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  • IA muda estratégia e competitividade do agronegócio global

    IA muda estratégia e competitividade do agronegócio global

    A inteligência artificial no agronegócio ganha espaço nas decisões estratégicas das empresas e deixa de ser apenas uma ferramenta para ampliar a produtividade no campo. A tecnologia já influencia modelos de gestão, inovação e competitividade. Esse cenário estará no centro dos debates da Arena Impacto, marcada para 3 de setembro, em São Paulo.

    O evento reunirá especialistas brasileiros e internacionais das áreas de tecnologia, inovação e negócios. Entre os principais nomes estão o cientista, professor e empreendedor Silvio Meira e o pesquisador e autor de sete livros sobre tecnologia e negócios Ricardo Cavallini.

    Inicialmente, o mercado enxergava a inteligência artificial como uma solução voltada principalmente ao ganho de produtividade. Agora, entretanto, o debate avançou. Empresas de diferentes setores buscam transformar dados em tecnologias capazes de apoiar decisões e criar vantagens competitivas.

    No agronegócio, essa mudança ganha uma dimensão ainda maior. Dados gerados no campo, nas máquinas, nas operações e nos diferentes elos da cadeia podem ajudar empresas a tomar decisões mais precisas. Assim, a capacidade de transformar informação em ação passa a ocupar um papel estratégico.

    Da produtividade à competitividade

    Nos primeiros avanços da inteligência artificial no agro, uma das principais expectativas estava no aumento da produtividade. A tecnologia poderia automatizar processos, analisar informações e melhorar a eficiência das operações.

    Hoje, porém, a discussão envolve também gestão, inovação e competitividade. Por isso, empresas que conseguem utilizar dados de maneira estratégica buscam novas formas de disputar espaço em mercados cada vez mais tecnológicos.

    É nesse contexto que a Arena Impacto pretende ampliar a discussão sobre os efeitos da transformação digital. A Solinftec, agtech brasileira com atuação global em inteligência artificial para o agronegócio, promove o fórum e reúne diferentes perspectivas sobre as mudanças que já ocorrem no mundo dos negócios.

    “Como empresa de tecnologia, a Solinftec entende que seu papel não é apenas desenvolver soluções, mas também antecipar tendências, compartilhar conhecimento e ajudar clientes e parceiros a se prepararem para o futuro. Discutir esse tema agora é essencial porque o futuro já está sendo construído. Quem compreende esses movimentos com antecedência toma decisões melhores, identifica oportunidades e se adapta com mais rapidez”, afirma Dennis Arroio, vice-presidente global da Solinftec.

    Além disso, a programação começa com o keynote “Inteligência Artificial – O verdadeiro risco é ficar para trás”, apresentado por Ricardo Cavallini. O pesquisador vai abordar como a inteligência artificial redefine produtividade, gestão, inovação e competitividade.

    Cavallini também discutirá por que muitas organizações ainda subestimam os impactos da tecnologia. Dessa forma, o encontro pretende mostrar que a adoção da IA envolve não apenas ferramentas, mas também mudanças na maneira como as empresas trabalham e tomam decisões.

    Tecnologia ganha papel de infraestrutura

    Outro ponto importante da programação será a transformação do conceito de infraestrutura necessária para a inovação. O painel “A nova infraestrutura da inovação” reunirá Luis Caro, Head Cloud IA Innovation, da Amazon, e Marco Riguetti, Head da Oracle A-Team.

    Atualmente, a infraestrutura tecnológica vai além de estradas, armazéns e sistemas físicos. Nuvem, inteligência artificial, dados, conectividade e capacidade computacional também sustentam projetos que precisam alcançar escala.

    No agronegócio, essa estrutura conecta diferentes etapas das operações. Ao mesmo tempo, permite reunir e processar informações que podem apoiar decisões. Portanto, a tecnologia deixa de atuar apenas na execução de tarefas e passa a participar de estratégias de longo prazo.

    A programação também terá o Fireside Chat “Tecnologias exponenciais e geopolítica: os novos vetores de decisão no mundo”. O professor da Fundação Dom Cabral Paulo Vicente Alves discutirá como as tecnologias emergentes influenciam a economia global, a competitividade das empresas e as relações entre países.

    Na sequência, o painel “Quem vai liderar a nova era da inovação?” reunirá Paula Harraca, CEO da Ânima Educação; Daniela Cachich, CEO da Beyond e CO na Ambev; e Ricardo Bastos, diretor da GWM e presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE).

    O debate vai abordar como empresas líderes transformam conhecimento em vantagem competitiva. Além disso, os participantes discutirão investimentos, competências e culturas organizacionais capazes de sustentar a inovação nos mercados da próxima década.

    Silvio Meira encerra programação

    O cientista, professor e empreendedor Silvio Meira encerrará a programação. No Closing Keynote “Como construir e conduzir empresas capazes de prosperar em um cenário altamente tecnológico e de mudanças permanentes”, ele abordará os desafios de organizações que precisam atuar em um ambiente marcado pela inovação contínua.

    A palestra também discutirá como empresas orientadas por dados e tecnologia podem se preparar para mudanças permanentes. No agronegócio, esse movimento amplia o debate sobre o papel das agtechs e sobre a integração da tecnologia à gestão das operações.

    Assim, a Arena Impacto coloca a inteligência artificial no centro de uma discussão que ultrapassa o desenvolvimento de ferramentas. O debate envolve, ainda, competitividade, infraestrutura, inovação, gestão e decisões estratégicas que podem influenciar os negócios do agronegócio global.

