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  • FAESP amplia atuação na Agrishow e reforça apoio ao produtor

    FAESP amplia atuação na Agrishow e reforça apoio ao produtor

    A 31ª Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP), encerrou a edição com R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios e público de 197 mil visitantes. Nesse contexto, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) ampliou sua atuação na feira. A entidade priorizou o produtor rural e promoveu capacitação, articulação institucional e iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor.

    Segundo o presidente da FAESP, Tirso Meirelles, a feira manteve sua relevância. Além disso, consolidou-se como vitrine tecnológica e espaço de conexão no agronegócio. “A Agrishow é uma feira estratégica para o setor. Nela, inovação e tecnologia se encontram com o produtor rural. É também um ambiente essencial para apresentar iniciativas que contribuam para a evolução do agro paulista”, afirmou.

    Durante os cinco dias de evento, a entidade mobilizou mais de 10 mil produtores rurais paulistas. Eles participaram por meio de 160 caravanas organizadas. Ao mesmo tempo, a FAESP integrou agendas institucionais relevantes. Entre elas, esteve a assinatura de protocolos com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e com a Embrapa. Assim, as parcerias reforçam ações voltadas à produção sustentável, à capacitação e ao desenvolvimento rural.

    Tirso Meirelles, presidente da FAESP – Foto: Divulgação/ FAESP

    Saúde e protagonismo feminino ganham espaço

    Nesta edição, uma das novidades foi a estreia do espaço “Agrishow pra Elas”. A iniciativa foi conduzida pela Comissão Semeadoras do Agro, presidida por Juliana Farah. Dessa forma, a estrutura levou atendimento voltado à saúde das mulheres do campo.

    Ao longo da feira, foram realizados mais de quatro mil atendimentos. Entre os serviços, estavam testes de glicemia, aferição de pressão arterial e exames de bioimpedância. As ações ocorreram por meio do programa “Semear é Cuidar”. Além disso, cerca de mil mulheres participaram das atividades no espaço exclusivo. Elas também estiveram presentes no 4º Mulheres em Ação. O evento reuniu produtoras rurais e lideranças. O objetivo foi discutir capacitação e protagonismo feminino no agro.

    Nos últimos quatro anos, a Comissão Semeadoras do Agro ampliou sua atuação. O número de eventos passou de 29, em 2022, para 140, em 2025. Da mesma forma, a presença territorial cresceu. Os municípios atendidos avançaram de 22 para 109. Consequentemente, o público também aumentou. O total de participantes saltou de 2.500 para 12 mil pessoas.

    Foto: Divulgação/ FAESP

    Formação de jovens e estímulo ao empreendedorismo

    Outro destaque da participação da FAESP foi o Programa Jovem Empreendedor do Agro, desenvolvido pelo SENAR. A iniciativa reuniu cerca de mil jovens. Eles vieram de mais de 30 sindicatos rurais. O programa foca na formação de lideranças. Além disso, promove capacitação em gestão, inovação e planejamento de negócios.

    No campo do empreendedorismo, a parceria entre FAESP/SENAR e Sebrae também teve relevância. Mais de 50 empreendedores e pequenos produtores participaram de um estande dedicado. Nesse espaço, eles expuseram produtos próprios ao público. Com isso, ampliaram oportunidades de mercado. Também fortaleceram suas marcas e acessaram novos canais de comercialização.

    Cultura e conexão com o público

    Além das atividades técnicas, o estande da FAESP contou com atrações culturais. Influenciadores digitais ligados ao agro participaram da programação. O cantor e ator Lucas Lucco também marcou presença. Ao mesmo tempo, o violeiro Altieris Santana realizou apresentações diárias. Ele atua como instrutor do SENAR no interior paulista.

    Assim, a combinação entre conteúdo técnico, serviços e entretenimento ampliou o alcance da entidade. A participação na Agrishow reforçou o papel da FAESP. A atuação integrou produtores, instituições e mercado. Além disso, evidenciou a busca por soluções práticas e estímulo à inovação no campo.

