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  • Geada, seca ou chuva: o que ameaça a próxima safra brasileira?

    Geada, seca ou chuva: o que ameaça a próxima safra brasileira?

    A próxima safra brasileira começa a ser desenhada muito antes do plantio. Enquanto produtores acompanham preços, crédito e mercado internacional, são as condições climáticas que podem determinar o sucesso ou  fracasso da produção.

    Neste momento, especialistas apontam os três fatores de atenção para o campo. Eles alertam para geadas durante o inverno, períodos de estiagem e o excesso de chuvas em algumas regiões do país.

    Geadas

    As geadas costumam ser a principal preocupação entre maio e setembro nas regiões Sul, Sudeste e em áreas de maior altitude do Centro-Oeste. Segundo estudos agrometeorológicos, culturas como café, cana-de-açúcar, hortaliças e frutas podem sofrer danos quando as temperaturas atingem níveis críticos, especialmente em estágios mais sensíveis do desenvolvimento das plantas.

    De acordo com pesquisadores e serviços de monitoramento climático, o risco não está apenas na ocorrência do fenômeno, mas também na sua intensidade. Geadas moderadas e fortes podem provocar perdas significativas de produtividade, além de comprometer a qualidade dos produtos destinados à exportação. Ferramentas de monitoramento e alerta vêm sendo utilizadas para permitir que agricultores adotem medidas preventivas com antecedência.

    Chuvas

    Outro fator que preocupa o setor é a irregularidade das chuvas. Nos últimos anos, a agricultura brasileira tem enfrentado alternância entre períodos prolongados de estiagem e episódios de precipitação excessiva.

    Seca

    A falta de água reduz o potencial produtivo de culturas como soja, milho e feijão, enquanto o excesso de chuva dificulta operações de plantio e colheita, favorece doenças e pode comprometer a qualidade dos grãos.

    O monitoramento realizado por instituições como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e centros estaduais de meteorologia tem mostrado que a variabilidade climática continua sendo um dos principais desafios para o agronegócio brasileiro. A disponibilidade de dados em tempo real e modelos de previsão tem se tornado cada vez mais importante para a tomada de decisão nas propriedades rurais.

    Café

    No caso do café, uma das culturas mais sensíveis ao frio, a atenção aumenta nesta época do ano. Históricos de grandes geadas mostram que eventos extremos podem provocar impactos duradouros na produção e nos preços do mercado. Técnicos recomendam o acompanhamento constante dos alertas meteorológicos e a adoção de práticas de manejo que reduzam os riscos climáticos.

    Embora ainda seja cedo para prever o comportamento completo da próxima safra, a combinação entre frio intenso, chuvas irregulares e possíveis períodos de seca já coloca o clima no centro das preocupações do campo.

    Em um país que responde por parcela significativa da produção mundial de alimentos, cada frente fria, cada semana sem chuva e cada evento extremo pode influenciar não apenas a renda do produtor, mas também o abastecimento e os preços dos alimentos.

     

  • Ciclone e frente fria provocam temporais no Rio Grande do Sul

    Ciclone e frente fria provocam temporais no Rio Grande do Sul

    Uma frente fria avança pelo Sul do Brasil nesta quinta-feira (7). Além disso, o sistema provoca chuvas fortes no Rio Grande do Sul. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), um ciclone extratropical acompanha a frente fria. Com isso, temporais atingem todo o território gaúcho.

    O Inmet mantém alerta laranja para o sudoeste, Pampas e parte da Campanha gaúcha. Nessas áreas, o risco de transtornos aumenta. As previsões indicam acumulados de até 50 milímetros de chuva. Além disso, pode ocorrer queda de granizo no centro-sul do estado.

    Santa Catarina e Paraná

    Enquanto isso, Santa Catarina e Paraná seguem com tempo firme. As temperaturas permanecem elevadas, com máximas próximas de 27°C nas capitais.

    Nordeste

    No Nordeste, dois fenôenos intensificam as chuvas nesta quinta-feira. Os Distúrbios Ondulatórios de Leste provocam pancadas no litoral.

    Outras áreas atingidas

    As instabilidades atingem áreas entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia. Já a Zona de Convergência Intertropical favorece chuvas no norte da região.

