Tag: Agro Brasil

  • Gusttavo Lima leiloa égua por R$ 1,1 milhão e doa valor milionário para hospital do câncer em Goiás

    Gusttavo Lima leiloa égua por R$ 1,1 milhão e doa valor milionário para hospital do câncer em Goiás

    O cantor Gusttavo Lima leiloou uma égua de seu haras por mais de R$ 1,1 milhão e anunciou que destinará todo o valor arrecadado ao Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora). O artista realizou o leilão de luxo em Nazário, no oeste de Goiás, na noite da última sexta-feira (15).

    Nas redes sociais, ele informou que reverterá integralmente a renda obtida com a venda de uma fêmea da raça Friesian, do Haras Embaixador, para a instituição de saúde. Segundo o cantor, a iniciativa representa uma forma de apoiar um projeto que ele acompanha desde a fundação.

    “Poder separar alguns lotes e animais especiais para fazer o bem é maravilhoso. Toda a renda desse animal será revertida ao Cora, projeto que acompanhamos desde a fundação até a entrega”, afirmou.

    Cantor colocou animal de seu haras em leilão de luxo — (Foto: Reprodução/Instagram)

    Durante o evento, o sertanejo apresentou a potra ao público e celebrou o resultado do leilão. O animal, de 1 ano e 8 meses, alcançou valor milionário, que será quitado em parcelas de R$ 20 mil.

    Além da venda promovida pelo cantor, outro destaque do Leilão JBJ Ranch e Família Quartista chamou atenção. Na ocasião, 50% da propriedade de outro animal foi negociada por mais de R$ 12 milhões.

    Nas redes sociais, fãs e internautas elogiaram a atitude de Gusttavo Lima e destacaram o gesto solidário do artista. “Cara humano! Parabéns pelo respeito a quem precisa”, comentou um seguidor.

  • Fora da TV há anos, apresentador famoso morou em mansão cercada pela natureza em SP

    Fora da TV há anos, apresentador famoso morou em mansão cercada pela natureza em SP

    A intensa rotina de gravações, provas e eliminações semanais levou um dos apresentadores mais conhecidos da televisão brasileira a tomar uma decisão incomum para a época: deixar temporariamente a vida na capital para morar no interior de São Paulo.

    Durante os anos em que comandou um famoso reality rural da TV aberta, Britto Jr. escolheu viver em uma mansão alugada em Itu, cidade conhecida pelos condomínios de luxo e pelas propriedades cercadas pela natureza. A mudança aconteceu para facilitar a rotina de trabalho e, ao mesmo tempo, garantir mais qualidade de vida para a família.

    Longe do trânsito e da correria de São Paulo, ele encontrou no interior um ambiente mais tranquilo para enfrentar a pressão diária das gravações.

    Britto Jr. comandou ‘A Fazenda’ — (Foto: Reprodução/Record)

    Mansão virou refúgio entre as gravações

    A residência escolhida funcionava como uma verdadeira base de apoio durante o período em que o reality era gravado na região. Cercada por jardins amplos e áreas abertas, a casa oferecia silêncio e contato constante com a natureza.

    O imóvel seguia o estilo clássico das casas de campo de Itu, com espaços integrados, ambientes voltados para convivência familiar e clima acolhedor. Além do conforto, a localização próxima ao local das filmagens reduzia deslocamentos longos e tornava a rotina menos desgastante.

    A mudança também representou uma transformação pessoal importante. Em vez de viajar frequentemente entre a capital e o interior, o apresentador passou a viver uma rotina mais calma, acompanhando de perto o ritmo da cidade enquanto liderava um programa inspirado justamente na vida rural.

    Reality marcou nova fase da televisão

    O reality estreou em 2009 e rapidamente se tornou um dos maiores sucessos da programação da Record. O formato conquistou grande audiência e ajudou a consolidar os realities rurais como fenômeno do entretenimento nacional.

    Foi nesse contexto que o apresentador Britto Jr., hoje com 63 anos, decidiu instalar temporariamente a família em Itu para acompanhar mais de perto a produção do programa.

