Um vídeo gravado em uma fazenda na cidade de Ararasviralizou ao mostrar um grupo de vacas reagindo de forma inesperada após terem contato com uma plantação de pimenta.
O registro foi feito pela internauta Rayssa Reis e rapidamente ganhou destaque nas redes sociais pelo tom cômico da situação.
Os animais estavam próximos a uma área onde a especiaria havia sido cultivada. A proximidade foi suficiente para despertar a curiosidade do rebanho, que acabou entrando em contato com a plantação.
Um dos concursos mais curiosos do universo rural já tem sua nova campeã. A vaca Paloma, representante da província de Ourense, foi coroada Miss Vaca 2026 durante a grande final do tradicional concurso promovido pela Televisión de Galicia (TVG), na Espanha.
O evento, realizado em junho, reúne produtores, telespectadores e amantes da cultura rural para escolher a vaca considerada mais bela e carismática da região da Galiza. A competição também costuma ganhar enorme repercussão nas redes sociais, acumulando milhões de visualizações todos os anos.
Criado em 2006, o Miss Vaca é um concurso de beleza bovina exibido anualmente pelo programa Luar, um dos mais tradicionais da televisão galega.
Mais do que avaliar apenas a aparência dos animais, a disputa também considera características como beleza física, postura, personalidade e até mesmo o mugido das participantes.
Na edição de 2026, a grande vencedora foi Paloma, representante de Ourense, que conquistou os jurados e o público com seu carisma.
Durante os meses que antecedem a final, moradores das quatro províncias da Galiza enviam fotos e vídeos de vacas para participar da seleção.
Após as etapas classificatórias, as finalistas disputam o título em um programa transmitido ao vivo.
Por fim, a vencedora é escolhida por meio da combinação entre votação popular e avaliação de jurados.
Uma tradição que une cultura e pecuária
Muito além de um concurso inusitado, o Miss Vaca tornou-se um símbolo da identidade rural galega. O programa aproxima o público urbano do campo, valoriza os produtores locais e mantém viva uma tradição que mistura entretenimento, cultura e respeito aos animais.
Com milhões de visualizações nas plataformas digitais, o evento segue como um dos maiores fenômenos da televisão regional da Espanha.
O cantor sertanejo Murilo Huff, conhecido pelos hits que emocionam o Brasil e por sua carreira de sucesso, agora coleciona outro título impressionante: proprietário de uma das vacas mais valiosas do planeta. Através de sua empresa, a Nelore Huff, o artista adquiriu 25% da Donna FIV CIAV, um animal que representa o que há de mais sofisticado em genética bovina no mercado mundial.
A aquisição não é apenas um investimento financeiro, mas uma aposta estratégica no agronegócio de elite. Donna FIV CIAV é uma matriz excepcional da raça Nelore, considerada verdadeiro patrimônio genético por criadores e especialistas do setor.
A aquisição voltou a circular, pois sua namorada, a influenciadora Gabriela Versiani, mostrar entusiasmo ao receber um presente : uma bezerra, irmã de Donna.
Nas redes sociais, Gabriela revelou que batizou a bezerra de Zita, em homenagem à avó. “Ela estaria muito orgulhosa”, comentou. O momento foi compartilhado em vídeo, no qual a influenciadora exibiu a nova integrante da família, descrevendo o presente como algo de grande valor simbólico e afetivo.
https://www.instagram.com/reel/DUEqUgxDayW/
Qualidades extraordinárias que justificam o valor milionário
O que torna Donna FIV CIAV tão especial? A resposta está em sua genética impecável. A vaca apresenta características que a colocam no topo da pirâmide do melhoramento genético bovino: conformação corporal perfeita, com estrutura óssea robusta e bem distribuída, além de musculatura excepcional que garante alta produção de carne nobre.
Sua capacidade reprodutiva é outro diferencial marcante. Donna possui índices superiores de fertilidade e habilidade materna, características fundamentais para a produção de embriões de altíssima qualidade através da técnica de Fertilização In Vitro (FIV). Cada embrião gerado por ela representa potencial de lucro significativo no mercado de genética.
A pelagem, o temperamento dócil e a adaptabilidade ao clima tropical brasileiro completam o perfil de uma matriz que reúne todos os atributos desejados pelos pecuaristas mais exigentes. Seus descendentes herdam características que garantem animais com crescimento acelerado, conversão alimentar eficiente e carcaças de qualidade superior.
