Categoria: Eventos

  • Festival do Queijo Artesanal de Minas tem primeiro dia marcado por grande público

    Festival do Queijo Artesanal de Minas tem primeiro dia marcado por grande público

    O 8º Festival do Queijo Artesanal de Minas começou nesta quinta-feira (4) com grande público, geração de negócios e forte valorização da cultura mineira no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte. O evento reúne produtores de 14 regiões reconhecidas pela produção de queijos artesanais no estado e segue até sábado (6), com entrada gratuita.

    Foto: Divulgação FQAM

    Logo nas primeiras horas, visitantes lotaram os estandes para degustar e comprar produtos diretamente dos produtores rurais, impulsionando as vendas e fortalecendo o contato entre campo e cidade. O festival também atrai especialistas, compradores, autoridades e apreciadores da gastronomia mineira, consolidando-se como uma das principais vitrines do queijo artesanal no Brasil.

    Mulheres do Queijo

    A programação do primeiro dia destacou o 3º Encontro das Mulheres do Queijo. Ele reuniu produtoras de diversas regiões para discutir liderança, comunicação, comercialização e o protagonismo feminino na cadeia produtiva. O encontro reforçou o papel das mulheres no desenvolvimento do setor e ampliou o debate sobre oportunidades no mercado.

    Organizado pelo Sistema Faemg Senar e pelo Sebrae Minas, o festival busca ampliar mercados para os produtores e dar visibilidade à produção artesanal, que sustenta famílias e movimenta economias regionais em Minas Gerais.

    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, destacou o impacto do evento na geração de oportunidades para o produtor rural. Segundo ele, o festival abre espaço para que produtores apresentem seus produtos, contem suas histórias e ampliem canais de comercialização. Além de avançar na regularização das atividades e no aumento da renda no campo.

    Já o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, ressaltou a diversidade e a força da cadeia produtiva do queijo artesanal. Para ele, o evento reúne diferentes identidades culturais do estado e fortalece uma atividade essencial para a economia mineira.

    Desenvolvimento da cultura queijeira

    Na avaliação do jornalista especializado em queijos Eduardo Girão, o festival se destaca no cenário nacional por concentrar, em um único espaço, produtores de todas as regiões queijeiras de Minas Gerais. Ele afirma que a iniciativa contribui diretamente para o desenvolvimento da cultura queijeira e serve de referência para eventos em todo o país.

    Além da exposição e comercialização, o festival oferece uma programação diversificada. Que inclui seminários técnicos, oficinas gastronômicas e  harmonizações. Além de cozinha show com chefs convidados, degustações orientadas e atrações culturais.

  • HORTITEC 2026 espera movimentar R$ 750 milhões em Holambra

    HORTITEC 2026 espera movimentar R$ 750 milhões em Holambra

    A 31ª edição da HORTITEC – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas – será realizada entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP). Com isso, a feira reforça sua posição como principal encontro do setor hortifrutícola brasileiro e um dos mais importantes da América Latina. Todos os espaços já foram comercializados. Além disso, a organização estima receber cerca de 32 mil visitantes e movimentar aproximadamente R$ 750 milhões em negócios durante os três dias de evento.

    Neste ano, a feira reunirá 520 empresas expositoras nacionais e internacionais. O público encontrará lançamentos voltados à horticultura, floricultura e culturas intensivas. Entre as novidades estarão novas variedades de frutas, legumes, verduras e flores. Além disso, serão apresentadas soluções para irrigação de precisão, manejo de mudas, cultivo protegido e uso eficiente de água e energia. Também haverá ferramentas digitais aplicadas à produção agrícola.

    Destaques

    Entre os destaques da edição está a participação do Grupo Casa Bugre, presente na HORTITEC desde a sétima edição. Ao longo de mais de 24 anos de participação contínua, a empresa acompanhou a evolução tecnológica do setor. Neste ano, apresentará novidades voltadas à agricultura de alta performance. O foco estará em nanotecnologia, microalgas e nutrifisiologia aplicada.

    Segundo Flavio Maia, CEO do Grupo Casa Bugre, a feira representa um ambiente estratégico para aproximar inovação e produção agrícola.

    “A Hortitec é um dos principais pontos de conexão entre ciência, inovação e o produtor rural. Para o Grupo Casa Bugre, estar presente nesse ambiente é a materialização do nosso propósito: conectar o conhecimento científico às necessidades reais do campo. É nesse contato direto com o produtor que conseguimos levar nossas novas tecnologias, soluções e inovações, contribuindo para uma agricultura mais eficaz, rentável e sustentável. Mais do que apresentar produtos, a feira nos permite ouvir, entender e evoluir junto com quem está no dia a dia da produção”, afirma.

    Inovação em nutrição vegetal e microalgas

    Entre os lançamentos anunciados está o AgLithis, solução nutricional baseada em nanotecnologia. O produto foi desenvolvido para fornecer cálcio de alta eficiência às plantas. Dessa forma, atua diretamente nos processos fisiológicos das culturas. Além disso, favorece a absorção e o aproveitamento dos nutrientes. Como resultado, contribui para ganhos de produtividade, uniformidade e qualidade.

    Outro destaque será o Argemiro, novo porta-enxerto da Bayer Seminis para pimentões. O material foi desenvolvido para proporcionar maior vigor vegetativo e estabilidade produtiva. Assim, busca atender às demandas dos produtores por mais segurança no manejo. Além disso, oferece melhor desempenho agronômico.

