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  • Preços da soja atingem maior valor em 2025

    Preços da soja atingem maior valor em 2025

    Os preços do complexo soja seguem firmes no mercado brasileiro. Pesquisadores do Cepea apontam demanda aquecida e valorização do dólar. O câmbio movimentou as negociações nos portos e aumentou a disputa entre consumidores internos e importadores. Essa disputa sustentou as cotações.

    A redução dos custos com frete impulsionou os preços da soja no interior do país, fortalecendo ainda mais o mercado. Os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná registram atualmente as máximas do ano para o grão.

    Derivados da soja

    As negociações dos derivados também se intensificaram, principalmente no farelo de soja destinado à exportação, que mantém forte procura.
    Segundo o Cepea, consumidores domésticos anteciparam compras de farelo para recompor estoques, temendo novas altas no curto prazo.

  • Onda de frio no Brasil: saiba como proteger lavouras de geadas

    Onda de frio no Brasil: saiba como proteger lavouras de geadas

    Uma intensa massa de ar polar avança sobre o Centro-Sul do Brasil, trazendo riscos de geadas em áreas produtoras de culturas como milho, café, trigo e cana-de-açúcar. Com temperaturas próximas ou abaixo de 0°C, produtores rurais devem adotar medidas emergenciais para evitar danos irreversíveis às lavouras.

    Segundo o Agroclima/Climatempo, a terceira onda de frio de 2025 e a primeira do inverno já atingiram regiões agrícolas do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Minas Gerais, com registros de até -7,8°C em General Carneiro (PR) e -8°C em Urupema (SC).

    Culturas em risco:

    • Milho segunda safra (fase final de colheita, mas áreas tardias podem sofrer perdas).
    • Café (folhas queimadas e redução da fotossíntese).
    • Trigo (em desenvolvimento inicial, com possível lentidão no crescimento).
    • Cana-de-açúcar (danos pontuais em lavouras do PR, MS e SP).
    • Tabaco e citros (especialmente em mudas e frutos jovens).

    Por que o frio é tão devastador?

    Quando as temperaturas caem abaixo de zero, ocorre a solidificação da água dentro das células vegetais, rompendo membranas e interrompendo processos metabólicos. Isso leva à perda de turgor celular e morte dos tecidos, comprometendo folhas, brotos e frutos.

    José Sossai, coordenador da Fortgreen, explica:  “Plantas bem nutridas resistem melhor ao estresse térmico. É crucial reforçar práticas que mantenham o metabolismo ativo, como aplicação de potássio e aminoácidos, que reduzem a temperatura de congelamento”.

    Tecnologias e estratégias para proteção contra geadas

    1. Irrigação por Aspersão: A Epagri/Ciram desenvolveu um sistema de baixo custo para medir a vazão de água em pomares, garantindo que a técnica de “congelamento controlado” funcione. Quando a temperatura chega a 1°C, a irrigação forma uma camada de gelo que mantém a planta a 0°C, evitando danos.
    Foto: Cocamar
    1. Sensores e Monitoramento Remoto: Soluções como o AgroBee Sens permitem que produtores acompanhem temperatura, umidade e molhamento foliar em tempo real, acionando sistemas de irrigação à distância.
    1. Nutrição Pós-Geadas: Após eventos de frio extremo, especialistas recomendam:
    • Fertilizantes balanceados (06-12-40) para repor nutrientes.
    • Aminoácidos (PhysioCrop) para recuperação metabólica.
    • Fosfóro e nitrogênio (10-40-10) para estimular rebrotas.

    Quando o frio vai diminuir?

    De acordo com a MeteoBlue e DATAGRO, a massa de ar polar começa a perder força a partir de 26/06, com temperaturas subindo gradualmente no Sul. No entanto, o sul de Minas Gerais ainda pode registrar mínimas baixas devido ao tempo seco.

    Com a persistência de extremos climáticos em 2025—incluindo secas no Nordeste e chuvas intensas no Rio Grande do Sul—, os produtores devem adotar tecnologias acessíveis e planejamento agrícola adaptativo para garantir a produtividade.

