Tag: vitivinicultura

  • Grande Prova Vinhos do Brasil 2026 anuncia júri

    Grande Prova Vinhos do Brasil 2026 anuncia júri

    A 11ª edição da Grande Prova Vinhos do Brasil (GPVB 2026) destaca a força e a diversidade da vitivinicultura nacional. O evento, reconhecido como a maior prova às cegas de vinhos brasileiros disponíveis no mercado, divulga seu corpo de jurados e entra na reta final de inscrições de amostras.

    Com 27 especialistas de oito estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Santa Catarina)  o júri reflete a amplitude geográfica e técnica do setor. A composição reúne sommeliers, jornalistas especializados, educadores, dirigentes de associações e consultores com ampla experiência em restaurantes, importadoras e grupos hoteleiros.

    Segundo o presidente do júri, Marcelo Copello, a pluralidade do painel garante rigor técnico e credibilidade. “Reunir profissionais de diferentes estados, formações e atuações assegura pluralidade de olhares e resultados consistentes. Todos degustam às cegas, com total independência”, afirma.

    Os jurados possuem certificações de alto nível, como ABS (Associação Brasileira de Sommeliers), WSET (Wine & Spirit Education Trust), ISG (International Sommelier Guild), além de títulos DipWSET e CMS (Court of Master Sommeliers), e formação acadêmica em viticultura e enologia. Essa diversidade de escolas e experiências amplia o nível técnico da competição e reforça o compromisso da GPVB com a qualidade e a transparência.

    As degustações 100% às cegas mantêm o padrão internacional de avaliação, garantindo isenção e reconhecimento no mercado.

    Produtores interessados em participar devem se apressar: as inscrições de amostras se encerram em 15 de fevereiro de 2026. O cadastro pode ser feito pelo site oficial da Grande Prova Vinhos do Brasil ou pelo telefone (21) 98138-6043.

  • Grão Mogol impulsiona produção de vinhos no sertão mineiro

    Grão Mogol impulsiona produção de vinhos no sertão mineiro

    Grão Mogol, município localizado ao pé da Cordilheira do Espinhaço, no Norte de Minas Gerais, está se destacando como referência na produção de uvas e vinhos de alta qualidade, mesmo em condições climáticas desafiadoras típicas do semiárido. Com técnicas modernas de irrigação, manejo adequado e apoio técnico de instituições como a Epamig e a Unimontes, produtores locais têm alcançado produtividade excepcional e reconhecimento nacional.

    Apesar da baixa incidência de chuvas – cerca de 900 mm por ano – e do clima quente e seco, os vinhedos de Grão Mogol apresentam produtividade média de 4 quilos por planta da variedade Merlot, com duas safras anuais. Essa performance é resultado da adoção de fertirrigação, manejo eficiente e constante troca de informações entre produtores e pesquisadores. O município já produz vinhos de diversos estilos, incluindo espumantes, vinhos licorosos, brancos, jovens e tintos de guarda, que podem envelhecer por até 20 anos.

    Reconhecimento nacional e desenvolvimento local

    O sucesso da vitivinicultura local foi reconhecido em 2024, quando o vinho Casa Velha, produzido pela vinícola Vale do Gongo, conquistou a medalha Grande Ouro no Concurso Nacional de Vinhos de Mesa, realizado em Bento Gonçalves (RS), referência nacional no setor. Essa foi a primeira vez que um vinho do Norte de Minas obteve destaque em um concurso desse porte, comprovando o potencial do terroir sertanejo para a produção de vinhos de excelência.

    Foto: Diego Vargas /SEAPA

    A parceria entre produtores e instituições de pesquisa tem sido fundamental para o avanço da viticultura em Grão Mogol. Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Pesquisa em Vitivinicultura da Epamig, Renata Vieira, as condições de solo e clima da região permitem duas safras anuais apenas com manejo de irrigação e poda, sem a necessidade da técnica de dupla poda utilizada em outras regiões do estado. Estudos em andamento buscam aprimorar ainda mais o manejo das variedades cultivadas, especialmente a Merlot.

    Impacto econômico e fortalecimento do enoturismo

    Além da produção de uvas e vinhos, Grão Mogol também se destaca pelo desenvolvimento do enoturismo. O setor turístico local cresceu mais de 300% nos últimos anos, impulsionado pelas experiências oferecidas nas vinícolas e pela valorização dos produtos regionais. O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, destacou o potencial do município não apenas para a vitivinicultura, mas também para o cultivo de café, devido à topografia e altitude favoráveis.

    Com produção anual de 60 toneladas de uvas e 15 mil litros de vinho, além de uma produtividade de até 50 toneladas por hectare para uvas de mesa, Grão Mogol consolida-se como um novo polo da vitivinicultura brasileira. O microclima local, marcado por noites frias e clima seco, contribui para a qualidade das uvas, favorecendo a maturação fenólica e o controle de patógenos, fatores essenciais para a produção de vinhos premiados.

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  • Estância do Sossego apresentará tecnologias na criação de Braford

    Estância do Sossego apresentará tecnologias na criação de Braford

    A Estância do Sossego, localizada no interior de Uruguaiana, será um dos destaques da gira técnica que antecede o 9º Congresso Mundial Braford, programado para ocorrer de 28 de abril a 4 de maio no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Criadora da raça Braford desde 2002, a propriedade liderada por Ana Maria Ormazabal Moura apresentará sua expertise em genética, manejo e inovação pecuária durante o circuito técnico no dia 29 de abril.

    Tecnologias avançadas na criação de Braford

    Luciano Dornelles, administrador da Estância do Sossego, detalha as atividades que serão exibidas:

    • Novilhas prenhas de dois anos e meio;
    • Vacas com cria ao pé e terneiras de ano;
    • Tourinhos de sobreano;
    • Vacas com cria oriundas de Transferência de Embriões (TE);
    • Terneiros produzidos via Fertilização in Vitro (FIV).

    Além disso, a propriedade utiliza técnicas como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) para sincronizar a ovulação das fêmeas. “Temos o ciclo completo: vendemos o animal gordo no final e promovemos remates ao longo do ano”, explica Dornelles.

    Reconhecimento e diversidade produtiva

    A Estância do Sossego também é conhecida por suas Grandes Campeãs, vencedoras em eventos como Expointer e Nacional. Segundo Dornelles, a propriedade possui várias doadoras importantes e descendentes de touros renomados. Além da pecuária, a estância investe na produção de uvas e vinhos, com um vinhedo integrado à propriedade.

    Durante a visita técnica, o professor Júlio Barcellos, coordenador do NESPro e pró-reitor da UFRGS, ministrará uma palestra sobre resiliência dos sistemas produtivos frente às mudanças climáticas e biótipos raciais. O evento é organizado pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) e ocorre paralelamente à 18ª Exposição Nacional da raça Hereford, também em Esteio.

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