    O sistema atua na metade norte do Maranhão, norte do Piauí e Ceará. Além disso, o fenômeno mantém o tempo instável no litoral norte nordestino. Na Região Norte, a Zona de Convergência Intertropical segue provocando chuvas no Amapá e litoral do Pará.

    O excesso de umidade também favorece temporais no Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O norte do Tocantins também registra instabilidades.

    No Sudeste, o tempo permanece estável na maior parte da região. Porém, há previsão de garoas no litoral e norte do Espírito Santo.

    As chuvas também atingem áreas do nordeste e leste de Minas Gerais. Além disso, o litoral norte do Rio de Janeiro pode registrar precipitações.

    Mesmo com as instabilidades, as temperaturas seguem elevadas. Em toda a região, os termômetros ultrapassam os 30°C.

    No Centro-Oeste, uma massa de ar seco mantém o tempo firme. Apenas o extremo norte e noroeste de Mato Grosso podem registrar chuva forte.

    Nas demais áreas, a umidade relativa do ar fica abaixo de 30%. Além disso, as máximas podem alcançar 33°C ao longo do dia.

  • Calor perde força e chuvas avançam no Brasil

    Calor perde força e chuvas avançam no Brasil

    A semana começa com temperaturas elevadas em grande parte do Brasil. No entanto, mudanças no clima devem ocorrer nos próximos dias. Uma frente fria e um ciclone extratropical devem provocar queda nas temperaturas e aumento das chuvas. Esses sistemas devem ganhar força a partir do meio da semana.

    Nesta segunda-feira, o tempo segue quente em várias regiões do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as máximas chegam a 26°C em Porto Alegre.

    Em São Paulo e Belo Horizonte, os termômetros devem marcar até 28°C. Já em Goiânia e Palmas, as máximas podem chegar a 32°C. Em Cuiabá, a temperatura pode atingir 37°C. Além disso, podem ocorrer chuvas isoladas em diferentes pontos. No interior paulista, o dia começa com céu claro a parcialmente nublado. Além disso, não há previsão de chuva durante a manhã na maior parte do estado.

    Na terça-feira, o calor ainda predomina em várias regiões. Porém, uma frente fria avança da Argentina e do Uruguai rumo à Região Sul. Esse sistema deve provocar tempestades, principalmente no Sul do país.
    No interior de São Paulo, podem ocorrer chuvas isoladas e, às vezes, intensas.

    A partir de quarta-feira, uma massa de ar frio deve avançar sobre o Sul e São Paulo. Com isso, os termômetros devem registrar queda mais acentuada nas temperaturas.

  • Clima favorável reduz preços do café

    Clima favorável reduz preços do café

    Os pesquisadores do Cepea apontam melhora nas condições climáticas que beneficiaram as lavouras de café em janeiro. As chuvas regulares devem favorecer o enchimento dos grãos. Fevereiro começa com expectativa de continuidade da umidade. Esse período é crucial para a temporada de café.

    O cenário produtivo mais positivo pressiona as cotações. Os preços do café registram queda no mercado brasileiro. O indicador CEPEA/ESALQ do arábica recuou 3,7%. O preço caiu R$ 80,19 por saca em janeiro. O indicador encerrou janeiro a R$ 2.094,55 por saca. Já a média mensal atingiu R$ 2.178,82 por saca. O valor foi o menor desde outubro de 2025.

    Dentro da porteira

    No campo, produtores esperam safra maior em 2026/27. O clima adverso ainda pode trazer riscos à produção.
    O mês de dezembro teve calor intenso e baixa umidade. Ou seja, essas condições podem gerar grãos mal formados. Os especialistas alertam para possibilidade de cafés chochos.

  • Previsão do tempo em janeiro: INMET alerta agricultores para clima

    Previsão do tempo em janeiro: INMET alerta agricultores para clima

    O INMET projeta volumes de chuva acima da média para as regiões Norte e Sul durante janeiro de 2026. A previsão também contempla o oeste do Centro-Oeste, formando um corredor de precipitações intensas.

    Na Região Norte, o Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e porções do Pará registrarão até 50 mm acima da média histórica. O centro-sul de Tocantins e o sul de Roraima, no entanto, enfrentarão os menores volumes da região.