O investimento de Murilo Huff no agronegócio
A participação de 25% na propriedade de Donna FIV CIAV demonstra a visão empresarial de Murilo Huff além dos palcos. O cantor, que já demonstrava interesse pelo agronegócio, escolheu investir no segmento mais rentável da pecuária: a genética de elite.
Com a Nelore Huff, o artista se posiciona estrategicamente no mercado de reprodução animal, onde uma única fêmea de alto padrão pode gerar retorno financeiro através da comercialização de embriões, sêmen de seus descendentes machos e da valorização patrimonial do próprio animal.
O mercado de genética bovina movimenta cifras bilionárias no Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo. Animais como Donna FIV CIAV são disputados em leilões que reúnem pecuaristas, investidores e empresários de diversos setores, atraídos pela combinação de tradição rural e tecnologia de ponta.
Tecnologia e tradição na pecuária moderna
A sigla FIV no nome de Donna não é por acaso. A Fertilização In Vitro representa revolução na reprodução animal. Permite que uma única fêmea de qualidade excepcional gere dezenas de descendentes por ano. Portanto, multiplicando seu potencial genético de forma exponencial.
Através desta técnica, óvulos são coletados da matriz, fertilizados em laboratório com sêmen de touros igualmente selecionados, e os embriões resultantes são implantados em vacas receptoras. O processo garante aproveitamento máximo do material genético de animais superiores como Donna FIV CIAV.
A parceria entre Murilo Huff e os demais proprietários da vaca demonstra uma tendência crescente. A entrada de personalidades e empresários de outros setores no agronegócio tecnológico. O campo brasileiro se moderniza, atraindo investimentos que combinam conhecimento tradicional com inovação científica.
Para o cantor sertanejo, que mantém forte conexão com suas raízes e o público do interior, o investimento em Donna FIV CIAV representa mais que diversificação de patrimônio. É a consolidação de um legado no setor que move a economia brasileira e alimenta o mundo.
A cena chama atenção de qualquer pessoa: uma vaca se ergue completamente nas patas traseiras, esticando o pescoço ao máximo pra alcançar uma manga suculenta pendurada nos galhos da árvore. O vídeo é daqueles que a gente assiste duas, três vezes, e compartilha nos grupos da família com aquelas risadas de “olha que louco!”. Mas por trás dessa imagem curiosa e quase cômica, existe uma história bem mais complexa sobre comportamento animal, instintos de sobrevivência e riscos reais à saúde dos bovinos.
Quem tem criação sabe: bovino é um bicho curioso, e quando a coisa tá difícil no pasto, eles não pensam duas vezes antes de improvisar. Mas será que esse comportamento é normal? E mais importante: será que deixar o gado ter acesso livre às mangueiras pode trazer problemas sérios?
Afinal, é normal vaca ficar em pé nas patas traseiras?
Aqui a resposta precisa de um pouco de contexto. Diferente dos cavalos, que possuem mecanismos anatômicos específicos para descansar em pé por longos períodos, as vacas não compartilham essa habilidade. A anatomia bovina foi desenvolvida pra períodos prolongados de descanso deitada, e isso não é à toa.
Porém, quando se trata de alcançar alimento, bovinos demonstram uma flexibilidade comportamental surpreendente. Como animais sociais que vivem em grupo e pastam de 9 a 11 horas por dia, os bovinos são constantemente motivados pela busca de alimentação. Se a comida tá no alto, eles arranjam um jeito.
O comportamento de se erguer nas patas traseiras não é completamente estranho pra espécie. Especialmente quando estão em situações de competição por recursos ou quando existe um alimento muito atrativo fora do alcance normal. Acontece que vacas tem instintos adaptativos fortes. Num ambiente natural ou em pastagens extensivas, elas se esticam pra pegar folhas mais altas de arbustos, por exemplo.
Mas aqui vai o ponto crítico: esse comportamento se torna preocupante quando o alimento em questão apresenta riscos. E manga entra nessa categoria com louvor.
Manga no cardápio bovino: delícia ou cilada?
Vamos ser sinceros: manga é irresistível. Doce, suculenta, aromática. E os bovinos pensam exatamente a mesma coisa. A manga é muito palatável para o gado, principalmente porque ela é muito rica em açúcares.
