Categoria: Eventos

  • Rodeio Itu Festival 2026 terá pista gratuita e shows de Luan Santana e Gusttavo Lima

    Rodeio Itu Festival 2026 terá pista gratuita e shows de Luan Santana e Gusttavo Lima

    O Rodeio Itu Festival comemora 20 anos com cinco noites de shows entre 4 e 12 de setembro de 2026, na Arena Itu, em Itu (SP). Pela primeira vez, o evento terá entrada gratuita para a pista na abertura, com apresentações de Sorriso Maroto e Guilherme & Santiago.

    A programação também inclui Luan Santana, Pedro Sampaio, Gusttavo Lima, Zé Neto & Cristiano, Matheus & Kauan, Natanzinho Lima, Dennis DJ e João Bosco & Vinícius.

    Programação do festival
    Data Atrações
    4 de setembro Sorriso Maroto e Guilherme & Santiago — pista gratuita
    5 de setembro Natanzinho Lima e Matheus & Kauan
    6 de setembro Luan Santana e Pedro Sampaio
    11 de setembro Gusttavo Lima e João Bosco & Vinícius
    12 de setembro Zé Neto & Cristiano e Dennis DJ

    Além do sertanejo, o festival terá atrações de pagode, samba e música eletrônica.

    A organização também confirmou dez artistas para o palco Novos Talentos. O espaço receberá duas apresentações por dia, com nomes de diferentes regiões do país.

    Ingressos e setores

    Os ingressos custam entre R$ 70 e R$ 740, de acordo com a data e o setor escolhido. O público poderá optar por:

    • Pista.

    • Pista premium.

    • Camarote único.
    • Camarote prime.

    • Camarote backstage.

    Após os shows, os camarotes terão acesso a festas que seguem até o amanhecer.

    A organização estima receber 50 mil pessoas por noite. Se a projeção se confirmar, o festival superará o recorde anterior, de 40 mil espectadores.

    Os ingressos para os dias 4, 5 e 6 de setembro estão à venda pelo Q2 Ingressos. Já as entradas para os dias 11 e 12 estão disponíveis na BaladAPP.

    Motivo da pista gratuita

    Segundo Herculano Neto, fundador do festival e CEO da NLN Eventos, a entrada gratuita homenageia as histórias construídas pelo público ao longo das duas décadas do evento.

    “Ao longo desses 20 anos, é muito gratificante receber histórias de pessoas que tiveram a oportunidade de ver seu ídolo ao vivo ou contando que conheceu a esposa no festival e agora estão trazendo o filho. Por isso, para que mais pessoas tenham essas oportunidades, nada mais justo do que celebrar nossos 20 anos com a pista gratuita”, afirma.

    O empresário também explica a escolha de artistas de diferentes gêneros para a edição comemorativa.

    “Selecionamos artistas que se conectam com vários estilos musicais para agradar o maior número de fãs”, acrescenta.

    Sustentabilidade e bem-estar animal

    Desde 2023, o Rodeio Itu não realiza mais a prova de montaria em touros. O festival passou a concentrar a programação nos shows e afirma priorizar o bem-estar dos animais envolvidos no evento.

    A organização também informa que neutraliza as emissões de gás carbônico e controla os ruídos gerados durante a programação em parceria com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

    Além disso, o evento faz a triagem, a reciclagem e a destinação adequada dos resíduos. A organização também doa alimentos para entidades sociais e ambientais.

    Em 2025, o festival arrecadou e distribuiu mais de 18 toneladas de alimentos.

    Como o evento começou

    Herculano Neto criou o Rodeio Itu depois de receber a sugestão de um médico que atendia peões da região. Na época, o empresário já trabalhava no setor de entretenimento.

    “Passei por uma cirurgia e quem me operou também atendia os peões da região e me fez quase um desafio: ‘já que você é do ramo de eventos, por que você não promove um rodeio aqui em Itu?’ A partir disso, viramos amigos e comecei a estruturar o festival que agora completa 20 anos”, relembra Herculano.

    Com o tempo, o evento ampliou o espaço dedicado à música. Segundo o fundador, a mudança acompanhou a preferência do público.

    “Nosso line-up acabava encantando muito mais nosso público. E somos movidos a atender pedidos”, explica.

    Palco revela novos artistas

    O palco Novos Talentos oferece espaço para artistas iniciantes se apresentarem diante de um público amplo. A cantora Lauana Prado está entre os nomes que passaram pelo projeto antes de alcançar projeção nacional.

    Em 2026, dez atrações participarão do palco, com representantes do sertanejo, samba, pagode e música eletrônica.

    Artistas que já passaram pelo evento

    Ao longo de 20 anos, o festival recebeu artistas como Daniel, Jorge & Mateus, Marília Mendonça, Luan Santana, Anitta, Thiaguinho, Jorge Aragão e Alok.

    A NLN Eventos promove o evento sob a liderança de Herculano Neto, que atua há mais de 25 anos no setor de entretenimento.

    Serviço

    Evento: Rodeio Itu Festival 2026
    Datas: 4, 5, 6, 11 e 12 de setembro de 2026
    Local: Arena Itu, Itu (SP)
    Ingressos: de R$ 70 a R$ 740
    Pista gratuita: 4 de setembro
    Site: rodeioitu.com.br
    Redes sociais: @rodeioitu no TikTok, Instagram, Facebook e YouTube
    Contato: (11) 2429-1414 e (11) 98163-4820, incluindo WhatsApp

  • IA muda estratégia e competitividade do agronegócio global

    IA muda estratégia e competitividade do agronegócio global

    A inteligência artificial no agronegócio ganha espaço nas decisões estratégicas das empresas e deixa de ser apenas uma ferramenta para ampliar a produtividade no campo. A tecnologia já influencia modelos de gestão, inovação e competitividade. Esse cenário estará no centro dos debates da Arena Impacto, marcada para 3 de setembro, em São Paulo.