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  • Safra estadual de citros é aberta em Montenegro

    Safra estadual de citros é aberta em Montenegro

    A 25ª Abertura Estadual da Safra de Citros aconteceu nesta sexta-feira (23/5) na propriedade da família Kochenborger, em Lajeadinho, Montenegro. O evento, organizado pela prefeitura, governo do Estado e Emater/RS-Ascar, celebrou o início da colheita da bergamota Montenegrina – variedade descoberta na década de 1940 pelo citricultor João Edvino Derlam, cuja família recebeu homenagem durante a cerimônia.

    Projeções da safra
    • 450 mil toneladas de bergamotas, laranjas e limões no RS
    • 10 mil famílias envolvidas na produção
    • 25 mil hectares de pomares de citros no estado

    Montenegro: maior produtor de bergamota do RS

    O município se mantém como líder na produção da fruta, com expectativa de:

    • 54 mil toneladas de bergamotas
    • 5,5 mil toneladas de laranjas
    • 400 toneladas de limões

    Segundo o prefeito Gustavo Zanatta, a região cultiva 3.330 hectares de citros, sendo 3 mil dedicados à bergamota, o que representa 33% da produção gaúcha, concentrada principalmente no Vale do Caí.

    Autoridades presentes destacaram os desafios climáticos e sanitários, como o greening, doença que ameaça os pomares. Ivan Streit, presidente da Câmara de Citricultura do Vale do Caí, entregou uma carta com nove propostas para políticas públicas de prevenção.

    O secretário adjunto de Desenvolvimento Rural, Edmilson Pelizari, reforçou o compromisso do governo com os agricultores, citando um novo programa de recuperação de solos e resiliência climática, a ser sancionado em breve pelo governador Eduardo Leite.

    Homenagens e cultura local

    O anfitrião Irineu Kochenborger, 83 anos, emocionou o público ao relembrar sua trajetória, desde a juventude na Suíça até a modernização da propriedade familiar, hoje administrada com filhos e netos.

    O evento também contou com apresentações culturais, feira de produtos da agricultura familiar e uma mostra comercial e gastronomia típica.

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  • IBGE prevê safra recorde de 328,4 milhões de toneladas em 2025

    IBGE prevê safra recorde de 328,4 milhões de toneladas em 2025

    A produção brasileira de grãos deve alcançar 328,4 milhões de toneladas em 2025. A estimativa é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e representa um aumento de 12,2% em relação ao volume colhido em 2024, que foi de 292,7 milhões de toneladas. Em resumo, o levantamento divulgado em abril mostra ainda alta de 0,2% sobre a previsão feita em março, com acréscimo de 732,7 mil toneladas.

    Área plantada também cresce

    A área a ser colhida em 2025 está estimada em 81 milhões de hectares, com crescimento de 2,5% frente a 2024. O avanço é de 2 milhões de hectares. Na comparação com março, o aumento foi de 6,5 mil hectares, o que representa estabilidade.

    Soja, milho e arroz lideram

    Soja, milho e arroz continuam como os principais produtos do campo. Juntos, representam 92,7% da produção total estimada e ocupam 87,7% da área plantada. Em relação ao ano anterior, os destaques por cultura são:

    • Algodão herbáceo (em caroço): +4,3% na área plantada e +2,8% na produção
    • Arroz (em casca): +10,3% na área e +12,2% na produção
    • Soja: +3,0% na área e +13,3% na produção
    • Milho: +3,0% na área e +11,8% na produção
      • Milho 1ª safra: -3,2% na área e +12,5% na produção
      • Milho 2ª safra: +4,7% na área e +11,6% na produção
    • Sorgo: +1,4% na área e +3,2% na produção
    • Feijão: -5,4% na área, mas +4,3% na produção
    • Trigo: -8,8% na área e +7,0% na produção
    Gráfico: Divulgação – IBGE

    Estimativas por produto

    • Soja: 164,2 milhões de toneladas
    • Milho: 128,2 milhões de toneladas
      • 25,8 mi t na 1ª safra
      • 102,5 mi t na 2ª safra
    • Arroz (em casca): 11,9 milhões de toneladas
    • Trigo: 8,1 milhões de toneladas
    • Algodão herbáceo (em caroço): 9,1 milhões de toneladas
    • Sorgo: 4,1 milhões de toneladas

    Produção cresce em todas as regiões

    A produção de grãos deve crescer em todas as regiões do país:

    • Centro-Oeste: +14,5%
    • Sul: +8,9%
    • Sudeste: +13,6%
    • Nordeste: +8,8%
    • Norte: +11,0%

    Na variação mensal (abril x março), Norte (+4,3%) e Sul (+0,4%) apresentaram alta. Sudeste e Centro-Oeste ficaram estáveis. O Nordeste registrou queda de 1,5%.

