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  • Barretos: Velasco se aproxima do bicampeonato nacional da PBR

    Barretos: Velasco se aproxima do bicampeonato nacional da PBR

    João Paulo Velasco, de Paranaíta (MT), deu mais um passo rumo ao título de campeão nacional da PBR (Professional Bull Riders) 2026. Na noite deste sábado (22), o competidor venceu o 3º round da etapa Barretos ao cravar a nota 89,95 no touro Frio da Madrugada, da companhia Washington Scatolin, durante a Festa do Peão de Barretos.

    A vitória levou Velasco a 1.456 pontos na temporada. Warley Oliveira Silva ocupa a segunda posição, com 1.011 pontos, enquanto Gabriel Henrique da Silva aparece na terceira colocação, com 864 pontos.

    “Deus sempre presente na minha vida e eu não tenho palavras para agradecê-lo o tanto que eu sou abençoado, e o tanto que Ele me testa e depois me honra. Só de estar aqui é uma felicidade e vamos pegar firme nas próximas noites para conquistar o título”, declarou Velasco após a montaria.

    Outros competidores também pontuam na montaria em touros

    Sete competidores além do vencedor pontuaram na noite. Dimas Neto, de Crixás (GO), ficou em segundo lugar com 89,1 pontos no touro Consagrado, do tropeiro Wilsinho Salaroli. Gabriel Henrique da Silva, de Lagoa Formosa (MG), completou o pódio com 87,8 pontos no touro Cara Metade, da Companhia GM/5 Estrelas.

    No ranking específico da etapa Barretos, Gabriel Henrique da Silva lidera com 263 pontos. Velasco aparece em segundo, com 176,2 pontos, seguido por Dimas Neto, em terceiro, com 174,7 pontos.

    Paulistas avançam à final do Team Roping na categoria Aberta

    As classificatórias do Team Roping definiram, também neste sábado, os últimos finalistas da categoria Aberta, disputada por 11 duplas. Leonardo Boareto (Morro Agudo/SP) e Diego Raymundo Barone (São José do Rio Preto/SP) registraram o melhor tempo, 5.13, e garantiram vaga na decisão.

    Na categoria Amador, a dupla formada por Felipe Souza (Araguari/MG) e Nycollas Cestari (Itumbiara/GO) se destacou com o tempo de 7.33.

    Amazona de Barretos crava o melhor tempo dos Três Tambores Mirim

    Helena Junqueira Franco, bicampeã de Barretos, fez o melhor tempo da categoria Mirim nos Três Tambores: 17.486, com o cavalo Três Boss Im. Os irmãos Lorenzo Salvador e Tiago Salvador, de Piratininga (SP), completaram as duas primeiras colocações seguintes, com os tempos de 18.301 e 18.412.

    Na categoria Feminino, Loriane Souto Dias, de São José do Rio Preto (SP), obteve o melhor resultado, com 17.258, no cavalo Jamile Fame Hnsa. Tarcila Ferguson Mendes cravou a segunda melhor marca, 17.446.

    Americano conquista a maior nota da noite no Bareback

    O norte-americano Kelly Timberman, de Casper (WY), liderou a segunda turma do Bareback ao somar 87 pontos no cavalo Bad Bay, da companhia Pro Horse. O resultado garantiu a vaga de Timberman na grande final deste domingo (23).

    Timberman participa pela primeira vez da Festa do Peão de Barretos e escolheu o evento como uma das últimas competições antes de se aposentar das arenas, após uma trajetória marcada por títulos no rodeio dos Estados Unidos. Carlos Augusto Rosa, de Pompeia (SP), obteve a segunda melhor nota da noite, 84,50 pontos.

    Baldissera crava a melhor nota da Sela Americana

    Leandro Baldissera, de Capão Bonito (SP), liderou as montarias de Sela Americana com 85 pontos no cavalo Crazy Boy, da Pro Horse. Lucas Lopes, de Espírito Santo do Pinhal (SP), ficou com a segunda melhor nota, 73 pontos, no cavalo Texas Indian, também da Pro Horse.

    No Ranch Sorting, os competidores Evandro Luís Soldi (Taquaritinga/SP) e Cayo da Silva Alves (São Sebastião do Alto/RJ) obtiveram o melhor tempo da categoria Aberta, 36.067. Na categoria Amador, Marcelo Barbosa Vitória (Ji-Paraná/RO) e Gabriela Gil (Monte Alto/SP) lideraram com o tempo de 32.667.

    No Team Penning, a última semifinal definiu os trios que completam a lista de finalistas deste domingo (23). Na Soma 6, o trio formado por João Pedro Pereira, Lucas Hippolito Carvalho Maia e Rodrigo Rodrigues Maia — de Guaraci (SP) e Passos (MG) — cravou o tempo de 19.661. Na Soma 11, o trio mineiro de Patrocínio (MG), formado por Gustavo Borin Bartholo, Artur Abadio da Silva e Rodrigo César Samuel, registrou 21.034 e também avançou à decisão.

  • Soja e carne bovina impulsionam exportações de Goiás

    Soja e carne bovina impulsionam exportações de Goiás

    O agronegócio manteve papel central no comércio exterior de Goiás no primeiro semestre de 2026. Impulsionado pela soja e pela carne bovina, o estado registrou superávit comercial de US$ 4,21 bilhões. Entre janeiro e junho, Goiás exportou US$ 7,06 bilhões, alta de 4,47% sobre o mesmo período de 2025.

