Tag: sucuri

  • Vídeo de sucuri coberta de carrapatos no Pantanal viraliza; entenda

    Vídeo de sucuri coberta de carrapatos no Pantanal viraliza; entenda

    Um vídeo de uma sucuri-amarela coberta de carrapatos ganhou repercussão nas redes sociais e despertou a curiosidade de milhares de internautas. O guia de turismo e produtor de conteúdo do Pantanal Brazil, Zé Mineiro, registrou a serpente com diversos carrapatos concentrados na cauda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

    https://www.instagram.com/p/DbS1_yaRvqa/

    Apesar da aparência incomum para quem desconhece o comportamento desses animais, especialistas garantem que a cena integra a dinâmica natural do ecossistema. Embora esses parasitas estejam normalmente associados aos mamíferos, diversas espécies também utilizam aves e répteis como hospedeiros, entre eles lagartos, jabutis, jacarés e outras espécies de serpentes

    Escamas finas favorecem a fixação dos carrapatos

    A anatomia da sucuri facilita a instalação dos parasitas. Os carrapatos costumam se fixar em regiões onde as escamas são mais finas ou onde a pele apresenta pequenas dobras, o que facilita a perfuração e a alimentação. Esses pontos específicos do corpo, como a região da cauda, oferecem menos resistência para a picada e permitem que o parasita permaneça grudado por mais tempo.

    A quantidade expressiva de carrapatos observada no vídeo levanta uma pista sobre o comportamento recente do animal. Pela quantidade de parasitas observada, a serpente provavelmente permaneceu fora da água por um período prolongado, o que favoreceu o acúmulo dos carrapatos. Como a sucuri-amarela tem hábitos semiaquáticos, quanto mais tempo ela passa em terra, maior a exposição a esses aracnídeos.

    Como a sucuri elimina os parasitas sozinha

    A própria fisiologia da serpente trabalha a favor do controle da infestação. Ao mergulhar e permanecer submersa por períodos longos, o animal consegue se livrar de parte dos carrapatos, mesmo eles sendo bastante resistentes. Ainda assim, as serpentes seguem sujeitas à ação desses parasitas.

    A troca de pele, processo chamado de ecdise, funciona como um segundo mecanismo de limpeza. Durante a renovação da pele, muitos carrapatos saem junto com a camada antiga. Embora alguns parasitas firmemente fixados possam permanecer no animal até completarem a alimentação ou se soltarem por conta própria.

    Mesmo com o impacto causado pelas imagens, pesquisadores da fauna silvestre não classificam o episódio como raridade. Apesar de a cena causar estranhamento no público leigo, é comum que sucuris sejam parasitadas por carrapatos. A sucuri-amarela (Eunectes notaeus), símbolo do Pantanal sul-mato-grossense, segue como uma das espécies mais suscetíveis a esse tipo de infestação sazonal, sem que isso indique risco à saúde do animal.

  • Por que Mato Grosso do Sul é considerado um refúgio de cobras gigantes?

    Por que Mato Grosso do Sul é considerado um refúgio de cobras gigantes?

    As águas cristalinas de Bonito e as paisagens alagadas do Pantanal transformaram Mato Grosso do Sul em um dos principais refúgios de sucuris no Brasil. Nos últimos meses, vídeos publicados nas redes sociais mostraram serpentes gigantes nadando próximas de turistas, além de registros raros de acasalamento e caça na natureza.

    As imagens chamaram atenção pela proximidade dos animais com visitantes durante passeios em rios da região. Apesar do tamanho impressionante, especialistas afirmam que a espécie possui comportamento tranquilo e raramente representa perigo para humanos.

    Segundo biólogos, a fama negativa das sucuris surgiu ao longo dos anos por causa do porte avantajado das serpentes e do medo historicamente associado às cobras. Filmes, histórias exageradas e vídeos falsos publicados na internet também ajudaram a reforçar a ideia de que os animais seriam agressivos.

    Na prática, porém, as sucuris costumam evitar contato com pessoas e preferem permanecer afastadas.

