Tag: 2025

  • Exportações brasileiras de grãos secos (pulses) disparam 30%

    Exportações brasileiras de grãos secos (pulses) disparam 30%

    O Brasil consolidou seu papel como um dos principais fornecedores globais de pulses – grãos secos como feijões, lentilhas, ervilhas e grão-de-bico. Dados oficiais de 2025 revelam que as exportações brasileiras de pulses cresceram expressivos 30% em relação ao ano anterior. Alcançando a marca histórica de US$ 448,1 milhões em valor comercializado. O feijão seco foi o grande protagonista, respondendo sozinho por mais de 98% do valor total exportado.

    O desempenho reforça a importância estratégica do setor, que ganha visibilidade mundial em 10 de fevereiro, data instituída pela ONU como o Dia Mundial das Pulses. “As pulses fazem parte da alimentação dos brasileiros e têm grande importância nutricional. Trabalhamos para incentivar cada vez mais a produção por meio de políticas e incentivos aos produtores rurais”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Produção nacional e mercado externo

    Segundo a Conab, na safra 2025/26, a produção total de feijão no Brasil deve ultrapassar 3 milhões de toneladas, com crescimento de 0,5% em relação ao ciclo anterior, indicando estabilidade com leve alta. Esse volume sustenta tanto o abastecimento interno quanto a agressiva expansão no comércio internacional.

    Após os feijões secos, que dominam a pauta, os itens que mais se destacaram nas exportações foram as ervilhas preparadas ou conservadas (US$ 3,9 milhões). Seguido pelos feijões preparados ou conservados (US$ 859,9 mil).

    Garantia de qualidade e segurança para o mercado internacional

    Para alcançar mercados exigentes, o setor opera sob rigoroso controle. A exportação de pulses exige que todos os estabelecimentos da cadeia (beneficiamento, armazenagem, transporte) cumpram os requisitos da Instrução Normativa nº 23/2020 do Mapa.

    A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa) é a responsável pela fiscalização e inspeção dos produtos. A emissão do Certificado Sanitário Internacional (CSIV), que atende às exigências específicas de cada país importador, é etapa obrigatória. “As inspeções mais frequentes são justamente para os feijões, como o feijão-de-corda e o feijão-comum. O processo garante padronização, qualidade, rastreabilidade e, acima de tudo, segurança alimentar para o consumidor final”, explica a pasta.

    A fiscalização inclui ações em estabelecimentos comerciais e unidades de beneficiamento, com coleta de amostras para assegurar que os produtos atendam aos padrões oficiais de classificação e estejam livres de fraudes.

    Com produção estável, crescimento sólido das exportações e um arcabouço regulatório robusto, o Brasil se posiciona para expandir ainda mais sua participação no mercado global de pulses. O apoio do Mapa e a qualidade certificada dos produtos são os pilares para que o feijão brasileiro continue conquistando o mundo.

  • Café lidera alta da cesta básica em 2025

    Café lidera alta da cesta básica em 2025

    O café foi o item da cesta básica que mais encareceu em 2025, segundo levantamento da Abic. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (29) pela Associação Brasileira da Indústria de Café. Além disso, a indústria projeta manutenção dos preços elevados do café em 2026. Isso ocorre porque os estoques globais seguem baixos, mesmo com expectativa de boa safra. Segundo Pavel Cardoso, presidente da Abic, a colheita deve recompor estoques mundiais. Assim, a maior oferta não deve reduzir os preços no curto prazo.

    Faturamento cresce apesar da queda no consumo

    O faturamento da indústria de café torrado cresceu 25,6% em 2025 frente a 2024. Com isso, a receita do setor alcançou R$ 46,24 bilhões. A Abic atribui o crescimento ao aumento do preço do café no varejo. Entre 2021 e 2025, o valor ao consumidor subiu 116%. No mesmo período, o preço pago ao produtor avançou ainda mais.
    O café arábica registrou alta acumulada de 212%.