    O Grupo Casa Bugre também levará à feira sua linha de BioPotencializadores com tecnologia de microalgas. Entre os produtos apresentados estarão o AfiMax, o OrusMax e o MiMax, desenvolvidos para potencializar a eficiência dos manejos fitossanitários e ampliar o desempenho dos inseticidas.

    Na área de bioestimulantes, a empresa exibirá os produtos Stimulife Impetus, Stimulife Robust e Stimulife Rizogen. Já o Active31 será apresentado como uma solução prebiótica para o solo. O produto foi formulado para estimular a microbiota da rizosfera. Além disso, favorece o desenvolvimento de microrganismos benéficos próximos às raízes.

    De acordo com Everton Campos, diretor de Marketing e Inovação do Grupo Casa Bugre, as microalgas oferecem benefícios em diferentes frentes da produção agrícola.

    “As microalgas atuam como bioestimulantes e biopotencializadores, induzindo respostas fisiológicas que fortalecem a planta, aumentam a tolerância a estresses e melhoram a eficiência do manejo”, afirma.

    Além disso, compostos bioativos presentes nas microalgas auxiliam na redução do estresse oxidativo das plantas e favorecem a translocação de nutrientes, contribuindo para frutos mais firmes, uniformes e com maior vida pós-colheita.

    Agricultura 6.0 e eficiência no uso de nutrientes

    A Agrilife, empresa do Grupo Casa Bugre, também apresentará tecnologias voltadas à nutrifisiologia aplicada. Além disso, destacará o conceito de Nutrient Use Efficiency (NUE). Esse indicador mede a eficiência com que os nutrientes fornecidos são convertidos em produtividade.

    Entre as soluções que estarão em exposição estão os produtos AgBasis, AgFortis, AgMaturis e AgGranum. As tecnologias foram desenvolvidas para atuar em diferentes fases do ciclo produtivo, promovendo desde o desenvolvimento radicular até a maturação uniforme de frutos e o enchimento de grãos.

    Para Renato Opitz, diretor da HORTITEC, a feira desempenha papel estratégico para o desenvolvimento da cadeia hortifrutícola.

    “A edição 2026 apresentará soluções tecnológicas para toda a cadeia, em especial para o produtor que quer manter a produtividade elevada e ampliar sua competitividade no mercado. Isto porque a HORTITEC é um ecossistema hortifrutícola com muitas oportunidades de atualização, de novos negócios e, também, de network, ao atrair e reunir quem tem real interesse no setor”, destaca.

    Além das inovações tecnológicas, a HORTITEC 2026 contará com a presença de instituições financeiras. Elas oferecerão linhas de crédito voltadas ao investimento e ao custeio rural. Dessa maneira, os produtores poderão ampliar o acesso a recursos para modernização das propriedades. Também será possível acelerar a adoção de novas tecnologias.

    A feira também reunirá empresas ligadas à agricultura de precisão, inteligência artificial, bioinsumos, rastreabilidade, irrigação e automação. Além disso, estarão presentes companhias dos segmentos de genética, biotecnologia, defensivos, embalagens e maquinários. Assim, a HORTITEC reforça seu papel como um dos principais hubs de conhecimento e negócios do agronegócio brasileiro.

    Serviço

    HORTITEC 2026
    Data: 17 a 19 de junho de 2026
    Horário: 17 e 18 de junho, das 9h às 19h; 19 de junho, das 9h às 17h
    Local: Parque de Exposições da Expoflora – Holambra (SP)
    Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (estudantes e pessoas com mais de 60 anos)
    Informações: hortitec.com.br

  • Nutrição vegetal inteligente reúne especialistas em Piracicaba

    Nutrição vegetal inteligente reúne especialistas em Piracicaba

    Piracicaba (SP) recebe nos dias 9 e 10 de junho o Summit de Nutrição Vegetal Inteligente 2026. A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) promove o encontro no PECEGE. O evento reunirá especialistas brasileiros e internacionais para debater avanços em fisiologia vegetal, nutrição via folha, fertilizantes de matriz orgânica e insumos biológicos.

    A programação concentra discussões sobre ciência aplicada e inovação. Durante os dois dias, os participantes terão acesso a pesquisas recentes e tendências que impactam diretamente a produção agrícola. Além disso, o encontro abordará soluções voltadas ao aumento da eficiência nutricional das lavouras.

    Entre os principais temas estão absorção e transporte de nutrientes, plasticidade fisiológica das plantas, microbiologia do solo e estratégias modernas de manejo nutricional. Dessa forma, o Summit busca ampliar o acesso ao conhecimento técnico e fortalecer a adoção de práticas mais eficientes no campo.

    Evento reúne indústria, pesquisadores e consultores

    A Krilltech, empresa do Grupo Casa Bugre, participará da programação técnica. A companhia atua no desenvolvimento de soluções voltadas à sinalização fisiológica e à ativação do metabolismo vegetal.

    Durante o Summit, a empresa apresentará sua visão sobre o papel dos sinalizadores fisiológicos na agricultura moderna. Segundo a companhia, essas tecnologias ajudam a melhorar o aproveitamento dos nutrientes pelas plantas. Como resultado, os produtores podem alcançar maior desempenho produtivo e sistemas agrícolas mais sustentáveis.

