Tag: vida animal

  • O legado mais bizarro de Pablo Escobar agora ameaça rios inteiros

    O legado mais bizarro de Pablo Escobar agora ameaça rios inteiros

    Você sabia que aqueles hipopótamos que Pablo Escobar trouxe para a Colômbia nos anos 80 agora ameaçam engolir rios inteiros? O que começou como excentricidade de um narcotraficante virou uma invasão fora de controle. Nesta segunda (13/4), o governo colombiano anunciou que vai sacrificar 80 deles para frear o estrago.

    De quatro animais a uma horda incontrolável

    Tudo começou na Hacienda Nápoles, o paraíso particular de Escobar. Ele importou quatro hipopótamos africanos para seu zoológico particular, junto com girafas e zebras. Depois da morte dele em 1993, a fazenda virou ruína. Os outros bichos foram levados embora, mas ninguém quis os hipopótamos. Eles escaparam e se espalharam pela bacia do rio Magdalena.

    Hoje, o censo de 2022 do Ministério do Meio Ambiente conta pelo menos 169. Sem freio, especialistas preveem mais de 500 até 2030 e mil em 2035. Na Colômbia, sem predadores naturais nem secas como na África, eles se multiplicam rápido. O Instituto Humboldt alerta: esses megaherbívoros devoram vegetação nativa, pisoteiam o terreno e soltam toneladas de cocô que poluem a água.

    Uma ameaça real

    Os hipopótamos não param quietos nas margens. Eles contaminam rios, afugentam pescadores e atacam quem se aproxima. Um estudo na revista Animals de 2021 analisou encontros em Uganda: 87% dos casos entre humanos e hipopótamos, de 1923 a 1994, acabaram em morte. Aqui, pescadores e ribeirinhos vivem com medo de barcos virados ou pisadas fatais.

    A biodiversidade sofre mais ainda. Peixe-boi e tartarugas de rio perdem habitat e comida. Registros mostram ataques a pessoas, perseguições em rios, hipopótamos em estradas e encontros com crianças, diz o Instituto Humboldt. Classificados como espécie exótica invasora desde 2022, eles bagunçam ecossistemas inteiros.

    Plano Polêmico: Eutanásia e Busca por Adotantes

    A ministra Irene Vélez assinou um plano com 7,2 bilhões de pesos colombianos (uns R$ 10 milhões). A meta: reduzir 33 hipopótamos por ano. Prioridade para translocação a zoológicos no exterior, mas ninguém topou ainda. “Acreditamos que isso tem a ver com a pobreza genética e possíveis danos genéticos“,explicou Vélez à Blu Radio.

    Todos vêm dos mesmos quatro ancestrais, o que gera defeitos congênitos. Transporte custa caro, avisa Natalia Ramírez, diretora de Biodiversidade. Resta a eutanásia ética: injeções ou dardos, a R$ 70 mil por animal, sem contar o enterro por saúde pública. Do ponto de vista científico, esta é uma ação necessária, defendeu Vélez.

    Críticas e o Passado de Fracassos

    Nem todo mundo aplaude. A senadora Andrea Padilla, que é ativista pelos direitos dos animais, se manifestou contra a decisão, classificando-a como “simplista e cruel”.

    “Nunca apoiarei a matança de criaturas saudáveis; ainda mais quando, como neste caso, são vítimas da irresponsabilidade, negligência, indiferença e corrupção do Estado”, escreveu em sua conta na rede X.

    O governo tentou de tudo desde os anos 2000: castração química, abate seletivo. Nada segurou o boom populacional. Agora, com esse protocolo técnico, prometem ética e segurança. Mas o risco persiste: sem controle, a manada pode virar um monstro irreversível para a Colômbia.

    O império de excessos de Escobar ia além do dinheiro

    Antes mesmo dos hipopótamos virarem um problema ambiental de grandes proporções, Pablo Escobar já havia construído em torno de si a imagem de um homem fascinado por animais raros e pela ideia de transformar riqueza em espetáculo. Sua Hacienda Nápoles funcionava quase como um zoológico particular, reunindo espécies trazidas de vários lugares do mundo, em uma demonstração clara de ostentação e poder. Esse interesse por bichos exóticos ajudou a reforçar a aura de excessos que cercava o narcotraficante, sempre associado a histórias que misturavam luxo, extravagância e crueldade.