    Sucuri flagrada por atletas durante canoagem no MS — (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Gigantes dos rios brasileiros

    Das quatro espécies de sucuris existentes no mundo, três vivem no Brasil. Mato Grosso do Sul abriga duas delas: a sucuri-verde e a sucuri-amarela.

    A sucuri-verde (Eunectes murinus) é considerada a maior e mais pesada serpente do planeta. A espécie pode ultrapassar os sete metros de comprimento e atingir cerca de 200 quilos. Já a sucuri-amarela (Eunectes notaeus), bastante comum no Pantanal, possui porte menor, mas também impressiona, com fêmeas chegando a quatro metros.

    Em rios como o Rio Sucuri, em Bonito, a transparência da água permite que turistas observem peixes, plantas aquáticas e até grandes serpentes durante atividades de flutuação e contemplação da natureza.

    A combinação entre ecoturismo, rios cristalinos e áreas preservadas ajuda a explicar a frequência dos encontros com sucuris no estado. Guias turísticos relatam que muitos visitantes chegam receosos, mas mudam de percepção ao observar o comportamento calmo dos animais.

    Na maioria das vezes, as serpentes permanecem imóveis ou apenas nadam lentamente, sem demonstrar qualquer reação aos humanos próximos.

  • Surpreendente: Brasileiros podem ter achado a maior sucuri do mundo em MG

    Surpreendente: Brasileiros podem ter achado a maior sucuri do mundo em MG

    Dois jovens, Matheus Araújo e Gabriel Camargos, gravaram um vídeo que está dando o que falar no Brasil. Os observadores estavam em uma fazenda na zona rural de Lagoa da Prata, no interior de Minas Gerais, às margens do Rio São Francisco, quando se depararam com dezenas de sucuris concentradas no mesmo ponto, atraídas pelos feromônios de uma fêmea gigante.

    Essa fêmea tem nome e se chama Cotoca. A gigante foi avistada pela primeira vez em 2022 e estava desaparecida há cerca de quatro anos. Agora, os dois acreditam ter a reencontrado.

    Relato impressionante

    “Nos últimos dias, a grande fêmea vem liberando feromônios, substância capaz de atrair parceiros a quilômetros de distância! A alta concentração de sucuris aqui não é normal. O que indica que este local pode estar prestes a se tornar palco de um dos eventos mais impressionantes da natureza: o acasalamento!”, escreveram na legenda da postagem.

    Matheus e Gabriel acreditam que a sucuri-verde gigante esteja atualmente com mais de 6 metros de comprimento. Para eles, o animal representa um fenômeno raro e simbólico dentro do ecossistema local.

    “Vocês pensando que sucuri era do Pantanal, da Amazônia… e a maior sucuri do mundo come pão de queijo. Esse é o registro mais épico envolvendo sucuris, envolvendo Minas Gerais, quem sabe envolvendo o Brasil”, disseram eles no registro.

     

  • Sucuri ou jacaré? Turistas confundem animal gigante em rio no Pantanal

    Sucuri ou jacaré? Turistas confundem animal gigante em rio no Pantanal

    Um grupo de turistas, que faziam um passeio por um rio no Pantanal sul-mato-grossense, foram surpreendidos ao se deparar com uma sucuri de grande porte a poucos metros da embarcação. A serpente, que havia ingerido recentemente uma presa, chegou a ser confundida com um jacaré devido ao seu tamanho.

    Visitantes encontram esses predadores o tempo todo nos rios do Pantanal, usados pra passeios e pesca. A sucuri, maior cobra do mundo, caça em silêncio e atinge até 9 metros, enquanto jacarés-açu dominam as corredeiras.

    Uma das turistas que estava no barco relatou a surpresa com o encontro: “Ganhei a viagem. Estou até tremendo. Tenho muito medo desse bicho, mas foi gratificante ver um animal desse tamanho, ainda mais se alimentando”, disse.