  • Açaí ganha crédito e venda garantida no Pará

    Açaí ganha crédito e venda garantida no Pará

    Produtores de açaí no Pará passaram a contar com um novo modelo de apoio que promete mudar a dinâmica da produção no campo.

    O Projeto de Integração da Cadeia do Açaí foi lançado na última semana, em Belém, com foco na organização produtiva, capacitação e aumento da renda no campo. A iniciativa busca, ao mesmo tempo, fortalecer a atividade e estimular o desenvolvimento sustentável na região.

    O programa de fomento, idealizado pela Polpanorte, prevê a integração dos diferentes elos da cadeia, do campo à indústria. Além disso, reúne apoio de instituições como Banco do Brasil, SENAR, FAEPA e Embrapa.

    Com isso, produtores passam a contar com acesso a crédito, assistência técnica e garantia de compra da produção, o que cria um ambiente mais previsível para quem atua na base da cadeia.

    Crédito e orientação no campo

    Um dos principais avanços está no acesso facilitado a financiamento. Dessa forma, produtores conseguem investir no plantio, melhorar a estrutura da propriedade e ampliar a produção.

    Além disso, o acompanhamento técnico ajuda a corrigir falhas no manejo e aumentar a produtividade. Ao mesmo tempo, esse suporte contínuo permite decisões mais seguras ao longo do ciclo produtivo.

    Garantia de venda reduz riscos

    Outro ponto central é a garantia de compra da produção. Na prática, o produtor passa a ter mais segurança e, assim, reduz a exposição às oscilações de preço.

    Além disso, evita dificuldades na comercialização, o que torna a atividade mais estável. Dessa maneira, a previsibilidade aumenta e impacta diretamente a renda no campo.

    Cadeia produtiva mais organizada

    Além de apoiar o produtor individual, o modelo também busca organizar toda a cadeia do açaí. Ou seja, conecta desde o plantio até o escoamento da produção.

    Com isso, cria uma relação mais estruturada entre campo e mercado. Ao mesmo tempo, a integração entre os diferentes elos tende a melhorar a qualidade do produto e ampliar a competitividade.

    Açaí ganha força no agro

    Nos últimos anos, a demanda pelo fruto cresceu dentro e fora do país. Por isso, o açaí se consolidou como um dos produtos mais relevantes do agro na região Norte.

    Diante desse cenário, iniciativas que aumentam a segurança e incentivam a produção ganham ainda mais importância para o setor.

    Expansão deve alcançar mais regiões

    A expectativa é que o modelo avance para outros municípios nos próximos meses. Para isso, a atuação acontece diretamente no campo, com orientação e acompanhamento próximo.

    Assim, o objetivo é garantir resultados no curto, médio e longo prazo, fortalecendo a atividade e ampliando oportunidades para produtores.

  • Passaporte Equestre, novos mercados e capacitação: as prioridades do setor em 2026

    Passaporte Equestre, novos mercados e capacitação: as prioridades do setor em 2026

    A Comissão Nacional de Equideocultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na última quinta-feira, dia 26, para definir as prioridades do plano de ação do setor. O encontro reuniu representantes do segmento e colocou em pauta temas que impactam diretamente a produção, a comercialização e a saúde dos equídeos no Brasil.

    Entre os principais temas discutidos, a comissão abordou a regulamentação da produção e da comercialização de material genético de equídeos. Em seguida, os membros debateram a implementação do Passaporte Equestre nos estados brasileiros. Além disso, trataram do seu reconhecimento como documento válido para o trânsito interestadual de animais.

    Essa iniciativa, portanto, representa um avanço importante para o setor. Isso porque facilita a movimentação de equídeos entre estados e, ao mesmo tempo, reduz a burocracia para produtores e criadores.

