Tag: suco de laranja

  • Tarifaço dos EUA: veja quais produtos brasileiros escaparam e quais serão taxados

    Tarifaço dos EUA: veja quais produtos brasileiros escaparam e quais serão taxados

    A nova tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros já está em vigor e provoca mudanças importantes para o agronegócio. Enquanto alguns setores perderam competitividade no mercado americano, outros conseguiram manter as exportações graças à ampliação da lista de isenções anunciada pelo governo de Donald Trump.

    Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os produtos que ficaram de fora da nova cobrança representam cerca de 63,5% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro aos Estados Unidos. Dessa forma, boa parte das vendas do setor continua preservada.

    Além disso, a decisão americana leva em consideração a dependência da indústria dos EUA de determinados insumos produzidos no Brasil. Conforme explicou a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, alguns produtos são considerados estratégicos para as cadeias produtivas norte-americanas e não possuem oferta suficiente no mercado interno.

    Apesar da importância dos Estados Unidos, o país perdeu espaço entre os principais compradores do agro brasileiro nos últimos meses. Entre janeiro e junho deste ano, o mercado americano respondeu por apenas 6% das exportações do setor. Em comparação, a China concentrou 35% das vendas, enquanto a União Europeia participou com 14%.

    De acordo com o Ministério da Agricultura, os Estados Unidos seguem como o terceiro principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. No entanto, as compras caíram 25,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Açúcar, etanol e frutas seguem entre os produtos tarifados

    Nem todos os segmentos conseguiram escapar da nova cobrança. Açúcar, etanol, frutas, máquinas agrícolas, parte dos pescados e o sebo bovino continuam sujeitos à tarifa adicional de 25%.

    No setor sucroenergético, a preocupação é maior entre os produtores do Nordeste. Como consequência, o governo federal publicou uma medida provisória para reduzir parte das perdas. O programa prevê uma subvenção de R$ 12 por tonelada de cana comercializada, beneficiando milhares de agricultores.

    Já o etanol também permaneceu na lista dos produtos taxados. Ainda assim, representantes do setor avaliam que os impactos tendem a ser limitados. Isso ocorre porque os Estados Unidos representam uma parcela relativamente pequena das exportações brasileiras do biocombustível.

    Na fruticultura, a situação também exige atenção. Uvas, melões e melancias terão aumento na carga tributária para entrar no mercado americano. Por isso, produtores e exportadores estudam novas estratégias comerciais e aceleram a busca por mercados alternativos.

    O setor de máquinas agrícolas também será afetado. Entretanto, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) acredita que os reflexos devem ser moderados, já que as exportações para os Estados Unidos representam uma fatia reduzida do faturamento da indústria.

    Entre os pescados, o filé de tilápia congelado permaneceu sujeito à cobrança, assim como lagostas vivas e algumas algas destinadas à alimentação humana.

    Além disso, o sebo bovino segue na lista dos produtos tributados. A Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) informou que continuará trabalhando para tentar reverter essa decisão junto às autoridades americanas.

    Café, carne bovina e suco de laranja estão entre os isentos

    Por outro lado, alguns dos principais produtos exportados pelo Brasil ficaram livres da nova tarifa. A decisão foi recebida com alívio por diferentes cadeias do agronegócio.

    O café está entre os maiores beneficiados. A ampliação da isenção incluiu também o café solúvel não aromatizado, fortalecendo a posição do Brasil como maior produtor e exportador mundial do produto.

    A carne bovina também escapou da cobrança adicional. Atualmente, os Estados Unidos enfrentam um período de baixa oferta de gado, fator que aumenta a necessidade de importações brasileiras para abastecer o mercado local.

    Outro destaque é o mel. O Brasil responde por aproximadamente 75% do fornecimento de mel orgânico consumido pelos americanos. Dessa maneira, a manutenção da isenção evita aumento de custos para consumidores e importadores dos Estados Unidos.

    Na piscicultura, parte dos pescados permaneceu isenta. Entre eles estão a tilápia inteira e o filé fresco de tilápia. Segundo entidades do setor, essa decisão pode impulsionar as exportações brasileiras nos próximos meses.

    O suco de laranja também ficou fora da nova tarifa. A isenção reflete a forte dependência do mercado americano da produção brasileira. Além disso, a citricultura da Flórida enfrenta dificuldades provocadas pelo greening, doença considerada uma das maiores ameaças aos pomares de laranja no mundo.

    Enquanto isso, os setores que permanecem sujeitos à tarifa acompanham as negociações entre Brasil e Estados Unidos. Ao mesmo tempo, produtores e exportadores buscam diversificar mercados e reduzir os impactos da nova política comercial sobre o agronegócio brasileiro.

