Tag: Suíno

  • Competitividade do frango frente ao suíno cai quase 70%

    Competitividade do frango frente ao suíno cai quase 70%

    A carne de frango perdeu competitividade frente à suína no mercado atacadista da Grande São Paulo. O movimento ocorreu após a queda dos preços das duas proteínas na primeira quinzena de julho, segundo dados do Cepea.

    Entre os dias 1º e 15 de julho, as cotações da carne suína, representada pela carcaça especial, e do frango resfriado recuaram em relação às médias de junho. Ainda assim, a proteína de frango perdeu espaço diante da carne suína.

    Competitividade do frango frente ao suíno

    Os pesquisadores do Cepea destacam que a diferença se torna ainda mais evidente na comparação anual. Entre as médias de julho de 2026 e julho de 2025, a competitividade do frango frente ao suíno caiu quase 70%. Esse desempenho resulta da forte desvalorização da carne de frango. Atualmente, a carcaça acumula queda real de 33,2% em relação a julho do ano passado.

    Mercado de ovos

    No mercado de ovos, a demanda enfraquecida também provocou mudanças nos preços. As vendas mais lentas reduziram a diferença entre as cotações dos ovos brancos e vermelhos nas regiões acompanhadas pelo Cepea.

    Em Maria de Jetibá (ES), a diferença entre os dois produtos atingiu o menor nível do ano. Na parcial de julho, até o dia 15, o intervalo médio ficou em R$ 15,22 por caixa. Esse valor representa queda de 38,6% frente a junho. Além disso, ficou 24,4% abaixo do registrado em julho de 2025, em termos reais, considerando a inflação medida pelo IGP-DI.

    De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento reflete o desequilíbrio entre a oferta interna e a demanda por ovos. Como consequência, a menor liquidez elevou os estoques nas granjas. Diante desse cenário, os produtores passaram a conceder descontos nas negociações. A estratégia busca acelerar o escoamento da produção e reduzir a pressão sobre os preços.

  • Porcos doam órgãos? Entenda o transplante inédito realizado na China

    Porcos doam órgãos? Entenda o transplante inédito realizado na China

    Um avanço científico realizado na China chamou a atenção e reforçou o potencial da suinocultura na área da saúde. Pesquisadores da Universidade Médica de Guangxi, localizada no sul do país, realizaram o primeiro transplante simultâneo de fígado e rins de porco em um ser humano.

    Os órgãos foram retirados de um porco geneticamente modificado e transplantados para um homem de 53 anos que havia sido diagnosticado com morte cerebral.

    Nova etapa dos xenotransplantes

    A cirurgia é considerada um marco para os chamados xenotransplantes, nome dado aos transplantes realizados entre espécies diferentes.

    Segundo informações publicadas pela revista científica Nature, os estudos mais avançados até então haviam demonstrado o funcionamento de apenas um órgão animal por vez em seres humanos. Agora, pela primeira vez, cientistas comprovaram que múltiplos órgãos provenientes do mesmo animal podem operar simultaneamente dentro de um corpo humano.

    Técnica é vista como esperança para reduzir filas de transplante no mundo inteiro — Foto: Wildpixel/Getty Images

    Além disso, os resultados iniciais foram considerados bastante positivos. Menos de 24 horas após o procedimento, o fígado suíno já produzia bile normalmente, enquanto os rins transplantados passaram a filtrar o sangue e reduzir os níveis de creatinina, um dos principais indicadores utilizados para avaliar a função renal.

    Modificações genéticas foram essenciais

    Para tornar o transplante viável, os pesquisadores precisaram realizar uma série de alterações genéticas no animal doador.

    De acordo com o estudo, foram feitas seis modificações no genoma do porco. Três genes associados à rejeição imunológica foram removidos. Em contrapartida, outros três genes humanos foram inseridos para aumentar a compatibilidade entre os tecidos e reduzir os riscos de coagulação após o transplante.

    Por que os porcos são candidatos ideais?

    Os porcos vêm sendo apontados há anos como uma das alternativas mais promissoras para ampliar a oferta de órgãos destinados a transplantes.