    A Região Sul concentrará acumulados de até 50 mm acima da média histórica em praticamente todos os estados. As exceções ficam por conta do centro-oeste de Santa Catarina e do sul do Rio Grande do Sul, onde o instituto prevê volumes próximos ou abaixo da média.

    Nordeste e Sudeste enfrentam déficit hídrico; Centro-Oeste apresenta cenário misto

    O INMET antecipa chuvas abaixo da média no centro-sul do Nordeste e no centro-norte do Sudeste. A Bahia, o centro-sul do Piauí, a região central do Maranhão e o oeste de Pernambuco devem registrar os menores índices pluviométricos do Nordeste.

    No Sudeste, o sul do Espírito Santo, o centro-norte do Rio de Janeiro e grande parte de Minas Gerais experimentarão déficit de chuvas. São Paulo e o sul de Minas Gerais, por outro lado, terão volumes acima da média.

    O Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul receberão chuvas acima da média, assim como o nordeste e sudoeste de Goiás. As demais áreas da região experimentarão precipitações próximas ou abaixo da média climatológica.

    Aquecimento intenso no interior do Brasil

    O INMET projeta temperaturas acima da média em quase todo o território nacional. Tocantins liderará o aquecimento na Região Norte, com temperaturas até 1°C acima da média climatológica.

    O Nordeste registrará temperaturas elevadas em todos os estados, com destaque para o sul do Piauí, onde o aumento médio superará 1°C. A Bahia, o Piauí e o sul do Maranhão concentrarão as maiores anomalias térmicas.

    No Centro-Oeste, o centro-leste de Goiás, o Distrito Federal, o centro-oeste do Mato Grosso do Sul e o noroeste do Mato Grosso alcançarão temperaturas até 1°C acima da média.

    Sudeste e Sul registram aquecimento moderado

    O noroeste de Minas Gerais, o oeste e o nordeste de São Paulo terão aumento nas temperaturas médias. O Espírito Santo e o Rio de Janeiro permanecerão próximos à climatologia.

    Na Região Sul, o Rio Grande do Sul, o norte de Santa Catarina e o centro-leste do Paraná experimentarão aumento médio de até 0,6°C. Santa Catarina e o sul gaúcho manterão temperaturas próximas à média.

    Agricultura enfrenta desafios e oportunidades

    As chuvas acima da média no Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Pará favorecerão a reposição da umidade do solo e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. A recuperação das pastagens também se beneficiará das precipitações.

    O aumento das temperaturas em Tocantins, entretanto, intensificará a evapotranspiração e elevará o risco de estresse térmico. O centro-sul do Tocantins e o sul de Roraima exigirão maior atenção ao manejo hídrico.

    Nordeste: irregularidade hídrica ameaça lavouras de sequeiro

    A Bahia, o centro-sul do Piauí, o centro do Maranhão e o oeste de Pernambuco enfrentarão déficit hídrico associado a temperaturas elevadas. Essas condições comprometem a semeadura e o desenvolvimento do milho e do feijão, principalmente nas fases reprodutivas.

    A faixa litorânea, a Paraíba, o Rio Grande do Norte e o Ceará, com chuvas acima da média, oferecerão condições favoráveis ao desenvolvimento das culturas e à fruticultura irrigada.

    O Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, com chuvas acima da média e temperaturas elevadas, favorecerão os cultivos em desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos.

    Goiás, com previsão de chuvas abaixo da média, enfrentará períodos de restrição hídrica e aumento do risco de estresse nas lavouras durante fases sensíveis do ciclo.

    Sudeste: São Paulo deve ser favorecido,mas demais estados enfrentam restrições

    São Paulo se beneficiará com chuvas acima da média, favorecendo grãos, cana-de-açúcar e café. Minas Gerais, Espírito Santo e o centro-norte do Rio de Janeiro, com déficit hídrico e temperaturas elevadas, terão disponibilidade hídrica limitada, afetando o desenvolvimento inicial das lavouras.

    Sul: condições ideais para culturas de verão

    Os acumulados de chuva acima da média, associados a temperaturas próximas ou ligeiramente elevadas, favorecerão as culturas de verão em fase inicial e a recuperação das pastagens.

    No sul do Rio Grande do Sul, menores volumes de chuva e maior incidência de radiação solar beneficiarão as operações de campo e o desenvolvimento do arroz irrigado.