  • Por que o Brasil exporta suco de laranja, mas quase não vende a fruta?

    Por que o Brasil exporta suco de laranja, mas quase não vende a fruta?

    O Brasil é líder mundial na produção e exportação de suco de laranja. Ainda assim, praticamente deixou de vender laranja de mesa para o exterior e, atualmente, chega a importar a fruta, principalmente do Egito.

    À primeira vista, a situação parece contraditória. No entanto, ela é resultado de decisões tomadas pelo setor citrícola ao longo de décadas e das mudanças no comportamento dos consumidores ao redor do mundo.

    O Brasil apostou no suco de laranja

    Durante muitos anos, a citricultura brasileira direcionou seus investimentos para abastecer a indústria de suco, segmento em que o país se tornou referência mundial.

    Hoje, aproximadamente 70% da produção nacional de laranja é destinada ao processamento industrial, enquanto apenas 30% abastece o mercado de fruta fresca.

    Essa estratégia trouxe resultados econômicos importantes, mas deixou o Brasil em segundo plano em um mercado que cresceu nos últimos anos: o da laranja de mesa.

    Segundo o presidente da CitrusBR, Ibiapaba Netto, o comércio internacional de frutas frescas movimenta cerca de 300 milhões de caixas por ano e continua em expansão.

    O problema não é falta de demanda. O mercado mudou, mas o Brasil permaneceu focado na indústria do suco”, resume.

    O mercado passou a preferir frutas frescas

    Enquanto o Brasil consolidava sua liderança no suco, consumidores de diversos países começaram a buscar frutas prontas para consumo.

    Ganharam espaço variedades que apresentam características como:

    • sabor mais doce;
    • ausência de sementes;
    • facilidade para descascar;
    • aparência mais uniforme;
    • maior valor agregado.

    Além das laranjas premium, mandarinas e tangerinas sem sementes passaram a ocupar um espaço cada vez maior nas prateleiras internacionais.

    Segundo a Associação Brasileira de Citros de Mesa (ABCM), diversos países investiram em novas variedades protegidas por royalties e desenvolvidas especificamente para esse mercado.

    O Brasil, por outro lado, continuou concentrado em cultivares voltadas para a indústria e para o consumo interno.

    Como o Egito virou um dos maiores exportadores de laranja

    O principal concorrente brasileiro nesse segmento é o Egito.

    Há cerca de duas décadas, o país tinha participação limitada nas exportações de laranja fresca. Hoje figura entre os maiores exportadores mundiais graças à combinação de fatores como:

    • clima favorável;
    • menor custo de produção;
    • incentivos governamentais;
    • abertura de novos mercados;
    • acordos fitossanitários.

    Enquanto isso, o Brasil enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, logística, infraestrutura portuária e crédito, fatores que reduzem sua competitividade na exportação da fruta in natura.

    Brasil passou de exportador a importador

    Os números mostram claramente essa mudança.

    Segundo a ABCM:

    • em 2010, o Brasil exportou cerca de 835 mil caixas de laranja de mesa;
    • para 2026, a previsão é de apenas 140 mil caixas exportadas;
    • no mesmo período, as importações devem atingir aproximadamente 1,3 milhão de caixas, principalmente vindas do Egito.

    Os dados mostram que o país perdeu espaço justamente em um mercado que continua crescendo no comércio internacional.

    Greening cria oportunidades, mas ainda não resolve o problema

    Outro fator que influencia a citricultura é o avanço do greening, considerada a principal doença dos citros no mundo.

    Por causa dela, regiões como Petrolina, no Vale do São Francisco, passaram a atrair novos investimentos por estarem fora da área mais afetada pela doença.

    Mesmo assim, especialistas afirmam que isso não garante competitividade internacional.

    Em áreas mais quentes, por exemplo, a casca da laranja tende a permanecer mais verde, enquanto compradores europeus preferem frutos com coloração alaranjada intensa.

    O desafio da citricultura brasileira

    O Brasil continua sendo uma potência mundial no mercado de suco de laranja. No entanto, recuperar espaço na exportação de fruta fresca exigirá investimentos em novas variedades, acordos comerciais, melhorias logísticas e estratégias voltadas às preferências do consumidor internacional.

    Sem essas mudanças, países como o Egito devem continuar ampliando sua participação em um mercado que cresce ano após ano.

  • Exportações de suco crescem, mas receita recua na safra

    Exportações de suco crescem, mas receita recua na safra

    As exportações brasileiras de suco de laranja cresceram na safra 2025/26. No entanto, a receita obtida com as vendas externas diminuiu.

