Uma galinha de estimação do Texas, chamada Pearl, entrou para o Guinness World Records como a galinha viva mais velha do mundo, com incríveis 14 anos e 69 dias 3. O recorde foi oficializado em 22 de maio de 2025, após comprovação da idade da ave, que nasceu em 13 de março de 2011, em um incubador caseiro da moradora Sonya Hull, de Little Elm.
Pearl, da raça Easter Egger, superou todas as expectativas, já que galinhas dessa variedade costumam viver entre 5 e 8 anos. Segundo Sonya, a mobilidade da ave diminuiu com o tempo, e hoje ela passa a maior parte do dia na lavanderia da família. No entanto, Pearl ainda tem momentos de diversão:
Adora assistir TV quando escuta o som ligado.
Convive bem com os gatos da casa, incluindo um filhote que às vezes senta ao seu lado.
Ainda bota ovos, embora em menor quantidade. Curiosamente, ela colocou um ovo logo após ser reconhecida pelo Guinness.
O recorde anterior e a longevidade das galinhas
Antes de Pearl, o título pertencia a Peanut, uma galinha de Michigan que viveu 21 anos e 238 dias antes de morrer em dezembro de 2023. Outras galinhas notáveis incluem Matilda (16 anos) e Muffy (23 anos e 152 dias), recordista absoluta.
Qual é a expectativa de vida média de uma galinha?
Galinhas criadas como pets (em boas condições) podem viver 5 a 10 anos, dependendo da raça.
Galinhas poedeiras comerciais geralmente vivem apenas 2 a 3 anos devido ao desgaste físico.
Um conjunto de ossos de saurópodes, como são chamados os dinossauros pescoçudos, encontrado no município de Ibirá (SP) revela que a região favoreceu uma doença óssea mortal para esses animais.
Pesquisadores apoiados pela FAPESP encontraram em fósseis de seis indivíduos do Cretáceo, de cerca de 80 milhões de anos atrás, marcas de osteomielite, uma doença óssea que pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários.
Os ossos não contêm sinais de regeneração, o que aponta que os animais morreram com a doença ainda em curso, provavelmente em decorrência dela. O estudo foi publicado na revista The Anatomical Record.
“Existiam poucos achados de doenças infecciosas em saurópodes, o primeiro tendo sido publicado recentemente. Os ossos que analisamos são muito próximos entre si no tempo e de um mesmo sítio paleontológico, o que sugere que a região ofereceu condições para que patógenos infectassem muitos indivíduos naquele período”, conta Tito Aureliano, primeiro autor do estudo e pesquisador da Universidade Regional do Cariri (Urca), no Crato (CE).
Lesões analisadas
Uma das lesões ficou restrita à medula. Os outros ossos, também encontrados entre 2006 e 2023 no sítio Vaca Morta, contêm marcas de lesões que vão da medula até a parte externa. As lesões apresentam textura esponjosa e indicam a presença de vascularização na região, o que as diferencia de outras patologias ósseas, como osteossarcoma e neoplasia óssea — dois tipos de câncer que afetam esse tecido.
Os pesquisadores ainda não identificaram sinais de cicatrização, processo que substitui o tecido ósseo perdido na lesão por um novo. Esse tipo de regeneração costuma aparecer com frequência no registro fóssil, especialmente em ossos que sofreram mordidas de outros dinossauros.
No osso fossilizado de cerca de 80 milhões de anos, as setas indicadas por BL apontam a lesão causada por osteomielite. HB é a parte não lesionada e MB é a medula óssea (imagem: Tito Aureliano et al./The Anatomical Record)
No osso fossilizado de cerca de 80 milhões de anos, as setas indicadas por BL apontam a lesão causada por osteomielite. HB é a parte não lesionada e MB é a medula óssea (imagem: Tito Aureliano et al./The Anatomical Record)
Análises
O estudo contou com apoio do Instituto de Estudos dos Hymenoptera Parasitoides da Região Sudeste Brasileira (IEHYPA-Sudeste), um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela FAPESP.