    Serviço

    Arena Impacto
    Data: 3 de setembro
    Das 14 às 18h30
    Local: Arena Cubo Itaú – Alameda Vicente Pinzon, 54, São Paulo, capital
    Solicitação de inscrições: Arena Impacto

  • Colheita de amendoim ganha versão virtual no Farming Simulator

    Colheita de amendoim ganha versão virtual no Farming Simulator

    A colheita mecanizada do amendoim ganhou espaço nos videogames. A partir de 28 de agosto, quatro equipamentos da Indústrias Colombo poderão integrar o Farming Simulator 25, dentro do Cerrado Edition, novo mapa desenvolvido pela brasileira Connect Modding. Com a novidade, os jogadores poderão acompanhar diferentes etapas da produção da cultura, incluindo arranquio, colheita e transporte.

    Pela primeira vez, o Farming Simulator terá equipamentos voltados especificamente à cultura do amendoim. A MIAC, marca da Indústrias Colombo especializada em soluções para a mecanização agrícola, fornece as máquinas reproduzidas no game.

    Além disso, o conteúdo chegará gratuitamente como mod para quem já possui o Farming Simulator 25. O jogo está disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Já a plataforma oficial de mods do game disponibilizará o download do novo conteúdo.

    Máquinas reproduzem operações do campo

    A experiência reúne quatro equipamentos utilizados na mecanização da colheita do amendoim: o Arrancador C600, as colhedoras Twin Master Peanut Combine e Avanti e o transbordo CTA 6500.

    No game, os jogadores poderão utilizar as máquinas em diferentes momentos da operação. Primeiro, o processo começa com o arranquio das plantas. Depois, segue para a colheita e, por fim, chega ao transporte da produção.

    A reprodução digital das máquinas leva para o ambiente do jogo características de equipamentos que já fazem parte das operações agrícolas. Assim, o jogador consegue conhecer, de forma interativa, uma sequência de atividades que exige planejamento, máquinas específicas e integração entre diferentes etapas.

    Para Neto Colombo, COO da Indústrias Colombo, a presença dos equipamentos no jogo também ajuda a mostrar a tecnologia envolvida na produção agrícola.

    “O amendoim faz parte da história e da expertise da Colombo. Há 53 anos, desenvolvemos tecnologias para tornar sua colheita cada vez mais eficiente e levar as nossas soluções para dentro do Farming Simulator nos permite transformar uma operação que acontece todos os dias no campo em uma experiência que pode ser vivenciada por milhões de pessoas.”

    A empresa atua há 53 anos no desenvolvimento de máquinas e implementos agrícolas. Além disso, a cultura do amendoim está entre as áreas de especialização da companhia.

    Amendoim ganha espaço no game

    A Connect Modding, empresa brasileira e embaixadora do Farming Simulator no país, desenvolveu o Cerrado Edition. O novo mapa busca representar características da agricultura brasileira e amplia as possibilidades para os jogadores conhecerem culturas e operações presentes no campo nacional.

    Nesse contexto, a inclusão do amendoim também ajuda a apresentar uma cadeia produtiva que vai além das principais commodities agrícolas conhecidas pelo público em geral. A cultura está presente em diferentes regiões produtoras do Brasil e também possui relevância internacional.

    O amendoim é cultivado em mais de 100 países, entre eles China, Índia, Estados Unidos e Argentina. Com o novo conteúdo, os jogadores poderão explorar características da produção da cultura dentro do game.

    A franquia Farming Simulator já ultrapassou 40 milhões de cópias vendidas e reúne jogadores em diferentes países. Além disso, o game conta com mais de 150 fabricantes de equipamentos agrícolas representados em suas experiências.

    Tecnologia aproxima novas gerações do agro

    A presença das máquinas de amendoim no jogo também cria uma oportunidade para aproximar o agronegócio de um público que nem sempre tem contato direto com uma propriedade rural.

    Para muitos jogadores, o ambiente do game pode representar um primeiro contato com culturas agrícolas, máquinas e operações realizadas no campo. Dessa forma, a simulação permite conhecer as funções dos equipamentos e compreender a sequência de atividades necessárias para transformar uma lavoura em produção colhida e transportada.

    Joel Backes, diretor comercial e de marketing da Indústrias Colombo, considera que a participação no Cerrado Edition amplia o alcance da tecnologia desenvolvida pela empresa no Brasil.

    “Estar no Farming Simulator vai além da presença da marca em um game. É levar a tecnologia brasileira para uma plataforma global, conectando a Colombo a milhões de pessoas de diferentes países e gerações, fortalecendo nossa internacionalização e mostrando a capacidade da indústria brasileira de desenvolver soluções para o agronegócio mundial.”

    Ao mesmo tempo, a aproximação com os mais jovens também aparece como parte da estratégia. Ao reproduzir operações agrícolas em um ambiente familiar para esse público, o setor consegue apresentar conceitos de mecanização, produção e tecnologia de maneira mais acessível.

    “Quando um jovem entra no jogo, conhece uma cultura, entende uma operação e começa a perceber toda a tecnologia envolvida naquele processo, estamos ajudando a aproximar uma nova geração do agronegócio”, afirma Backes.

    Indústria brasileira amplia presença internacional

    A Indústrias Colombo possui unidades industriais em Pindorama e Catanduva, no interior de São Paulo. Além disso, o grupo mantém filiais internacionais em Adel, na Geórgia, nos Estados Unidos, e em Río Cuarto, na província de Córdoba, na Argentina.

    A companhia desenvolve máquinas para a colheita mecanizada de grãos, vagens e sementes por meio da MIAC. Também atua na produção de peças e componentes de transmissão agrícola pela AEMCO.

