Tag: vendas

  • Arroz atinge maior preço em 11 meses com oferta restrita

    Arroz atinge maior preço em 11 meses com oferta restrita

    O preço do arroz em casca atingiu, em julho, o maior patamar dos últimos 11 meses no Rio Grande do Sul. Segundo o Cepea, a alta ocorreu diante da oferta restrita e da demanda aquecida no mercado.

    A necessidade de matéria-prima levou parte das indústrias a elevar sucessivamente as ofertas de compra. No entanto, a baixa disponibilidade do cereal limitou o volume de negócios no período.

    Produtores seguram vendas de arroz

    De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos durante julho. Eles avaliam que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção.

    Além disso, os produtores apostam em novas valorizações durante o período de entressafra. A procura de indústrias de outros estados também aumentou a concorrência pela matéria-prima. Consequentemente, esse movimento contribuiu para a recuperação dos preços do arroz.

    Compras públicas aumentam expectativa de alta

    O Cepea também destacou o impacto do anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho. A medida reforçou entre os produtores a expectativa de valorização dos preços. Com isso, muitos passaram a postergar ainda mais as vendas do cereal.

    Até o fim de julho, porém, o edital ainda não havia sido divulgado. As regras para operacionalizar as compras públicas também permaneciam pendentes. Dessa forma, o mercado continuava aguardando novas informações sobre as aquisições governamentais.

  • Preços da mandioca caem com avanço da colheita

    Preços da mandioca caem com avanço da colheita

    O avanço da colheita de mandioca pressionou os preços na última semana. A comercialização também superou a demanda industrial. Segundo o Cepea, as cotações registraram a menor média nominal semanal desde janeiro deste ano.

    Além disso, a previsão de melhora do clima deve acelerar a colheita nas próximas semanas. A liberação de áreas também tende a ampliar a oferta. Portanto, o mercado deve manter pressão baixista sobre os preços da mandioca.

    Os pesquisadores do Cepea afirmam que muitos produtores já sinalizam redução das áreas destinadas à cultura neste ano. A decisão considera a rentabilidade dos últimos anos, os atuais preços da mandioca e os altos custos de arrendamento.

    Além disso, a oferta de crédito também influencia o planejamento dos produtores para a próxima safra. Ainda segundo o Cepea, parte das lavouras de primeiro ciclo apresenta produtividade abaixo das expectativas. As áreas com ciclo de até 12 meses enfrentam desempenho inferior ao esperado pelos produtores.

  • Dia das Mães aquece o mercado de carne suína

    Dia das Mães aquece o mercado de carne suína

    A procura por carne suína aumentou nos últimos dias e movimentou o mercado brasileiro. A proximidade do Dia das Mães impulsionou as vendas, principalmente de lombo e costela.

    Segundo agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o início do mês também fortaleceu a demanda. Com maior poder de compra, consumidores ampliaram as aquisições no varejo.

    Além disso, as cotações dos cortes suínos subiram ao longo da semana. O avanço refletiu o aumento das compras para a data comemorativa.

    Por outro lado, os preços do suíno vivo permaneceram estáveis nos últimos dias. Assim, o mercado interrompeu a sequência de quedas registrada durante o mês.

    Os pesquisadores do Cepea informaram que frigoríficos ampliaram os pedidos recentemente. Em alguns casos, os compradores solicitaram carregamentos extras.

    Preços

    Mesmo com a demanda aquecida, os preços do animal vivo ainda não reagiram. No entanto, o cenário pode mudar nas próximas semanas.

    De acordo com o Centro de Pesquisas, os valores do suíno vivo podem seguir estáveis ou até registrar alta. A expectativa considera o fortalecimento recente da procura pelos cortes suínos.

  • Alívio no bolso: é hora de abastecer com etanol

    Alívio no bolso: é hora de abastecer com etanol

    A média do etanol hidratado caiu em abril, primeiro mês da safra 2026/27. O Indicador CEPEA/ESALQ atingiu o menor nível real desde junho de 2024.

    O aumento da oferta pressionou os preços ao longo do mês. A moagem avançou rapidamente porque o volume de chuvas ficou abaixo do esperado.

    Os pesquisadores do Cepea informam que as usinas venderam volumes pequenos e pontuais. Além disso, distribuidoras reduziram a presença nas compras durante abril.

    Mesmo assim, o volume comercializado em São Paulo cresceu de forma significativa. As usinas venderam 75,1% mais etanol frente ao mês anterior. Na comparação anual, o avanço foi de 24,8%, segundo dados do Cepea.

    O setor sucroenergético ainda enfrenta um cenário de incerteza. Os agentes de mercado apontam preocupação com o desempenho da safra 2026/27. Os preços mais baixos do etanol e do açúcar reforçam esse alerta no Centro-Sul do Brasil.

  • Frango mantém exportações recordes apesar de tensão global

    Frango mantém exportações recordes apesar de tensão global

    O conflito no Oriente Médio gera incertezas no mercado avícola global e mantém agentes brasileiros em estado de alerta. Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informam que o Brasil lidera as exportações mundiais de carne de frango.

