Tag: Vazio sanitário

  • Algodão em SP entra no vazio sanitário a partir de 1º de agosto

    Algodão em SP entra no vazio sanitário a partir de 1º de agosto

    O vazio sanitário do algodão começou neste sábado (1º) em todo o Estado de São Paulo. A medida segue até 30 de setembro e obriga os produtores a manterem as áreas livres de plantas e resíduos da cultura.

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) instituiu a regra por meio da Resolução nº 30/2024. O objetivo é reduzir a população do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), uma das principais pragas da cultura.

    Durante o período, o produtor precisa eliminar completamente as plantas de algodão, incluindo a destruição das soqueiras. Também deve monitorar possíveis rebrotes, já que a planta apresenta alta capacidade de regeneração.

    O controle do bicudo depende diretamente da eliminação de sua fonte de alimento. Sem hospedeiro, a população do inseto cai, o que contribui para a sanidade da próxima safra.

    A medida segue as diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Bicudo do Algodoeiro, estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) por meio da Instrução Normativa nº 44/2008.

    Danos do bicudo-do-algodoeiro

    O bicudo apresenta alto potencial destrutivo. O inseto ataca principalmente as estruturas reprodutivas da planta. Ele perfura botões florais para alimentação e oviposição, provocando a queda dessas estruturas.

    Na fase de frutificação, com maior população, a praga atinge as maçãs do algodão. Nesse estágio, alimenta-se de fibras e sementes, o que reduz a produtividade e compromete a qualidade da produção.

    Cadastro obrigatório das áreas

    Além do vazio sanitário, o produtor paulista deve cadastrar as áreas de cultivo de algodão. O responsável pela propriedade precisa informar a data de plantio em até 15 dias após o término da operação.

    A Resolução SAA nº 30/2024 também definiu a regionalização do vazio sanitário no estado. Em 109 municípios paulistas, o período ocorre de 10 de setembro a 10 de novembro.

    Entre os municípios incluídos estão São José do Rio Preto, Votuporanga, Fernandópolis, Jales, Barretos e Olímpia, além de diversas outras cidades das regiões norte e noroeste do estado.

  • Feijão mineiro: vazio sanitário e cadastro obrigatório garantem futuro da produção

    Feijão mineiro: vazio sanitário e cadastro obrigatório garantem futuro da produção

    Minas Gerais, segundo maior produtor de feijão do Brasil, coloca em prática medidas sanitárias rigorosas para proteger sua produção recorde e manter a competitividade no mercado nacional. Com mais de 476 mil toneladas produzidas até setembro de 2025, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o estado reforça o cumprimento do vazio sanitário e a obrigatoriedade do cadastro de produtores rurais.

    O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) determina o período de vazio sanitário entre 20 de setembro e 20 de outubro, medida crucial para combater a mosca-branca, inseto transmissor do vírus do mosaico dourado. A doença representa uma das maiores ameaças à cultura do feijão, comprometendo o desenvolvimento das plantas e afetando diretamente a qualidade dos grãos.

    “Esse intervalo sem o cultivo impede que a mosca-branca se alimente e se reproduza, quebrando seu ciclo e reduzindo a presença da praga nas lavouras. Cumprir o vazio sanitário no prazo é essencial para garantir a sustentabilidade e a competitividade da cultura nos mercados”, explica Leonardo do Carmo, gerente de Defesa Sanitária Vegetal do IMA.

    Municípios-chave sob fiscalização rigorosa

    A portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabelece seis municípios obrigados a cumprir o vazio sanitário. São eles: Buritis, Cabeceira Grande, Formoso, Guarda-Mor, Paracatu e Unaí. Entre eles estão os três maiores produtores do estado. Unaí lidera com 66 mil toneladas, seguido por Paracatu (61,8 mil toneladas) e Guarda-Mor (28,8 mil toneladas).

    Durante o vazio sanitário, as propriedades não podem manter plantas vivas de feijão. E os restos culturais devem ser eliminados em até 15 dias após a colheita. O descumprimento pode resultar em multas e interdição da propriedade.

    Cadastro obrigatório fortalece rastreabilidade

    Além do vazio sanitário, a Portaria nº 2.324/2024 torna obrigatório o cadastro de produtores e propriedades rurais junto ao IMA. A medida permite mapear áreas de produção e agilizar ações preventivas contra doenças.

