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  • Embrapa lança nova opção de pastagem para solos ácidos e pouco férteis

    Embrapa lança nova opção de pastagem para solos ácidos e pouco férteis

    A chegada da BRS Carinás ao mercado amplia as opções de forrageiras para pecuaristas que trabalham em áreas com solos ácidos e de baixa fertilidade. Pesquisadores da Embrapa apresentaram as principais características da nova cultivar durante uma live realizada no último dia 17, voltada especialmente aos produtores rurais do Cerrado.

    A cultivar foi desenvolvida pela Embrapa, em parceria com a Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto). O novo material combina rusticidade com maior produção de folhas e forragem, além de apresentar potencial para elevar a produtividade animal.

    A BRS Carinás é a primeira cultivar brasileira de Urochloa decumbens disponibilizada comercialmente.

    Tolerância a solos encharcados ainda está em teste

    Uma das principais dúvidas dos produtores é sobre o comportamento da BRS Carinás em áreas sujeitas ao encharcamento.

    Em experimentos realizados em casa de vegetação pela Embrapa Amazônia Oriental, a variedade apresentou desempenho superior ao capim-xaraés. Os primeiros resultados apontam que a cultivar possui tolerância média ao excesso de água.

    Segundo Sanzio Barrios, pesquisador da Embrapa Gado de Corte (MS), novos testes serão realizados em condições mais severas e diretamente no campo, na Embrapa Acre (AC).

    Em condições opostas, como as encontradas no semiárido brasileiro, o pesquisador Gustavo Braga, da Embrapa Cerrados (DF), explica que a cultivar precisa de precipitação próxima a 800 milímetros de chuva por ano para apresentar bom desenvolvimento.

    Nos testes realizados em Cocos, no Oeste da Bahia, em solo arenoso, a BRS Carinás produziu 11% mais forragem total do que a tradicional braquiarinha, cultivar Basilisk, após dois anos de experimento.

    Os estudos continuam tanto na região amazônica quanto no semiárido.

    Baixa exigência em fertilidade é um dos destaques

    Os pesquisadores destacam que a BRS Carinás foi desenvolvida justamente para condições semelhantes àquelas em que os produtores tradicionalmente utilizam a Urochloa decumbens.

    A forrageira possui baixa exigência em fertilidade e consegue se adaptar a sistemas produtivos com menor utilização de corretivos e fertilizantes.

    “Conseguimos chegar agora no mercado com um material que, além daquilo que o produtor já conhece de bom na decumbens, entrega mais resultado, mais forragem, mais folha e mais lotação”, resume Barrios.

    Para Gustavo Braga, a combinação entre baixa exigência nutricional e capacidade de responder a condições melhores de cultivo está entre os principais diferenciais da cultivar.

    “É essa característica de versatilidade da planta em ser pouco exigente e, ao mesmo tempo, bastante responsiva.”

    Manejo correto garante o potencial produtivo

    Para transformar o potencial genético da BRS Carinás em produtividade no campo, o manejo da pastagem continua sendo fundamental.

    Em sistemas de lotação contínua, os pesquisadores recomendam manter o pasto entre 20 e 30 centímetros de altura.

    Já no pastejo rotacionado, a orientação é colocar os animais quando o pasto estiver próximo de 30 centímetros e retirá-los quando a altura atingir aproximadamente 15 centímetros.

    A prática ajuda a evitar tanto o superpastejo, que pode dar início ao processo de degradação da pastagem, quanto o crescimento excessivo das plantas, que provoca perda de forragem.

    BRS Carinás pode ser alternativa na integração lavoura-pecuária

    Produtores interessados em sistemas integrados de produção também podem encontrar uma alternativa na BRS Carinás.

    A cultivar não exige solos de alta fertilidade e apresenta resultados mesmo em condições mais simples. Segundo Roberto Guimarães Júnior, pesquisador em sistemas de produção sustentáveis da Embrapa Cerrados, a variedade pode substituir o capim-ruziziensis em sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP).

    Entre os diferenciais estão a produção de forragem durante a entressafra, a velocidade de rebrota e a ciclagem de nutrientes proporcionada pela decomposição da palhada.

