Categoria: Agricultura

  • Trigo: preços caem com safra favorável no Brasil e Argentina

    Trigo: preços caem com safra favorável no Brasil e Argentina

    Os preços do trigo seguem em queda em agosto, mostram levantamentos do Cepea. Os pesquisadores explicam que a pressão vem do bom andamento das safras brasileira e argentina, principal origem das importações.

    Além disso, a desvalorização dos contratos internacionais reforçou a retração no mercado interno, ampliando as baixas no mês.

    Trigo no Rio Grande do Sul

    No Rio Grande do Sul, dados da Emater/RS de 21 de agosto indicam lavouras beneficiadas por condições climáticas favoráveis. A boa umidade do solo, as temperaturas amenas e a maior luminosidade fortaleceram o desenvolvimento das plantações no estado.
    No Paraná, informações da Seab/Deral do dia 19 mostram avanço do potencial produtivo com as chuvas recentes.
    As precipitações também favoreceram o manejo das lavouras e o controle de doenças, segundo técnicos da secretaria estadual.

  • Manga Tommy sobe 24% no Vale do São Francisco

    Manga Tommy sobe 24% no Vale do São Francisco

    O preço da manga tommy subiu 24% na última semana no Vale do São Francisco (BA/PE), segundo o Hortifrúti/Cepea. A média atingiu R$ 2,23/kg. A oferta restrita impulsionou a alta.

    Pesquisadores destacam que a baixa disponibilidade já ocorria em Livramento de Nossa Senhora (BA) na semana anterior. Nesse município, a variedade palmer subiu 22%, chegando a R$ 1,65/kg.

    Manga no Vale

    No Vale, a palmer manteve estabilidade, cotada a R$ 1,49/kg. A oferta reduzida continua sustentando os preços em ambas as regiões produtoras.

    No atacado, agentes relataram maior procura. Mesmo assim, os preços não mudaram em São Paulo.
    Na Ceagesp, a palmer seguiu em R$ 4,00/kg, enquanto a tommy permaneceu em R$ 4,39/kg.

  • Laranja tem alta de preços com demanda aquecida

    Laranja tem alta de preços com demanda aquecida

    Os preços da laranja de mesa subiram nesta semana, segundo o Cepea. A demanda aquecida pela fruta in natura impulsionou o movimento. Em geral, o clima mais quente no Sudeste elevou o consumo. Entre 18 e 21 de agosto, a laranja pera foi negociada a R$ 57,10 por caixa.

    Esse valor representa alta de 1,51% frente à semana anterior. A variedade tardia valência subiu 10,07% no período, chegando a R$ 59,00 a caixa.

    Preço do café atinge maior nível em três meses
    Carne bovina perde força no mercado interno

    Pesquisadores afirmam que o fim do inverno deve sustentar a demanda. As temperaturas elevadas favorecem o consumo e estimulam os produtores.

    O inverno rigoroso reduziu a procura por frutas de mesa. A recuperação do consumo nos últimos dias animou produtores e embaladores.

  • Brasil exporta 3 de cada 4 navios de soja para a China

    Brasil exporta 3 de cada 4 navios de soja para a China

    A China ampliou seu protagonismo no comércio global de soja em 2025 e passou a responder por três em cada quatro navios carregados no Brasil. O dado, que representa 75% das exportações totais, reforça a relevância da parceria bilateral no agronegócio e consolida o Brasil como principal fornecedor do grão ao maior mercado consumidor do mundo.

    A ascensão chinesa acontece em um momento delicado para os Estados Unidos. Enquanto os produtores americanos enfrentam queda nas vendas e gargalos logísticos, o Brasil avança com colheita recorde, logística mais eficiente e portos cada vez mais preparados para grandes embarques. Essa combinação vem garantindo competitividade e atraindo o apetite de Pequim.

    Segundo analistas, o movimento chinês não se explica apenas por preço e escala. Há também uma estratégia política: diversificar fornecedores e reduzir riscos diante de mercados considerados instáveis. Nesse cenário, o Brasil ocupa posição privilegiada, já que alia estabilidade climática recente e forte avanço tecnológico no campo.

    A concentração, no entanto, gera riscos. Embora fortaleça a balança comercial e injete bilhões no agronegócio, a dependência crescente de um único mercado limita o poder de negociação brasileiro. Para alguns especialistas, esse vínculo torna o país vulnerável a decisões políticas de Pequim.

    Mesmo assim, a tendência aponta para expansão. A soja segue como insumo essencial para a produção de ração animal, e a China dificilmente reduzirá sua demanda nos próximos anos. Para o Brasil, o desafio será equilibrar ganhos econômicos com a necessidade de diversificar destinos, mantendo a liderança sem abrir mão da autonomia comercial.