    Esse cenário geopolítico pode dificultar as vendas externas da proteína brasileira nos próximos meses. Mesmo assim, os embarques seguem firmes no início de março, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. Os números indicam que o conflito ainda não afetou as exportações brasileiras de frango. O setor, inclusive, mantém ritmo histórico de vendas ao mercado internacional.

    Em fevereiro, o Brasil exportou 493,2 mil toneladas de carne de frango. O volume representa o melhor resultado para fevereiro em toda a série histórica iniciada em 1997. Além disso, o setor completa o terceiro mês consecutivo com exportações em níveis recordes.

    Mercado interno

    No mercado interno, entretanto, o ritmo de negociações perdeu força na primeira quinzena de março. Pesquisadores do Cepea relatam menor liquidez nas transações envolvendo produtos avícolas. Apesar disso, as cotações permanecem praticamente estáveis em diferentes regiões do país.

    Exportações de ovos crescem em fevereiro

    As exportações brasileiras de ovos também registraram desempenho expressivo em fevereiro. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram o maior volume para o mês desde 2013. Os números superam o desempenho observado em fevereiro de 2025. Em janeiro deste ano, o setor já havia registrado recorde mensal em 13 anos. Apesar do avanço anual, o volume embarcado recuou levemente frente a janeiro.

    Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Brasil exportou 2,94 mil toneladas de ovos em fevereiro. O volume ficou 5% abaixo do registrado em janeiro. Ainda assim, o resultado supera em 16% o volume exportado no mesmo mês de 2025.

  • Ovo bate recorde de exportação em janeiro

    Ovo bate recorde de exportação em janeiro

    As exportações brasileiras de ovo iniciaram 2026 em ritmo acelerado. O Brasil registrou o maior volume para janeiro em 13 anos. Segundo o Cepea, os embarques cresceram, sobretudo, com o avanço do ovo in natura.
    Além disso, as vendas de ovos processados também aumentaram, porém em menor intensidade.

    Os Emirados Árabes Unidos retomaram a liderança entre os compradores. O país importou 1,05 mil toneladas, o que representa 34% do total exportado.

    Mercado interno

    No mercado interno, os preços seguem firmes nas regiões monitoradas. Além disso, agentes relatam boa demanda nos últimos dias. A antecipação de cargas para abastecer atacado e varejo impulsionou as vendas.
    O setor ajustou a logística devido ao recesso de carnaval.

    Frango brasileiro alcança recorde em janeiro

    A carne de frango brasileira manteve forte competitividade internacional em 2025. Dados da Organização das Nações Unidas indicam que o Brasil teve o terceiro menor preço global. O país ficou atrás apenas de China e Estados Unidos. O Cepea compilou e analisou as informações internacionais. Esse cenário favoreceu as exportações brasileiras de frango em janeiro de 2026.

    O volume embarcado superou 459 mil toneladas. O resultado representa o melhor desempenho para janeiro desde 1997. A série histórica considera dados da Secex. O volume cresceu 3,6% frente a janeiro de 2025. No entanto, os embarques recuaram 10% ante dezembro, quando somaram mais de 510 mil toneladas.

     

  • Vendas de flores devem crescer 7% no Dia de Finados

    Vendas de flores devem crescer 7% no Dia de Finados

    O setor de floricultura projeta um aumento de 7% nas vendas para o Dia de Finados, celebrado neste domingo, 2 de novembro. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), que aponta fatores como o feriado em fim de semana e o hábito de homenagear entes queridos também em casa.

    Segundo o Ibraflor, a data representa 3% do comércio anual de flores no Brasil e segue relevante para produtores e comerciantes. “As pessoas querem se sentir próximas de quem já se foi”, explica Renato Opitz, diretor do instituto.

    Crisântemos e kalanchoes lideram as vendas

    Os crisântemos e kalanchoes continuam entre as flores mais procuradas nesta época. Cultivadas em vasos, elas atraem consumidores por sua durabilidade e fácil manutenção. As cores branca e amarela seguem como as favoritas, associadas à paz e à lembrança.

    A produtora Maritha Domhof, do Rancho Raízes, em Holambra (SP), aposta também em flores rosas para homenagens às avós. Ela lançou ainda uma variedade bicolor, desenvolvida especialmente para o Finados. “As flores expressam afeto e saudade. Queremos oferecer opções que toquem o coração das famílias”, afirma.

    Produtores esperam alta nas vendas

    Em Holambra, a expectativa de crescimento nas vendas chega a 5% em relação a 2024. Maritha ajustou sua produção e prevê a venda de 60 mil vasos.

    O produtor de kalanchoes, Luciano Rios, também celebra o bom momento. Ele comercializa a variedade mini, no pote 6, e afirma que o Finados se tornou um novo pico de vendas. “Até 2023, quase não havia procura. Hoje, as vendas cresceram mais de 30%”, relata. Toda a produção de 280 mil vasos já está vendida. “A demanda está muito forte. As pessoas continuam homenageando quem foi importante em suas vidas”, comemora.