    O Passaporte Equestre é um documento oficial que reúne todas as informações sanitárias e de identificação de um equídeo. Entre os dados registrados, estão a origem do animal, seu histórico de vacinação, resultados de exames e eventuais tratamentos realizados. Dessa forma, o documento funciona como um prontuário individual do animal, facilitando tanto o controle sanitário quanto o trânsito seguro entre estados brasileiros.

    Novos mercados e projetos de lei

    A comissão também discutiu o acompanhamento de projetos de lei relacionados ao setor. Paralelamente, avaliou estratégias para a abertura de novos mercados, com foco especial na América Latina, tanto para a exportação de animais vivos quanto para a comercialização de material genético.

    Essa frente representa uma oportunidade concreta de expansão para o agronegócio equestre brasileiro, que já ocupa posição de destaque no cenário internacional.

    Centro de Excelência do Senar: referência nacional em equinocultura

    Outro ponto relevante da reunião foi a discussão sobre as atividades do Centro de Excelência em Zootecnia do Senar, localizado em Feira de Santana, na Bahia. O centro é considerado referência nacional em capacitação na área de equinocultura.

    A comissão destacou o curso técnico em equinocultura já em andamento. Além disso, apresentou os cursos de qualificação previstos e o Encontro Nacional de Treinamento Avançado em Casqueamento e Vaquejamento, programado para maio. O evento é voltado exclusivamente para instrutores do Senar em todo o país.

    Desabastecimento de vacina contra influenza equina preocupa o setor

    Um dos pontos mais urgentes da pauta foi o desabastecimento de vacina contra a influenza equina no mercado nacional. O problema tem origem na paralisação de um laboratório responsável por grande parte da produção do imunizante no Brasil.

    Diante disso, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) orientou os estados a suspenderem temporariamente a exigência do atestado de vacinação contra a influenza equina para a emissão da guia de trânsito animal. A medida visa, portanto, evitar impactos na movimentação de animais e na realização de eventos do setor durante o período de escassez.

  • Assistência técnica impulsiona produção de pequi em MT

    Assistência técnica impulsiona produção de pequi em MT

    A assistência técnica fortalece a produção de pequi em Mato Grosso e amplia a renda no campo. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso lidera esse avanço com a metodologia ATeG.

    ATeG melhora produtividade e gestão no campo

    A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) promove melhorias do cultivo à comercialização do pequi.
    Além disso, o programa fortalece o extrativismo e estimula a agroindustrialização da fruta.

    A ATeG atua há anos na fruticultura do estado com planejamento e análise de custos. Também orienta práticas sustentáveis e alinhadas às exigências do mercado.

    O trabalho começa na implantação do pequizeiro com apoio na produção de mudas.
    Além disso, técnicos recomendam adubação, podas, irrigação e manejo fitossanitário.

    Programa integra técnica e gestão nas propriedades

    A supervisora Cristiani Santos Bernini destaca o diferencial da atuação integrada no campo.
    Segundo ela, o programa leva orientação técnica e gestão ao produtor rural.

    Ela afirma que a iniciativa organiza a produção e melhora a qualidade do pequi. Além disso, ajuda o produtor a identificar oportunidades de mercado.

    O acompanhamento técnico cobre colheita, pós-colheita e beneficiamento. Assim, o programa busca aumentar rendimento, qualidade e segurança nas operações.

    Produtora amplia renda com apoio técnico

    A produtora Miriam Gladki Petrenko, de Terra Nova do Norte, melhorou a produção com assistência técnica.
    Ela aperfeiçoou o manejo e estruturou sua agroindústria.

    Miriam afirma que as orientações organizaram a produção e elevaram a qualidade dos produtos.
    Além disso, ela já comercializa sua produção com mais eficiência.

    Os técnicos Beatriz Andrade Melo e Marcelo Soares de Oliveira acompanharam o processo.
    Eles orientaram podas, limpeza e adubação no estágio pré-floral das plantas. Essas práticas garantiram florescimento vigoroso e alta frutificação. Com isso, a produtividade avançou na propriedade.