  • Alerta vermelho: previsão indica chuvas de 100mm e risco de deslizamentos

    Alerta vermelho: previsão indica chuvas de 100mm e risco de deslizamentos

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho de grande perigo para Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Os meteorologistas preveem chuvas que podem superar 100 milímetros em 24 horas, com risco elevado de alagamentos, transbordamento de rios and deslizamentos de encostas.

    O aviso vigora das 22h desta quarta-feira (3) até 23h59 de quinta-feira (4).

    O Inmet projeta precipitações superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia nas regiões afetadas. O órgão alerta que a combinação de solo encharcado, relevo acidentado e alta concentração urbana amplia o potencial de danos materiais e riscos à população.

    Em Minas Gerais, o alerta abrange a região metropolitana de Belo Horizonte, além do Vale do Rio Doce, Jequitinhonha e Vale do Mucuri. Essas áreas historicamente registram problemas durante episódios prolongados de chuva volumosa, especialmente onde encostas, áreas urbanizadas e construções em zonas de risco se concentram.

    No Espírito Santo, os meteorologistas monitoram a faixa Central, Litoral Norte, Sul e Noroeste do estado. Esses municípios já enfrentaram alagamentos e danos à infraestrutura em períodos chuvosos anteriores, o que exige vigilância constante sobre rios e córregos.

    A Bahia concentra a preocupação no Sul do estado e na Zona da Mata, onde várias cidades possuem histórico de inundações rápidas. Bairros às margens de rios ou em áreas com drenagem precária enfrentam maior vulnerabilidade diante da previsão de chuva intensa em curto espaço de tempo.

    Autoridades alertam para riscos de alagamentos e deslizamentos

    O cenário previsto pode provocar alagamentos de grande proporção, com água subindo rapidamente em ruas, garagens, estabelecimentos comerciais e residências. Rios e córregos que já apresentam níveis elevados devido às chuvas anteriores correm risco de transbordar.

    Cidades com moradias em áreas de declive enfrentam ameaça adicional de deslizamentos de encostas. O solo saturado perde estabilidade, o que pode desencadear quedas de barreiras, rolamento de blocos de terra e desabamentos parciais em áreas irregulares.

    A Defesa Civil reforça que rachaduras novas em paredes, muros ou no solo, assim como portas e janelas que começam a emperrar sem motivo aparente, indicam instabilidade. A população deve comunicar imediatamente esses sinais pelo telefone 199.

    População deve adotar medidas preventivas imediatas

    O Inmet recomenda que os moradores desliguem aparelhos elétricos e o quadro geral de energia durante temporais para reduzir riscos de curtos-circuitos e incêndios. A orientação também inclui permanecer em locais abrigados e evitar deslocamentos desnecessários em áreas sujeitas a alagamentos.

    Residentes em locais com histórico de deslizamentos devem observar qualquer alteração em encostas, como fendas, inclinação de postes ou árvores, estalos e movimentação de terra. Em situações de inundação iminente, a população pode proteger pertences em sacos plásticos e, quando possível, elevar móveis e eletrodomésticos.

    O Corpo de Bombeiros atende emergências pelo telefone 193 em regime de plantão 24 horas.

    Alerta laranja abrange outros 10 estados

    Além do alerta vermelho, o Inmet emitiu alerta laranja para tempestades em uma faixa ainda maior do território nacional. O aviso vale até 10h de quinta-feira (4) e alcança Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Acre, Amazonas, Rondônia e Pará.

    Os meteorologistas preveem tempestades com chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ventos intensos de 60 a 100 km/h e possibilidade de granizo em diversas regiões do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste.

    Infraestrutura e fornecimento de energia podem sofrer impactos

    As tempestades podem provocar cortes de energia elétrica por danos à rede de distribuição, queda de árvores sobre fiações ou falhas em equipamentos. O Inmet orienta a população a evitar contato com cabos rompidos e comunicar imediatamente as concessionárias.

    Áreas agrícolas expostas a ventos fortes, granizo e excesso de água podem sofrer danos em lavouras. As condições climáticas adversas comprometem plantações em estágio de desenvolvimento e afetam a produção em determinadas regiões.

    Nas cidades, a combinação de chuva intensa, vento e drenagem insuficiente resulta em alagamentos, queda de árvores, destelhamentos e danos a estruturas frágeis. Rodovias enfrentam risco de poças profundas e quedas de barreiras, o que compromete o tráfego e aumenta a probabilidade de acidentes.