    O evento reunirá especialistas brasileiros e internacionais das áreas de tecnologia, inovação e negócios. Entre os principais nomes estão o cientista, professor e empreendedor Silvio Meira e o pesquisador e autor de sete livros sobre tecnologia e negócios Ricardo Cavallini.

    Inicialmente, o mercado enxergava a inteligência artificial como uma solução voltada principalmente ao ganho de produtividade. Agora, entretanto, o debate avançou. Empresas de diferentes setores buscam transformar dados em tecnologias capazes de apoiar decisões e criar vantagens competitivas.

    No agronegócio, essa mudança ganha uma dimensão ainda maior. Dados gerados no campo, nas máquinas, nas operações e nos diferentes elos da cadeia podem ajudar empresas a tomar decisões mais precisas. Assim, a capacidade de transformar informação em ação passa a ocupar um papel estratégico.

    Da produtividade à competitividade

    Nos primeiros avanços da inteligência artificial no agro, uma das principais expectativas estava no aumento da produtividade. A tecnologia poderia automatizar processos, analisar informações e melhorar a eficiência das operações.

    Hoje, porém, a discussão envolve também gestão, inovação e competitividade. Por isso, empresas que conseguem utilizar dados de maneira estratégica buscam novas formas de disputar espaço em mercados cada vez mais tecnológicos.

    É nesse contexto que a Arena Impacto pretende ampliar a discussão sobre os efeitos da transformação digital. A Solinftec, agtech brasileira com atuação global em inteligência artificial para o agronegócio, promove o fórum e reúne diferentes perspectivas sobre as mudanças que já ocorrem no mundo dos negócios.

    “Como empresa de tecnologia, a Solinftec entende que seu papel não é apenas desenvolver soluções, mas também antecipar tendências, compartilhar conhecimento e ajudar clientes e parceiros a se prepararem para o futuro. Discutir esse tema agora é essencial porque o futuro já está sendo construído. Quem compreende esses movimentos com antecedência toma decisões melhores, identifica oportunidades e se adapta com mais rapidez”, afirma Dennis Arroio, vice-presidente global da Solinftec.

    Além disso, a programação começa com o keynote “Inteligência Artificial – O verdadeiro risco é ficar para trás”, apresentado por Ricardo Cavallini. O pesquisador vai abordar como a inteligência artificial redefine produtividade, gestão, inovação e competitividade.

    Cavallini também discutirá por que muitas organizações ainda subestimam os impactos da tecnologia. Dessa forma, o encontro pretende mostrar que a adoção da IA envolve não apenas ferramentas, mas também mudanças na maneira como as empresas trabalham e tomam decisões.

    Tecnologia ganha papel de infraestrutura

    Outro ponto importante da programação será a transformação do conceito de infraestrutura necessária para a inovação. O painel “A nova infraestrutura da inovação” reunirá Luis Caro, Head Cloud IA Innovation, da Amazon, e Marco Riguetti, Head da Oracle A-Team.

    Atualmente, a infraestrutura tecnológica vai além de estradas, armazéns e sistemas físicos. Nuvem, inteligência artificial, dados, conectividade e capacidade computacional também sustentam projetos que precisam alcançar escala.

    No agronegócio, essa estrutura conecta diferentes etapas das operações. Ao mesmo tempo, permite reunir e processar informações que podem apoiar decisões. Portanto, a tecnologia deixa de atuar apenas na execução de tarefas e passa a participar de estratégias de longo prazo.

    A programação também terá o Fireside Chat “Tecnologias exponenciais e geopolítica: os novos vetores de decisão no mundo”. O professor da Fundação Dom Cabral Paulo Vicente Alves discutirá como as tecnologias emergentes influenciam a economia global, a competitividade das empresas e as relações entre países.

    Na sequência, o painel “Quem vai liderar a nova era da inovação?” reunirá Paula Harraca, CEO da Ânima Educação; Daniela Cachich, CEO da Beyond e CO na Ambev; e Ricardo Bastos, diretor da GWM e presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE).

    O debate vai abordar como empresas líderes transformam conhecimento em vantagem competitiva. Além disso, os participantes discutirão investimentos, competências e culturas organizacionais capazes de sustentar a inovação nos mercados da próxima década.

    Silvio Meira encerra programação

    O cientista, professor e empreendedor Silvio Meira encerrará a programação. No Closing Keynote “Como construir e conduzir empresas capazes de prosperar em um cenário altamente tecnológico e de mudanças permanentes”, ele abordará os desafios de organizações que precisam atuar em um ambiente marcado pela inovação contínua.

    A palestra também discutirá como empresas orientadas por dados e tecnologia podem se preparar para mudanças permanentes. No agronegócio, esse movimento amplia o debate sobre o papel das agtechs e sobre a integração da tecnologia à gestão das operações.

    Assim, a Arena Impacto coloca a inteligência artificial no centro de uma discussão que ultrapassa o desenvolvimento de ferramentas. O debate envolve, ainda, competitividade, infraestrutura, inovação, gestão e decisões estratégicas que podem influenciar os negócios do agronegócio global.

    Serviço

    Arena Impacto
    Data: 3 de setembro
    Das 14 às 18h30
    Local: Arena Cubo Itaú – Alameda Vicente Pinzon, 54, São Paulo, capital
    Solicitação de inscrições: Arena Impacto

  • Crédito rural vira termômetro para vendas na Expointer 2026

    Crédito rural vira termômetro para vendas na Expointer 2026

    A liberação efetiva do crédito rural deve ser um dos principais indicadores para medir o ritmo das vendas de máquinas agrícolas na 49ª Expointer. O evento será realizado de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio (RS).