    Sucuri é confundida com jacaré por turistas no Pantanal (Foto: Reprodução/ Célio Araújo)

    Cena comum no Pantanal

    O guia Célio Araújo registrou o vídeo viral e explicou que o volume do animal resulta da ingestão recente de um cateto, o porco-do-mato que ele predou logo antes do encontro. Ele ainda afirmou que cenas assim não são incomuns no Pantanal.

    “Sempre estamos na expectativa de encontrar uma sucuri, e quando isso acontece é preciso ter muito cuidado. É um animal arisco, que teme o ser humano, mas não pode ser subestimado”, afirmou.

     

  • Sucuri tenta engolir capivara em cena rara no Mato Grosso do Sul

    Sucuri tenta engolir capivara em cena rara no Mato Grosso do Sul

    Uma sucuri arrastando uma capivara pelas margens de um córrego no Mato Grosso do Sul virou espetáculo nas redes, mas por trás do vídeo há um alerta pouco falado: o risco de animais selvagens e o desequilíbrio do ambiente em áreas produtivas próximas a rios e pastagens.

    Na tarde de 23 de abril, o produtor César Bertoldo passava por uma estrada vicinal na Fazenda Refúgio, a cerca de 20 km de Sidrolândia (MS), quando avistou uma sucuri bem próximo à água, tentando dominar uma capivara para se alimentar. Ele filmou a cena e relatou que, embora veja capivaras e porcos com frequência, aquela foi a primeira vez que presenciou uma cobra no local.

    https://www.instagram.com/reel/DXoWPJ6kkrI/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Nas imagens, a sucuri aparece enrolada ou puxando a capivara pelas margens do córrego que corta a propriedade, numa combinação de força e técnica que mostra por que ela é um dos maiores predadores de áreas alagadas da América do Sul.

    Como a sucuri funciona no campo

    As sucuris são répteis semiaquáticos que costumam viver próximos a rios, brejos e pântanos, especialmente em biomas como Pantanal e áreas de várzea no Centro‑Oeste e Norte do país. Em regiões onde mata nativa, cursos d’água e pastagem convivem lado a lado, elas encontram tanto presas naturais quanto animais domesticados, como aves e roedores, que acabam atraindo a cobra para perto de currais e cercados.

    Por ser uma constritora, a sucuri não utiliza veneno, mas força: ela se enrola na vítima, imobiliza e depois engole a presa inteira, podendo se alimentar de animais de médio e até grande porte, incluindo capivaras, veados e, em casos extremos, até bovinos jovens. Em fazendas, isso significa que a presença de córregos, nascentes e áreas úmidas aumenta exatamente o risco de encontros do tipo flagrado em Sidrolândia.

    Impacto para o agro e prevenção

    Para o produtor, o problema não é só um vídeo assustador na internet: o aumento de animais selvagens próximos à lavoura ou ao gado pode gerar perda de controle, atropelamentos e até prejuízo econômico quando a fauna invade pastos e piquetes. Em muitos casos, a destruição de habitat natural empurra répteis e roedores para áreas de produção, como apontam análises de biólogos sobre o avanço de queimadas e conversão de áreas úmidas.

    As medidas recomendadas por especialistas incluem: manter áreas de mata ciliar preservadas, evitar despejo irregular de lixo próximo a córregos (que atrai roedores e, por consequência, cobras), fiscalizar cercas e currais próximos a água e, principalmente, não abater sucuris sem autorização ambiental, já que elas regulam populações de animais que também podem virar problema para o homem.

    Fique de olho

    Esse flagra é um exemplo concreto de como o campo está cada vez mais integrado à cadeia natural: o mesmo córrego que abastece pastagem ou irrigação também pode ser pista de caça para uma das maiores cobras do planeta. Para quem trabalha com pecuária, lavoura próxima a áreas alagadas ou até mesmo com projeto de expansão em regiões de várzea, monitorar a presença de sucuris e demais répteis passa a ser parte de um plano de gestão de risco, não só de ecologia.

