resultado histórico, com US$ 1,6 bilhão exportado, crescimento de 29,4%. Os embarques somaram 252 mil toneladas, alta de 4,3%. A China concentrou 55,8% das compras, com US$ 877,4 milhões.

    Entre os segmentos com melhor desempenho, o complexo soja liderou com US$ 8,1 bilhões e alta de 20,4%. As proteínas animais somaram US$ 3 bilhões, crescimento de 18%. Os produtos florestais alcançaram US$ 1,4 bilhão (+8,6%) e o café registrou US$ 1,2 bilhão, apesar da queda de 12,1%. Fibras, produtos têxteis e algodão também avançaram, com recordes em valor e volume.

    A celulose atingiu US$ 854,7 milhões em exportações, com alta de 16%, enquanto o farelo de soja chegou a 2,4 milhões de toneladas embarcadas, crescimento de 12,7%.

    Variedade

    Produtos menos tradicionais ganharam espaço na pauta exportadora. Pimenta piper seca, ração para pets, óleo essencial de laranja, sebo bovino, abacate e manga registraram recordes em valor ou volume.

    A fruticultura brasileira também ampliou sua presença internacional. Desde 2023, o país abriu 34 novos mercados para frutas. Entre janeiro e abril de 2026, produtos como melão, limão, lima, melancia e mamão alcançaram recordes de exportação.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, afirmou que o resultado reforça a imagem do Brasil como parceiro confiável. Segundo ele, a combinação entre produção, abertura de mercados e presença internacional transforma potencial em acesso real.

    O ministro da Agricultura, André de Paula, destacou o impacto econômico do desempenho. Para ele, o recorde reflete geração de renda no campo, emprego na indústria e maior inserção do Brasil no comércio global.

  • Colheita de pimenta ganha mecanização inédita no Brasil

    Colheita de pimenta ganha mecanização inédita no Brasil

    A MIAC, empresa da Indústrias Colombo, lançou a BP Master, implemento agrícola que mecaniza a colheita da pimenta-do-reino. A novidade chega ao mercado em meio à expansão da cultura no Brasil, impulsionada pela valorização internacional e pela busca por maior eficiência produtiva. Além disso, o equipamento foi desenvolvido ao longo de três anos, com base em testes em campo e na demanda direta dos produtores.

    Atualmente, o Brasil ocupa a segunda posição global na produção de pimenta-do-reino, com cerca de 125 mil toneladas anuais, segundo o IBGE. Nos últimos anos, o valor da produção superou R$ 3,6 bilhões. Esse crescimento ocorreu principalmente devido à valorização do produto no mercado externo. Como resultado, a cultura ganhou relevância estratégica dentro das propriedades rurais.

    A produção se concentra, sobretudo, no Espírito Santo e no Pará, que juntos respondem por mais de 90% da safra nacional. Além desses estados, a Bahia também apresenta áreas relevantes. Grande parte do volume segue para exportação, principalmente para mercados da Ásia e da Europa. Dessa forma, a pimenta-do-reino se consolida como alternativa de diversificação, especialmente em regiões cafeeiras.

    “Com mais de 50 anos de atuação, a MIAC desenvolve tecnologias voltadas às culturas que exigem atenção às particularidades de cultivo e colheita. Por isso, estruturamos a BP Master a partir da realidade do produtor, com o objetivo de tornar a colheita mais eficiente e produtiva, preservando a qualidade dos grãos”, afirma Joel Backes, diretor Comercial da MIAC – Indústrias Colombo.

    Escassez de mão de obra acelera mecanização

    Apesar da relevância econômica, muitos produtores ainda realizam a colheita de forma manual. Nesse cenário, a atividade exige grande volume de trabalhadores. Ao mesmo tempo, a escassez de mão de obra no campo eleva os custos operacionais e dificulta a expansão da cultura.

    Equipamento para a colheita da pimenta-do-reino é inédito no mundo – Foto: Divulgação

    Diante desse desafio, a MIAC desenvolveu a BP Master com foco na mecanização do processo. Durante o desenvolvimento, a empresa realizou testes operacionais e promoveu ajustes técnicos diretamente com produtores. Assim, o equipamento passou a atender diferentes realidades produtivas com maior precisão.