    Trajetória ficou marcada pelo reality

    À frente da atração desde a primeira edição, Britto Jr. se tornou um dos nomes mais associados ao reality. Durante vários anos, ele comandou temporadas importantes e acompanhou o crescimento do formato na televisão brasileira.

    O sucesso do programa ampliou ainda mais sua popularidade e fortaleceu sua imagem como apresentador de realities ao vivo, função que exigia equilíbrio, improviso e proximidade com o público.

    Após anos no comando da atração, sua trajetória na emissora chegou ao fim em 2015, quando deixou a Record. A saída encerrou um ciclo marcante tanto para o apresentador quanto para o reality, que passou por reformulações e mudanças nos anos seguintes.

  • Adeus picanha? Corte bovino mais barato conquista espaço entre brasileiros

    Adeus picanha? Corte bovino mais barato conquista espaço entre brasileiros

    O shoulder, corte bovino retirado da região da paleta, vem conquistando cada vez mais espaço no mercado de carnes nobres. Versátil, macio e com preço mais acessível, o corte passou a chamar atenção dos consumidores e já disputa preferência com a tradicional picanha nos churrascos brasileiros.

    Segundo Rossano Mendonça da Silva, proprietário da The Bife Boutique de Carnes Nobres, no Rio de Janeiro, o crescimento da procura está diretamente ligado ao custo-benefício e à qualidade da carne, dois fatores cada vez mais valorizados pelos clientes.

    Em entrevista ao Globo Rural, o empresário explicou que a diferença de preço pesa na decisão de compra. Atualmente, o quilo da picanha angus chega a custar R$ 179 no estabelecimento, enquanto o shoulder angus sai por cerca de R$ 104.

    “Nos últimos cinco anos, o shoulder se tornou uma das carnes mais procuradas justamente por ser um corte em alta. O consumidor consegue levar uma peça nobre pagando menos e ainda comprar maior quantidade. Além disso, o sabor chama muita atenção”, afirmou.

    Conhecido também como “raquete”, o shoulder pode ser encontrado tanto na versão sem capa de gordura, chamada de “red”, quanto com gordura preservada. A escolha costuma variar de acordo com a preferência de cada consumidor.

    Para Silva, o corte já ocupa parte do espaço antes dominado quase exclusivamente pela picanha. “São muitas qualidades reunidas em uma peça só. Por isso, ele vem ganhando destaque no churrasco”, destacou.

    Shoulder deixou de ser visto como “carne de segunda”

    O crescimento da popularidade do shoulder é relativamente recente e ganhou força após churrascarias e restaurantes começarem a incluir o corte nos cardápios.

    Durante muitos anos, o consumidor considerou essa carne um corte “de segunda”, assim como outras peças da parte dianteira do boi. Na época, as pessoas costumavam usar o corte principalmente em preparos de panela. Hoje, no entanto, o cenário mudou completamente, e o shoulder também ganhou espaço e valorização no churrasco.

    Rossano Mendonça defende que a antiga classificação entre carnes de primeira e de segunda perdeu sentido no mercado atual.

    “Se o animal é de qualidade, não faz sentido dizer que existe carne de segunda. O que muda são as características de cada corte. Alguns funcionam melhor para churrasco, outros para cozimento. E o shoulder mostrou que chegou para ficar”, explicou.

    O que influencia na maciez da carne?

    A maciez do shoulder depende de fatores como genética do animal e manejo adotado nas propriedades rurais.

    Segundo especialistas do setor, cortes de raças taurinas costumam apresentar gordura de maior qualidade e textura mais macia. Entre elas, o wagyu, de origem japonesa, aparece como um dos destaques devido ao alto nível de marmoreio.

    Já os animais zebuínos possuem características diferentes e, naturalmente, tendem a apresentar fibras menos macias quando comparados às raças taurinas.