    Mato Grosso mantém liderança

    Mato Grosso segue como o maior produtor de grãos do Brasil, com 30,8% do total. Na sequência vêm:

    • Paraná: 13,7%
    • Goiás: 11,7%
    • Rio Grande do Sul: 10,1%
    • Mato Grosso do Sul: 7,6%
    • Minas Gerais: 5,5%

    Juntos, esses seis estados respondem por 79,4% da produção nacional. Por região, a distribuição é:

    • Centro-Oeste: 50,4%
    • Sul: 26,0%
    • Sudeste: 8,9%
    • Nordeste: 8,5%
    • Norte: 6,2%

    Destaques em abril

    Na comparação com março, os produtos com maior alta na produção foram:

    • Aveia: +4,2%
    • Café arábica: +3,5%
    • Uva: +1,9%
    • Milho 1ª safra: +1,0%
    • Milho 2ª safra: +0,7%
    • Castanha-de-caju: +0,6%
    • Cevada: +0,3%

    Houve redução nas estimativas do:

    • Feijão 2ª safra: -4,3%
    • Feijão 1ª safra: -3,9%
    • Cacau: -2,5%
    • Trigo: -1,0%
    • Sorgo: -0,6%
    • Soja: -0,0%

    Produção por região (abril)

    • Centro-Oeste: 165,5 milhões de toneladas (50,4%)
    • Sul: 85,3 milhões de toneladas (26,0%)
    • Sudeste: 29,3 milhões de toneladas (8,9%)
    • Nordeste: 28,1 milhões de toneladas (8,2%)
    • Norte: 20,2 milhões de toneladas (6,2%)

    Estados com maiores variações

    Aumentos:

    • Pará: +936,8 mil t
    • Paraná: +288,8 mil t
    • Bahia: +274,3 mil t
    • Ceará: +140,9 mil t
    • Santa Catarina: +37,2 mil t
    • Rondônia: +19,3 mil t

    Quedas:

    • Piauí: -737,6 mil t
    • Tocantins: -115,2 mil t
    • Pernambuco: -66,8 mil t
    • Paraíba: -27,6 mil t
    • Goiás: -16,2 mil t

    Destaques por cultura

    Cacau

    A produção de cacau deve alcançar 292,2 mil toneladas, 2,5% abaixo de março. O recuo é resultado da menor produtividade nas lavouras do Pará e Amazonas. Em relação a 2024, a produção sobe 1,5% com aumento da área plantada (+1,6%).

    Café

    A produção de café (arábica e canephora) está estimada em 3,3 milhões de toneladas, ou 55 milhões de sacas de 60 kg, alta de 2,3% em relação a março. Em comparação com 2024, porém, a safra deve cair 3,6%.

    • Café arábica: 2,2 milhões de toneladas (37 milhões de sacas), queda de 7,5% sobre 2024.
    • Café canephora (conilon): 1,1 milhão de toneladas (18 milhões de sacas), alta de 5,5%.

    A produtividade do conilon aumentou com os investimentos em tratos culturais e chuvas regulares.

    Castanha-de-caju

    A produção foi estimada em 141,1 mil toneladas, com crescimento mensal de 0,6%. A área colhida subiu 0,1% e o rendimento médio, 0,3%. No ano, a expectativa é de queda de 12,4% por menor produtividade.

    Trigo, aveia e cevada

    • Trigo: 8,1 milhões de toneladas (+7,0% frente a 2024, mas -1,0% ante março)
    • Aveia: 1,2 milhão de toneladas (+12,8% no ano e +4,2% no mês)
    • Cevada: 544,6 mil toneladas (+30,8% no ano e +0,3% no mês)

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  • Brasil amplia exportações de ovos e conquista novos mercados

    Brasil amplia exportações de ovos e conquista novos mercados

    As exportações brasileiras de ovos cresceram 271% em abril de 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em geral, o país embarcou 4,3 mil toneladas de ovos in natura e processados, contra 1,17 mil toneladas em abril de 2024. Além disso, a receita com os embarques também aumentou. Portanto, o Brasil arrecadou US$ 10,57 milhões no mês, alta de 252,9% em relação ao ano anterior.