    Além da facilidade de criação em larga escala, os animais possuem órgãos com tamanho, anatomia e características fisiológicas semelhantes às encontradas nos seres humanos.

    Suínos se destacam em pesquisas voltadas à medicina regenerativa — Foto: AEN Paraná

    Nos últimos anos, diversos estudos envolvendo órgãos suínos geneticamente modificados ganharam espaço em centros de pesquisa ao redor do mundo. O objetivo é reduzir a dependência de doadores humanos e ajudar a diminuir as longas filas de espera por rins, fígados, corações e outros órgãos vitais.

    Oferta global de órgãos

    Embora a técnica ainda seja considerada experimental, os pesquisadores da Universidade Médica de Guangxi avaliam que o resultado obtido fortalece a viabilidade dos xenotransplantes como solução para a crescente escassez de órgãos no mundo.

    Além disso, os cientistas acreditam que, caso os desafios relacionados à rejeição imunológica sejam superados nos próximos anos, os porcos geneticamente modificados poderão desempenhar papel estratégico no fornecimento de órgãos para transplantes.

  • Preço do suíno despenca com demanda fraca

    Preço do suíno despenca com demanda fraca

    O preço do suíno vivo caiu com força em janeiro. Os dados do Cepea confirmam o recuo nas cotações. O mercado vinha de estabilidade no último trimestre. A demanda menor pressionou os valores para baixo.

    O enfraquecimento ocorreu no mercado interno e externo. Os pesquisadores observam que janeiro costuma ter menor consumo. Os gastos maiores do início do ano reduzem compras. Neste ano, a procura internacional também diminuiu. A retração externa reforçou a queda nos preços.

    Os números da Secex mostram redução nos embarques. Janeiro registrou média diária de 4,9 mil toneladas.
    Em dezembro, o volume chegou a 5,4 mil toneladas. Do lado da oferta, o ritmo pouco mudou. Os abates seguiram semelhantes aos de dezembro. A produção estável encontrou uma demanda retraída. Esse cenário gerou desequilíbrio entre oferta e procura. Como resultado, o mercado sentiu forte pressão.

    Na praça SP-5, o suíno vivo perdeu valor. O preço médio ficou em R$ 8,24 por quilo. O recuo alcançou 6,9% na comparação mensal. Essa foi a maior queda desde janeiro de 2025. Naquele período, o suíno recuou 13,3% reais.
    O movimento atual confirma o momento difícil. Assim, o setor inicia o ano com desvalorização.

     

  • Festas de fim de ano elevam preços de suínos e bovinos

    Festas de fim de ano elevam preços de suínos e bovinos

    A demanda por cortes suínos típicos das festas de fim de ano cresce no mercado atacadista. Como resultado, as cotações avançam, segundo levantamentos do Cepea. De acordo com o Centro de Pesquisas, o pernil lidera a valorização no atacado paulista.

    Na parcial de dezembro, até o dia 16, o quilo atingiu média de R$ 14,11. O valor representa alta de 2,3% em relação a novembro de 2025. Além disso, outros cortes tradicionais ganham destaque neste período festivo.
    O lombo, por exemplo, registra aumento na procura.

    Carne bovina

    No mercado de carne bovina, os preços também seguem em trajetória de alta. O movimento se intensifica neste fim de 2025, impulsionado pelo consumo sazonal. Segundo o Cepea, a carcaça casada sustenta a valorização no atacado. O avanço ocorre, principalmente, pelos preços maiores do traseiro e da ponta de agulha. Esses cortes ganham força por causa da maior demanda para churrascos de fim de ano. Enquanto isso, o dianteiro apresenta alta mais moderada, padrão comum neste período.

    Entre outubro e a semana encerrada em 12 de dezembro, cortes desossados tiveram fortes ganhos. A picanha acumulou valorização de 21,5%. A maminha subiu 11,2%, enquanto a fraldinha avançou 12,8%.