  • Além do vinho, salmão também lidera exportações em 2026

    Além do vinho, salmão também lidera exportações em 2026

    As exportações do Chile para o Brasil movimentaram US$ 897 milhões entre janeiro e abril de 2026, segundo dados do ProChile, órgão ligado ao Ministério das Relações Exteriores chileno. O valor representa 4,72% de todos os embarques do país no período e mantém o Brasil como o quinto principal destino das exportações chilenas no mundo, atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão e Índia.

    Entre os produtos mais exportados ao mercado brasileiro, o salmão e a truta seguem na liderança. Juntos, eles somaram US$ 359 milhões nos quatro primeiros meses do ano, o equivalente a 40% de tudo o que o Chile vendeu ao Brasil no período. Além disso, o setor registrou crescimento de 3,6% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

    O vinho aparece na segunda posição entre os destaques da pauta exportadora chilena. As vendas da bebida alcançaram US$ 64 milhões entre janeiro e abril, avanço de 17,6% em relação ao ano anterior.

    Dentro da categoria, os vinhos tintos engarrafados lideraram os embarques, com US$ 31 milhões e alta de 28,3%. Na sequência aparecem os vinhos brancos engarrafados, como Riesling, Pinot Blanc e blends, que somaram US$ 8 milhões, crescimento de 38,7%. Já os vinhos tintos Cabernet Sauvignon engarrafados movimentaram US$ 6 milhões, com avanço de 7,6%.

    Segundo Hugo Corales, diretor do ProChile no Brasil, a relação comercial entre os dois países segue fortalecida. Atualmente, as exportações chilenas ao mercado brasileiro giram em torno de US$ 4,6 bilhões por ano, enquanto as vendas brasileiras ao Chile variam entre US$ 7 bilhões e US$ 9 bilhões.

    “Essa forte relação faz do Brasil o principal mercado do Chile na América Latina. Quase 100% do salmão, mais de 44% do vinho importado e a liderança mundial em cerejas e frutas secas vêm de um único vizinho, a menos de quatro horas de voo”, destacou Corales.

    Brasil registra recorde no consumo de vinho

    Enquanto o consumo mundial de vinho caiu 2,7%, o Brasil seguiu na contramão e bateu recorde em 2025. De acordo com dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o consumo interno cresceu 41,9%, alcançando 4,4 milhões de hectolitros, a maior marca já registrada no país.

    O aquecimento do mercado também impulsionou a produção nacional. A área de vinhedos brasileiros cresceu pelo quinto ano consecutivo e atingiu 91 mil hectares.

    Além disso, o setor vitivinícola encerrou 2025 com faturamento estimado em R$ 21,1 bilhões, resultado 10% superior ao registrado no ano anterior.

  • Aos 41 anos, cantora sertaneja troca luxo urbano por fazenda milionária em Minas

    Aos 41 anos, cantora sertaneja troca luxo urbano por fazenda milionária em Minas

    Longe da correria dos grandes centros, a cantora Paula Fernandes decidiu trocar a vida em apartamentos pelo sossego do campo. Desde 2018, a artista vive em uma fazenda de luxo localizada em Santana de Pirapama, no interior de Minas Gerais, onde adotou uma rotina mais tranquila e conectada à natureza.

    Avaliada em mais de R$ 8 milhões, a propriedade chama atenção pela estrutura ampla e pelo cenário cercado de áreas verdes. O espaço conta com piscina com vista panorâmica, lago extenso e diversas áreas de lazer espalhadas pelo terreno.

    Diferentemente de muitos famosos que utilizam fazendas apenas para descanso nos fins de semana, Paula transformou o local em sua residência principal. A cantora participa ativamente da rotina rural e costuma compartilhar nas redes sociais momentos simples do dia a dia no campo.

    Paixão pelos animais faz parte da rotina

    Um dos destaques da fazenda é a área destinada aos cavalos, animais pelos quais a sertaneja sempre demonstrou grande paixão.

    Além dos equinos, a propriedade também abriga patos, galinhas e uma horta produtiva. Frequentemente, a cantora aparece cuidando dos animais, caminhando descalça pelo gramado ou aproveitando momentos de tranquilidade em meio à natureza.