    “O cadastro nos permite agir de maneira rápida e precisa para prevenir a disseminação de doenças e minimizar impactos ao setor produtivo. Essa agilidade consolida a confiança dos mercados, valorizando o feijão mineiro e fortalecendo a cadeia”, destaca Leonardo.

    O processo de cadastro é acessível: produtores devem preencher requerimento disponível no site do IMA, reunir a documentação exigida e enviar por e-mail ou entregar presencialmente no Escritório Seccional mais próximo.

    Impacto econômico e sustentabilidade

    Da lavoura ao prato, o feijão representa uma das principais riquezas agrícolas de Minas Gerais, sustentando milhares de famílias e movimentando a economia nacional. As medidas de defesa vegetal implementadas pelo IMA visam não apenas proteger a produção atual. Mas garantir a sustentabilidade e a competitividade do setor a longo prazo.

    Com a combinação de fiscalização rigorosa, cadastramento completo e cumprimento do vazio sanitário, Minas Gerais reafirma seu compromisso com a produção de alimentos de qualidade e a manutenção de sua posição estratégica no mercado brasileiro de feijão.

  • Plantio de soja em MS tem expectativa de crescimento na produção

    Plantio de soja em MS tem expectativa de crescimento na produção

    O plantio da safra de soja 2025/2026 em Mato Grosso do Sul foi liberado a partir desta semana, após o fim do vazio sanitário que se encerrou na segunda-feira (15). Portanto, com o início autorizado, os agricultores já podem dar início à semeadura do grão, impulsionando a expectativa de crescimento no setor agrícola do Estado.

    Projeções da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) apontam para uma expansão de 5,9% na área cultivada, que deve atingir 4,79 milhões de hectares, frente aos 4,59 milhões da safra anterior.

    A produção estimada também está em alta, com previsão de 15,2 milhões de toneladas, um aumento de 8,1% em relação ao ciclo 2024/2025, quando foram colhidas 14,06 milhões de toneladas. A produtividade média projetada é de 52,8 sacas por hectare, 2% superior ao registrado anteriormente.

    Rogério Beretta, secretário-executivo de Desenvolvimento Sustentável da Semadesc, destaca que o plantio deve seguir o planejamento dos produtores. Que precisam acompanhar as condições climáticas para evitar falhas na germinação por falta de chuva no início da safra. Além disso, ele ressalta a importância do cuidado para garantir o sucesso do ciclo.

    Otimismo

    Para o presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc, o início da semeadura representa um cenário de otimismo, mas há necessidade de cautela diante das incertezas climáticas e econômicas. Ele aponta a expansão consistente da soja em Mato Grosso do Sul, sustentada pela tecnologia e dedicação dos produtores, mas reforça que o clima será decisivo para o resultado final.

    Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, reforça a resiliência dos agricultores do Estado. Destacando que a estimativa de 15,2 milhões de toneladas sinaliza uma recuperação após oscilações recentes, desde que as condições climáticas permaneçam favoráveis.

    Além disso, Mato Grosso do Sul será palco da Abertura Nacional do Plantio da Safra de Soja 2025/2026 no dia 3 de outubro. O evento começa às 9h (horário de Brasília), na Fazenda Recanto, em Sidrolândia. E será coordenado pela Aprosoja Brasil e Aprosoja/MS, com outros parceiros. E reunirá autoridades, produtores e especialistas para discutir o mercado, clima e cenários geopolíticos que impactam o agronegócio.

    Beretta enfatiza a importância do lançamento nacional sediado no Estado, ressaltando o papel da soja na economia regional. E também a necessidade do planejamento e uso de tecnologias para assegurar a segurança dos produtores sul-mato-grossenses.

  • Vazio sanitário da soja começa em todo o Paraná

    Vazio sanitário da soja começa em todo o Paraná

    O vazio sanitário da soja passa a valer em todo o Paraná a partir deste sábado (21). Com a inclusão da Região 1, o escalonamento definido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está completo no estado.

    Essa fase abrange os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral. Nas demais regiões, o período de vazio começou no início do mês. A medida segue até 19 de setembro nessa área. Em resumo, ela busca conter o avanço do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática. A doença é considerada a mais severa da cultura da soja e pode gerar perdas de até 90% na produtividade.