    Por outro lado, o mercado de animais para abate mostra arrefecimento. A proximidade dos feriados reduz o ritmo das negociações, explicam pesquisadores. Grande parte das escalas de abate para o fim do ano e início de janeiro já está preenchida. Com isso, alguns frigoríficos se afastam das compras no mercado. Ao mesmo tempo, pecuaristas adotam postura mais cautelosa. Muitos já fecharam vendas de 2025 ou aguardam preços mais altos em janeiro.

     

  • Alerta: Ministério da Agricultura emite nota sobre peste suína africana

    Alerta: Ministério da Agricultura emite nota sobre peste suína africana

    A Espanha confirmou o retorno da peste suína africana após três décadas livre da enfermidade, segundo notificação enviada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Os casos foram registrados em 26 de novembro na província de Barcelona, na Catalunha, com nove javalis infectados identificados até 2 de dezembro. Não há registros em suínos domésticos até o momento.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acompanha a situação de perto. Embora a doença não ofereça riscos à saúde humana, por não ser uma zoonose, as autoridades exigem sua notificação devido ao alto poder de contágio e às graves consequências econômicas para a cadeia produtiva de carne suína.

    Doença devastadora sem vacina ou cura

    A peste suína africana resulta da ação de um vírus de DNA fita dupla da família Asfarviridae, que afeta exclusivamente suídeos domésticos, asselvajados e javalis. Não existe vacina nem tratamento eficaz contra a enfermidade, que pode causar morte súbita, febre alta, hemorragias na pele e órgãos internos.

    O período de incubação varia de 4 a 19 dias. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto entre animais ou pela ingestão de carne contaminada não cozida adequadamente. Carrapatos do gênero Ornithodoros também atuam como vetores, o que torna o controle em ambientes silvestres ainda mais complexo.

    Vírus resistente e múltiplas vias de contágio

    Um dos maiores desafios no combate à doença é a extraordinária resistência do vírus. O agente infeccioso é inativado apenas a 56°C por 70 minutos ou a 60°C por 30 minutos. Ele pode permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, equipamentos e produtos de origem suína sem tratamento térmico adequado.

    Estudos apontam que moscas hematófagas da espécie Stomoxys calcitrans podem transmitir o vírus após se alimentarem do sangue de suídeos contaminados, representando uma rota de infecção mesmo em fazendas com alto nível de biossegurança.

    Brasil livre há 40 anos reforça vigilância

    O Brasil registrou seu primeiro e único surto nos anos 1970, no Rio de Janeiro, quando criadores alimentaram os suínos com restos contaminados vindos da Europa. Porém, erradicou a doença em 1984 por meio de abate sanitário rigoroso.

    Desde então, o país mantém status oficial de área livre, condição estratégica para o setor exportador brasileiro. O Mapa ressalta que a preservação desse reconhecimento internacional depende do cumprimento rigoroso das normas sanitárias e da vigilância contínua sobre a movimentação de pessoas, produtos e materiais procedentes de regiões afetadas.

    A reintrodução da peste suína africana no território nacional teria impactos devastadores para toda a cadeia produtiva. Por isso, o governo mantém protocolos de prevenção atualizados e intensifica as ações de monitoramento, especialmente nas fronteiras e portos de entrada.

    Expansão global preocupa

    A doença permaneceu endêmica na Espanha e Portugal desde 1960 até meados dos anos 1990, quando ambos os países conseguiram a erradicação. Porém, o retorno da enfermidade à região catalã reacende preocupações sobre a circulação do vírus na Europa, onde diversos países enfrentam surtos desde 2007.

    Portanto, a vigilância permanente e a biossegurança nas propriedades rurais seguem como as principais ferramentas de prevenção enquanto não existem vacinas disponíveis no mercado.

    Leia a nota do MAPA

    Brasil permanece livre da doença desde 1984 e não há registro no território nacional

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi notificada sobre a ocorrência de peste suína africana (PSA) em javalis na província de Barcelona, região da Catalunha, na Espanha, registrada em 26 de novembro. Este é o primeiro episódio da doença no país desde 1994. Até 2 de dezembro, nove casos foram confirmados, todos restritos a javalis, sem detecção em suínos domésticos.