Foto: divulgação – Embrapa
A manga tem bom valor nutritivo e é bastante palatável para bovinos. Normalmente a fruta é mastigada, a casca e a polpa são ingeridas e o caroço cuspido. Até aí, tudo bem. O problema começa quando o bicho resolve engolir a fruta inteira. Com caroço e tudo.
Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Rodrigo da Costa Gomes, dois problemas sérios podem derivar do consumo de manga por bovinos.
Timpanismo: o perigo mortal do caroço
O problema mais grave é o timpanismo, que ocorre pela obstrução do esôfago do animal. Dependendo do tamanho da manga, isso impede o bovino de conseguir se alimentar normalmente e expelir os gases que ele produz durante a digestão.
O caroço pode obstruir o esôfago, provocando timpanismo por impedir a eructação (saída dos gazes produzidos no estômago), ou pode obstruir a passagem do estômago para o intestino.
Quando o gado não consegue expelir os gases naturais da digestão, o rúmen incha de forma perigosa. O timpanismo é uma doença que impossibilita a eructação, causando acúmulo de gases e podendo levar o animal à morte. Isso impede que o bovino respire direito e, em casos extremos, leva o animal à morte rapidamente.
Um relato científico mostra a gravidade da situação: num caso registrado em Sergipe, uma vaca leiteira em final de gestação apresentou timpanismo recidivante após ingerir manga. Durante cirurgia, foram retirados 174 caroços de manga do rúmen, mas o animal veio a óbito seis horas depois do procedimento.
Acidose ruminal: o açúcar que desequilibra
O segundo problema é metabólico. O açúcar da manga fermenta muito rapidamente no rúmen do animal e causa acidose ruminal, uma acidificação do rúmen. Esse problema metabólico pode levar à morte ou causar redução significativa no desempenho do animal.
A acidose ruminal compromete todo o sistema digestivo do bovino e afeta diretamente a saúde e a produtividade do rebanho.
Outros alimentos que oferecem riscos semelhantes
Todo alimento que possa estar em um tamanho que cause obstrução, principalmente no esôfago, representa risco. São comuns relatos de obstrução com laranja, abacate e até tubérculos como pedaços de mandioca ou batata.
Especialmente o pequeno produtor, que às vezes quer alimentar o gado no período seco sem atentar-se ao tamanho do alimento servido, pode acabar causando obstruções fatais sem perceber.
É comum vacas comerem manga da árvore?
Sim, é mais comum do que a maioria imagina. Especialmente em pequenas propriedades rurais onde as árvores frutíferas dividem espaço com as pastagens. Casos de animais que tem algum problema por excesso de ingestão de frutas como manga, abacate ou laranja são recorrentes no Brasil.
Durante a época de safra, quando as mangas maduras começam a cair, os bovinos são naturalmente atraídos pelo cheiro e sabor adocicado. E quando as frutas no chão acabam, alguns animais mais “espertos” descobrem que podem alcançar as frutas ainda nos galhos – daí surgem as cenas de vacas “acrobatas”.
O que fazer: orientações para pecuaristas
A recomendação dos especialistas é clara: prevenir o acesso.
O acesso às mangas deve ser evitado com cercas ou derrubando-se e recolhendo as frutas. Cortar a fruta ao meio já reduz o caroço a um tamanho seguro.
Se possível, cerque a área de fruteiras para que os animais não tenham acesso à manga que cai no chão. Mesmo se não for possível cercar, no momento que as frutas estiverem caindo maduras, recolha-as para que o animal não tenha acesso.
Algumas soluções práticas incluem:
Cercar as mangueiras durante a época de produção
Recolher diariamente as frutas caídas no chão
Picar as mangas antes de oferecer aos animais (se for o caso de usar como suplemento controlado)
Monitorar o comportamento do rebanho próximo às árvores frutíferas
Consultar um veterinário ao primeiro sinal de timpanismo ou desconforto abdominal
Sinais de alerta: quando buscar ajuda veterinária
Pecuaristas devem ficar atentos a sinais de timpanismo:
Aumento visível na região do abdômen (especialmente flanco esquerdo)
Animal para de se alimentar repentinamente
Demonstra dor abdominal (escoiceando a região ventral)
Dificuldade respiratória
Inquietação e desconforto
Nesses casos, é necessário intervenção imediata para evitar a morte do animal.