    Clima reduz oferta e pressiona preços

    Problemas climáticos afetaram a produção de café nos últimos anos. Geadas, secas e altas temperaturas reduziram a disponibilidade de grãos. Como resultado, os preços subiram no mercado interno e externo. Com menos oferta, o consumo caiu 2,31% em 2025. Apesar disso, Cardoso avalia que o consumo brasileiro permanece resiliente. Segundo ele, a demanda se mantém estável mesmo após altas expressivas.

    Café encarece mais que outros itens da cesta básica

    O levantamento da Abic analisou seis produtos da cesta básica. Açúcar, leite, arroz e feijão ficaram mais baratos em 2025. O óleo de soja subiu 1,2%, enquanto o café avançou 5,8%. Assim, o café liderou a alta entre os itens analisados.

    Tarifas e estoques globais explicam alta

    Diversos fatores pressionaram os preços do café em 2025. O tarifaço de 50% dos EUA elevou as cotações em Nova York. Além disso, os estoques globais seguem baixos após quatro safras menores. Problemas climáticos afetaram principalmente o café arábica. A indústria também repassou parte dos custos ao consumidor. Segundo Cardoso, o café subiria mais 70% com repasse integral.

    Expectativa para o café em 2026

    Mesmo sem balanços oficiais, a Abic projeta boa safra em 2026. O La Niña trouxe condições climáticas mais equilibradas às lavouras. No entanto, Cardoso afirma que duas boas safras são necessárias. Somente assim os preços podem recuar de forma consistente. O foco atual da indústria é recompor os estoques globais. Ainda assim, o setor vê espaço para recuperação do consumo.

    Quedas pontuais já aparecem no varejo

    Em dezembro, alguns preços já recuaram no varejo. O café tradicional extraforte caiu 7,1% frente a novembro.
    O café em cápsulas registrou queda mensal de 13,2%. Na comparação anual, a redução chega a 16,8%. Segundo a Abic, isso ocorre pela menor quantidade de café por quilo. Além disso, acordos comerciais podem reduzir preços a partir de abril.

  • IBGE prevê safra recorde em 2025 e queda em 2026

    IBGE prevê safra recorde em 2025 e queda em 2026

    O IBGE estima produção de 346,1 milhões de toneladas de grãos em 2025. O volume representa alta de 18,2% frente a 2024. Em relação a novembro, a projeção avançou 0,1%. Em geral, a área colhida deve alcançar 81,6 milhões de hectares. Ou seja, O número indica crescimento de 3,2% sobre o ano anterior. Na comparação mensal, houve aumento de 0,1%.

    Soja, milho e arroz concentram produção

    Soja, milho e arroz respondem por 92,7% da produção estimada. Essas culturas ocupam 87,9% da área a ser colhida. A soja deve atingir 166,1 milhões de toneladas. O volume estabelece novo recorde histórico.

    O milho também alcança marca recorde, com 141,7 milhões de toneladas. A primeira safra soma 25,7 milhões de toneladas. A segunda safra totaliza 116,0 milhões de toneladas.

    O algodão em caroço chega a 9,9 milhões de toneladas. O resultado também é o maior da série histórica.

    Produção cresce para a maioria das culturas

    O arroz em casca deve alcançar 12,7 milhões de toneladas. Já o trigo soma 7,8 milhões de toneladas. O sorgo atinge 5,4 milhões de toneladas. Frente a 2024, o sorgo cresce 35,5%. O milho avança 23,6% e a soja sobe 14,6%.
    O feijão apresenta queda de 2,7% na produção.

    Centro-Oeste lidera a safra de 2025

    O Centro-Oeste lidera a produção nacional, com 178,7 milhões de toneladas. A região responde por 51,6% do total. O Sul aparece em seguida, com 86,3 milhões de toneladas. O Sudeste produz 31,1 milhões de toneladas.
    O Nordeste soma 27,7 milhões de toneladas. O Norte alcança 22,3 milhões de toneladas. Todas as regiões registram crescimento anual.

    Estados com maior participação

    O Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos. O estado responde por 32,0% do total.
    Na sequência aparecem Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. Juntos, seis estados concentram 79,7% da produção brasileira.

    Safra de 2026 deve recuar após recorde

    Para 2026, o IBGE projeta produção de 339,8 milhões de toneladas. O volume representa queda de 1,8% frente a 2025. Apesar do recuo anual, a estimativa subiu 1,2% em relação ao prognóstico anterior. O levantamento inclui canola e gergelim pela primeira vez.