    As importações somaram US$ 2,85 bilhões, crescimento de 5,72%. Assim, a corrente comercial superou US$ 9,9 bilhões. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) produziu os dados, analisados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg. O levantamento aponta alta de 4,83% na movimentação total do comércio exterior goiano.

    Goiás ocupa oitava posição nas exportações

    Goiás ocupou a oitava posição entre os estados brasileiros em volume de exportações. As vendas externas goianas representaram 3,82% do total exportado pelo Brasil no período. Nas importações, Goiás ficou na 11ª posição, com participação de 2% no total nacional.

    Soja lidera pauta exportadora de Goiás

    A soja em grão continuou como principal produto da pauta exportadora de Goiás. O produto respondeu por 43,07% de todas as vendas externas realizadas pelo estado no semestre. A participação, porém, ficou abaixo dos 49,35% registrados no mesmo período de 2025. Ainda assim, a soja manteve posição central no resultado da balança comercial goiana.

    A força do agronegócio também aparece nas exportações de carne bovina. As vendas de carne bovina desossada congelada cresceram 29,50% e alcançaram US$ 943,9 milhões. O resultado reforça a importância da cadeia pecuária entre os principais segmentos exportadores de Goiás.

    Além disso, outros produtos ampliaram sua participação na pauta estadual. Os concentrados de cobre registraram crescimento de 113,85% e movimentaram US$ 376,4 milhões no semestre. Mesmo assim, o complexo agropecuário continua como principal sustentação das exportações goianas.

    Municípios do agro lideram exportações

    A concentração das vendas externas em municípios ligados à agropecuária também evidencia a força do setor. Rio Verde liderou o ranking estadual de exportações, com US$ 1,886 bilhão. O município respondeu por 26,72% de todas as vendas de Goiás ao mercado internacional no primeiro semestre.

    Jataí ocupou a segunda posição, com US$ 596,3 milhões em exportações. Na sequência, Mozarlândia registrou US$ 393,1 milhões em vendas externas. O município apresentou crescimento de 34,13% em relação ao primeiro semestre de 2025.

    Os três municípios possuem forte relação com cadeias do agronegócio e sustentam parte das exportações goianas. A produção agropecuária movimenta diferentes regiões de Goiás por meio das commodities agrícolas e proteínas animais. Além disso, a liderança de Rio Verde, Jataí e Mozarlândia reforça essa distribuição territorial.

    China amplia compras de produtos goianos

    A China permaneceu como principal parceiro comercial de Goiás no primeiro semestre. As exportações destinadas ao país asiático somaram US$ 770,8 milhões, alta de 40,64% sobre 2025. O mercado chinês respondeu por 10,92% de todas as vendas externas realizadas pelo estado.

    A relação ganha importância diante da concentração da pauta goiana em produtos agropecuários e commodities. O crescimento das compras chinesas contribuiu para o resultado positivo das exportações no semestre. Ao mesmo tempo, o relatório do CIN aponta elevada dependência desse mercado.

    A China também liderou as importações realizadas por Goiás no período. O país respondeu por 27,08% de tudo que o estado comprou no exterior. As importações chinesas também registraram crescimento superior a 40%.

    Junho registra maior crescimento no semestre

    Junho apresentou o maior crescimento do comércio exterior goiano durante o primeiro semestre. As exportações avançaram 15,87%, enquanto as importações cresceram 29,29%. Segundo o CIN, as compras envolveram máquinas, equipamentos, insumos industriais e produtos químicos.

    Março apresentou o movimento oposto e concentrou as maiores retrações do período. As importações caíram 10,50%, enquanto as exportações recuaram 15,15%. A queda nas vendas externas refletiu, entre outros fatores, a sazonalidade das exportações do complexo da soja. As oscilações nos embarques de commodities minerais também influenciaram o resultado.

    Assim, o calendário de produção e comercialização do agronegócio influencia o desempenho mensal da balança comercial. Mesmo com oscilações, Goiás encerrou o semestre com crescimento das exportações e superávit superior a US$ 4 bilhões. A soja e a carne bovina tiveram papel determinante nesse resultado.

    Goiás mantém superávit em julho

    Em julho, Goiás manteve saldo positivo no comércio exterior, com superávit de US$ 769,2 milhões. As exportações somaram US$ 1,4 bilhão, alta de 4,6% sobre julho de 2025. As importações alcançaram US$ 596,7 milhões, enquanto a corrente comercial chegou a US$ 2 bilhões.

    Com esse resultado, Goiás manteve a oitava posição nacional em exportações no mês. As vendas externas do estado representaram 4,3% do total brasileiro. Apesar do avanço das exportações, o superávit ficou abaixo dos resultados registrados em julho de 2023, 2024 e 2025.

    A China também permaneceu como principal parceiro comercial de Goiás em julho. O resultado prolonga uma relação relevante para o agronegócio e para a economia estadual. A pauta exportadora goiana continua sustentada pela produção agropecuária. Enquanto isso, novos produtos buscam ampliar sua participação no comércio exterior do estado.

  • El Niño pode elevar preços dos alimentos em até 20%

    El Niño pode elevar preços dos alimentos em até 20%

    O El Niño pode encarecer os alimentos no Brasil e pressionar a inflação nos próximos meses. Segundo estudo do Rabobank, os preços podem atingir o pico até seis meses após choques climáticos. O banco desenvolveu um modelo matemático com base no histórico do fenômeno climático no Brasil.