    Homenagens vão além dos cemitérios

    O Ibraflor observa uma mudança no perfil do consumidor, que passou a expressar o luto de novas formas. Renato Opitz destaca que o setor se adapta a esse comportamento. “O mercado se transforma. Hoje, sugerimos homenagens com buquês, vasos e plantas ornamentais”, explica.

    Segundo ele, o cuidado com as plantas é uma tradição familiar mantida por gerações. “O Dia de Finados continua sendo uma data de memória e afeto. As flores seguem como símbolo de respeito, saudade e carinho — mesmo longe dos túmulos”, conclui.

  • Colheita de trigo começa no Sul, mas vendas travam

    Colheita de trigo começa no Sul, mas vendas travam

    A colheita do trigo começou no Sul, mas os negócios seguem lentos, mostra levantamento do Cepea.
    Moinhos abastecidos reduzem a procura e seguram novas compras.

    Vendedores priorizam os trabalhos de campo e o avanço da safra. Quem precisa de liquidez acaba cedendo nos preços. Já as moageiras, com estoques cheios, ofertam valores ainda menores.

    A proximidade do maior volume da safra 2025 pressiona as cotações internas. O câmbio baixo e a oferta mundial ampliam a queda. No Rio Grande do Sul, o preço médio foi de R$ 1.291,08 por tonelada em agosto. A queda foi de 2% frente a julho e de 12,2% em relação a agosto de 2024.

    No Paraná, a média atingiu R$ 1.433,50 por tonelada, com recuos de 2,9% no mês e 9,4% no ano.
    Em São Paulo, o preço ficou em R$ 1.431,12 por tonelada. As quedas chegaram a 4,6% frente a julho e a 12,6% na comparação anual. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1.432,41 por tonelada, com baixas de 0,6% no mês e de 7,6% em um ano.

  • Vendas de máquinas agrícolas sobem mesmo com tarifaço dos EUA

    Vendas de máquinas agrícolas sobem mesmo com tarifaço dos EUA

    As vendas de máquinas agrícolas cresceram em julho no Brasil. O setor manteve o avanço mesmo diante dos juros altos e do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

    Segundo a Abimaq, o faturamento chegou a R$ 6,2 bilhões em julho, alta de 7,7% frente ao mesmo mês de 2024. Foram comercializados 6.167 tratores e colheitadeiras no período.

    Acumulado de vendas

    No acumulado de janeiro a julho, as vendas somaram R$ 40,07 bilhões, avanço de 18,3% sobre 2024. Em unidades, o volume alcançou 33.582 máquinas, crescimento expressivo de 115,9%.
    As exportações caíram em julho. O setor registrou US$ 140,7 milhões em vendas externas, recuo de 7,7% frente a julho de 2024. Mesmo assim, no acumulado do ano, as exportações cresceram 8,9%, totalizando US$ 887 milhões.
    Já as importações diminuíram. Em julho, caíram 13,5%. De janeiro a julho, a queda acumulada foi de 4%.
    O mercado interno respondeu pela maior parte da demanda. Somou R$ 5,5 bilhões em julho, aumento de 9,3% sobre 2024. Só os tratores representaram R$ 4,5 bilhões do total.

     

  • Estoque de mandioca é o maior desde outubro de 2023

    Estoque de mandioca é o maior desde outubro de 2023

    O mercado de fécula de mandioca registrou ritmo lento na última semana, segundo dados do Cepea. Em geral, as negociações ocorreram de forma pontual e envolveram pequenas quantidades, destinadas principalmente a indústrias de massas, panificação e varejistas do Centro-Sul.

    Produção de mandioca

    A produção do primeiro quadrimestre cresceu 5,1% em comparação com o mesmo período de 2023. Com isso, as fecularias e modificadoras acumularam estoques. De acordo com o Cepea, os volumes armazenados subiram 2,9% na última semana. Ou seja, esse total supera em 39% o mesmo intervalo de 2024 e é o maior desde outubro de 2023.

    A lentidão nas vendas no varejo ajudou a intensificar esse cenário. Dados do IBGE mostram que o setor teve queda de 0,4% em maio, após três meses seguidos de alta. Já no comércio varejista ampliado, que inclui o atacado de alimentos e bebidas, a retração foi ainda maior: 1,9%.

    Portanto, com menor saída da fécula, os preços começaram a ceder. O Cepea aponta que a média semanal a prazo da tonelada (FOB fecularia) fechou em R$ 3.114,69, o equivalente a R$ 77,87 por saca de 25 kg. Portanto, isso representa uma leve queda de 0,1% frente à semana anterior. Em resumo, no acumulado de junho, os preços já recuaram 1,6% em relação à média de maio.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Quanto custa um avião agrícola? Veja tabela com preços atualizados

    + Agro em Campo: Área plantada com maçã cresce mais de 40% no Sul de Minas