Tag: Senar

  • Conacarne reforça protagonismo da pecuária de corte

    Conacarne reforça protagonismo da pecuária de corte

    Produtores rurais de várias regiões do país destacaram a importância do Conacarne, realizado em Belo Horizonte, nos dias 18 e 19 de setembro. O evento reuniu 1,5 mil participantes no Expominas e consolidou-se como espaço estratégico de debate para a pecuária de corte brasileira.

    O Sistema CNA/Senar e a Faemg organizaram o congresso, que contou com apoio da ABCZ. Sindicatos rurais, federações estaduais, especialistas, autoridades e diretores do Sistema CNA/Senar também marcaram presença nos dois dias de atividades.

    Produtores valorizam debates e conexões

    Os produtores avaliaram que o Conacarne se destacou pela programação, pelos temas atuais e pela valorização do trabalho no campo. Muitos ressaltaram o impacto positivo do encontro para aproximar o setor rural da sociedade.

    O pecuarista Rodrigo Shimura, de Passos (MG), afirmou que as palestras trouxeram informações práticas para agregar valor à carne brasileira. “Saio daqui motivado com o conhecimento transmitido de forma objetiva e clara”, disse.

    Para Samir Nicolau, de São Luís (MA), a programação ofereceu visão “além da porteira”. Ele destacou a abordagem sobre tendências de consumo e demandas da indústria frigorífica.

    O presidente do Sindicato Rural de Marajoara (MT), Jorge Mariano, reforçou que o congresso deu mais clareza ao cenário mundial da pecuária. “Mesmo com instabilidades, vimos que estamos no caminho certo”, avaliou.

    De Carmo do Cajuru (MG), o produtor José Eustáquio Oliveira elogiou a relevância do encontro. “É a primeira edição e já trouxe discussões essenciais para o setor”, afirmou.

    Adauto Valamiel, presidente do Sindicato Rural de Ipatinga Vale do Aço (MG), destacou a valorização do produtor. “O evento trouxe conhecimento, integração e um momento de confraternização para todos nós”, disse.

    CNA reforça foco em qualidade

    Para o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, o congresso reforçou que o Brasil tem potencial de ampliar ainda mais sua pecuária. Ele destacou que há espaço para avanços na produção, no relacionamento com frigoríficos e na parceria com chefs de gastronomia.
    Bruno também enfatizou que o Sistema CNA está comprometido em estimular os produtores a investir na qualidade da carne bovina brasileira.

     

  • Senar impulsiona produção de banana e melhora renda de produtores

    Senar impulsiona produção de banana e melhora renda de produtores

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) tem fortalecido a produção de banana no Brasil por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Ou seja, a iniciativa beneficia pequenos produtores, responsáveis por 98% das unidades atendidas pelo programa.

    A banana é a fruta fresca mais consumida no país, com um consumo médio de 25 kg por pessoa ao ano. Portanto, para atender essa demanda, o Senar oferece suporte técnico, promovendo ganhos em produtividade e renda.

    Qualidade da fruta

    Entre 2018 e 2024, a ATeG garantiu a produção de 217,5 mil toneladas de banana com qualidade diferenciada. Além disso, o programa também elevou a renda de 2.551 famílias produtoras, proporcionando maior estabilidade econômica ao setor. Em resumo, os agricultores assistidos alcançaram uma produtividade média de 15,85 toneladas por hectare, superando a média nacional em cerca de uma tonelada por hectare.

    Ao mesmo tempo, a melhoria na gestão da produção também trouxe impactos financeiros. Enquanto outras regiões registraram aumento de 11,45% nos custos, os produtores acompanhados reduziram as despesas de custeio em 0,89%, tornando a atividade mais competitiva e sustentável.

    Resultados da qualificação do Senar

    O bananicultor Gleder Luiz Teixeira, da Estância São Francisco, em Tangará da Serra (MT), viu sua produção crescer com a ATeG. Desde 2020, sob orientação do engenheiro agrônomo Leandro Raphael Fachi, ele ampliou sua área plantada e multiplicou a produção.

