Autor: Giovanna Costa

  • Chocolate vai ficar mais caro? Super El Niño preocupa produtores

    Chocolate vai ficar mais caro? Super El Niño preocupa produtores

    O avanço do El Niño voltou a colocar a produção de cacau no radar de produtores e fabricantes de chocolate. Apesar dos riscos climáticos, representantes do setor avaliam que a expansão do cultivo para novas áreas pode ajudar a reduzir os efeitos de uma eventual quebra de safra sobre a oferta da matéria-prima.

    Para Arcelia Gallardo, fundadora da Mission Chocolate, uma repetição da forte escalada de preços observada anteriormente não é inevitável.

    “No Equador, os produtores plantaram milhares de pés de cacau há quatro anos porque eles estavam entendendo o que iria acontecer. Por causa dos efeitos do clima, agora temos cacau também em São Paulo”, afirma. “Onde antes não tinha cacau, agora tem.”

    A avaliação de Gallardo é que a ampliação das regiões produtoras pode funcionar como um contraponto aos problemas provocados pelo clima. Isso, porém, não elimina os riscos que o El Niño representa para a cultura.

    Alta do cacau já mudou os chocolates

    Filha de agricultores mexicanos e nascida na Califórnia, nos Estados Unidos, Gallardo trabalha com o modelo bean-to-bar, expressão usada para fabricantes que compram os grãos de cacau e controlam sua transformação até a produção das barras.

    Com a forte valorização do cacau registrada no fim de 2024, a Mission Chocolate precisou rever parte de sua estratégia. Segundo Gallardo, algumas fórmulas foram modificadas e determinados produtos passaram a ter versões menores para absorver parte do aumento dos custos.

    Arcelia Gallardo é fundadora da Mission Chocolate (Foto: Divulgação)

    Além disso, outra alternativa foi aumentar a variedade do portfólio.

    “Conseguimos pensar em outros produtos que poderíamos fazer, como confeitos banhados em chocolate, que deram muito certo.”

    Segundo a empresária, essas mudanças ajudaram a evitar que toda a elevação dos custos fosse repassada ao consumidor.

    Caso uma nova onda de valorização da matéria-prima aconteça, a Mission também aposta em cookies e produtos banhados, que demandam uma quantidade menor de chocolate do que as barras tradicionais.

    Nestlé aposta em manejo para diminuir perdas

    Entre as grandes indústrias, uma das estratégias para reduzir a vulnerabilidade da cadeia está no preparo das propriedades rurais.

    A diretora de marketing de chocolates da Nestlé, Paula Munhoz, afirma que a prevenção de perdas passa pela adoção de melhores práticas pelos fornecedores de cacau.

    Entre as medidas mencionadas estão:

    • melhoria da gestão da água;
    • distribuição de mudas com maior potencial produtivo;
    • adoção correta de técnicas de poda;
    • orientação técnica aos produtores.

    Essas ações fazem parte da estratégia da empresa para aumentar a resiliência das propriedades diante de condições climáticas adversas.

    Por meio do Nestlé Cocoa Plan, a companhia mantém uma rede de mais de 6,5 mil fazendas parceiras no Brasil, com iniciativas de assistência técnica, capacitação e adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis.

    Com o El Niño no radar, produtores e fabricantes passam a acompanhar não apenas as cotações do cacau, mas também a distribuição das chuvas e o comportamento das lavouras nas principais regiões produtoras.

  • Zezé Di Camargo anuncia show para dia ’12 + 1′ de novembro em Goiás

    Zezé Di Camargo anuncia show para dia ’12 + 1′ de novembro em Goiás

    Um detalhe inusitado na divulgação de um show de Zezé Di Camargo em Rio Verde, Goiás, chamou atenção nas redes sociais. A apresentação está marcada para 13 de novembro, mas o material do evento optou por anunciar a data como “12 + 1 de novembro”.

    A escolha, no entanto, não foi um erro de digitação. Alcidon Neto, responsável pela organização do evento, confirmou que evitar o número 13 foi proposital e explicou que dois fatores pesaram na decisão: a associação do número ao Partido dos Trabalhadores (PT) e o fato de a apresentação acontecer justamente em uma sexta-feira 13.

    Por que o anúncio usa “12 + 1”?

    O número 13 é utilizado pelo PT nas eleições brasileiras, o que fez com que a divulgação rapidamente ganhasse uma interpretação política nas redes sociais.

    Segundo Alcidon Neto, essa associação realmente esteve entre as razões para a escolha. A superstição em torno da sexta-feira 13 também foi considerada pelos organizadores.