    Segundo dados da Secex, o Brasil embarcou 806,7 mil toneladas de suco de laranja. O volume considera os produtos concentrado e fresco. Além disso, o total exportado ficou 4% acima do registrado na safra anterior, entre julho de 2025 e junho de 2026.

    Por outro lado, a receita das exportações caiu 27,3% no mesmo período. O faturamento recuou de US$ 3,48 bilhões para US$ 2,53 bilhões. De acordo com pesquisadores do Cepea, a queda ocorreu, principalmente, pela acomodação dos preços internacionais. Os valores haviam atingido níveis elevados na safra anterior.

    Mercado internacional opera com preços mais baixos

    Ainda segundo o Cepea, o encerramento da temporada mostra um cenário diferente dos últimos dois anos. O aumento das exportações para os Estados Unidos e a União Europeia indica maior demanda por NFC.

    Ao mesmo tempo, a forte redução da receita confirma um mercado internacional com preços mais baixos. Segundo os pesquisadores, esse movimento reflete a gradual normalização da oferta global de suco de laranja.

  • Tecnologia sustenta produtividade da citricultura diante do clima

    Tecnologia sustenta produtividade da citricultura diante do clima

    A busca por maior produtividade e qualidade tem levado os citricultores a ampliar o uso de tecnologias nutricionais nos pomares. Além disso, a necessidade de enfrentar períodos de estiagem, altas temperaturas e outros eventos climáticos extremos reforça a adoção de ferramentas que aumentam a eficiência do manejo e a resistência das plantas.

    O tema ganha relevância em um momento de desafios para a produção agrícola. Por isso, soluções como fertirrigação, bioinsumos e programas de nutrição balanceada passaram a ocupar espaço estratégico na citricultura brasileira.

    Segundo Bruno Dittrich, especialista agronômico da Yara Brasil, a produtividade dos pomares depende diretamente do fornecimento adequado de nutrientes ao longo de todo o ciclo produtivo.

    “Para obter maior produtividade e qualidade das frutas cítricas é preciso investir em uma combinação equilibrada de nutrientes. O produtor precisa trabalhar com soluções específicas para cada etapa de desenvolvimento da planta, desde o manejo do solo e desenvolvimento radicular até o enchimento final dos frutos”, afirma.

    De acordo com a empresa, programas nutricionais voltados especificamente para a cultura dos citros apresentam resultados expressivos quando o produtor adota um manejo técnico e integrado. Em áreas acompanhadas pela companhia, técnicos registraram ganhos médios de até 110 caixas por hectare.

    Brasil mantém liderança mundial

    O Brasil ocupa posição de destaque no mercado internacional de citros. Atualmente, o país responde por cerca de 30% da produção mundial de laranjas. Além disso, lidera as exportações globais de suco de laranja, concentrando aproximadamente 85% do comércio mundial do produto.

    Esse protagonismo resulta de décadas de investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico. Ao mesmo tempo, a integração entre produtores, empresas e instituições de pesquisa fortalece a competitividade do setor.

    Para especialistas, a manutenção dessa liderança depende da adoção contínua de tecnologias capazes de elevar a produtividade e melhorar a qualidade dos frutos. Dessa forma, a cadeia produtiva consegue atender às exigências dos mercados nacional e internacional.

    Clima exige manejo mais eficiente

    As mudanças climáticas também influenciam as decisões dentro das propriedades rurais. Ondas de calor, estiagens prolongadas e oscilações nas condições climáticas afetam diretamente o desenvolvimento dos pomares.

    Por isso, produtores têm buscado soluções que aumentem a tolerância das plantas aos chamados estresses abióticos. Entre elas estão tecnologias que combinam nutrição mineral, bioinsumos e ferramentas de monitoramento.

    “Hoje, a nutrição precisa ser tratada como um componente estratégico do manejo. As soluções integradas ajudam os citricultores a mitigar os efeitos da seca e das altas temperaturas, além de contribuir para a saúde e longevidade dos pomares”, explica Dittrich.

    Além disso, o fortalecimento do sistema radicular permite que as plantas aproveitem melhor a água e os nutrientes disponíveis no solo. Como resultado, os pomares conseguem manter o desenvolvimento mesmo durante períodos de maior estresse hídrico.

    Fertirrigação amplia eficiência no campo

    A fertirrigação também avança na citricultura brasileira. A técnica permite aplicar água e nutrientes ao mesmo tempo, de forma precisa e alinhada às necessidades da planta em cada fase do desenvolvimento.