  • Natureza bruta: sucuri ataca peixe com ferrões

    Natureza bruta: sucuri ataca peixe com ferrões

    Um flagrante raro da natureza chamou atenção nas redes sociais: o pescador, guia de pesca e influencer Rony Dronov registrou o momento em que uma sucuri esmagava um peixe armal às margens do rio Dourado, na região de Porto Vilma, município de Deodápolis, no Mato Grosso do Sul. As imagens mostram a serpente em plena ação de caça. E revelam um duelo que poucos esperariam ver: o maior predador aquático do Pantanal frente a frente com um peixe de defesas poderosas o suficiente para matar.

    https://www.instagram.com/p/DXdNOshkrg8/

    A sucuri pertence ao gênero Eunectes e figura entre as maiores serpentes do mundo em massa corporal. Sem peçonha, ela mata por constrição: prende a presa com os dentes, envolve o corpo ao redor dela e aumenta a pressão até causar parada cardíaca. A sucuri-verde, espécie mais comum e estudada, pode atingir até sete metros de comprimento e pesar mais de 130 quilos, embora animais com mais de cinco metros sejam raros de se encontrar.

    No cardápio habitual dessa serpente entram peixes grandes, aves aquáticas, capivaras e até jacarés jovens. A sucuri gigante ocupa o topo da cadeia alimentar nos rios, corixos e áreas alagadas do Pantanal, com estratégia de caça baseada na emboscada: o animal permanece quase totalmente submerso, ataca com rapidez e envolve a presa com o corpo.

    Mas o armal não é uma presa qualquer.

    O peixe pré-histórico blindado

    Conhecido cientificamente como Pterodoras granulosus, o armal, também chamado de abotoado, armado ou bacu-pedra, pertence à família dos Doradídeos e aparece em vários rios brasileiros. Nos rios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, habita poços fundos e pode atingir 70 cm de comprimento.

    Foto: Blog do Pescador

    O armal possui uma capa protetora na cabeça, dois ferrões laterais e um ferrão dorsal, características raras entre as espécies de peixes brasileiros. Os ferrões e o dorsal podem causar lesões graves em pessoas desavisadas ou que manuseiem o peixe de forma inadequada.

    Essas defesas físicas funcionam de maneira passiva. As placas endurecidas se projetam para fora do corpo e os ferrões são capazes de causar perfurações profundas, sem que o peixe precise reagir ativamente. O risco para predadores está justamente na possibilidade de cortes e perfurações internas ao engolir o animal.

    Em casos já documentados na região, essa armadura se mostrou fatal para a própria sucuri. Registros anteriores no rio Dourado mostram que sucuris morreram após engolir um armal inteiro, com o abdômen excessivamente inchado e os órgãos internos perfurados pelas placas e ferrões da presa. O episódio flagrado por Rony Dronov mostra exatamente esse risco: a serpente em ação contra um dos poucos peixes capazes de virar o jogo.

    O rio Dourado e a fauna do Pantanal sul-mato-grossense

    O rio Dourado, que corta a região de Deodápolis e Naviraí no sul de Mato Grosso do Sul, integra a bacia hidrográfica do Pantanal e concentra grande diversidade de fauna aquática e semiaquática. A área de Porto Vilma, onde Rony Dronov fez as imagens, é ponto frequentado por pescadores esportivos justamente pela riqueza de espécies.

    Avistamentos de sucuris de grande porte às margens do rio Dourado não são incomuns. Recentemente, outra sucuri chamou atenção de pescadores ao aparecer descansando na margem do rio, aparentemente em processo de digestão após se alimentar. A presença constante desses animais reforça a preservação do ecossistema na região.

    Preservar é essencial

    Especialistas reforçam que é um mito que sucuris atacam pessoas. Não há registros históricos comprovados de sucuris que tenham comido humanos no Brasil. E esses animais, apesar do tamanho, têm temperamento tranquilo e preferem fugir a atacar.

    Sucuris, como qualquer animal silvestre, não devem ser mortas. Ao preservar a fauna e a flora, é possível continuar a prática da pesca como a conhecemos. A Lei nº 9.605/1998 prevê detenção de 6 meses a 1 ano, além de multa, para quem matar, perseguir, caçar ou apanhar espécimes da fauna silvestre.