No IEHYPA-Sudeste, coordenado por Angélica Maria Penteado Martins Dias, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), os pesquisadores analisaram os ossos por meio de microscópio eletrônico de varredura (SEM) e estereomicroscópio.
Três manifestações de osteomielite ainda desconhecidas foram identificadas nos fósseis. Um conjunto continha pequenas protrusões, elevações do osso ou “calombos”, em formato circular.
Outras protrusões tinham um padrão semelhante ao de impressões digitais, num formato de elipse. Por fim, um terceiro conjunto tinha marcas redondas e largas maiores do que todas as outras. “Essas lesões podiam se conectar com músculos e pele e ficarem expostas, vertendo sangue ou pus”, explica Aureliano.
Não foi possível identificar quais eram exatamente os ossos analisados. Apenas que um era uma costela e os outros eram da parte inferior dos membros, tanto de espécies pequenas quanto de gigantes. Também não foi possível identificar uma possível causa para as infecções.
Primeiro caso descrito
Em um trabalho publicado em 2021 na Cretaceous Research, os pesquisadores haviam descrito o primeiro caso de infecção óssea causada por um parasita sanguíneo e que também resultou em osteomielite. Os ossos, naquele caso, eram de um pequeno saurópode, Ibirania parva, encontrado no mesmo local dos fósseis analisados agora.
A região é conhecida como Formação São José do Rio Preto. Isso por englobar municípios como o de mesmo nome. E tinha clima árido, com rios rasos e lentos, além de grandes poças de água parada. Nesses ambientes, muitos dinossauros ficavam atolados e morriam, gerando os fósseis.
“Esse ambiente provavelmente favoreceu patógenos, que podem ter sido transmitidos por mosquitos ou pela própria água que era ingerida pela fauna, que incluía dinossauros, tartarugas e animais similares aos crocodilos atuais”, diz Aureliano.
O autor aponta ainda que as evidências trazidas pelo estudo podem ser úteis tanto em futuros trabalhos de paleontologia como de arqueologia, ao apresentar as diferentes manifestações de uma mesma doença nos ossos e diferenciá-la de outras.
Os autores Tito Aureliano e Aline Ghilardi apresentam um vídeo sobre o trabalho no canal Colecionadores de Ossos.
Um vídeo gravado na praia do Guaraú, em Peruíbe, litoral de São Paulo, mostra o momento em que um turista é surpreendido pelo ataque de uma lagosta-boxeadora (Odontodactylus scyllarus), popularmente conhecida como camarão-louva-a-deus-palhaço. A espécie, que pode atingir até 18cm de comprimento, destaca-se não só pela coloração exuberante — com tons de verde, azul e laranja — mas também por deter o recorde do golpe mais veloz e potente do reino animal.
O turista Rafael Marchezetti Correia, autor das imagens, contou que, ao encontrar o animal, ficou em dúvida sobre a identificação. “Fiquei entre camarão-pistola ou lagosta-boxeadora”, afirmou. Utilizando recursos de inteligência artificial e consultando uma amiga bióloga, ele chegou à resposta correta. O vídeo, gravado em maio deste ano, viralizou nas redes sociais nas últimas semanas.
Golpes passam de 80km/h
A lagosta-boxeadora impressiona pela capacidade de desferir golpes com velocidade superior a 80km/h, movimento que gera uma aceleração comparável à de uma arma calibre 22. Com uma pressão de 60kg/cm², ele é capaz de quebrar a carapaça de um caranguejo e até mesmo, em alguns casos, o vidro de um aquário.
A força do ataque se deve à anatomia singular dos apêndices anteriores, conhecidos como “dactyl clubs”. Além do impacto inicial, o movimento provoca cavitação: a formação e colapso de bolhas na água, criando um segundo impacto capaz de atordoar ou até mesmo matar presas resistentes. “A sua força é impressionante, é como se fosse um animal grande”, relatou Correia após devolver o crustáceo ao mar.