    Vazio sanitário

    Durante o vazio sanitário, os produtores não podem cultivar nem manter plantas vivas de soja no campo. Ou seja, o objetivo é eliminar possíveis hospedeiros do fungo, evitando sua multiplicação e a recontaminação da lavoura no ciclo seguinte.

    O Paraná adotou o escalonamento em três fases. A divisão considera os diferentes microclimas das regiões produtoras. O Mapa estabeleceu os prazos com base em estudos técnicos para reduzir os riscos fitossanitários.

    A fiscalização é responsabilidade da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A autarquia, ligada à Secretaria estadual da Agricultura, fiscaliza o cumprimento da medida e aplica penalidades aos infratores.

    A Adapar também controla os prazos da janela oficial de plantio da soja no Estado. O Departamento de Sanidade Vegetal da agência (DESV) reforça que a adesão de todos os produtores é essencial para o sucesso da medida.

    A orientação é eliminar imediatamente qualquer planta viva de soja encontrada no campo. Além disso, o monitoramento contínuo das lavouras ajuda a evitar a reintrodução do fungo.

    Regiões e datas do vazio sanitário da soja no Paraná

    A Portaria nº 1.271, publicada em 30 de abril de 2025 pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, define as datas do vazio sanitário em três regiões do estado:

    • Região 1 (Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral): de 21 de junho a 19 de setembro. O plantio começa em 20 de setembro e segue até 20 de janeiro de 2026.

    • Região 2 (Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste): de 2 de junho a 31 de agosto. A semeadura vai de 1º de setembro até 31 de dezembro.

    • Região 3 (Sudoeste): de 12 de junho a 10 de setembro. O plantio ocorre entre 11 de setembro e 10 de janeiro de 2026.

    A adesão ao vazio sanitário é uma das estratégias mais eficazes para controlar a ferrugem asiática no Brasil. Além disso, garante maior segurança fitossanitária para a próxima safra de soja.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Vai comprar carne? Confira o mercado das proteínas 

    + Agro em Campo: Tecnologias digitais impulsionam crescimento do agronegócio

  • Brasil deve se declarar livre da gripe aviária hoje

    Brasil deve se declarar livre da gripe aviária hoje

    O Brasil deve anunciar nesta quarta-feira (18) a erradicação da gripe aviária em granjas comerciais, após cumprir o período de 28 dias sem registro de novos focos da doença. A medida segue protocolos internacionais. E marca um passo importante para a retomada das exportações de carne de frango. Elas foram impactadas por embargos desde o primeiro caso em Montenegro (RS), registrado em maio.

    O período de 28 dias, conhecido como “vazio sanitário”, começou a ser contado após a desinfecção da granja em Montenegro. Na cidade ocorreu o primeiro e único foco da doença em aves comerciais no Brasil. De acordo com o Ministério da Agricultura, esse intervalo é fundamental para garantir que não restem vestígios do vírus H5N1 no ambiente antes da retomada das atividades normais nas granjas.

    Durante esse período, o governo brasileiro monitorou possíveis suspeitas em granjas comerciais e todas foram descartadas. As investigações ocorreram em municípios como Ipumirim (SC), Aguiarnópolis (TO), Bom Despacho (MG), Anta Gorda (RS), União da Serra (RS) e Westfalia (RS), sem confirmação de novos casos.

    Comunicação internacional e impacto nas exportações

    Com o fim do vazio sanitário, o Brasil irá notificar oficialmente a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) e os países importadores sobre a condição de livre de influenza aviária. O objetivo é facilitar a reabertura dos mercados e a redução das áreas sob restrição. Porém, a retirada dos bloqueios não seja automática e dependa da avaliação de cada país importador.

    Atualmente, a União Europeia e outros 20 países mantêm bloqueio total à carne de frango brasileira. Enquanto outros 19 restringem apenas produtos do Rio Grande do Sul. Em quatro países, o embargo é local, atingindo principalmente a região de Montenegro. O Japão, terceiro maior importador, ampliou recentemente o embargo para cidades de Goiás e Mato Grosso devido a casos em criações domésticas.