    É nesse contexto que surgiu também a lenda do “unicórnio” pedido pela filha, Manuela, uma narrativa que atravessou os anos justamente porque combina com a imagem exagerada que Escobar cultivava. A história ajuda a mostrar como, ao redor dele, tudo parecia maior do que a realidade comum, inclusive o tipo de capricho que um pai bilionário e violento estaria disposto a atender. Mais do que uma curiosidade folclórica, esse episódio revela o mesmo impulso que levou Escobar a cercar sua propriedade de animais incomuns: o desejo de impor fantasia, controle e espetáculo até nos detalhes mais absurdos da vida familiar.

  • Vaca austríaca surpreende cientistas ao usar vassoura como ferramenta

    Vaca austríaca surpreende cientistas ao usar vassoura como ferramenta

    Uma vaca da raça Braunvieh, chamada Veronika, ganhou destaque mundial após ser flagrada usando uma vassoura para se coçar de forma consciente. A cena, registrada em uma fazenda na Áustria, intrigou cientistas e resultou no primeiro estudo controlado que comprova o uso flexível de ferramentas por um bovino. Um comportamento até então restrito a primatas, golfinhos e aves.

    O fazendeiro Witgar Wiegele observou Veronika segurando galhos com a boca há mais de dez anos. A vaca movia os objetos metodicamente sobre o corpo, o que chamou a atenção da bióloga cognitiva Alice Auersperg, da Universidade de Medicina Veterinária de Viena. Curiosa com o comportamento, a cientista decidiu investigar com mais rigor.

    Auersperg e o pesquisador Antonio Osuna-Mascaró realizaram testes controlados com Veronika, usando uma vassoura com escova em uma ponta e cabo liso na outra. A vaca recebeu o objeto em diferentes posições, ao longo de sete sessões, totalizando 70 tentativas. Em 73% dos casos, ela escolheu a ponta com escova para alcançar as costas. Já para coçar a barriga, o úbere e a região perianal, preferiu o lado do cabo.

    Técnica e adaptação surpreendem pesquisadores

    Além de escolher a ferramenta correta, Veronika modificava sua forma de segurar a vassoura conforme a área do corpo. Para alcançar regiões mais difíceis, como a parte traseira, ela segurava o objeto mais perto da escova, ampliando o alcance. Segundo Osuna-Mascaró, o padrão mostra que a vaca compreende a função das partes da ferramenta e as aplica de maneira estratégica.

    Reprodução: YouTube

    Esse comportamento vai além do ato comum de bovinos se esfregarem em troncos ou cercas. Veronika manipula a vassoura com precisão apenas com o focinho e os dentes — ajusta o ângulo e aplica força direcionada, o que exige coordenação fina e intenção clara.

    Descoberta muda a forma de entender a inteligência bovina

    O estudo, publicado na revista Current Biology, redefine os limites conhecidos da cognição animal. Para o especialista em comportamento animal Christian Nawroth, da Alemanha, a surpresa não está nas capacidades da vaca, mas nas suposições humanas sobre a inteligência dos animais de fazenda.

    Assim, a pesquisa abre novas perguntas sobre até onde vai a habilidade cognitiva dos bovinos. Os cientistas planejam investigar se Veronika conseguiria usar ferramentas para atingir objetivos diferentes, como obter comida, algo que primatas e corvos já demonstraram em laboratório.

    Por enquanto, uma coisa é certa: Veronika, a vaca austríaca que troca poste por vassoura, obrigou a ciência a olhar para o curral com outros olhos.

  • Tamanduá-bandeira enfrenta onça-pintada no Pantanal; veja o vídeo

    Tamanduá-bandeira enfrenta onça-pintada no Pantanal; veja o vídeo

    Um estudante de engenharia elétrica registrou, na madrugada da última sexta-feira (27/2), um confronto raro entre um tamanduá-bandeira e uma onça-pintada no Pantanal mato-grossense. Olavo Arruda capturou as imagens nas proximidades da rodovia Transpantaneira, em Poconé (MT). E o vídeo rapidamente surpreendeu internautas, principalmente pelo desfecho: o tamanduá saiu vencedor.

    https://www.instagram.com/p/DVUxwcmEuQc/

    Nas imagens, os dois animais se encaram antes de iniciarem o embate. O tamanduá avança e consegue afastar o felino, que recua e segue em direção à mata.