Além da potência física, a lagosta-boxeadora se destaca pelos olhos altamente desenvolvidos. Eles são capazes de enxergar do espectro ultravioleta ao infravermelho e identificar luz polarizada — visão muito superior à dos seres humanos. Apesar de rara à beira-mar, a espécie é comum em recifes de coral e substratos de regiões tropicais do Indo-Pacífico, vivendo escondida entre rochas e tocas feitas em profundidades de até 40m.
Embora cause fascínio por suas habilidades, especialistas alertam para os riscos do contato direto. Seus golpes rápidos podem causar ferimentos sérios, por isso, o ideal é apenas observar e evitar manuseá-la. A lagosta-boxeadora é uma verdadeira maravilha dos mares, combinando exuberância e força sem igual no mundo animal.
Um vídeo antigo, mas sempre engraçado, voltou a viralizar nas redes sociais. Nele, o boi Bastião é flagrado tirando uma soneca com direito a roncos altos e sem nenhuma vergonha. A cena, que já havia feito sucesso no passado, conquistou novamente os internautas.
O animal aparece deitado no chão, completamente relaxado, enquanto emite sons altos e engraçados. O contraste entre seu tamanho e o ronco despreocupado rendeu milhares de compartilhamentos.
“Dorme igual um humano. Lembra meu sogro”, dizem internautas.
Muitos comentários brincam com a semelhança entre o ronco de Bastião e o de algumas pessoas. “Ele dorme melhor que eu!”, escreveu um usuário. Comparações com maridos ou esposas também estão entre os comentários mais divertidos.
Outros destacam a “cara de paz” do boi, que parece ignorar completamente a gravação.
O vídeo, que já tem milhões de visualizações desde sua primeira publicação, voltou a circular em grupos de humor e páginas de animais. A simplicidade da situação foi o suficiente para garantir o sucesso.
Por que vídeos de animais dormindo fazem tanto sucesso?
Especialistas em comportamento digital explicam que conteúdos com animais descontraídos ou em situações cotidianas tendem a engajar o público. “As pessoas se identificam e se divertem com a espontaneidade”, afirma André Queiroz, analista de mídias sociais.
Vídeos de animais com comportamento que lembram humanos, como a cobra bocejando, também trazem às pessoas comparações com amigos e conhecidos, o que faz que o sucesso das postagens continuem.
Um agricultor do interior do Rio Grande do Sul encontrou um tatu completamente congelado em sua propriedade, reflexo das baixas temperaturas que atingem o estado desde o início de julho. O caso ocorreu durante uma das madrugadas mais frias do ano, quando os termômetros registraram temperaturas negativas em diversas cidades gaúchas.
O registro do animal congelado rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando comoção e debates sobre os impactos do frio intenso na fauna local. Vídeos e fotos mostram o tatu rígido, encontrado logo ao amanhecer, em meio ao solo gelado da região rural.
Especialistas explicam que, apesar de casos como esse chamarem atenção, animais silvestres como o tatu são extremamente vulneráveis a variações bruscas de temperatura. Segundo veterinários, a exposição prolongada ao frio pode levar à hipotermia e, consequentemente, à morte desses mamíferos. Eles não possuem mecanismos eficientes para suportar geadas severas.
Nos últimos dias, a Serra Gaúcha e outras áreas do estado enfrentaram uma onda de frio atípica, com temperaturas próximas ou abaixo de zero. O fenômeno afetou não apenas a vida silvestre, mas também a rotina de agricultores e moradores da região, que relatam prejuízos em plantações e dificuldades para proteger animais domésticos e de criação.
O episódio reacendeu discussões sobre a necessidade de estratégias para preservar a fauna local diante de eventos climáticos extremos, que tendem a se tornar mais frequentes com as mudanças climáticas globais. Autoridades ambientais reforçam a importância de monitorar e proteger espécies nativas, especialmente durante períodos críticos do inverno gaúcho.