    Dessa maneira, o produtor reduz perdas, melhora o aproveitamento dos fertilizantes e aumenta o controle sobre o manejo nutricional. Além disso, a tecnologia diminui a dependência da regularidade das chuvas, fator cada vez mais importante diante das alterações climáticas.

    Um estudo realizado pela Yara em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) identificou ganhos relevantes com o uso da fertirrigação em pomares cítricos. Segundo a empresa, a técnica elevou a produtividade em aproximadamente um terço e reduziu em cerca de 30% a incidência de podridão floral.

    Os pesquisadores também verificaram aumento da estrutura reprodutiva das plantas. Consequentemente, os pomares apresentaram maior potencial produtivo e melhor uniformidade dos frutos.

    Bioinsumos ganham espaço nos pomares

    Os bioinsumos também conquistam espaço na citricultura. Esses produtos contribuem para a fertilidade do solo e aumentam a eficiência no aproveitamento dos nutrientes pelas plantas.

    Além disso, a tecnologia fortalece o desenvolvimento vegetal e auxilia o produtor na busca por sistemas mais sustentáveis. Por esse motivo, especialistas apontam crescimento contínuo da utilização desses insumos nos próximos anos.

    A combinação entre nutrição equilibrada, fertirrigação, bioinsumos e agricultura de precisão deve ganhar ainda mais relevância. Assim, os produtores poderão enfrentar os desafios climáticos com maior eficiência, preservar a produtividade e manter a competitividade da citricultura brasileira.

  • Carne bovina, açaí e suco de laranja escapam de tarifa dos EUA

    Carne bovina, açaí e suco de laranja escapam de tarifa dos EUA

    O governo dos Estados Unidos propôs uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados do Brasil e de outros 59 países. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (3).

    A nova cobrança tem como base uma investigação sobre mercadorias supostamente produzidas com uso de trabalho forçado.

    Entenda o anúncio da medida

    A proposta surgiu um dia após os EUA anunciarem uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras. O governo norte-americano alegou práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país.

    Segundo o documento, trabalho forçado inclui qualquer serviço exigido sob ameaça e sem consentimento voluntário do trabalhador.

    As novas tarifas ainda não entram em vigor. Antes disso, o governo americano abrirá consulta pública e realizará audiências a partir de 7 de julho.

    A resolução prevê a cobrança sobre produtos dos países investigados. No entanto, uma lista com mais de 80 páginas traz diversas exceções.

    Isenção da tarifa de 12,5%

    Entre os produtos brasileiros isentos da tarifa adicional de 12,5% estão carne bovina, suco de laranja, tomate, castanha-do-pará, banana, abacaxi e manga. A lista também inclui café, exceto o solúvel, além de cevada e açaí.

    Por outro lado, produtos dispensados da nova tarifa, mas não da sobretaxa anterior, passarão a pagar 25%. Já os itens que não aparecem em nenhuma das listas de exclusão poderão enfrentar uma cobrança acumulada de 37,5%.

  • Citricultura brasileira ganha destaque na Expocitros 2026

    Citricultura brasileira ganha destaque na Expocitros 2026

    A abertura oficial da 51ª Expocitros e da 47ª Semana da Citricultura reuniu autoridades, pesquisadores, produtores e representantes do agronegócio brasileiro no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis, interior de São Paulo. O evento ocorre entre os dias 26 e 29 de maio de 2026 e conta com 89 expositores. Além disso, reforça o papel da pesquisa, da inovação e da integração da cadeia produtiva para o fortalecimento da citricultura nacional.

    Promovida no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, unidade de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Agronômico (IAC), a cerimônia começou com o hasteamento das bandeiras e a execução do Hino Nacional. O IAC integra a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

    Compuseram o palco o secretário estadual de Agricultura, Geraldo Melo Filho; a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad; o ex-ministro da Agricultura e embaixador especial da ONU para Agricultura e Alimentação, Roberto Rodrigues; o diretor da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios da APTA, Carlos Nabil Ghobril; o diretor-geral do Instituto Agronômico, Marcos Lândell; e o diretor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, Dirceu Mattos Junior.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Evento reforça integração da cadeia citrícola

    Durante o discurso inicial, o diretor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, Dirceu Mattos Junior, ressaltou a importância histórica da Expocitros para o setor.

    “Desde o nascimento, nunca foi apenas um evento, mas um sistema integrado de colaboração, em que reunimos essa cadeia de produção e tantos atores do agronegócio brasileiro. É o terceiro evento mais tradicional do Brasil. Continuamos existindo após 52 anos de sua criação e temos como propósito ser melhor que o ano anterior”, afirmou.