    O responsável pelo evento ressaltou, porém, que o show de Zezé já estava acertado havia meses e afirmou que a divulgação não foi criada agora por causa do período eleitoral.

    “Não divulgamos agora em pleno período eleitoral. O show já estava fechado desde março”, afirmou.

    Decisão não partiu do artista

    A assessoria de Zezé Di Camargo afirmou que o formato utilizado para apresentar a data foi uma escolha da organização responsável pelo evento.

    Segundo a equipe, a divulgação não teve participação do cantor nem de seus empresários. O material foi produzido pela empresa responsável pela apresentação em Rio Verde.

    Zezé já havia se envolvido em polêmica política com o SBT

    A repercussão também resgatou um episódio envolvendo Zezé Di Camargo e o SBT, ocorrido em dezembro de 2025.

    Na ocasião, o cantor havia gravado para a emissora um especial de Natal chamado ‘Natal É Amor’, previsto para ser exibido no dia 17 de dezembro.

    Dias antes da transmissão, porém, Zezé publicou um vídeo criticando a postura do SBT depois do lançamento do canal SBT News, realizado em 12 de dezembro daquele ano. O evento reuniu autoridades de diferentes esferas e posições políticas, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o então vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e o ministro Alexandre de Moraes.

    Zezé demonstrou insatisfação principalmente com a postura que atribuía às filhas de Silvio Santos e pediu que a emissora não exibisse o programa que ele já havia gravado.

    A declaração ganhou forte repercussão porque o cantor utilizou o termo “prostituindo” ao criticar a condução da emissora. Ele também disse não querer decepcionar a parcela do público que pensava de maneira diferente.

    SBT cancelou especial de Natal após a repercussão

    Inicialmente, o SBT chegou a informar que manteria o especial na programação. Horas depois, entretanto, a emissora mudou de posição.

    Na noite de 15 de dezembro de 2025, o canal comunicou que, após avaliações internas, não exibiria mais o especial de Zezé Di Camargo previsto para aquela semana.

  • Governo avalia criar lista de ‘agrotóxicos altamente perigosos’

    Governo avalia criar lista de ‘agrotóxicos altamente perigosos’

    O governo federal avalia a criação de uma lista de Agrotóxicos Altamente Perigosos (AAP) baseada em critérios internacionais relacionados à toxicidade para seres humanos e aos riscos para o meio ambiente.

    A proposta, porém, ainda está em análise e não significaria automaticamente a proibição dos produtos enquadrados na lista. Mesmo assim, representantes de produtores e fabricantes de defensivos temem que a classificação provoque restrições indiretas e impactos econômicos sobre a agricultura brasileira.

    Uma minuta de portaria conjunta dos ministérios do Meio Ambiente e da Saúde, do Ibama e da Anvisa reúne 42 ingredientes ativos já proibidos no Brasil e outros 39 registrados e atualmente utilizados no país, segundo informações publicadas pelo Valor Econômico.

    Lista atingiria centenas de defensivos agrícolas

    De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (Aenda), os 39 ingredientes ativos registrados aparecem em 864 produtos comerciais de 89 fabricantes.

    Segundo nota técnica da entidade citada pelo Valor, eles representam 26,3% das formulações comerciais de herbicidas, inseticidas e fungicidas disponíveis no país.

    Esses defensivos são utilizados no manejo de diferentes problemas fitossanitários, entre eles:

    • ferrugem asiática da soja;
    • bicudo-do-algodoeiro;
    • antracnose;
    • mofo-branco no feijão;
    • percevejos;
    • cigarrinha-do-milho.

    Governo diz que classificação não significa proibição

    Segundo o material-base, a minuta foi assinada em abril pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama. Desde então, entidades ligadas ao agronegócio vêm se mobilizando contra a publicação.

    A Casa Civil informou que avaliações técnicas e jurídicas continuam sendo realizadas e que, diante da complexidade do assunto, a proposta permanece sob análise do governo federal.

    O Ministério do Meio Ambiente também afirmou que a inclusão de um ingrediente ativo na lista não implicaria vedação automática de seu uso.

    “A categorização de ingredientes ativos de agrotóxicos constitui importante subsídio para a formulação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à redução da exposição a agrotóxicos altamente perigosos ao meio ambiente e à saúde no Brasil”, afirmou a Pasta.

    O Ministério da Saúde informou que ainda não havia recebido o documento.

    Proposta está ligada ao Pronara

    A iniciativa está relacionada ao Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), política federal voltada à redução progressiva do uso desses produtos e ao estímulo a alternativas de menor impacto.