    Paula Fernandes é amante dos cavalos — (Foto: Reprodução/Instagram)

    Natural de Sete Lagoas, Paula começou a cantar profissionalmente ainda na infância, aos 10 anos de idade. Com o passar dos anos, ela se consolidou como uma das artistas que ajudaram a ampliar o espaço feminino no sertanejo moderno.

    Álbum ao vivo marcou auge da carreira

    O grande salto da carreira aconteceu em 2011, com o lançamento do álbum Paula Fernandes: Ao Vivo. O projeto vendeu mais de 1,6 milhão de cópias e colocou a cantora entre os maiores fenômenos da música brasileira naquele período.

    Canções como “Pássaro de Fogo”, “Pra Você” e “Meu Eu em Você” ganharam destaque nacional e se tornaram sucessos duradouros do sertanejo romântico.

    Além de interpretar, Paula Fernandes também assina boa parte de suas composições. Seu estilo mistura referências do sertanejo raiz, pop e country, sempre acompanhado por arranjos marcantes de violão e pela voz grave característica da artista.

    Outro ponto que ajudou a consolidar sua imagem pública foi a identidade visual ligada ao romantismo e ao universo rural, com figurinos inspirados na estética country e elementos do campo.

  • Cientistas recorrem a “barrigas de aluguel” para salvar rinoceronte da extinção

    Cientistas recorrem a “barrigas de aluguel” para salvar rinoceronte da extinção

    Com apenas duas fêmeas vivas no mundo, o rinoceronte-branco-do-norte entrou em uma corrida contra o tempo para não desaparecer de vez. Sem machos da subespécie vivos e sem possibilidade de reprodução natural, cientistas passaram a apostar em uma alternativa de alta complexidade: criar embriões em laboratório.

    Considerado um dos casos mais críticos da conservação animal, o projeto tenta evitar a extinção definitiva da espécie usando fertilização in vitro. As duas últimas fêmeas, Najin e Fatu, vivem sob proteção constante no Quênia e não conseguem gerar filhotes naturalmente.

    Como funciona a técnica?

    Os pesquisadores coletam óvulos das fêmeas remanescentes e realizam a fertilização em laboratório com esperma de machos já mortos, preservado em bancos genéticos. Até agora, dezenas de embriões considerados viáveis já foram produzidos.

    A próxima etapa é ainda mais delicada: implantar esses embriões em fêmeas de rinoceronte-branco-do-sul, que funcionarão como barrigas de aluguel. A estratégia tenta contornar a impossibilidade de gestação das últimas representantes da subespécie.

    Os primeiros testes já mostraram que o procedimento pode funcionar. Em uma das tentativas, um embrião conseguiu se desenvolver por cerca de 70 dias após a implantação. A gestação, no entanto, foi interrompida depois que a fêmea hospedeira morreu por complicações de saúde.

    Mesmo assim, os cientistas consideraram o experimento um avanço importante, já que ele comprovou que a gestação é biologicamente possível.

    Apesar do otimismo, o processo ainda envolve muitos desafios. A gravidez de um rinoceronte dura cerca de 16 meses, e cada tentativa apresenta riscos elevados tanto para o embrião quanto para a fêmea substituta.

    Além das dificuldades técnicas, o projeto também levanta debates éticos e financeiros. Isso porque a reprodução assistida exige investimentos milionários e mobiliza equipes internacionais, o que reacende discussões sobre o custo e os limites da conservação de espécies ameaçadas.

  • João Guilherme comenta criação no agro e relação com Leonardo: “Família conservadora”

    João Guilherme comenta criação no agro e relação com Leonardo: “Família conservadora”

    João Guilherme abriu o jogo sobre a relação com o pai, o cantor Leonardo, e comentou como os dois lidam com opiniões diferentes dentro da família. Segundo o ator, o respeito sempre prevalece, mesmo quando surgem debates sobre temas mais delicados.

    Durante entrevista ao programa Sem Censura, João afirmou que o sertanejo cresceu em um contexto bastante ligado ao agronegócio e a valores conservadores. Ainda assim, destacou que busca compreender a visão do pai, sem transformar as divergências em conflitos familiares.