    Outro destaque será o debate sobre a capacidade adaptativa das plantas diante de diferentes condições ambientais. Além disso, especialistas discutirão a relação entre nutrição mineral, compostos orgânicos e comunidades microbianas presentes no solo. Esse conjunto de fatores influencia diretamente o desenvolvimento das culturas e a produtividade agrícola.

    O Summit de Nutrição Vegetal Inteligente 2026 tem como público-alvo profissionais da indústria de insumos agrícolas. Participam empresas ligadas a fertilizantes especiais, biofertilizantes, condicionadores de solo, substratos e produtos de base biológica.

    Ao mesmo tempo, o evento também atrai pesquisadores, consultores técnicos e estudantes. Esses profissionais buscam atualização científica e contato com novas tecnologias voltadas à nutrição vegetal.

    Networking e tendências para o futuro do agro

    Além do conteúdo técnico, o encontro abrirá espaço para networking entre representantes da indústria, pesquisadores e especialistas. Assim, os participantes poderão trocar experiências e ampliar conexões profissionais.

    Outro objetivo da iniciativa é estimular o debate sobre os desafios da agricultura sustentável. Para isso, a programação apresentará tendências e inovações que devem influenciar o setor nos próximos anos.

    Segundo a organização, o Summit proporcionará uma imersão em conhecimento técnico e científico. Os participantes terão acesso a pesquisas recentes e poderão acompanhar discussões sobre o futuro da nutrição vegetal. Além disso, o evento oferecerá oportunidades para o desenvolvimento de parcerias estratégicas.

    As inscrições para o Summit de Nutrição Vegetal Inteligente 2026 seguem abertas e podem ser realizadas pela plataforma oficial do evento.

  • Embrapa apresenta tecnologias para aquicultura na Aquishow 2026

    Embrapa apresenta tecnologias para aquicultura na Aquishow 2026

    A Embrapa levará tecnologias, capacitações e inovações para a Aquishow 2026, entre 9 e 11 de junho, em Uberlândia (MG). A instituição também disputará prêmios de inovação e reconhecimento no setor aquícola.

    Os visitantes poderão conhecer soluções desenvolvidas pelo projeto BRS Aqua. A iniciativa reúne 22 centros de10 pesquisa e dezenas de parceiros públicos e privados.

    Tecnologias fortalecem a produção de pescado

    A Embrapa destacará o TambaPLUS 1.0. A tecnologia utiliza marcadores genéticos para identificar parentesco, realizar testes de paternidade e reconhecer reprodutores.

    A instituição também apresentará um sistema de criação de tambaqui em tanques-rede de pequena escala. A tecnologia reúne práticas de manejo para melhorar indicadores produtivos e econômicos.

    Além disso, o aplicativo Aquicultura Certa utilizará inteligência artificial para apoiar a gestão de pisciculturas. A ferramenta monitora a produção e orienta ajustes no manejo de tilápias e tambaquis.

    Outro destaque será o Ater+ Digital: Peixes. A plataforma oferece informações técnicas por meio de vídeos, imagens, textos e infográficos.

    Cursos ampliam capacitação no setor

    A Embrapa lançará a terceira etapa do Aquacompete. A trilha reúne três cursos de ensino a distância voltados à competitividade da aquicultura.

    O novo módulo abordará inteligência comercial aplicada ao setor. Os participantes aprenderão sobre tendências de consumo, concorrência, nichos de mercado e comércio internacional.

    A programação também incluirá o curso sobre compostos nitrogenados no cultivo de camarão marinho. O treinamento abordará sistemas produtivos e manejo para reduzir perdas e riscos sanitários.

    Indústria recebe soluções com maior valor agregado

    A Embrapa apresentará produtos derivados de tilápia com fibra de abacaxi. Entre eles estão patê e salsicha com baixo teor de sódio.

    Outra inovação será a embalagem bioativa para pescado. O material reduz a oxidação e limita o crescimento microbiano durante a refrigeração. A tecnologia poderá ser utilizada no armazenamento de tilápia e camarão.

    Ferramenta avalia qualidade nutricional das rações

    A instituição também exibirá o sistema NIR para análise bromatológica de rações para peixes. A ferramenta utiliza modelos matemáticos e espectroscopia no infravermelho próximo. O objetivo é avaliar a qualidade nutricional das rações para tilápia.

    A análise identifica proteínas, carboidratos, gorduras, minerais e vitaminas. Além disso, detecta possíveis contaminantes e toxinas.

    Projetos apoiam políticas públicas para aquicultura

    A Embrapa apresentará o Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura (CIAqui). O projeto apoia a tomada de decisões estratégicas no setor.

    A instituição também divulgará a Rede de Extensão e Inovação Aquícola (REAQUA). A iniciativa fortalece a transferência de tecnologia para produtores.

    Outro tema será o Drawback Exportações de Tilápia. O mecanismo reduz a carga tributária sobre insumos destinados à produção exportadora.

    Pesquisadores participam de debates e premiações

    A programação técnica contará com a participação da pesquisadora Flavia Tavares. Ela integrará uma mesa-redonda sobre regulação, licenciamento e segurança jurídica na produção de pescados. O debate reunirá especialistas dos ministérios da Pesca e Aquicultura e de Minas e Energia.

    A Embrapa também figura entre os finalistas do Prêmio Inovação Aquícola nas categorias academia e sustentabilidade. Além disso, o pesquisador Manoel Xavier Pedroza Filho concorre ao prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura 2026.

