Categoria: Agricultura

  • Zeca Pagodinho doa terreno para horta urbana em Xerém

    Zeca Pagodinho doa terreno para horta urbana em Xerém

    O cantor Zeca Pagodinho doou um terreno de 8 mil metros quadrados em Xerém, distrito de Duque de Caxias (RJ), para a criação da Horta Urbana Xerém I, projeto focado no combate à insegurança alimentar e geração de renda. A iniciativa, conduzida pelo Instituto Zeca Pagodinho (IZP), em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio e a Embrapa, prevê a produção de até 40 toneladas de alimentos frescos por ano.

    O cultivo já conta com mais de 11 mil mudas de hortaliças, como abóbora, acelga, alface, beterraba, brócolis, escarola, quiabo, rúcula e salsa. Também foram plantadas cerca de 50 árvores frutíferas, incluindo acerola, jabuticaba, carambola, laranja, manga e tangerina. A horta localiza-se próxima à Reserva Biológica do Tinguá, o que reforça a conexão com práticas ambientais sustentáveis.

    A iniciativa atende inicialmente dez núcleos familiares em situação de vulnerabilidade social. Parte da colheita destina-se a cozinhas solidárias, creches, escolas públicas e alunos do IZP. Também ocorre a comercialização por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Prefeitura de Duque de Caxias, garantindo a sustentabilidade econômica do projeto.

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    Além de fornecer alimentos, o projeto forma agricultores locais para o plantio e manutenção da horta, garantindo emprego e remuneração a esses trabalhadores, que recebem salário e uma parte da produção. O projeto integra o programa Guardiões da Mata, que inclui ações de reflorestamento e a criação de um banco de sementes nativas, preservando a biodiversidade regional.

    O projeto conta com financiamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário e recursos oriundos de emenda parlamentar da deputada federal Benedita da Silva.

    Zeca Pagodinho destaca a importância da horta para a comunidade: “Quando chegamos a Xerém, era tudo barro, poucas famílias e muita necessidade. Para todo mundo que entra aqui, eu pergunto: ‘Já almoçou?’ Pobre, rico, polícia, otário, malandro… todo mundo come”. Ele reforça que a horta representa a realização de um sonho antigo de combater a fome e promover solidariedade local.

    Segundo dados do IBGE, em 2023 o estado do Rio de Janeiro registrava 1,2 milhão de pessoas em situação de insegurança alimentar. O cadastramento das famílias beneficiadas pela horta está previsto para começar em 2025, com planos de ampliação do atendimento para mais moradores vulneráveis, incluindo creches e escolas públicas.

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  • Soja mantém demanda forte, mas câmbio freia preços

    Soja mantém demanda forte, mas câmbio freia preços

    As negociações de soja e derivados estão mais aquecidas neste início de agosto no Brasil, aponta o Cepea.
    O movimento ocorre pelo maior interesse internacional, especialmente da China, e pela necessidade de indústrias esmagadoras nacionais.

    Exportações de soja

    Em julho, as exportações brasileiras atingiram recorde para o mês, com 12,25 milhões de toneladas embarcadas, segundo dados da Secex analisados pelo Cepea. De janeiro a julho, os embarques também registraram máximas históricas, totalizando 77,2 milhões de toneladas do grão.
    Apesar da demanda aquecida, a forte queda do dólar frente ao Real limitou a alta dos preços internos, informam pesquisadores do Cepea.

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  • Preço da laranja para indústria sobe com exclusão de tarifa

    Preço da laranja para indústria sobe com exclusão de tarifa

    O preço da laranja destinada à indústria reagiu nesta semana, segundo levantamento do Cepea.
    Entre 4 e 7 de agosto, a média alcançou R$ 45,42 por caixa de 40,8 quilos. Ou seja, o valor subiu 4,61% em comparação ao período anterior. Em geral, a alta ocorreu após semanas de estabilidade, marcadas pela espera de definições sobre tarifas dos Estados Unidos.

    Contratos

    Produtores aguardam a retomada de contratos para a safra 2025/26. Vale lembrar que as negociações ficaram paralisadas durante julho. 