    Situação da gripe aviária no Brasil

    Desde o início dos registros em 2023, o Brasil confirmou 174 casos de gripe aviária. Foram 168 em aves silvestres, cinco em criações domésticas e apenas um em granja comercial (Montenegro). O Ministério da Agricultura reforça que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos. Além disso, o país nunca registrou casos da doença em humanos.

    Apesar da queda de 13% nas exportações de frango em maio, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a maior parte da produção segue destinada ao mercado interno. O governo espera que, com o reconhecimento internacional da erradicação da doença, os principais mercados importadores, como a China, flexibilizem as restrições, inicialmente limitando os embargos ao Rio Grande do Sul ou à região de Montenegro, com expectativa de normalização gradual das exportações.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Preço do arroz volta ao nível de fevereiro de 2022

    + Agro em Campo: Japão suspende importação de carne de aves de dois estados

  • Sudoeste do Paraná inicia vazio sanitário da soja 

    Sudoeste do Paraná inicia vazio sanitário da soja 

    O Sudoeste do Paraná entrou nesta quinta-feira (12) no período de vazio sanitário da soja, conforme o calendário escalonado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida, que se estende até 10 de setembro, proíbe o cultivo e a manutenção de plantas vivas de soja nos campos da região. O plantio da oleaginosa será liberado a partir de 11 de setembro, com prazo final para a semeadura em 10 de janeiro de 2026.

    O vazio sanitário é uma estratégia fitossanitária fundamental para interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, considerada a principal doença da soja no Brasil. Sem a presença de plantas vivas no campo, o fungo perde seu hospedeiro, reduzindo drasticamente a incidência e a disseminação da doença na próxima safra. A ferrugem asiática pode comprometer até 90% da produção, além de elevar os custos de controle e impactar a produtividade das lavouras.

    Fiscalização e penalidades

    A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) é responsável pela fiscalização do cumprimento do vazio sanitário em todo o estado. Produtores que descumprirem as regras e mantiverem soja viva durante o período proibido estão sujeitos a penalidades previstas em lei. A Adapar também monitora o calendário de plantio para garantir a efetividade da medida.

    Segundo técnicos da Adapar e do Sistema FAEP, a adesão de todos os agricultores é essencial para o sucesso da estratégia. A orientação é eliminar imediatamente qualquer planta de soja que surgir espontaneamente durante o vazio sanitário, incluindo áreas de pousio, beiras de estradas e cultivos de inverno.

    Calendário escalonado por regiões

    O Paraná adotou o escalonamento do vazio sanitário para respeitar os diferentes microclimas e otimizar o controle da doença. Confira as datas para cada região:

    A Portaria nº 1.271, de 30 de abril de 2025, do Mapa definiu os períodos após consultar entidades representativas do setor agrícola.

    A Adapar alerta que a fiscalização será intensificada durante o vazio sanitário. E a colaboração dos produtores é decisiva para evitar prejuízos econômicos e garantir a sanidade das lavouras de soja no Paraná.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Camu-camu, a bebida que tem 37x mais vitamina C que a laranja

    + Agro em Campo: Nutrição com nitrato de cálcio reduz podridão floral em pomares de laranja

  • Ministério da Agricultura confirma foco de gripe aviária em aves domésticas no Mato Grosso

    Ministério da Agricultura confirma foco de gripe aviária em aves domésticas no Mato Grosso

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou neste sábado (7) a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma criação de aves domésticas de subsistência no município de Campinápolis, Mato Grosso. Este é o quarto foco da doença identificado em aves de subsistência no Brasil.

    Após a suspeita, o Serviço Veterinário Oficial interditou a propriedade e coletou amostras para análise laboratorial, que confirmaram a presença do vírus. Em resposta, foram iniciadas neste domingo (8) medidas de erradicação e ações de vigilância em um raio de 10 quilômetros ao redor do foco. O Mapa informou que não existem estabelecimentos avícolas comerciais nessa área, o que reduz o risco para a produção em larga escala.

    O ministério ressaltou que a ocorrência do foco em aves de subsistência não impõe restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros. O consumo e a exportação de carnes e derivados permanecem seguros para os consumidores e mercados internacionais.

    Além disso, o novo foco mantém inalterado o período de vazio sanitário de 28 dias em Montenegro (RS), onde autoridades confirmaram um caso da doença em uma granja comercial de matrizes. O vazio sanitário é uma medida preventiva para evitar a disseminação do vírus.