  • Cartilha alerta para pragas quarentenárias nas exportações

    Cartilha alerta para pragas quarentenárias nas exportações

    A produção agrícola brasileira cresce em ritmo acelerado. Ao mesmo tempo, aumentam os desafios relacionados à sanidade vegetal e às exigências dos mercados internacionais. Com esse objetivo, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e a Corteva Agriscience lançaram uma cartilha sobre pragas quarentenárias. O material orienta produtores rurais sobre prevenção, identificação e manejo desses organismos, que podem comprometer exportações e causar prejuízos ao agronegócio.

    A publicação foi apresentada nesta terça-feira (2), em Brasília, durante a programação que antecede a segunda edição do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja. A iniciativa contou com apoio técnico do engenheiro agrônomo e professor da Universidade de Passo Fundo, Mauro Rizzardi. Além disso, foram realizados treinamentos práticos sobre boas práticas agrícolas por meio do Caminhão de Boas Práticas da Corteva.

    A cartilha reúne orientações para produtores, consultores e técnicos do setor. O objetivo é facilitar a identificação das pragas e reforçar medidas preventivas. Além disso, o material busca ampliar a conscientização sobre os impactos econômicos causados por esses organismos. A preocupação se intensificou à medida que a produção brasileira aumentou e a dependência do mercado externo se tornou ainda maior.

    Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), pragas quarentenárias são organismos capazes de causar impactos econômicos significativos à agricultura. Entre eles estão insetos, fungos, bactérias, vírus e plantas daninhas. Esses organismos podem ameaçar a sanidade vegetal e gerar restrições comerciais impostas pelos países importadores.

    “As pragas quarentenárias são um tema crítico para a balança comercial brasileira, e a conscientização é o melhor caminho para proteger nossa produtividade”, afirma Jair Maggioni, coordenador de Boas Práticas Agrícolas da Corteva no Brasil.

    Devolução de navios acende alerta no setor

    A preocupação com o tema aumentou após episódios recentes envolvendo cargas brasileiras destinadas à China. Nos últimos meses, 20 navios carregados com grãos foram devolvidos ou tiveram suas operações interrompidas. O motivo foi a identificação de sementes de plantas daninhas e vestígios de organismos considerados indesejáveis pelo país asiático.

    Além dos prejuízos com fretes, multas e reprocessamento das cargas, esses episódios afetam a imagem do Brasil no mercado internacional. Como consequência, compradores podem ampliar exigências sanitárias e reforçar inspeções.

    O impacto é ainda mais relevante porque aproximadamente 80% da soja exportada pelo Brasil tem como destino o mercado chinês. Dessa forma, qualquer restrição pode gerar reflexos em toda a cadeia produtiva.

    A devolução de uma única embarcação pode representar perdas de milhões de dólares. Além disso, há risco de aumento das exigências de fiscalização. Como resultado, o escoamento da safra pode sofrer atrasos e a competitividade brasileira diminuir diante de outros exportadores.

    Para Mauro Rizzardi, a questão ultrapassa os limites da propriedade rural e se transforma em um tema estratégico para o país.

    “Qualquer parte de planta, pólen, semente ou propágulo que possa sobreviver e se reproduzir no ambiente é um potencial dano tanto ao sistema produtivo local ou mesmo ao processo de exportação da produção agrícola”, explica.

    O especialista ressalta que o problema ocorre em duas direções. Enquanto a entrada de novas pragas ameaça a produção nacional, a presença de espécies proibidas em cargas exportadas também pode comprometer mercados já consolidados.

    “Tanto a entrada de pragas quanto a saída delas via exportação de espécies vegetais proibidas no país importador afeta o potencial exportador de grãos do Brasil”, destaca.

    Manejo outonal ganha papel estratégico

    Entre as principais recomendações da cartilha está a adoção do manejo outonal. A prática é realizada durante a entressafra, logo após a colheita das culturas de verão e antes da implantação da nova safra.

    A estratégia envolve o controle de plantas daninhas e das chamadas tigueras. Essas plantas permanecem no campo após a colheita. Por isso, acabam servindo de abrigo para pragas e doenças.

    Assim, a eliminação dessas chamadas “pontes verdes” interrompe ciclos biológicos e reduz a formação de bancos de sementes de espécies invasoras. Consequentemente, diminui o risco de contaminação das futuras lavouras.

    O Brasil projeta colher mais de 350 milhões de toneladas de grãos na safra 2026/27. Diante desse cenário, as medidas preventivas ganham importância estratégica. Afinal, pequenos problemas fitossanitários podem gerar grandes impactos econômicos.

    Perdas estimadas entre 10% e 15% da produção representam prejuízos significativos para produtores e para a economia nacional. Por isso, o manejo realizado na entressafra é apontado como uma ferramenta essencial para proteger a produtividade.

    “É uma janela de segurança vital, cujo objetivo é eliminar as chamadas pontes verdes. Ao realizar o controle químico e o manejo de solo nesse estágio, o produtor interrompe o ciclo de reprodução de plantas daninhas e reduz drasticamente o banco de sementes de invasoras que poderiam comprometer a qualidade do grão futuro”, explica Maggioni.

    Jair Maggioni, coordenador de Boas práticas da Corteva Agriscience; prof Mauro Rizzardi, da Universidade de Passo Fundo; e o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, mostram a cartilha lançada em Brasília – Foto: Divulgação

    De acordo com a Corteva, o manejo realizado logo após a colheita constitui a primeira barreira fitossanitária para evitar que organismos indesejáveis cheguem aos portos de exportação.