    “O lançamento amplia nossa atuação em culturas com alto potencial de crescimento. Além disso, responde à demanda por tecnologias que aumentem a eficiência e garantam qualidade ao produto colhido”, complementa Backes.

    Tecnologia embarcada otimiza operação

    A BP Master opera acoplada ao trator e utiliza a tomada de potência (TdP) para acionamento. Para funcionar, o operador utiliza duas válvulas de controle remoto, responsáveis pelo acionamento do motor e dos cilindros hidráulicos.

    Segundo Hugo Matsuo, diretor de Inovação da Indústrias Colombo, o equipamento reúne soluções técnicas voltadas ao desempenho no campo. “O sistema inclui alimentação contínua por rolo e lona, além de mecanismo de trilha com rotor. Também conta com peneira de limpeza e elevador de canecas plásticas, o que garante separação eficiente e preservação dos frutos”, explica.

    Além disso, o implemento atende tanto pequenas áreas quanto operações de maior escala. Dessa maneira, o produtor reduz custos e otimiza o trabalho no campo. Ao mesmo tempo, a estrutura robusta facilita a operação e contribui para maior durabilidade do equipamento.

    Outro ponto relevante envolve a manutenção. O modelo apresenta componentes de fácil acesso, o que agiliza reparos e limpeza. Além disso, o sistema inclui um pulmão de ensaque, que organiza o fluxo de descarga durante a operação.

    Com cerca de 3,2 metros de altura, 3,8 metros de comprimento e 3,5 metros de largura, a BP Master já está disponível para comercialização no Brasil e no exterior. Assim, a expectativa é de que a tecnologia fortaleça a competitividade da pimenta-do-reino brasileira, ao mesmo tempo em que eleva os padrões de eficiência e qualidade no campo.

  • Autonomia agrícola deixa de ser promessa e vira realidade

    Autonomia agrícola deixa de ser promessa e vira realidade

    A Fendt apresentou, durante coletiva na Agrishow 2026, sua estratégia global baseada em inovação tecnológica, expansão de mercado e sustentabilidade, com destaque para soluções em autonomia, agricultura de precisão e fortalecimento da rede de concessionários. Executivos da companhia detalharam os planos para a América Latina, com meta de atingir 100% de cobertura até 2030 e ampliar a presença em segmentos de alta potência.

    Participaram da apresentação Andrew Sunderman, vice-presidente comercial PTx; Torsten Dehner, vice-presidente sênior e gerente geral global da Fendt e Valtra; Marcelo Traldi, vice-presidente Fendt e Valtra e gerente geral da AGCO América Latina; Rafael Antonio Costa, diretor comercial Fendt; e Fabio Dotto, diretor de marketing produto Fendt e Valtra.

    Segundo os porta-vozes, o cenário do agronegócio segue sustentado por fundamentos sólidos, mesmo diante de pressões de custo. A produção de grãos deve atingir 359 milhões de toneladas na safra 2026/27, enquanto culturas como soja, algodão e cana-de-açúcar mantêm níveis históricos de produtividade. Nesse contexto, a tecnologia aparece como principal aliada para ganho de eficiência e redução de custos.

    Estratégia combina crescimento e inovação

    A companhia estruturou sua atuação em três pilares: ofensiva em produtos e tecnologia, fortalecimento da rede de distribuição nas Américas e consolidação em mercados estratégicos. Atualmente, a cobertura de concessionárias na América Latina está em cerca de 80%, com previsão de atingir a totalidade até o fim da década.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    De acordo com Marcelo Traldi, o foco está em atender um produtor cada vez mais exigente. “O agricultor busca produtividade com sustentabilidade, e isso passa diretamente por inovação e conectividade no campo”, afirmou.

    Andrew Sunderman destacou o papel das soluções PTx, que já somam mais de 14 inovações apenas em 2025. As tecnologias abrangem todas as etapas do ciclo produtivo, do plantio à colheita, com foco em integração de sistemas e operação em frotas mistas.