    Em um cenário de cautela, produtores e fabricantes acompanham a chegada dos recursos do Plano Safra 2026/2027. Além disso, o setor avalia se as novas medidas de apoio terão efeito sobre as decisões de investimento no segundo semestre.

    A avaliação é da Agritech, fabricante de soluções para a agricultura familiar. Durante a feira, a empresa apresentará os tratores AGT-20 e AGT-25 Cabinado.

    Para a fabricante, entretanto, o anúncio de novas linhas de financiamento não é suficiente. Nesse sentido, a velocidade de liberação dos recursos será fundamental para definir o comportamento do mercado.

    Segundo o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, as medidas anunciadas pelo governo federal melhoram as perspectivas para o setor. Ainda assim, produtores e indústria mantêm uma postura de cautela.

    “Vivemos um momento de cautela, tanto para os produtores quanto para a indústria. Vamos revisar nossas metas de vendas para este ano, mas vemos com otimismo o lançamento do Plano Safra. Agora, é fundamental acompanhar a velocidade com que o crédito chegará ao agricultor familiar”, afirma.

    Crédito rural pode destravar investimentos

    O cenário ganha importância no Rio Grande do Sul. Afinal, a agricultura familiar tem forte participação na produção agropecuária do Estado.

    Além disso, parte dos produtores enfrenta dificuldades para retomar investimentos após perdas provocadas por eventos climáticos. Por isso, o acesso ao crédito rural pode ter impacto direto na capacidade de recuperação das propriedades.

    Para o ciclo 2026/2027, o governo federal destinou R$ 85,2 bilhões ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O pacote também reúne medidas voltadas aos produtores que registraram perdas de safra.

    Entre as ações está a possibilidade de renegociação de dívidas rurais em até dez anos. A medida também prevê período de carência para agricultores que tiveram perdas decorrentes de eventos climáticos.

    Nessas condições, as operações do Pronaf podem ter juros de até 5% ao ano. Assim, a expectativa é facilitar a reorganização financeira dos produtores e abrir espaço para novos investimentos.

    Outra medida é a prorrogação do prazo de adesão ao Desenrola Rural até 20 de dezembro de 2026. O programa permite regularizar débitos do crédito rural da agricultura familiar com descontos sobre juros e encargos.

    Dessa forma, as medidas podem ajudar a recuperar a capacidade de investimento das propriedades. Ao mesmo tempo, podem estimular a renovação da frota e a mecanização no campo.

    Máquinas agrícolas ganham espaço na feira

    É nesse contexto que a Agritech chega à Expointer 2026. A fabricante apresentará dois modelos destinados a pequenas e médias propriedades.

    Um deles é o AGT-20, trator 4×4 de 17 cavalos de potência. O modelo possui bitola superestreita e foi desenvolvido para trabalhar em lavouras com espaçamento reduzido.

    Além disso, o equipamento conta com transmissão 9×3, sistema hidráulico universal e tomada de potência de 540 e 1.000 rpm. Entre as aplicações estão atividades como pulverização, roçada e acionamento de trincha.

    A empresa também levará o AGT-25 Cabinado. O modelo foi desenvolvido para propriedades de pequeno porte e conta com cabine climatizada.

    Foto: Divulgação

    Nesse caso, o foco está nas condições de trabalho e no conforto do operador. Assim, a fabricante amplia as opções para produtores que buscam mecanizar as atividades sem abrir mão de melhores condições durante a operação.

    Expointer será termômetro do mercado

    Para a Agritech, a participação na Expointer ocorre em um momento estratégico. A feira permitirá acompanhar de perto a reação dos produtores às medidas anunciadas no Plano Safra.

    Além disso, o evento deve ajudar a indústria a avaliar o ritmo das decisões de compra. A expectativa é identificar se o crédito rural terá condições de transformar a cautela atual em novos investimentos.

    “A expectativa é que a efetiva ampliação do acesso ao crédito seja determinante para impulsionar a renovação da frota e a mecanização das pequenas propriedades nos próximos meses”, conclui Oliveira.

    Portanto, a liberação dos recursos será um dos pontos de atenção para o mercado de máquinas agrícolas durante a Expointer. Para fabricantes e produtores, a velocidade do crédito pode definir o ritmo dos investimentos no segundo semestre.

  • Evento reúne lideranças do agro para discutir produção de alimentos

    Evento reúne lideranças do agro para discutir produção de alimentos

     O painel “Políticas Agrícolas e Segurança Alimentar” será realizado em 1º de outubro, durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) 2026, com a participação do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. O encontro será realizado no Nubank Parque, em São Paulo.

    Na ocasião, serão discutidas medidas capazes de ampliar a produção de alimentos e reduzir os riscos enfrentados por produtores e consumidores. Além disso, serão analisados temas como crédito, seguro rural, infraestrutura, comércio internacional, sustentabilidade, tecnologia e previsibilidade regulatória.

    Produção é pressionada

    A segurança alimentar passou a receber mais atenção no cenário internacional. Entre os fatores responsáveis estão o crescimento populacional, as mudanças climáticas e os conflitos geopolíticos.

    Além disso, a volatilidade dos mercados de commodities e a necessidade de aumento da produtividade também são apontadas como fontes de pressão sobre o setor agropecuário.

    Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial, estimada em 8,2 bilhões de pessoas em 2024, deverá chegar a aproximadamente 9,7 bilhões em 2050.

    Ao mesmo tempo, o relatório OECD-FAO Agricultural Outlook 2026–2035 estima que a produção agrícola e pesqueira mundial precisará crescer 13% na próxima década.

    Diante desse cenário, políticas públicas de longo prazo serão discutidas como instrumentos para melhorar as condições de produção, estimular investimentos e ampliar o acesso a tecnologias.

