Tag: suco de laranja

  • Agronegócio garante superávit de US$ 4,3 bilhões na balança comercial de janeiro

    Agronegócio garante superávit de US$ 4,3 bilhões na balança comercial de janeiro

    A balança comercial brasileira iniciou 2026 com superávit de US$ 4,3 bilhões em janeiro, alta de 85,8% frente ao mesmo período de 2025. O agronegócio garantiu o resultado positivo ao registrar saldo de US$ 9,1 bilhões, enquanto os demais setores acumularam déficit de US$ 4,8 bilhões.

    As importações totais recuaram 9,8% na comparação anual, queda mais intensa que a retração de 1,0% das exportações. Essa combinação explica a expansão do superávit.

    As vendas externas do agronegócio somaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, recuo de 2,2% ante o mesmo mês de 2025. Apesar da queda generalizada em itens como café, suco de laranja e açúcar, a carne bovina in natura despontou como principal produto exportado. O segmento registrou alta de 42,5% e alcançou o maior valor da história para o mês.

    As exportações de bovinos vivos também bateram recorde histórico, com crescimento expressivo de 158,2%. O complexo soja, mesmo em período de entressafra, apresentou avanço significativo nas vendas externas.

    São Paulo tem déficit, mas agro paulista contribui com US$ 1,3 bi

    Em São Paulo, a balança comercial total fechou janeiro com déficit de US$ 2,2 bilhões, ampliando em 34,2% o saldo negativo em relação ao ano anterior. O agronegócio paulista, no entanto, reverteu parte desse resultado ao registrar superávit de US$ 1,3 bilhão.

    As exportações do agro do estado totalizaram US$ 1,84 bilhão no mês, retração de 16,6% na comparação anual. O complexo sucroalcooleiro e o setor citrícola puxaram a queda. Em contrapartida, a celulose apresentou crescimento de 57,9% nas vendas externas, alcançando US$ 261,2 milhões, o maior valor já registrado para o produto no estado.

    A carne bovina também avançou em São Paulo: as exportações de carne in natura cresceram 10,3%, enquanto a versão industrializada do produto registrou alta de 41,4%.

    Mercosul-UE: bloco europeu responde por 15% das exportações do agro

    O relatório analisou ainda o fluxo comercial entre Mercosul e União Europeia, em um mês marcado pela assinatura do acordo comercial entre os blocos. Em 2025, a União Europeia respondeu por 15% das exportações do agronegócio brasileiro e por 19% das importações do setor.

    São Paulo exportou US$ 4,1 bilhões em produtos do agro para o bloco europeu no ano passado, o equivalente a 14% do total vendido pelo estado. Suco de laranja e café lideraram os embarques paulistas para a região.

  • Empresa testa uso de biometano em caminhões e reforça estratégia de descarbonização

    Empresa testa uso de biometano em caminhões e reforça estratégia de descarbonização

    A Citrosuco iniciou testes com biometano para abastecer parte da sua frota de caminhões no transporte rodoviário de suco de laranja. O projeto-piloto, com duração de três meses, busca reduzir as emissões de CO₂ em até 80 toneladas durante o período de testes.

    Foto: Divulgação/Citrosuco

    Reconhecida como uma das maiores produtoras globais de suco de laranja e ingredientes cítricos, a companhia amplia seu portfólio de ações em sustentabilidade. Já em andamento, a estratégia inclui pilotos de eletrificação na logística terrestre e o uso do biobunker B24 no transporte marítimo. As iniciativas integram o plano de descarbonização da Citrosuco, alinhado aos Compromissos ESG 2030.

    O biometano é um gás natural renovável que pode reduzir até 99% das emissões de CO₂ quando comparado a combustíveis fósseis. A Citrosuco utilizará três caminhões movidos a gás, com autonomia de até 500 quilômetros por abastecimento. Os veículos circularão entre as unidades industriais e fazendas da empresa em Matão e Araras (SP), além de rotas até o terminal portuário de Santos (SP).

    “Seguimos com foco em promover eficiência, inovação e sustentabilidade em toda a cadeia de sucos e ingredientes da laranja. Ao testar o biometano, reafirmamos nosso compromisso com um impacto positivo para a sociedade e o planeta”, afirma Orlando Nastri, Head de ESG da Citrosuco.