    Na sequência, o coordenador-geral do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Marcos Guimarães de Andrade Lândell, destacou a tradição da pesquisa paulista voltada à citricultura.

    “O Instituto Agronômico trabalha há muito tempo com citros, durante todo o século 20 e continuamos ainda mais forte no século 21. Quero parabenizar a todos os pesquisadores e técnicos que nos apoiam e se dedicam para que as coisas sejam realizadas com excelência para que pudéssemos ter uma citricultura tão forte como a que temos hoje”, declarou.

    A prefeita Cristina Saad afirmou que o município amplia sua presença no cenário nacional e internacional por meio da citricultura.

    “Cordeirópolis abre suas portas não só para o Brasil, mas para o mundo através do Centro de Citricultura da nossa cidade. É um orgulho e um prazer muito grande contribuir com tudo isso”, disse.

    Homenagens reconhecem trajetórias do agro

    A solenidade também contou com homenagens voltadas à pesquisa, ao trabalho social e à trajetória de profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da citricultura brasileira.

    Neste ano, a entidade social homenageada foi a Acesac (Ação Social e Educativa da Paróquia de Santo Antônio de Cordeirópolis). A presidente da instituição, Célia Aparecida Evangelista Avi, recebeu uma doação entregue por Afonso Nogueira Filho, diretor comercial da Luma Implementos Agrícolas.

    Outro destaque da cerimônia foi a entrega da Medalha do Mérito Científico Dom Pedro II ao ex-ministro Roberto Rodrigues. A honraria reconhece personalidades que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento científico e para o fortalecimento do Instituto Agronômico e do agro paulista.

    Roberto Rodrigues recebe homenagem na abertura da Expocitros 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Após receber a homenagem, Roberto Rodrigues fez um pronunciamento marcado pela emoção e por reflexões sobre o atual momento do país e do agronegócio brasileiro.

    “Eu tenho recebido algumas homenagens que muito me honram e me orgulham. Eu tenho amor pela agricultura, eu gosto de trabalhar com agricultura. Hoje é emoção pura, estou segurando as pontas aqui”, afirmou.

    O ex-ministro também destacou a ligação histórica com o Instituto Agronômico e com o setor citrícola paulista.

    “Vejo aqui diversas gerações, vejo alunos meus que se tornaram meus amigos, e estar aqui, na casa onde eu nasci, realmente me traz muita emoção”, declarou.

    Roberto Rodrigues alerta para momento de crise

    Ao comentar o cenário econômico e produtivo, Roberto Rodrigues avaliou que o agro atravessa um período desafiador. Ainda assim, reforçou confiança no futuro do setor.

    “Vivemos um momento complicadíssimo no Brasil, mas vai passar. É como um tsunami. O problema é quando a onda volta. Quem não estiver com raízes firmes vai embora com ela”, disse.

    Segundo ele, o cenário atual supera outras crises já enfrentadas pelo agronegócio brasileiro.

    “As crises passam, e essa, particularmente, é a maior que eu já vivi, pois não é uma crise nacional, fruto de problemas internos. É muito maior, mais grave e mais violenta, mas vai passar. O futuro é fantástico, portanto, fiquemos vivos”, afirmou.

    Além disso, o tradicional Dia do Citricultor homenageou José de Alencar Matta, produtor rural que construiu sua trajetória na citricultura a partir do trabalho familiar e da expansão das atividades agrícolas no interior paulista.

    O Prêmio GCONCI – Hall da Fama da Citricultura Brasileira foi entregue ao pesquisador Walter dos Santos Soares Filho. O agrônomo é referência nacional em melhoramento genético de citros e atua na Embrapa Mandioca e Fruticultura.

    Já o Prêmio Engenheiro Agrônomo Destaque da Citricultura reconheceu Hamilton Humberto Ramos, pesquisador científico do Instituto Agronômico, com atuação voltada à tecnologia e segurança na aplicação de defensivos agrícolas.

    Pesquisa e inovação ganham espaço no evento

    O Prêmio Centro de Citricultura 2026, com o tema “Inovação para o Futuro da Citricultura”, foi concedido ao AcaroLab, da UNESP/FCAV de Jaboticabal. O laboratório se destaca pelos trabalhos desenvolvidos em manejo integrado de ácaros e pesquisas relacionadas à leprose dos citros.

    Além disso, a programação apresentou resultados inéditos de pesquisas sobre os benefícios do consumo de suco de laranja para a saúde humana. O conteúdo foi exibido em vídeo institucional com participação dos pesquisadores da USP Franco Lajolo e Neuza Hassimotto.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Durante o encerramento da solenidade, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, destacou a importância econômica da citricultura brasileira e o papel estratégico da pesquisa para o avanço do setor.