    Balanço de janeiro a abril

    De janeiro a abril, o país exportou 13 mil toneladas, volume 133,8% maior que o registrado no mesmo período de 2024. Nesse intervalo, a receita totalizou US$ 28,3 milhões. O crescimento foi de 152,6% em comparação com os US$ 11,2 milhões do ano passado.

    Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, abril manteve o ritmo positivo do setor exportador de ovos. “As vendas para mercados exigentes, como Estados Unidos e Japão, mostram a confiança na qualidade da produção brasileira”, afirmou.

    Destinos

    Os Estados Unidos lideraram as importações em abril, com 2,8 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 6,3 milhões. O Japão apareceu em segundo lugar, com 371 toneladas. O aumento foi de 298,9%, com receita de US$ 777 mil. Outros mercados também apresentaram destaque nas exportações brasileiras de ovos no mês.

    O México importou 242 toneladas e voltou à lista dos principais compradores do produto nacional. O Chile importou 638 toneladas, queda de 11,7%. A receita alcançou US$ 1,58 milhão, redução de 8,4%. O Uruguai aumentou as compras em 18,6%, com 83 toneladas. A receita subiu 61,6%, chegando a US$ 406 mil. A União Europeia comprou 22 toneladas, crescimento de 64%. No entanto, a receita caiu 21,6%, totalizando US$ 30 mil.

    A Libéria também aumentou os embarques em 36,7%, com 15 toneladas e receita de US$ 40 mil, alta de 51,9%. Além disso, Ilhas Marshall e Aruba passaram a integrar a lista de destinos das exportações brasileiras de ovos. Para Ricardo Santin, os números indicam uma mudança estratégica na pauta exportadora do setor. “As exportações estão mais diversificadas, com presença crescente em mercados de alto padrão”, avaliou.

    O setor espera consolidar novos fluxos comerciais nos próximos meses, com foco em mercados de maior valor agregado.

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  • Brasil amplia exportações de carne bovina em abril

    Brasil amplia exportações de carne bovina em abril

    As exportações brasileiras de carne bovina cresceram em abril de 2025. Em geral, o país embarcou 273,4 mil toneladas, com receita de US$ 1,33 bilhão. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

    Resultado de abril de 2025

    Em comparação com março, o volume exportado subiu 10,2%. Já a receita avançou 13,1%. Frente a abril de 2024, o crescimento foi ainda maior: 15,3% em volume e 27,6% em valor.

    A carne bovina in natura manteve a liderança entre os produtos embarcados. Ou seja, essa categoria respondeu por 88,4% do volume total e 91,3% da receita gerada no mês. O destaque ficou com a gordura bovina, que teve alta de 199,4% no volume exportado em relação a abril do ano anterior. Ao mesmo tempo, outros produtos também registraram bom desempenho. As carnes industrializadas aumentaram 11,5% em receita. Os miúdos cresceram 11,8% e os produtos salgados subiram 62,2%. Os dados reforçam a diversificação da pauta exportadora.

    Principais destinos

    A China liderou entre os destinos da carne bovina brasileira em abril. O país asiático comprou 107,8 mil toneladas e gerou receita de US$ 530 milhões. Isso representa 39,4% do volume total exportado.

    Os Estados Unidos ocuparam o segundo lugar, com 47,8 mil toneladas embarcadas. O crescimento foi de 13,6% em relação a março e de 498% frente a abril de 2024.

    Também se destacaram México (10.978 t), Hong Kong (9.423 t), Chile (9.329 t), Egito (9.099 t), Rússia (7.938 t), União Europeia (7.425 t), Filipinas (7.078 t) e Arábia Saudita (6.294 t). Esses mercados responderam por mais de 81% das exportações do mês.

    De janeiro a abril

    No acumulado de janeiro a abril, o Brasil exportou 949,9 mil toneladas de carne bovina. Em resumo, o volume representa alta de 13,5% em comparação com o mesmo período de 2024. A receita subiu 23,7% e alcançou US$ 4,55 bilhões.

    A China que lidera a compra da carne bovina brasileira, importou 392,3 mil toneladas, com US$ 1,89 bilhão em receita, nos quatro primeiros meses do ano. Em resumo, isso representa 41,3% do volume total exportado.