    Muitas das sementes de plantas daninhas proibidas em mercados exigentes proliferam justamente nesse período de transição. Portanto, manter a área limpa durante o outono reduz os riscos de contaminação e aumenta a segurança das cargas destinadas ao exterior.

    Capacitação leva conhecimento ao campo

    Além da cartilha, a iniciativa aposta na capacitação prática para ampliar a adoção de boas práticas agrícolas. Durante o evento em Brasília, produtores e técnicos participaram de treinamentos promovidos no Caminhão de Boas Práticas da Corteva.

    A unidade móvel utiliza tecnologias interativas para demonstrar técnicas de manejo integrado. Além disso, aborda temas como aplicação correta de defensivos, uso adequado de equipamentos de proteção individual e preservação de áreas de refúgio.

    Para Fabrício Morais Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil, o trabalho de conscientização é fundamental para preservar a reputação da soja brasileira nos mercados internacionais.

    “Com esta cartilha, a Aprosoja Brasil continuará com o compromisso assumido de alertar os produtores sobre a identificação equivocada de pragas quarentenárias a fim de manter em alta a reputação da soja brasileira frente aos compradores externos”, afirma.

    O dirigente também destaca a importância da qualificação contínua dos profissionais do setor.

    “Treinamentos como os de boas práticas realizados pela Corteva são essenciais para que possamos capacitar cada vez mais produtores e profissionais do campo para que possam realizar o manejo de pragas e doenças da maneira correta, com o uso racional de insumos e utilizando todas as ferramentas e soluções necessárias”, completa.

    Nesse contexto, a expectativa das entidades é ampliar o alcance das informações e fortalecer a prevenção nas propriedades rurais. Dessa forma, o setor busca reduzir riscos fitossanitários, preservar mercados estratégicos e manter a competitividade da produção brasileira no cenário internacional.

  • AgroBrasília destaca inovação no campo e reforça valor da cafeicultura brasileira

    AgroBrasília destaca inovação no campo e reforça valor da cafeicultura brasileira

    A AgroBrasília 2026, realizada na região do PAD-DF, consolidou-se mais uma vez como uma das principais vitrines de tecnologia e inovação do agronegócio brasileiro. Ao longo do evento, a feira movimentou cerca de R$ 1,5 trilhão e apresentou novidades voltadas tanto à produção agrícola quanto à mobilidade no campo.

    Além das tradicionais máquinas agrícolas, fabricantes aproveitaram a feira para exibir novos modelos de veículos que podem atender diferentes demandas do setor produtivo. Entre os destaques esteve o Chevrolet Sonic equipado com motor turbo, além do caminhão elétrico E-Galaxus, que possui autonomia de 450 quilômetros.

    Embrapa Café leva debate sobre qualidade e inovação à feira

    Dentro da programação da AgroBrasília, a Embrapa Café participou das atividades realizadas na sexta-feira (22), promovendo duas palestras voltadas à qualidade do café, à inovação tecnológica e à valorização da origem dos grãos brasileiros.

    As apresentações ocorreram no estande da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e fizeram referência ao Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio.

    O evento recebeu os resultados de um diagnóstico sobre a produção cafeeira no Distrito Federal, com foco na estrutura produtiva, qualidade dos grãos e potencial de diferenciação por origem.

    Durante a programação da manhã, a chefe de Inovação e Negócios da Embrapa Café, Renata Silva, apresentou a palestra “Cafés do Brasil: ciência, saberes, diversidade e inovação que transformam territórios”.

    Segundo a pesquisadora, o manejo adequado em todas as etapas da produção, desde a lavoura até o armazenamento, exerce influência direta sobre a qualidade final da bebida. Além disso, esse processo contribui para reduzir problemas relacionados à presença de fungos e toxinas.

    Renata destacou ainda que a diversidade de climas, solos, biomas e sistemas de produção representa um dos principais diferenciais competitivos da cafeicultura brasileira. Por isso, o setor tem investido cada vez mais em estratégias voltadas à agregação de valor.

    Entre essas iniciativas estão os investimentos em processos de pós-colheita, fermentações controladas e na valorização da origem dos cafés, fatores que ampliam o reconhecimento dos produtos brasileiros nos mercados nacional e internacional.

    Como exemplo dos ganhos proporcionados pela inovação, a especialista citou o caso de Rondônia, onde, segundo os dados apresentados, a produtividade média saltou de 7 sacas por hectare para aproximadamente 60 sacas por hectare ao longo de 20 anos.

    Assim, a AgroBrasília reforçou seu papel como espaço de difusão tecnológica e troca de conhecimento, conectando produtores, pesquisadores, empresas e especialistas em torno dos desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro.

     

  • Energia solar reforça segurança energética no agro

    Energia solar reforça segurança energética no agro

    A busca por eficiência energética e redução de custos no campo ganha espaço na Expocitros 2026, em Cordeirópolis, interior de São Paulo, com a participação da Azzon Energia Solar. A empresa apresenta soluções voltadas à geração de energia limpa e ao armazenamento energético, com foco na segurança operacional das propriedades rurais e na diminuição da dependência de geradores a diesel.