    Segundo a empresa, seus produtos estão presentes em mais de 60 países. Agora, parte dessa tecnologia também chega ao Farming Simulator 25, ampliando o contato do público internacional com soluções brasileiras para a mecanização do amendoim.

  • Agroleite 2026 espera movimentar R$ 500 milhões no Paraná

    Agroleite 2026 espera movimentar R$ 500 milhões no Paraná

    A Agroleite 2026 começa nesta segunda-feira (3), em Castro (PR), com expectativa de movimentar cerca de R$ 500 milhões em negócios ao longo dos cinco dias de programação. Promovida pela Cooperativa Castrolanda, a feira reúne empresas, produtores, pesquisadores e especialistas para apresentar tecnologias, inovações e tendências voltadas à pecuária leiteira.

    A previsão para esta edição é mais conservadora do que a registrada no ano passado. Em 2025, o evento alcançou um recorde histórico de R$ 969 milhões em negócios, resultado que praticamente dobrou a expectativa inicial da organização.

    Cenário econômico leva produtores a buscar mais conhecimento

    Segundo o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, o momento vivido pelo agronegócio e pela cadeia do leite exige cautela por parte dos produtores.

    De acordo com ele, a prioridade neste ano deve ser a busca por conhecimento, inovação e novas tecnologias, enquanto os investimentos nas propriedades tendem a ocorrer de forma mais moderada.

    “Acreditamos que o momento, para o produtor, é mais de busca de novos conhecimentos, informação e tecnologias do que de investimentos nas propriedades.”

    Entre os fatores que pressionam a atividade, Bouwman destaca a redução das margens do produtor, a entrada de leite em pó importado no mercado brasileiro, as elevadas taxas de juros e o aumento dos custos de produção, incluindo fertilizantes, sementes e óleo diesel.

    Segundo o dirigente, esses fatores tornam os investimentos mais desafiadores para a pecuária leiteira e para outras atividades agropecuárias.

    Feira espera receber 170 mil visitantes

    Mesmo diante do cenário econômico, a Agroleite deve registrar crescimento em sua estrutura.

    A organização prevê a participação de aproximadamente 400 empresas expositoras, cerca de 600 animais e um público estimado de 170 mil visitantes.

    Castrolanda investe R$ 11 milhões na expansão do parque tecnológico

    Para a edição deste ano, a Castrolanda investiu aproximadamente R$ 11 milhões na ampliação do Parque Tecnológico Agroleite.

    Os recursos foram destinados à construção de novos espaços para empresas parceiras, expansão da Arena Conexão, melhorias na infraestrutura e nos serviços oferecidos aos visitantes.

    As obras fazem parte de um projeto mais amplo, que prevê investimentos de cerca de R$ 100 milhões, realizados em parceria com instituições públicas e privadas. Entre os projetos estão a criação de um Centro de Excelência de Bovinocultura de Leite e de um Laboratório de Biotecnologia de Leite.

    A proposta é transformar o parque em um ambiente permanente de inovação, aproximando empresas, produtores, universidades e instituições ligadas à cadeia leiteira durante todo o ano.

    75 anos

    Em 2026, a Castrolanda comemora 75 anos de história com o tema “Movidos por um legado”.

    A cooperativa iniciou suas atividades na pecuária leiteira com animais puros de origem trazidos por imigrantes holandeses e, atualmente, atua nas cadeias de grãos, leite, carnes (suínos e ovinos) e batata.

    Com produção de aproximadamente 568,9 milhões de litros de leite em 2025, volume 6,1% superior ao registrado em 2024, a cooperativa reúne mais de 1.200 cooperados e possui unidades nos estados do Paraná, São Paulo e Tocantins.

    Serviço

    Agroleite 2026

    • Data: de 3 a 7 de agosto
    • Local: Parque Tecnológico Agroleite e Parque Dario Macedo, em Castro (PR)
    • Entrada: gratuita
    • Informações: agroleitecastrolanda.com.br
  • Automação redefine logística de peças no agronegócio

    Automação redefine logística de peças no agronegócio

    A automação passa a ocupar um novo espaço na logística de peças agrícolas brasileira. A Stara colocou em operação, em Aparecida de Goiânia (GO), o primeiro Centro de Distribuição de Peças Agrícolas do País equipado com o sistema AutoStore. A tecnologia utiliza robôs para armazenar, organizar e separar componentes. Com isso, a empresa pretende reduzir o tempo de expedição e ampliar a eficiência no atendimento aos produtores rurais.

    A nova unidade marca a expansão da estrutura logística da fabricante para fora do Rio Grande do Sul. Além disso, reforça a estratégia de aproximar os estoques das regiões com maior demanda. Enquanto o centro de distribuição da matriz, em Não-Me-Toque (RS), permanece responsável pela metade sul do Brasil, a unidade de Goiás passa a atender concessionárias e clientes da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

    Segundo a empresa, essa divisão reduz distâncias e fortalece o suporte pós-venda. Dessa forma, aumenta a disponibilidade de peças e contribui para que o produtor rural tenha mais rapidez no atendimento durante as operações no campo.

    Robôs automatizam a separação de peças

    O principal diferencial da nova estrutura está no sistema AutoStore. Ao todo, sete robôs automatizam as etapas de armazenagem e separação dos produtos. Além disso, a tecnologia organiza as peças de acordo com a frequência de utilização, posicionando os itens de maior demanda nas partes superiores da estrutura.