    Acompanhamento contínuo garante resultados

    A técnica Beatriz Andrade Melo reforça a importância do planejamento e das boas práticas.
    Segundo ela, essas ações geram resultados consistentes e sustentáveis.

    Já o técnico Marcelo Soares de Oliveira destaca o impacto da aplicação correta das orientações.
    Ele afirma que a produtividade e a rentabilidade aumentam no campo.

    Cadeia do pequi cresce em Mato Grosso

    Atualmente, a ATeG atende 826 produtores e mantém 29 grupos no estado. Além disso, o diagnóstico aponta expansão da cadeia do pequi em Mato Grosso.

    O programa inclui diagnóstico produtivo e planejamento estratégico nas propriedades. Também promove capacitação, adequação tecnológica e avaliação de resultados. Os produtores participam de treinamentos práticos sobre cultivo do pequizeiro. As capacitações abrangem mudas, manejo, colheita e pós-colheita.

    O Senar-MT planeja ampliar trilhas de conhecimento em agroindustrialização. O foco inclui conservas, licores, óleo de amêndoa e geleias de pequi.

  • Inovação e IA marcam Abertura da Colheita do Arroz

    Inovação e IA marcam Abertura da Colheita do Arroz

    A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas destaca tecnologia e inteligência artificial.
    O Eixo Inovação reúne debates entre 24 e 26 de fevereiro. A programação ocorre na Arena de Inovação, na Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, no Rio Grande do Sul.

    O evento aborda startups, dados, crédito inteligente e novos modelos de negócio no agronegócio.
    Os painéis tratam de temas ligados à cadeia orizícola.

    South Summit e desafios do agro brasileiro

    Em 25 de fevereiro, o painel “Trilha do Agro no South Summit 2026” terá palestra de Donário Lopes de Almeida.
    O produtor rural atua como curador da Trilha Agro do South Summit Brazil.

    Segundo Almeida, a proposta conecta desafios do agro brasileiro às soluções em desenvolvimento. Ele afirma que o setor enfrenta pressão por produtividade, eficiência e gestão de risco. Além disso, os produtores buscam maior acesso a crédito. Nesse cenário, tecnologia e inteligência artificial tornam-se ferramentas práticas no campo.

    IA, dados e crédito no centro dos debates

    No painel “IA, Dados e Produtividade no Campo”, Almeida mostrará como dados apoiam decisões rurais.
    Ele também explicará como a inteligência artificial reduz incertezas e amplia a produtividade. Já o painel “Dados, Crédito e Financiamento Inteligente” discutirá a evolução do crédito rural.

    Os debatedores analisarão como tecnologias fortalecem a relação entre produtor e sistema financeiro. Almeida destaca que a trilha agro conecta produtores, startups e investidores. Ele reforça que essa integração acelera a evolução do agronegócio nos próximos anos.

    Lideranças e cases práticos na Arena de Inovação

    A programação inclui lançamento conduzido pelo CEO do South Summit Brazil, Wagner Lopes.
    O evento contará com José D’Amico, da Scicrop, e Volzear Longaray. Emerson Peres apresentará um case prático ao público.

    No painel sobre crédito inteligente, participam Marcelo Maisonnave, Frederico Wolf e José Corral, da Creditares.
    A Arena de Inovação inicia em 24 de fevereiro, às 10h. O painel de abertura destaca parcerias entre iTEC/FURG e Agrifence Brasil. Às 10h30, especialistas debatem soluções práticas e oportunidades no campo. Às 14h, o painel “Agro Unido” reúne lideranças do setor público e privado.

    Entre os participantes estão Paulo Herrmann, Rodrigo Alarcon Pardo e Edivilson Brum. Também participam Domingos Velho Lopes e Luiz Augusto Dumoncel.