    Fundada em 2018 pelo engenheiro eletricista Lucas Fernandes, a Azzon nasceu com a proposta de oferecer atendimento especializado e soluções completas em energia fotovoltaica. Além disso, a empresa aposta em tecnologia para atender diferentes perfis de produtores rurais. Com experiência no setor elétrico desde 2012, incluindo atuação na GE no desenvolvimento de produtos para hidrelétricas, petroleiras e energia eólica, Fernandes identificou a demanda crescente por alternativas energéticas mais econômicas e sustentáveis no agronegócio.

    Durante a Expocitros, a empresa destaca sistemas de energia solar e também o BESS (Battery Energy Storage System), tecnologia de armazenamento de energia em baterias que garante o fornecimento energético em situações de queda de energia.

    “O sistema serve para trabalhar nos momentos em que falta energia, trazendo segurança energética para o produtor”, afirma Lucas Fernandes, CEO da Azzon Energia Solar.

    Segundo ele, o sistema armazena energia em baterias e auxilia diretamente operações essenciais da fazenda, como irrigação, bombeamento e demais estruturas elétricas da produção agrícola.

    “Se a luz acabar, o BESS está ali para suprir tudo isso. Se tem energia solar, ela carrega o BESS. Caso não tenha energia da rede, ele continua ali para ajudar”, explica.

    Tecnologia reduz dependência de diesel no campo

    A proposta da empresa é substituir gradualmente o uso de geradores movidos a diesel, comuns em propriedades rurais que sofrem com oscilações ou interrupções no fornecimento de energia elétrica.

    “A gente trouxe essa solução justamente para que o produtor não dependa mais de gerador a diesel. Estamos falando de meio ambiente, de lavouras, de agricultura”, destaca Fernandes.

    Além da questão ambiental, o executivo ressalta que a tecnologia elimina problemas relacionados ao armazenamento e transporte de combustível. Dessa forma, também reduz a emissão de gases poluentes.

    “É um sistema que veio para revolucionar a energia no campo”, afirma.

    A energia solar também surge como alternativa para reduzir os custos fixos das propriedades. De acordo com a empresa, os sistemas fotovoltaicos possuem longa durabilidade, com eficiência estimada em até 25 anos, além de baixa necessidade de manutenção.

    Equipe Azzon na Expocitros – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Mesmo em dias nublados, os painéis seguem produzindo energia, já que utilizam os raios solares que atravessam as nuvens. Além disso, a manutenção preventiva deve ocorrer cerca de duas vezes por ano, principalmente em regiões com grande concentração de poeira ou fuligem.

    Outro ponto destacado pela Azzon é a possibilidade de compensação energética prevista na Lei 14.300/2022. A regulamentação permite que créditos de energia gerados em uma unidade consumidora sejam utilizados em outros imóveis do mesmo titular e dentro da mesma concessionária.

    Solução atende pequenos e grandes produtores

    O custo-benefício do sistema varia conforme o dimensionamento realizado para cada propriedade. Ainda assim, a empresa avalia que o investimento substitui despesas frequentes com diesel, manutenção de geradores e perdas provocadas por falhas energéticas.

    “Basicamente, ele troca a conta do gerador, daquele diesel, daquela manutenção e das várias vezes que o produtor perdeu algum insumo ou produção porque o gerador não funcionou”, afirma o CEO.

    Segundo Fernandes, a economia gerada e a estabilidade no fornecimento de energia contribuem diretamente para a continuidade das operações agrícolas e para a proteção da produção.

    Além dos benefícios financeiros, o sistema também amplia a segurança energética das propriedades rurais. Com isso, o produtor consegue manter equipamentos e estruturas funcionando mesmo em situações de interrupção no fornecimento de energia.

    A Azzon atende produtores de diferentes portes e aposta no crescimento da demanda por soluções energéticas sustentáveis no campo.

    “A Azzon Energia está aqui no campo para trazer solução e segurança para o produtor rural”, finaliza Lucas Fernandes.

  • Greening desafia citricultura e domina debates na Expocitros

    Greening desafia citricultura e domina debates na Expocitros

    O avanço do greening dominou parte dos debates da 51ª Expocitros, que termina nesta sexta-feira (29), em Cordeirópolis (SP). Durante a feira, a Corteva Agriscience apresentou tecnologias voltadas ao controle do psilídeo, inseto responsável pela disseminação da doença. Além disso, reforçou a necessidade de manejo integrado para preservar a produtividade dos pomares brasileiros.

    Realizado no Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, o evento reuniu produtores, pesquisadores, consultores e empresas do setor. O encontro ocorreu em meio ao aumento da preocupação com os impactos do greening sobre a citricultura nacional. Paralelamente, aconteceu a 48ª Semana da Citricultura.

    Entre os destaques da companhia esteve o inseticida Incitro, desenvolvido para o manejo do psilídeo (Diaphorina citri) e do bicho-furão (Gymnandrosoma aurantianum). A tecnologia foi apresentada como uma ferramenta estratégica no combate à principal ameaça fitossanitária da cultura atualmente.

    Segundo Guilherme Ogata, líder de Portfólio de Citrus, Café e Hortifrúti da Corteva Agriscience, o greening atingiu um nível de criticidade que passou a impactar diretamente a sustentabilidade produtiva e econômica dos pomares.

    “O produtor vive hoje um cenário muito mais complexo. O greening deixou de ser um problema isolado e passou a exigir acompanhamento constante, tomada de decisão rápida e estratégias integradas dentro da propriedade”, afirmou.