    Segundo o gerente de Peças da Stara, Filipe Flores Quincoses, esse modelo reduz significativamente o tempo necessário para localizar e disponibilizar os componentes.

    “São sete robôs que automatizam as etapas de armazenagem e separação de produtos. O sistema organiza os itens conforme a frequência de apontamentos, posicionando os de alta frequência na parte superior do equipamento. Isso agiliza a coleta das caixas que precisam ser apresentadas ao operador, permitindo que o processo aconteça em um tempo médio de 15 segundos”, explica.

    Além da automação, o centro reúne sistemas integrados de gestão de estoque, monitoramento eletrônico, dispositivos de segurança e ferramentas de rastreabilidade. Com isso, a empresa amplia o controle operacional e torna a preparação dos pedidos mais eficiente.

    A estrutura possui 3.504,95 metros quadrados de área construída, pé-direito de 15 metros, seis docas e 18.144 posições de armazenagem. Ao mesmo tempo, tem capacidade para estocar 15.604 tipos diferentes de peças e expedir até 14 mil itens por dia.

    Centro de Distribuição da Stara em Goiás – Foto: Divulgação

    Centro fortalece a logística no Norte, Nordeste e Centro-Oeste

    A escolha de Goiás levou em conta a posição estratégica do estado na malha logística nacional. Por isso, a nova unidade concentrará a distribuição de peças para os estados da metade norte do País, enquanto o Rio Grande do Sul continuará responsável pelo atendimento da região sul.

    Segundo a Stara, a nova operação permitirá reduzir o tempo de entrega. Em algumas situações, conforme a disponibilidade da peça e a modalidade de transporte, os componentes poderão chegar ao destino em poucas horas.

    Para garantir esse desempenho, a empresa selecionou transportadoras preparadas para atuar de forma integrada ao novo sistema. Além disso, promoveu treinamentos específicos para os colaboradores da unidade, incluindo movimentação de materiais, desenho técnico, sistemas e operação do AutoStore. Gerentes de peças e compradores das concessionárias também participaram da preparação para a nova dinâmica logística.

    Durante a inauguração da unidade, realizada em 18 de junho, o diretor-presidente da Stara, Átila Stapelbroek Trennepohl, destacou que o investimento busca aproximar a empresa dos produtores rurais e fortalecer o atendimento às concessionárias.

    “Estamos ampliando nossa estrutura para estarmos ainda mais próximos dos produtores rurais e das concessionárias. Nosso objetivo é garantir que o cliente tenha a peça necessária exatamente quando precisa, contribuindo para que suas operações no campo sigam com máxima produtividade”, afirma.

  • Diagnóstico molecular fortalece combate à brucelose

    Diagnóstico molecular fortalece combate à brucelose

    O diagnóstico molecular da brucelose ganha cada vez mais espaço na pecuária brasileira. A tecnologia acelera a identificação da doença e fortalece as ações de vigilância sanitária. Dados do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), atualizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em outubro de 2025, mostram que a enfermidade ainda apresenta diferentes níveis de ocorrência entre os estados. Por isso, especialistas defendem métodos mais rápidos e precisos para ampliar o controle da doença.

    A classificação do PNCEBT considera o risco epidemiológico em cada estado. Para isso, o programa analisa a prevalência de focos e a efetividade das ações de defesa sanitária. Santa Catarina é o principal destaque. O estado registrou prevalência de apenas 0,9% dos focos e tornou-se o único do País enquadrado na categoria de menor risco para brucelose bovina e bubalina.

    Além dos prejuízos econômicos, a enfermidade preocupa por seu impacto na saúde pública. Isso ocorre porque a brucelose é uma zoonose e também pode atingir seres humanos.

    Diagnóstico molecular da brucelose amplia a precisão

    Segundo Tatiani Janegitz, gerente de Desenvolvimento de Mercado – Agronegócio da Loccus, o Brasil avançou nos programas de controle. No entanto, ainda existem diferenças importantes entre as regiões.

    “Embora o Brasil tenha avançado nos programas de controle da brucelose, os dados mostram que a doença ainda apresenta comportamentos distintos entre os estados. Por isso, é cada vez mais importante investir em diagnósticos mais rápidos e precisos, capazes de apoiar decisões sanitárias em tempo oportuno e reduzir a circulação do agente nos rebanhos”, afirma.

    A rapidez na identificação dos animais infectados faz diferença no combate à enfermidade. Quanto menor o tempo entre a coleta da amostra e o resultado do exame, mais rapidamente as equipes sanitárias conseguem agir. Dessa forma, elas isolam os animais positivos, realizam a investigação epidemiológica e evitam novos focos nas propriedades.

    Os laboratórios ainda utilizam amplamente os métodos sorológicos tradicionais. Entretanto, em algumas situações, esses exames exigem análises complementares. Como consequência, o diagnóstico pode demorar mais. Nesse cenário, o diagnóstico molecular da brucelose permite identificar diretamente o material genético da bactéria. Assim, os profissionais obtêm resultados com mais rapidez e precisão.

    Tecnologia fortalece a vigilância sanitária

    A bactéria do gênero Brucella provoca a doença e afeta principalmente bovinos e bubalinos. Entre os principais prejuízos estão abortamentos, nascimento de animais debilitados, redução das taxas de prenhez, descarte precoce de matrizes e queda da produtividade nas propriedades rurais.

    Apesar dos avanços nos programas sanitários, o MAPA aponta desafios importantes. Entre eles estão o tamanho dos rebanhos, a cobertura vacinal, os diferentes sistemas de produção e a estrutura dos serviços veterinários. Esses fatores influenciam o controle da doença em todo o País.