A lição por trás do vídeo viral
Aquela vaca se equilibrando nas patas traseiras pra pegar manga pode parecer engraçada, mas conta uma história importante sobre instintos, adaptação e os riscos silenciosos da convivência entre criação animal e árvores frutíferas.
O comportamento em si, de se erguer nas patas traseiras, não é necessariamente problemático. É parte da capacidade adaptativa dos bovinos. O problema real está no que eles estão tentando alcançar e nos riscos associados.
Como sempre na pecuária, conhecimento é poder. Entender os comportamentos naturais dos animais e os perigos potenciais permite ao produtor tomar decisões informadas que protegem tanto o bem-estar do rebanho quanto a rentabilidade da atividade.
Então da próxima vez que você ver um vídeo desses, pode até sorrir. Mas lembre-se de compartilhar também a informação: mangueira no pasto precisa de atenção. Afinal, prevenir sempre foi melhor que remediar.
A pecuária brasileira pode estar prestes a dar um salto significativo em produtividade. A Embrapa Rondônia (RO) acaba de depositar o pedido de patente do Promov, um revolucionário indutor de ovulação para bovinos que superou todos os produtos similares disponíveis no mercado nacional.
O novo insumo demonstrou resultados impressionantes em testes extensivos: aumentou em 9% o número de vacas prenhas em comparação aos produtos convencionais utilizados na Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). Enquanto o grupo-controle registrou 56% de vacas prenhas, o grupo tratado com Promov alcançou 62% de animais fecundados.
Inovação na combinação de hormônios
O diferencial do Promov está na sua formulação única. Pela primeira vez, dois hormônios amplamente conhecidos na reprodução bovina foram combinados em uma única dose: a prostaglandina e o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH).
“A inovação do trabalho foi testar a inédita combinação em um só fármaco de dois princípios ativos bem conhecidos, algo que não tinha sido feito antes”, explica o pesquisador Luiz Francisco Pfeifer, coordenador do desenvolvimento do produto.
Tradicionalmente, os técnicos aplicam esses hormônios separadamente e em momentos distintos. O GnRH contribui para a sincronização da ovulação, enquanto a prostaglandina é aplicada antes para reduzir os níveis de progesterona. O Promov revoluciona esse protocolo ao unificar a aplicação em uma única injeção intramuscular.
Testes extensivos comprovam eficácia
O desenvolvimento do Promov não foi trabalho de poucos meses. Os pesquisadores realizaram 12 experimentos para compreender o mecanismo de ação e avaliar a fertilidade do produto. No total, os pesquisadores analisaram mais de 1.500 vacas em um estudo de proporções impressionantes, capaz de garantir a confiabilidade dos resultados.
“Trata-se de um aumento significativo em uma fazenda de cria que utiliza a IATF como principal forma de manejo reprodutivo”, destaca Pfeifer, referindo-se ao incremento de 9% na taxa de prenhez.
Busca por parceiros industriais
Com a patente já depositada, a Embrapa está ativamente buscando parceiros do setor privado para licenciar a finalização e comercialização do Promov. As empresas interessadas podem entrar em contato através dos e-mails [email protected] ou [email protected], ou pelo telefone (69) 3219-5004.
Embora o custo exato ainda não possa ser estimado – dependendo de questões mercadológicas do futuro parceiro – Pfeifer é otimista quanto ao preço final. “Como se trata da combinação de dois produtos comerciais conhecidos, dificilmente a formulação ficaria com preços muito acima dos já praticados no mercado”, projeta.
Potencial além da IATF
As possibilidades do Promov não se limitam à IATF. Os pesquisadores acreditam que o produto pode beneficiar outras biotecnologias reprodutivas, incluindo a sincronização de receptoras de embrião – técnica utilizada para acelerar o ganho genético do rebanho.
“Pretendemos iniciar novos estudos para avaliar a eficácia do Promov em outras técnicas e realizar mais estudos de dose-resposta”, revela Pfeifer. A equipe também planeja testar o indutor em outras espécies, como ovinos, caprinos e equinos.
Impacto no maior rebanho do mundo
O Brasil possui o maior rebanho bovino do mundo, com mais de 230 milhões de cabeças de gado. Nesse cenário, a IATF é uma das principais ferramentas para aumentar produtividade e qualidade genética dos animais.