    “A assistência do Senar fez toda a diferença. Quando comecei, tinha três a quatro mil covas de banana. Com o suporte técnico, expandi para oito mil, dobrando a área e quadruplicando a produção. As recomendações sobre manejo, administração, adubação e controle de pragas foram fundamentais”, destaca o produtor.

    Antes voltada ao arrendamento para soja, a propriedade agora se destaca no cultivo da banana-da-terra-anã. A decisão de investir na bananicultura surgiu após testes com um pequeno pomar irrigado em 2017. O resultado positivo incentivou a expansão da produção em escala comercial a partir de 2018.

    Segundo o coordenador técnico da ATeG, Adriano Araújo Pontes, a assistência técnica tem sido essencial para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

    “A ATeG promove atendimentos com metodologia própria. O modelo do Senar prevê acompanhamento mensal das propriedades por 24 meses, com foco na melhoria dos processos produtivos, no ótimo econômico e no desenvolvimento social da família rural. Esse suporte garante mais sustentabilidade à produção”, explica Pontes.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Safra brasileira de soja pode chegar a 173 milhões de toneladas em 2025/26
    + Agro em Campo: Embrapa desenvolve tecnologia inédita para mapear viveiros de peixes

     

  • SENAR oferece curso gratuito de Boas Práticas Agrícolas

    SENAR oferece curso gratuito de Boas Práticas Agrícolas

    No Dia Mundial da Agricultura, celebrado em 20 de março, o SENAR, em parceria com a Syngenta, lançou um curso online gratuito sobre “Boas Práticas Agrícolas”. Com carga horária de 30 horas, o treinamento busca capacitar agricultores e profissionais do campo na implementação de técnicas agrícolas sustentáveis. E que preservem a biodiversidade, conservem o solo e promovam o manejo eficiente da água. O curso está disponível na plataforma Aplica Certo, da Syngenta.

    Dividido em cinco módulos, o curso aborda temas como plantio direto, rotação de culturas, manejo integrado de pragas (MIP) e sistemas agroflorestais. Além disso, os participantes terão acesso a conteúdos sobre políticas públicas e incentivos econômicos relacionados à conservação da biodiversidade. Como por exemplo, o Código Florestal, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a Regulação Europeia de Desmatamento (EUDR).

    “Acreditamos que a preservação da biodiversidade é fundamental para o futuro da agricultura. Com este curso, queremos fornecer aos produtores rurais as ferramentas e o conhecimento necessários para implementar boas práticas agronômicas que aliem sustentabilidade e produtividade”, afirma Natália Vasconcelos, Gerente de Sustentabilidade da Syngenta.

    Benefícios para os participantes

    Ao final do curso, espera-se que os participantes compreendam a importância da biodiversidade para a resiliência agrícola. E adotem práticas regenerativas para restaurar a saúde do solo. Entre os tópicos abordados estão estratégias para proteger polinizadores, criar habitats adequados e implementar corredores ecológicos. Os participantes também receberão a Certificação LIFE de Negócios e Biodiversidade, um reconhecimento que agrega valor às empresas comprometidas com a conservação ambiental.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Femagri 2025 bate recorde e recebe 27,7 mil cafeicultores em dois dias
    + Agro em Campo: Conheça a “Marca de Champagne Mais Admirada” pelo 6º ano consecutivo

  • Capacitação de jovens: a chave para o futuro do agronegócio

    Capacitação de jovens: a chave para o futuro do agronegócio

    A capacitação de jovens pode ser fundamental para o sucesso e a sustentabilidade do agronegócio no Brasil. Durante a 35ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada em Capão do Leão (RS) no dia 20 de fevereiro, a presidente do Instituto Cooperconecta, Raquel Taschetto, destacou a importância da formação profissional para a nova geração de trabalhadores rurais.

    Raquel abriu o evento refletindo sobre os desafios enfrentados pelos produtores rurais, que lidam com a falta de mão de obra qualificada e precisam desempenhar múltiplas funções dentro das propriedades. “Nossa missão é unir esforços com a geração Z, jovens entre 18 e 24 anos, que têm uma capacidade maior de absorver novas tecnologias”, afirmou. Ela acredita que, com a capacitação adequada, esses jovens podem impulsionar o crescimento do agronegócio.