Uma onça-pintada demonstrou suas impressionantes habilidades aquáticas ao mergulhar por mais de 30 segundos e emergir com um jacaré firmemente preso em sua mandíbula. O registro foi feito por Branco Arruda (@arrudabranco) no Pantanal, bioma que abriga a maior concentração desses felinos no mundo.
A onça-pintada (Panthera onca) é o único felino do mundo que regularmente caça na água. Sua habilidade de nadar é excepcional em comparação com outros felinos, o que lhe permite caçar presas aquáticas, como peixes e jacarés.
Este comportamento aquático diferencia a espécie de todos os outros grandes felinos. Enquanto leões, tigres e leopardos evitam a água, a onça-pintada a utiliza como ferramenta de caça estratégica.
As onças pintadas possuem mandíbulas excepcionalmente fortes, apresentando as mais poderosas mordidas dentre todos os grandes felinos. Proporcionalmente, levando em conta seu peso e tamanho do crânio, a onça-pintada tem a mordida mais forte do mundo, ultrapassando felinos como o tigre e o leão.
Sua mordida é considerada uma das mais fortes do reino animal. A mandíbula desse animal é tão forte que é capaz de perfurar facilmente a carapaça de uma tartaruga e quebrar cascos de répteis.
Estratégia de caça eficiente
Atacam geralmente a cabeça e o pescoço do animal que pode morrer na hora por lesões cerebrais. Esta técnica garante que a presa seja neutralizada rapidamente, evitando ferimentos ao predador.
A onça-pintada utiliza o elemento surpresa como principal estratégia. Em imagens gravadas, é possível ver a onça esperando em cima de uma árvore para dar o bote no jacaré que nada tranquilamente em rio.
São animais solitários e noturnos, o que torna avistá-las uma tarefa desafiadora. Este comportamento esquivo torna registros como o de Branco Arruda ainda mais valiosos para a pesquisa científica.
A presença da onça-pintada no Pantanal indica um ecossistema saudável. Como predador de topo, ela controla as populações de herbívoros e mantém o equilíbrio da cadeia alimentar.
Conservação da espécie
A onça-pintada é considerada “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A perda de habitat e conflitos com atividades humanas representam as principais ameaças à espécie.
O Pantanal brasileiro concentra cerca de 17% da população mundial de onças-pintadas, tornando a região fundamental para a conservação da espécie. Registros como este demonstram a importância da preservação deste bioma único.
Fisicamente semelhante ao leopardo, dele se diferencia pelo padrão de manchas na pele e pelo maior tamanho. A onça-pintada é o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo, perdendo apenas para tigres e leões.
As onças-pintadas também têm mandíbulas e dentes enormes e a força de mordida mais forte de todos os grandes felinos, características que permitem sua estratégia de caça única contra presas com carapaças resistentes como jacarés e tartarugas.
Quem é Branco Arruda?
Branco Arruda é um fotógrafo e guia turístico brasileiro especializado em vida selvagem, reconhecido nacional e internacionalmente por seus registros impressionantes da fauna pantaneira. Atua há mais de 15 anos como guia no Pantanal mato-grossense, consolidando-se como uma das principais referências em fotografia de natureza da região.
Conhecido por sua habilidade em capturar momentos únicos da vida selvagem, Arruda desenvolveu uma especialização particular em fotografar onças-pintadas. Com um portfólio repleto de fotos que falam por si mesmas, Arruda Branco continua a encantar amantes da natureza e da fotografia.
Sua expertise combina conhecimento técnico fotográfico com profundo entendimento do comportamento animal, permitindo antecipar e capturar cenas raras que poucos profissionais conseguem registrar.
Arruda mantém presença ativa no Instagram (@arrudabranco), onde compartilha seus registros e conquista reconhecimento de amantes da vida selvagem. Branco Arruda compartilhou o registro em suas redes sociais, e o vídeo logo ganhou destaque entre amantes da vida selvagem.
Para ele, mais do que uma foto, o momento representa uma lição: “A natureza não precisa de filtros ou efeitos. Ela é espetacular por si só.”