    Hortaliças e carnes devem sofrer maior impacto

    Os alimentos in natura, como carnes e hortaliças, tendem a registrar as maiores altas. Em um El Niño forte, essa categoria pode acumular aumento de 19,9%. No mesmo cenário, os preços da alimentação no domicílio avançariam 6,32%. Já em um El Niño moderado, as altas chegariam a 13,4% e 2%, respectivamente.

    As hortaliças respondem mais rapidamente aos impactos climáticos devido aos ciclos curtos de produção. Assim, problemas climáticos podem reduzir a oferta e pressionar os preços em pouco tempo.

    Os alimentos semi-elaborados sentem os efeitos de maneira mais gradual, principalmente pelo aumento dos custos dos insumos. Essa categoria inclui produtos como arroz e feijão, que passam por algum processamento antes do consumo.

    Por outro lado, os industrializados tendem a registrar aumentos mais moderados. Nesse caso, o preço final também depende de processamento, embalagem, transporte e comercialização.

    El Niño pode pressionar a inflação

    A intensidade e a duração dos impactos dependem da força do fenômeno climático. Além disso, as condições da safra e o cenário econômico também influenciam os resultados. Em um El Niño moderado, os preços dos alimentos in natura poderiam subir 13,4% em 12 meses. Essa alta acrescentaria cerca de 0,36 ponto percentual ao IPCA.

    Os semi-elaborados e industrializados também subiriam, mas em menor intensidade. Os aumentos seriam de 0,27% e 0,5%, respectivamente. Somados, esses efeitos acrescentariam cerca de 0,41 ponto percentual ao IPCA.

    El Niño forte teria impacto maior

    Em um El Niño forte, os preços dos alimentos in natura poderiam subir quase 20%. Sozinha, essa alta acrescentaria cerca de 0,53 ponto percentual ao IPCA. Os alimentos semi-elaborados subiriam 3,6%, com impacto de 0,20 ponto percentual.

    Já os industrializados avançariam 1,4%, acrescentando outros 0,11 ponto percentual. No total, os alimentos acrescentariam cerca de 0,83 ponto percentual ao IPCA. O impacto mais forte apareceria aproximadamente seis meses após o choque climático.

    El Niño pode atingir regiões metropolitanas

    O estudo também avaliou os possíveis efeitos do fenômeno nas principais regiões metropolitanas. Localidades com maior consumo ou produção de alimentos in natura devem sentir os impactos mais rapidamente. Nessas regiões, os preços também podem subir com maior intensidade. Em outras localidades, o repasse pode ocorrer de forma mais gradual e durar mais tempo.

    No curto prazo, os maiores aumentos podem ocorrer em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo. Também estão entre as regiões mais afetadas Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Fortaleza e Belém. Salvador e Recife, por outro lado, teriam impactos menores inicialmente. Segundo o relatório, essas regiões podem registrar um repasse mais gradual dos choques climáticos aos preços.

    Previsão aponta El Niño forte no fim do ano

    O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico registram aquecimento acima do normal. O fenômeno altera os padrões climáticos em diferentes regiões do mundo. Como resultado, pode provocar secas em áreas produtoras e chuvas mais intensas em outras localidades.

    O estudo comparou o Índice Oceânico Niño (ONI) com a inflação dos alimentos consumidos em casa. O ONI acompanha a intensidade do fenômeno climático a partir da temperatura do Oceano Pacífico. Valores acima de 0,5°C na média de três meses indicam El Niño moderado.

    Já temperaturas superiores a 1°C caracterizam episódios fortes. Segundo a última divulgação da NOAA, em agosto, havia 26% de probabilidade de El Niño moderado. A entidade também apontava 57% de chance de um evento forte. Além disso, havia 16% de probabilidade de um episódio muito forte. Para o fim do ano, as projeções indicavam cerca de **80% de probabilidade de El Niño forte.

  • Comprou lombo suíno recentemente? Anvisa recolhe lote por risco à saúde

    Comprou lombo suíno recentemente? Anvisa recolhe lote por risco à saúde

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira (17/8) a suspensão da venda, da distribuição e do consumo do Lombo Tipo Canadense 1 kg, da marca Suinco, pertencente à Linha Cozinha Premiada. A medida atinge especificamente o lote 070726 e consta na Resolução nº 3.243/2026, publicada no Diário Oficial da União.

    Lombo Tipo Canadense 1 kg, da marca Suinco
    Foto: Divulgação

    A Suinco – Cooperativa de Suinocultores Ltda. (CNPJ 06.067.949/0003-57) comunicou à Anvisa que o lote apresentou concentração de nitritos e nitratos acima dos limites estabelecidos pela legislação sanitária brasileira. Diante da irregularidade, a própria empresa decidiu recolher o produto de forma voluntária das prateleiras.

    Nitritos e nitratos são aditivos amplamente usados na indústria de carnes processadas para prolongar a validade, evitar a proliferação de micro-organismos e manter a coloração avermelhada característica de produtos como presunto, salame e lombo defumado. Quando ingeridos em quantidade acima do recomendado, porém, esses compostos podem se converter no organismo em substâncias N-nitrosas, associadas por estudos científicos a maior risco de câncer, principalmente colorretal e gástrico.