    Tecnologia, comunicação e sucessão familiar

    No dia 26, o painel “O Protagonismo Vai Além do Campo” terá palestra de Paulo Cesar Tinga.
    Às 10h40, especialistas discutem tecnologia, comunicação e sucessão familiar no agro.
    Produtores rurais e criadores de conteúdo debatem inovação e continuidade no campo.
    A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz traz o tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”.
    A Federarroz realiza o evento. A Embrapa e o Senar atuam como correalizadores. O Irga patrocina a iniciativa.
    Os organizadores oferecem inscrições gratuitas no site oficial do evento.

  • Senar reúne jovens talentos do agro na reta final do CNA Jovem 2025

    Senar reúne jovens talentos do agro na reta final do CNA Jovem 2025

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) realiza até domingo (7), em Brasília, a etapa final do programa CNA Jovem 2025. O programa é uma iniciativa de desenvolvimento de lideranças do agro promovida pelo Sistema CNA/Senar. O encontro, iniciado na sexta-feira (5), reúne 62 jovens de todas as regiões do país em três dias de atividades voltadas à formação, troca de experiências e fortalecimento de habilidades de liderança.

    Foto: CNA/Senar

    Segundo Fabíola Bomtempo, diretora de Educação Profissional do Senar, esta edição marca uma virada estratégica no programa. Os participantes desenvolveram projetos alinhados a temas prioritários definidos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), como regularização fundiária, logística, cadeias produtivas e sustentabilidade no campo.

    “Pela primeira vez, os jovens criaram seus desafios a partir de pautas estratégicas nacionais. Com foco em soluções aplicáveis à realidade dos produtores rurais”, destacou Fabíola.

    A diretora explicou que o programa também busca identificar as competências fortalecidas ao longo da jornada, iniciada em fevereiro, quando os participantes começaram a aprimorar suas propostas de inovação e gestão rural.

    “Todas as iniciativas têm em comum o objetivo de resolver problemas reais e gerar impacto direto na produção agropecuária, com potencial de replicação em nível nacional”, acrescentou.

    Programação do encontro

    A programação começou na sexta-feira (5), com uma abertura na sede do Sistema CNA/Senar. Os participantes visitaram áreas técnicas e conheceram o funcionamento das diretorias da CNA, do Senar, do Instituto CNA, da Faculdade CNA e do HUB CNA.

    No sábado (6), pela manhã, ocorre o Painel de Apresentações, espaço em que os jovens apresentam suas soluções e compartilham aprendizados com os colegas. À tarde, participam de módulos de imersão sobre atuação institucional, protagonismo jovem e desenvolvimento de competências de liderança.

    O domingo (7) será dedicado à elaboração de planos de carreira e a uma dinâmica em grupo. No período da tarde, o Senar divulgará os dez destaques desta edição, reconhecendo os jovens que mais se destacaram tanto pela qualidade das iniciativas quanto pelo desenvolvimento de suas competências pessoais e profissionais.

    “Ao final do encontro, vamos anunciar os dez destaques e destacar três iniciativas premiadas como grandes vencedoras da edição 2025”, completou Fabíola.

    Os premiados embarcarão, em 2026, em uma missão técnica nacional, com visitas a propriedades rurais e instituições nas cinco regiões do país. Uma oportunidade de imersão na diversidade da produção agropecuária brasileira e de troca direta com produtores e especialistas do setor.

  • Senar lança trilha de formação em aquicultura

    Senar lança trilha de formação em aquicultura

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural lançou, na sexta-feira (28), sua primeira trilha de formação em aquicultura. A iniciativa busca ampliar a capacitação técnica de profissionais que atendem produtores em todos os estados. Além disso, o curso atualiza os conteúdos aplicados pela Assistência Técnica e Gerencial.

    A trilha reúne cinco módulos e soma 150 horas de conteúdo técnico especializado. O material integra teoria, prática e situações reais do campo. Segundo o Senar, o projeto qualifica ainda mais o atendimento prestado aos produtores rurais.

