Tag: suco

  • Exportações de suco de laranja têm melhor julho em três anos

    Exportações de suco de laranja têm melhor julho em três anos

    As exportações brasileiras de suco de laranja cresceram em julho e alcançaram o melhor resultado para o mês desde 2023. O desempenho ganha relevância porque a demanda global continua enfraquecida, segundo análise do Cepea.

    No primeiro mês da temporada 2026/27, o Brasil exportou 75,2 mil toneladas de suco de laranja. O volume considera o equivalente concentrado e representa alta de 7,3% sobre julho de 2025. Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea, o resultado reforça o desempenho do setor exportador brasileiro.

    Maior disponibilidade de frutas favorece embarques

    Em julho de 2025, a safra 2025/26 ainda estava no início e tinha pouca fruta disponível. Além disso, a colheita mais tardia reduziu a oferta de matéria-prima para processamento naquele período. Agora, o cenário mudou com a recomposição dos estoques de suco.

    A indústria também conta com maior disponibilidade de frutas de boa qualidade para processamento. Com isso, as empresas conseguem ampliar os embarques, mesmo diante da demanda internacional enfraquecida. O resultado, portanto, representa um início positivo para as exportações brasileiras na temporada 2026/27.

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  • Exportações de suco crescem, mas receita recua na safra

    Exportações de suco crescem, mas receita recua na safra

    As exportações brasileiras de suco de laranja cresceram na safra 2025/26. No entanto, a receita obtida com as vendas externas diminuiu.

    Segundo dados da Secex, o Brasil embarcou 806,7 mil toneladas de suco de laranja. O volume considera os produtos concentrado e fresco. Além disso, o total exportado ficou 4% acima do registrado na safra anterior, entre julho de 2025 e junho de 2026.

    Por outro lado, a receita das exportações caiu 27,3% no mesmo período. O faturamento recuou de US$ 3,48 bilhões para US$ 2,53 bilhões. De acordo com pesquisadores do Cepea, a queda ocorreu, principalmente, pela acomodação dos preços internacionais. Os valores haviam atingido níveis elevados na safra anterior.

    Mercado internacional opera com preços mais baixos

    Ainda segundo o Cepea, o encerramento da temporada mostra um cenário diferente dos últimos dois anos. O aumento das exportações para os Estados Unidos e a União Europeia indica maior demanda por NFC.

    Ao mesmo tempo, a forte redução da receita confirma um mercado internacional com preços mais baixos. Segundo os pesquisadores, esse movimento reflete a gradual normalização da oferta global de suco de laranja.

  • Demanda por suco desafia setor citrícola em 2026/27

    Demanda por suco desafia setor citrícola em 2026/27

    A safra brasileira de laranja 2025/26 caminha para o encerramento. No entanto, o setor já volta as atenções para os desafios de 2026/27. Os pesquisadores do Cepea afirmam que a principal preocupação deixa de ser a oferta de fruta. Agora, o foco está na recuperação da demanda global por suco de laranja.

    Mesmo com a expectativa de menor produção brasileira na próxima temporada, as exportações seguem em ritmo limitado. Além disso, a demanda europeia ainda apresenta recuperação lenta. Entre julho de 2025 e maio de 2026, o Brasil exportou 749,1 mil toneladas de suco de laranja em equivalente concentrado. O volume ficou apenas 2,8% acima do registrado na safra anterior.

    Os dados da ComexStat mostram crescimento modesto nos embarques. Porém, a receita cambial recuou 27,6% no período. Segundo o Cepea, a queda ocorreu devido à forte desvalorização dos preços internacionais. Ao longo da safra, as cotações externas caíram quase 30%.

    Enquanto isso, os Estados Unidos ampliaram sua relevância para o setor citrícola brasileiro. O país consolidou sua posição como principal suporte das exportações nacionais. A participação norte-americana na receita das vendas externas subiu de 39% para 44%. Já a fatia da União Europeia recuou de 51% para 47%.

    De acordo com os pesquisadores, esse movimento evidencia as dificuldades da recuperação do consumo europeu. Historicamente, o bloco representa o principal destino do suco brasileiro.

    De olho nas tarifas norte-americanas

    Além da demanda internacional, o mercado monitora as discussões tarifárias nos Estados Unidos. O tema ganhou importância ao longo da atual temporada.