    Ao mesmo tempo, cresce a demanda por exames laboratoriais. Por isso, a modernização dos laboratórios tornou-se estratégica. A automação e o diagnóstico molecular da brucelose ampliam a capacidade de processamento das análises. Além disso, padronizam procedimentos e reduzem o tempo necessário para a emissão dos resultados.

    “As ferramentas moleculares e os sistemas automatizados estão transformando a rotina laboratorial ao permitir maior produtividade, padronização dos processos e rapidez na obtenção dos resultados. Isso fortalece os programas de vigilância sanitária e amplia a capacidade de resposta diante de doenças que impactam tanto a produção animal quanto a saúde pública”, destaca Tatiani.

    Por fim, especialistas avaliam que a combinação entre vacinação, monitoramento epidemiológico, fiscalização e diagnóstico molecular da brucelose fortalece o controle da enfermidade. Com isso, o setor reduz a circulação do agente infeccioso, protege os rebanhos e amplia a competitividade da pecuária brasileira.

  • Robôs de ordenha transformam a pecuária leiteira

    Robôs de ordenha transformam a pecuária leiteira

    A automação avança no campo e desperta cada vez mais interesse entre produtores de leite. De olho nesse movimento, o Sistema FAEP capacitou 16 instrutores do curso de Manejo e Ordenha para atuarem como multiplicadores de conhecimento sobre ordenha robotizada.

    O treinamento ocorreu nos municípios de Castro e Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, e reuniu atividades práticas e técnicas voltadas ao uso de robôs de ordenha nas propriedades rurais.

    Segundo a entidade, a iniciativa surgiu após o aumento da procura por informações sobre a adoção dessas tecnologias nas fazendas.

    “Os próprios produtores começaram a perguntar como funciona o robô, se seria possível implementar esse sistema na propriedade e o que precisariam entender para tomar essa decisão. Diante disso, atualizamos tecnicamente nosso quadro de instrutores para levar informação atualizada e baseada na realidade do campo”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.

    Como funciona a ordenha robotizada

    Nos sistemas automatizados, a vaca se dirige espontaneamente ao equipamento, atraída pela oferta de ração concentrada.

    O robô identifica o animal, realiza a higienização dos tetos, faz a ordenha e executa os procedimentos sanitários necessários.

    Após a operação, a vaca retorna normalmente para a alimentação ou para o descanso.

    Robôs de ordenha prometem revolucionar a pecuária leiteira — Foto: Embrapa

    Além da automação da ordenha, o sistema registra uma série de informações importantes para a gestão da propriedade.

    Entre os dados monitorados estão a produção individual do leite, frequência de ordenha, comportamento dos animais e indicadores de saúde do rebanho.

    Essas informações são disponibilizadas em tempo real para o produtor.

    Leia mais: Brasil e Escócia movimentam até US$ 300 milhões no agro

    Capacitação uniu teoria e prática

    Durante a formação, os instrutores visitaram centros de distribuição das empresas Lely e DeLaval para conhecer os diferentes modelos de robôs de ordenha disponíveis no mercado.

    O grupo também acompanhou o funcionamento da tecnologia em três propriedades rurais com diferentes níveis de produção.

    A proposta foi mostrar que a automação pode ser adotada em sistemas de diversos portes, desde fazendas menores até operações de maior escala.

    Tecnologia não substitui trabalhadores

    Um dos temas abordados durante a capacitação foi o impacto da automação sobre a mão de obra rural.

    Segundo Marta Liliane de Vasconcelos, técnica do Departamento de Desenvolvimento de Ofertas do Sistema FAEP, a tecnologia não elimina postos de trabalho, mas modifica a dinâmica das atividades dentro da propriedade.

    “O robô não vem para eliminar a mão de obra, mas para flexibilizar e qualificar o trabalho. O profissional que antes ficava exclusivamente na ordenha pode ser direcionado para outras atividades estratégicas dentro da propriedade, inclusive para acompanhamento dos dados gerados pelo sistema”, explica.

    Automação cresce na produção de leite

    O interesse pela ordenha robotizada tem aumentado à medida que os produtores buscam mais eficiência operacional, melhor gestão do rebanho e maior controle dos indicadores produtivos.

    Para Ricardo Biscaro, instrutor da regional de Pato Branco, a capacitação permitiu compreender na prática o funcionamento dos equipamentos e ampliar o conhecimento necessário para orientar os pecuaristas.

    Além dos ganhos de produtividade, a tecnologia também pode contribuir para melhorar a qualidade de vida no campo, oferecendo mais flexibilidade na rotina de trabalho das propriedades leiteiras.

  • Plataforma FieldView ganha velocidade e integração operacional

    Plataforma FieldView ganha velocidade e integração operacional

    A Bayer apresentou, na 31ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), avanços na plataforma FieldView. A principal novidade é o novo hardware FieldView Drive 2.0. O dispositivo promete transferência de dados até 12 vezes mais rápida. A tecnologia amplia a integração com máquinas agrícolas e reforça a tomada de decisão no campo.

    No centro da estratégia está o FieldView, assistente digital que reúne dados de campo, imagens de satélite e mapas de produtividade. Além disso, a plataforma organiza informações por talhão. Com isso, o produtor ganha mais controle sobre as operações. O novo Drive 2.0 será acoplado ao maquinário. Dessa forma, coleta e envia dados automaticamente para o aplicativo.