    Outro ponto central é o avanço da agricultura de precisão, com soluções retrofit e conectividade que permitem modernizar máquinas já em operação. A estratégia inclui também expansão global, com presença reforçada na Europa, América do Norte e América Latina.

    Autonomia e sustentabilidade ganham protagonismo

    Entre os destaques apresentados está a tecnologia OutRun, que permite operação autônoma de máquinas agrícolas. A Fendt já opera no Brasil com a solução, considerada pelos executivos como realidade no campo, e não mais conceito. O sistema utiliza sensores, conectividade em nuvem e controle assistido para garantir segurança e eficiência operacional.

    Torsten Dehner ressaltou que a autonomia é um caminho sem volta no setor. “Estamos avançando para um novo patamar de mecanização, onde inteligência e automação trabalham juntas para maximizar resultados”, disse.

    No campo da sustentabilidade, a empresa apresentou iniciativas voltadas à redução de emissões e impacto ambiental. Entre elas, o trator elétrico e100 Vario e motores compatíveis com diesel renovável, capazes de reduzir em até 90% as emissões. Tecnologias como a transmissão Vario, que diminui o consumo de combustível em até 20%, e sistemas que reduzem a compactação do solo também foram destacados.

    A plantadeira Momentum, por sua vez, contribui para maior eficiência no uso de insumos, com redução de até 75% na sobreposição de fertilizantes.

    Portfólio reforça sistema completo de produção

    A Fendt também apresentou seu portfólio integrado, que cobre todas as etapas da produção agrícola. Entre os equipamentos, estão os tratores das linhas 700, 800 e 1000 Vario, além das colheitadeiras Ideal e o pulverizador Rogator. No plantio, a Momentum Gen 2 surge como solução de alta precisão, com melhorias estruturais e operacionais.

    Rafael Antonio Costa destacou que o objetivo é entregar um sistema completo ao produtor. “Não se trata apenas de máquinas, mas de uma solução integrada que conecta planejamento, execução e gestão”, afirmou.

    A empresa também reforçou o programa de relacionamento com clientes, oferecendo garantia de fábrica de até três anos para os lançamentos, além de suporte técnico especializado.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Expansão segue como prioridade

    A presença da Fendt na América do Sul tem avançado nos últimos anos, com crescimento expressivo no número de concessionárias desde 2019. A marca já opera no Brasil, Paraguai e Argentina, com planos de ampliar ainda mais a cobertura em regiões estratégicas.

    Fabio Dotto enfatizou que a experiência premium é um diferencial competitivo. “Estamos posicionados em um patamar elevado de tecnologia e serviço, focados nas principais culturas do agro brasileiro”, disse.

    A expectativa da companhia é continuar ampliando sua participação em mercados de alta potência e consolidar a marca como referência em tecnologia agrícola. A meta global prevê investimentos e crescimento contínuo até 2029, com foco em inovação e expansão sustentável.

  • Da fazenda do pai à mansão de R$ 27 mi: Zé Felipe vende tudo e muda de vida aos 28 anos

    Da fazenda do pai à mansão de R$ 27 mi: Zé Felipe vende tudo e muda de vida aos 28 anos

    Zé Felipe completou 28 anos na última terça-feira, 21 de abril, e deu de presente para si mesmo uma decisão que poucos esperavam: colocou sua mansão à venda e vai morar de aluguel. O imóvel, batizado de Stairway House, está avaliado em R$ 27 milhões e fica no condomínio fechado Aldeia do Vale, em Goiânia, o mesmo onde Virgínia Fonseca, sua ex-esposa, também tem uma propriedade.

    O cantor é filho de Leonardo, um dos maiores nomes do sertanejo brasileiro e homem com raízes profundas no agronegócio goiano. A Fazenda Talismã, propriedade do pai, está localizada em Jussara, no noroeste de Goiás, ocupa 1.000 hectares e abriga mais de 5.000 cabeças de gado, com valor estimado em torno de R$ 60 milhões. O nome da propriedade é uma homenagem ao hit “Talismã”, um dos primeiros sucessos da dupla Leandro & Leonardo, lançado em 1990. Foi nesse ambiente, entre o campo e o palco, que Zé Felipe cresceu e construiu sua própria trajetória.