    Milho puxa redução em 2026

    Foto: Agência Agro em Campo

    A produção de milho deve cair 6,0% em 2026. O recuo equivale a 8,5 milhões de toneladas.
    O sorgo deve recuar 13,0%. O arroz deve cair 8,0%. O algodão em caroço deve reduzir 10,5%.
    A soja segue em alta e cresce 2,5%.

    Área plantada cresce em 2026

    A área colhida deve alcançar 82,7 milhões de hectares. O número representa aumento de 1,4%.
    O milho amplia área em 2,3%. A soja cresce 0,4%. O algodão e o arroz reduzem área plantada.

    Soja deve bater novo recorde em 2026

    A produção de soja pode atingir 170,3 milhões de toneladas. O volume configura novo recorde nacional.
    A recuperação de áreas afetadas por estiagens em 2025 sustenta o avanço. O Rio Grande do Sul lidera essa retomada.

    Café avança com bienalidade positiva

    Foto: divulgação – ApexBrasil

    A produção total de café deve alcançar 61,8 milhões de sacas. O volume cresce 7,3% frente a 2025.
    O café arábica se beneficia da bienalidade positiva. O café canephora recua após safra recorde anterior.

    Resumo do cenário agrícola

    O IBGE confirma safra histórica em 2025. Para 2026, o órgão projeta ajuste após recordes consecutivos.

  • Exportações de ovos batem recorde histórico em 2025

    Exportações de ovos batem recorde histórico em 2025

    As exportações brasileiras de ovos alcançaram 40,9 mil toneladas em 2025 e estabeleceram um recorde histórico. O volume considera ovos in natura e processados, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    O total embarcado superou em 121,4% o registrado em 2024, quando o país exportou 18.469 toneladas. Além disso, a receita também atingiu patamar inédito no comércio exterior do setor. O faturamento somou US$ 97,240 milhões ao longo do ano, crescimento de 147,5% frente a 2024. No ano anterior, a receita das exportações ficou em US$ 39,282 milhões.

    Dezembro

    Em dezembro, os embarques mantiveram trajetória positiva e somaram 2.257 toneladas. O volume mensal cresceu 9,9% em comparação com dezembro de 2024. Naquele mês, o Brasil havia exportado 2.054 toneladas de ovos. A receita de dezembro alcançou US$ 5,110 milhões, alta de 18,4% na comparação anual. Em dezembro de 2024, o faturamento foi de US$ 4,317 milhões.

    Principais destinos

    Entre os destinos, os Estados Unidos lideraram as compras em 2025. O país importou 19.597 toneladas, avanço de 826,7% sobre o volume de 2024. Na sequência, o Japão somou 5.375 toneladas, crescimento de 229,1%. O Chile importou 4.124 toneladas, com queda de 40% no comparativo anual. O México adquiriu 3.195 toneladas, alta expressiva de 495,6%. Já os Emirados Árabes Unidos fecharam o ano com 3.097 toneladas, aumento de 31,5%.

    Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho refletiu forte avanço nos embarques aos Estados Unidos. Entretanto, a imposição de tarifas reduziu o ritmo das vendas ao longo do ano. Com isso, o setor se reorganizou e novos mercados ganharam protagonismo, como o Japão. O país asiático é considerado um mercado de alto valor agregado para os exportadores brasileiros. Nos últimos meses de 2025, o Japão passou a liderar os embarques nacionais de ovos.

    Mercados externo e interno

    Com os volumes registrados, as exportações superaram 1% da produção nacional, marco relevante para o setor. Apesar disso, o abastecimento interno permaneceu preservado e absorveu cerca de 99% da produção brasileira. De acordo com a ABPA, a consolidação da cultura exportadora sustenta perspectivas positivas para 2026.
    Além disso, o clima quente no início do ano e a proximidade da quaresma devem influenciar o mercado.
    Esses fatores tendem a contribuir para o equilíbrio da oferta de ovos no mercado interno.