A chegada de um indutor de ovulação mais eficaz e de aplicação simplificada pode beneficiar diretamente milhares de produtores rurais, especialmente aqueles que trabalham com sistemas de cria, onde a eficiência reprodutiva é determinante para o sucesso da atividade.
Se a Embrapa conseguir atrair um parceiro industrial disposto a investir na finalização e escalonamento da tecnologia, o Promov pode se transformar rapidamente de uma descoberta laboratorial em um insumo amplamente adotado na pecuária brasileira.
O impacto seria significativo: com apenas alguns reais adicionais nas doses aplicadas, os produtores poderiam compensar facilmente o investimento através do aumento no nascimento de bezerros propiciado pela nova tecnologia.
Essa inovação representa mais um exemplo da capacidade brasileira de desenvolver soluções próprias para os desafios da agropecuária nacional, consolidando ainda mais a posição do país como líder mundial na produção bovina.
A ExpoZebu, maior feira de gado zebu do mundo, consolida o Brasil como potência agropecuária. Neste ano, o evento em Uberaba (MG) atraiu 400 mil visitantes e movimentou US$ 35 milhões em leilões de animais elite.
Criadores transformaram o gado zebu, originário da Índia, em verdadeiras máquinas de produção de carne. Com investimentos em genética e manejo, o peso médio dos animais para abate aumentou 16% desde 1997.
“O zebu se adaptou perfeitamente ao nosso clima tropical”, explica Luiz Josakhian, da Associação Brasileira de Criadores de Zebu. “Hoje, eles representam 80% do nosso rebanho de 239 milhões de cabeças.”
As celebridades do agronegócio
Viatina-19, a vaca mais cara do mundo, vale US$ 4 milhões. Seus três donos cuidam da superstar com:
Banhos diários com shampoo especial
Hidratação de chifres com óleo de girassol
Sessões regulares de pedicure
“Ela sabe que é importante”, conta Lorrany Martins, veterinária e uma das proprietárias. “Quando vai tirar foto, levanta a cabeça e posa como uma verdadeira estrela.”
O futuro da carne brasileira
Com a expectativa de reconhecimento como área livre de febre aftosa pela OIE, o Brasil prepara-se para ampliar seus 25% de participação no mercado global de carne bovina.
“Estamos mostrando ao mundo que nossa pecuária tem qualidade incomparável”, comemora o ministro da Agricultura. Os números comprovam: as exportações para os EUA crescem mesmo com as barreiras comerciais.
Na saída da feira, um outdoor resume o orgulho nacional: “Vacas melhores para um mundo melhor”. O slogan captura a essência de um setor que transformou o Brasil de importador de alimentos no maior exportador global.
A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) iniciou a venda dos ingressos para a Gira Técnica do Congresso Mundial Braford, que ocorrerá de 27 de abril a 4 de maio de 2025. O evento culminará no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), com seminários, julgamentos e a Nacional da raça Hereford.
Os participantes da Gira Técnica terão a oportunidade de visitar propriedades rurais selecionadas, onde poderão conhecer diferentes sistemas de produção, ferramentas de seleção e genética aplicada. Além disso, a programação inclui palestras sobre temas estratégicos da pecuária.
Pacotes personalizados
Para atender às diferentes necessidades do público, a ABHB estruturou quatro opções de pacotes, permitindo que cada participante personalize sua experiência. Os pacotes podem incluir:
Visitas às propriedades
Jantares
Hospedagem
Traslado
“Os pacotes incluem visitas às propriedades, dois jantares, hospedagem e translado conforme a necessidade de cada pessoa. Caso alguém já tenha acomodação em determinada cidade ou prefira se deslocar por conta própria, pode optar por um pacote sem hospedagem ou transfer, por exemplo”, explica Felipe Azambuja, gerente executivo da ABHB.
Roteiro da gira técnica
A Gira Técnica passará pelas seguintes propriedades:
Fazenda Pitangueira (Maçambará, RS): Administrada pela família Monteiro Lopes, é uma das mais tradicionais e renomadas na criação de Braford.
Estância do Sossego (Uruguaiana, RS): Propriedade da família Ormazabal Moura, que se destaca pela qualidade de seus animais.