    Parceria

    A ação conta com parceria das transportadoras Camargo e LZN, responsáveis pela operação dos caminhões e pela coleta de dados durante o período experimental. “Essa colaboração reforça nosso propósito de explorar alternativas viáveis em energia limpa e logística verde”, completa Mariana Marques Barreiro, coordenadora de Logística da companhia.

    Segundo estudos do setor sucroenergético, o Brasil importa mais de 30% do gás natural fóssil consumido. Especialistas afirmam que a substituição gradual por biometano pode reduzir essa dependência, fortalecer a matriz energética nacional e fomentar a economia de baixo carbono. Com investimentos e políticas de incentivo, o Estado de São Paulo desponta como uma das regiões com maior potencial de produção e consumo do combustível renovável.

  • Acordo Mercosul-UE pode impulsionar citros brasileiros

    Acordo Mercosul-UE pode impulsionar citros brasileiros

    O acordo Mercosul-União Europeia pode ampliar a competitividade do setor citrícola brasileiro no mercado europeu, avalia o Cepea. O pacto deve ser oficializado em 17 de janeiro e representa oportunidade de médio prazo para retomar vendas ao bloco europeu.

    O acordo prevê eliminação gradual de tarifas para o suco de laranja exportado pelo Brasil. Para o suco não concentrado (NFC), o prazo de isenção tarifária chega a quatro anos.

    Já o suco concentrado congelado (FCOJ) terá redução tarifária entre sete e dez anos. Além disso, o acordo inclui salvaguardas e mecanismos de monitoramento das exportações. Estimativas da CitrusBR indicam economia acumulada de cerca de US$ 320 milhões nos primeiros cinco anos.

    Segundo pesquisadores do Cepea, essa redução de custos pode favorecer a retomada dos embarques ao bloco europeu. Na safra 2025/26, as exportações brasileiras de suco de laranja seguem abaixo do registrado no ciclo anterior. Entre julho e dezembro de 2025, o Brasil exportou 423,26 mil toneladas de suco concentrado, em equivalente a 66° brix. O volume representa queda de 5,4% em relação ao mesmo período da safra 2024/25. Os dados são da Comex Stat, do MDIC, analisados pelo Cepea.

    Do total embarcado, 51,9% tiveram como destino os Estados Unidos. A União Europeia respondeu por 41,5% das exportações no período analisado. Essa participação ficou abaixo da registrada até a safra passada. Até então, o bloco europeu absorvia mais de 60% dos embarques brasileiros de suco de laranja.

  • Conheça a região que domina o mercado global de laranja

    Conheça a região que domina o mercado global de laranja

    O interior de São Paulo abriga o maior cinturão citrícola do planeta. Regiões como Ribeirão Preto, Araraquara, Bebedouro, Matão e Limeira produzem milhões de toneladas de laranja por safra e garantem ao Brasil o domínio do mercado global de suco.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    Pomares contínuos se estendem por quilômetros ao longo das estradas. Propriedades com estrutura de pequenas cidades operam frotas próprias, oficinas, centros de armazenamento, refeitórios e sistemas logísticos integrados.

    Cinturão citrícola responde por 70% do suco exportado no mundo

    O Cinturão Citrícola Paulista, que alcança também o Triângulo Mineiro, exporta mais de 70% do suco de laranja consumido globalmente. O produto chega aos mercados da Europa, Estados Unidos e Ásia como commodity estratégica.

    São Paulo estruturou essa cadeia produtiva ao longo da segunda metade do século XX. Clima favorável, solos adequados, tecnologia agrícola e proximidade com portos criaram condições ideais. Enquanto outros países focavam no consumo interno, o estado desenvolveu uma indústria completa voltada ao processamento.

    A maior parte da produção não chega às prateleiras como fruta fresca. As usinas de processamento transformam as laranjas em suco concentrado e congelado, produto de alto valor agregado com longa vida útil.

    Fazendas operam centenas de milhares de árvores. Colheita mecanizada ou semimecanizada, monitoramento climático, controle biológico de pragas e gestão de dados em tempo real integram o processo produtivo. Durante a safra, caminhões circulam continuamente, dia e noite, entre pomares e indústrias.