     

  • Brasil amplia vendas de carne bovina à China em 2025

    Brasil amplia vendas de carne bovina à China em 2025

    As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde em 2025, segundo dados oficiais. A China manteve a liderança como principal destino da carne brasileira no período. Esse cenário, contudo, aumenta a pressão sobre a cadeia pecuária em 2026.

    Pesquisadores do Cepea destacam que a produção nacional opera em patamar recorde. Além disso, a China impôs medidas de proteção comercial às importações de carne. Essas medidas incluem tarifas e cotas, conhecidas como salvaguardas. Diante disso, o setor pecuário precisa ampliar alternativas de escoamento do produto.
    Essa estratégia envolve tanto o mercado externo quanto o consumo interno.

    Recorde de vendas para a China

    Dados da Secex mostram que o Brasil exportou 1,648 milhão de toneladas à China em 2025. O volume representa um recorde histórico para o mercado chinês. O crescimento foi de 24,6% em relação a 2024.
    Além disso, a China respondeu por 48% das exportações brasileiras totais.

    Salvaguardas

    Com as salvaguardas, o Brasil terá cota de 1,106 milhão de toneladas em 2026. Sobre o volume excedente, a China aplicará tarifa adicional de 55%. Com base em 2025, a cota seria atingida entre agosto e setembro.

    A média embarcada à China nos últimos quatro meses de 2025 foi de 175 mil toneladas. Se esse ritmo continuar, a cota pode ser alcançada entre junho e julho de 2026.

    Preços

    Em relação aos preços, a média da carne exportada subiu 15,42% em 2025. Em geral, o valor médio ficou em US$ 5,15 por quilo, segundo a Secex. A China pagou, em média, US$ 5,29 por quilo pela carne brasileira. Ou seja, esse preço superou em 17,24% o registrado em 2024.

    O ano de 2025 foi o segundo melhor em preços pagos pela China. O recorde segue com 2022, quando a média atingiu US$ 6,41 por quilo.

    Se a cota for atingida em 2026, a tarifa elevará o preço médio para US$ 8,2 por quilo. Porém, a China e países europeus nunca pagaram esse patamar.

     

  • Novo recorde: exportações de carne suína crescem 11,6% em 2025

    Novo recorde: exportações de carne suína crescem 11,6% em 2025

    As exportações brasileiras de carne suína fecharam 2025 com crescimento expressivo e novo recorde histórico. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques somaram 1,510 milhão de toneladas ao longo do ano.

    O volume representa alta de 11,6% em relação a 2024, quando o Brasil exportou 1,352 milhão de toneladas.
    Com esse resultado, o Brasil deve superar o Canadá e assumir o terceiro lugar entre os maiores exportadores globais.

    Dezembro forte

    O desempenho anual teve forte influência do avanço registrado em dezembro, último mês do ano. No período, os embarques atingiram 137,8 mil toneladas, crescimento de 25,8% sobre dezembro de 2024.
    No mesmo mês do ano anterior, o setor havia exportado 109,5 mil toneladas.

    Balanço de 2025

    Em receita, as exportações brasileiras de carne suína alcançaram US$ 3,619 bilhões em 2025. O valor representa avanço de 19,3% frente a 2024, quando o faturamento somou US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita totalizou US$ 324,5 milhões, alta de 25,6% na comparação anual. Em dezembro de 2024, o faturamento havia sido de US$ 258,4 milhões.

    Principais destinos

    As Filipinas lideraram as importações de carne suína brasileira em 2025. O país comprou 392,9 mil toneladas, volume 54,5% maior que o registrado em 2024.

    Na sequência, a China importou 159,2 mil toneladas, queda de 33,9% no comparativo anual.
    O Chile apareceu em terceiro lugar, com 118,6 mil toneladas, avanço de 4,9%.

    O Japão ocupou a quarta posição, ao importar 114,4 mil toneladas, crescimento de 22,4%. Já Hong Kong ficou em quinto lugar, com 110,9 mil toneladas, alta de 3,7%.

    Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, houve mudança relevante no perfil dos destinos. De acordo com ele, as Filipinas se consolidaram como principal mercado da carne suína brasileira. Além disso, mercados como Japão e Chile ganharam protagonismo entre os principais importadores.