    Para a safra 2026/27, o desempenho do mercado dependerá de vários fatores. Entre eles estão a retomada do consumo na Europa e nos Estados Unidos. Além disso, o setor aguarda definições sobre o ambiente regulatório e tarifário norte-americano. Esse cenário deve influenciar diretamente as exportações brasileiras de suco de laranja.

  • Safra menor pode reduzir estoques de suco de laranja

    Safra menor pode reduzir estoques de suco de laranja

    A safra 2026/27 de laranja deve somar 255,2 milhões de caixas no cinturão citrícola paulista e mineiro. O volume representa queda de 13% frente à temporada anterior, segundo estimativa divulgada pelo Fundecitrus neste mês. A projeção considera a produção de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro, principais regiões citrícolas do Brasil.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a menor oferta brasileira pode reduzir a pressão sobre os estoques globais de suco. Além disso, o cenário pode limitar os excedentes acumulados durante a safra 2025/26. Os analistas destacam, porém, que a recuperação dos preços internacionais dependerá da retomada da demanda global.

    De acordo com o Cepea, o ajuste produtivo sozinho não garante alta das cotações no mercado internacional. Os pesquisadores afirmam que os principais mercados consumidores seguem mais cautelosos nesta temporada.

    O setor também enfrenta um cenário diferente daquele registrado durante a escassez de 2024. Naquele período, a forte restrição de oferta elevou rapidamente os preços internacionais do suco de laranja. Além disso, os estoques globais estavam em níveis extremamente baixos naquele momento.

    Agora, o mercado opera com maior disponibilidade relativa de produto e recomposição parcial dos estoques mundiais. Esse contexto reduz a sensibilidade dos preços internacionais às oscilações da oferta brasileira. Com isso, o mercado tende a reagir de forma mais moderada às perdas produtivas da safra 2026/27.

  • Exportações de suco de laranja têm queda de quase 30% na receita

    Exportações de suco de laranja têm queda de quase 30% na receita

    A receita das exportações brasileiras de suco de laranja caiu 27,1% na safra 2025/26. O volume embarcado permaneceu estável entre julho de 2025 e março de 2026. Esse desempenho reflete a queda dos preços internacionais nesta temporada, segundo dados da Secex.

    Além disso, o cenário externo mais pressionado limita o faturamento do setor citrícola brasileiro. Por outro lado, os embarques para os Estados Unidos sustentam a estabilidade no volume exportado. Ainda assim, esse avanço não compensa a queda na receita total das exportações.

    Mesmo com maior volume enviado aos norte-americanos, o faturamento caiu 16,4% na safra. Esse resultado reforça a pressão dos preços internacionais sobre o suco de laranja brasileiro.

    Enquanto isso, os embarques para a União Europeia seguem como preocupação para o setor. Em março, o Brasil exportou 36,9 mil toneladas ao bloco europeu. O volume avançou 49,3% frente a fevereiro, quando somou 24,89 mil toneladas.

    No entanto, esse ritmo ainda não garante o mesmo escoamento da safra anterior.Assim, o total exportado pode ficar abaixo do registrado em 2024/25.

    Por outro lado, pesquisadores do Cepea apontam fatores positivos para o mercado. Os estoques atuais têm melhor qualidade em relação à temporada passada. Além disso, os preços mais baixos podem estimular novas compras internacionais.

    Ao mesmo tempo, os estoques europeus parecem mais limitados neste momento. Com isso, o setor espera uma retomada das importações da União Europeia nos próximos meses.

  • Suco de banana: o inusitado sabor 100% brasileiro

    Suco de banana: o inusitado sabor 100% brasileiro

    O suco de banana, antes visto como improvável, agora é realidade comprovada nas prateleiras dos supermercados brasileiros. E começa a chamar cada vez mais atenção dos consumidores preocupados com saúde, inovação e sustentabilidade alimentar.

    Entre as marcas pioneiras está a Mitto, que apostou em produzir um suco integral de banana, sem conservantes ou açúcares adicionados, com distribuição nacional crescente.​

    Historicamente, sempre se dizia que “não existe suco de banana”, uma expressão popular na cultura brasileira. Mas a verdade é que a fruta, por sua textura densa, demandava tecnologia específica para se transformar em bebida natural e fluida sem perder sabor ou valor nutricional.