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    Livre do tarifaço de Donald Trump

    A decisão que excluiu o suco de laranja da nova sobretaxa de importação de 40% foi oficializada na quarta-feira (6). A medida trouxe alívio imediato ao setor citrícola brasileiro. Estoques reduzidos nos Estados Unidos e baixa oferta global influenciaram a exclusão do suco da lista de produtos taxados. Portanto, com o novo cenário, exportações brasileiras podem ganhar impulso no curto prazo. 
    Ao mesmo tempo, os pesquisadores destacam que a menor concorrência de outros fornecedores globais pode favorecer as vendas externas.

  • Tarifa dos EUA sobre arroz brasileiro ameaça exportações e preocupa indústria nacional

    Tarifa dos EUA sobre arroz brasileiro ameaça exportações e preocupa indústria nacional

    O governo dos Estados Unidos impôs uma tarifa de 50% sobre o arroz beneficiado do Brasil. A medida, em vigor desde quarta-feira (6), reduz a competitividade do produto no mercado americano e preocupa a indústria nacional.

    A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) alerta para os impactos da decisão. Os EUA são um dos principais destinos do arroz branco brasileiro, representando 13% do valor exportado em 2023.

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    Nos últimos três anos, as vendas para o mercado americano cresceram mais de 50%. O país se consolidou como comprador do grão de alta qualidade, com maior valor agregado.

    Perdas milionárias e risco de desequilíbrio

    Com a nova tarifa, a indústria projeta perdas de até US$ 25 milhões por ano. O setor também teme um excesso de oferta no mercado interno, o que pode derrubar os preços e afetar a rentabilidade.

    A Abiarroz defende uma ação rápida do governo brasileiro nas negociações com os EUA. A entidade ressalta a importância do mercado americano, que absorve cerca de 10% do arroz beneficiado no Brasil.

    Sem competitividade, o país pode perder espaço para concorrentes como Tailândia e Índia. A associação reforça a necessidade de estratégias para manter o arroz brasileiro em mercados estratégicos e garantir a sustentabilidade do setor.

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  • Parceria promete turbinar produtividade de pequenas agroindústrias brasileiras

    Parceria promete turbinar produtividade de pequenas agroindústrias brasileiras

    Uma parceria estratégica firmada nesta quarta-feira (6) entre o Sebrae e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) promete revolucionar o cenário das pequenas agroindústrias brasileiras. O acordo tem como meta aumentar a produtividade em até 20% e beneficiar inicialmente cerca de 2,5 mil estabelecimentos rurais em todo o país.

    A iniciativa foca no fortalecimento do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI) e do Selo Arte, instrumentos fundamentais para que pequenos produtores possam comercializar seus produtos em escala nacional com qualidade e segurança garantidas.

    Inclusão e desenvolvimento sustentável no campo

    “O mercado não foi feito para os pequenos, por isso precisa de processos protetivos e principalmente de políticas de um estado social”, destacou Décio Lima, presidente do Sebrae, durante o evento de assinatura do acordo. “Essa parceria é justamente para garantir a inclusão da pequena agricultura e o desenvolvimento da economia dos pequenos dentro dessa lógica de poder ter longevidade e fazer escala no mercado.”

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    A parceria surge em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Atualmente, o SISBI possui 3.526 estabelecimentos registrados, mas apenas 1.061 estão habilitados para comercialização nacional através do cadastro geral SISBI-POA. O novo acordo visa ampliar significativamente esse número.

    Capilaridade e tecnificação: a fórmula do sucesso

    O Sebrae atuará nos serviços de inspeção municipal dos aproximadamente 800 consórcios existentes no país, promovendo a adesão ao SISBI e simplificando processos burocráticos. A estratégia aproveita a reconhecida capilaridade da instituição para chegar até os pequenos produtores.

    “O selo SISBI garante a inspeção, a qualidade do alimento e, com isso, sua comercialização em todo o território nacional”, explicou o ministro Carlos Fávaro. “O Sebrae, com sua capilaridade, acessa esses empreendedores para que possam atender às novas demandas, conquistar o Selo Arte e gerar mais oportunidades no meio rural.”

    Formalização e inserção na economia global

    Um dos principais objetivos da parceria é combater a informalidade no setor. “Queremos fazer com que as pequenas agroindústrias possam se formalizar para se inserir inclusive no contexto da globalização econômica”, enfatizou Décio Lima.