    Uma mansão que impressiona até pelo que tem dentro

    A propriedade que o cantor coloca no mercado não é modesta em nenhum detalhe. O terreno ocupa 3.430 m², com 1.380 m² de área construída. São seis suítes no total, sendo uma máster com closet, banheira e varandas privativas. A estrutura de lazer inclui home cinema, adega, spa e brinquedoteca, uma lista que diz bastante sobre o estilo de vida que a família manteve ali.

    O anúncio foi feito pelo especialista em imóveis de alto padrão Bruno Cesar, que divulgou todos os detalhes enquanto Zé Felipe ainda mora no local. Ou seja, a casa está à venda com o dono dentro, em uma contagem regressiva para a mudança.

    Cantor coloca mansão de luxo à venda em Goiânia enquanto pai mantém fazenda avaliada em R$ 60 milhões no interior do estado
    (Foto: Reprodução)

    Por que trocar R$ 27 milhões de imóvel por aluguel?

    A decisão chama atenção justamente por contrariar o senso comum. Para muita gente, vender uma mansão e ir morar de aluguel parece um passo atrás. Mas no mercado imobiliário de luxo, essa movimentação não é incomum. Significa, muitas vezes, liquidez, flexibilidade e liberdade para reinvestir o capital em outras frentes, seja em negócios, seja em novos projetos.

    No caso de Zé Felipe, ainda não há uma declaração pública explicando os motivos da decisão. O que se sabe é que o sertanejo planeja se mudar em breve para uma casa alugada, sem que o destino tenha sido revelado.

    O DNA do agronegócio que acompanha a família

    Enquanto o filho movimenta o mercado imobiliário urbano, o pai continua sendo um dos exemplos mais conhecidos de artista que une carreira artística e produção rural. Leonardo adquiriu a Fazenda Talismã por aproximadamente R$ 4,6 milhões, e o imóvel hoje está avaliado em mais de R$ 60 milhões. Com mais de 5.000 cabeças de gado, a criação, engorda e venda dos animais em leilões são as principais atividades econômicas do local, e a operação contribui significativamente para a economia da região noroeste de Goiás.

    “Tenho a maior satisfação de chegar lá e ver que isso lá foi tudo conquistado cantando”, disse Leonardo sobre a propriedade. Essa frase traduz bem o que a fazenda representa para ele: não apenas um ativo financeiro, mas a materialização de uma vida inteira de trabalho.

    Leonardo e família ostentam vida de luxo na fazenda. (Imagem: Redes Sociais)

    Goiás no centro do mapa do dinheiro e do campo

    A movimentação da família em Goiás, seja no urbano ou no rural, mostra um estado que cada vez mais aparece como polo de grandes fortunas e decisões de alto impacto. Goiânia abriga condomínios de alto padrão que atraem famílias de artistas e empresários do agronegócio. E o interior do estado, como Jussara, concentra propriedades rurais de escala expressiva que movimentam mercados de pecuária e geram empregos em regiões estratégicas.

    Zé Felipe cresce nesse contexto. Mesmo com uma trajetória mais ligada ao entretenimento do que à lida do campo, ele carrega um sobrenome que, no interior de Goiás, é sinônimo de terra, gado e sertanejo raiz.

  • Trator sem motorista? Tecnologia já é realidade no agro

    Trator sem motorista? Tecnologia já é realidade no agro

    A PTx traz para o Brasil o sistema OutRun, uma tecnologia que permite transformar tratores convencionais em máquinas autônomas capazes de operar sem condutor na cabine. A solução, que será apresentada ao público brasileiro durante a Agrishow 2026, funciona por meio de retrofit e pode ser instalada em frotas já existentes, ampliando o acesso à automação no campo sem exigir a compra de novos equipamentos.

    O sistema integra o ecossistema de agricultura de precisão da marca e atua sob supervisão humana. Ainda assim, o trator executa tarefas com alto nível de precisão, seguindo rotas previamente definidas. Dessa forma, o produtor ganha eficiência operacional e reduz falhas durante as atividades agrícolas.