    Consumidores devem verificar o lote em casa

    Quem já comprou o produto deve conferir a embalagem antes de consumir. Os dados de identificação são:

    • Produto: Lombo Tipo Canadense 1 kg – Linha Cozinha Premiada
    • Marca: Suinco
    • Lote: 070726
    • Data de fabricação: 7/7/2026
    • Data de validade: 5/10/2026

    A Anvisa orienta que consumidores que tenham o lote em casa não consumam o produto e procurem o ponto de venda para orientações sobre troca ou devolução, conforme os canais de atendimento da fabricante.

    Recolhimentos de alimentos se tornam mais frequentes em 2026

    O caso da Suinco se soma a uma série de recolhimentos determinados pela Anvisa ao longo de 2026. Em janeiro, a agência havia mandado recolher um lote de molho de tomate da marca Passata di Pomodoro De Puglia após identificar a presença de pedaços de vidro no produto, depois de um alerta da rede europeia de segurança alimentar RASFF. Já  junho, a Anvisa também suspendeu a fabricação, a divulgação e o uso de suplementos alimentares da Sanibras Medicamentos e Nutrição após uma inspeção sanitária encontrar falhas graves e sistêmicas nas boas práticas de fabricação da empresa.

    Em maio, produtos de limpeza da marca Ypê também entraram na lista de recolhimentos, com risco de contaminação por micro-organismos. Já em julho, a agência havia determinado o recolhimento de um lote de repelente por reprovação em teste de eficácia.

    Esse aumento no número de ações reforça a importância de os consumidores conferirem regularmente comunicados da Anvisa sobre produtos alimentícios, cosméticos e de higiene. Especialmente antes de itens perecíveis chegarem à mesa.

    O que diz a ciência sobre nitrito e nitrato em excesso

    Segundo pesquisas citadas por entidades de saúde, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde, classifica as carnes processadas como comprovadamente associadas ao aumento do risco de câncer colorretal. O órgão francês de segurança sanitária ANSES recomenda, inclusive, limitar o consumo desse tipo de alimento a no máximo 150 gramas por semana. Isso justamente pela presença desses conservantes.

    Por isso, órgãos reguladores como a Anvisa fixam limites máximos de nitrito e nitrato permitidos em produtos cárneos, justamente para reduzir a exposição da população a esses compostos ao longo da vida.

  • Chá é proibido pela Anvisa junto com linha “Milagroso Ervas”

    Chá é proibido pela Anvisa junto com linha “Milagroso Ervas”

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (14/8), a apreensão do medicamento Chá Sarapião, fabricado pela empresa Natural Ervas Produtos Naturais Ltda. (Farmagon), inscrita no CNPJ 03.021.976/0001-39. A medida também suspende a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e uso do produto em todo o território nacional.

    Foto: Divulgação

    A decisão consta na Resolução (RE) nº 3.161, assinada em 12 de agosto e publicada dois dias depois no Diário Oficial da União (DOU). Segundo a Anvisa, os itens eram anunciados e vendidos sem registro, notificação ou cadastro junto à agência reguladora. Além da ausência de registro, a fabricante do chá não possui autorização sanitária para funcionar. O que, para a agência, agrava o risco à saúde do consumidor.

    Anvisa também mira falsos “emagrecedores”

    A mesma resolução determinou a apreensão de uma série de produtos vendidos como emagrecedores, fabricados por empresa não identificada. Vários deles trazem em seus nomes referências diretas a canetas emagrecedoras de sucesso no mercado, como o Mounjaro, medicamento aprovado no Brasil para o tratamento do diabetes tipo 2 e também associado à perda de peso.

    Confira a lista completa dos itens proibidos:

    • Milagroso Ervas Black
    • Milagroso Ervas Mounjaro Turbo
    • Milagroso Ervas Mounjaro 3x Turbo
    • Milagroso Ervas Detox
    • Mounfor X Emagrecedor
    • Milagroso Ervas Cápsula Azul
    • Milagroso Ervas Mounjaro Rosa
    • Milagroso Ervas Mounjaro
    • Milagroso Ervas Vermelho
    • Milagroso Ervas

    Todos os lotes desses produtos não podem ser fabricados, distribuídos ou vendidos. Além disso, as empresas não podem divulgá-los nem utilizá-los em qualquer parte do país.  A Anvisa recomenda que consumidores que tenham algum desses itens em casa interrompam o uso imediatamente e busquem atendimento médico em caso de efeitos colaterais.

    Uma nova frente na guerra contra emagrecedores irregulares

    A apreensão desta sexta-feira não é um caso isolado. A Anvisa vem intensificando, ao longo de 2026, as ações de fiscalização contra produtos que exploram a popularidade das canetas emagrecedoras à base de semaglutida e tirzepatide. Em janeiro, a agência já havia proibido a venda, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de medicamentos à base de tirzepatide produzidos por empresas sem licença. Um movimento que abriu o ciclo de fiscalizações mais rígidas do ano contra falsificações e produtos clandestinos ligados ao mercado do emagrecimento.

    Produtos como chás, cápsulas e fórmulas “naturais” que prometem resultados semelhantes aos de medicamentos registrados representam um risco duplo: além de não terem eficácia comprovada, muitas vezes contêm substâncias não declaradas no rótulo, sem controle de dosagem ou qualidade. Por não passarem pelo processo de registro sanitário, a Anvisa não tem como garantir a segurança desses itens. O que pode incluir contaminação, interações medicamentosas perigosas ou reações adversas graves.