Fazenda Bela Vista (Sant’ana do Livramento, RS): Propriedade da família Albornoz Maciel, com mais de 60 anos de história na criação de Braford e destaque na produção de touros de genética avançada.
Fazenda Santa Tereza (Arambaré, RS): Sob a direção de Ney Arthur Azambuja, onde será possível observar o manejo para otimizar a produtividade dos animais.
Como adquirir os ingressos
A comercialização dos pacotes está sendo realizada pela agência de turismo Alpes Tour, com atendimento conduzido por Luana. Os interessados também podem entrar em contato com a ABHB para obter orientações iniciais.
Segundo Felipe Azambuja, a Gira Técnica será uma oportunidade única para os criadores ampliarem seus conhecimentos e fazerem networking. “Os participantes terão contato com diversos ambientes e modelos produtivos, além de verificar de perto as práticas adotadas em cada propriedade. A programação culmina na exposição do Mundial Braford, onde além dos julgamentos haverá eventos sociais, palestras, debates sobre carne e o congresso propriamente dito”, afirma.
Há mais de 10 mil anos, humanos e bovinos iniciaram uma parceria que revolucionaria a agricultura, a dieta e a economia global. Vacas e bois, descendentes do extinto auroque selvagem, tornaram-se pilares da civilização. Este artigo explora sua jornada da selvageria à domesticação, revelando como moldaram (e ainda moldam) a vida humana.
O processo de domesticação começou no Neolítico, por volta de 8.000 a.C., na região do Crescente Fértil (atual Oriente Médio). Os auroques, animais imponentes e agressivos, foram gradualmente domesticados por comunidades agrícolas que buscavam:
Fontes estáveis de carne e couro.
Força de trabalho para o cultivo de terras.
Recursos como leite e derivados.
Estudos genéticos indicam que a domesticação ocorreu de forma independente em diferentes regiões, resultando em raças adaptadas a climas específicos, como o Zebu na Índia e o Taurus na Europa. Estima-se que o último auroque conhecido morreu em 1627 na Polônia.
Antes da mecanização, os bois foram indispensáveis para o desenvolvimento agrícola. Castrados para controle comportamental, eles puxaram arados, transportaram cargas e permitiram o cultivo em larga escala. Civilizações como a mesopotâmica e egípcia dependiam deles para irrigar campos e construir infraestruturas, impulsionando o crescimento de cidades.
Vacas e o leite: uma revolução nutricional
A exploração do leite bovino começou por volta de 4.000 a.C., marcando um avanço nutricional. Com a mutação genética que permitiu a digestão da lactose em adultos (especialmente na Europa), laticínios tornaram-se fundamentais. Técnicas como fermentação para produção de queijo e iogurte prolongaram a vida útil do leite, garantindo alimento em períodos de escassez.
Na Idade Média, vacas e bois eram símbolos de riqueza em feudos europeus. Com a Expansão Marítima (séculos XV-XVI), colonizadores portugueses e espanhóis introduziram bovinos nas Américas, onde se tornaram base econômica de países como Brasil e Argentina. O gado bovino foi essencial para a colonização de territórios e o surgimento de indústrias como o couro.
No início, a carne era consumida principalmente quando os animais morriam ou não podiam mais trabalhar.
A Revolução Industrial (século XVIII) transformou a criação de bovinos. Técnicas de melhoramento genético, rações balanceadas e ordenha mecanizada aumentaram a produção de leite e carne. No século XX, a indústria de fast-food e o consumo global impulsionaram a pecuária intensiva, levantando debates sobre sustentabilidade e bem-estar animal.
A chegada dos bovinos ao Brasil
No Brasil, a introdução do gado ocorreu com os colonizadores portugueses no século XVI. O primeiro registro de bovinos no país data de 1533, quando Martin Afonso de Sousa trouxe animais da Ilha da Madeira e Cabo Verde. Esses primeiros rebanhos foram fundamentais para abastecer as plantações de açúcar e fornecer carne e leite para os colonizadores.
A pecuária brasileira evoluiu ao longo dos séculos, especialmente com a interiorização das atividades agrícolas. No século XVII, a busca por novas terras para pastagem levou à expansão do gado pelo interior do Brasil, dando origem a diversas raças locais adaptadas ao clima tropical.