    “Estar aqui hoje é uma honra, uma satisfação, pela importância do setor, pela importância dos produtores, pelo que a citricultura representa pro Brasil. Estar nesse solo tão fértil, com tanto conhecimento, tecnologia e solução que tanto contribuiu para o agro brasileiro”, afirmou.

    Segundo o secretário, o setor enfrenta um momento delicado, marcado por desafios econômicos e sanitários.

    “O setor como um todo está passando por um momento muito delicado, muito sensível. Produzir nesse momento de crise é algo desafiador, mas envolve pesquisa, tecnologia, acesso a mercado, preços internacionais, sanidade, principalmente contra o greening”, destacou.

    Governo paulista reforça apoio ao produtor

    Geraldo Melo Filho também reforçou a importância do apoio ao produtor rural.

    “O principal papel do Estado é o apoio ao produtor que está exposto a todos os riscos, estar ao lado desse produtor nos momentos de crise e de necessidade”, concluiu.

    Na sequência, a organização realizou o tradicional brinde de encerramento com suco de laranja.

    A 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura seguem até o dia 29 de maio com programação técnica, exposição de tecnologias, debates sobre inovação e apresentações voltadas ao fortalecimento da cadeia citrícola brasileira.

  • Citricultura ganha foco em inovação na Expocitros 2026

    Citricultura ganha foco em inovação na Expocitros 2026

    A 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura terão início oficial na manhã do dia 26 de maio de 2026, no Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, em Cordeirópolis (SP). Neste ano, a organização antecipou a cerimônia de abertura para o período da manhã, das 9h às 11h. Assim, autoridades, pesquisadores, produtores e representantes do agronegócio participarão do encontro que marca um dos principais eventos da citricultura mundial.

    A programação seguirá até o dia 29 de maio com debates voltados à inovação, sustentabilidade, sanidade vegetal e mercado internacional. Além disso, a organização pretende ampliar a presença de startups, empresas de tecnologia agrícola e soluções ligadas à gestão no campo.

    Durante a solenidade de abertura, o evento entregará homenagens e premiações tradicionais da cadeia citrícola. Entre os destaques aparecem o Prêmio Centro de Citricultura e o Prêmio GCONCI Hall da Fama da Citricultura Brasileira, que homenageará Walter dos Santos Soares Filho. O setor também reconhecerá Hamilton Humberto Ramos como Engenheiro Agrônomo Destaque da Citricultura. Já a homenagem ao Dia do Citricultor terá como representante José de Alencar Matta.

    A edição de 2026 ocorre em um cenário de transformação da cadeia produtiva. Atualmente, produtores enfrentam desafios ligados ao avanço do greening (HLB), da leprose e do aumento dos custos de produção. Ao mesmo tempo, o setor acelera investimentos em inteligência artificial, rastreabilidade, automação e agricultura de precisão para aumentar eficiência e competitividade.

    Programação técnica prioriza sanidade e eficiência

    No primeiro dia, os painéis abordarão sustentabilidade, pesquisa e inovação aplicada ao campo. Em seguida, na quarta-feira, 27 de maio, especialistas discutirão tecnologias voltadas à implantação de pomares e ao manejo fitossanitário. Os debates incluirão temas como pinta preta, leprose, podridão penduncular, resistência a fungicidas e controle de pragas.

    Na quinta-feira, 28, a programação concentrará discussões sobre eficiência produtiva. Fertilidade do solo, irrigação, fertilizantes e mudanças climáticas estarão entre os temas centrais do encontro. Já no período da tarde, o HLB ganhará destaque em análises sobre controle, prevenção e expansão da doença nos pomares brasileiros.

    Por outro lado, o encerramento do evento, na sexta-feira, 29, terá foco econômico e estratégico. Pesquisadores e representantes do mercado analisarão preços, exportações e os impactos do acordo Mercosul-União Europeia para a cadeia citrícola. Além disso, especialistas debaterão o papel do suco de laranja na alimentação e na saúde.

    Segundo o diretor do Centro de Citricultura, Dirceu Mattos Jr., a programação reflete o atual momento vivido pela cadeia produtiva. “A edição de 2026 deve aprofundar debates sobre greening, inovação tecnológica, bioinsumos, sustentabilidade e gestão, refletindo exatamente o momento vivido pela citricultura brasileira”, afirma.