    Carlos Fávaro e Décio Lima apostam na capilaridade do Sebrae para ampliar o atendimento. Foto: Maicon Felipe./Sebrae

    O diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, ressaltou o potencial transformador da iniciativa: “Só tem uma coisa que segura o filho do produtor no campo: a industrialização da sua produção. Isso vai mudar a pequena agricultura no Brasil.”

    A parceria fortalecerá diversos programas já existentes:

    • Selo Arte: Reconhece produtos artesanais de origem animal e já conta com mais de 2 mil registros
    • Indicações Geográficas (IG): 139 reconhecimentos em todo o país que valorizam identidade regional
    • Programa Mais Leite Saudável: Foca na profissionalização do setor leiteiro
    • Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite: Visa elevar padrões de qualidade

    Números que impressionam

    O impacto da parceria pode ser dimensionado pelos números do Sebrae no campo. Nos últimos dois anos, a instituição realizou cerca de 1,1 milhão de atendimentos em parceria com mais de 250 mil produtores rurais.

    As propriedades de agricultura familiar representam dados expressivos na economia nacional:

    • 23% do valor bruto da produção agropecuária brasileira
    • 67% das ocupações no campo
    • Aproximadamente 10,1 milhões de trabalhadores empregados

    Para o ministro Fávaro, a parceria representa uma oportunidade única de democratizar o acesso ao mercado nacional. “A partir do selo de inspeção instalado nos municípios, o Ministério passará a ter, por intermédio do Sebrae, acesso direto aos empreendimentos rurais. Ninguém tem mais capilaridade e competência para qualificar e prepará-los para agregar valor ao produto.”

    A iniciativa promete não apenas aumentar a produtividade, mas também fortalecer as economias locais, reduzir desigualdades e criar novas oportunidades de desenvolvimento sustentável no meio rural brasileiro.

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  • Preços do algodão caem ao menor nível desde 2024

    Preços do algodão caem ao menor nível desde 2024

    Os preços do algodão em pluma caíram nos últimos dias, segundo levantamentos do Cepea. A pressão vem do avanço da colheita, do excedente interno e da demanda enfraquecida.

    As cotações também sofrem influência da queda nos preços externos, que reduz a paridade de exportação e reforça a pressão sobre o mercado interno.

    Em julho, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, registrou média de R$ 4,1061/lp. O valor ficou 4,03% abaixo do registrado em junho e 2% inferior ao de julho de 2024, em termos reais. Essa é a menor média desde novembro de 2024.

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    Mercado de arroz mantém liquidez baixa no RS

    A comercialização do arroz em casca no Rio Grande do Sul continua lenta, segundo o Cepea. Na última semana, algumas indústrias demonstraram interesse por arroz com mais de 60% de grãos inteiros. Mesmo assim, os negócios ficaram restritos a pequenos volumes.

    Vendedores seguem retraídos, aguardando preços mais atrativos, o que limita as negociações. A demanda externa, que geralmente aquece o mercado, também esteve menor na última semana.

    Agentes ouvidos pelo Cepea atribuem o impasse nas negociações às políticas de taxação dos Estados Unidos. Em julho, o Indicador CEPEA/IRGA-RS acumulou alta de 4,5%, com a média a R$ 68,14/sc de 50 kg. O valor é 1,68% maior que em junho, mas ainda 40,78% inferior ao de julho do ano passado.

     

     

     

  • Embrapa descobre técnicas simples que eliminam herbicidas em lavouras orgânicas

    Embrapa descobre técnicas simples que eliminam herbicidas em lavouras orgânicas

    Pesquisadores da Embrapa desenvolveram métodos eficazes para controlar plantas invasoras sem usar herbicidas. O estudo realizado no Cerrado goiano comprova que técnicas simples como rotação de culturas, cobertura do solo e semeadura direta eliminam a necessidade de produtos químicos.

    A descoberta revoluciona especialmente a agricultura orgânica e agroecológica. Produtores rurais podem reduzir drasticamente o uso de capina manual. O método também preserva o meio ambiente e mantém a produtividade das lavouras.