    “Esse assistente digital da Bayer reúne dados de campo, imagens de satélite, previsões por talhão, mapas e ferramentas de análise de produtividade em uma plataforma simples e segura. A solução ajuda o agricultor a transformar dados em inteligência para a tomada de decisão ao longo da safra. Hoje, temos 31 milhões de hectares conectados ao FieldView. E dados de campo indicam que as propriedades que utilizam essa gestão digital apresentaram médias de produtividade 30% superiores no milho e 20% na soja em comparação com a média nacional da Conab”, afirma Abdalah Novaes, líder de Soluções Agrícolas Digitais da Bayer para a América Latina.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Integração com máquinas e ganhos operacionais

    A Bayer também ampliou a integração com fabricantes de máquinas agrícolas. A conexão permite enviar prescrições agronômicas diretamente aos equipamentos. Assim, elimina-se o uso de dispositivos físicos, como pen drives. Além disso, o processo reduz falhas operacionais.

    Entre as parcerias, está a John Deere. A tecnologia permite transferência sem fio de dados para o centro de operações das máquinas. Dessa maneira, o produtor ganha agilidade e precisão. A funcionalidade também facilita a importação de prescrições do Bayer Valora Milho.

    No campo das recomendações agronômicas, a empresa amplia soluções baseadas em dados. O Bayer Valora Milho já soma mais de 650 mil hectares inscritos para a safrinha 2026. Nesse contexto, produtores registraram ganhos médios de cinco sacas por hectare. A ferramenta orienta decisões sobre híbridos, sementes e nitrogênio.

    Outra solução é o FieldView Advisor. A ferramenta apresenta retorno positivo em cerca de 70% dos casos na soja. Além disso, compara variedades e gera recomendações personalizadas. O objetivo é otimizar o desempenho por talhão.

    O Bayer Directo Nematoide também integra o portfólio. A tecnologia permite aplicação localizada de nematicidas. Com isso, aumenta a eficiência no controle de pragas. Ao mesmo tempo, reduz o uso de insumos. Atualmente, cerca de 40% das áreas de soja no Brasil apresentam risco de danos econômicos por nematoides.

    Sustentabilidade e digitalização

    A estratégia digital também sustenta iniciativas ambientais. A plataforma PRO Carbono reúne mais de 3,1 milhões de hectares na América Latina. Além disso, envolve cerca de três mil agricultores. Segundo a Bayer, há aumento médio de 9% na estabilidade produtiva. A produtividade anual cresce, em média, 11%.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Por outro lado, a pegada de carbono diminui de forma relevante. A redução pode chegar a 50% na soja e 55% no milho. Esses dados consideram comparação com a média nacional.

    Outra frente é o Barter+. A solução utiliza dados históricos de produtividade. Dessa forma, apoia negociações de insumos. Além disso, amplia o poder de troca do produtor.

    De acordo com Abdalah Novaes, o desenvolvimento regional é um diferencial. “Nosso trabalho com o produtor começa a partir do mapeamento detalhado de necessidades e oportunidades, passa pelo desenvolvimento de planos de digitalização personalizados e segue com suporte contínuo de especialistas e capacitação das equipes das fazendas. É assim que garantimos agilidade na resposta às mudanças do setor e fazemos com que a tecnologia se converta em resultado real”, afirma.

  • Conectividade e automação aceleram evolução no campo

    Conectividade e automação aceleram evolução no campo

    A Massey Ferguson apresentou, nesta segunda-feira (27), durante a abertura da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um amplo pacote de soluções que marca seus 65 anos de atuação no Brasil. A apresentação foi conduzida por Luis Felli, head global da Massey Ferguson e vice-presidente sênior da AGCO; Rodrigo Junqueira, vice-presidente da Massey Ferguson para a América Latina; e Breno Cavalcanti, diretor de marketing da marca. O conjunto de novidades reúne máquinas, plataformas digitais e tecnologias voltadas à eficiência operacional, conectividade e sustentabilidade no campo.

    Além disso, a trajetória da Massey Ferguson no Brasil acompanha a evolução da agricultura nacional. Antes mesmo da instalação da primeira fábrica, em 1961, a marca participou da primeira colheita mecanizada do país, em 1939. Desde então, esteve presente em marcos como a expansão do plantio direto e o avanço da agricultura de precisão. Atualmente, a companhia soma mais de 400 concessionárias na América Latina, sendo mais de 200 no Brasil, além de unidades industriais estratégicas na região.

    Nesse sentido, os executivos destacaram que o novo ciclo do agronegócio exige operações mais conectadas, automatizadas e orientadas por dados. Por isso, a empresa anunciou 11 lançamentos que integram máquinas, tecnologia e serviços em um ecossistema digital.

    Máquinas e tecnologia impulsionam nova fase do campo

    Entre os principais destaques, o trator MF 9S surge como o maior e mais potente da marca no Brasil, com modelos que chegam a 425 cv. Além disso, o equipamento incorpora soluções de automação, como piloto automático, manobras automatizadas e telemetria, ampliando o controle das operações e reduzindo falhas no campo.

    No plantio, por exemplo, a plantadeira Momentum, nas versões de 30 e 40 linhas, integra tecnologias como distribuição inteligente de peso e controle de insumos. Dessa forma, o sistema garante maior uniformidade na profundidade de plantio e pode gerar ganhos reais de produtividade. Ao mesmo tempo, a logística evolui, já que o equipamento permite transporte sem desmontagem, reduzindo o tempo de deslocamento entre áreas.

    Já a digitalização ganha protagonismo com a plataforma FarmENGAGE, que permite a gestão integrada da operação agrícola em tempo real. Com isso, a solução reúne dados agronômicos e operacionais em um único ambiente, inclusive de máquinas de diferentes marcas, ampliando a capacidade de análise e tomada de decisão.