    Desde a primeira confirmação de gripe aviária em granjas comerciais no Brasil, em maio, o governo tem intensificado o monitoramento e as ações de biossegurança para conter a doença. Até o momento, o país investiga outros casos suspeitos, todos em criações domésticas ou aves silvestres, sem impacto nas exportações.

    O Ministério da Agricultura reforça a importância da manutenção das medidas sanitárias para proteger o setor avícola e garantir a segurança alimentar da população.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Alta do preço do cacau pressiona valor do chocolate

    + Agro em Campo: Estudo revela as melhores datas para plantio de feijão em Goiás

  • Gripe aviária: governo confirma controle de foco em granja do RS

    Gripe aviária: governo confirma controle de foco em granja do RS

    O Ministério da Agricultura declarou nesta quarta-feira (4) que o foco de gripe aviária identificado há duas semanas em uma granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul, está tecnicamente controlado. Segundo o ministro Carlos Fávaro, o Brasil deve retomar o status de zona livre da doença em até 14 dias. Isso caso não haja novos registros em granjas comerciais.

    De acordo com Fávaro, o vírus da influenza aviária não se espalhou para além da unidade afetada, atestando a eficiência do sistema sanitário brasileiro. “Há um indício muito forte de que conseguimos conter o foco com eficiência. Esse vírus é tão letal que em questão de quatro a cinco dias não teria restado nenhum animal vivo”, destacou o ministro. O protocolo de vazio sanitário, iniciado em 22 de maio, prevê um período de 28 dias sem novos casos para que o país possa ser novamente reconhecido como livre da doença.

    Atualmente, oito casos suspeitos de gripe aviária estão sob investigação, todos envolvendo aves silvestres ou de criação doméstica, sem envolvimento de novas granjas comerciais. O Ministério da Agricultura reforça que o monitoramento permanece intensivo para garantir a segurança sanitária do plantel avícola nacional.

    Impacto nas exportações e negociações internacionais

    A confirmação do foco em Montenegro levou 24 países a suspenderem totalmente as importações de carne de frango brasileira, enquanto outros 14 restringiram as compras ao estado do Rio Grande do Sul e dois limitaram as restrições ao município de Montenegro. Entre os principais mercados impactados estão China, União Europeia e Japão.

    Apesar das restrições, o ministro minimizou os efeitos econômicos e afirmou que as negociações para a redução dos embargos já estão em andamento. “O impacto é praticamente zero”, declarou Fávaro. Ele ressaltaou que a maior parte da produção brasileira é consumida no mercado interno. E que o governo mantém diálogo transparente com os parceiros comerciais para reverter as suspensões.

    Perspectiva para retomada do status sanitário

    Com metade do período de vazio sanitário já cumprido, a expectativa do governo é que o Brasil seja reconhecido novamente como livre da gripe aviária em granjas comerciais até 18 de junho, caso não surjam novos casos. Além disso, o Ministério da Agricultura segue acompanhando de perto a situação para garantir a retomada plena das exportações e a manutenção da confiança internacional na avicultura brasileira.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Fertilizante orgânico de lodo de esgoto eleva eficiência da adubação mineral na cana-de-açúcar

    + Agro em Campo: Kawatta e Majorca: novas variedades de laranjas

  • Vazio sanitário da soja começa neste domingo em SP

    Vazio sanitário da soja começa neste domingo em SP

    O vazio sanitário da soja começa neste domingo, 1º de junho, na Região 1 do Estado de São Paulo. A medida segue até 31 de agosto. O objetivo é conter o fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática da soja.

    A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), coordena a ação. O calendário atualizado atende à Portaria nº 1.271/2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Essa portaria define os períodos nacionais do vazio sanitário e da semeadura da soja para a safra 2025/2026. O Estado de São Paulo foi dividido em três regiões. As Regiões 2 e 3 iniciam o vazio sanitário nos dias 12 e 15 de junho, respectivamente. Os períodos se encerram em 12 e 15 de setembro.