    Cuidados essenciais durante tempestades

    Durante rajadas de vento, as autoridades recomendam não se abrigar debaixo de árvores, pois galhos podem se romper. Motoristas devem evitar estacionar próximo a torres de transmissão, postes e placas de propaganda.

    Em tempestades com raios, especialistas orientam permanecer dentro de casa, afastado de janelas, e evitar o uso de aparelhos conectados diretamente na tomada. Pessoas em áreas abertas devem buscar abrigo em construções seguras e evitar campos descampados ou proximidade com objetos altos e isolados.

    As autoridades reforçam a importância de acompanhar os boletins oficiais do Inmet e avisos da Defesa Civil, além das orientações das prefeituras e governos estaduais.

  • Clima trava plantio de soja e amplia incertezas; confira

    Clima trava plantio de soja e amplia incertezas; confira

    O plantio de soja da safra 2025/26 segue mais lento que na temporada passada. Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas irregulares explicam o atraso em grande parte do país.

    No Sul, o excesso de umidade limita o acesso às lavouras e dificulta o avanço das máquinas. Enquanto isso, no Centro-Oeste e no Matopiba, a falta de chuva adequada reduz o ritmo dos trabalhos.

    Além disso, a baixa umidade do solo preocupa produtores e técnicos nas principais regiões produtoras. Nos últimos dias, as chuvas aumentaram no Centro-Oeste e no Matopiba, porém, sem regularização total.

    Por outro lado, o Sul registrou redução nos volumes, principalmente no Paraná. Mesmo assim, colaboradores do Cepea relatam incertezas sobre o potencial produtivo da próxima safra.

    De acordo com a Conab, 78% da área estava semeada até 22 de novembro. No mesmo período do ano anterior, o índice alcançava 83,3% da área nacional. Com esse cenário, o mercado acompanha com atenção os reflexos do clima sobre a produtividade.

     

  • Frente fria provoca tempestades em várias regiões

    Frente fria provoca tempestades em várias regiões

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para tempestades. A área sob risco vai do Rio Grande do Sul ao Amapá. Além disso, inclui toda a Região Sul. Também alcança grande parte do Centro-Oeste e do Norte. O alerta atinge ainda a região do Matopiba.

    No leste do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o risco aumenta. O interior do Paraná e o oeste do Mato Grosso do Sul também preocupam. Nessas áreas, a chuva pode variar entre 20 e 30 milímetros por hora.
    O acumulado diário pode chegar a 50 milímetros. Além disso, ventos devem soprar entre 40 e 60 quilômetros por hora. Há ainda possibilidade de granizo.

    Hoje, segunda-feira (1º), o alerta se intensifica no Sul. O interior de RS e SC e o sul do PR concentram maior risco. Nessas áreas, a chuva pode alcançar 60 milímetros por hora.
    O volume diário pode chegar a 100 milímetros. Ao mesmo tempo, os ventos podem atingir 100 quilômetros por hora. Além disso, o granizo pode ocorrer em pontos isolados.

    Por outro lado, o interior de São Paulo e o sul de Minas enfrentam baixa umidade. Uma faixa do sertão nordestino também registra o problema. O trecho vai do norte da Bahia ao Ceará e ao Piauí.
    Nessas regiões, a umidade pode ficar entre 20% e 30%.

    Tempo amanhã

    A partir de amanhã, terça-feira (2), o cenário muda em São Paulo. O interior paulista deve receber chuvas intensas. Boa parte do Paraná e o sudoeste do Mato Grosso do Sul entram na mesma condição.
    Nessas áreas, também há chance de granizo. Portanto, as autoridades recomendam atenção durante temporais.
    Produtores devem proteger equipamentos e rebanhos.

    A população precisa evitar áreas alagadas e árvores isoladas. Além disso, também deve acompanhar novos avisos meteorológicos.

  • Chuva ajuda a citricultura, mas granizo preocupa produtores

    Chuva ajuda a citricultura, mas granizo preocupa produtores

    A segunda quinzena de novembro elevou a umidade no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro.
    As chuvas favoreceram o desenvolvimento das lavouras e indicaram boa condição hídrica nas principais áreas produtoras de citros.