    Ao mesmo tempo, os Estados Unidos mais que quintuplicaram suas compras no quadrimestre. Ou seja, o país embarcou 135,8 mil toneladas e alcançou 14,3% de participação nas exportações brasileiras.

    Na sequência aparecem Chile (39.819 t), Hong Kong (33.711 t), União Europeia (29.777 t), Egito (27.421 t), Rússia (27.397 t), Argélia (24.985 t), México (24.313 t) e Arábia Saudita (20.909 t).

    Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os resultados refletem o esforço conjunto da cadeia pecuária. “O desempenho é fruto do trabalho do produtor ao frigorífico exportador”, afirmou. Ele destacou a imagem de qualidade, sustentabilidade e confiabilidade da carne brasileira. “Apenas 30% da produção nacional é exportada, mas isso movimenta centenas de municípios”, disse. Além disso, Perosa reforçou o compromisso da cadeia em abastecer o mercado global. “Seguimos empenhados em contribuir para o crescimento do país”, concluiu.

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  • Conab: produção de café em 2025 cresce 2,7%

    Conab: produção de café em 2025 cresce 2,7%

    A produção de café no Brasil deve crescer 2,7% em 2025, alcançando 55,7 milhões de sacas, segundo o 2º Levantamento da Safra de Café divulgado nesta terça-feira (6) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado, mesmo em um ano de bienalidade negativa (período natural de menor produtividade), supera em 1,1% o recorde anterior para ciclos de baixa, registrado em 2023.

    A área total destinada ao café no país deve aumentar 0,8%, chegando a 2,25 milhões de hectares. No entanto, a área em produção recua 1,4%, ficando em 1,86 milhão de hectares, enquanto a área em formação avança 12,3% – movimento típico em anos de bienalidade negativa.

    Café conilon bate recorde com alta de 28,3%

    O café conilon impulsiona os resultados, com uma recuperação de 28,3% na produtividade, atingindo 18,7 milhões de sacas – novo recorde na série histórica da Conab. O desempenho se deve a:

    • Condições climáticas favoráveis durante fases críticas do cultivo;
    • Boa quantidade de frutos por roseta;
    • Chuvas regulares no Espírito Santo, maior produtor nacional, que deve colher 13,1 milhões de sacas.

    A Bahia também apresenta recuperação (+28,2%), com 2,5 milhões de sacas, retomando a posição de segundo maior produtor de conilon, à frente de Rondônia (2,28 milhões de sacas).

    Queda no café arábica reflete bienalidade negativa

    Já o café arábica, mais afetado pela bienalidade, deve ter uma queda de 6,6%, com produção estimada em 37 milhões de sacas. Em Minas Gerais, maior produtor, a colheita deve ser de 25,65 milhões de sacas, impactada por:

    • Longo período seco entre abril e setembro de 2024;
    • Redução do vigor vegetativo das lavouras.

    Em São Paulo, a produtividade cai 3,8%, mas o aumento de 5,3% na área cultivada compensa as perdas, elevando a produção em 1,3% (5,5 milhões de sacas).

    Exportações caem em volume, mas faturamento aumenta

    Após o recorde de exportações em 2024 (50,5 milhões de sacas), o primeiro trimestre de 2025 registrou:

    • Queda de 1% no volume (11,7 milhões de sacas);
    • Alta de 68,9% no valor (US$ 4,1 bilhões), impulsionada pelos preços elevados do café no mercado internacional.

    O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) projeta aumento na produção global, mas os estoques baixos devem manter as cotações em patamares elevados em 2025.

    A safra brasileira de café em 2025 consolida a resiliência do setor, com o conilon atingindo marcas históricas, enquanto o arábica segue o ciclo esperado de bienalidade negativa. Além disso, o mercado externo, mesmo com menor volume, mantém rentabilidade elevada, reforçando a importância do café na balança comercial do país.

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  • Rio Grande do Sul celebra safra histórica de uvas em 2025

    Rio Grande do Sul celebra safra histórica de uvas em 2025

    O Rio Grande do Sul está prestes a fechar a maior safra de uvas da última década, com previsão de colheita de 750 mil toneladas em 2025 – um aumento de 38,5% em relação a 2024. Os dados, divulgados pelo Consevitis-RS (Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura), revelam um cenário promissor para vinhos, espumantes e sucos gaúchos, com destaque para a Serra Gaúcha, responsável por 70% da produção estadual.