    Segundo Giancarlo Fasolin, gerente sênior de Marketing Estratégico da PTx América do Sul, a proposta vai além da automação convencional. “O OutRun não é apenas um ‘piloto automático avançado’. Ele oferece aos produtores a flexibilidade de alocar mão de obra onde for necessário, além de colher até 60% mais rápido com um trator operando de forma autônoma em apoio à carreta graneleira”, afirma.

    Além disso, o sistema permite operação contínua. “O trator é capaz de trabalhar 24 horas por dia, sem desviar um centímetro do que foi traçado”, completa.

    Automação melhora precisão e reduz custos

    Na prática, o OutRun atua com maior impacto em momentos críticos, como a colheita. Nessa fase, o sistema coordena o deslocamento do trator com a colheitadeira. Assim, a carreta graneleira acompanha a operação de forma sincronizada, reduzindo perdas e evitando colisões.

    Ao mesmo tempo, a tecnologia elimina sobreposição de passadas e otimiza o uso de insumos. Como resultado, o produtor reduz o consumo de combustível e melhora a eficiência do diesel. Esse controle mais preciso também contribui para diminuir custos operacionais e aumentar a rentabilidade.

    Outro ponto relevante envolve a gestão da mão de obra. Com a automação das tarefas repetitivas, o produtor pode direcionar trabalhadores para funções mais estratégicas dentro da propriedade. Dessa maneira, a operação ganha em produtividade e organização.

    Além disso, o sistema garante maior pontualidade nas atividades. Em situações de clima instável, por exemplo, o OutRun mantém o ritmo de trabalho e assegura que operações como plantio e colheita ocorram no momento ideal.

    Tecnologia já está em validação no Brasil

    O OutRun passa por processo de validação em diferentes regiões do país. A proposta da PTx é adaptar a tecnologia às condições do campo brasileiro e às necessidades dos produtores, movimento que ganha visibilidade com a apresentação oficial durante a Agrishow 2026.

    “O OutRun está em validação para todo o Brasil. É a autonomia construída em torno da agronomia. Nosso objetivo é permitir ao agricultor realizar a colheita no período ideal, garantindo o máximo de produtividade”, destaca Fasolin.

  • Plataforma unifica dados e promete mais lucro no campo

    Plataforma unifica dados e promete mais lucro no campo

    A PTx apresenta ao mercado brasileiro o FarmENGAGE durante a Agrishow 2026, realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). A plataforma surge como principal aposta da empresa para resolver um dos maiores desafios do produtor rural: integrar dados de máquinas de diferentes marcas e gerações em tempo real, com foco em aumento de rentabilidade e redução de custos no campo.

    Desenvolvido como um sistema central de gerenciamento, o FarmENGAGE conecta frotas agrícolas independentemente do fabricante, modelo ou ano. Dessa forma, o produtor passa a ter controle total sobre a operação, eliminando gargalos causados pela fragmentação de informações. Além disso, a solução simplifica a gestão e melhora a tomada de decisão no dia a dia da fazenda.

    A plataforma opera com base na interoperabilidade. Por isso, integra sistemas amplamente utilizados no mercado, como Deere Operations Center, Raven Slingshot e Case IH FieldOps. Ao mesmo tempo, conecta-se diretamente a monitores de máquinas Fendt, Massey Ferguson e Valtra, além de equipamentos que utilizam monitores PTx Trimble da série GFX.

    “O lançamento do FarmENGAGE marca uma nova era para a PTx no Brasil. A produtividade não pode depender da marca do equipamento. Nosso objetivo é garantir ao produtor controle total da operação”, afirma Rosiéli Mika Bonette, especialista de Marketing de Produto da PTx Trimble.

    Na prática, o sistema entrega visibilidade em tempo real da frota e das atividades no campo. Com isso, o produtor consegue ajustar operações rapidamente e reduzir períodos de ociosidade. Além disso, a plataforma automatiza relatórios, eliminando anotações manuais e aumentando a precisão na análise de custos e desempenho.