    Riscos serão debatidos

    Durante o painel, deverão ser avaliadas medidas voltadas à garantia de uma oferta mais regular de alimentos. Para isso, serão considerados mecanismos capazes de reduzir os riscos da atividade agropecuária.

    Entre os temas previstos, serão abordados:

    • acesso ao crédito
    • seguro rural
    • infraestrutura
    • comércio internacional
    • sustentabilidade
    • incorporação de tecnologias
    • previsibilidade regulatória

    Dessa forma, também deverão ser analisados os fatores que afetam a competitividade do produtor, o abastecimento e os preços dos alimentos.

    A participação de Roberto Rodrigues foi destacada por Luiz Felipe Nastari, diretor de Comunicação e Eventos da DATAGRO:

    “É uma honra para o evento contar com a participação de uma das principais referências do agro brasileiro e uma voz fundamental no debate sobre o futuro da produção de alimentos, o ex-ministro Roberto Rodrigues,” ressalta Nastari.

    Programação terá três palcos

    O painel será integrado à programação do evento. Segundo a organização, mais de 35 painéis serão realizados, com a participação de mais de 100 palestrantes.

    As atividades serão distribuídas em três palcos simultâneos. Paralelamente, serão promovidas ações relacionadas à feira de negócios, à gastronomia e ao entretenimento.

    Em 2026, duas edições do evento serão realizadas no Brasil. A programação de São Paulo ocorrerá nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque.

  • Colheita de amendoim ganha versão virtual no Farming Simulator

    Colheita de amendoim ganha versão virtual no Farming Simulator

    A colheita mecanizada do amendoim ganhou espaço nos videogames. A partir de 28 de agosto, quatro equipamentos da Indústrias Colombo poderão integrar o Farming Simulator 25, dentro do Cerrado Edition, novo mapa desenvolvido pela brasileira Connect Modding. Com a novidade, os jogadores poderão acompanhar diferentes etapas da produção da cultura, incluindo arranquio, colheita e transporte.

    Pela primeira vez, o Farming Simulator terá equipamentos voltados especificamente à cultura do amendoim. A MIAC, marca da Indústrias Colombo especializada em soluções para a mecanização agrícola, fornece as máquinas reproduzidas no game.

    Além disso, o conteúdo chegará gratuitamente como mod para quem já possui o Farming Simulator 25. O jogo está disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Já a plataforma oficial de mods do game disponibilizará o download do novo conteúdo.

    Máquinas reproduzem operações do campo

    A experiência reúne quatro equipamentos utilizados na mecanização da colheita do amendoim: o Arrancador C600, as colhedoras Twin Master Peanut Combine e Avanti e o transbordo CTA 6500.

    No game, os jogadores poderão utilizar as máquinas em diferentes momentos da operação. Primeiro, o processo começa com o arranquio das plantas. Depois, segue para a colheita e, por fim, chega ao transporte da produção.

    A reprodução digital das máquinas leva para o ambiente do jogo características de equipamentos que já fazem parte das operações agrícolas. Assim, o jogador consegue conhecer, de forma interativa, uma sequência de atividades que exige planejamento, máquinas específicas e integração entre diferentes etapas.

    Para Neto Colombo, COO da Indústrias Colombo, a presença dos equipamentos no jogo também ajuda a mostrar a tecnologia envolvida na produção agrícola.

    “O amendoim faz parte da história e da expertise da Colombo. Há 53 anos, desenvolvemos tecnologias para tornar sua colheita cada vez mais eficiente e levar as nossas soluções para dentro do Farming Simulator nos permite transformar uma operação que acontece todos os dias no campo em uma experiência que pode ser vivenciada por milhões de pessoas.”

    A empresa atua há 53 anos no desenvolvimento de máquinas e implementos agrícolas. Além disso, a cultura do amendoim está entre as áreas de especialização da companhia.

    Amendoim ganha espaço no game

    A Connect Modding, empresa brasileira e embaixadora do Farming Simulator no país, desenvolveu o Cerrado Edition. O novo mapa busca representar características da agricultura brasileira e amplia as possibilidades para os jogadores conhecerem culturas e operações presentes no campo nacional.

    Nesse contexto, a inclusão do amendoim também ajuda a apresentar uma cadeia produtiva que vai além das principais commodities agrícolas conhecidas pelo público em geral. A cultura está presente em diferentes regiões produtoras do Brasil e também possui relevância internacional.

    O amendoim é cultivado em mais de 100 países, entre eles China, Índia, Estados Unidos e Argentina. Com o novo conteúdo, os jogadores poderão explorar características da produção da cultura dentro do game.

    A franquia Farming Simulator já ultrapassou 40 milhões de cópias vendidas e reúne jogadores em diferentes países. Além disso, o game conta com mais de 150 fabricantes de equipamentos agrícolas representados em suas experiências.

    Tecnologia aproxima novas gerações do agro

    A presença das máquinas de amendoim no jogo também cria uma oportunidade para aproximar o agronegócio de um público que nem sempre tem contato direto com uma propriedade rural.

    Para muitos jogadores, o ambiente do game pode representar um primeiro contato com culturas agrícolas, máquinas e operações realizadas no campo. Dessa forma, a simulação permite conhecer as funções dos equipamentos e compreender a sequência de atividades necessárias para transformar uma lavoura em produção colhida e transportada.

    Joel Backes, diretor comercial e de marketing da Indústrias Colombo, considera que a participação no Cerrado Edition amplia o alcance da tecnologia desenvolvida pela empresa no Brasil.

    “Estar no Farming Simulator vai além da presença da marca em um game. É levar a tecnologia brasileira para uma plataforma global, conectando a Colombo a milhões de pessoas de diferentes países e gerações, fortalecendo nossa internacionalização e mostrando a capacidade da indústria brasileira de desenvolver soluções para o agronegócio mundial.”