    O fotógrafo e gestor ambiental Ailton Lara divulgou o registro em seu perfil no Instagram e classificou o encontro como “raro”. Segundo ele, o resultado desse tipo de confronto depende menos de força bruta e mais de técnica.

    “A onça-pintada está no topo da cadeia alimentar, mas confrontos com tamanduás são raros. De um lado, a onça possui mordida extremamente forte; do outro, o tamanduá conta com garras enormes e afiadas. O vencedor depende muito mais de técnica e estratégia do que apenas força”, afirmou Ailton.

    O tamanduá-bandeira: o gigante sem dentes que não tem medo de nada

    O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) é o maior das quatro espécies de tamanduás existentes. O animal mede entre 1,8 e 2,1 metros de comprimento e pode pesar até 41 kg. Apesar do porte imponente, um detalhe surpreende: o animal não possui dentes. Sua língua, porém, pode chegar a 1 metro de comprimento, com saliva viscosa e pegajosa. Isso é essencial para capturar os insetos de que se alimenta.

    O tamanduá consome cerca de 35 mil insetos por dia, principalmente formigas e cupins. Para capturá-los, consegue esticar e retrair a língua até 150 vezes por minuto. Ao se locomover, dobra as garras para dentro e pisa sobre o dorso das patas, evitando desgastá-las, pois são sua principal arma de defesa.

    E armas não faltam: quando se sentem ameaçados, os tamanduás sentam sobre as patas traseiras e atacam com suas imensas garras. A expressão “abraço de tamanduá” vem justamente dessa técnica de ataque, em que o animal encrava as garras nas costas do adversário.

    Os filhotes ficam nas costas da mãe durante os primeiros meses de vida, parecendo uma mochila. E o padrão de pelagem os camufla com o corpo da progenitora. A espécie é solitária, vista em duplas apenas no acasalamento e durante a amamentação.

    Apesar da aparência lenta e pacata, o tamanduá-bandeira consegue nadar e, com suas imensas garras, também sobe em árvores. Seu olfato é altamente desenvolvido, o que compensa a visão precária.

    Em termos de conservação, o cenário é preocupante. A população de tamanduás diminuiu cerca de 30% nos últimos 26 anos, com a perda de quase 50% do Cerrado, bioma que abriga a maior parte da espécie. Desmatamento, caça, atropelamentos em estradas e incêndios florestais figuram entre as principais ameaças.

    A onça-pintada: o maior felino das Américas e símbolo de poder

    Do outro lado do confronto estava um dos animais mais icônicos do Brasil. A onça-pintada (Panthera onca) é o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo, ficando atrás apenas do tigre e do leão.

    Considerada predadora do topo da cadeia, a onça se alimenta de pequenos tatus e cutias a jacarés e antas, controlando populações de presas e sendo fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas. Sua mordida é a mais forte entre todos os felinos do planeta, força suficiente para perfurar o crânio de presas como os jacarés.

    Os animais têm hábitos predominantemente crepusculares e noturnos, com pico de atividade ao fim da tarde e início da noite. Isso explica o horário do confronto registrado na Transpantaneira.

    Cada onça-pintada tem um padrão único de manchas, funcionando como uma verdadeira “impressão digital”. São animais solitários e territorialistas, demarcando sua área com urina, excrementos e marcas de garras nas árvores.

    Cerca de 50% da população mundial de onças-pintadas vive no Brasil. O Pantanal concentra cerca de 20 mil indivíduos, a maior densidade da espécie no mundo. Mesmo assim, a espécie enfrenta sérias ameaças: a perda de habitat, a caça e a demanda crescente por partes do animal para uso na medicina tradicional chinesa colocam as onças em risco.

    Dois ícones ameaçados

    O confronto registrado em Poconé vai além do espetáculo visual. Reúne dois dos animais mais emblemáticos da fauna brasileira em um momento que especialistas classificam como excepcional. Ambas as espécies enfrentam pressão crescente pela destruição de habitats e, paradoxalmente, dividem o mesmo território cada vez mais reduzido.

    O vídeo serve como lembrete de que o Pantanal ainda guarda cenas que surpreendem até os mais experientes pesquisadores. E de que preservar esse bioma é essencial para que encontros como esse continuem acontecendo.