Raças e evolução genética
Atualmente, existem mais de 700 raças de gado bovino no mundo, divididas principalmente entre duas subespécies: o gado taurino (Bos taurus), originário da Europa e do Oriente Médio, e o gado zebuíno (Bos indicus), que se desenvolveu na Ásia. O gado zebu é especialmente valorizado em regiões tropicais devido à sua resistência a doenças e capacidade de adaptação.
As vacas e bois desempenham um papel fundamental na vida humana.
No Brasil, a raça Nelore, trazida no século XIX, tornou-se uma das mais importantes para a pecuária nacional devido à sua resistência e produtividade. Além disso, as raças crioulas brasileiras, como o Curraleiro Pé-Duro, desempenham um papel vital na diversidade genética da pecuária local.
Impacto moderno: desafios e inovações
Hoje, bovinos representam 1,5 bilhão de cabeças no mundo, segundo a FAO. São responsáveis por:
60% do leite consumido globalmente.
25% da produção mundial de carne.
De símbolos religiosos (como na Índia) a motores econômicos, vacas e bois testemunharam a ascensão humana. Sua domesticação não apenas alimentou civilizações, mas também redefiniu paisagens e culturas. No século XXI, essa aliança exige novas respostas para continuar viável.
Desde sua domesticação até seu papel central na produção de alimentos hoje, esses animais continuam a ser fundamentais para a sociedade moderna. Portanto, preservação das raças locais e o manejo sustentável são essenciais para garantir que essa relação continue por muitos anos.
O projeto para desenvolver uma vacina capaz de reduzir as emissões de metano do gado recebeu um aporte significativo de US$ 9,4 milhões. A Bezos Earth Fund financia o projeto como parte dos esforços filantrópicos de Jeff Bezos em combater as mudanças climáticas. A iniciativa visa atacar um dos grandes desafios do setor agrícola: a redução das emissões de gases de efeito estufa. O metano representa quase um terço das emissões globais da pecuária, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
Uma equipe de cientistas de instituições renomadas, incluindo o Instituto Pirbright e o Royal Veterinary College do Reino Unido, o Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha e a AgResearch da Nova Zelândia, conduz a pesquisa. O estudo busca mapear e avaliar a resposta imunológica que possa impedir a produção de metano em ruminantes, detalhando dois focos principais: a análise inicial de como os micróbios metanogênicos colonizam o sistema digestivo dos bezerros e o desenvolvimento de anticorpos específicos para atacar esses organismos.
O professor John Hammond, líder do grupo de imunogenética do Instituto Pirbright, explicou que a ideia é determinar os anticorpos necessários para criar uma resposta imunológica direcionada. Desta forma, orientando a formulação da vacina. “Esta abordagem reduz o aspecto de tentativa e erro e foca em uma imunologia de alta precisão”, afirmou Hammond.
Impacto e expectativa
Caso o projeto atinja seus objetivos, a vacina poderá ser uma ferramenta revolucionária no setor agrícola. Ela será capaz de reduzir substancialmente as emissões de metano e impactar positivamente o aquecimento global. Um estudo do Global Methane Hub indica que uma redução de 45% nas emissões de metano nesta década poderia gerar um resfriamento global de 0,3°C até 2040.
O Dr. Neil Wedlock, da AgResearch, destacou a importância da colaboração internacional. “Estamos entusiasmados em trabalhar com o Pirbright Institute e o Bezos Earth Fund para enfrentar esse desafio urgente.” O projeto reflete a importância de esforços integrados entre ciência e financiamento privado para soluções inovadoras no combate às mudanças climáticas.
A Nelore Cometa é uma referência na genética avançada especializada em Nelore PO, possuindo avaliações dos principais programas em genética do país. Fundado em 1967, o grupo tem quase cinquenta anos de trabalho. Além disso, a Nelore Cometa utiliza a moderna ferramenta de Avaliação Genômica dos Animais. Os animais são testados, em parceria com a Zoetis, e os resultados além de comporem o Índice Clarifide, são enviados para o PMGZ onde compõem as estimativas das DEP’s, contribuindo de maneira importante com o aumento da confiança (acurácia) das estimativas. Entretanto, a utilização desta ferramenta possibilita a identificação de animais superiores em idade jovem, e ao multiplica-los através da FIV, o ganho genético da população aumenta bastante
Os principais leilões do Brasil você fica sabendo aqui no Agro Em Campo.