Frigoríficos do Brasil têm pressionado o preço do boi gordo, refletindo a desvalorização da carne no mercado. Segundo o Cepea, a oferta de vacas aumentou no mercado spot, impulsionada pelo ganho de peso dos animais após as chuvas. Além disso, o volume de bovinos confinados supera o registrado no mesmo período do ano passado. No cenário externo, dados da Secex apontam que as exportações diárias de carne bovina alcançaram 10 mil toneladas na parcial de fevereiro, alta de 6,2% em relação a 2024.
Preço do suíno sobe com alta demanda e oferta reduzida
O mercado de suínos registra forte valorização em fevereiro. Segundo o Cepea, a oferta reduzida de animais no peso ideal para abate, aliada à demanda interna e externa aquecida, impulsiona os preços. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno vivo valorizou mais de 8% na última semana. No Sudoeste do Paraná, o aumento ultrapassa 10% em sete dias. No atacado, a carcaça segue o movimento de alta, refletindo a boa liquidez do mercado, mesmo diante da valorização recente da proteína.
Os preços do suíno vivo e da carne registram alta em fevereiro em todas as regiões monitoradas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, a demanda interna e externa impulsiona esse movimento.
Mercado internacional de suíno
No mercado internacional, as exportações brasileiras de carne suína, que caíram em janeiro, ganharam ritmo neste início de fevereiro. Dados da Secex mostram que os embarques diários de carne suína in natura atingiram 6,3 mil toneladas, um recorde para o mês. O volume supera em 57,8% o registrado em janeiro e fica 42% acima do mesmo período de 2023.
Carne bovina sobe no atacado, mas arroba do boi segue estável
O preço da carne bovina no atacado da Grande São Paulo registra alta nas primeiras semanas de fevereiro, segundo levantamento do Cepea. Já a arroba do boi gordo se mantém estável ou com pequenas quedas.
Pesquisadores do Cepea explicam que a maior oferta de animais pressiona o mercado nos momentos de baixa, prolongando as escalas de abate. No acumulado do mês, a carcaça casada do boi subiu pouco mais de 1% no atacado, enquanto o boi gordo em São Paulo permanece praticamente estável.
A microbiologia desempenha um papel crucial na criação de suínos, sendo fundamental para a identificação, prevenção e controle de doenças que podem comprometer a saúde dos animais e causar prejuízos econômicos significativos. Com o aumento das preocupações sobre a saúde animal, a aplicação de conhecimentos microbiológicos se torna cada vez mais relevante no setor.
De acordo com Karla Alvarenga Nascimento, professora de Medicina Veterinária e Agronomia no Instituto Universitário Una Catalão, a microbiologia estuda microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas, que são os principais agentes causadores de doenças em suínos. Essa área da ciência permite o diagnóstico preciso dos patógenos responsáveis por surtos, facilitando a implementação de estratégias preventivas e tratamentos eficazes.
Entre as doenças que podem ser controladas com o auxílio da microbiologia estão a leptospirose, salmonelose, infecções por Escherichia coli e pleuropneumonia. A identificação exata desses agentes possibilita a aplicação de medidas específicas, como vacinas e manejo adequado, que previnem a propagação das enfermidades.
Os exames laboratoriais são essenciais nesse processo. Técnicas como cultura bacteriana, reação em cadeia da polimerase (PCR) e exames sorológicos detectam microrganismos em amostras clínicas de forma ampla e eficaz.. Essas análises também ajudam a determinar a resistência antimicrobiana, garantindo tratamentos mais eficazes.
Biossegurança nas granjas
A microbiologia é vital para a biossegurança nas granjas, monitorando a presença de microrganismos no ambiente, na água, nos alimentos e nos próprios animais. “Com esses dados, é possível estabelecer protocolos rigorosos de higiene e manejo, reduzindo os riscos de surtos e promovendo um ambiente mais seguro”, explica Nascimento.
Além disso, os resultados microbiológicos orientam ajustes no manejo, como o controle da qualidade da água e da alimentação, melhorias na ventilação e na higienização das instalações. Essas práticas não apenas reduzem o estresse nos animais, mas também limitam a propagação de doenças.