    O programa foi instituído pelo Decreto 12.538/2025 e prevê ações como monitoramento de resíduos em alimentos, incentivo à produção de base ecológica, pesquisa e desenvolvimento de bioinsumos.

    A discussão sobre os chamados Highly Hazardous Pesticides (HHPs) utiliza como referência critérios adotados internacionalmente pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), conforme o material analisado.

    Uma ata do comitê gestor do Pronara também aponta que a classificação poderia auxiliar na priorização de alternativas e no incentivo à inovação tecnológica.

    Produtores temem restrições indiretas

    A Aprosoja Brasil classificou a proposta como um “banimento indireto disfarçado”.

    Segundo a entidade, mesmo sem uma proibição formal, a utilização da lista em políticas públicas poderia provocar consequências em áreas como:

    • crédito rural;
    • seguros agrícolas;
    • programas de certificação;
    • compras públicas;
    • comércio exterior;
    • cadeias de exportação.

    A associação também considera possível o surgimento de novas restrições estaduais ou municipais.

    A posição recebeu apoio de aproximadamente 50 entidades ligadas ao Instituto Pensar Agropecuária (IPA).

    Parte do setor também questiona a participação do Ministério da Agricultura na elaboração da medida e a compatibilidade da proposta com a Lei 14.785/2023, que estabeleceu novas regras para registro, controle e fiscalização de agrotóxicos no país.

    A legislação de 2023 efetivamente disciplina pesquisa, produção, registro, classificação, controle, inspeção e fiscalização dos agrotóxicos no Brasil.

    Setor estima impacto bilionário sobre soja e milho

    Um dos principais argumentos contrários à medida envolve eventuais efeitos sobre a produtividade agrícola.

    Em estudo apresentado ao Ministério da Agricultura, a CropLife Brasil estimou que um cenário de restrição significativa na eficácia do controle fitossanitário poderia provocar perda de 12,8 milhões de toneladas de soja, com impacto financeiro de aproximadamente R$ 23,5 bilhões.

    Para o milho, a entidade projetou redução potencial de 92,9 milhões de toneladas, equivalente a cerca de R$ 102 bilhões.

    Somadas, as projeções chegam a R$ 125,5 bilhões.

    Os números, no entanto, são estimativas produzidas pelo setor de defensivos para um cenário hipotético de restrição relevante e não representam uma previsão oficial do governo ou uma consequência já estabelecida da criação da lista.

    Exportações também preocupam o setor

    A CropLife argumenta ainda que a classificação poderia produzir efeitos comerciais e reputacionais sobre produtos agrícolas brasileiros em mercados com regras ambientais mais rígidas, como a União Europeia.

    Segundo a entidade, a existência da lista poderia alimentar novos questionamentos sobre sustentabilidade e padrões produtivos brasileiros durante negociações comerciais e relações com compradores internacionais.

    Em manifestação técnica encaminhada à Casa Civil, o Ministério da Agricultura apresentou críticas à minuta.

    Segundo o documento, a Pasta avaliou que a proposta “apresenta graves inconsistências técnicas, jurídicas e institucionais, configurando risco a um sistema regulatório consolidado, ameaçando a segurança jurídica e a competitividade do agronegócio brasileiro”.

    Já o Ministério do Desenvolvimento Agrário se posicionou favoravelmente à publicação da portaria em manifestação técnica mencionada no processo.

  • Leonardo ostenta império com fazenda de R$ 60 milhões e gado Nelore em Goiás

    Leonardo ostenta império com fazenda de R$ 60 milhões e gado Nelore em Goiás

    Fora dos palcos, o cantor Leonardo construiu uma forte trajetória ligada ao campo. Além da carreira na música sertaneja, o artista mantém negócios no agronegócio e tem na Fazenda Talismã, em Goiás, sua propriedade rural mais conhecida.

    Localizada em Jussara (GO), a fazenda é avaliada em cerca de R$ 60 milhões e tem mais de 1 mil hectares, segundo informações divulgadas por veículos que acompanharam a propriedade. A pecuária bovina é a principal atividade do local.

    Fazenda Talismã reúne mais de 5 mil cabeças de gado

    A propriedade abriga mais de 5 mil cabeças de gado. A atividade envolve criação e manejo de bovinos, com destaque para o gado Nelore, uma das principais raças utilizadas na pecuária de corte brasileira.

    Além da pecuária, a Fazenda Talismã conta com uma estrutura voltada ao lazer e à vida no campo. Entre os espaços já divulgados estão haras, lago, áreas de convivência e outras instalações.

    A propriedade também é associada à produção agrícola, com cultivo de soja e milho.