    Setor gera centenas de milhares de empregos

    O setor movimenta bilhões de reais anualmente e sustenta a economia de municípios inteiros no interior paulista. A citricultura define o ritmo do comércio e dos serviços em várias cidades, onde a arrecadação depende diretamente da laranja.

    Produtores enfrentam desafios constantes, especialmente o greening (HLB), doença considerada a maior ameaça à produção mundial de laranja. O combate exige monitoramento rigoroso, erradicação de plantas doentes e investimentos pesados em pesquisa.

    Poucos grupos controlam grande parte do processamento e da exportação de suco brasileiro. Essa concentração transforma o interior paulista em centro decisório do mercado global de laranja. Preços, contratos e volumes negociados na região influenciam diretamente o que consumidores encontram nos supermercados de outros continentes.

    Brasil controla cadeia estratégica do suco de laranja

    O país não apenas produz a fruta, mas domina etapas estratégicas da cadeia global. Enquanto muitos países exportam matéria-prima, São Paulo exporta produto processado, logística e padrão de qualidade.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    O copo de suco servido em Nova York, Berlim ou Tóquio provavelmente começou sua jornada em um pomar paulista. Esse percurso invisível aos consumidores explica por que a região se tornou o coração da produção mundial de suco de laranja.

  • Chocolate vai subir? Preço do cacau sobe em bolsa de Nova York

    Chocolate vai subir? Preço do cacau sobe em bolsa de Nova York

    A sequência de quedas do cacau em Nova York terminou nesta sexta-feira (28). Os preços reagiram com força, após revisão nas estimativas globais de oferta. Os contratos para março de 2026 subiram 8,07%. As negociações fecharam a US$ 5.504 por tonelada.

    O mercado reagiu imediatamente aos novos dados oficiais. A Organização Internacional do Cacau reduziu a projeção de superávit mundial. A estimativa para 2024/25 caiu de 142 mil para 49 mil toneladas. Além disso, a entidade revisou para baixo a produção global.

    Nova projeção de safra

    A nova projeção indica safra de 4,69 milhões de toneladas. Antes, o volume estimado era de 4,84 milhões.
    No entanto, analistas mantêm cautela para os próximos meses. O mercado ainda projeta pressão nos preços. Segundo o setor, a expectativa de alta produção em 2025/26 limita novas altas. Por isso, traders apostam em ajuste de preços no médio prazo.

    Açúcar e algodão sobem levemente

    O açúcar encerrou a sessão com valorização moderada. Os contratos para março subiram 0,46%, a 15,21 centavos de dólar por libra-peso.

    O algodão também fechou em alta, porém discreta. A cotação avançou 0,22%, para 64,71 centavos de dólar por libra-peso.

    Suco de laranja mantém sequência de ganhos

    O suco de laranja congelado e concentrado subiu pelo terceiro pregão seguido. Os contratos para janeiro avançaram 3,76%. As negociações fecharam a US$ 1,5605 por libra-peso. O mercado segue atento ao comportamento da demanda internacional.

     

  • Café dispara em Nova York com oferta limitada

    Café dispara em Nova York com oferta limitada

    O café arábica registrou forte valorização na bolsa de Nova York nesta terça-feira (18/11). Assim, os contratos futuros para março avançaram 2,95% e atingiram US$ 3,8770 por libra-peso.

    A commodity liderou os ganhos entre os produtos agrícolas negociados no mercado americano. Dessa forma, o aperto na oferta global continua pressionando as cotações do grão para cima.

    Suco de laranja interrompe sequência de perdas

    O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) encerrou série negativa em Nova York. Consequentemente, os contratos para janeiro subiram 1,70% e alcançaram US$ 1,5820 por libra-peso.

    A valorização representa alívio após seis pregões consecutivos de quedas no mercado americano.

    Cacau acumula sexta queda consecutiva no mercado

    O cacau, por outro lado, mantém trajetória negativa na bolsa nova-iorquina. Além disso, os contratos para março recuaram 0,15% e fecharam a US$ 5.428 por tonelada.