Impacto econômico das doenças infecciosas
As doenças infecciosas em suínos podem resultar em impactos financeiros significativos, incluindo altos gastos com medicamentos, perda de produtividade e restrições comerciais durante surtos. A microbiologia minimiza essas perdas ao proporcionar diagnósticos rápidos e precisos, permitindo ações preventivas mais eficazes.
Outro aspecto importante é a prevenção de zoonoses — doenças que podem ser transmitidas dos suínos para os seres humanos. Doenças como influenza, leptospirose e brucelose são preocupações constantes. “A microbiologia permite identificar esses agentes e desenvolver vacinas e medidas de controle que protegem tanto os animais quanto os trabalhadores envolvidos na criação”, destaca Nascimento.
Avanços na pesquisa microbiológica
A pesquisa microbiológica está na vanguarda do desenvolvimento de vacinas e tratamentos inovadores para o setor suinícola. O estudo aprofundado dos patógenos possibilita a criação de soluções mais eficazes e alternativas terapêuticas, como novos antimicrobianos para combater infecções resistentes.
A microbiologia se revela uma aliada indispensável na saúde do rebanho suíno, contribuindo para a prevenção de doenças e minimizando perdas econômicas no setor. À medida que os desafios aumentam, o investimento em pesquisas microbiológicas se torna essencial para garantir a sustentabilidade e a eficiência da produção suína no Brasil.
A renovação do Pacote contra a Inflação e a Fome (PACIC) pelo governo mexicano deve manter aquecido o fluxo de exportações brasileiras de carne de aves e suínos para o México em 2025. Em resumo, apenas nos primeiros 11 meses de 2024, o Brasil exportou 247 mil toneladas desses produtos para o mercado mexicano.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a renovação oficial do programa, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil. Criado há dois anos pela Secretaria de Fazenda e Crédito Público do México, o PACIC visa conter a inflação e evitar a escassez de alimentos, incentivando a importação de produtos essenciais, como carne de frango e suína.
Com a prorrogação do programa, as condições atuais para importação permanecem. Não há cotas limitadoras e a tarifa continua zerada. O PACIC seguirá em vigor durante todo o ano de 2025.
Desde sua criação, o acordo fortaleceu a parceria comercial entre Brasil e México. Entre janeiro e novembro de 2024, o país importou 205 mil toneladas de carne de frango. Ou seja, um crescimento de 18,8% em relação ao mesmo período de 2023. Já a carne suína alcançou 42 mil toneladas, alta de 49,7% no mesmo comparativo. Em geral, o volume gerou receitas de US$ 620 milhões.
Atualmente, o México ocupa a sétima posição entre os principais importadores de carne de frango do Brasil e a décima posição para carne suína.
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou os esforços do Ministério da Agricultura para manter o Brasil como fornecedor estratégico no âmbito do PACIC. “As boas relações entre os países e a parceria sólida entre produtores brasileiros e importadores mexicanos indicam que o fluxo de carne de aves e suínos deve seguir positivo em 2025, beneficiando ambas as nações”, afirmou Santin.
O Valor Bruto de Produção (VBP) da agropecuária brasileira deve atingir R$ 1,31 trilhão na safra 2024/25, segundo estimativa do Ministério da Agricultura. O dado representa um aumento de 7,6% em comparação com a temporada anterior.
Desse total, R$ 874,8 bilhões (67,7%) virão das lavouras, enquanto a pecuária será responsável por R$ 435,05 bilhões (32,6%). Na comparação com 2023/24, o VBP das lavouras subiu 6,7%, enquanto a pecuária registrou alta de 9,5%.
As lavouras de laranja lideram o crescimento do VBP, com avanço de 23,7%, alcançando R$ 35,66 bilhões. Em seguida, a soja soma R$ 339,25 bilhões, aumento de 16,5%, enquanto o café atinge R$ 83,92 bilhões, alta de 16,1%. Segundo o ministério, os resultados de laranja e café refletem a valorização dos preços, enquanto o crescimento da soja foi impulsionado pelo aumento na produção.