    O nome da propriedade está ligado à carreira musical do cantor. Talismã também foi o nome de uma música de sucesso gravada por Leandro & Leonardo.

    A fazenda fica em Jussara, no interior de Goiás, região com forte presença da atividade agropecuária.

    Da lavoura de tomates ao sucesso no sertanejo

    Antes de alcançar projeção nacional na música, Leonardo teve contato com o trabalho no campo. O cantor chegou a trabalhar em uma plantação de tomates durante a juventude.

    A carreira artística começou ao lado do irmão, Leandro, com quem formou uma das duplas mais conhecidas da música sertaneja brasileira. Depois da morte de Leandro, Leonardo seguiu carreira solo e consolidou seu nome no gênero.

  • Nova regra do MPF aperta controle sobre origem do gado na Amazônia

    Nova regra do MPF aperta controle sobre origem do gado na Amazônia

    O Ministério Público Federal (MPF) adiou para janeiro de 2027 o início de uma nova etapa de controle da origem do gado comercializado por frigoríficos na Amazônia.

    A medida amplia o alcance do TAC da Carne Legal para os chamados fornecedores indiretos, propriedades que vendem bovinos a fazendas que, posteriormente, fornecem os animais aos frigoríficos.

    A mudança busca aumentar a rastreabilidade da cadeia bovina e identificar gado proveniente de propriedades com irregularidades socioambientais, como desmatamento ilegal, embargos ambientais ou sobreposição com áreas protegidas.

    O cronograma inicialmente divulgado pelo MPF previa o início da contabilização dessas operações em julho de 2026. A implementação, porém, foi prorrogada em seis meses para ampliar o período de adaptação dos produtores e frigoríficos.

    O que são fornecedores indiretos de gado?

    O foco inicial será nos chamados fornecedores indiretos de primeiro nível.

    São propriedades rurais que movimentaram bovinos ou bubalinos para um fornecedor direto nos 24 meses anteriores à aquisição do lote pelo frigorífico.

    Na prática, o fornecedor direto é a fazenda que vende os animais ao frigorífico. Já o indireto aparece em uma etapa anterior da cadeia, fornecendo animais para essa propriedade.

    Esse elo é considerado um dos principais desafios para a rastreabilidade da pecuária porque um bovino pode passar por diferentes propriedades entre as fases de cria, recria e engorda antes de chegar ao abate.

    Como será feito o controle?

    O sistema deverá cruzar informações relacionadas à movimentação e à situação socioambiental das propriedades rurais.

    Entre as bases utilizadas no controle estão informações das Guias de Trânsito Animal (GTAs), do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e de outras bases públicas.

    O desenvolvimento técnico da solução conta com participação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e de outras instituições que apoiam o TAC da Carne Legal.

    Pela metodologia apresentada pelo MPF, um fornecedor direto poderá receber um alerta quando tiver adquirido volume considerado significativo de animais provenientes de fornecedores indiretos em desacordo com os critérios socioambientais.

    Inicialmente, esse limite foi estabelecido em:

    • mais de 30% do total adquirido pelo fornecedor direto na janela analisada;
    • 50 cabeças de gado, quando esse número representar um limite menor.

    O protocolo prevê a redução gradual dessa tolerância ao longo da implementação do sistema.

    Controle começa de forma gradual

    A implementação não significa que os frigoríficos passarão imediatamente a bloquear produtores em janeiro de 2027.

    A primeira etapa será destinada à contabilização das movimentações entre fornecedores indiretos e diretos, criando uma base para as análises posteriores.

    Segundo o cronograma divulgado após o adiamento:

    • janeiro de 2027: início da contabilização das transações dos fornecedores indiretos;
    • janeiro de 2028: início das análises e emissão de relatórios preliminares, inicialmente informativos;
    • julho de 2028: previsão de início dos Relatórios de Alerta sobre Fornecedores Indiretos, que poderão gerar consequências comerciais para fornecedores em situação irregular.

    O calendário deve ser acompanhado porque o protocolo está sendo implantado de maneira gradual e pode receber novos ajustes.

    Frigorífico poderá bloquear fornecedor direto

    Quando as regras de bloqueio estiverem em vigor, o impacto comercial recairá inicialmente sobre o fornecedor direto.

    Caso o sistema identifique volume relevante de gado proveniente de propriedades indiretas fora dos critérios estabelecidos pelo TAC, o frigorífico poderá deixar de comprar animais daquele fornecedor até que a situação seja justificada ou regularizada.

    Entre os mecanismos previstos pelo MPF para permitir a retomada das negociações estão a comprovação de que o fornecedor indireto voltou a atender aos critérios socioambientais ou a apresentação de documentos e certidões que demonstrem sua regularidade na data da operação.