    A lista completa dos municípios por região está disponível no site da Defesa Agropecuária:
    https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/www/servicos/getpdf.php?idform=1602

    Durante o vazio sanitário, os produtores não podem manter plantas vivas de soja nas lavouras. Isso inclui plantas cultivadas e voluntárias, conhecidas como guaxas ou tigueras. Cabe ao produtor eliminar essas plantas no prazo determinado.

    O cultivo fora do período só é permitido para sementes, pesquisas ou eventos agropecuários. Mesmo assim, exige autorização prévia da Defesa Agropecuária.

    A engenheira agrônoma Jucileia Wagatsuma reforça a importância da medida. Ela é gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária. “A colaboração dos produtores é fundamental”, afirma. “O vazio sanitário ajuda a reduzir o impacto da ferrugem asiática na próxima safra.”

    Cadastro de propriedades produtoras de soja é obrigatório

    Além do vazio sanitário, o MAPA exige o cadastro das propriedades produtoras de soja em todo o país. Em São Paulo, o registro deve ser feito no sistema GEDAVE.

    O produtor tem até 15 dias após o fim do calendário de semeadura de sua região para informar os dados. O cadastramento é obrigatório e facilita o monitoramento da cultura no Estado.

    Mais informações estão disponíveis nas unidades da Defesa Agropecuária. Consulte os endereços em:
    https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/enderecos/

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Piscicultura brasileira bate recorde histórico em exportações

    + Agro em Campo: Brasil reforça liderança no agronegócio com alta na produção de café e soja

  • Granja de Montenegro conclui desinfecção e inicia vazio sanitário

    Granja de Montenegro conclui desinfecção e inicia vazio sanitário

    A granja de reprodução avícola localizada em Montenegro, Rio Grande do Sul, concluiu o processo de limpeza e desinfecção após a confirmação de um caso de gripe aviária. Com isso, a área entra em período de vazio sanitário obrigatório a partir desta quinta-feira, 22 de maio de 2025. Isso conforme determina o Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

    O procedimento de desinfecção envolveu a higienização completa dos galpões, máquinas, estruturas, além de áreas administrativas como escritório, almoxarifado, vestiários e lavanderia. As ações começaram imediatamente após a confirmação do foco de gripe aviária, com o sacrifício das aves infectadas em 16 de maio. E seguido pela remoção da cama aviária e destruição dos ovos remanescentes.

    De acordo com a médica veterinária Alessandra Krein, do Programa de Sanidade Avícola da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), “a limpeza prévia é fundamental para que os agentes químicos desinfetantes atuem com maior eficácia, pois a maioria dos desinfetantes não age bem sobre superfícies sujas”.

    O trabalho foi realizado entre os dias 18 e 21 de maio, com a participação de equipes da granja, empresa contratada e supervisão técnica de servidores da Seapi e do Mapa. Tudo para garantir o cumprimento rigoroso dos protocolos sanitários.

    Início do vazio sanitário de 28 dias

    Com a conclusão da desinfecção, inicia-se o vazio sanitário, período de 28 dias em que a granja deve permanecer sem criação de aves para evitar a propagação da influenza aviária. Esse prazo corresponde a dois ciclos de incubação do vírus, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Contingência do Mapa. O plano orienta as ações de controle e erradicação da doença em todo o território brasileiro.

    O vazio sanitário é uma medida essencial para interromper o ciclo de transmissão do vírus da gripe aviária. E assim, proteger outras granjas e garantira sanidade avícola regional. O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul acompanha todas as etapas do processo, desde o sacrifício das aves até a fiscalização do cumprimento do vazio sanitário.

    Medidas de controle

    A influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e selvagens, podendo causar grandes prejuízos econômicos ao setor avícola. O Brasil mantém um rigoroso sistema de vigilância e contingência, com protocolos definidos pelo Mapa para controle. Isso inclui o sacrifício sanitário, desinfecção e períodos de vazio sanitário para evitar surtos.

    A finalização da desinfecção e o início do vazio sanitário na granja de Montenegro são passos fundamentais para controlar o surto de gripe aviária no Rio Grande do Sul. O cumprimento rigoroso dessas medidas reforça o compromisso das autoridades e produtores com a saúde animal e a segurança alimentar no Brasil.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Exportações de café batem recorde na safra 24/25

    + Agro em Campo: Justiça de Mato Grosso aprova recuperação judicial do Grupo Safras