    Experimento comprova eficácia em ambiente tropical

    A pesquisa aconteceu na Fazendinha Agroecológica da Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás. Cientistas avaliaram diferentes formas de manejo durante quatro anos consecutivos. A área estudada passava por transição do sistema convencional para o orgânico.

    Os pesquisadores testaram como plantas de cobertura influenciam a presença de vegetação espontânea. Também compararam o preparo convencional do solo com o plantio direto. O objetivo era encontrar o equilíbrio entre controle e convivência com plantas nativas.

    Manejo agroecológico prioriza biodiversidade

    O sistema orgânico trata plantas espontâneas de forma diferente da agricultura convencional. Produtores agroecológicos preservam e mantêm a biodiversidade local. As plantas nativas fazem parte do ambiente produtivo.

    Crotalária juncea no campo
    Foto: Arminda Carvalho/Embrapa

    Lavouras orgânicas buscam equilíbrio entre diferentes espécies vegetais. O controle acontece através de práticas sustentáveis. Técnicas como cobertura do solo, rotação de culturas e escolha de variedades adequadas auxiliam no processo.

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    O experimento funcionou com plantios sucessivos ao longo dos anos. Pesquisadores cultivaram milho e feijão no início do período chuvoso. Após a colheita, semearam plantas de cobertura na safrinha.

    Crotalária, guandu, mucuna-preta e sorgo vassoura permaneceram no campo durante a entressafra. Com a chegada das chuvas, cientistas manejaram essa cobertura vegetal. O material ficou sobre o solo para plantio direto ou foi incorporado para semeadura convencional.

    Tiririca tem população reduzida em 300%

    O estudo identificou 25 espécies de plantas espontâneas na área. Pesquisadores focaram nas mais problemáticas: tiririca, trapoeraba, corda de viola, picão-preto e leiteiro. Essas plantas causam maiores prejuízos nas culturas de feijão e milho.

    A tiririca representa um dos principais desafios em sistemas tropicais. Plantas de cobertura exerceram efeito supressor significativo. “O plantio direto reduziu a população de tiririca em cerca de três vezes comparado ao preparo convencional”, explica Agostinho Didonet, coordenador da pesquisa.

    Sorgo vassoura, milheto e crotalária apresentaram os melhores resultados. Essas espécies oferecem maior cobertura do solo e produzem mais biomassa. A proteção física impede o desenvolvimento de plantas invasoras.

    Crotalária dobra controle de trapoeraba

    Para trapoeraba, outra planta comum no Cerrado, diferentes coberturas mostraram eficácia variável. Crotalária, guandu e mucuna quase dobraram o controle comparado ao pousio. Sorgo vassoura apresentou resultados inferiores para essa espécie.

    “O tipo de preparo do solo não afetou significativamente o efeito supressor das plantas de cobertura”, observa Didonet. O plantio direto e o sistema convencional tiveram performance similar no controle de trapoeraba.

    Dia de campo em área de feijão da Fazendinha Agroecológica da Embrapa Arroz e Feijão – Foto: Sebastião Araújo/Embrapa

    A rotação de culturas na safra principal combinada com diferentes plantas de cobertura criou condições favoráveis. O sistema alcançou equilíbrio sem predomínio de nenhuma espécie invasora. Essa diversidade facilita o controle seguindo princípios agroecológicos.

    Plantas de cobertura em plantio direto reduziram a competitividade de espécies espontâneas. A presença de resíduos vegetais na superfície durante todo o ano explica esse resultado. O método imita processos naturais dos ecossistemas.

    Sustentabilidade garante produtividade a longo prazo

    Sistemas agroecológicos reproduzem características dos ecossistemas naturais. Utilizam técnicas agrícolas baseadas em princípios sustentáveis. O objetivo é preservar o meio ambiente sem reduzir a capacidade produtiva.

    A agroecologia integra aspectos agronômicos, ecológicos e socioeconômicos. Avalia efeitos das tecnologias sobre sistemas agrícolas e sociedade. O método desenvolvido pela Embrapa oferece alternativa viável para produtores orgânicos.

    A pesquisa comprova que técnicas simples podem substituir herbicidas com eficácia. Produtores rurais ganham autonomia e reduzem custos de produção. O meio ambiente se beneficia com a eliminação de produtos químicos.