Na pecuária, a cadeia de suínos apresenta o maior crescimento, com alta de 19,5% e VBP de R$ 62,74 bilhões. O setor bovino deverá alcançar R$ 180,48 bilhões, avanço de 18,8%, enquanto a pecuária leiteira crescerá 4,9%, somando R$ 4,9 bilhões. O ministério atribui a expansão dos setores ao aumento dos preços.
Os números reforçam o desempenho positivo do agronegócio na economia brasileira e projetam otimismo para a temporada.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e as autoridades de Oregon confirmaram os primeiros casos de gripe aviária (H5N1) em suínos no país. Elas identificaram o vírus em uma criação de animais no condado de Crook, onde um dos cinco porcos testou positivo. Esse é o primeiro registro da doença em suínos nos Estados Unidos.
Testes
O Departamento de Saúde de Oregon e o USDA realizaram testes nos suínos, embora eles não apresentassem sinais de gripe aviária. Os testes foram motivados pela presença do H5N1 em outras espécies na mesma fazenda. Dois dos cinco porcos testaram negativo, e os demais aguardam resultados. As autoridades sacrificaram os animais infectados para realizar análises mais detalhadas e evitar riscos adicionais.
Além disso, o USDA informou que a fazenda opera apenas para consumo próprio, sem comercializar produtos. Ou seja, a descoberta, portanto, não afeta a segurança do abastecimento de carne suína no país. A fazenda está em quarentena para impedir a disseminação do vírus.
O Laboratório Nacional de Serviços Veterinários (NVSL) do USDA analisou o vírus e concluiu que ele não apresenta mutações que aumentem a transmissibilidade para humanos. Portanto, as autoridades reforçam que o risco ao público permanece baixo.
O agronegócio brasileiro celebrou recentemente a abertura de novos mercados no Panamá e em Angola. Com essas novas aprovações sanitárias, o Brasil soma 99 aberturas de mercado em 2024, chegando a 177 aberturas em 58 destinos desde o início de 2023.
Panamá e Angola
O governo brasileiro recebeu com entusiasmo as aprovações sanitárias dos governos do Panamá e de Angola. O Panamá autorizou a importação de carnes e miúdos de aves e de suínos do Brasil, enquanto Angola permitiu a entrada de ovinos e caprinos vivos para reprodução, além de material genético desses animais.
Essas aberturas de mercado prometem aumentar o fluxo comercial com esses importantes parceiros, destacando a confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro. Além disso, nos primeiros sete meses de 2024, o Brasil exportou mais de US$ 55 milhões em produtos agrícolas para o Panamá, incluindo produtos florestais, cereais, farinhas e preparações. Já as exportações brasileiras para Angola ultrapassaram US$ 211 milhões no mesmo período, com foco em carnes e produtos do complexo sucroalcooleiro.
Esses resultados são fruto do esforço conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Ou seja, eles têm trabalhado para expandir o alcance do agronegócio brasileiro no exterior.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou suas projeções para a produção e exportação de carne de frango, suínos e ovos para 2024, além das expectativas iniciais para 2025. A entidade prevê um ano positivo para a produção de carne de frango, com um crescimento estimado de 1,8%, alcançando 15,1 milhões de toneladas. Para 2025, a ABPA projeta um aumento adicional de 2,3%, totalizando até 15,35 milhões de toneladas.
O consumo anual de carne de frango por habitante deve se manter em torno de 45 kg em 2024, com a possibilidade de um leve aumento para 46 kg em 2025, representando um crescimento de 2% em relação ao ano anterior. As exportações de carne de frango também devem crescer, com uma previsão de 5,25 milhões de toneladas para 2024, o que representa um aumento de até 2,2%. Para 2025, a expectativa é de que as exportações alcancem 5,35 milhões de toneladas, um crescimento de 1,9%.