    Ao mesmo tempo, a aproximação com os mais jovens também aparece como parte da estratégia. Ao reproduzir operações agrícolas em um ambiente familiar para esse público, o setor consegue apresentar conceitos de mecanização, produção e tecnologia de maneira mais acessível.

    “Quando um jovem entra no jogo, conhece uma cultura, entende uma operação e começa a perceber toda a tecnologia envolvida naquele processo, estamos ajudando a aproximar uma nova geração do agronegócio”, afirma Backes.

    Indústria brasileira amplia presença internacional

    A Indústrias Colombo possui unidades industriais em Pindorama e Catanduva, no interior de São Paulo. Além disso, o grupo mantém filiais internacionais em Adel, na Geórgia, nos Estados Unidos, e em Río Cuarto, na província de Córdoba, na Argentina.

    A companhia desenvolve máquinas para a colheita mecanizada de grãos, vagens e sementes por meio da MIAC. Também atua na produção de peças e componentes de transmissão agrícola pela AEMCO.

    Segundo a empresa, seus produtos estão presentes em mais de 60 países. Agora, parte dessa tecnologia também chega ao Farming Simulator 25, ampliando o contato do público internacional com soluções brasileiras para a mecanização do amendoim.

  • Crédito caro coloca gestão do agro à prova

    Crédito caro coloca gestão do agro à prova

    O agronegócio brasileiro atravessa um período em que produzir mais já não basta. Crédito mais caro, pressão sobre as margens, necessidade de capital de giro e mudanças na relação entre produtores, distribuidores e financiadores estão aumentando a importância da gestão e da capacidade de adaptação no campo. Esse cenário esteve no centro do 15º Congresso Nacional da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), realizado de 11 a 13 de agosto, em São Paulo.

    Com o tema “Agroeconomia brasileira: reflexões para o futuro”, o evento reuniu mais de 18 mil participantes nos quatro pavilhões do Transamérica Expo Center. Ao todo, foram mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição e mais de 250 marcas. A programação abordou temas como economia, crédito, inovação, bioenergia, mercado, gestão e reforma tributária.

    Mais do que apresentar produtos e tecnologias, o congresso colocou em discussão mudanças que atingem diferentes elos da cadeia. Nesse ambiente, a distribuição ganhou destaque pela posição estratégica entre indústria, tecnologia e produtor rural. Ao mesmo tempo, o aumento da complexidade financeira exige decisões mais precisas de empresas e produtores.

    Crédito caro aumenta pressão sobre o agro

    A situação financeira do setor foi um dos principais pontos levantados durante o Congresso. Segundo Ezequiel Wilbert, CEO da Safegold, o agronegócio convive com crédito mais caro, margens pressionadas e maior necessidade de capital de giro.

    Para o executivo, esse ambiente também ajuda a explicar o crescimento das recuperações judiciais no setor. Wilbert ressalvou, porém, que o número ainda representa uma parcela pequena diante da dimensão do agronegócio brasileiro.

    “O avanço das RJs sinaliza que existem empresas e produtores operando com ciclos financeiros mais apertados, crédito mais caro e menor margem para absorver erros de gestão ou mudanças de mercado”, afirmou.

    Nesse contexto, a gestão financeira passa a ter peso ainda maior. Wilbert defendeu que empresários conheçam com precisão seus custos e margens, acompanhem o ciclo financeiro e avaliem o impacto da dívida sobre a geração de caixa.

    “Não basta olhar crescimento ou faturamento; é preciso saber se a operação efetivamente gera caixa suficiente para sustentar o capital de giro e o endividamento”, disse.

    A avaliação feita durante a Andav, portanto, aponta para uma mudança de foco. O crescimento continua sendo importante, mas precisa vir acompanhado de controle financeiro, qualidade das informações e capacidade de tomar decisões em um ambiente de maior pressão.

    Tecnologia busca eficiência no campo

    Ao lado dos debates financeiros, a inovação apareceu como outro eixo importante para a competitividade do agronegócio. Soluções biológicas, tecnologias voltadas à fisiologia vegetal, agricultura regenerativa e inteligência artificial estiveram entre os assuntos discutidos no Congresso.

    Foi nesse contexto que o Grupo Casa Bugre participou do evento, no ano em que completa 45 anos. A empresa esteve ao lado de Krilltech, Agrilife Solutions e Terrus Regeneração, apresentando soluções relacionadas à nutrição vegetal, bioinsumos, eficiência fisiológica e agricultura regenerativa.

    Entre os exemplos apresentados esteve o conceito de Nutrifisiologia, desenvolvido pela Agrilife Solutions. A proposta busca integrar fisiologia vegetal e nutrição para ampliar o aproveitamento dos nutrientes e tornar o manejo mais eficiente.

    A empresa também apresentou soluções à base de microalgas, além do VacStress, voltado ao preparo de soja e milho diante de situações de estresse abiótico. Já a Krilltech levou tecnologias baseadas em nanopartículas de carbono, enquanto a Terrus Regeneração apresentou uma plataforma de agricultura regenerativa baseada na análise da tipologia de argila.

    Para Everton Campos, a inovação precisa estar ligada ao resultado econômico e ambiental. “O mercado não busca apenas produtividade. Hoje, eficiência precisa estar associada à rentabilidade para o produtor e para a distribuição, além de soluções com baixo ou zero impacto ambiental”, afirmou.

    A participação da Casa Bugre também levou a discussão para além das tecnologias apresentadas nos estandes. Uma edição especial do podcast AgriforLife Talks foi gravada durante o Congresso, reunindo convidados para discutir geração de caixa, crédito, barter, mercado de capitais, inovação e novos modelos de relacionamento na cadeia.