    TAC da Carne já controla compras diretas

    O TAC da Carne Legal estabelece compromissos socioambientais para frigoríficos que atuam na Amazônia e já é utilizado para avaliar as compras diretas de bovinos.

    As empresas participantes devem adotar mecanismos para evitar a aquisição de animais provenientes de propriedades relacionadas a desmatamento ilegal, embargos ambientais, invasão de áreas protegidas ou outras irregularidades previstas no protocolo.

    O desafio dos fornecedores indiretos é maior porque frigoríficos normalmente têm acesso direto aos dados da propriedade responsável pela venda final do animal, mas não necessariamente a todas as fazendas pelas quais o bovino passou anteriormente.

    Dados divulgados pelo próprio MPF em 2025 indicaram que frigoríficos participantes do TAC e submetidos a auditorias independentes registraram nível significativamente menor de irregularidades em comparação com empresas avaliadas por verificações automáticas.

  • Imagens aéreas mostram incêndios destruindo vegetação em diferentes áreas do DF

    Imagens aéreas mostram incêndios destruindo vegetação em diferentes áreas do DF

    Imagens aéreas divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) mostram a dimensão de grandes incêndios florestais registrados nesta quinta-feira (20/8) nas regiões do Paranoá e de Santa Maria, no Distrito Federal.

    O intervalo entre 11h e 16h concentrou a maior quantidade de acionamentos e exigiu reforço na mobilização das equipes operacionais. Além dos veículos terrestres, o CBMDF utilizou o avião Nimbus, do modelo Air Tractor, nas operações de combate.

    Para atender às ocorrências, o Corpo de Bombeiros empregou 53 viaturas ao longo do dia (Foto: CBMDF)

    No Paranoá, o combate às chamas ainda estava em andamento às 20h. De acordo com o CBMDF, duas equipes, formadas por 10 militares, permaneciam mobilizadas para controlar o incêndio.

    Já em Santa Maria, o fogo havia sido controlado. Ainda assim, as equipes do Corpo de Bombeiros continuavam realizando rondas na área. A medida tem como objetivo identificar e evitar o surgimento de novos focos.

    52 ocorrências chegaram aos bombeiros

    O Distrito Federal registrou um número elevado de ocorrências envolvendo fogo em áreas de vegetação. Segundo o CBMDF, até as 18h desta quinta-feira (20), foram contabilizadas 52 ocorrências de incêndio em vegetação em diferentes pontos do DF.

    A corporação informou que as condições ambientais continuam favorecendo a propagação rápida das chamas, principalmente em áreas com vegetação seca.

    O trabalho das equipes segue concentrado no controle dos focos e na prevenção de novos incêndios nas áreas atingidas.

  • Jurada do MasterChef Brasil abre as portas de sítio vintage onde vive

    Jurada do MasterChef Brasil abre as portas de sítio vintage onde vive

    Acostumada ao ritmo intenso das cozinhas profissionais e das gravações do MasterChef Brasil, Helena Rizzo encontra a paz em um refúgio que pouca gente imagina. A chef mantém um sítio em Piracaia, no interior de São Paulo, cercado pela natureza e pensado para receber amigos e familiares.

    Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Helena abriu as portas do refúgio rural e mostrou detalhes da propriedade. A casa preserva características da construção original e reúne móveis reaproveitados, objetos de valor afetivo, muita madeira e espaços integrados.

    E é claro, no centro de tudo está, como não poderia deixar de ser na casa de uma chef, uma grande cozinha.

    https://www.instagram.com/reel/DUEYkm2iQSj/?igsi=MTNnbnQzaGI2MTYyNQ==

    Helena Rizzo preservou estrutura original do sítio

    A residência já estava construída quando Helena adquiriu a propriedade. Durante a reforma, a jurada do MasterChef decidiu evitar grandes interferências na estrutura existente.

    “Quando eu comprei esse sítio, essa casa já existia e eu reformei, mas mantive as paredes existentes e não quebrei nada. Eu acho que um ambiente precisa ter a nossa cara, e para isso eu acho que ele tem que ser ir se compondo aos poucos. Eu gosto de ir sentindo a casa e habitando ela com objetos, com arte, conforme eu vou sentindo”, contou.

    Essa ideia acabou determinando a estética da residência. Em vez de montar todos os cômodos de uma só vez, Helena foi preenchendo os espaços aos poucos, incorporando objetos que já faziam parte de sua história.

    Cozinha é o coração da propriedade

    Entre todos os espaços, a cozinha ganhou protagonismo.