    O diretor-adjunto da ATeG, Rafael Diego Costa, destacou o foco na excelência das visitas técnicas. De acordo com ele, o curso amplia competências e fortalece soluções aplicadas no dia a dia. O objetivo é entregar orientações que gerem resultados práticos ao produtor rural. Além disso, a trilha acompanha tendências e demandas atuais da cadeia produtiva.

    Para marcar o lançamento, técnicos participaram de uma live especial de abertura. O encontro reuniu o responsável pelo treinamento, Eduardo Ono. O especialista apresentou um panorama atualizado do mercado aquícola brasileiro. Ele destacou, ainda, a evolução acelerada da cadeia nos últimos anos.

    Segundo Ono, o setor figura entre os mais promissores do agronegócio nacional. O consultor também explicou os três pilares do sucesso da atividade. Eles envolvem tecnologia e pessoas, políticas e normas e, por fim, o mercado. De acordo com ele, esses fatores garantem organização, produtividade e crescimento.

    Como acessar

    Para acessar o curso, o técnico deve entrar na Trilha de Agentes da plataforma da Educação Corporativa do Senar.

     

  • Senar e Einstein se unem pra levar saúde digital ao produtor rural brasileiro

    Senar e Einstein se unem pra levar saúde digital ao produtor rural brasileiro

    A assinatura aconteceu numa segunda-feira que pode entrar pra história da saúde rural brasileira. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Einstein Hospital Israelita fecharam uma parceria que vai levar atendimento médico especializado pra quem mais precisa: os produtores rurais, suas familias e trabalhadores que vivem distante dos grandes centros urbanos.

    Foto: Divulgação

    O contrato foi assinado no dia 24, na Unidade Morumbi do Einstein, em São Paulo, com a presença do presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, e do diretor-geral do Senar, Daniel Carrara. A ideia é simples, mas poderosa: usar tecnologia pra encurtar a distância entre o consultório médico e o campo.

    Um sonho que começou na pandemia

    João Martins não escondeu a emoção ao falar do projeto. “Durante a pandemia, nós introduzimos a telemedicina no Nordeste e realizamos 100 mil atendimentos apenas nessa região”, contou o presidente da CNA. Agora, ele quer ver essa iniciativa ganhar o Brasil inteiro. “Está na hora de unirmos forças para transformar e fazer deste país um grande Brasil”, afirmou.

    O Programa Saúde no Campo, lançado pelo Senar em maio deste ano, ganha agora um reforço de peso. A parceria vai estruturar de forma mais integrada as ações que já vinham sendo desenvolvidas, trazendo uma plataforma tecnológica robusta e serviços multiprofissionais de telessaúde.

    Números que impressionam

    A meta é ambiciosa: alcançar 100 mil produtores rurais, familiares e trabalhadores até 2026, espalhados por todas as regiões do país. Mas os planos não param por aí. Daniel Carrara, diretor-geral do Senar, revelou que só em 2026 o programa deve chegar a 45 mil propriedades rurais – o equivalente a 10% da classe média rural brasileira.

    “A expectativa é termos 1.500 técnicos em campo, fazendo planejamento, fazendo prevenção, fazendo educação para a saúde”, explicou Carrara. E o Einstein entra justamente pra dar suporte e capacitação a esses profissionais, além de oferecer os serviços de telemedicina. “Esse é o maior legado que um programa desse pode deixar”, completou.

    Tecnologia a serviço da saúde

    A parceria traz inovações que vão além das consultas online. O projeto prevê a implantação de uma plataforma eletrônica unificada onde todas as informações de saúde serão registradas. Isso vai permitir um mapeamento da saúde populacional no campo, possibilitando recomendações mais certeiras e um acompanhamento estruturado das famílias.

    Os serviços de telessaúde vão incluir clínica médica, pediatria e psicologia – áreas fundamentais pra quem enfrenta o isolamento geográfico como realidade diária. A equipe de campo vai receber apoio direto através de soluções tecnológicas integradas, fortalecendo as ações de prevenção e promoção da saúde.