    O flagrante de Rony Dronov, além de render imagens impressionantes, serve como lembrete do que o Pantanal esconde: disputas silenciosas, predadores imponentes e presas que surpreendem. A natureza, como sempre, não precisa de roteiro.

  • Flagrante raro: sucuri caça peixe em lagoa de águas transparentes

    Flagrante raro: sucuri caça peixe em lagoa de águas transparentes

    Um grupo de pessoas viveu uma experiência incomum ao deparar com uma sucuri filhote dentro de uma lagoa de águas cristalinas, cercada por peixes. A cena, registrada em vídeo, mostra a serpente em comportamento natural de caça: após observar os peixes ao redor, ela desfere um bote certeiro, mas erra o alvo. Os observadores reagem com admiração e surpresa diante do momento raro.

    https://www.instagram.com/p/DVyDZ-cErDT/

    A transparência da água permitiu capturar cada detalhe do comportamento da cobra: o reposicionamento lento do corpo, a tensão antes do ataque e o movimento rápido característico das anacondas jovens. Esse tipo de flagrante em ambientes tão nítidos raramente aparece em registros amadores, o que torna o vídeo ainda mais valioso tanto para o público quanto para pesquisadores.

    Conheça a sucuri

    A sucuri (Eunectes murinus), também chamada de anaconda-verde, é a maior serpente das Américas e uma das maiores do mundo. Adultos chegam a ultrapassar 6 metros de comprimento e 100 quilogramas. Apesar da reputação assustadora que a cultura popular construiu ao redor da espécie, a sucuri não ataca humanos em condições normais. Ea evita o contato e só age defensivamente quando se sente ameaçada.

    A dieta natural da espécie inclui peixes, aves aquáticas, capivaras, jacarés filhotes e outros animais de médio porte. No vídeo, a sucuri filhote demonstra exatamente esse instinto: ela identifica os peixes próximos e tenta capturar um deles com precisão, utilizando a técnica de emboscada típica da espécie.

    Sucuris recém-nascidas medem entre 60 cm e 90 cm. Pesquisadores classificam como filhote qualquer espécime abaixo de 1,5 metro, fase em que a cobra ainda desenvolve força e técnica de caça. A coloração verde-oliva com manchas escuras e o padrão de escamas ao longo do corpo identificam a espécie em qualquer fase da vida.

    A sucuri não ataca humanos, e é importante deixar isso claro

    O medo cultural em torno das sucuris alimenta caças ilegais e mortes desnecessárias desses animais. Especialistas em herpetologia são enfáticos: a sucuri não vê o ser humano como presa. Quando encontra pessoas, o comportamento mais comum é o de recuo e fuga.

    Matar uma sucuri no Brasil configura crime ambiental, com pena prevista na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). A espécie recebe proteção legal justamente porque desempenha papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.

    Por que preservar a sucuri

    A sucuri ocupa o topo da cadeia alimentar em rios, lagos e áreas alagadas do Pantanal, da Amazônia e do Cerrado. Ao controlar populações de roedores, peixes e aves aquáticas, ela regula o equilíbrio dos ecossistemas onde vive. A perda dessa espécie gera efeitos em cascata que afetam toda a biodiversidade local.

    Além disso, a presença de sucuris em uma lagoa indica qualidade ambiental elevada. A espécie depende de água limpa e de abundância de presas para sobreviver. O vídeo, portanto, também documenta um ambiente preservado, o que reforça ainda mais sua importância.

    O que fazer ao encontrar uma sucuri:

    • Mantenha distância e não tente tocar ou provocar o animal
    • Registre com segurança, sem se aproximar da água de forma imprudente
    • Não machuque o animal, pois qualquer agressão configura crime ambiental
    • Em caso de necessidade, acione o IBAMA (0800 618 080) ou a defesa civil local
  • Força e técnica feminina garantem bem-estar de tubarões e jacarés

    Força e técnica feminina garantem bem-estar de tubarões e jacarés

    No Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú (SC), o manejo de animais como tubarões, jacarés e até uma sucuri de 4 metros está nas mãos de mulheres altamente qualificadas. Elas atuam diariamente nos bastidores do maior aquário do sul do Brasil, garantindo o bem-estar e a segurança das espécies que encantam o público.