    FarmENGAGE/ Divulgação

    Outro diferencial envolve o roteamento inteligente de dados. A tecnologia organiza o fluxo de informações e facilita a integração com softwares de terceiros e consultores agrônomos. Ao mesmo tempo, mantém o conceito de retrofit, permitindo atualizar máquinas já existentes sem necessidade de troca imediata da frota.

    Assim, o FarmENGAGE atua em todo o ciclo produtivo, potencializando recursos e reduzindo desperdícios. A proposta da PTx é transformar dados em decisões estratégicas, ampliando a margem de lucro do produtor.

    Panorama amplia controle e leva gestão para a nuvem

    Além do FarmENGAGE, a PTx também apresenta o Panorama, plataforma desenvolvida pela Precision Planting e voltada à gestão de dados em nuvem. A solução centraliza informações agronômicas e oferece ao produtor uma visão integrada da operação, com acesso remoto e em tempo real.

    O sistema funciona como extensão do monitor Precision Planting 20|20 e disponibiliza dados detalhados sobre plantio, colheita e pulverização. Dessa maneira, o produtor acompanha o desempenho das máquinas e toma decisões com maior precisão.

    Entre os destaques está o recurso PassMaster. A funcionalidade permite que dois monitores compartilhem mapas e dados de cobertura na mesma área. Com isso, evita sobreposição de passadas, reduz o uso de insumos e aumenta a eficiência operacional.

    Além disso, o Panorama incorpora transmissão ao vivo das operações. O produtor pode visualizar, à distância, as telas dos equipamentos em funcionamento. Assim, acompanha o trabalho em tempo real, direto do celular ou computador.

    PANORAMA/ Divulgação

    A plataforma também mantém compatibilidade com frotas mistas. Em propriedades com máquinas de diferentes marcas, os dados circulam sem barreiras. Como resultado, o produtor ganha controle sobre as informações e realiza análises mais precisas da safra.

    “O volume de dados no campo pode se tornar um problema sem a ferramenta adequada. Com o Panorama, entregamos clareza, controle remoto e integração total, transformando informação em rentabilidade”, afirma Rosiéli.

  • Prêmio Mulheres do Agro abre indicações para ciência

    Prêmio Mulheres do Agro abre indicações para ciência

    Estão abertas até 30 de abril as indicações para a categoria “Ciência e Pesquisa” da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. O público pode indicar pesquisadoras e cientistas vinculadas a instituições de pesquisa. Os projetos precisam demonstrar inovação no campo, além de impacto em desenvolvimento social, sustentabilidade e gestão. As indicações ocorrem no site oficial e abrangem profissionais de todo o país.

    A premiação reconhece a atuação feminina na produção de conhecimento aplicado ao agronegócio. Além disso, valoriza iniciativas que geram avanços técnicos e sociais. Por isso, o prêmio amplia a visibilidade de pesquisadoras que contribuem para o desenvolvimento do setor.

    Depois da fase inicial, a organização inicia a etapa de confirmação. Nesse momento, as pesquisadoras indicadas precisam validar a participação e seguir as orientações estabelecidas. Em seguida, cada candidata apresenta sua trajetória e detalha os projetos desenvolvidos.

    Na próxima etapa, especialistas analisam os perfis das participantes. A banca considera critérios como relevância, inovação e impacto das iniciativas. Como resultado, as três melhores avaliadas avançam para a fase final. Nessa etapa, o público define a vencedora por meio de votação.

    Premiação será realizada em São Paulo

    A organização anunciará a vencedora no segundo semestre deste ano, em São Paulo. A Bayer promove o evento em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). As duas instituições criaram o prêmio e mantêm sua realização desde a primeira edição.

    Além disso, a premiação integra as ações comemorativas pelos 130 anos da Bayer no Brasil. Ao longo desse período, a empresa consolidou atuação nos segmentos de agricultura, farmacêutico e saúde do consumidor.

    Iniciativa reforça inovação e diversidade

    O Prêmio Mulheres do Agro possui alcance nacional e destaca projetos que conectam ciência e produção rural. Dessa forma, o reconhecimento incentiva soluções inovadoras e fortalece a presença feminina no setor.