    Deise de Almeida, diretora executiva Comercial e Marketing do Einstein Hospital Israelita, destacou a importância dessa abordagem. “A distância entre comunidades rurais e centros urbanos ainda representa um desafio para o acesso oportuno a serviços de saúde especializados”, afirmou. Segundo ela, a telessaúde é a ferramenta ideal pra ampliar esse acesso e contribuir na redução das desigualdades em saúde.

    São Paulo abre caminho

    O estado de São Paulo vai servir como piloto do programa. Sete polos de saúde serão instalados em municípios estratégicos: Cardoso, Batatais, Penápolis, Guaratinguetá, Caiuá, Capão Bonito e Mineiros do Tietê.

    Pra Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), a iniciativa representa uma forma concreta de garantir um direito universal. “É uma forma de levar mais qualidade de vida à população rural e garantir que eles tenham um direito universal, que é a saúde”, disse Meirelles, ao lado do superintendente do Senar-SP, Mario Biral, e do diretor médico do Sistema Faesp/Senar, Roberto Duarte.

    O presidente da Faesp também destacou os benefícios econômicos do programa. “Além de contribuir para a qualidade de vida no campo, a telemedicina reduz afastamentos do trabalho, melhora a produtividade e reforça a permanência das famílias no meio rural”, concluiu.

    A aposta é que o modelo implementado em São Paulo sirva de exemplo pra expansão nacional do programa, provando que tecnologia e cuidado humano podem caminhar juntos. Mesmo quando há centenas de quilômetros de distância entre o paciente e o médico.

  • Município paulista amplia uso de derivados de leite de búfala na merenda escolar

    Município paulista amplia uso de derivados de leite de búfala na merenda escolar

    A Prefeitura de Sarapuí, cidade localizada a 150 quilômetros da capital paulista, trabalha para ampliar a oferta de derivados de leite de búfala na merenda escolar das redes municipal e estadual. A Diretoria de Agricultura, Abastecimento, Meio Ambiente e Turismo coordena o projeto, que desde janeiro de 2025 distribui iogurte de búfala nos sabores morango e coco para todas as escolas públicas do município.

    O diretor da pasta, Márcio Sturaro, identificou a necessidade de maior divulgação dos alimentos bubalinos entre as merendeiras. “Constatamos que precisávamos apresentar melhor esse produto às profissionais que preparam a alimentação escolar. Realizamos uma reunião com a diretora de educação e a nutricionista para mostrar que o leite de búfala oferece qualidade superior e tem valor nutricional mais elevado que o leite de vaca”, explica Sturaro.

    Capacitação e degustação marcam estratégia municipal

    A prefeitura reuniu todas as merendeiras das escolas municipais no Centro de Integração Comunitária. Durante o encontro, os profissionais participaram de uma palestra sobre as vantagens nutricionais do leite de búfala em comparação ao bovino e degustaram diversos produtos, como queijo frescal, mussarela, manteiga e doce de leite.

    As merendeiras preencheram formulários de avaliação dos produtos provados. A equipe municipal agora compila os dados coletados para orientar as próximas decisões sobre a alimentação escolar.

    Foto: Divulgação

    Para a próxima chamada pública, prevista para o início de 2026, Sarapuí planeja incluir manteiga, requeijão e queijo frescal de búfala no cardápio das escolas. A iniciativa se soma ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) municipal, que destinou R$ 70 mil para a compra de produtos bubalinos, incluindo o iogurte distribuído para famílias em situação de vulnerabilidade. O município também recebeu R$ 175 mil do PAA federal.

    ABCB projeta expansão nacional do modelo

    A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) avalia que o projeto de Sarapuí pode se expandir para outros estados brasileiros. Simon Riess, presidente da entidade, destaca o papel do poder público na popularização dos derivados de búfala.