    Safra “das safras” impulsiona mercado nacional e internacional

    A combinação de clima seco, tecnologia avançada e recuperação pós-chuvas de 2024 resultou em uvas com aromas intensos, maturação uniforme e alto teor de açúcar. “Esta será a safra das safras de uvas. Temos qualidade para competir globalmente”, afirma Luciano Rebelatto, presidente do Consevitis-RS. A expectativa é que o setor vitivinícola gaúcho amplie suas exportações, principalmente para EUA, China e Europa, com apoio de campanhas da Agavi (Associação Gaúcha de Vinicultores).

    Darci Dani, diretor da Agavi, reforça: “Queremos mostrar ao mundo que os vinhos brasileiros são uma escolha premium. A safra 2025 é nosso cartão de visitas”.

    Clima favorável evita tragédias e garante qualidade

    Após as chuvas devastadoras de maio de 2024, o Estado registrou um inverno rigoroso e primavera estável, essenciais para a brotação das videiras. “Tivemos um ciclo quase perfeito: geadas controladas, dias ensolarados e noites frias, que intensificaram a cor e o aroma das uvas”, explica Carlos Azambuja, enólogo de Pinto Bandeira.

    Dados da Embrapa Uva e Vinho comprovam:

    • Apenas 6 dias com temperaturas abaixo de 10°C durante a primavera;
    • 657 mm de chuva entre agosto e fevereiro (20% abaixo da média histórica);
    • Redução de doenças nas videiras graças à baixa umidade.

    “A seca relativa permitiu maturação técnica impecável, especialmente para as variedades Bordô e Niágara, usadas em vinhos de mesa e sucos”, destaca Henrique Pessoa dos Santos, pesquisador da Embrapa.

    Enólogos projetam vinhos “potentes” e espumantes equilibrados

    A safra 2025 já é considerada a melhor em 10 anos por especialistas. Mário Lucas Ieggli, presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), antevê:

    • Vinhos tintos: estrutura robusta e teor alcoólico elevado;
    • Espumantes: equilíbrio entre acidez e açúcar;

    Brancos e rosés: intensidade aromática graças às noites amenas.

    Na região dos Campos de Cima da Serra, os enólogos André Donatti e Delto Garibaldi reforçam o otimismo: “Os tintos estão em fase de desenvolvimento, mas os brancos já têm personalidade única. É uma safra para marcar época”, afirma Garibaldi.

    Apesar do cenário positivo, o setor alerta para a necessidade de investimentos em logística e políticas de exportação. “Precisamos vencer barreiras tributárias e melhorar a distribuição para consolidar o Brasil como player global”, conclui Rebelatto.

    Enquanto os primeiros rótulos da safra 2025 chegam ao mercado em setembro, produtores já planejam ações para atrair enoturistas à Serra Gaúcha, com roteiros de degustação e colheita participativa.

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  • Governo discute estratégias para conter alta nos preços dos alimentos

    Governo discute estratégias para conter alta nos preços dos alimentos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros nesta sexta-feira, 24 de janeiro, para debater medidas que reduzam os preços dos alimentos. Primeiramente, entre as soluções avaliadas, está a redução da alíquota de importação de produtos com preços internos mais elevados que os praticados no mercado internacional.

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou o compromisso do governo em garantir alimentos a preços justos. “Os produtos com preços internos acima dos internacionais terão alíquotas reduzidas. Essa ação forçará os valores a se alinharem ao mercado externo”, afirmou.

    Segundo Rui Costa, não haverá medidas intervencionistas ou heterodoxas, como congelamento ou tabelamento de preços. Além disso, ele reafirmou que o governo não criará redes estatais de supermercados ou lojas para venda de alimentos. “Isso sequer foi cogitado em reunião alguma”, enfatizou.

    Supersafra deve aliviar preços dos alimentos em 2025

    Em resumo, o governo espera que o aumento da produção agrícola contribua para a redução dos preços dos alimentos. Rui Costa projetou impactos positivos da supersafra deste ano. “Com maior oferta, os preços tendem a cair, seguindo as leis do mercado”, explicou.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou a importância de um novo Plano Safra voltado à produção de alimentos básicos. “O presidente determinou o foco em produtos que compõem a mesa da população. Vamos trabalhar para aumentar a oferta e estabilizar os preços”, afirmou.