    A agência orienta o consumidor a sempre verificar, antes da compra, se o produto possui número de registro visível na embalagem. E reforça que qualquer suspeita de venda irregular, em lojas físicas ou plataformas digitais deve ser denunciada aos canais de fiscalização sanitária.

    A Resolução RE nº 3.161/2026 pode ser consultada na íntegra no Diário Oficial da União (DOU).

  • JBS bate recorde de receita no 2º trimestre e anuncia troca de comando

    JBS bate recorde de receita no 2º trimestre e anuncia troca de comando

    A JBS N.V. confirmou nesta segunda-feira (10) uma mudança na liderança global da companhia. Wesley Batista Filho assumirá o cargo de CEO Global a partir de janeiro de 2027, no lugar de Gilberto Tomazoni, que ocupava a posição desde 2018. O anúncio chega no mesmo dia em que a empresa divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026, com receita líquida recorde de US$ 23,9 bilhões, alta de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Wesley Batista Filho e Gilberto Tomazoni. Foto: Divulgação JBS

    A companhia definiu a mudança como parte de um processo de sucessão planejado. Tomazoni conduzirá a transição ao longo dos próximos cinco meses antes de assumir as funções de Vice Chairman do Conselho de Administração e Senior Advisor da JBS. Ele também seguirá como Chairman do Conselho da Pilgrim’s Pride Corporation e passará a presidir o Conselho do Instituto J&F, dedicado à formação de líderes empresariais.

    Trajetória

    Wesley Batista Filho ingressou na JBS em 2011 como trainee na unidade de bovinos de Greeley, no Colorado (EUA). Ao longo de 15 anos, ele liderou operações da companhia no Uruguai, no Paraguai e no Canadá, além de comandar a JBS Brasil, a Seara e, desde 2023, a JBS USA, a maior plataforma da empresa em receita, responsável por mais da metade do faturamento global do grupo.

    “Sinto-me honrado por assumir essa responsabilidade e dar continuidade ao extraordinário trabalho realizado por Tomazoni durante sua gestão como CEO”, afirmou Wesley Batista Filho em comunicado.

    Tomazoni, por sua vez, destacou a trajetória do sucessor dentro da companhia. “Wesley construiu uma trajetória de sucesso na JBS e conhece profundamente o nosso negócio. Tenho confiança de que ele é o líder certo para conduzir a JBS em seu próximo capítulo”, declarou o atual CEO.

    Durante os oito anos de Tomazoni à frente da JBS, a receita da companhia cresceu 73%, saindo de US$ 49,7 bilhões para US$ 86,2 bilhões. Nesse período, a empresa expandiu sua atuação para novas categorias de proteínas, ampliou o portfólio de marcas de maior valor agregado, investiu em biotecnologia, alcançou grau de investimento e concluiu sua listagem na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

    Receita recorde marca o segundo trimestre de 2026

    Os resultados financeiros divulgados nesta segunda-feira reforçam o momento da companhia. A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 23,9 bilhões entre abril e junho, avanço de 14% frente ao mesmo intervalo de 2025. O EBITDA ajustado somou US$ 1,257 bilhão no período, e a maior parte das unidades de negócio apresentou melhora sequencial de rentabilidade, mesmo com os desafios que ainda persistem no segmento de carne bovina nos Estados Unidos.

    “Voltamos a registrar receita recorde, refletindo a força de nosso portfólio diversificado entre geografias, proteínas e marcas”, afirmou Tomazoni sobre o desempenho trimestral.

    JBS
    Foto: divulgação JBS

    A alavancagem líquida da companhia fechou o trimestre em 3,10 vezes. Segundo a JBS, a empresa mantém liquidez robusta, com prazo médio da dívida acima de 15 anos e custo médio de 5,7% ao ano. “Temos uma estrutura de capital sólida e liquidez adequada para atravessar os diferentes ciclos de nossas operações”, disse Guilherme Cavalcanti, CFO Global da companhia.

    O fluxo de caixa livre somou US$ 130 milhões positivos, avanço de US$ 185 milhões em relação ao segundo trimestre de 2025. Iniciativas de gestão do capital de giro, como desconto de recebíveis, adiantamentos ligados a exportações no Brasil e evolução da conta de fornecedores, impulsionaram o resultado.

    Unidades de negócio mostram avanço generalizado

    A diversificação geográfica e de proteínas sustentou o desempenho da companhia no trimestre, com destaque para os seguintes números por unidade:

    • JBS Beef North America: receita líquida recorde de US$ 7,8 bilhões (+14,2%), embora o EBITDA ajustado tenha permanecido negativo em US$ 100 milhões. Um resultado, ainda assim, melhor que o prejuízo de US$ 264 milhões do 2T25.
    • Pilgrim’s Pride: receita de US$ 4,6 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 360 milhões (margem de 7,8%), com demanda firme por frango nos EUA, na Europa e no México.
    • JBS Brasil: receita recorde de US$ 4,6 bilhões (+28%). E maior EBITDA ajustado da história da unidade para um segundo trimestre, de US$ 273 milhões (+22,1%), impulsionado pelas exportações.
    • Seara: receita de US$ 2,5 bilhões (+18,2%) e margem EBITDA ajustada de 12,3%, com volume superior a 1 milhão de toneladas no trimestre.
    • JBS USA Pork: receita de US$ 2,1 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 184 milhões (+38%), com margem de 8,9%.
    • JBS Austrália: receita de US$ 2,6 bilhões (+30%) e EBITDA ajustado de US$ 218 milhões, com margem de 8,5%.