    “Este trabalho faz brilhar nossos olhos. A parceria entre gestão pública e criadores fortalece a cadeia produtiva e leva produtos de qualidade diretamente para as crianças”, afirma Riess.

    O presidente da ABCB ressalta que Sarapuí concentra criadores importantes do rebanho bubalino paulista e nacional, com foco na produção leiteira. “A região já se tornou um case de sucesso e vai incentivar outras localidades, não só em São Paulo, mas em todo o país”, projeta.

    A ABCB se integra ao projeto municipal e conta com a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que oferece Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) para 30 criadores da região. A expectativa é ampliar esse número nos próximos meses.

    “Mostrar a importância dos derivados de búfala às merendeiras faz com que os benefícios do leite e da carne bubalina cheguem cada vez mais longe. Atingimos as crianças que representam o futuro do estado e do país. Precisamos levar esse conhecimento adiante”, conclui Simon Riess.

  • Senar inaugura Centro de Excelência em Zootecnia na Bahia

    Senar inaugura Centro de Excelência em Zootecnia na Bahia

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) inaugurou, na sexta-feira (26), o Centro de Excelência em Zootecnia, em Feira de Santana. A nova unidade vai oferecer cursos gratuitos e terá foco especial na equinocultura.

    O presidente da CNA, João Martins, participou da cerimônia junto com o governador Jerônimo Rodrigues e o prefeito José Ronaldo. O evento reuniu ainda lideranças da Faeb, diretores do Senar, autoridades políticas, professores, alunos e tutores dos cursos. Em discurso, João Martins afirmou que o Centro de Excelência vai fortalecer a pecuária da Bahia e o desenvolvimento local. Além disso, ele destacou que os produtores encontrarão apoio para levar tecnologia e gestão às propriedades rurais.

    O presidente da Faeb, Humberto Miranda, reforçou o caráter transformador da iniciativa. Ele disse que o Centro vai gerar conhecimento, qualificar trabalhadores e transformar vidas com ciência e tecnologia.

    O governador Jerônimo Rodrigues destacou que a unidade promove conhecimento e une os setores em torno da zootecnia. O prefeito José Ronaldo afirmou que o projeto vai capacitar homens e mulheres para atuar no setor rural e no agro local.

    Mais de 4 mil estudantes por ano

    Foto: divulgação – CNA/Senar

    Segundo André Sanches, diretor de Educação Formal do Senar, a meta é formar 4.160 alunos por ano. Os cursos atenderão demandas de qualificação em operação, gestão, planejamento e estratégias adaptadas ao mercado pecuário brasileiro.

    Estrutura

    A estrutura inaugurada possui oito blocos modulares, salas de aula, laboratórios de biologia, informática, biblioteca, auditório e área de convivência. Os alunos terão acesso a cursos presenciais e a distância, além de especializações na cadeia de equinos.

    O Centro vai abrir inscrições para as primeiras turmas no dia 6 de outubro. Os formados poderão atuar em propriedades rurais, agroindústrias, consultorias, empresas de assistência técnica e pesquisa.

    Com a unidade de Feira de Santana, o Senar soma quatro Centros de Excelência no país. Já funcionam os de Fruticultura, em Juazeiro (BA), de Bovinocultura de Corte, em Campo Grande (MS), e de Cafeicultura, em Varginha (MG).

    Senar Qualifica

    Foto: divulgação CNA/Senar

    Durante o evento, o Senar lançou o programa Senar Qualifica, voltado para capacitar produtores e trabalhadores rurais em diferentes áreas. A iniciativa vai ofertar cursos híbridos, combinando aulas a distância e práticas presenciais.

    Um dos destaques é o curso de Manejo de Equinos, com 240 horas de carga horária. Em resumo, o conteúdo vai do manejo alimentar ao casqueamento, passando por doma racional, iniciação à equitação e preparação para eventos. A aula inaugural do curso de Manejo de Equinos aconteceu em Feira de Santana durante a inauguração do novo Centro.