    “Meu pai é um cara de 65 anos, nasceu e cresceu em outro contexto, em um ambiente muito movimentado pelo agro. Ele vem de uma família conservadora”, explicou o ator.

    João também elogiou a postura de Leonardo durante as conversas entre os dois. De acordo com ele, o cantor escuta suas opiniões e se mostra aberto ao diálogo, independentemente das diferenças de pensamento.

    “O mais interessante é esse respeito na escuta. Ele poderia simplesmente me cortar, mas é um cara disposto a conversar. A gente fala sobre todos os assuntos”, afirmou.

    Por fim, o ator reforçou que não pretende romper laços familiares por questões políticas ou ideológicas. Para João Guilherme, o carinho e a convivência com o pai falam mais alto, apesar das discordâncias.

  • União Europeia veta importações de carne bovina do Brasil

    União Europeia veta importações de carne bovina do Brasil

    A União Europeia (UE) atualizou nesta terça-feira (12) a lista de países considerados alinhados às regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, e o Brasil acabou ficando de fora.

    Segundo autoridades europeias, o governo brasileiro não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização desses produtos na produção animal.

    Em comunicado, o comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, afirmou que os produtores europeus seguem regras sanitárias rígidas e, por isso, os produtos importados também precisam atender aos mesmos critérios.

    “Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”, declarou.

    Pelas normas da UE, é proibido utilizar antimicrobianos para estimular crescimento ou elevar a produtividade dos animais. O bloco também veta o uso, na pecuária, de substâncias consideradas essenciais para tratamentos humanos.

    Carne brasileira enfrenta limites na Europa

    Apesar do aumento nas compras, produtos considerados sensíveis pela União Europeia, como carne bovina, frango e carne suína, seguem submetidos a cotas de exportação. Na prática, o acordo entre Mercosul e União Europeia abriu portas importantes para o agro sul-americano, mas alguns setores continuam cercados por restrições.

    A União Europeia trata a carne bovina como um produto delicado economicamente e politicamente. O receio europeu envolve desde a concorrência com pecuaristas locais até pressões ambientais ligadas à produção agropecuária.

  • Você sabe por que o milho tem “cabelo”?

    Você sabe por que o milho tem “cabelo”?

    Quem olha rápido para uma espiga de milho pode até achar que aqueles fios dourados são apenas uma camada incômoda antes do preparo. Mas é justamente ali que acontece uma das etapas mais importantes da produção.

    https://youtube.com/shorts/fAmsEiJp3Vw?si=zTKUYadcn5J2OpSM

    O chamado “cabelo” do milho, conhecido tecnicamente como estigma ou seda, funciona como a parte feminina da planta. Na prática, isso significa que uma espiga só consegue formar um grão quando aquele fio específico recebe o pólen vindo do pendão, a estrutura masculina localizada no topo da planta.

    Um fio pode definir produtividade

    O processo parece simples, mas é extremamente sensível. O pólen cai sobre o cabelo do milho e percorre o interior do fio até alcançar o óvulo na espiga. A partir daí, ocorre a fecundação que origina o grão.

    É por isso que falhas na polinização costumam aparecer diretamente na espiga, deixando espaços vazios entre os grãos. Em muitos casos, calor excessivo, estiagem ou baixa emissão de pólen comprometem essa etapa silenciosa da lavoura.

    Além disso, a quantidade de cabelos visíveis também serve como um indicativo do potencial produtivo da espiga. Quanto mais fios férteis e bem polinizados, maior a chance de uma formação completa de grãos.

    Também está nos chás e receitas

    Apesar de quase sempre ir para o lixo, o cabelo do milho também tem modos de uso variados. Em várias regiões, ele é utilizado em chás e preparos caseiros por conta das propriedades associadas à ação diurética, antioxidante e anti-inflamatória.

    Além dos usos medicinais populares, algumas receitas incorporam a seda em saladas, caldos e sopas. Ainda assim, a maior importância continua ligada ao desenvolvimento da planta.