    Novos modelos aproximam crédito e produção

    As mudanças no financiamento do agro também apareceram nas conversas realizadas durante o evento. Francisco Martinez, diretor-executivo do Broto, apresentou o Barter Broto, solução que digitaliza a operação de troca de grãos por insumos.

    Nesse modelo, o produtor adquire os insumos necessários para a safra e utiliza parte da produção futura como forma de pagamento. A operação, segundo Martinez, é integrada ao Banco do Brasil, que assume o risco de crédito, enquanto a plataforma busca ampliar a agilidade e a rastreabilidade do processo.

    O advogado Ruy de Toledo Piza, sócio do FAS Advogados, também apontou uma aproximação maior entre fabricantes, fornecedores de insumos, revendas, financiadores e empresas especializadas em soluções financeiras.

    De acordo com Piza, o mercado vem recorrendo a estruturas mais sofisticadas para financiar o agronegócio, com a participação de instituições financeiras, gestoras, securitizadoras, fintechs e agtechs. A movimentação ocorre em um cenário marcado por crédito mais caro, inadimplência elevada e necessidade de capital de giro.

    Ao mesmo tempo, a tecnologia amplia seu espaço nessa transformação. O executivo citou avanços em biodefensivos, bioprodutos e biossoluções, além da crescente interação com a inteligência artificial.

    Competitividade depende de integração

    As discussões da Andav apontaram para um agro em transformação. De um lado, produtores e empresas precisam lidar com um ambiente financeiro mais exigente. De outro, novas tecnologias e modelos de financiamento abrem caminhos para aumentar a eficiência e melhorar a capacidade de resposta da cadeia.

    A conclusão que atravessou os diferentes debates é que produtividade, sozinha, não define mais a competitividade. Gestão financeira, inovação, acesso a crédito e eficiência produtiva precisam caminhar de forma integrada.

    Nesse cenário, a distribuição também ganha uma função estratégica. O setor deixa de atuar apenas como elo comercial entre fabricantes e produtores e passa a participar de uma rede que envolve ciência, tecnologia, crédito e novas soluções para o campo.

  • Agroleite ganha cobertura 4G permanente em parque tecnológico

    Agroleite ganha cobertura 4G permanente em parque tecnológico

    Os visitantes da 26ª edição do Agroleite passaram a contar com cobertura 4G no Parque Tecnológico Agroleite, em Castro (PR). A nova torre de telefonia móvel entrou em operação antes da abertura da feira e permanecerá instalada de forma permanente. A estrutura beneficia produtores rurais, cooperados, expositores, moradores da região e o público que frequenta o espaço ao longo do ano.

    A implantação da infraestrutura atende uma demanda antiga do parque, que não dispunha de cobertura de telefonia móvel para os visitantes. Segundo os responsáveis pelo projeto, o sinal alcança aproximadamente 15 quilômetros. O relevo plano da região contribui para a área de cobertura e amplia o acesso aos serviços de comunicação e internet móvel.

    A iniciativa contou com apoio do programa de incentivo do Governo do Paraná, que permite a utilização de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em investimentos estruturantes. A TIM foi a empresa responsável pela implantação da torre.

    Estrutura atenderá o parque durante todo o ano

    Além de melhorar a comunicação durante o Agroleite, a nova torre permanecerá em funcionamento após o encerramento da feira. Dessa forma, produtores, empresas instaladas no parque e comunidades vizinhas continuarão utilizando a estrutura.

    Segundo o gerente de Tecnologia e Informação da Castrolanda, Emerson Zanoti Rosa, o projeto surgiu para solucionar um problema antigo relacionado à conectividade.

    “Tínhamos o desafio de garantir conectividade para o Parque Tecnológico Agroleite e seus visitantes. Em conjunto com a UniTI, o Governo do Estado e a Prefeitura, conseguimos viabilizar um modelo que atenderá o parque durante todo o ano. Essa torre representa um ganho importante para o Agroleite, para os produtores, para a comunidade e para toda a região.”

    O diretor executivo da UniTI, Alfredo Kugeratski, afirmou que a iniciativa representa um avanço para a infraestrutura regional. Segundo ele, a Castrolanda foi a primeira cooperativa paranaense integrante da entidade a implantar uma torre pública de telefonia.

    Para o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, o investimento amplia as possibilidades de comunicação para produtores rurais e moradores do entorno do parque.

    Já o gerente do Parque Tecnológico Agroleite, Gustavo Viganó, destacou que o espaço reúne empresas, instituições e iniciativas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio. Segundo ele, a nova estrutura fortalece o parque como ambiente de inovação e geração de conhecimento.

    Feira segue até sexta-feira em Castro

    O Agroleite 2026 começou na segunda-feira (3) e segue até sexta-feira (7), em Castro, nos Campos Gerais do Paraná. Considerado um dos principais eventos da cadeia leiteira da América Latina, o encontro reúne produtores, cooperativas, empresas, pesquisadores e profissionais do setor para apresentar tecnologias, equipamentos, pesquisas e soluções voltadas à produção de leite.

    Ao longo da programação, os participantes acompanham demonstrações de tecnologias, palestras técnicas, exposição de máquinas e equipamentos, além de atividades voltadas à inovação e ao desenvolvimento da pecuária leiteira.

    A edição deste ano reúne 125 empresas patrocinadoras. Além da exposição de produtos e serviços, o evento busca estimular a troca de conhecimento e a realização de negócios entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva.

    O Agroleite é promovido pela Cooperativa Castrolanda e tem entrada gratuita. A programação acontece no Parque Tecnológico Agroleite e no Parque Dario Macedo, em Castro (PR), até o dia 7 de agosto.