    Foto: Oceanic Aquarium/Divulgação

    A oceanógrafa Camila Moraes mergulha até três vezes por semana para alimentar tubarões e moreias e cuidar da limpeza dos tanques, tarefa essencial para manter o equilíbrio ambiental dos habitats. O trabalho exige técnica, atenção constante e profundo conhecimento sobre comportamento animal.

    As biólogas Bruna Oliveira e Edilene Brandli também encaram desafios diários. Elas alimentam jacarés, monitoram o peso e avaliam a saúde dos répteis. Edilene ainda se dedica ao tratamento e condicionamento das lontras, reforçando o papel da equipe no cuidado integrado dos animais.

    Entre as mais corajosas, está Julia Molina, responsável pelo manejo da sucuri Celeste, que vive com algumas raias de água doce. Julia realiza a alimentação e limpeza do recinto, um trabalho que exige calma, preparo físico e experiência.

    Manutenção da vida em um áquario

    Nos bastidores, o funcionamento de um aquário com mais de 350 mil litros de água depende da bióloga Bárbara Rodrigues, que opera o Sistema de Suporte à Vida (SSV). O conjunto de equipamentos garante a oxigenação, filtragem e temperatura ideais da água, simulando o ambiente natural dos habitats.

    Julia Molina, bióloga responsável pela alimentação e limpeza do recinto da Celeste. Foto: Oceanic Aquarium/Divulgação

    A equipe técnica do Oceanic Aquarium tem 18 especialistas, e 11 deles são mulheres. A veterinária Juliana Formágio, gerente de Operações Técnicas, lidera o grupo e reforça o compromisso com a igualdade de oportunidades:

    “A igualdade está em ocupar os mesmos espaços. No Oceanic, cada profissional se destaca pelo talento, pelas competências e pelo amor ao que faz, não pelo gênero”, afirma.

    Essas profissionais provam que trabalhar com grandes espécies não é questão de força, mas de preparo, responsabilidade e dedicação à conservação da vida marinha.

  • Sucuri gigante aparece para atletas durante treino em Bonito; veja o vídeo

    Sucuri gigante aparece para atletas durante treino em Bonito; veja o vídeo

    Um treino de canoagem virou cena digna de documentário no último domingo (15), em Bonito. O presidente da Confederação Brasileira de Canoagem, Rafael Girotto, e mais três atletas encontraram uma sucuri gigante durante a descida pelo Rio Formoso. Veja o vídeo acima.

    https://www.instagram.com/p/DU3nVUzidXx/

    O grupo percorria o trecho da Barra do Rio Mimoso até a foz do Rio Formoso, região conhecida como baixo Formoso, quando avistou algo à frente na água. A princípio, ninguém imaginou o que era.

    “A gente imaginou que era um bote, um caiaque, alguma coisa. Quando chegou perto, foi uma surpresa: era uma sucuri, bem grande”, contou Rafael.

    A cobra parecia ter se alimentado recentemente e estava parada, tomando sol. O tamanho impressionou o grupo. “A gente chegou até a ficar surpreso com o tamanho dela”, relatou o presidente da confederação.

    Rafael estava acompanhado de Gabriel Girotto, Joelson Ricaldes e Paulinho Reis. O grupo registrou imagens do animal, mas manteve distância por precaução. “A gente fez as imagens com certa distância, por precaução nossa e também do animal”, explicou.

    A sucuri quase não reagiu à presença dos canoístas. “Ela só mexeu a cabeça. A gente também não mexeu com ela. Só passamos, registramos e seguimos”, disse Rafael.