    Hoje, graças a inovações na agroindústria, aproximadamente três bananas frescas resultam em um litro do suco, mantendo o paladar doce, a cremosidade e os benefícios da polpa pura da fruta.​

    Curiosidades

    Curiosidades não faltam: pesquisas científicas citam o suco de banana como fonte rica em fibras, potássio e energia. Sendo rápido para repor nutrientes de atletas e auxiliar funções digestivas. O Brasil, maior produtor de bananas da América Latina, agora também lidera o avanço da industrialização desse suco peculiar, ampliando o portfólio de produtos derivados da fruta, antes restrito a doces, farinhas e a tradicional “batida” caseira.​

    O crescimento na produção reflete a busca por bebidas naturais e menos processadas. O suco de banana atende a dietas veganas, vegetarianas e intolerantes à lactose ou glúten, apostando em transparência: apenas banana in natura, sem aditivos artificiais. O produto combina sabor adocicado, textura cremosa e versatilidade; consumidores o utilizam puro, em vitaminas ou em diversas preparações gastronômicas.

    Como curiosidade extra, não apenas existe o suco de banana, como o produto já inspira debates nas redes sociais, receitas inovadoras e testagens em estabelecimentos gourmet que valorizam ingredientes brasileiros.​

    O suco de banana simboliza a capacidade da inovação nacional de romper barreiras culturais, criando experiências e novos hábitos alimentares dentro e fora do Brasil.​

  • Exportações de suco de laranja caem no início da safra

    Exportações de suco de laranja caem no início da safra

    As exportações brasileiras de suco de laranja começaram a safra 2025/26 em queda. De julho a setembro, o Brasil embarcou 199,7 mil toneladas em equivalente concentrado, segundo o Cepea, com base em dados da Comex Stat. O volume representa recuo de 4% frente ao mesmo período do ciclo anterior, enquanto a receita diminuiu 15%, totalizando US$ 751,3 milhões.

    Os pesquisadores do Cepea explicam que a redução da receita está ligada à queda dos preços internacionais. O cenário resulta do aumento da oferta global e do comportamento mais cauteloso dos compradores, principalmente os europeus.

    Um ponto relevante desta safra é a mudança no perfil dos destinos. Pela primeira vez em anos, os embarques para Estados Unidos e União Europeia ficaram equilibrados, com cerca de 48% de participação cada.

    As vendas ao mercado norte-americano cresceram 13%, mesmo com a tarifa residual de 10% ainda em vigor. O desempenho reforça a dependência dos Estados Unidos do suco brasileiro.

    Já a União Europeia, tradicional principal destino, reduziu as compras em 8%. A queda foi influenciada pela menor demanda após os altos preços e problemas de qualidade observados na safra anterior.

  • Café sobe em NY com clima adverso no Brasil

    Café sobe em NY com clima adverso no Brasil

    O café avançou quase 3% nesta sexta-feira (12/9) na bolsa de Nova York. O movimento refletiu preocupações climáticas no Brasil e a valorização do real.

    Os contratos para dezembro subiram 2,78%, fechando a US$ 3,9685 por libra-peso. O arábica atingiu o maior nível em quatro meses. A alta foi impulsionada pela falta de chuvas nas regiões produtoras, às vésperas da floração dos cafezais.

    Algodão estável em Nova York

    O algodão registrou variação leve no mercado internacional. Os contratos para dezembro subiram 0,16%, a 66,83 centavos de dólar por libra-peso.

    O USDA elevou em 0,1% a projeção da safra americana, estimada agora em 2,88 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. As exportações ficaram em 2,61 milhões de toneladas. No cenário global, a previsão de colheita cresceu 0,9%, para 25,62 milhões de toneladas.

    Suco de laranja recupera parte das perdas

    Após queda de quase 5% na véspera, o suco de laranja voltou a subir. Os contratos para novembro avançaram 1,67%, fechando a US$ 2,4635 por libra-peso.

    Açúcar registra leve valorização

    O açúcar demerara também encerrou em alta. Os contratos para março de 2026 subiram 0,12%, cotados a 16,52 centavos de dólar por libra-peso.

    Cacau mantém volatilidade

    O cacau seguiu com forte oscilação em Nova York. Os contratos para dezembro recuaram 1,43%, para US$ 7.420 a tonelada.