  • Preço do café atinge maior nível em três meses

    Preço do café atinge maior nível em três meses

    O preço do café arábica subiu nesta quinta-feira (21) na bolsa de Nova York. O contrato para dezembro avançou 3,27% e atingiu US$ 3,65 por libra-peso, o maior valor em três meses.

    A colheita no Brasil terminou, mas o mercado enfrenta dificuldades para garantir novas fontes de fornecimento. Esse cenário de oferta restrita pressiona os preços para cima. Além disso, as preocupações com o clima reforçam a alta. As geadas registradas no início de agosto ainda repercutem, já que podem reduzir a produção em 2026.

    Algodão

    Os contratos de algodão para dezembro caíram 0,27% e fecharam cotados a 67,42 centavos de dólar por libra-peso.

    Suco de laranja

    O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) para novembro recuou 1,91%, encerrando o dia a US$ 2,3825 por libra-peso.

    Cacau

    O cacau segue pressionado no mercado internacional. O clima favorável na Costa do Marfim aumentou as expectativas de safra. Os contratos para dezembro caíram 2,61% e ficaram em US$ 7.650 por tonelada.

    Açúcar

    O açúcar também recuou na bolsa de Nova York. Os papéis para outubro caíram 1,33%, fechando a 16,35 centavos de dólar por libra-peso.

     

  • Agricultura familiar de Roraima amplia produção com feijão-caupi

    Agricultura familiar de Roraima amplia produção com feijão-caupi

    Produtores da comunidade Jabuti, em Bonfim (RR), começarão o cultivo direto de feijão-caupi em uma área de 3 hectares. A ação integra um projeto que já abrange 270 hectares no município. O método reutiliza o mesmo solo usado para o milho verde, sem precisar aplicar novos fertilizantes como calcário e NPK. Técnicos do Iater orientam o plantio, que usa o maquinário para aproveitar os resíduos da safra anterior.

    O feijão-caupi, também conhecido como feijão-fradinho, é bastante diferente dos tipos mais comuns, como o feijão-preto e o feijão-carioca. Enquanto estes últimos são ricos em amido e usados no dia a dia, o feijão-caupi se destaca pelo alto teor de proteínas, fibras e vitaminas, além de ser mais resistente a condições de clima seco. Ele se adapta bem ao solo e às variações da região Norte do Brasil, sendo importante para a segurança alimentar.

    Na comunidade Jabuti, a expectativa é colher cerca de 120 sacas, beneficiando 22 famílias indígenas da etnia Macuxi. Essa prática melhora a qualidade do solo para as próximas safras, ajuda no controle de pragas e aumenta a produtividade do milho na sequência.

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    O projeto de grãos já beneficiou sete comunidades indígenas em Bonfim, incluindo a Jabuti, onde foram cultivados 90 hectares distribuídos em nove polos agrícolas. Anteriormente, a venda do milho que saiu dessas áreas apoiou a manutenção do maquinário local.

    A técnica da rotatividade de culturas evita problemas comuns em monoculturas, como o aumento de pragas e doenças. Além do feijão-caupi e do milho, os agricultores também cultivam café, macaxeira e capins, diversificando a produção e garantindo renda.

    O aumento da produção do feijão-caupi pode ampliar a oferta na mesa dos consumidores locais. Além do valor nutricional, o grão contribui com sistemas agrícolas mais sustentáveis e resistentes.

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  • Como produtores rurais podem evitar queimadas no país durante estação seca

    Como produtores rurais podem evitar queimadas no país durante estação seca

    O risco de queimadas no Brasil aumenta durante o período seco, que normalmente vai até setembro. Este risco varia conforme a região. Em Goiás, o perigo cresce ainda mais por causa do clima tropical com estação seca bem definida.

    Temperaturas elevadas, baixa umidade do ar, ventos fortes, vegetação seca e o acúmulo de material combustível, como palhada e restos culturais, são os principais fatores que favorecem as queimadas.

    Diego Braga, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, alerta para a necessidade de medidas preventivas. Ele destaca que as queimadas comprometem a produção agrícola, degradam o solo, reduzem a biodiversidade e prejudicam a qualidade do ar.

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    “A prevenção é a forma mais segura para proteger a propriedade e o meio ambiente”, afirma Braga.

    Ações

    Entre as ações recomendadas estão manter aceiros limpos e bem definidos, proibir queimadas controladas sem autorização técnica e realizar o manejo correto da palhada. É importante armazenar resíduos vegetais adequadamente e evitar atividade de risco em dias críticos, acompanhando o monitoramento climático.

    No manejo da palhada, Braga sugere distribuir o material de forma uniforme para evitar acúmulo e favorecer a decomposição natural. A prática da rotação de culturas também ajuda a reduzir o material combustível.