    Integrada às outras áreas sociais, ela permite que quem esteja cozinhando continue participando das conversas e da movimentação da residência.

    A escolha combina com a profissão de Helena, mas também com a proposta do sítio: ser um lugar onde amigos e familiares possam passar longos períodos juntos.

    A madeira aparece com frequência nos acabamentos e móveis. Até a geladeira recebeu um revestimento que a integra visualmente ao restante da cozinha, preservando o aspecto rústico do ambiente.

    Móveis de família ganharam novas funções

    Outra característica da casa é o reaproveitamento de móveis e materiais.

    Helena não comprou uma mobília completamente nova para decorar o sítio. Sofás, tapetes, luminárias e outros objetos que acompanharam diferentes momentos de sua vida encontraram novos lugares na propriedade.

    Entre as peças de maior valor sentimental está uma poltrona herdada da avó. O móvel foi renovado com tecidos trazidos de uma viagem ao Peru e passou a integrar a decoração da casa.

    Até materiais que sobraram da reforma foram aproveitados. Madeiras remanescentes da obra viraram prateleiras e um rack, reduzindo o desperdício e acrescentando novos elementos à decoração.

    “Mobiliei a casa do sítio praticamente com coisas que já tinha. Uma poltrona que era da minha avó, forrada com panos que trouxe do Peru, o sofá da casa antiga, tapetes que carreguei de outras mudanças, luminárias que nunca instalei. Fui levando tudo! As prateleiras e rack, fizemos com madeiras que sobraram da obra. E aos poucos, tudo foi se acomodando”, contou a famosa.

    Lareira gigante chama atenção na sala

    Se a cozinha ocupa o coração da casa, outro elemento rouba a atenção na sala.

    Uma grande lareira metálica preta em formato de cone ocupa posição de destaque no ambiente. Além do desenho marcante, ela é utilizada para aquecer a residência nos períodos mais frios.

    Ao redor dela, a proposta continua sendo incentivar a convivência.

    As janelas amplas permitem a entrada de iluminação natural e mantêm os espaços internos conectados visualmente à vegetação que cerca a propriedade.

    Helena mantém uma horta em seu sítio, onde planta e colhe hortaliças (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Quadros, discos de vinil e um toca-discos ajudam a completar a decoração.

    Onde fica o sítio de Helena Rizzo?

    O refúgio de Helena Rizzo fica em Piracaia, município do interior paulista localizado em uma região marcada pela presença de vegetação e represas.

    O sítio é cercado por vegetação de Mata Atlântica e funciona como um contraponto à rotina profissional da chef em São Paulo.

     

  • Próximos a SP: 3 destinos no meio do mato para curtir o fim de semana

    Próximos a SP: 3 destinos no meio do mato para curtir o fim de semana

    Quem vive em São Paulo não precisa atravessar o estado para trocar prédios, trânsito e asfalto por árvores, cavalos e estradas de terra. A cerca de 100 quilômetros da capital, algumas propriedades rurais transformaram a história do campo paulista em experiência para visitantes.

    Há opções para quem procura passar o fim de semana hospedado em uma fazenda centenária, caminhar por áreas de mata ou até conhecer de perto um cafezal ainda produtivo.

    O Agro em Campo separou três destinos próximos à capital para quem quer passar algumas horas, ou dias, apenas curtindo a vibe rural.

    1. Fazenda Capoava — Itu

    A aproximadamente 90 km da cidade de São Paulo, a Fazenda Capoava, em Itu, reúne quase três séculos de história em uma propriedade que hoje funciona como hotel-fazenda.

    A sede histórica remonta ao século XVIII. O casarão, construído por volta de 1750, conserva características da arquitetura bandeirista, incluindo paredes de taipa de pilão e uma capela anexa. Antes de se tornar hotel, a propriedade atravessou diferentes ciclos da economia rural paulista, começando pela produção de açúcar.

    Para quem quer deixar a rotina urbana para trás, a programação inclui trilhas, cavalgadas monitoradas, observação da fauna e experiências culturais no Espaço Memória Capoava. A diária também dá acesso a piscina, sauna, lago e demais áreas de lazer.

    A própria fazenda organiza suas atividades em torno de pilares como educação ambiental, história, culinária brasileira, cavalos e trilhas, tornando a experiência mais ligada ao campo do que simplesmente à hospedagem.

    Onde fica: Itu (SP)
    Distância de São Paulo: aproximadamente 90 km
    Destaques: história, trilhas, cavalgadas e natureza.

    2. Hotel Fazenda Dona Carolina — Itatiba

    Outra opção para desaparecer da paisagem urbana por alguns dias fica em Itatiba, a cerca de 110 km de São Paulo.