    O “Gigante” de 19 toneladas MF 9S

    Sustentabilidade, biocombustíveis e eficiência operacional

    Por outro lado, a sustentabilidade também ganha espaço entre os lançamentos. Um dos principais avanços é o desenvolvimento do motor AGCO Power movido a etanol, concebido no Brasil. Dessa maneira, a tecnologia surge como alternativa para redução de custos operacionais e emissões de carbono, podendo reduzir em até 90% as emissões de CO₂ equivalente.

    Além disso, a estratégia inclui a democratização da tecnologia no campo. As séries de tratores MF 5M e MF 6M passam a incorporar recursos como piloto automático e conectividade, ampliando o acesso à agricultura de precisão para produtores de pequeno e médio porte. Ao mesmo tempo, o MF 3700 se posiciona como uma solução versátil para diferentes sistemas produtivos.

    Na pulverização, por sua vez, o pulverizador MF 500R incorpora tecnologias de controle automático de seções e monitoramento em tempo real. Como resultado, garante aplicação mais precisa e reduz desperdícios de insumos, contribuindo para maior eficiência e sustentabilidade.

    Colheita, cana e nova máquina reforçam portfólio

    Além disso, a chegada da colheitadeira Gleaner ao Brasil amplia o portfólio com foco em versatilidade. O modelo apresenta um sistema de rotor transversal, que melhora o fluxo do material e preserva a qualidade dos grãos. Dessa forma, mantém desempenho estável mesmo em terrenos inclinados e em diferentes culturas.

    No setor sucroenergético, por outro lado, a marca apresenta soluções que cobrem todas as etapas da produção. Tratores, pulverizadores e enfardadoras aumentam a eficiência operacional e reduzem custos ao longo do ciclo da cana.

    Ao mesmo tempo, a colheitadeira MF 9005S reforça o foco em sustentabilidade, com sistemas que melhoram a distribuição da palha e favorecem o plantio direto. Já equipamentos como a enfardadora MF 2234 ampliam o aproveitamento da biomassa, contribuindo para geração de energia e redução de perdas.

    Conectividade e dados consolidam nova agricultura

    Por fim, a integração entre máquinas e plataformas digitais aparece como eixo central das soluções apresentadas. Tecnologias como telemetria, piloto automático e gestão de dados permitem monitoramento em tempo real, maior previsibilidade e redução de custos operacionais.

  • Agro entra em nova era com máquinas mais inteligentes

    Agro entra em nova era com máquinas mais inteligentes

    A apresentação de mais de 20 lançamentos voltados ao agronegócio marcou a manhã desta segunda-feira (27), primeiro dia da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). A John Deere reuniu as novidades na “Casa John Deere” e mostrou soluções que envolvem máquinas, tecnologia digital, conectividade e serviços financeiros. O pacote prioriza ganho de produtividade, eficiência operacional e redução de custos no campo.

    O portfólio inclui mais de 25 equipamentos e soluções direcionadas a diferentes perfis de produtores. Entre os principais destaques aparecem as colhedoras de cana CH7 e CH9, além de plantadeiras, pulverizadores, colheitadeiras e tratores. Ao mesmo tempo, a empresa reforça o avanço da agricultura de precisão, com integração entre máquinas e dados.

    A estratégia apresentada na feira é sustentada por diferentes áreas da companhia. Estela Dias, gerente de Marketing Tático da John Deere para a América Latina, destaca a ampliação do acesso às tecnologias no campo. Já Isabela Aranovich, gerente de estratégia e inovação para sistemas de produção para a América Latina, reforça a importância da integração entre soluções ao longo da operação agrícola. Por sua vez, Rodrigo Iglesias, diretor de pós-venda e suporte ao cliente para a América Latina, enfatiza o acompanhamento contínuo ao produtor. Valério Wagner, diretor de marketing para a América Latina, aponta o foco em conectar inovação a resultados práticos.

    Plantio e pulverização ganham precisão e agilidade

    No plantio, a plantadeira DB Transportável reduz em mais de 90% o tempo de preparação para deslocamentos entre fazendas. Dessa forma, um processo que antes levava até dois dias passa a ser concluído em cerca de duas horas, o que amplia a eficiência logística e preserva a janela ideal.

    Já a linha 1200 FT amplia o acesso ao plantio de alta performance em pequenas e médias propriedades. Além disso, adapta-se a diferentes condições de terreno. No setor sucroenergético, o sistema ExactStand utiliza visão computacional para monitorar, em tempo real, a distribuição da cana e identificar falhas durante a operação.

    Na pulverização, a série 400R incorpora nova arquitetura eletrônica, motores de até 300 hp e barras de até 40 metros. Como resultado, o produtor reduz em até 10% o tempo de abastecimento e em até 50% o tempo de ajustes. Ao mesmo tempo, o sistema See & Spray aplica herbicidas apenas onde há plantas daninhas, o que pode gerar economia de até 93% no uso de insumos.

    Valério Wagner, diretor de marketing para a América Latina – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Colheita e cana avançam em eficiência operacional

    Na colheita de grãos, a nova plataforma de milho CR acompanha o avanço do etanol de milho no Brasil. O sistema realiza ajustes automáticos em tempo real, o que melhora o desempenho operacional. Já a colheitadeira S4 atua com eficiência em terrenos acidentados e áreas com menor espaço de manobra, além de sincronizar máquinas durante a operação.