    Para Santin, a diversificação reduz riscos, amplia oportunidades e fortalece a presença internacional do Brasil.
    O cenário, segundo a entidade, sustenta expectativas positivas para o setor ao longo deste ano.

  • Exportação brasileira de café cai 21% em 2025

    Exportação brasileira de café cai 21% em 2025

    A exportação de café do Brasil somou 36,9 milhões de sacas entre janeiro e novembro de 2025. O volume caiu 21% frente ao mesmo período de 2024. A retração era esperada após o recorde do ano passado, a menor oferta interna e os impactos do tarifaço dos Estados Unidos. A defasagem da infraestrutura portuária também reduziu o ritmo dos embarques.

    O relatório mensal do Cecafé mostra que o Brasil embarcou 3,582 milhões de sacas em novembro. O número representa queda de 26,7% frente às 4,889 milhões de sacas registradas em novembro de 2024. Apesar disso, a receita em dólar cresceu 8,9% no período, ao subir de US$ 1,409 bilhão para US$ 1,535 bilhão. O aumento ocorreu por causa da alta de cerca de 50% nos preços internacionais.

    Com esse movimento, o Brasil alcançou 17,435 milhões de sacas exportadas nos cinco primeiros meses da safra 2025/26. O valor gerado chegou a US$ 6,723 bilhões. O período comparado registra queda de 21,7% em volume, mas mostra avanço de 11,6% na receita.

    Desempenho no ano civil

    O país exportou 36,868 milhões de sacas nos 11 primeiros meses de 2025. O total indica recuo de 21% frente às 46,658 milhões de sacas embarcadas no mesmo período de 2024. A receita, porém, aumentou 25,3%, ao saltar de US$ 11,377 bilhões para US$ 14,253 bilhões.

    O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, afirma que o aumento da receita reflete as cotações mais altas. Ele explica que a retração no volume era prevista após os recordes de 2024 e a menor disponibilidade em 2025. Ferreira destaca que o tarifaço dos EUA e os entraves logísticos também pressionaram os embarques.

    Os Estados Unidos aplicaram tarifa de 50% sobre cafés brasileiros entre agosto e novembro. O tarifaço reduziu as exportações em 54,9% frente ao mesmo período de 2024. O volume caiu de 2,917 milhões para 1,315 milhão de sacas. Ferreira relata que os embarques de arábica, conilon, robusta e torrado voltaram a crescer após a retirada das tarifas. O café solúvel, porém, segue com taxação de 50%.

    Infraestrutura limita embarques

    A defasagem da infraestrutura portuária segue gerando perdas milionárias. O levantamento do Cecafé aponta prejuízo de R$ 8,719 milhões em outubro de 2025. As perdas ocorreram por causa de custos extras de armazenagem, pré-stacking e detentions. Os exportadores não conseguiram embarcar 2.065 contêineres, equivalentes a 681.590 sacas.

    O Boletim DTZ mostra que 52% dos navios sofreram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos. Isso representou 204 embarcações de um total de 393. No Porto de Santos, responsável por 79% dos embarques no ano, o índice de atraso atingiu 73% em outubro. O tempo de espera chegou a 61 dias em alguns casos.

    Principais destinos

    Mesmo com a queda provocada pelas tarifas, os Estados Unidos permaneceram como o maior comprador entre janeiro e novembro. O país importou 5,042 milhões de sacas, redução de 32,2% frente ao mesmo período de 2024. O volume corresponde a 13,7% das exportações brasileiras no ano.

    A Alemanha segue logo atrás, com 5,003 milhões de sacas e recuo de 31%. Depois aparecem a Itália, com 2,912 milhões de sacas; o Japão, com 2,413 milhões e alta de 17,5%; e a Bélgica, com 2,146 milhões e queda de 47,5%.

    Tipos de café exportados

    O arábica lidera as exportações, com 29,630 milhões de sacas entre janeiro e novembro. A espécie representa 80,4% do total, mesmo com queda de 13,1% no período. O canéfora aparece em seguida, com 3,773 milhões de sacas e participação de 10,2%. O café solúvel soma 3,411 milhões de sacas, enquanto os cafés torrado e moído alcançam 53.832 sacas.