    “Olhando para frente, continuamos focados em melhorar o desempenho operacional, fortalecer nosso portfólio de marcas e gerar fluxo de caixa,. Mantendo a flexibilidade necessária para atravessar diferentes ciclos de mercado”, concluiu Tomazoni.

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  • Dia dos Pais aquece vendas de carnes e reacende o ritual do churrasco em família

    Dia dos Pais aquece vendas de carnes e reacende o ritual do churrasco em família

    O Dia dos Pais volta a impulsionar as vendas de carne no Brasil. Neste ano, a data movimenta desde o varejo até restaurantes e churrascarias, em um cenário reforçado pelo desempenho recorde das exportações brasileiras de carne bovina e por um consumidor que segue priorizando o churrasco como programa central da comemoração.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    A VPJ Alimentos, um dos principais fornecedores de carnes nobres do país, projeta aumento de 10% nas vendas de cortes superpremium para o Dia dos Pais. Pedidos antecipados de supermercados, empórios, açougues, restaurantes e operadores de food service sustentam essa expectativa.

    Setor de bares e restaurantes também espera crescimento

    O movimento positivo se estende ao food service. Uma pesquisa da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) mostra que 76% dos estabelecimentos que abrem no Dia dos Pais esperam vender mais do que em 2025. A maior parte dos empresários, 65%, projeta crescimento de até 20%, enquanto 11% apostam em alta ainda maior. Na comparação com um domingo comum, o otimismo se mantém. 77% dos entrevistados esperam faturamento acima da média, e muitos restaurantes relatam que famílias inteiras escolhem o mesmo estabelecimento há gerações, transformando o almoço em tradição afetiva.

    No varejo alimentar, dados da Scanntech já haviam registrado crescimento de 8,2% no faturamento do Dia dos Pais de 2025 em relação a 2024. Puxado principalmente por carnes e itens voltados a refeições em família. Levantamentos recentes do setor supermercadista para 2026 também apontam alta expressiva em categorias associadas ao churrasco, como frango e suíno in natura, além de acompanhamentos tradicionais como pão de alho e maionese. Portanto, reforçando que o consumidor pensa a data como uma refeição completa, e não como itens isolados no carrinho.

    Exportações recordes sustentam a produção nacional

    O crescimento sazonal do consumo coincide com um momento histórico para a pecuária brasileira. No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou o melhor resultado da série histórica nas exportações de carne bovina. Foram 1,705 milhão de toneladas embarcadas e US$ 9,85 bilhões em receita, avanço de 15,5% em volume e 36,2% em faturamento frente ao mesmo período de 2025.

    O resultado consolida o país como um dos principais fornecedores mundiais de proteína bovina e evidencia a necessidade de uma cadeia produtiva cada vez mais eficiente e previsível.

    A preparação começa meses antes da data

    O consumidor percebe o aumento da demanda apenas no momento da compra, mas a produção de carne exige planejamento de longo prazo. A cadeia envolve manejo, nutrição, genética, biosseguridade e programas consistentes de prevenção de doenças. Fatores que garantem que os animais expressem seu potencial produtivo e cheguem ao frigorífico saudáveis.

    Carne na tábua
    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    Nesse processo, a saúde animal cumpre papel estratégico. Investimentos em prevenção reduzem a ocorrência de enfermidades, diminuem perdas produtivas, favorecem o ganho de peso e aumentam a previsibilidade da produção. O que permite a pecuaristas e frigoríficos atender a picos sazonais de demanda com regularidade e qualidade.

    Para Daniel Miranda, gerente técnico da linha de Terminação da Zoetis Brasil, datas como o Dia dos Pais escancaram a importância do planejamento de toda a cadeia. Segundo ele, investimentos em vacinação, biosseguridade e manejo adequado dão mais previsibilidade ao produtor e ajudam a garantir que a proteína chegue ao consumidor com qualidade e segurança.

    Cadeia integrada garante proteína de qualidade na mesa

    Programas sanitários bem estruturados também contribuem para o uso mais racional dos recursos nas propriedades. Eles reduzem impactos econômicos decorrentes de doenças e fortalecem a sustentabilidade da atividade pecuária. Para um país que acumula recordes de produção e exportação, manter padrões sanitários elevados se torna diferencial competitivo diante das exigências dos mercados interno e externo.

    A integração entre pecuaristas, frigoríficos e empresas de saúde animal permite que toda a cadeia responda de forma coordenada aos períodos de maior consumo. Portanto, garantindo disponibilidade de proteína de qualidade e segurança alimentar. O churrasco do Dia dos Pais, afinal, começa muito antes da churrasqueira. Ele nasce no planejamento das fazendas e no compromisso de toda a cadeia com a saúde animal.

  • Por que o feijão ficou 8% mais caro? Estudo aponta os motivos

    Por que o feijão ficou 8% mais caro? Estudo aponta os motivos

    O varejo alimentar brasileiro fechou junho com a inflação concentrada nos itens básicos da cesta de consumo. Questões de oferta regional e sazonalidade impulsionaram o feijão, que liderou as altas do período com avanço de 8% na média nacional. Os legumes vieram na sequência, com incremento de 4,2%. Os dados constam do estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados voltado à gestão da cadeia de suprimentos.