    No segmento sucroenergético, as colhedoras CH7 e CH9 entregam avanços em eficiência e qualidade da matéria-prima. Testes indicam redução de até 20% nas impurezas vegetais, sem aumento de perdas. Além disso, há ganho no índice de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR). No modelo CH7, o consumo de combustível cai até 10% por tonelada colhida, o que impacta diretamente o custo operacional.

    Outro diferencial envolve os ajustes remotos por meio de plataforma digital. Com isso, o produtor padroniza configurações e responde mais rapidamente às condições do canavial.

    Máquinas, conectividade e serviços ampliam atuação

    A linha de tratores 5M chega ao mercado com modelos entre 85 e 120 cv, combinando robustez e foco em custo operacional. Já o trator 3041E atende propriedades que demandam versatilidade e menor porte. No segmento de construção, equipamentos como retroescavadeiras, motoniveladoras e escavadeiras ampliam a atuação no agronegócio.

    Além disso, os Pacotes de Atualização permitem modernizar máquinas em operação. As soluções incluem piloto automático, controle de insumos em tempo real e conectividade via satélite. Dessa forma, o produtor amplia o acesso à agricultura de precisão.

    Durante a feira, o Banco John Deere oferece condições especiais, com linhas alinhadas ao Plano Safra 2025/26. Ao mesmo tempo, o Consórcio Nacional John Deere, em parceria com a Randon Consórcios, surge como alternativa para aquisição de equipamentos, com parcelamento integral e flexibilidade de crédito.

  • Produtividade no agro ganha força com tecnologia e suporte

    Produtividade no agro ganha força com tecnologia e suporte

    A busca por eficiência operacional no campo ganhou novos contornos durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). Em coletiva, executivos do setor detalharam uma estratégia que combina tecnologia embarcada, fortalecimento do pós-venda e soluções financeiras para sustentar o crescimento no agronegócio brasileiro. O movimento ocorre em meio à necessidade de reduzir custos, evitar paradas e aumentar a previsibilidade das operações.

    Participaram da apresentação Adriano Merigli, presidente da JCB América Latina; Rafael Cardoso, diretor comercial do Agronegócio; Felipe Battistella, diretor de Pós-Venda; e Carlos França, diretor de Vendas e Marketing. O grupo destacou que o avanço da conectividade e da estrutura de suporte já impacta diretamente a produtividade no campo.

    Logo no início do ano, os resultados reforçaram essa tendência. O setor registrou crescimento nas vendas de máquinas, com destaque para o avanço de escavadeiras no agro e de manipuladores telescópicos, indicando maior demanda por soluções voltadas à infraestrutura dentro das propriedades.

    Segundo Adriano Merigli, o cenário exige adaptação estratégica. “Nosso plano de crescimento está baseado em inovação constante e no fortalecimento da nossa capacidade produtiva, mesmo diante de desafios macroeconômicos”, afirmou.

    Representantes da JCB durante coletiva de imprensa na Agrishow 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Pós-venda e tecnologia ganham protagonismo

    A estrutura de pós-venda foi apontada como um dos principais pilares para garantir eficiência operacional. O aumento no estoque de peças e a ampliação da capacidade logística buscam reduzir o tempo de máquina parada, um dos fatores que mais impactam o custo no campo.

    De acordo com Felipe Battistella, o foco está na disponibilidade. “Manter um alto nível de estoque e garantir rapidez no atendimento são fundamentais para assegurar que o equipamento permaneça operando”, disse.

    Outro destaque é o uso da telemetria para monitoramento em tempo real. A tecnologia permite diagnósticos preventivos e ações mais rápidas, evitando falhas inesperadas. Esse sistema é integrado a centros de monitoramento e a uma rede de técnicos especializados, que atuam diretamente na resolução de problemas.

    A conectividade, nesse cenário, deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico para operações mais eficientes e previsíveis.

    Agro impulsiona demanda por máquinas

    O agronegócio segue como um dos principais motores de crescimento do setor. A expansão da infraestrutura nas propriedades rurais tem aumentado a demanda por equipamentos capazes de otimizar processos e reduzir tempo de operação.

    Rafael Cardoso destacou o avanço das escavadeiras no campo. “O crescimento foi expressivo, refletindo a intensificação dos investimentos em infraestrutura agrícola”, afirmou.

    Os manipuladores telescópicos também ganham espaço. Segundo o executivo, esses equipamentos conseguem reduzir significativamente o tempo de movimentação de materiais, o que impacta diretamente a produtividade.

    Além disso, o segmento governamental apresentou aumento nas aquisições, impulsionado por obras e projetos de infraestrutura.

    Crédito e estratégia comercial ampliam acesso

    Em paralelo à tecnologia e ao suporte, as condições comerciais passaram a ter papel relevante na decisão de compra. Diante de juros elevados, o setor aposta em alternativas como consórcio e modelos de financiamento mais flexíveis.

    Carlos França explicou que as estratégias buscam facilitar o acesso às máquinas. “Estamos criando condições que permitam ao cliente investir sem comprometer o fluxo de caixa, mantendo a operação saudável”, afirmou.

    Durante a feira, também foram apresentadas campanhas promocionais e ações de marketing que conectam o universo do agro a outras áreas de interesse do público, ampliando o alcance das marcas.

    Outro ponto destacado foi a previsibilidade na aquisição de equipamentos, com planos que permitem ao produtor programar investimentos ao longo do tempo.

    Com a combinação de tecnologia, suporte estruturado e soluções financeiras, o setor reforça uma mudança de paradigma no campo. A produtividade passa a depender não apenas da máquina, mas de todo o ecossistema que garante sua operação contínua.