    O Hotel Fazenda Dona Carolina ocupa uma propriedade centenária com aproximadamente 100 hectares de natureza e área de mata nativa da Mantiqueira preservada, segundo informações do próprio empreendimento.

    O passado rural continua presente na experiência oferecida aos visitantes. Há passeios que abordam a história do Brasil Colonial e a produção de café, além de visita à cachaçaria da propriedade.

    Para quem prefere atividades ao ar livre, a fazenda oferece experiências com animais e cavalos, além de passeios por suas trilhas. A programação divulgada pelo empreendimento também inclui outras atividades de lazer e aventura.

    É uma opção especialmente interessante para quem quer combinar hospedagem confortável com uma experiência ligada à história das antigas propriedades rurais paulistas.

    Onde fica: Itatiba (SP)
    Distância de São Paulo: cerca de 110 km
    Destaques: mata, cavalos, história do café e experiências rurais.

    3. Fazenda Tozan — Campinas

    A terceira opção troca a ideia tradicional de hotel-fazenda por uma experiência diretamente ligada à produção de café.

    Localizada em Campinas, a Fazenda Tozan continua produzindo o grão e abre suas áreas históricas para roteiros de turismo rural. A propriedade fica a apenas 16 km do centro de Campinas; o município, por sua vez, está a aproximadamente 90 km da capital paulista.

    Durante os roteiros culturais, os visitantes podem passar pelo cafezal, terreiro de secagem, casa-sede, antigo despolpador, mirante e outras estruturas ligadas à trajetória da propriedade.

    Há uma modalidade com piquenique pela manhã e outra realizada no período da tarde, terminando com o pôr do sol no mirante. Os passeios têm duração aproximada de três horas.

    Diferentemente das duas primeiras opções, a Tozan funciona especialmente bem para quem quer fazer um bate-volta rural e conhecer melhor a trajetória do café no interior paulista sem necessariamente passar a noite na propriedade.

    A fazenda informa que os roteiros dependem de número mínimo de participantes, por isso é importante consultar previamente a disponibilidade e as condições para visitação.

    Onde fica: Campinas (SP)
    Distância da capital: Campinas fica a cerca de 90 km de São Paulo
    Destaques: cafezal produtivo, história do café, piquenique e pôr do sol.

    Antes de colocar o pé na estrada, vale consultar diretamente cada propriedade sobre reservas, horários, atividades disponíveis e necessidade de agendamento, já que a programação pode variar ao longo do ano.

  • Conab eleva previsão de etanol para 41,88 bilhões de litros na safra 2026/27

    Conab eleva previsão de etanol para 41,88 bilhões de litros na safra 2026/27

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou para 41,88 bilhões de litros a estimativa de produção de etanol do Brasil na safra 2026/27. A projeção considera avanços tanto no biocombustível produzido a partir da cana-de-açúcar quanto no etanol de milho.

    O novo número representa um aumento de mais de 1 bilhão de litros em relação à estimativa divulgada em abril. Segundo a Conab, a produção total deve crescer 11,7% na comparação com a temporada anterior.

    Etanol de cana e de milho

    A produção de etanol de cana-de-açúcar está estimada em 29,98 bilhões de litros na safra 2026/27. O volume representa crescimento de 9,7% em relação ao ciclo anterior.

    Já a fabricação de etanol de milho deve alcançar 11,91 bilhões de litros, alta estimada em 17% na comparação anual.

    De acordo com a Conab, a perspectiva de um mercado mais favorável ao etanol em relação ao açúcar influencia a destinação da cana pelas usinas. Ao mesmo tempo, a produção de etanol de milho continua em expansão.

    Conab reduz estimativa para a cana

    Apesar da projeção maior para o etanol, a Conab revisou para baixo a estimativa de produção de cana-de-açúcar em 2026/27.

    O novo levantamento aponta para 705,2 milhões de toneladas, ante 709,1 milhões de toneladas previstos anteriormente.

    Mesmo com o corte em relação à projeção de abril, o volume representa uma alta de 4,7% sobre a safra anterior.

    O avanço esperado está relacionado à combinação entre maior área colhida e melhora da produtividade média nacional.

    Produção de açúcar também é revisada para baixo

    A revisão da produção de cana também aparece na estimativa para o açúcar.

    A Conab agora projeta uma produção de aproximadamente 42,9 milhões de toneladas de açúcar na safra 2026/27. Na estimativa anterior, o volume previsto era de 43,95 milhões de toneladas.

    Se confirmado, o novo número representará uma queda de 2,9% em relação à produção da temporada anterior.