    O presidente da confederação afirmou já ter visto sucuris antes, mas nunca de um tamanho parecido. “Desse tamanho foi a primeira vez”, afirmou.

    O encontro aconteceu em pleno Carnaval e, para os atletas, reforça a preservação ambiental da região de Bonito. “Foi uma grata surpresa ir para um treino em pleno carnaval e encontrar a natureza praticamente intacta, com toda a tranquilidade”, concluiu Rafael.

    Encontrou uma sucuri? Saiba como agir

    Encontrar uma sucuri na natureza pode assustar, mas a orientação de órgãos ambientais brasileiros é clara: mantenha distância, não toque o animal e acione imediatamente as autoridades competentes.

    A Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul reforça que as sucuris “agem por instinto” e que provocar, ameaçar ou tentar controlar o animal aumenta o risco de incidentes. A recomendação vale também para tentativas de captura — mesmo com intenção de afastar a cobra do local.

    A legislação brasileira protege a espécie. Matar, perseguir ou capturar uma sucuri configura crime ambiental previsto no artigo 29 da Lei 9.605/1998, com pena de detenção de seis meses a um ano e multa. A punição aumenta pela metade quando o fato ocorre em unidade de conservação.

    Um estudo dos pesquisadores Miranda e Strüssmann (2016) analisou 330 interações entre sucuris e humanos e registrou apenas um ataque não provocado. No mesmo levantamento, pessoas mataram 52 serpentes — número que expõe uma inversão preocupante: o animal representa menos perigo do que a reação humana a ele.

    Como acionar ajuda

    Para denúncias ou solicitar o resgate de uma sucuri, os canais disponíveis são a Linha Verde do Ibama (0800 061 8080), o Corpo de Bombeiros (193). Em Bonito, pode também acionar a PMA pelo telefone (67) 3255-1247.

  • Vídeo mostra resgate inadequado de sucuri em estrada

    Vídeo mostra resgate inadequado de sucuri em estrada

    Um vídeo que circula nas redes sociais tem gerado preocupação entre especialistas em fauna silvestre. Nas imagens, é possível observar pessoas tentando resgatar uma sucuri que estava em uma estrada. O problema é o método utilizado: os envolvidos amarram uma corda diretamente na cabeça da serpente e começam a puxá-la para fora da rodovia.

    https://www.instagram.com/reel/DQy5w_DkV4C/?igsh=MXYwODRoa3k2OTRucQ%3D%3D

    A gravação ocorreu sábado, na Rodovia Marechal Rondon, entre Araçatuba e Guararapes, no estado de São Paulo. Embora a intenção seja louvável, de afastar o animal do perigo de atropelamento, o procedimento adotado está completamente equivocado e pode causar sérios danos tanto à serpente quanto colocar as pessoas em risco significativo.

    Os riscos do método inadequado

    Casos de serpentes resgatadas com cordas presas ao pescoço já foram registrados por órgãos ambientais, evidenciando que essa prática inadequada é mais comum do que se imagina. Em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, uma jararaca foi encontrada com uma corda amarrada ao pescoço, provavelmente de uma tentativa frustrada de captura por pessoas leigas.

    Amarrar uma corda na cabeça ou pescoço de uma serpente pode causar diversos problemas:

    Para o animal:
    • Lesões graves na região cervical e craniana
    • Estrangulamento e dificuldade respiratória
    • Estresse extremo que pode levar à morte
    • Fraturas ou deslocamentos de estruturas ósseas delicadas
    • Danos permanentes mesmo após a remoção da corda
    Para as pessoas envolvidas:
    • Risco de mordida durante a tentativa de amarrar a corda
    • Possibilidade de reação agressiva do animal ao sentir-se ameaçado
    • No caso de sucuris, risco de constrição – serpentes muito grandes e fortes podem causar morte por constrição, apertando a vítima, e se colocada no pescoço, pode apertar com força suficiente para desmaiar uma pessoa
    • Falta de controle adequado sobre o animal durante o transporte

    O procedimento correto segundo especialistas

    O Corpo de Bombeiros orienta a população a acionar a corporação sempre que avistar animais silvestres em áreas de circulação, já que o contato direto pode colocar em risco tanto as pessoas quanto os próprios animais.