  • Flagrante: antas nadam em reservatório de Belo Monte

    Flagrante: antas nadam em reservatório de Belo Monte

    Equipes de monitoramento ambiental flagraram duas antas (Tapirus terrestris), mãe e filhote, nadando no reservatório intermediário da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu, Pará. O registro, feito no início de fevereiro, revela o uso ativo do reservatório por uma das espécies mais importantes para o equilíbrio dos ecossistemas florestais amazônicos.

    https://www.instagram.com/p/DUnTSzREuzY/

    Os animais vivem na Área de Preservação Permanente (APP) que cerca a usina. O ambiente protegido mantém a vegetação nativa e garante abrigo, alimento e corredores ecológicos para a fauna local. A presença da anta, considerada um importante indicador ambiental, aponta para a conservação dos habitats no entorno da hidrelétrica.

    Maior mamífero terrestre da América do Sul enfrenta ameaças

    A anta-brasileira pode atingir até 300 quilos e dois metros de altura. O animal possui corpo robusto, focinho alongado em formato de pequena tromba e pelagem escura. A espécie associa-se principalmente a florestas úmidas e áreas próximas a cursos d’água.

    De hábitos solitários, a anta raramente aparece em pares. Quando isso ocorre, geralmente a dupla representa mãe e filhote ou casal reprodutivo. A espécie enfrenta classificação vulnerável à extinção, tem reprodução lenta (a gestação dura entre 12 e 13 meses) e gera, normalmente, apenas um filhote por gestação. O filhote permanece com a mãe até um ano e meio de idade, quando atinge a fase jovem e começa a viver sozinho.

    A caça ilegal, os atropelamentos em rodovias e a perda de habitat causada pelo desmatamento representam os principais riscos à sobrevivência da anta. A redução de suas populações pode provocar impactos diretos nos processos ecológicos, especialmente na regeneração das florestas. O animal exerce papel fundamental na dispersão de sementes por longas distâncias. Como herbívora, a anta consome até 9 kg de alimento por dia, o que exige ambientes com boa condição de preservação.

    Monitoramento registra mais de 800 espécies em 14 anos

    O flagrante das duas antas integra um conjunto amplo de registros obtidos ao longo de 14 anos na região. Câmeras de monitoramento instaladas na área estudada já documentaram mais de 800 espécies da fauna, entre anfíbios, répteis, aves e mamíferos. A lista inclui a onça-pintada, o gato-mourisco, a jaguatirica e o macaco-aranha.

    A Área de Preservação Permanente da Usina Hidrelétrica Belo Monte soma cerca de 26 mil hectares e contribui diretamente para a conservação da biodiversidade. O espaço mantém ambientes naturais contínuos e favorece a circulação das espécies.

    “Esse tipo de registro é fruto de um trabalho contínuo de manutenção da floresta em pé e do monitoramento ambiental. Além de trabalhar com ações de restauração florestal, que proporciona ambientes ideais para a sobrevivência dos animais, ao longo dos anos, temos acompanhado a fauna da região, o que nos permite avaliar a qualidade ambiental das áreas protegidas e contribuir para a conservação da biodiversidade no Xingu”, explica Roberto Silva, Gerente de Meios Físicos e Bióticos da Norte Energia, concessionária da usina.

    O monitoramento da fauna realizado pela empresa integra o licenciamento ambiental de Belo Monte. A iniciativa permite acompanhar a presença e o comportamento dos animais na região do Xingu, contribui para ampliar o conhecimento sobre as espécies e apoia a conservação da biodiversidade amazônica.

  • Projeto protege ninhos de harpias ameaçadas no Pará

    Projeto protege ninhos de harpias ameaçadas no Pará

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou a proteção imediata dos ninhos de harpia (Harpia harpyja) em áreas de mineração de Carajás, no Pará. A decisão, que integra o Licenciamento Ambiental Federal (LAF), obriga os empreendimentos da Vale S.A. a monitorar adultos e filhotes da espécie nos mosaicos de Unidades de Conservação da região.

    O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) classificam a harpia como vulnerável à extinção. A espécie enfrenta alto risco de desaparecer tanto no Brasil quanto no restante do mundo.

    A Amazônia de terras baixas, região plana fortemente influenciada pelos rios e pelas cheias, abriga mais de 90% da distribuição da harpia. As principais ameaças incluem perda de habitat por supressão de vegetação, caça, captura, rodovias, hidrelétricas e redes de transmissão.