    Evento amplia espaço para jovens e tecnologia

    A Expocitros chega à 51ª edição consolidada como um ambiente estratégico de conexão entre ciência, negócios e planejamento. Em 2025, o encontro reuniu mais de 12 mil visitantes e cerca de 90 empresas expositoras. Agora, a expectativa da organização é ampliar a participação de jovens produtores, cooperativas, indústrias e empresas de tecnologia agrícola.

    A safra brasileira de laranja 2025/2026 encerrou com 293 milhões de caixas produzidas. No mercado internacional, o Brasil mantém liderança e responde por aproximadamente 70% a 75% das exportações globais de suco de laranja.

    Diante desse cenário, sustentabilidade, energia renovável e conservação de recursos naturais seguirão entre os principais temas do evento. Dessa forma, a Expocitros 2026 pretende fortalecer discussões sobre competitividade, inovação e futuro da citricultura brasileira.

  • Dia Mundial do Suco de Laranja: por que o Brasil domina o mercado global do cítrico

    Dia Mundial do Suco de Laranja: por que o Brasil domina o mercado global do cítrico

    No Dia Mundial do Suco de Laranja, celebrado em 4 de maio, o Brasil confirma sua posição de maior produtor e exportador do produto no planeta. O país responde por cerca de 75% do comércio global da bebida, o que significa que três em cada quatro copos de suco de laranja consumidos no mundo saem daqui.

    A magnitude desse número vai além das prateleiras dos supermercados. A cadeia citrícola brasileira gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos. E movimenta uma rede logística que conecta pomares do interior paulista a consumidores em mais de 100 países.

    O Brasil no topo: uma liderança construída no campo

    O Brasil ocupa o primeiro lugar na produção mundial de laranja há décadas. O estado de São Paulo concentra cerca de 80% da produção nacional, liderado pela região conhecida como Cinturão Citrícola, que vai do sul da capital até o norte do Paraná. Em segundo lugar na produção global aparecem os Estados Unidos, especialmente a Flórida, seguidos por países como México, China e Espanha.

    Internamente, os maiores produtores brasileiros operam integrados a grandes grupos agroindustriais que controlam desde o cultivo até o processamento e a exportação. Entre as empresas de maior destaque no setor está a Citrosuco, com sede em Brasil e operações nas Américas, Europa, Ásia e Oceania, posicionada como uma das maiores produtoras de suco e ingredientes cítricos do planeta.

    Inovação, mercados emergentes e o novo perfil do consumidor

    Além dos mercados tradicionais da Europa e dos Estados Unidos, a demanda por suco de laranja cresce em países emergentes. Esse movimento impulsiona investimentos em inovação, tecnologia e logística por parte das empresas do setor.

    A Citrosuco exemplifica essa tendência. O portfólio da empresa vai muito além do suco convencional e inclui NFC (not from concentrate), óleos essenciais, d-limoneno, fibras e ingredientes de alto valor agregado desenvolvidos pela Evera, braço de inovação da companhia. O processo industrial garante o aproveitamento integral de cada laranja, da casca à polpa.

    Sustentabilidade como diferencial competitivo

    A data também coloca em evidência o compromisso do setor com a produção responsável. A Citrosuco estabeleceu metas socioambientais ambiciosas, avança em agricultura regenerativa e lidera iniciativas de eficiência energética. A empresa foi a primeira do agronegócio a gerar, emitir e comercializar soluções climáticas, um marco no setor.

    Esse movimento reflete uma transformação mais ampla na citricultura brasileira, que busca equilibrar escala produtiva com critérios rigorosos de saúde, segurança e impacto ambiental.

    Com projeção global consolidada e demanda crescente em novos mercados, a citricultura brasileira entra no Dia Mundial do Suco de Laranja com perspectivas positivas. O desafio agora está em manter a liderança por meio de práticas cada vez mais sustentáveis, eficientes e alinhadas ao que o consumidor global busca: alimentos naturais, rastreáveis e produzidos com responsabilidade.

  • O país que domina o suco de laranja enfrenta um problema silencioso

    O país que domina o suco de laranja enfrenta um problema silencioso

    O Brasil consolidou sua posição como o maior produtor de laranja do mundo e líder absoluto na exportação de suco da fruta. Atualmente, o país responde por cerca de 34% a 35% da produção global e concentra até 80% do comércio internacional de suco de laranja.

    Esse protagonismo transforma a citricultura em um dos pilares do agronegócio nacional. Ao todo, o setor movimenta aproximadamente US$ 14 bilhões por ano e gera cerca de US$ 2 bilhões em exportações.

    Além disso, a produção brasileira abastece mercados estratégicos, como Estados Unidos e União Europeia, que concentram a maior parte da demanda internacional.