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  • Mapa anuncia R$ 7,18 bilhões do Funcafé para financiamento da safra

    Mapa anuncia R$ 7,18 bilhões do Funcafé para financiamento da safra

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou o resultado da análise das instituições financeiras aprovadas para operacionalizar os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) na safra 2025/2026. A decisão foi publicada na última sexta-feira (1º) no Diário Oficial da União (DOU).

    Ao todo, 33 bancos e cooperativas que integram o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) receberam habilitação para administrar um montante de R$ 7,18 bilhões voltado ao financiamento do setor cafeeiro. Um aumento de cerca de 4% em relação à safra anterior (2024/2025).

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    Os recursos serão distribuídos da seguinte forma: R$ 1,81 bilhão para custeio; R$ 2,59 bilhões para comercialização; R$ 1,68 bilhão para aquisição de café; e mais de R$ 1 bilhão para capital de giro de indústrias de café solúvel, torrefação e cooperativas de produção.

    “O anúncio é um avanço essencial para garantir que políticas públicas cheguem efetivamente aos produtores rurais. Ampliando o acesso ao crédito e promovendo mais opções de financiamento”, destacou Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Mapa.

    A análise das propostas considerou os critérios estabelecidos na portaria do Mapa de 28 de junho de 2024 e envolveu a equipe de contratação designada em portaria de 10 de junho de 2025.

    Entre as instituições habilitadas estão nomes como Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Banco Bradesco, Banco Santander. Banco Safra, Banco BTG Pactual, além de cooperativas de crédito Sicredi, Sicoob, Cresol e outras.

    Ampliação do acesso pelo novo Plano Safra 2025/2026

    Lançado em julho, o novo Plano Safra trouxe mudanças importantes no acesso ao Funcafé, beneficiando principalmente os médios e pequenos produtores rurais. Produtores vinculados ao Pronamp e Pronaf poderão agora acessar modalidades adicionais de crédito com recursos controlados, inclusive do Funcafé, respeitando os limites do Sistema Nacional de Crédito Rural.

    Essa iniciativa visa atender a demanda crescente desses produtores por alternativas de financiamento mais flexíveis. Porém, sem alterar o teto de crédito, garantindo segurança financeira ao sistema e fortalecendo a cadeia produtiva do café no Brasil.

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  • Novo método detecta pesticidas no pólen de laranjeira

    Novo método detecta pesticidas no pólen de laranjeira

    Pesquisadores da Unicamp e da Embrapa Meio Ambiente criaram um método para detectar resíduos de pesticidas no pólen de laranjeira. A técnica usa menos insumos e garante alta precisão. O processo consome 100 vezes menos amostras que métodos tradicionais. Também reduz solventes e reagentes, diminuindo custos e impacto ambiental.

    Por que o método é importante

    O Brasil é o maior produtor mundial de laranja. Em 2023, colheu mais de 17,6 milhões de toneladas, segundo o IBGE. O setor enfrenta críticas pelo uso intenso de pesticidas para combater pragas e doenças. Esses produtos, como os neonicotinóides, permanecem na planta e podem contaminar o pólen.

    A contaminação afeta abelhas e outros polinizadores. Esses insetos são essenciais para a agricultura e a biodiversidade.

    Como funciona a análise?

    Os pesquisadores aplicaram a técnica de micro-QuEChERS, desenvolvida nos anos 2000. Essa abordagem é rápida, econômica, eficaz e segura. Eles combinaram a técnica com cromatografia líquida de ultra eficiência e espectrometria de massas (UHPLC-MS/MS). Essa associação permite identificar moléculas e quantificar resíduos.

    A microextração adaptada usa apenas 100 mg de pólen. O método gera menos resíduos e segue conceitos de química verde. Durante os testes, os cientistas analisaram inseticidas como imidacloprido, clotianidina e tiametoxam, além de abamectina, azoxistrobina e carbendazim.

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    Riscos para abelhas e polinizadores

    Foto: divulgação – Embrapa / Gabriela Almeida

    Neonicotinóides são associados a efeitos adversos em abelhas. Eles causam alterações comportamentais, fisiológicas e imunológicas.
    A exposição ocorre pelo contato com superfícies tratadas ou pela ingestão de néctar e pólen contaminados. Isso pode levar à desorientação e intoxicação.