Um momento inusitado envolvendo um guaxinim e uma pintura mural chamou a atenção nas redes sociais. O animal, ao se deparar com uma ilustração de outro guaxinim, reagiu com pulos de empolgação, gerando interpretações sobre “reconhecimento” e representatividade. Confira abaixo
Um vídeo mostra um guaxinim se aproximando de um desenho em estilo cartunesco de outro animal da mesma espécie pintado no muro. O bichinho, visivelmente animado, começou a pular repetidamente, enquanto um segundo integrante do grupo também se aproximou da arte, aumentando a fofura da cena.
Os internautas se dividiram entre humor e especulações. Enquanto alguns destacaram a “importância da representatividade” — com comentários como “Pô, cara! Né que é tu mesmo?” —, outros sugeriram motivos mais pragmáticos, como a possibilidade de o animal estar tentando alcançar algo no muro, embora o vídeo não mostre alimentos no local.
O registro rapidamente ganhou destaque em plataformas como Threads e Instagran, onde usuários celebraram a “reação fofa” do guaxinim diante da arte. A ausência de informações oficiais sobre o local ou o autor da pintura deixou espaço para teorias, mas o encanto com o comportamento animal prevaleceu.
Uma câmera escondida registrou imagens raras de um dos últimos elefantes-da-floresta-africana (Loxodonta cyclotis) no Parque Nacional Niokolo-Koba, no Senegal. O flagrante, feito durante a noite, mostra o animal conhecido como “Elefante Fantasma”, termo usado localmente para descrever os poucos indivíduos remanescentes da espécie, considerada criticamente ameaçada de extinção.
Segundo o grupo de conservação Panthera e a Direção de Parques Nacionais do Senegal, responsáveis pela gravação, o animal foi identificado como Ousmane. O nome foi dado em homenagem a um guarda-florestal do parque. Armadilhas fotográficas registraram o animal, com tecnologia essencial para monitorar espécies raras e discretas. Ousmane não aparecia desde 2019, e as últimas imagens conhecidas datavam de 2020.
Na gravação, Ousmane aparece caminhando lentamente pela savana, parando e encarando a câmera. O brilho dos olhos do animal, causado pelas lentes de visão noturna, reforça o clima misterioso que cerca a espécie.
Espécie em risco crítico
O elefante-da-floresta-africana é menor que o elefante-da-savana, atingindo até 2,25 metros de altura e sendo a menor das três espécies de elefantes existentes. Estima-se que restem apenas entre cinco e dez indivíduos dessa espécie no Parque Nacional Niokolo-Koba, número alarmante diante dos cerca de 450 registrados na região no final da década de 1970.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) classifica a espécie como criticamente ameaçada, com tendência de declínio populacional. O Parque Nacional Niokolo-Koba é atualmente o último refúgio desses elefantes no Senegal, tornando a preservação da área vital para a sobrevivência da espécie.
“Os elefantes estão sob imensa pressão na África Ocidental. Apenas algumas populações de paquidermes sobrevivem nesta região. O Parque Nacional Niokolo-Koba, onde filmaram este indivíduo, é a última área no Senegal onde esta espécie ameaçada de extinção sobrevive”, afirmou Philipp Hensche, diretor regional do Panthera, à Newsweek.
Conservação e esperança
Apesar do cenário preocupante, iniciativas de conservação têm trazido esperança. Desde 2017, o parque e o grupo Panthera desenvolvem um plano de proteção para a área, com estudos para identificar se Ousmane é o último da espécie e avaliar a possibilidade de introduzir um grupo de fêmeas para formar uma nova população reprodutora.
O histórico do parque em conservação é positivo: ações de combate à caça ilegal permitiram que a população de leões da África Ocidental mais do que dobrasse desde 2011. Como reconhecimento, a UNESCO retirou o parque da Lista de Patrimônios Mundiais em Perigo, reforçando a importância das medidas de proteção para espécies ameaçadas.
O registro do “Elefante Fantasma” reacende o debate sobre a urgência da conservação e a necessidade de esforços contínuos para evitar a extinção de espécies emblemáticas na África Ocidental.