    Cafés diferenciados ganham receita

    Os cafés diferenciados responderam por 19,6% das exportações entre janeiro e novembro. O volume alcançou 7,221 milhões de sacas, queda de 11% frente ao ano passado. A receita, porém, cresceu 42,9%, ao atingir US$ 3,122 bilhões. O preço médio foi de US$ 432,41 por saca.

    Os Estados Unidos lideram as compras de cafés diferenciados, com 1,192 milhão de sacas. A Alemanha ocupa a segunda posição, com 1,111 milhão. Bélgica, Holanda e Itália completam os cinco principais destinos.

    Portos

    O Porto de Santos manteve a liderança nas exportações brasileiras em 2025. O terminal enviou 29,056 milhões de sacas ao exterior e respondeu por 78,8% dos embarques no ano. O complexo portuário do Rio de Janeiro aparece na sequência, com 6,469 milhões de sacas e participação de 17,5%. O Porto de Paranaguá embarcou 343.974 sacas, equivalente a 0,9% do total.

  • Entrega de fertilizantes ao mercado brasileiro cresce 9,3% no ano

    Entrega de fertilizantes ao mercado brasileiro cresce 9,3% no ano

    O mercado brasileiro de fertilizantes mantém ritmo de crescimento em 2025. Dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) revelam que as entregas ao agricultor totalizaram 35,86 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro. O número representa um aumento de 9,3% frente ao mesmo período de 2024, quando o volume foi de 32,80 milhões de toneladas.

    Apenas em setembro, o setor comercializou 5,38 milhões de toneladas, uma alta expressiva de 11,3% na comparação com setembro do ano anterior.

    A análise por estado confirma Mato Grosso como o maior consumidor do país. O estado respondeu sozinho por 22,5% do total nacional, com 8,08 milhões de toneladas entregues. A sequência dos maiores mercados ficou com Paraná (4,51 milhões t), São Paulo (3,74 milhões t), Rio Grande do Sul (3,54 milhões t), Goiás (3,53 milhões t), Minas Gerais (3,22 milhões t) e Bahia (2,43 milhões t).

    Produção nacional avança, mas importações seguem altas

    A indústria nacional de fertilizantes intermediários também registrou desempenho positivo. A produção acumulada nos nove meses chegou a 5,57 milhões de toneladas, com crescimento de 6,6%. Em setembro, a fabricação cresceu 6,3%, para 713 mil toneladas.

    No entanto, o país ainda depende significativamente do mercado externo para suprir a demanda. As importações somaram 31,49 milhões de toneladas no período, um avanço de 8,4%. O Porto de Paranaguá (PR) consolidou sua posição como principal porta de entrada, com 8 milhões de toneladas movimentadas – o que representa 25,5% de toda a importação pelo país e um crescimento de 9,9% ante 2024.

    Os dados reforçam a forte demanda do agronegócio brasileiro por insumos na reta final do ciclo de culturas, com destaque para as regiões produtoras de grãos.

  • Brasil amplia produção e exportações de proteínas em 2025

    Brasil amplia produção e exportações de proteínas em 2025

    O Brasil deve fechar 2025 com crescimento na produção, consumo e exportações de proteínas animais. As projeções são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A entidade apresentou os dados nesta terça-feira, durante coletiva de imprensa em São Paulo. Segundo a ABPA, o setor mostra resiliência e avanço no mercado interno e externo.

    Ovos registram fortes altas na produção e exportação

    A produção de ovos deve atingir 62,25 bilhões de unidades em 2025.O volume representa crescimento de 7,9% em relação a 2024. Em 2026, a produção pode alcançar até 66,5 bilhões de unidades. Portanto, esse resultado indica nova alta de 6,8% sobre 2025.

    Além disso, as exportações de ovos devem chegar a 40 mil toneladas em 2025. O volume representa expansão de 116,6% frente às exportações de 2024. Para 2026, a expectativa aponta embarques de até 45 mil toneladas.
    O avanço projetado é de 12,5% sobre este ano.

    No mercado interno, o consumo também cresce. O consumo per capita passa de 269 para 287 unidades por habitante em 2025. Em 2026, a média pode chegar a 307 unidades por pessoa. Em resumo, isso representa alta adicional de 7% sobre 2025.