    A queda reflete as expectativas de safra recorde no oeste africano. Portanto, a região que fornece 70% do cacau mundial pressiona os preços internacionais.

    Açúcar demerara recua na bolsa americana

    O açúcar demerara operou em baixa na sessão de terça-feira em Nova York. Enquanto isso, os contratos para março caíram 0,68% e fecharam a 14,70 centavos por libra-peso.

    Algodão registra leve alta nos futuros

    O algodão em pluma apresentou ganhos moderados no mercado de Nova York. Por fim, os contratos para março avançaram 0,52% e encerraram a 64,39 centavos por libra-peso.

     

  • Boletim Agro em Campo: indústria de suco reduz compras

    Boletim Agro em Campo: indústria de suco reduz compras

    O Cepea informa que os embarques da safra 2025/26 do suco de laranja começaram abaixo do ritmo esperado. Segundo o centro de pesquisas, “a indústria segue com ritmo de compras reduzido”, apoiada por estoques altos e por um mercado externo ainda instável.

    O Cepea também observa que a concorrência internacional pressiona o setor e trava qualquer avanço mais claro nos preços da fruta destinada ao processamento.

    Milho

    O milho apresentou recuperação e voltou ao patamar registrado em junho, aponta o Cepea. A disponibilidade segue ajustada e compradores avaliam cenários mais restritos para os próximos meses.

    O câmbio reforça o movimento de exportação e reduz a oferta imediata ao mercado doméstico. De acordo com o Cepea, “a menor oferta de lotes de boa qualidade tem influenciado a dinâmica das negociações”.

    Ovos

    O mercado de ovos perdeu força. O Cepea informa aumento de produção e demanda interna estável, combinação que, assim, acaba gerando excesso de produto. As granjas ampliam estoques e, por isso, tentam ajustar o ritmo das vendas para evitar quedas adicionais. Enquanto isso, o ambiente de negociação segue lento.

    As exportações permanecem insuficientes para absorver o volume doméstico e, desse modo, mantêm os preços em um intervalo mais baixo.

    Resumo final

    • Indústria de suco reduz compras devido a estoques altos e embarques lentos, diz Cepea.

    • Milho recupera preços e retorna ao nível de junho com oferta limitada.

    • Ovos seguem pressionados pela produção elevada e procura estável.

  • Avanço do greening obriga citricultura brasileira a investir em inovação e manejo sustentável

    Avanço do greening obriga citricultura brasileira a investir em inovação e manejo sustentável

    O greening (HLB – Huanglongbing) já atinge 47,6% das laranjeiras no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais. O dado, divulgado pela Fundecitrus, reforça o alerta sobre a saúde dos pomares e a necessidade urgente de gestão eficaz.

    Esta doença é a maior ameaça à citricultura mundial. No Brasil, o maior produtor e exportador global de suco de laranja, a doença vai além do campo. Ela impacta diretamente a competitividade internacional e a segurança da cadeia de alimentos e bebidas.

    O caso dos Estados Unidos serve de exemplo preocupante. Na Flórida, o avanço do greening provocou o colapso da produção citrícola. Estima-se que a safra 2024/25 tenha apenas 12 milhões de caixas, segundo o USDA. Já o Brasil projeta mais de 300 milhões de caixas, conforme a Fundecitrus. O contraste evidencia a urgência de ações intensas.

    Produtores e indústrias brasileiras investem em monitoramento constante, controle do psilídeo-dos-citros e no desenvolvimento de soluções que unem produtividade e sustentabilidade.

    A doença também tem estimulado a migração de pomares para novas regiões, como Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Distrito Federal, formando o Cinturão Citrícola Expandido. Embora essa estratégia diminua a pressão da praga, especialistas alertam que a mudança não substitui o manejo integrado.

    Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, destaca: “Mudar de região não substitui o manejo integrado do HLB. É preciso vigilância contínua para garantir a sustentabilidade do setor”.

    A citricultura brasileira, responsável por mais de 70% das exportações mundiais de suco de laranja, enfrenta um momento decisivo. Para garantir oferta e qualidade, o setor precisa combinar inovação tecnológica, práticas regenerativas e trabalho conjunto entre produtores, governo e indústria. Só assim evitará repetir o cenário negativo da Flórida.