    Ao mesmo tempo, a Bayer desenvolve soluções voltadas à saúde e à segurança alimentar. A empresa atua em mais de 80 países e investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento. Assim, busca ampliar a produtividade, preservar recursos naturais e melhorar o acesso à saúde.

  • Com queda de 30%, Tecnoshow Comigo expõe cautela no agro

    Com queda de 30%, Tecnoshow Comigo expõe cautela no agro

    A Tecnoshow Comigo 2026 fechou com queda de cerca de 30% no volume de negócios, refletindo o momento de maior cautela vivido pelo agronegócio brasileiro. Realizada em Rio Verde (GO), a feira reuniu aproximadamente 120 mil visitantes e evidenciou como juros elevados, dificuldade de acesso ao crédito e aumento nos custos de produção impactam diretamente as decisões no campo.

    O resultado ocorre em um contexto de pressão sobre as margens do produtor. A alta nos preços dos fertilizantes, somada ao encarecimento do petróleo, influenciado por conflitos no Oriente Médio, e à queda nas cotações de commodities exige mais planejamento e seletividade nos investimentos.

    Nesse cenário, produtores adotaram postura mais conservadora, principalmente na compra de máquinas e equipamentos. Por outro lado, mantiveram investimentos em insumos essenciais para garantir a continuidade da produção, o que explica a retração menor nesse segmento.

    “O agro passa por um momento difícil, com uma paridade de troca bem diferente de anos anteriores. Por isso, os expositores vieram com essa consciência, empenhados em oferecer as melhores condições possíveis dentro do que o mercado permite”, afirmou o coordenador-geral da feira, Claudio Teoro.

    A leitura predominante entre organizadores e participantes aponta para um ajuste conjuntural, e não uma crise estrutural. Nesse ambiente, eficiência e gestão ganham protagonismo, com foco em controle de custos e decisões mais estratégicas dentro da propriedade.

    Tecnologia ganha espaço no campo

    Mesmo com ritmo mais moderado nos negócios, o interesse por inovação permaneceu elevado. O evento consolidou seu papel como plataforma de difusão tecnológica, ao oferecer mais de 200 horas de conteúdo técnico e atrair público superior a 8,4 mil pessoas para palestras.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    A inteligência artificial ganhou espaço na gestão rural. Produtores já utilizam ferramentas de análise de dados para identificar gargalos operacionais e melhorar o desempenho financeiro.

    “A IA funciona como um consultor 24 horas que ajuda a identificar onde o produtor está perdendo dinheiro”, destacou o CEO da Bit Electronics, Igor Serafim. Segundo ele, organizar os dados da fazenda representa o primeiro passo para elevar a produtividade e o controle financeiro.

    A organização distribuiu 23 mil mudas de árvores nativas e coletou 46 toneladas de resíduos recicláveis. Além disso, iniciativas interativas estimularam a conexão entre visitantes e fortaleceram a integração no setor.

    Impacto econômico da Tecnoshow Comigo 2026

    Mesmo em um cenário mais restritivo, a feira manteve impacto relevante na economia local. A movimentação em Rio Verde alcançou cerca de R$ 90 milhões, com ocupação máxima da rede hoteleira e aumento na arrecadação municipal durante o período do evento.

    A estrutura também refletiu sua dimensão, ao reunir cerca de 710 expositores em uma área de 65 hectares, além de intensa movimentação logística ao longo dos cinco dias.

    Painéis indicaram crescimento da participação feminina no agronegócio, hoje próxima de 30% da força de trabalho, reforçando a presença cada vez maior das mulheres na atividade e na gestão das propriedades.

    Mesmo com a retração nos negócios, o produtor segue ativo, ainda que mais cauteloso. A feira reforça seu papel como ambiente de suporte, ao concentrar informação, tecnologia e oportunidades que ajudam na tomada de decisão ao longo da safra.

    A organização já confirmou a próxima edição, que ocorrerá entre os dias 5 e 9 de abril de 2027, novamente em Rio Verde (GO).