    Na União Europeia, esses produtos sofreram restrições em 2018. No Brasil, as limitações começaram apenas em 2022, mas os pesticidas continuam em uso.

    Custos menores e mais sustentabilidade

    O novo método utiliza dez vezes menos reagentes que o QuEChERS original. Isso reduz custos e impacto ambiental. O equipamento necessário já existe na maioria dos laboratórios de resíduos de agrotóxicos. Essa facilidade amplia a aplicação da técnica.

    A validação segue critérios da diretriz SANTE, da Comissão Europeia. Isso garante resultados confiáveis e livres de interferências do pólen.

    Impacto na agricultura e na saúde

    A inovação ajuda a monitorar resíduos em matrizes pouco estudadas, como o pólen. Também incentiva pesquisas em outras culturas. Para os pesquisadores, miniaturizar o método é estratégico. A tecnologia torna as análises acessíveis, sustentáveis e seguras.

    O objetivo é ampliar o monitoramento nas cadeias produtivas. Isso fortalece a agricultura sustentável e protege polinizadores.

     

  • Feiras da agricultura familiar impulsionam a renda de agricultores

    Feiras da agricultura familiar impulsionam a renda de agricultores

    Mais de 70 pequenos produtores de Mato Grosso aumentam a renda com feiras organizadas pela Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf/MT) e a Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer/MT). Essas feiras promovem alimentos frescos e geram oportunidades de negócios em várias regiões do Estado. O modelo fortalece a agricultura familiar, conecta agricultores diretamente aos consumidores e movimenta a economia local.

    Nesta semana, esses produtores participam de dois eventos importantes. Um deles é a Feira Estadual da Agricultura Familiar e Turismo Rural (Feaftur), realizada de 6 a 10 de agosto dentro do Festival Internacional de Pesca (FIT), em Cáceres. O outro ocorre em Barra do Garças. Ambos recebem apoio da Seaf e da Empaer e visam ampliar a renda dos agricultores e dar destaque aos produtos mato-grossenses.

    Foto: SEAF

    Uma das histórias que ilustram o sucesso dessas iniciativas vem de Nossa Senhora do Livramento. Jacira Correia Sarato, especialista em produtos fitoterápicos, criou um “cura tudo” com cará, casca de abóbora e canela durante a internação da filha por Covid-19. O produto ganhou clientes em todo o Estado. Agora, Jacira se prepara para representar Mato Grosso no 9º Salão Nacional do Turismo, em São Paulo, de 21 a 23 de agosto.

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    Em Cuiabá, as feiras ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, no estacionamento da Seaf e Empaer, no Centro Político Administrativo (CPA). O local é referência para quem busca alimentos frescos, sem intermediários e de origem garantida. Queijos, iogurtes, hortaliças, doces caseiros, mel, castanhas e plantas medicinais estão entre os produtos ofertados.

    Leandro Ferreira dos Santos, de Santo Antônio do Leverger, expõe alface americana, coentro, rúcula, pimentão e almeirão. Ele destaca: “Tudo acontece no tempo da natureza, não no nosso tempo. Trabalhar com a terra é semear saúde para colher qualidade de vida”.

    Outros locais em Cuiabá também recebem feiras. Uma edição tradicional ocorre às terças-feiras, a partir das 17h, no Sesc Arsenal. Geraldo Donizete Lúcio, técnico da Empaer e organizador, ressalta que as feiras vão além da venda: “Elas conectam produtores e clientes, incentivam encomendas futuras e articulam redes de negócios para outras regiões”.

    Para a secretária de Agricultura Familiar, Andréia Fujioka, essas feiras são instrumentos essenciais para o desenvolvimento rural. Ela afirma: “Queremos garantir espaços permanentes para a comercialização, melhorar a qualidade de vida das famílias do campo e promover autonomia e geração de renda”.

    O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, destaca o impacto nas cadeias produtivas. “As feiras eliminam intermediários, valorizam o trabalho do agricultor e estimulam o empreendedorismo rural”, conclui.

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