Câmeras de monitoramento da Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte, no Pará, registraram, pela primeira vez, filhotes de ariranha, o que indica um ambiente saudável na região desde o início do monitoramento em 2012. Essa ocorrência demonstra o sucesso das medidas de conservação implementadas no entorno da usina, conforme análise técnica do licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama.
Desde 2012, a Norte Energia, responsável pela UHE Belo Monte, mantém um programa de monitoramento de mamíferos aquáticos e semiaquáticos no rio Xingu. O objetivo é mapear, estudar e promover a conservação de espécies ameaçadas.
As câmeras camufladas gravaram imagens detalhadas das ariranhas, também conhecidas como “onça-d’água”, “lontra-gigante” e “lobo-do-rio”. O vídeo mostra duas ariranhas adultas se aproximando da toca, de onde saem dois filhotes e outra ariranha adulta. Desde 1999, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) classifica a espécie como “vulnerável à extinção”.
Raridade
O registro é considerado raro devido à sensibilidade da espécie à presença humana, principalmente durante a criação dos filhotes. Roberto Silva, Gerente de Meios Físico e Biótico da Norte Energia, destaca que a presença de filhotes de ariranha na área de influência de Belo Monte indica que o ambiente oferece condições para a reprodução da espécie.
Os biólogos celebraram a aparição dos filhotes no reservatório artificial de 119 km², criado pela usina e integrado à Área de Preservação Permanente protegida. O acesso restrito favorece o abrigo e a reprodução da fauna silvestre.
Ariranhas e seus filhotes avistados em toca na área de monitoramento da UHE Belo Monte
Devido ao sucesso do projeto, o Ibama o selecionou para apresentação no II Fórum de Programas de Fauna do Licenciamento Ambiental Federal. A equipe da Norte Energia informou o registro de 280 animais aquáticos e semiaquáticos em 13 anos. Além do monitoramento, a empresa compartilha dados com instituições científicas e promove campanhas de conscientização para proteger as ariranhas e outros animais do Xingu.
A ariranha, predadora no topo da cadeia alimentar, desempenha um papel crucial no equilíbrio do ecossistema, controlando a população de outras espécies. As ariranhas vivem em grupos de dois a dez indivíduos na região do Xingu, com todos os adultos participando da criação dos filhotes. A espécie, nativa da América do Sul e com um repertório vocal complexo, se alimenta principalmente de peixes. A caça para a exploração de sua pele contribuiu para o risco de extinção.
Um grupo de amigos presenciou uma cena inusitada e surpreendente em um lago, onde registraram uma ave utilizando um pedaço de pão como isca para atrair peixes. A engenhosidade do animal chamou atenção e gerou entusiasmo entre os observadores, destacando mais uma vez a inteligência e criatividade da natureza.
A ave demonstrou um comportamento raro e impressionante. Ela lançou o pedaço de pão na margem do lago e aguardou pacientemente que os peixes se aproximassem, simulando uma técnica de pesca. Esse tipo de comportamento é um exemplo clássico de uso de ferramentas por animais, algo que vem sendo documentado em diversas espécies de aves ao redor do mundo.
Casos semelhantes na natureza
Pesquisadores estudam e documentam amplamente o uso de ferramentas por aves. Espécies como o Striated Heron (socozinho), por exemplo, já demonstraram utilizar objetos como insetos, frutos e até pedaços de pão para atrair peixes como iscas. Essas aves são conhecidas por sua habilidade em adaptar e modificar materiais para aumentar a eficiência na captura de alimentos.
Os corvos também são famosos por suas capacidades cognitivas avançadas. Eles criam ferramentas com galhos e folhas para extrair insetos ou acessar alimentos em locais difíceis. Esses comportamentos demonstram habilidades complexas de planejamento e execução, características associadas a altos níveis de inteligência animal.
Flagrantes como esse ajudam a ampliar o conhecimento sobre o comportamento das aves e sua capacidade de adaptação ao ambiente.