    Assim, o levantamento mostra um cenário de aumento da produção de etanol, especialmente com a expansão do biocombustível de milho.

  • Peixes do ES apresentam deformidades após o desastre de Mariana, diz pesquisa

    Peixes do ES apresentam deformidades após o desastre de Mariana, diz pesquisa

    Pesquisadores identificaram no litoral do Espírito Santo uma taxa recorde de anomalias em peixes costeiros brasileiros. Entre os 38 exemplares da espécie Stellifer naso analisados, 23 apresentaram alterações nos otólitos — o equivalente a 60,5% da amostra.

    Os animais foram coletados em maio de 2022 na foz do Rio São Mateus, próximo aos municípios de Conceição da Barra e São Mateus.

    O resultado supera os percentuais relatados anteriormente na literatura científica para peixes costeiros no Brasil. Até então, o maior índice registrado era de 27,11%, encontrado no bagre Cathorops spixii.

    O estudo foi publicado na revista científica Ocean and Coastal Research e levanta como uma das principais hipóteses a influência de alterações ambientais associadas aos rejeitos liberados após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).

    O que são os otólitos

    As alterações foram identificadas nos otólitos, pequenas estruturas calcificadas encontradas no ouvido interno dos peixes.

    Elas participam de funções como equilíbrio, orientação espacial e percepção sonora.

    A forma e a composição química dos otólitos podem variar de acordo com fatores fisiológicos e ambientais, incluindo temperatura, salinidade e características da água.

    Por isso, alterações nessas estruturas podem ajudar pesquisadores a identificar sinais de estresse ambiental.

    Taxa de anomalias foi a maior já registrada no país

    Dos 38 exemplares estudados, 23 apresentaram otólitos com algum tipo de anomalia.

    Os pesquisadores encontraram alterações de diferentes formatos e dimensões. Em alguns casos, havia projeções anormais semelhantes a pequenos dedos.

    A análise também revelou que os otólitos classificados como anormais apresentavam maior variação morfológica em comparação aos considerados normais.

    Segundo o estudo, o percentual de 60,5% é o mais elevado já relatado na literatura para peixes costeiros brasileiros.

    Rejeitos de Mariana estão entre as principais hipóteses

    Uma das hipóteses investigadas pelos pesquisadores envolve os impactos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido em novembro de 2015.

    O desastre lançou rejeitos de mineração no sistema do Rio Doce, que posteriormente alcançaram o Oceano Atlântico.

    O rompimento da Barragem de Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015 em Mariana (MG), foi o maior desastre socioambiental do Brasil (Foto: Divulgação)

    Stellifer naso vive principalmente em áreas estuarinas e associadas a fundos de sedimento, característica que pode aumentar o contato da espécie com contaminantes depositados no ambiente.

    Estudos anteriores citados pelos autores já registraram contaminação por ferro e bioacumulação de metais em organismos da região afetada pelo desastre.

    “Comparando com outros trabalhos similares no Brasil e também expandindo para outras regiões, o nosso trabalho teve um resultado bem acima da média em quantidade de peixes com anomalias, o que possivelmente está relacionado às marcas do desastre”, afirmou Jonas Andrade-Santos, pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e um dos autores da pesquisa.

    Peixes foram coletados quase sete anos depois do desastre

    Outro dado que chamou atenção dos pesquisadores foi o intervalo entre o rompimento da barragem e a coleta dos animais.

    O desastre ocorreu em novembro de 2015, enquanto os exemplares analisados foram capturados em maio de 2022, quase sete anos depois.

    Segundo os autores, metais e outros contaminantes transportados pelos rios podem permanecer no ambiente e ser novamente mobilizados ao longo do tempo, prolongando a exposição dos organismos aquáticos.

    Estudo não comprova causa das deformidades

    Apesar da possível associação com os rejeitos, os pesquisadores destacam que não é possível determinar ainda a origem exata das anomalias.

    Outros fatores ambientais, como alterações de temperatura e salinidade, além de fatores fisiológicos e genéticos, também podem interferir no desenvolvimento dos otólitos.

    Uma das principais limitações da pesquisa é a ausência de amostras da mesma região anteriores ao rompimento de 2015.

    Sem esse material, não é possível comparar diretamente a incidência de deformidades antes e depois do desastre.

    Pesquisadores vão analisar composição dos otólitos

    A próxima etapa deverá incluir análises químicas dos otólitos para identificar os minerais presentes nessas estruturas e verificar possíveis associações com as deformidades.

    Os pesquisadores também pretendem ampliar o estudo para procurar alterações externas nos animais, incluindo deformações nas nadadeiras.