    A PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis. Embora não represente risco à saúde humana, por não se tratar de zoonose, é de notificação obrigatória devido ao seu alto poder de disseminação e ao impacto potencial para os sistemas de produção. A presença de carrapatos do gênero Ornithodoros, que podem atuar como vetores, aumenta a complexidade do controle da enfermidade em ambientes silvestres.

    O vírus apresenta elevada resistência no ambiente, podendo permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, materiais, equipamentos e em diversos produtos suínos que não passam por tratamento térmico adequado. As principais vias de introdução em áreas livres incluem o contato de animais suscetíveis com objetos contaminados ou a ingestão de produtos suínos contaminados.

    O Brasil permanece oficialmente livre de PSA desde 1984, condição que segue preservada. O Mapa reforça que a manutenção desse status depende do cumprimento das normas sanitárias vigentes e da atenção contínua à movimentação de pessoas, produtos e materiais provenientes de regiões afetadas. A introdução da doença no país traria impactos significativos para a cadeia suinícola, motivo pelo qual o país mantém vigilância reforçada e protocolos de prevenção atualizados.

  • Poder de compra do suinocultor cai em outubro; confira

    Poder de compra do suinocultor cai em outubro; confira

    O poder de compra do suinocultor paulista enfraqueceu em outubro frente ao milho e ao farelo de soja, segundo o Cepea. Os pesquisadores apontam que o suíno vivo se desvalorizou, reflexo da demanda enfraquecida no mercado interno.

    Enquanto isso, o milho registrou leve alta nos preços, pressionando a relação de troca para o produtor.
    O farelo de soja também caiu, mas em ritmo menor que o observado para o suíno vivo.

    Mesmo com a perda de poder de compra em relação ao milho, o desempenho de outubro segue acima da média histórica iniciada em 2004, destaca o Cepea.

  • Alta de preços impulsiona mercado de boi e suínos

    Alta de preços impulsiona mercado de boi e suínos

    O mercado pecuário mantém ritmo de valorização em agosto, segundo levantamentos do Cepea. Animais para abate, reposição e carne no atacado registram altas diárias.

    As escalas de abate permanecem entre sete e oito dias, o que sustenta a demanda ativa dos compradores. Ao oferecer valores maiores, frigoríficos estimulam pecuaristas a negociar, aumentando a liquidez no mercado. Em geral, na parcial de agosto, até o dia 12, o Indicador CEPEA/ESALQ acumulou avanço de 5,3%. Já a carcaça casada bovina no atacado da Grande São Paulo registrou alta de 6,4% no mês.

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    Suínos

    O setor suinícola também apresenta valorização. Os preços do suíno vivo e da carne subiram em quase todas as regiões monitoradas pelo Cepea.

    Agentes de mercado atribuem o movimento à maior procura pela proteína suína antes do Dia dos Pais e ao aumento no consumo após o pagamento dos salários.

    No atacado, o ritmo de vendas melhorou em relação a julho. O crescimento na demanda, registrado na segunda semana de agosto, elevou a liquidez dos produtos suinícolas.

  • Boi e suíno registram quedas, mas cenário é distinto

    Boi e suíno registram quedas, mas cenário é distinto

    Os preços do boi para abate caem desde o fim de junho, mostram levantamentos do Cepea. Todas as praças registram baixas em julho. Pesquisadores explicam que a queda reflete maior oferta de pecuaristas, provocada pela deterioração das pastagens na seca. 
    Nesse período, aumentam as entregas de lotes confinados, enquanto a demanda mostra sinais de enfraquecimento. Na última semana, o movimento foi mais contido, com negócios fechados a preços estáveis em relação ao período anterior.

    Mercado de suínos recua, mas mantém média mensal positiva

    Os preços do suíno vivo e da carne suína seguem em queda nos últimos dias. Em geral, a pressão vem da menor demanda, reforçada pelo fim do mês, segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas.
    Mesmo com as baixas recentes, valorizações registradas entre junho e início de julho sustentam avanço da média mensal. Com isso, o poder de compra do suinocultor paulista aumenta frente aos principais insumos pelo terceiro mês consecutivo.
    A queda no preço do milho e do farelo de soja também favorece os produtores, ainda conforme levantamentos do Cepea.