    Cinturão citrícola concentra força produtiva

    A produção de laranja no Brasil se concentra principalmente no chamado cinturão citrícola, que abrange o estado de São Paulo e o Triângulo Mineiro.

    São Paulo, sozinho, responde por cerca de 74,6% da produção nacional. A região reúne condições climáticas favoráveis, tecnologia avançada e alta produtividade.

    Na safra 2025/26, a produtividade média estimada chega a 808 caixas por hectare, com destaque para regiões como o sudoeste paulista, onde os índices são ainda mais elevados.

    Exportações impulsionam o setor

    Grande parte da produção brasileira não vai diretamente para o consumo in natura.

    Mais de 90% das laranjas colhidas no país são destinadas à indústria de suco. Esse produto segue principalmente para o mercado externo, consolidando o Brasil como peça-chave no abastecimento global.

    Em 2026, por exemplo, a demanda da União Europeia voltou a crescer, com alta expressiva nas importações. Esse movimento ajudou a sustentar o desempenho do setor mesmo diante de desafios internos.

    Greening avança e acende alerta no campo

    Apesar da liderança global, o setor enfrenta uma ameaça crescente: o avanço do greening, considerada a doença mais destrutiva da citricultura mundial.

    Sem cura conhecida, a praga já atinge cerca de 48% dos pomares no cinturão citrícola. Esse cenário compromete a produtividade e eleva os custos de produção.

    Outro fator que desafia o setor é o clima. Eventos como secas prolongadas e ondas de calor têm impactado diretamente a produção. A safra 2024/25, por exemplo, foi uma das menores das últimas décadas, refletindo condições climáticas adversas.

    Embora haja recuperação prevista para 2025/26, o cenário ainda exige atenção. A irregularidade das chuvas continua sendo um dos principais riscos para a produtividade.

    Custos sobem, mas Brasil segue competitivo

    Mesmo com aumento nos custos, especialmente com mão de obra e manejo, o Brasil mantém vantagem competitiva no mercado global.

    A produtividade nacional ainda supera a de concorrentes importantes, como os Estados Unidos. Isso garante ao país uma posição estratégica no comércio internacional.

    Além disso, o setor segue investindo em tecnologia para manter eficiência e reduzir perdas.

    Um gigante sob pressão

    O Brasil segue como potência global da laranja. No entanto, o cenário atual mostra que essa liderança não está garantida sem desafios.

    Entre oportunidades e ameaças, o setor vive um momento decisivo. A capacidade de adaptação será determinante para manter o país no topo da citricultura mundial.

  • Dia Mundial da Agricultura: Brasil bate recordes no agronegócio

    Dia Mundial da Agricultura: Brasil bate recordes no agronegócio

    O Brasil consolidou sua posição como uma das maiores potências agrícolas do mundo. Em 2025, o agronegócio brasileiro registrou US$ 169,2 bilhões em exportações, respondendo por 48,5% de tudo que o país vendeu ao exterior, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI). Os números foram divulgados nesta sexta-feira (20), data em que o mundo celebra o Dia Mundial da Agricultura.

    A Secretaria de Política Agrícola (SPA) estima que a produção brasileira de grãos na safra 2025/26 chegará a 353,4 milhões de toneladas, o maior volume da história do país. Com isso, o Brasil abastece hoje cerca de 10% da população mundial, distribuída pelos cinco continentes.

    Entre os produtos de maior impacto no mercado global estão soja, milho, açúcar, algodão e suco de laranja. No café, a liderança é absoluta: o Brasil é o maior produtor e exportador mundial, com exportações anuais de aproximadamente 40 milhões de sacas. Algo próximo a 35% de todo o consumo global.

    Política e investimento

    O Plano Safra 2025/2026 destinou R$ 516 bilhões ao setor agropecuário, o maior volume já registrado. Entre os principais instrumentos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estão a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o crédito rural, o incentivo à abertura de novos mercados e o fomento a práticas de baixa emissão de carbono.

    “O Brasil reúne capacidade produtiva, inovação e sustentabilidade para seguir como um dos principais fornecedores de alimentos do mundo”, afirmou o ministro Carlos Fávaro.

    Ciência, defesa e rastreabilidade

    Pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foram decisivas para o desenvolvimento de uma agricultura tropical de alta produtividade e competitividade. Já o sistema de defesa agropecuária, coordenado pelo Mapa, assegura a qualidade e a inocuidade dos produtos por meio de rastreabilidade, monitoramento de resíduos e fiscalização contínua ao longo de toda a cadeia produtiva, garantia tanto para o consumidor interno quanto para os mercados internacionais.