    De acordo com o executivo, o principal desafio atual está no controle contínuo do psilídeo. Isso ocorre, principalmente, diante da velocidade de disseminação da praga e das mudanças observadas no comportamento do inseto nos últimos anos.

    Resistência preocupa produtores e exige novas estratégias

    Outro ponto que ganhou destaque durante a feira foi a preocupação crescente com a resistência aos inseticidas tradicionais. Segundo Ogata, o manejo de resistência passou a ser indispensável para manter a eficiência das aplicações ao longo das safras.

    Além disso, o executivo afirmou que o controle contínuo do psilídeo exige maior planejamento dentro das propriedades. Isso porque o comportamento da praga mudou nos últimos anos. Com isso, produtores passaram a intensificar o monitoramento nos pomares.

    Nesse cenário, a Corteva apresentou o Incitro como uma solução desenvolvida especificamente para a citricultura. O inseticida possui a molécula Jemvelva Active, exclusiva da empresa. Segundo a companhia, o produto apresenta um modo de ação único no mercado.

    Entre os diferenciais apontados estão o alto poder de choque, o amplo espectro de controle e o efeito residual prolongado. Além disso, a tecnologia possui seletividade e curto intervalo de segurança. Assim, a colheita pode ser realizada um dia após a aplicação.

    Equipe da Corteva na Expocitros 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “O produtor precisa de ferramentas eficientes no controle imediato da praga. No entanto, também precisa de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade do manejo no longo prazo”, destacou Ogata.

    A empresa também levou para a Expocitros o Verter SC, inseticida foliar com tecnologia Isoclast active. A solução atua no controle de mosca-branca e pulgões. Além disso, integra as estratégias de manejo do psilídeo.

    Segundo a Corteva, o combate ao greening não depende apenas de novas tecnologias. Pelo contrário. O alinhamento regional entre produtores passou a ser decisivo. Da mesma forma, o monitoramento constante e a eliminação de plantas contaminadas ganharam ainda mais importância.

    “A atuação isolada já não resolve mais. Por isso, o manejo integrado virou peça-chave para preservar a produtividade e reduzir a pressão do greening nos cinturões citrícolas”, reforçou o executivo.

    Citricultura busca preservar competitividade

    A edição de 2026 da Expocitros aprofundou debates sobre sanidade vegetal, bioinsumos, sustentabilidade, energia, inovação tecnológica e gestão dentro das propriedades rurais.

    Além das tecnologias para manejo fitossanitário, a Corteva também apresentou durante o evento a campanha “Puro Suco do Brasil”. A iniciativa foi criada para valorizar a importância econômica da citricultura brasileira.

    A ação destaca a geração de mais de 200 mil empregos e a movimentação anual de cerca de US$ 14 bilhões pelo setor.

    Além disso, a empresa informou que pretende ampliar o relacionamento com produtores e agroindústrias. Para isso, a campanha deve ganhar novas ações voltadas ao fortalecimento da cadeia citrícola.

    Para Guilherme Ogata, o futuro da citricultura brasileira dependerá diretamente da capacidade do setor em controlar o avanço do greening nos próximos anos.

    “O Brasil segue como referência mundial na produção de citros. No entanto, o avanço da doença exige respostas rápidas e integradas. Sem controle eficiente, os impactos sobre produtividade, longevidade dos pomares e competitividade tendem a crescer”, concluiu.

  • Florada saudável fortalece produção de laranja no campo

    Florada saudável fortalece produção de laranja no campo

    O avanço das altas temperaturas e os períodos prolongados de estiagem têm aumentado a pressão sobre a citricultura brasileira. Em meio ao cenário de instabilidade climática, produtores passaram a buscar estratégias para reduzir perdas na florada e garantir a manutenção da produtividade dos pomares. Durante a 51ª Expocitros, realizada entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (SP), a Fortgreen apresentou tecnologias voltadas ao manejo fisiológico das plantas para minimizar os efeitos do estresse hídrico e térmico.

    Segundo o gerente comercial da empresa, Silvio Cezar Gregório, os impactos do calor excessivo atingem diretamente o desenvolvimento fisiológico dos citros. Como consequência, ocorre o abortamento das flores e a queda prematura dos frutos, comprometendo a produtividade final do pomar.

    “A planta entra em um processo de oxidação e cria hormônios que causam o abortamento das flores. Cada flor que a planta deixa de segurar representa uma laranja a menos dentro da caixa”, afirma.

    Ainda de acordo com o executivo, o problema se intensificou nos últimos anos devido às oscilações climáticas provocadas por fenômenos como El Niño e La Niña. O cenário, segundo ele, tem levado muitos produtores a reconsiderarem áreas de cultivo em busca de regiões menos suscetíveis às temperaturas extremas.

    Entre os destaques levados para a feira estão as tecnologias Black Gold e CoMoNi Dry, utilizadas em conjunto durante o período de florada e fixação dos frutos. O manejo busca reduzir o chamado estresse oxidativo da planta, diminuindo a produção hormonal ligada ao abortamento floral.

    “O objetivo é mitigar esse estresse fisiológico justamente na fase mais importante da cultura, que é o nascimento da fruta”, explica Gregório.

    Manejo exige atenção desde a pré-florada

    O gerente destaca que o momento de aplicação varia conforme a variedade cultivada. Enquanto algumas laranjas possuem ciclo precoce, outras apresentam desenvolvimento tardio. Por isso, o manejo precisa ser ajustado de acordo com o estágio fisiológico de cada pomar.