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  • Boi gordo mantém preços firmes em junho

    Boi gordo mantém preços firmes em junho

    A cotação do boi gordo segue firme em junho. Pesquisas do Cepea mostram estabilidade nos preços da vaca, novilha e reposição.

    Segundo o Cepea, a demanda dos frigoríficos continua superior à oferta de animais para abate. Esse desequilíbrio sustenta os valores no mercado.

    A oferta tem sido reforçada por lotes de confinamento. Esses animais costumam atingir preços mais altos do que os de pasto.

    Além disso, o atacado de carne com osso em São Paulo mantém estabilidade. Os preços continuam firmes, mesmo com vendas mais lentas neste período do mês.

    Carne suína perde espaço frente ao frango

    O preço da carne suína caiu em relação ao do frango neste mês. Levantamentos do Cepea apontam perda de competitividade da proteína suína.

    O motivo, segundo o Cepea, está na queda mais acentuada dos preços da carne de frango no comparativo com o mês anterior. Mesmo com a reação recente nos valores da carcaça especial suína em São Paulo, o movimento não compensou as quedas anteriores.

    Entre a segunda quinzena de maio e a primeira semana de junho, a média parcial do mês seguiu estável.

    No caso do frango, o Cepea destaca o excesso de produto no mercado interno. Isso se deve às restrições às exportações impostas por países parceiros do Brasil.

    A gripe aviária motivou essas barreiras comerciais e pressionou os preços da carne de frango no mercado interno.

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  • Vai comprar carne? Confira o mercado das proteínas

    Vai comprar carne? Confira o mercado das proteínas

    A carne de frango perdeu valor em junho. Segundo o Cepea, os preços médios da proteína recuaram na comparação com maio. A queda ocorre em meio à maior oferta no mercado interno. Ou seja, restrições às exportações, impostas por parceiros comerciais devido à gripe aviária, elevaram a disponibilidade no Brasil.
    Portanto, essa oferta mais ampla pressionou fortemente as cotações do frango. As carnes bovina e suína também ficaram mais baratas, mas em ritmo menor. Com isso, a carne de frango ganhou competitividade frente às concorrentes. Em geral, a tendência pode manter os preços em baixa no curto prazo, segundo pesquisadores do Cepea.

    Oferta limitada sustenta preços do boi gordo

    Desde o início de junho, o mercado pecuário segue firme. Levantamentos do Cepea apontam que os reajustes são frequentes, embora não intensos. Em resumo, a baixa oferta obriga frigoríficos a pagar mais para preencher as escalas.
    Pecuaristas ainda aguardam novas altas e vendem de forma gradual. Portanto, as vendas de gado de confinamento começaram a crescer.
    Lotes padronizados, com bom acabamento, alcançam valores mais altos. Além disso, as exportações também aceleraram neste mês, o que fortalece os preços. O volume diário embarcado subiu 13% frente a maio. A média saltou de 9,6 mil para 11,7 mil toneladas diárias.
    Segundo a Secex, o avanço representa alta de quase 22% em junho. O bom desempenho sustenta os preços do boi e da carne no atacado.

    Alta do suíno e queda dos insumos ampliam margens

    O poder de compra do suinocultor paulista melhorou em junho. Segundo o Cepea, o indicador acumula sete semanas seguidas de alta. Essa recuperação decorre da valorização do suíno vivo e da queda nos custos.
    Milho e farelo de soja, principais insumos, ficaram mais baratos neste mês.
    A demanda pela carne suína também aumentou no início de junho. As temperaturas mais amenas e as festas típicas estimulam o consumo. Com isso, os preços do suíno vivo sobem em várias regiões.
    A menor oferta interna também contribui para o cenário positivo. A tendência, segundo analistas, é de manutenção do bom poder de compra no curto prazo.

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