    Foco na cesta básica

    O governo vai priorizar medidas para estimular a produção de itens da cesta básica. Rui Costa anunciou diálogos com produtores e redes de supermercados para discutir soluções conjuntas. “Queremos apoiar o mercado com medidas institucionais e estímulos que impactem diretamente os preços”, disse.

    Por outro lado, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, reforçou a importância do crédito acessível para os pequenos e médios agricultores. “Diminuímos juros e aumentamos os subsídios nos Planos Safras. Nossa meta é que os alimentos cheguem mais baratos à mesa do brasileiro”, pontuou.
    Impacto das commodities e do dólar

    Rui Costa destacou o peso do preço das commodities e da cotação do dólar na formação dos valores dos alimentos. Além disso, ele comemorou a evolução do Brasil como exportador de alimentos processados. “Nos tornamos um verdadeiro supermercado do mundo, o que gera empregos e fortalece nossa economia”, afirmou.

    Em geral, os dados recentes da balança comercial confirmam o crescimento das exportações brasileiras de alimentos processados.

    Participação estratégica

    A reunião contou com a presença dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar). Também participaram representantes de órgãos como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Ministério da Indústria e Comércio.

    As iniciativas discutidas reforçam o compromisso do governo com a segurança alimentar e a estabilidade econômica.

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  • Confira como ficam as vendas de máquinas agrícolas em 2025

    Confira como ficam as vendas de máquinas agrícolas em 2025

    A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) prevê estabilidade nas vendas internas e externas de máquinas autopropulsadas em 2025. Ou seja, a projeção reflete o desempenho misto de 2024, marcado pela recuperação do setor de máquinas de construção e pela retração nas vendas de máquinas agrícolas.

    As vendas de máquinas de construção, como tratores de esteira, retroescavadeiras e escavadeiras hidráulicas, cresceram 22,4% no ano passado. Em resumo, o setor encerrou 2024 com 37.148 unidades vendidas no atacado, o segundo melhor resultado da história no Brasil. A construção civil impulsionou a demanda porque aumentou a participação nas compras de 37% para 42%.

    Para 2025, a ANFAVEA espera crescimento moderado de 3%, totalizando 38.200 unidades. Apesar do avanço no mercado interno, as exportações dessas máquinas caíram 12,5%, com 14.538 unidades embarcadas. Quase metade desse volume foi destinado ao mercado dos Estados Unidos. A expectativa para este ano é de manter o mesmo nível de exportações.

    Máquinas agrícolas sofrem queda pelo segundo ano seguido

    As vendas de máquinas agrícolas recuaram quase 20% em 2024, totalizando 48,9 mil unidades. Em geral, o setor enfrentou desafios como a redução da safra de grãos, a queda nos preços das commodities e o acesso limitado a financiamentos atrativos. A retração foi mais acentuada no segmento de colheitadeiras do que no de tratores.

    As exportações de máquinas agrícolas também diminuíram 31%, com apenas 6 mil unidades embarcadas. Por outro lado, para 2025, a ANFAVEA projeta crescimento tímido de 1%. Afinal, o setor enfrenta ainda o aumento das importações, que transformaram o superávit comercial em déficit. Em geral, em 2024, mais de 55% das máquinas importadas vieram da China, seguida pela Índia, com 26%.

    Márcio de Lima Leite, presidente da ANFAVEA, destacou a preocupação com o impacto das máquinas importadas nas compras públicas. “O crescimento das importações afeta o emprego no Brasil, a competitividade das empresas e a qualidade no atendimento ao cliente, que enfrenta dificuldades com a assistência técnica.”

    Prioridades da ANFAVEA para 2025

    • Recomposição da alíquota do Imposto de Importação para 14%.
    • Políticas de garantia e financiamento para exportação.
    • Reindustrialização da cadeia de fornecedores.
    • Renovação da frota de máquinas agrícolas e de construção.
    • Aperfeiçoamento da política de compras públicas para proteger a indústria local.
    • Expansão de linhas de crédito via Plano Safra e BNDES.

    Ou seja, com essas medidas, a ANFAVEA busca fortalecer o setor e minimizar os impactos do aumento das importações.