    “A recomendação normalmente ocorre na pré-florada, na flor aberta e também no fechamento do chumbinho, que é o terceiro estágio”, detalha.

    Além da redução das perdas provocadas pela seca e pelo calor, a empresa afirma que os produtores conseguem observar ganhos em uniformidade e qualidade da produção. Dados acompanhados em propriedades comerciais e em instituições de pesquisa indicam incremento de produtividade entre 15% e 20% com o uso das tecnologias.

    “A gente procura validar as soluções com consultorias, instituições de pesquisa e faculdades antes de levar a tecnologia ao campo”, ressalta.

    Gregório pondera, no entanto, que o manejo fisiológico não atua sozinho. Segundo ele, o equilíbrio nutricional e o controle fitossanitário continuam indispensáveis para alcançar altos índices produtivos, principalmente em regiões de maior déficit hídrico.

    Entre os desafios enfrentados atualmente pela citricultura também estão doenças que comprometem o desenvolvimento dos pomares e elevam os custos de produção. Nesse cenário, o produtor passou a adotar um manejo cada vez mais técnico e integrado.

    “Não basta apenas nutrir. Hoje estamos muito dependentes das condições climáticas. É preciso trabalhar solo, nutrição e sanidade da planta de forma equilibrada”, diz.

    Rentabilidade impulsiona profissionalização do setor

    Além das tecnologias voltadas à florada, a Fortgreen também apresentou outros produtos do portfólio durante a Expocitros. A programação do estande contou ainda com a participação do engenheiro agrônomo e consultor Leandro Fukuda, sócio-proprietário da Farm Atac, que conduziu um bate-papo técnico sobre manejo avançado de pomares cítricos.

    Para Gregório, o atual cenário climático acelerou a profissionalização da atividade. Segundo ele, o citricultor passou a atuar cada vez mais como empresário, com maior controle sobre custos, produtividade e planejamento de investimentos.

    “O produtor sabe exatamente quanto custa produzir uma caixa de laranja. Hoje, produzir bem significa garantir rentabilidade, independentemente das oscilações de preço do mercado”, conclui.

  • Rondônia Rural Show cresce em público e volume de negócios

    Rondônia Rural Show cresce em público e volume de negócios

    A 13ª Rondônia Rural Show Internacional registra forte movimentação de público e crescimento nas vendas desde a abertura, realizada na segunda-feira (25), no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná. Expositores relatam reposição constante de produtos e aumento da produção para atender à demanda crescente dos visitantes.

    Até a quarta-feira (27), o volume de negócios já indica resultados positivos, com expectativa de novos recordes até o encerramento do evento, marcado para sábado (30). A feira se consolida como a maior do agronegócio da Região Norte e amplia sua projeção no cenário nacional.

    O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destaca o desempenho econômico do evento e a evolução do setor produtivo estadual. Segundo ele, a feira evidencia a força da economia local, baseada em produção de qualidade e práticas sustentáveis.

    O secretário de Estado da Agricultura (Seagri), Luiz Paulo, reforça que o número de visitantes e o volume de vendas superam as expectativas nos primeiros dias. O balanço oficial dos negócios será divulgado na solenidade de encerramento.

    Expositores ampliam vendas e produção

    Expositores comemoram o desempenho comercial durante a feira. A agroindústria de farinha de Alta Floresta d’Oeste, comandada por James Amorim e Ana Paula, participa pela segunda vez e já registra crescimento nas vendas.

    O casal relata aumento contínuo na procura pelos produtos, o que exige reposição diária. A expectativa é superar o volume comercializado na edição anterior. Para os produtores, a Rondônia Rural Show representa uma oportunidade estratégica, principalmente para a agricultura familiar.

    A história da agroindústria começou com a tradição da farinha de Tarauacá (AC). O produto ganhou espaço no mercado local após a aceitação em eventos e evoluiu para a produção de farofas prontas, hoje comercializadas em escala maior.

    Os empreendedores também destacam o apoio do governo estadual, que contribui com estrutura e incentivo ao setor produtivo.

    Cafeicultores projetam recorde

    O produtor de café Jonas Carvalho, de Theobroma, participa pela quarta vez da feira e também registra bom desempenho nas vendas. Ele projeta superar os resultados dos anos anteriores e pretende esgotar todo o estoque durante o evento.

    Segundo o produtor, a estrutura da feira evolui a cada edição e fortalece o ambiente de negócios.

    Público destaca estrutura e atrações

    A feira atrai visitantes de diferentes regiões do estado. Josiane Maciel, de Nova Brasilândia, visita o evento pelo terceiro ano consecutivo e ressalta a diversidade de atrações e a oportunidade de aprendizado.

    De Nova Brasilândia, Josiane Maciel, disse que é o terceiro ano que visita a feira. Foto: Ésio Mendes/Secom

    Ela destaca o ambiente familiar e a possibilidade de apresentar o agronegócio às crianças.

    Moradores de Ji-Paraná, Mirian Carla e Ailton Braga também elogiam a organização e o ambiente da feira. O casal visita o evento regularmente para conhecer novidades do setor e reforça a qualidade da estrutura.

    Casal de Ji-Paraná, Mirian Carla e Ailton Braga. Foto: Ésio Mendes/Secom