    No entanto, pesquisadores do Cepea alertam para os impactos de ventos fortes e granizos registrados em vários municípios. Esses eventos extremos causaram enfolhamento das plantas e derrubaram frutos e flores em propriedades atingidas. Além disso, as intempéries aumentaram o risco de doenças ao comprometer a estrutura das árvores.

    O problema surge em período decisivo para a colheita da safra 2025/26 e formação da temporada 2026/27.
    Em São Paulo, Avaré, Pratânia e São Manuel registraram granizo nas últimas semanas. Antes disso, essas cidades já haviam enfrentado chuvas intensas acompanhadas por ventos fortes.

    O noroeste paulista também sofreu com instabilidades climáticas e acumulados elevados de precipitações.
    Segundo colaboradores do Cepea, a maior frequência de eventos extremos em 2025 preocupa o setor citrícola.

    Apesar disso, o volume total de chuvas segue considerado adequado nas regiões produtoras. Além do clima úmido, as temperaturas ficaram mais amenas desde o inverno. Esse cenário favoreceu a florada e sustentou o desenvolvimento das plantas. Por isso, técnicos projetam uma safra mais produtiva de citros no cinturão agrícola.
    Até agora, a qualidade dos frutos da safra 2025/26 permanece satisfatória na maioria das regiões.

     

  • La Niña pode se estender até 2026 e impactar soja e milho no Brasil

    La Niña pode se estender até 2026 e impactar soja e milho no Brasil

    O fenômeno La Niña deve começar a se formar no último trimestre de 2025 e possui potencial para se estender até o início de 2026, com impactos significativos no clima e na produção agrícola do Brasil e do mundo. É o que aponta o Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX.

    A analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Jaramillo Giraldo, baseia-se em dados de instituições como a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a NOAA. Ela destaca que as anomalias de temperatura no Oceano Pacífico já mostram o resfriamento típico do fenômeno. A previsão mais consolidada indica uma La Niña de intensidade fraca, mas não se descarta um retorno à neutralidade durante o verão no Hemisfério Sul.

    O relatório traça um cenário de contrastes para o Brasil. Enquanto o Sul do país enfrenta alto risco de seca, regiões como o Centro-Oeste e Sudeste podem registrar chuvas acima da média. Este padrão divide os riscos para o agronegócio: a estiagem prejudica culturas como soja e milho no Paraná, Rio Grande do Sul e Uruguai, enquanto o excesso de umidade no Cerrado e Sudeste beneficia plantios, mas também eleva a incidência de doenças fúngicas e atrapalha a colheita da cana-de-açúcar.

    Riscos ampliados para as safras de verão

    A interação da La Niña com a Oscilação de Madden-Julian (MJO) preocupa os especialistas. Essa combinação pode intensificar um padrão de bloqueio atmosférico, impedindo a entrada de frentes frias e prolongando períodos de calor e seca exatamente no Sul do Brasil, Paraguai e Argentina. Este é o período crítico para o desenvolvimento da soja e do milho de primeira safra.

    “Esse fenômeno desloca os ventos para latitudes mais ao sul, reduzindo a entrada de frentes frias. O resultado é um aumento de seca e calor em regiões como o Sul do Brasil, justamente durante a primavera e o verão”, detalha Carolina Giraldo.

    Projeções de temperatura e chuva

    Os modelos climáticos também projetam variações importantes de temperatura para os próximos meses:

    • Outubro de 2025: áreas do leste de Mato Grosso, oeste da Bahia e nordeste de Goiás podem ter temperaturas até 1°C acima da média, acelerando a germinação da soja, mas aumentando o risco se as chuvas atrasarem.
    • Novembro/Dezembro 2025: o Sudeste, principalmente Espírito Santo e Minas Gerais, pode enfrentar calor acima do normal, elevando a evapotranspiração em lavouras e cafezais.
    • Verão 2025/2026: o Centro-Sul deve ter temperaturas médias, o que é bom para o enchimento de grãos, desde que as chuvas se distribuam bem.

    A formação da La Niña, portanto, coloca o setor agrícola em alerta. O fenômeno deve ditar os rumos do clima nos próximos meses, demandando planejamento e gestão de riscos dos produtores para mitigar perdas nas principais commodities do país.