  • Andav 2026 destaca inovação para os desafios do agronegócio

    Andav 2026 destaca inovação para os desafios do agronegócio

    A cadeia de distribuição de insumos agropecuários volta a se reunir entre os dias 11 e 13 de agosto na 15ª edição do Congresso Andav 2026, que será realizada no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Com o tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”, o encontro terá como foco debates sobre inovação, sustentabilidade, tecnologias para o campo e os desafios que devem influenciar os próximos anos do agronegócio brasileiro.

    A programação reunirá empresas do setor, distribuidores, pesquisadores, consultores e produtores rurais. Além disso, o evento apresentará soluções voltadas ao aumento da eficiência das lavouras, ao uso de bioinsumos, às novas ferramentas de nutrição vegetal e ao avanço da agricultura regenerativa.

    Entre os expositores está o Grupo Casa Bugre. A empresa aproveitará a edição de 2026 para celebrar 45 anos de atuação. Também apresentará tecnologias desenvolvidas em parceria com Krilltech, Agrilife Solutions e Terrus Regeneração.

    Tecnologias voltadas à produtividade

    Entre os destaques anunciados pela empresa está uma plataforma de nutrição vegetal baseada no conceito de Nutrifisiologia. A tecnologia combina a fisiologia das plantas com estratégias de manejo nutricional. Dessa forma, busca ampliar o aproveitamento dos nutrientes pelas culturas.

    Segundo o diretor de Marketing e Inovação do Grupo Casa Bugre, Everton Molina, a proposta utiliza os recursos de forma mais eficiente.

    “O objetivo é proporcionar maior aproveitamento dos nutrientes, utilizando recursos de forma estratégica para alcançar melhores resultados produtivos e econômicos.”

    Além disso, a empresa apresentará soluções baseadas em microalgas. Esses produtos atuam como bioestimulantes e biopotencializadores para diferentes culturas agrícolas.

    Outro destaque será uma tecnologia destinada a auxiliar as plantas na resposta aos estresses abióticos, como períodos de déficit hídrico e altas temperaturas. Conforme a empresa, a solução atende especialmente as lavouras de soja e milho.

    Agricultura regenerativa ganha espaço

    A agricultura regenerativa também terá espaço entre as tecnologias apresentadas durante a feira.

    A Terrus Regeneração exibirá uma plataforma baseada na análise da tipologia de argila do solo. A ferramenta reúne informações para apoiar decisões relacionadas ao manejo das áreas agrícolas. Entre elas estão a avaliação de riscos hídricos, a identificação de compactação do solo, a recomendação de bioinsumos, estratégias para mitigação de estresses e o direcionamento de investimentos na propriedade.

    Já a Krilltech destacará soluções voltadas à eficiência fisiológica das plantas. Entre elas está a tecnologia Arbolina. Segundo a empresa, a solução atua no metabolismo vegetal e estimula processos ligados à fotossíntese e à geração de energia.

    Além da Arbolina, a empresa apresentará soluções específicas para cana-de-açúcar, milho, algodão e citros. Também divulgará pesquisas envolvendo nanopartículas de carbono aplicadas à agricultura.

    Espaço para debates sobre o setor

    Além da exposição de tecnologias, a programação contará com o AGRIFORLIFE TALKS, podcast realizado durante os três dias do evento no estande do Grupo Casa Bugre.

    A iniciativa reunirá especialistas, pesquisadores, produtores rurais e representantes do agronegócio. Durante os encontros, eles discutirão inovação, sustentabilidade, gestão, mercado e as perspectivas para a agricultura brasileira.

    De acordo com o CEO do Grupo Casa Bugre, Flavio Maia, a participação na Andav representa uma oportunidade para apresentar tecnologias desenvolvidas com base em pesquisa e inovação.

    “A participação no evento representa um momento especial para apresentar ao público as tecnologias que fazem parte da nova geração da agricultura, unindo pesquisa, ciência aplicada e inovação para entregar mais eficiência ao produtor rural.”

    O executivo também destacou que a empresa busca desenvolver ferramentas capazes de contribuir para o aumento da produtividade e para sistemas agrícolas mais sustentáveis.

    Por fim, a Andav é considerada um dos principais encontros da cadeia de distribuição de insumos agropecuários do Brasil. O evento reúne representantes da indústria, distribuidores, cooperativas, consultores e produtores. Assim, promove a apresentação de tendências, a discussão dos desafios do setor e o compartilhamento de experiências sobre o desenvolvimento do agronegócio.

  • Agroleite 2026 espera movimentar R$ 500 milhões no Paraná

    Agroleite 2026 espera movimentar R$ 500 milhões no Paraná

    A Agroleite 2026 começa nesta segunda-feira (3), em Castro (PR), com expectativa de movimentar cerca de R$ 500 milhões em negócios ao longo dos cinco dias de programação. Promovida pela Cooperativa Castrolanda, a feira reúne empresas, produtores, pesquisadores e especialistas para apresentar tecnologias, inovações e tendências voltadas à pecuária leiteira.

    A previsão para esta edição é mais conservadora do que a registrada no ano passado. Em 2025, o evento alcançou um recorde histórico de R$ 969 milhões em negócios, resultado que praticamente dobrou a expectativa inicial da organização.

    Cenário econômico leva produtores a buscar mais conhecimento

    Segundo o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, o momento vivido pelo agronegócio e pela cadeia do leite exige cautela por parte dos produtores.

    De acordo com ele, a prioridade neste ano deve ser a busca por conhecimento, inovação e novas tecnologias, enquanto os investimentos nas propriedades tendem a ocorrer de forma mais moderada.

    “Acreditamos que o momento, para o produtor, é mais de busca de novos conhecimentos, informação e tecnologias do que de investimentos nas propriedades.”