    Protocolo protege filhotes

    O Ibama identificou filhotes em locais previstos para supressão vegetal e considerou urgente estabelecer um protocolo de proteção. O instituto reconhece que lacunas importantes permanecem sobre o modo de vida da harpia e suas preferências por locais de nidificação nas Unidades de Conservação. Estudos sobre impactos específicos da mineração e de estruturas associadas, como linhas de transmissão, ainda são escassos.

    “O monitoramento de espécimes na região fornecerá o embasamento técnico-científico para as tomadas de decisão do Instituto”, afirma o órgão.

    Castanheiras atraem casais para reprodução

    O Projeto Harpia, que atua na região desde 2007 em parceria com ICMBio e Vale S.A., realizou em 2023 a Oficina de Elaboração do Programa de Conservação da Harpia. Os especialistas identificaram a supressão de vegetação como principal ameaça à conservação da espécie no Mosaico de Carajás.

    Foto: Projeto Harpia

    A análise de nove ninhos revelou que os casais preferem castanheiras (Bertholletia excelsa) para construção e demonstram alta fidelidade ao território. As aves reutilizam a mesma árvore ou local em diferentes ciclos reprodutivos, ou constroem ninhos alternativos a uma distância média de um quilômetro do ninho principal.

    Tecnologia rastreia movimentos das aves

    Uma fêmea adulta equipada com GPS utilizou uma área de 35,7 km² ao redor do ninho em sete meses, com deslocamentos máximos de até 5,69 km. Os filhotes monitorados ampliaram suas áreas de uso conforme cresceram, chegando a 3,40 km² entre dois e dois anos e meio de idade. O filhote mais velho monitorado, com cerca de dois anos e meio, ainda permanecia próximo ao ninho.

    O Licenciamento Ambiental Federal passou a exigir que todas as licenças de mineração no Mosaico de Carajás incluam programas específicos para monitoramento e proteção das áreas de nidificação. Os empreendimentos minerários de Serra Norte, Igarapé Bahia e Salobo devem cumprir a medida.

    Em Salobo, dentro da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, técnicos identificaram recentemente um ninho que recebe monitoramento diário. A equipe utiliza transmissores GPS e um sistema de vídeo em tempo real.

    Predador de topo equilibra ecossistema

    A harpia, conhecida popularmente como gavião-real, uiraçu ou gavião-pega-nenê, é a maior águia das Américas e a maior ave de rapina do Brasil. Os adultos atingem 1,05 metro de comprimento, 2,1 metros de envergadura e pesam até 7 kg (fêmeas).

    Filhote de harpia no ninho. Foto: Projeto Harpia

    A espécie exerce papel fundamental no equilíbrio ecológico da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. Previne a superpopulação de suas presas — mamíferos arborícolas como preguiças e macacos, além de outras aves. Funciona também como bioindicador da integridade do ecossistema, pois necessita de grandes áreas de floresta preservada para sobreviver.

    A Harpia harpyja ocorre do sul do México ao extremo nordeste da Argentina e Brasil. Estimativas apontam 18.311 indivíduos em território nacional.

  • Boi anão viraliza nas redes sociais ao caminhar por rua urbana

    Boi anão viraliza nas redes sociais ao caminhar por rua urbana

    Um vídeo que mostra um boi caminhando tranquilamente por uma rua em área urbana ganhou milhares de visualizações nas redes sociais. As imagens viralizaram rapidamente e surpreenderam os internautas pelo tamanho incomum do animal, bem menor do que a média da espécie.

    https://youtube.com/shorts/GeO30mPKJsI?si=IiY3sGbZm_T3vTuk

    O bovino apresenta um porte bastante reduzido, característica que levou os usuários da internet a apelidá-lo de “boi anão”. A publicação gerou uma enxurrada de comentários, brincadeiras e questionamentos sobre a origem e as características do animal.

    Apesar do apelido popular, especialistas explicam que o tamanho reduzido pode indicar nanismo bovino, uma condição genética rara que afeta o desenvolvimento normal do animal. A anomalia impede que o bovino atinja o porte padrão da espécie, resultando em um corpo visivelmente menor.

    O vídeo continua circulando amplamente nas plataformas digitais, onde milhares de pessoas compartilham e comentam as imagens do boi anão. A cena curiosa do boi caminhando calmamente pela rua urbana conquistou a atenção do público e transformou o vídeo em um dos conteúdos mais compartilhados do momento.