    A presidente também ressaltou que é crucial quebrar paradigmas. Além de oferecer oportunidades para os jovens, uma vez que “jovens parados não contribuem para o crescimento do país”. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 36% dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos não estão trabalhando nem estudando. Esse é um cenário preocupante que impacta diretamente o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

    Projeto oferece treinamento

    Para enfrentar essa realidade, o Instituto Cooperconecta, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), está implementando um projeto voltado para jovens que concluíram o Ensino Médio e estão sem perspectivas profissionais. O programa oferece treinamento ao longo de cinco meses, incluindo coaching, acompanhamento psicológico, educação financeira e cursos práticos em pecuária, agricultura e fruticultura. Raquel destacou que quase 100% dos participantes conseguem emprego após a qualificação.

    Mônia de Almeida Schluter, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí e gestora da Agroplan, enfatizou durante o painel que a mobilização da sociedade civil é essencial para o sucesso do projeto. “Através das anuidades pagas pelas empresas associadas, o Instituto consegue continuar capacitando mais jovens para o trabalho no campo”, concluiu.

    A Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é promovida pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). E conta com parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Senar. O evento tem como tema “Produção de Alimentos no Pampa Gaúcho – Uma Visão de Futuro”. Para mais informações, acesse colheitadoarroz.com.br.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Caruru ameaça lavouras de soja no Sul do Brasil
    + Agro em Campo: Tesouro suspende novos financiamentos no Plano Safra

  • Apoio ao produtor – CNA debate a isenção de tributos sobre defensivos agrícolas

    Apoio ao produtor – CNA debate a isenção de tributos sobre defensivos agrícolas

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) para debater a isenção de tributos sobre defensivos agrícolas, em resposta à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5553.

    O caso, relatado pelo ministro Edson Fachin, questiona a validade de regras que reduzem em 60% a base de cálculo do ICMS sobre agrotóxicos. E estabelecem alíquota zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns desses produtos.

    Durante a audiência, Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, destacou a importância da capacitação e assistência técnica para os produtores rurais no uso seguro e eficiente de defensivos. Ele enfatizou que qualquer medida que retire os benefícios tributários pode resultar em aumento nos preços dos alimentos, impactando especialmente os pequenos produtores. “O produtor rural é usuário dos agroquímicos e não teria problema em substituir essa tecnologia, caso a pesquisa avance”, afirmou Lucchi.

    Senar e a capacitação dos agricultores

    Lucchi também mencionou o papel do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) na capacitação dos agricultores. E ressaltou que a educação é fundamental para corrigir possíveis problemas na utilização desses produtos. Ele lembrou que a reforma tributária aprovada recentemente introduziu uma alíquota diferenciada para o setor agropecuário, com um desconto significativo.

    “Com a regulamentação do Projeto de Lei Complementar 68/2024, já foi aprovada na Câmara a lista de insumos agropecuários com a inclusão dos defensivos agrícolas”, completou o diretor da CNA. Ele argumentou que outros países adotam tributação reduzida para pesticidas devido à sua importância na produção de alimentos e na segurança alimentar.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: JBS e Masterboi suspendem fornecimento para Carrefour e Atacadão
    + Agro em Campo: Farelo de mamona pode revolucionar alimentação de bovinos

    Lucchi finalizou sua fala ressaltando que não é aumentando o custo dos defensivos que se estimulará o uso de alternativas biológicas. “Os produtores já fazem isso naturalmente porque é uma tecnologia que dá certo. Temos que investir em pesquisa e orientação técnica ao produtor”, concluiu.

    A ADI 5553 foi proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), questionando as regras do Convênio 100/1997 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e sua relação com a legislação tributária vigente. A discussão sobre a isenção de tributos para defensivos agrícolas continua a ser um tema relevante no debate sobre a política agrícola brasileira e suas implicações econômicas.