    Entre os fatores que pressionam a atividade, Bouwman destaca a redução das margens do produtor, a entrada de leite em pó importado no mercado brasileiro, as elevadas taxas de juros e o aumento dos custos de produção, incluindo fertilizantes, sementes e óleo diesel.

    Segundo o dirigente, esses fatores tornam os investimentos mais desafiadores para a pecuária leiteira e para outras atividades agropecuárias.

    Feira espera receber 170 mil visitantes

    Mesmo diante do cenário econômico, a Agroleite deve registrar crescimento em sua estrutura.

    A organização prevê a participação de aproximadamente 400 empresas expositoras, cerca de 600 animais e um público estimado de 170 mil visitantes.

    Castrolanda investe R$ 11 milhões na expansão do parque tecnológico

    Para a edição deste ano, a Castrolanda investiu aproximadamente R$ 11 milhões na ampliação do Parque Tecnológico Agroleite.

    Os recursos foram destinados à construção de novos espaços para empresas parceiras, expansão da Arena Conexão, melhorias na infraestrutura e nos serviços oferecidos aos visitantes.

    As obras fazem parte de um projeto mais amplo, que prevê investimentos de cerca de R$ 100 milhões, realizados em parceria com instituições públicas e privadas. Entre os projetos estão a criação de um Centro de Excelência de Bovinocultura de Leite e de um Laboratório de Biotecnologia de Leite.

    A proposta é transformar o parque em um ambiente permanente de inovação, aproximando empresas, produtores, universidades e instituições ligadas à cadeia leiteira durante todo o ano.

    75 anos

    Em 2026, a Castrolanda comemora 75 anos de história com o tema “Movidos por um legado”.

    A cooperativa iniciou suas atividades na pecuária leiteira com animais puros de origem trazidos por imigrantes holandeses e, atualmente, atua nas cadeias de grãos, leite, carnes (suínos e ovinos) e batata.

    Com produção de aproximadamente 568,9 milhões de litros de leite em 2025, volume 6,1% superior ao registrado em 2024, a cooperativa reúne mais de 1.200 cooperados e possui unidades nos estados do Paraná, São Paulo e Tocantins.

    Serviço

    Agroleite 2026

    • Data: de 3 a 7 de agosto
    • Local: Parque Tecnológico Agroleite e Parque Dario Macedo, em Castro (PR)
    • Entrada: gratuita
    • Informações: agroleitecastrolanda.com.br
  • Feira em BH tem cachaças de R$ 25 a R$ 15 mil; conheça as mais caras

    Feira em BH tem cachaças de R$ 25 a R$ 15 mil; conheça as mais caras

    Quanto vale uma garrafa de cachaça? A bebida típica do Brasil atende diferentes perfis de consumidores. Com R$ 25, por exemplo, já é possível comprar uma garrafa. Entretanto, alguns rótulos custam milhares de reais.

    Na Expocachaça, em Belo Horizonte (MG), uma garrafa chega a R$ 15 mil. Esse é o preço da Extra Premium Diamond 2, produzida em Ivoti (RS). A bebida passa por 21 anos de envelhecimento. Além disso, a embalagem recebe um diamante cravado. Sem a pedra, a mesma versão custa R$ 10 mil.

    As duas versões estão entre as cachaças mais caras disponíveis na Expocachaça. A feira começa na próxima quinta-feira (6) e segue até sábado (8), na capital mineira.

    Cachaça premium tem produção limitada

    Segundo o expositor Marcelo Pelisson, a Weber Haus Extra Premium apresenta características especiais. A destilaria envelhece a bebida durante seis anos em barris de carvalho francês. Depois, o processo continua por mais seis anos em barris de bálsamo.

    Além disso, a destilaria produz essa série em edição limitada. Pelisson participa da Expocachaça pelo 14º ano. Segundo ele, Minas Gerais representa um mercado promissor para a bebida.

    O expositor também destaca o consumo de cachaça no estado e na capital mineira. “Como destilaria gaúcha, não podemos ficar de fora”, afirma Pelisson.

    Quem compra a cachaça de R$ 15 mil?

    De acordo com Pelisson, diferentes perfis procuram a cachaça mais cara da feira. Entre eles estão colecionadores, admiradores da bebida e consumidores comuns. O expositor também ressalta a qualidade do produto. Segundo ele, a bebida pode ser comparada aos grandes conhaques mundiais.

    Expocachaça deve movimentar R$ 30 milhões

    A organização estima que a Expocachaça movimente cerca de R$ 30 milhões durante e após o evento. O valor considera negociações comerciais, lançamentos de produtos e abertura de novos mercados. Além disso, a feira busca fortalecer relações entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

    Segundo o idealizador José Lúcio Mendes, o evento nasceu para fortalecer a cadeia da cachaça de alambique. Por isso, a Expocachaça reúne produtores rurais, fabricantes de equipamentos e fornecedores de insumos.

    A programação também inclui distribuidores, compradores e especialistas do setor. Assim, o evento cria um ambiente voltado para negócios, conhecimento e geração de valor.

    Durante a feira, também acontecem a 19ª Brasil Bier e a 4ª edição do Minas + Doce. A Brasil Bier concentra atrações relacionadas às cervejas. Já o Minas + Doce destaca o segmento de doces.

    Minas Gerais lidera produção de cachaça

    A força da Expocachaça acompanha a liderança de Minas Gerais na produção brasileira de cachaça. Segundo o Anuário da Cachaça 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Brasil possui 1.266 estabelecimentos registrados. Minas Gerais concentra 501 deles. Portanto, o estado reúne 39,6% das cachaçarias registradas no país.

    Além disso, Minas possui 2.492 produtos registrados. Esse número representa 34,5% de todos os rótulos de cachaça registrados no Brasil. Os dados reforçam a importância de Minas Gerais para o mercado nacional da bebida.