    Durante resgates profissionais, equipes especializadas utilizam gancho, cambão e cabo solteiro, equipamentos próprios para o manejo de répteis de grande porte, realizando o procedimento de forma cuidadosa, sem ferir a cobra.

    Segundo o Manual de Resgate de Ofídios, existem técnicas específicas para cada tipo de serpente:

    Para serpentes não venenosas como sucuris:

    • Os boídeos têm características que os tornam fáceis de serem manejados com gancho, pois devido à sua natureza de animais constritores e musculatura desenvolvida, essas serpentes tendem a se enrolarem no gancho assim que são retiradas do solo.

    Para serpentes venenosas:

    • A técnica é ainda mais especializada, envolvendo contenção manual específica e conhecimento profundo sobre a anatomia do animal.

    Quando chamar ajuda profissional

    Especialistas do Instituto Butantan recomendam: “Se uma pessoa avistar uma serpente na mata, deixe-a seguir o seu caminho, mantendo sempre uma distância segura. Mas se o animal oferecer algum tipo de perigo, principalmente se estiver próximo às residências, o recomendado é acionar os órgãos oficiais e deixar que eles façam o resgate com total segurança”.

    Quem acionar:

    • Corpo de Bombeiros: 193
    • Polícia Ambiental
    • Órgãos ambientais locais (SEMA, secretarias municipais de meio ambiente)
    • Biólogos e veterinários especializados em fauna silvestre

    O que fazer enquanto aguarda ajuda profissional

    • Mantenha distância segura do animal
    • Sinalize o local se estiver em estrada, usando triângulo de sinalização a uma distância adequada
    • Afaste curiosos e impeça aproximação de pessoas, especialmente crianças
    • Não tente capturar ou manipular o animal de forma alguma
    • Tire uma foto à distância para ajudar na identificação da espécie
    • Monitore o animal de longe até a chegada da equipe especializada
    • Oriente motoristas a reduzirem a velocidade no trecho

    Em casos recentes, foram necessários até seis agentes do Corpo de Bombeiros para fazer a retirada segura de uma sucuri, com acompanhamento de veterinária autorizada pela SEMA, garantindo que o resgate acontecesse de forma segura e preservando a integridade do animal.

    Após o resgate, as equipes conduzem a serpente até uma área de vegetação nativa, próxima a um curso d’água e distante da zona urbana, em um local com condições adequadas para que a sucuri retorne ao habitat natural.

    As sucuris e outras serpentes desempenham papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas. Elas atuam no controle de populações de roedores e outros animais, sendo essenciais para a saúde ambiental. A sucuri é uma das maiores serpentes do mundo e, embora não seja venenosa, pode atingir grandes dimensões e causar acidentes durante tentativas de captura inadequadas.

    Crime ambiental

    Vale ressaltar que manipular, capturar ou maltratar animais silvestres sem autorização dos órgãos competentes é crime ambiental previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). A pena pode variar de seis meses a um ano de detenção, além de multa.

    Acidentes com animais peçonhentos são mais comuns do que se pensa. Ao se depararem com essas e outras espécies de animais, deve-se evitar o contato com os mesmos e acionar uma equipe do Corpo de Bombeiros para realizar o procedimento de captura do animal de forma segura e correta, preservando a integridade física do animal e dos solicitantes.

    A melhor forma de proteger tanto as pessoas quanto a fauna silvestre é através da informação correta e do acionamento dos profissionais capacitados. Embora seja compreensível e admirável querer ajudar, apenas equipes especializadas devem resgatar animais silvestres, especialmente serpentes de grande porte, pois possuem o treinamento, os equipamentos e o conhecimento necessários para garantir a segurança de todos os envolvidos.

    A gravação ocorreu sábado, na Rodovia Marechal Rondon, entre Araçatuba e Guararapes, no estado de São Paulo.