    O preço médio do feijão saltou de R$ 8,05 para R$ 8,70 entre maio e junho, com o Centro-Oeste e o Sul puxando o movimento de forma mais expressiva. Os legumes, por sua vez, subiram de R$ 7,93 para R$ 8,26, com destaque para a região Norte, onde o avanço chegou a 11,3%.

    Para Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, o encarecimento reflete a sensibilidade dessas categorias ao clima. “O cenário atual reforça a importância de um abastecimento inteligente no varejo. Com oscilações regionais tão distintas, a capacidade de adequar a reposição e a precificação com precisão para cada praça torna-se um diferencial competitivo”, afirma o executivo.

    Higiene e limpeza também registram altas

    Além dos itens de hortifrúti, o papel higiênico contabilizou alta de 1,8% no país, passando de R$ 1,50 para R$ 1,53. O detergente líquido acompanhou o movimento com alta de 1,7%, enquanto a água sanitária avançou 1,4%.

    Em direção oposta, alguns itens aliviaram o orçamento das famílias em junho. O café em pó e em grãos recuou 3,2%, com o preço médio caindo de R$ 65,20 para R$ 63,09. O açúcar registrou queda de 2,8%, saindo de R$ 3,59 para R$ 3,49. Ovos (-1,8%), óleo (-1,7%) e xampu (-1,5%) completam a lista das principais quedas nacionais.

    Pressão acumulada no ano preocupa

    O balanço entre dezembro de 2025 e junho de 2026 confirma os legumes como o item de maior valorização, com alta acumulada de 50,2% — de R$ 5,50 para R$ 8,26. O feijão vem logo atrás, com elevação de 36,7% no período. Leite UHT (23,1%), carne bovina (6,5%) e farinha de mandioca (5%) fecham a lista das maiores altas do ano.

    “Para os próximos meses, a tendência é de que a pressão sobre hortifrútis e feijão continue. O equilíbrio entre o encarecimento dos itens essenciais e a estabilidade nas demais categorias será determinante para a percepção de inflação e o ritmo de consumo das famílias no segundo semestre, exigindo acompanhamento em tempo real dos estoques para evitar rupturas e perdas financeiras”, analisa Alves.

    Na região Sudeste, o feijão liderou as altas com avanço de 8,4%, seguido pelos legumes (3%), papel higiênico (2,8%), cerveja (2,3%) e detergente líquido (1,6%). Em contrapartida, os ovos puxaram os recuos com queda de 5,5%, seguidos pela carne suína (-3,5%), açúcar e farinha de mandioca (-3,3% cada) e café em pó e em grãos (-2,9%).

  • Preço do leite sobe 33% no primeiro semestre

    Preço do leite sobe 33% no primeiro semestre

    O preço do leite pago ao produtor voltou a subir em junho e acumulou alta de 33,1% no primeiro semestre de 2026. Levantamento do Cepea, da Esalq/USP, mostra que o valor médio chegou a R$ 2,7464 por litro na Média Brasil líquida.

    O preço avançou 3,02% em relação a maio. No entanto, ficou 0,86% abaixo do registrado em junho de 2025, considerando os valores corrigidos pelo IPCA de junho de 2026. Além disso, a média do primeiro semestre alcançou R$ 2,4659 por litro. Apesar da recuperação, esse valor permanece 14% inferior ao do mesmo período do ano passado.

    Segundo o Cepea, a valorização ocorreu porque o mercado de derivados permaneceu firme. Ao mesmo tempo, a captação de leite cresceu abaixo do esperado em algumas regiões. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) aumentou 2,76% entre maio e junho na Média Brasil. Entretanto, no acumulado de 2026, o indicador ainda registra queda de 11,4%.

    Custo Operacional Efetivo

    Enquanto isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) permaneceu praticamente estável em junho. O índice avançou apenas 0,24% na Média Brasil. Esse resultado reflete a queda dos preços das matérias-primas usadas nas rações. Por outro lado, a maior demanda pelo produto contribuiu para limitar esse movimento. No acumulado do primeiro semestre, o COE registrou alta de 2,04%.

    Mercado de derivados

    No mercado de derivados, os preços da muçarela e do leite em pó ficaram praticamente estáveis em junho. Pesquisa do Cepea, com apoio da OCB, aponta altas de 0,08% e 0,38%, respectivamente. Com isso, a muçarela foi negociada, em média, a R$ 35,19 por quilo. Já o leite em pó atingiu R$ 31,89 por quilo.

    Por outro lado, o leite UHT registrou queda de 3,07% frente a maio. O preço médio ficou em R$ 4,53 por litro.

    Importações

    No mercado internacional, as importações brasileiras de lácteos recuaram 4,17% entre maio e junho. Segundo dados da Secex, o volume totalizou 216,76 milhões de litros em equivalente leite.

    Na comparação anual, porém, as compras externas cresceram 35,11%. Além disso, o volume importado no primeiro semestre ficou 14% acima do registrado no mesmo período de 2025.

    Para os próximos meses, o Cepea avalia que os estoques reduzidos e o avanço mais lento da captação mantêm elevada a concorrência pela matéria-prima. Por isso, a expectativa é de estabilidade com viés de alta nos preços. Ao mesmo tempo, o terceiro trimestre deve registrar aumento gradual da oferta de leite.