  • Brasil recebe rinoceronte-branco do Chile

    Brasil recebe rinoceronte-branco do Chile

    O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), recebeu no dia 2 de dezembro um passageiro especial: Atanásio, um rinoceronte-branco macho de 5 anos que veio do Chile. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) coordenou toda a operação de importação, que envolveu análise documental, controle sanitário e verificação das condições de bem-estar animal.

    Foto: Zooparque de Itatiba

    O Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Animal (Sisa-SP) avaliou previamente a autorização de importação. No momento do desembarque, a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) conferiu os documentos e as condições de transporte antes de liberar o animal. Atanásio seguiu então para o Zooparque de Itatiba (SP), seu destino final.

    Protocolos sanitários garantem segurança na importação

    O Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), acordado entre Brasil e Chile, estabeleceu todos os procedimentos necessários. O Chile realizou os trâmites sanitários na origem, o que dispensou a quarentena no Brasil.

    A operação exigiu comprovação de que Atanásio nasceu e viveu no Chile, permanecendo no país nos seis meses anteriores ao embarque. A autoridade veterinária chilena inspecionou o estabelecimento de origem e atestou a ausência de doenças transmissíveis nos 90 dias anteriores à exportação.

    O animal permaneceu em isolamento sob supervisão oficial por, no mínimo, 30 dias antes da viagem. Neste período, realizou os testes exigidos pelo CZI, incluindo exame de brucelose, com resultado negativo.

    Características da espécie impressionam

    Apesar do nome “rinoceronte-branco”, Atanásio apresenta cor acinzentada. A espécie, também conhecida como rinoceronte-de-lábios-quadrados, representa a maior das cinco espécies de rinocerontes existentes no mundo. O animal nasceu em cativeiro e pesa 1,96 tonelada.

    O auditor fiscal federal agropecuário do Vigiagro em Viracopos, André Marcondes, acompanhou todo o procedimento. Ele destaca que Atanásio manteve-se calmo durante a operação, resultado do manejo prévio e do acompanhamento técnico especializado.

    “A operação ocorreu conforme o planejado, com foco total no bem-estar animal e na observância de todos os requisitos sanitários”, afirma Marcondes.

    O Vigiagro autorizou o desembarque após confirmar que todas as exigências sanitárias foram cumpridas, priorizando o bem-estar do animal durante toda a operação.

  • Boi mergulha em rio e vídeo viraliza nas redes sociais

    Boi mergulha em rio e vídeo viraliza nas redes sociais

    Um vídeo inusitado chamou atenção nas redes sociais neste sábado (11). As imagens mostram um boi da raça Nelore mergulhando no Rio Formoso, em Bonito, Mato Grosso do Sul. O animal saltou de um barranco e nadou calmamente até outro trecho do rio.

    Turistas que visitavam a Chácara São Jorge, localizada a 16 km do centro de Bonito, registraram o momento. O espaço de lazer fica às margens do Rio Formoso, um dos principais atrativos da cidade turística.

    A Chácara São Jorge esclareceu que o bovino pertence a uma fazenda vizinha. Segundo a administração do local, o Nelore buscou o rio para se refrescar devido às altas temperaturas registradas na região.

    O vídeo rapidamente viralizou e gerou comentários surpresos. Muitos internautas questionaram se as imagens eram reais ou criadas por inteligência artificial. A chácara garantiu a autenticidade do registro e descartou qualquer manipulação digital.

    Comportamento natural demonstra adaptação dos animais

    O episódio reforça a curiosidade sobre como animais de grande porte interagem com ambientes naturais. Durante todo o percurso aquático, o Nelore manteve a tranquilidade, demonstrando habilidade natural para nadar.

    Apesar de muitas pessoas acharem anormal esse comportamento, bois e vacas sabem nadar naturalmente. Segundo especialistas em comportamento animal e veterinários, os bovinos possuem capacidade instintiva de natação, assim como a maioria dos mamíferos terrestres.

    Estudos sobre comportamento bovino indicam que esses animais buscam corpos d’água não apenas para beber, mas também para regular a temperatura corporal em dias quentes. A natação funciona como estratégia de termorregulação, especialmente importante para raças adaptadas a climas tropicais, como o Nelore.