A ABPA projeta que o ano de 2024 será positivo para a produção de carne de frango no país
Ricardo Santin, presidente da ABPA, comentou sobre as projeções: “Estamos estimando uma leve redução em relação às projeções divulgadas no final do ano passado. No entanto, os volumes projetados de produção e exportação de carne de frango devem novamente renovar recordes em 2024, tornando-se um ano mais positivo para a avicultura em comparação aos últimos dois anos, mesmo com os desafios de um caso isolado de Newcastle que já está sendo superado pelo Brasil.”
Produção e exportação de carne suína
A produção de carne suína no Brasil deve crescer 1% em 2024, totalizando 5,2 milhões de toneladas. O consumo interno deve se estabilizar em 18 kg por habitante por ano. Para 2025, as previsões indicam um aumento de até 1%, alcançando 5,25 milhões de toneladas, mantendo o consumo per capita em 18 kg.
As exportações de carne suína devem atingir um volume recorde de até 1,325 milhão de toneladas em 2024, representando um crescimento de até 7,7% em relação ao ano anterior. Para 2025, a projeção inicial indica exportações de até 1,375 milhão de toneladas, com um aumento estimado de até 3,8%.
Luis Rua, diretor de mercados da ABPA, destacou que, em um cenário internacional onde a União Europeia, principal exportador, tem reduzido suas exportações, o Brasil tem ganhado espaço no mercado internacional. “As projeções indicam volumes recordes em 2024, com diversificação dos mercados compradores de nossa carne suína”, afirmou.
Produção de ovos
A produção de ovos no Brasil deve alcançar 56,9 bilhões de unidades em 2024, com um crescimento de até 8,5% em relação ao ano anterior. O consumo per capita também deve crescer 8,5%, totalizando 263 unidades por habitante por ano. Para 2025, a estimativa de produção é de até 57,5 bilhões de unidades, com um crescimento de 1% em relação a 2024.
Entretanto, as exportações de ovos devem apresentar um recuo de até 20%, com uma previsão de 20 mil toneladas. Contudo, em 2025, espera-se uma recuperação, com 22 mil toneladas exportadas e um aumento de 10%.
O presidente da ABPA concluiu: “Tivemos um primeiro semestre com demanda aquecida no mercado interno, o que diminuiu o ímpeto de exportações do setor. Estimamos um consumo per capita recorde em nosso país neste ano de 2024.”
Hoje, 24 de julho, é o Dia do Suinocultor, e o setor tem motivos para comemorar. Isso porque a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta que as exportações brasileiras de carne suína superarão 100 mil toneladas em julho. Até o dia 21 de julho, já foram embarcadas 89 mil toneladas.
A ABPA aponta que o mês de julho deve fortalecer o crescimento dos embarques em 2024. Nos primeiros seis meses do ano, houve um aumento de 4,1% no volume exportado em comparação com o mesmo período de 2023.
“O mercado internacional está com alta demanda por carne suína. A redução das exportações europeias abriu oportunidades para o Brasil”, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA.
As expectativas também estão voltadas para o segundo semestre, com eventos internacionais impulsionando novos negócios. O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) ocorrerá entre 6 e 8 de agosto, em São Paulo.
Empresas produtoras e exportadoras de carne suína marcarão presença no SIAVS. Centenas de traders e clientes internacionais devem fechar novos contratos durante o evento, abrangendo mais de 100 destinos da carne suína brasileira.
Além disso, o SIAVS, com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), espera negociações com empresas de varejo e atacado . Afinal, o evento destacará mais de 100 marcas de proteínas animais.
No Dia do Suinocultor, os produtores terão uma série de atrações exclusivas. Ou seja, empresas fornecedoras de equipamentos e tecnologias para granjas estarão presentes, juntamente com uma programação de palestras especiais. Mais de 2,5 mil produtores, entre suinocultores e avicultores, já confirmaram participação.
“O suinocultor é a base da produção suinícola do país. O bom desempenho deste mês resulta do empenho desses produtores na preservação da biosseguridade e qualidade. Além disso, O SIAVS proporcionará novas oportunidades de negócios e investimentos”, conclui Santin.