  • Ameaçado de extinção, pargo passa a ter cota de pesca no Brasil

    Ameaçado de extinção, pargo passa a ter cota de pesca no Brasil

    O governo federal impôs, pela primeira vez, um limite para a captura do pargo, peixe que o Brasil mais exporta entre os pescados e que a lista mais recente de espécies ameaçadas classifica como “Em Perigo” de extinção. A Portaria Interministerial MPA/MMA nº 66/2026 foi publicada nesta segunda-feira (27 de julho). E fixa o teto de 2.750 toneladas para a temporada de pesca de 2026, mesmo com a safra já aberta desde 1º de maio.

    O Ministério do Meio Ambiente (MMA) reclassificou o Lutjanus purpureus, nome científico do pargo vermelho, como “Em Perigo” em abril deste ano. Até a publicação da nova norma, porém, os pescadores continuavam capturando o peixe sem qualquer regramento de volume.

    O que muda com a nova portaria

    O MMA e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) assinaram e editaram juntos a portaria, que representa o resultado de sete anos de campanhas da ONG Oceana em defesa de medidas baseadas em ciência. O Brasil já aplica esse tipo de cota a outras espécies: a tainha desde 2018 e a lagosta desde 2024.

    “Limitar a extração de quaisquer recursos pesqueiros, como agora acontece com o pargo, é uma das principais medidas para assegurar a sustentabilidade da pesca em um futuro próximo”, afirma o diretor-geral da Oceana, Ademilson Zamboni. “Demorou bastante para acontecer, e ainda há muito a ser feito. O governo precisa garantir monitoramento e fiscalização decentes, e atualizações anuais das cotas a partir de avaliações de estoque confiáveis.”

    Pescaria do Pargo
    Foto: Christian Braga/Oceana

    Além do limite de captura, as novas regras estabelecem tamanho mínimo de 35 centímetros para os peixes capturados. Portanto, isso evita a retirada de indivíduos jovens que ainda não atingiram maturidade reprodutiva. A portaria também exige que os pescadores declarem o estoque e entreguem os mapas de bordo. Medidas que atualizam o Plano de Recuperação do Pargo conforme o grau de vulnerabilidade atual da espécie.

    Segundo o diretor científico da Oceana, Martin Dias, as novas regras fazem sentido tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico. “Seus resultados serão evidentes, com recuperação do estoque ao longo desta década e, consequentemente, com aumento futuro da produção”, explica.

    Dias compara a medida a um ajuste financeiro doméstico: “É como um corte de gastos na casa da gente. Ninguém quer fazer isso, mas é melhor cortar algumas despesas agora do que se endividar e ter um problema muito mais grave depois. A mesma coisa acontece com o pargo: estamos reduzindo agora, mas projetando um futuro de retomada da produção, com peixes de melhor qualidade e uma população saudável.”

    Oito anos de alertas antes da primeira ação concreta

    O MMA já reconhecia o risco de extinção do pargo desde 2014, quando editou a Portaria nº 445/2014. A partir daí, o próprio ministério condicionou a continuidade da pescaria ao cumprimento de um Plano de Recuperação, elaborado em 2018 (Portarias nº 228/2018 e nº 42/2018). Esse plano já prometia um regime de cotas de captura anual como ação emergencial, com prazo de até três anos para implementação, prazo que os órgãos públicos descumpriram.

    Nos anos seguintes, portanto, diversos estudos reforçaram os alertas sobre a piora do quadro. Em 2022, o Projeto REPENSAPESCA apontou que a espécie operava cerca de 30% abaixo dos níveis ideais de estoque. A própria Oceana publicou dois levantamentos sobre o tema. “Limites de captura para a pescaria do pargo (Lutjanus purpureus) nas regiões Norte e Nordeste”, em 2020. E “Subsídios para a implantação de limites de captura para a pesca do pargo”, em 2023. Assim, ambos os estudos apontavam a criação de um limite de captura como a principal ação necessária para recompor a população da espécie.

    Foto: Divulgação/Ibama

    Em agosto de 2024, o Comitê Permanente de Gestão da Pesca e do Uso Sustentável dos Recursos Pesqueiros Demersais das Regiões Norte e Nordeste (CPG Demersais N/NE) chegou a um consenso técnico sobre a necessidade urgente de limites para evitar o colapso da espécie. Conflitos internos entre o MMA e o MPA, que dividem a autoridade pesqueira, no entanto, atrasaram a decisão final por quase dois anos.

    “Em face de todas as evidências de colapso, do não cumprimento do previamente acordado no Plano de Recuperação e das práticas de pesca ilegal, não fazer nada a respeito já não era mais uma alternativa. No entanto, só teremos motivos reais para comemorar quando a espécie estiver recuperada e for possível pescar com segurança”, pondera Zamboni.

    Por que o pargo pesa tanto na economia pesqueira brasileira

    O pargo se distribui do mar do Caribe até o sul da Bahia e sustenta pescarias importantes nas regiões Norte e Nordeste do país, com destaque para o Pará. Assim, a espécie ocupa a segunda posição no ranking brasileiro de exportação de pescados por valor agregado, atrás apenas da lagosta.

    Dados do sistema ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o Brasil exportou, entre 2018 e 2025, uma média de 4,4 mil toneladas de pargo por ano. Cerca de 90% desse volume teve como destino os Estados Unidos. No período, as exportações da espécie movimentaram US$ 278 milhões.