  • Tarifa dos EUA ameaça setor de suco de laranja

    Tarifa dos EUA ameaça setor de suco de laranja

    A nova tarifa imposta pelos Estados Unidos preocupa o setor citrícola e compromete a competitividade do suco brasileiro no exterior. Pesquisadores do Cepea alertam que a sobretaxa de 50% sobre o suco de laranja afeta toda a cadeia produtiva nacional.

    Brasil e Estados Unidos

    Em resumo, a medida adotada pelos norte-americanos desestabiliza esse fluxo comercial e ameaça a sustentabilidade da cadeia citrícola brasileira. Além disso, pressiona o mercado dos EUA, que depende fortemente do suco de laranja exportado pelo Brasil.

    Recuperação de safra

    A decisão ocorre em um momento de recuperação da safra paulista, o que amplia a oferta do produto no mercado. Ou seja, com mais laranjas disponíveis, somadas aos entraves comerciais, os estoques industriais devem crescer nos próximos meses. Portanto, esse cenário tende a provocar queda nas cotações internas, segundo os analistas do Cepea.

    É possível redirecionar o suco?

    O redirecionamento do suco destinado aos EUA para a Europa e o mercado interno pode agravar a situação. A entrada desse excedente nesses mercados deve pressionar os preços internacionais da commodity. Como efeito, toda a cadeia citrícola pode sentir o impacto da retração nas margens da indústria.

    A expectativa, no curto prazo, é de desequilíbrio nos estoques e redução nos lucros das empresas exportadoras.

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  • 50ª Expocitros celebra meio século de inovação e força da citricultura paulista

    50ª Expocitros celebra meio século de inovação e força da citricultura paulista

    A Expocitros, maior feira da América Latina dedicada ao setor citrícola, comemora 50 anos de história com uma edição especial. O evento está sendo realizado de 3 a 6 de junho em Cordeirópolis (SP). Em paralelo à 46ª Semana da Citricultura, o evento espera superar o recorde de público de 2024, recebendo mais de 10 mil participantes entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresários do agronegócio.

    Na abertura da Expocitros 2025, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo anunciou um edital para contratação de técnicos. São investimento de quase R$ 4 milhões para reforçar a fiscalização, sanidade e sustentabilidade da cadeia citrícola estadual. A medida complementa as ações da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) no combate ao greening, doença que ameaça a produção de citros no Brasil.

    Programação técnica e inovação

    Com mais de 70 expositores, a feira oferece uma programação robusta com painéis, palestras e eventos paralelos. Especialistas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC-APTA) e da CDA apresentam as últimas pesquisas, orientações de manejo e tecnologias para a citricultura. Um escritório móvel da CDA também estará disponível para atendimento direto aos produtores no local, facilitando o acesso a informações e suporte técnico.

    Sediada no Centro de Citricultura Sylvio Moreira do IAC, com mais de 90 anos de tradição, a Expocitros reforça a posição de São Paulo como maior produtor e exportador mundial de citros. O estado responde por cerca de 80% da produção nacional de laranja e 90% do suco processado no país. Segundo dados da CitrusBR, mais de 57 mil empregos diretos e indiretos foram gerados em São Paulo na safra 2023/2024, parte dos mais de 200 mil empregos no setor em todo o Brasil.

    Perspectivas para a safra 2025/2026

    O suco de laranja, principal produto do agronegócio paulista, foi responsável por 98,1% dos R$ 17,78 bilhões em exportações do setor em 2024. Para a próxima safra, há expectativa de crescimento expressivo. Estimativas do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) indicam que a colheita pode chegar a 314,6 milhões de caixas de 40,8 kg no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudeste de Minas Gerais. Um aumento de 36,2% em relação à safra anterior, que foi prejudicada por condições climáticas adversas e pela doença greening.

    A Expocitros 2025 também destaca o compromisso com a sustentabilidade, recebendo o Selo Evento Neutro, que certifica a compensação das emissões de carbono geradas durante a feira. Essa iniciativa reforça a preocupação do setor com práticas sustentáveis e a preservação ambiental.

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