    “Nas avaliações realizadas durante três anos, a produção da BRS Carinás chegou, em algumas situações, a superar em 80% a da ruziziensis na entressafra.”

    Outro resultado observado pelos pesquisadores foi a capacidade de rebrotação.

    Após o corte de uniformização e o início do período chuvoso, a BRS Carinás produziu, em média, 60% mais forragem nos primeiros 60 a 70 dias do que a ruziziensis comum, segundo Guimarães.

    A palhada produzida pela cultivar também pode contribuir para a ciclagem de nutrientes.

    Em uma área experimental no Distrito Federal, cerca de 80% da palhada da Carinás foi decomposta ao longo de 120 dias de cultivo de soja. O processo devolve nutrientes ao sistema e indica potencial para auxiliar na construção e manutenção da fertilidade do solo.

    Pesquisa avança também na pecuária leiteira

    Embora o foco inicial da BRS Carinás esteja na pecuária de corte, a Embrapa já estuda o desempenho da cultivar em outros ambientes e sistemas produtivos.

    Pesquisas realizadas pela Embrapa Gado de Leite (MG), na Zona da Mata mineira, buscam gerar informações que possam permitir futuramente a ampliação da recomendação para o bioma Mata Atlântica e também para a pecuária leiteira.

    Segundo Carlos Gomide, pesquisador em manejo, resultados preliminares obtidos em 11 cortes mostraram que a produção acumulada de forragem da Carinás ficou cerca de 9% acima da Basilisk.

    Em determinados cortes realizados durante o outono, a diferença chegou a aproximadamente 24%.

    O pesquisador pondera, no entanto, que a equipe ainda precisa aprofundar a análise de parte dos dados relacionados à qualidade da forragem.

    Produtores interessados em conhecer melhor a nova tecnologia e esclarecer dúvidas sobre implantação, manejo e utilização podem acompanhar a live completa promovida pela Embrapa.

    Os pesquisadores Sanzio Barrios, da Embrapa Gado de Corte; Gustavo Braga e Roberto Guimarães Júnior, da Embrapa Cerrados; e Carlos Gomide, da Embrapa Gado de Leite, reforçaram que a escolha da semente representa uma das primeiras etapas para alcançar bons resultados no campo.

    “Tudo começa pela semente, e o pasto, por uma boa formação da pastagem.”

    As sementes da BRS Carinás já estão disponíveis comercialmente por meio das empresas associadas à Unipasto.

  • Fruta nativa ganha espaço nas feiras e chama atenção pela ação anti-inflamatória

    Fruta nativa ganha espaço nas feiras e chama atenção pela ação anti-inflamatória

    A atemoia tem despertado cada vez mais interesse entre fruticultores e consumidores brasileiros. Resultado do cruzamento entre a fruta-do-conde (ou pinha) e a cherimoia, a espécie combina a doçura tropical de uma com a textura cremosa da outra e surpreende pelo sabor.

    Foto: Marta Costa/Agência Agro em Campo

    Benefícios da atemoia

    Rica em vitamina C, potássio e fibras, a atemoia contribui para o fortalecimento do sistema imunológico e auxilia no bom funcionamento do intestino.

    Além disso, a polpa da fruta contém antioxidantes naturais. Para completar a bonança, a atemoia apresenta baixo teor calórico em comparação a outras frutas tropicais, tornando-se a opção perfeita para dietas equilibradas.

    Produção rentável

    O cultivo da atemoia exige atenção redobrada logo nas primeiras etapas. As mudas costumam ser enxertadas, técnica que une o porta-enxerto (mais resistente e adaptado ao solo) à variedade copa (responsável pela produção dos frutos).

    Esse processo garante maior uniformidade genética e produtividade, mas também exige cuidados específicos no momento do plantio, como profundidade correta, adubação adequada e proteção contra pragas nos primeiros meses.

    O Brasil figura entre os principais produtores mundiais da fruta, com destaque para estados como São Paulo, Bahia e Pernambuco.

    No entanto, apesar do sucesso recente, a atemoia não é uma novidade: pesquisadores desenvolveram os primeiros híbridos ainda no início do século XX, na Flórida (EUA). No Brasil, a fruta ganhou força a partir dos anos 1990, impulsionada por programas de melhoramento genético conduzidos por institutos de pesquisa, como a CATI.