    Pecuaristas relatam que bovinos criados próximos a rios e lagos frequentemente entram na água voluntariamente. Em regiões alagadas, como o Pantanal, os animais atravessam grandes distâncias nadando durante as cheias. A capacidade de flutuação dos bovinos resulta de sua estrutura corporal e distribuição de gordura, que facilitam a locomoção aquática.

    Portanto, o comportamento do Nelore em Bonito representa uma atitude completamente natural. O animal apenas seguiu seu instinto de buscar alívio térmico em um ambiente aquático disponível.

  • Zoo registra nascimento de filhotes de coruja gigante

    Zoo registra nascimento de filhotes de coruja gigante

    O Zoológico de São Paulo registrou o nascimento de cinco filhotes de coruja-águia (Bubo bubo), uma das maiores espécies de coruja do mundo. Os nascimentos ocorreram entre 27 de setembro e 8 de outubro, e as câmeras de segurança da instituição capturaram o momento exato em que os filhotes romperam a casca com o “dente de ovo”, uma estrutura temporária que auxilia as aves nesse processo.

    Nascimento Camera de segurança

    A equipe de biólogos realizará um exame de DNA nos próximos dias para identificar o sexo dos animais. Os pais dos filhotes chegaram recentemente de um criadouro em Minas Gerais.

    Incubação artificial garante sucesso reprodutivo

    Como o casal de corujas-águias produziu sua primeira postura, os especialistas do zoológico optaram por recolher os ovos e mantê-los em incubação artificial. A equipe controlou rigorosamente a temperatura e a umidade do ambiente para garantir o desenvolvimento adequado dos embriões.

    “Quando os animais são inexperientes ou pertencem a espécies ameaçadas, adotamos esse procedimento para aumentar as chances de sucesso reprodutivo”, explica a instituição.

    Os filhotes nasceram com aproximadamente 30 gramas, mas podem atingir mais de quatro quilos na fase adulta. A espécie chega a 75 centímetros de altura e apresenta envergadura de asas que alcança até 1,80 metro.

    A alimentação dos pequenos inclui proteínas em abundância, e a equipe monitora constantemente o peso, a temperatura corporal e o desenvolvimento de cada animal.

    Predador de topo essencial para o equilíbrio ambiental

    “A coruja-águia é uma predadora de topo e exerce papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas, controlando populações de pequenos e médios vertebrados”, afirma Fernanda Vaz Guida, chefe do setor de aves do Zoológico de São Paulo.

    Mãe dos filhotes. Foto: Zoo SP

    A espécie habita naturalmente a Europa, a Ásia e o norte da África. Não existem populações nativas nas Américas.

    Promoção do Dia das Crianças

    Durante outubro, o Zoológico de São Paulo oferece entrada gratuita para crianças acompanhadas de um adulto pagante. Mais informações estão disponíveis no site oficial.

    Horários de funcionamento:

    Zoo e Jardim Botânico:
    • Segunda a sexta: 9h às 16h (visitação até 17h)
    • Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h (visitação até 18h)
    Simba Safari:
    • Segunda a sexta: 9h às 17h (visitação até 18h)
    • Sábados, domingos e feriados: 8h às 17h (visitação até 18h)
    Endereços:
    • Zoológico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 4241, Água Funda
    • Jardim Botânico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 3031, Água Funda

    Ingressos: https://ingressos.zoologico.com.br/produto/lista

  • Pescador resgata tamanduá e filhote em travessia de rio

    Pescador resgata tamanduá e filhote em travessia de rio

    Um gesto de solidariedade de um pescador tem repercutido nas redes sociais após o resgate de um tamanduá e seu filhote tentando atravessar um grande rio. O influenciador digital Josimar Moraes registrou e compartilhou o vídeo que mostra a ação do homem, amplamente elogiada pela cena de empatia e cuidado com a fauna silvestre.

    Ao avistar os animais em dificuldade, o pescador não hesitou. Ele colocou o barco na água e improvisou uma espécie de suporte com um pedaço de carpete. Isso para garantir a estabilidade do tamanduá e seu filhote durante a travessia. Com atenção e cautela, levou os dois até a outra margem do rio, assegurando a segurança deles.

    Empenhado em ajudar a preservar a vida dos animais, o pescador os deixou em local seguro à beira do rio e continuou seu caminho. A atitude foi elogiada por diversas pessoas, que destacaram a importância de ações espontâneas em defesa da natureza.