  • Estoque de suco de laranja deve crescer em 2025/26

    Estoque de suco de laranja deve crescer em 2025/26

    Depois de quatro safras com estoque crítico, o setor de citros prevê melhora em 2025/26. Ou seja, os números indicam recuperação gradual. A CitrusBR informou que os estoques de suco (FCOJ) somaram 146,3 mil toneladas em 2024/25, alta de 25,3% sobre o ciclo anterior.

    Os pesquisadores do Cepea destacaram que, apesar do volume baixo, o resultado surpreendeu positivamente o mercado diante da escassez de fruta. A falta de laranja elevou preços a recordes históricos e dificultou à indústria produzir suco com ratio adequado.

    Agora, com o avanço da safra 2025/26, a entrada da laranja pera melhora a qualidade do suco. O Cepea projeta estoques próximos de 200 mil toneladas em junho/26. Portanto, se confirmada, será a primeira vez em cinco anos que o setor deixará o patamar crítico abaixo de 150 mil toneladas.

    Pesquisadores do Cepea alertam que a meta depende de três fatores. O consumo precisa retornar ao nível pré-2024/25. Além disso, o rendimento do suco deve manter a média das últimas cinco safras, de 278 caixas por tonelada de suco. A indústria também precisa processar ao menos 260 milhões de caixas de laranja para atingir a estimativa.

  • Estoque do suco de laranja brasileiro sobe 25%, aponta CitrusBR

    Estoque do suco de laranja brasileiro sobe 25%, aponta CitrusBR

    Os estoques globais de suco de laranja brasileiro, controlados pelas empresas associadas à CitrusBR, cresceram 25,4% em junho de 2025 em relação ao mesmo período anterior. O volume alcançou 146,3 mil toneladas de FCOJ equivalente a 66° Brix, contra 116,7 mil toneladas em 2024. Apesar do avanço, os números continuam entre os mais baixos da série histórica, reforçando o cenário de oferta restrita e pressionando o mercado internacional.

    Números da citricultura 2024/25

    • Estoques globais de FCOJ: 146,3 mil t (+25,4%)

    • Safra total: 230,9 milhões de caixas (–21,8%)

    • Processamento industrial: 194,8 milhões de caixas (–27,3%)

    • Produção de suco: 703,2 mil t de FCOJ (–21,8%)

    • Rendimento industrial: 276,9 caixas/t (+7,1%)

    Produção registra forte retração

    Esse movimento reflete a menor safra de laranja em mais de três décadas no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro, segundo o Fundecitrus. A safra 2024/25 encerrou com 230,9 milhões de caixas de 40,8 quilos, queda de 21,8% em relação às 307,2 milhões do ciclo anterior. A sequência de cinco anos de baixa produtividade ocorreu em meio a secas prolongadas e eventos climáticos severos, que comprometeram a colheita e reduziram os volumes disponíveis.

    Processamento industrial também cai

    O impacto atingiu o processamento industrial, já que o setor utilizou 194,8 milhões de caixas, 27,3% abaixo das 267,9 milhões processadas no ciclo anterior. Com menos fruta disponível, a produção total de suco recuou para 703,2 mil toneladas de FCOJ equivalente a 66° Brix em 2024/25, retração de 21,8% ante as 898,7 mil toneladas da safra anterior.

    Rendimento apresenta melhora

    Embora a produção tenha caído, a indústria registrou aumento na eficiência. Assim, em média, foram necessárias 276,9 caixas para produzir uma tonelada de FCOJ, contra 298,2 caixas em 2023/24. Além disso, esse avanço de 7,1% mostra que, mesmo com menos matéria-prima, o setor conseguiu extrair maior volume de suco por caixa processada. Dessa forma, a melhora atenuou parcialmente as perdas.

    Expectativas para 2025/26

    Na safra 2025/26, iniciada em maio, o Fundecitrus aponta que as floradas registradas em 2024 definiram a qualidade da fruta colhida até agora. A segunda florada, favorecida pelas chuvas de novembro e dezembro, deve sustentar a qualidade no segundo semestre. Entretanto, as condições climáticas sugerem maturação mais lenta e ratio (relação Brix/acidez) em patamares baixos, com expectativa de melhora apenas no último trimestre de 2025.

    Greening segue como ameaça

    O greening permanece como um dos maiores desafios da citricultura, elevando os custos de manejo e reduzindo a produtividade dos pomares. Sendo assim, a indústria mantém atenção redobrada para conter os impactos da doença, que compromete a oferta futura e pressiona a competitividade global do setor.