    Carne de frango mantém expansão dentro e fora do Brasil

    A produção de carne de frango deve somar 15,32 milhões de toneladas em 2025. O número representa crescimento de até 2,2% em relação a 2024. Para 2026, a expectativa é atingir 15,6 milhões de toneladas produzidas. Ou seja, isso indica alta de 2% sobre o volume deste ano.

    As exportações também avançam, embora em menor ritmo. O setor projeta até 5,32 milhões de toneladas embarcadas em 2025. Em 2026, o volume exportado pode alcançar 5,5 milhões de toneladas. A expansão estimada é de 3,4% frente ao ano anterior.

    No mercado doméstico, a oferta cresce de forma consistente. A disponibilidade interna pode atingir 9,98 milhões de toneladas em 2025. Em 2026, a projeção sobe para 10,1 milhões de toneladas. O aumento esperado é de 1,2% sobre 2025. Com isso, o consumo per capita também tende a crescer. A média sobe de 45,5 quilos para 46,8 quilos por habitante em 2025. No ano seguinte, o consumo pode alcançar 47,3 quilos por pessoa. Em geral, o acréscimo projetado é de 1,2%.

    Carne suína avança na produção e nas exportações

    A produção brasileira de carne suína deve atingir 5,55 milhões de toneladas em 2025. O crescimento projetado é de 4,6% em relação a 2024. Em 2026, o setor pode alcançar produção de 5,7 milhões de toneladas, o que representa aumento adicional de 2,7%.

    As exportações seguem em alta. O setor estima embarcar até 1,49 milhão de toneladas em 2025. O número indica avanço de 10% frente a 2024. Para 2026, as exportações podem atingir 1,55 milhão de toneladas. Portanto, o crescimento previsto é de 4% na comparação anual.

    No mercado interno, a oferta também cresce. A disponibilidade deve alcançar 4,06 milhões de toneladas em 2025. Em 2026, a projeção aponta até 4,15 milhões de toneladas disponíveis. O aumento estimado é de 2,2%.
    O consumo acompanha esse movimento. A média per capita deve chegar a 19 quilos em 2025. Em 2026, o brasileiro pode consumir até 19,5 quilos por pessoa. Isso representa crescimento de 2,5%.

    Setor mantém confiança para 2026

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avalia o desempenho do setor como positivo. Segundo ele, as proteínas mantiveram crescimento mesmo diante de turbulências econômicas.

    De acordo com Santin, os indicadores mostram força da produção, exportações e consumo doméstico.
    Além disso, ele destaca custos equilibrados e demanda firme. O dirigente afirma que o cenário favorece novos avanços em 2026. Segundo ele, o setor mantém competitividade nos mercados interno e internacional.

  • Boi gordo registra menor variação de preços em 2025

    Boi gordo registra menor variação de preços em 2025

    O mercado do boi gordo vive, em 2025, o período de menor oscilação de preços dos últimos anos. O levantamento do Cepea mostra que a volatilidade atingiu 53,1% no ano. Ou seja, o índice representa menos da metade do registrado em 2024 e 2023. Além disso, a volatilidade mede a variação dos preços em torno da média no período.

    Em outras palavras, indica a intensidade das altas e quedas ao longo do ano. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário aponta maior eficiência na coordenação da cadeia pecuária. No entanto, a instituição destaca que os ganhos não se distribuem igualmente entre todos os elos. Ainda assim, a menor oscilação sugere oferta mais regular de animais ao longo de 2025.

    Possivelmente, os abates ocorreram com carcaças mais pesadas no período. Com isso, as escalas de frigoríficos permanecem preenchidas de forma contínua. Além disso, as linhas de abate seguem ativas sem interrupções relevantes. Do mesmo modo, o abastecimento interno ocorre sem sobressaltos.

    Ao mesmo tempo, as exportações fluem com maior previsibilidade.Diante desse cenário, o mercado encontra um “ponto de equilíbrio”, segundo o Cepea. Assim, a cadeia do boi gordo opera com maior estabilidade ao longo do ano.