    A tecnologia reforça a prevenção. Sistemas via satélite, aplicativos de alerta, drones e sensores de umidade do solo e do ar auxiliam na identificação de áreas vulneráveis. Assim, os produtores tomam decisões mais assertivas para evitar incêndios.

    Em 2024, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que as queimadas causaram prejuízos de R$ 14,7 bilhões à agropecuária, afetando 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais.

    “Com planejamento e tecnologia, é possível reduzir muito os riscos e os impactos das queimadas”, destaca Braga.

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  • Produção de feijão em Goiás bate recorde e impulsiona exportações

    Produção de feijão em Goiás bate recorde e impulsiona exportações

    Goiás registra a maior produção de feijão das últimas quatro safras e se consolida como um dos líderes nacionais. De acordo com análise da Inteligência de Mercado Agropecuário da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), o estado deve produzir 303,1 mil toneladas na safra 2024/2025, o melhor resultado desde 2020/2021. Esse avanço ocorre graças ao aumento expressivo na segunda safra e à adoção de tecnologias modernas e boas práticas agrícolas.

    Com esse desempenho, Goiás mantém a quarta posição entre os maiores produtores do Brasil. O estado ocupa o segundo lugar no ranking de produtividade média, alcançando 2,5 toneladas por hectare, ficando atrás apenas do Distrito Federal.

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    Segundo Pedro Leonardo Rezende, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, o feijão é um alimento essencial para a população brasileira. Goiás destaca-se pela produtividade e qualidade, resultado do esforço dos produtores, da eficiência sanitária das lavouras e do apoio técnico e institucional do governo estadual.

    Feijão cores

    Na produção de feijão cores, Goiás figura em segundo lugar no país, com uma previsão de 280,6 mil toneladas, alta de 5,4% em relação à safra anterior. O município de Cristalina lidera a produção estadual, respondendo por 15,7% do total, equivalente a 55,7 mil toneladas em 2023. Cristalina também é o quinto maior município produtor do Brasil.

    Outros municípios goianos se destacam no cenário nacional por sua produtividade. Na primeira safra, Flores de Goiás e Cabeceiras ocupam o primeiro e segundo lugares, respectivamente. Na segunda safra, Formosa e Planaltina lideram, e na terceira safra, Silvânia e Catalão sobressaem no ciclo 2024/2025.

    O desempenho das exportações confirma o bom momento do setor. Em 2024, Goiás registrou o segundo melhor resultado histórico, com 5,7 mil toneladas exportadas para 12 países e um faturamento de US$ 7 milhões.

    As exportações continuam em alta em 2025. Esse movimento fortalece o Brasil e Goiás como referências globais na produção de feijão. Enquanto isso, as importações brasileiras seguem em queda, reforçando a capacidade produtiva e a competitividade do setor no mercado internacional.

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  • Incertezas atrasam contratos da safra de laranja 25/26

    Incertezas atrasam contratos da safra de laranja 25/26

    O ritmo de fechamento de contratos da laranja 2025/26 está lento, mostram dados do Cepea. Citricultores aguardam uma postura mais firme da indústria. As indústrias ajustam valores no mercado spot e observam oferta e demanda antes de fechar novos acordos. Portanto, esse cenário difere de anos anteriores. 

    Pesquisadores destacam que, em outros anos, contratos eram firmados no primeiro semestre. Em 2025, porém, negociações se arrastam.

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    Atrasos ocorrem devido à safra tardia, à queda dos preços após março e às incertezas com tarifas dos Estados Unidos.

    Embora o suco de laranja brasileiro esteja livre da sobretaxa de 40%, produtos essenciais seguem taxados. Óleos essenciais e células cítricas pagam tarifa de 50%.

  • Preços do arroz variam conforme oferta e demanda locais

    Preços do arroz variam conforme oferta e demanda locais

    Os preços do arroz em casca oscilaram entre regiões na última semana, segundo o Cepea. Ou seja, em alguns estados, os valores subiram com a maior demanda de varejistas e atacadistas para repor estoques. Ao mesmo tempo, em outras regiões, os preços ficaram estáveis ou caíram, devido à oferta superior à procura.

    Ritmo de negócios

    Apesar disso, vendedores mantêm a restrição de negócios e aguardam melhores cotações. Ou seja, os agentes do setor avaliam possíveis intervenções governamentais com compras do produto. Pesquisadores explicam que medidas assim tendem a ter impacto apenas no médio prazo.

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    Exportações de arroz

    As exportações podem gerar reflexos mais rápidos nos preços. Na semana passada, a queda do câmbio limitou novos embarques e reduziu a liquidez no mercado interno.