    CATI leva orientação sobre atemoia ao 20º Encontro de Fruticultura em Atibaia

    Nesta sexta-feira (14), Atibaia (SP) recebe o 20º Encontro de Fruticultura, promovido pela Associação Hortifrutiflores de Jarinu.

    O evento reúne produtores, técnicos e demais profissionais do agronegócio em uma programação voltada à troca de experiências, à apresentação de novas tecnologias e à atualização sobre o setor frutícola. Às 7h30, no Sítio Nossa Senhora de Fátima, propriedade do fruticultor Antonio Scareli, os participantes visitam pomares de pêssego e pitaya.

    Programação percorre diferentes cultivos

    Na sequência, nas propriedades dos irmãos Watanabe e Gallo, o público conhece plantios de outras culturas, como atemoia, maçã, morango e as uvas Niagara e Vitória. Durante as visitas, especialistas conduzem apresentações técnicas sobre manejo de pomares e práticas aplicadas à produção.

    O engenheiro agrônomo da CATI Sementes e Mudas, Anderson Tatsuo Watanabe é quem ministra a palestra sobre atemoia durante o encontro.

    “Em nossa exposição, vamos orientar os produtores no manejo pós-recebimento das mudas enxertadas de atemoia da CATI. O foco será a correta implantação no campo, respeitando as exigências do porta-enxerto e o protocolo de plantio. O encontro garantirá o sucesso inicial do pomar, transformando o excelente padrão genético das mudas em alta rentabilidade futura.”

    Avaliação de mudas de atemoia será tema de palestra de técnico da CATI no evento (Foto: Divulgação)

    O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e produtor de uva João Dimas Maia Garcia apresenta as espécies Niagara e Vitória durante o evento. Já o consultor da Holantec Lourenço Nyssen aborda as demais frutas expostas no Dia de Campo.

    O presidente da Associação Hortifrutiflores de Jarinu, Cassiano Contesini, projeta a presença de aproximadamente 250 pessoas no encontro.

    Os interessados podem se inscrever pelo WhatsApp (11) 99795-0832 ou pelo e-mail [email protected].

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  • Inovação ganha papel estratégico no agro brasileiro

    Inovação ganha papel estratégico no agro brasileiro

    A inovação no agro ocupa papel cada vez mais estratégico para garantir a competitividade da agricultura brasileira. Essa foi a principal conclusão dos debates realizados durante evento promovido pela Bayer, em 15 de junho, em São Paulo. Especialistas, representantes da indústria, juristas e produtores rurais discutiram os fatores que sustentam o desenvolvimento tecnológico no campo e os desafios para atender às novas demandas do mercado.

    Ao longo de três painéis, os participantes defenderam que o avanço do agronegócio depende da combinação entre pesquisa científica, segurança jurídica, proteção da propriedade intelectual e adoção de novas tecnologias. Além disso, destacaram a necessidade de preparar o setor para um cenário marcado pela transição energética, pela busca por sustentabilidade e pelo aumento da demanda global por alimentos e combustíveis renováveis.

    Da pesquisa ao campo

    O painel “Do laboratório à lavoura: como a inovação chega ao campo” contou com a mediação de Francila Calica, diretora de Sustentabilidade e Assuntos Agrícolas da Bayer para a América Latina. Participaram da discussão Fábio Passos, diretor de soja comercial da Bayer; Tages Martinelli, CEO da Sementes Jotabasso; e o produtor rural Pompílio Rocha Silva, engenheiro agrônomo e agricultor de Chapadão do Sul (MS).

    Durante o debate, os especialistas explicaram que o desenvolvimento de uma nova biotecnologia exige tempo, investimento e planejamento. Em muitos casos, uma tecnologia leva entre 12 e 15 anos para chegar ao mercado. Nesse período, pesquisadores realizam estudos em laboratório, testes em campo e avaliações regulatórias antes da liberação comercial.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Os debatedores também destacaram o papel das sementes na transferência de tecnologia. Segundo eles, a genética carrega boa parte das inovações que chegam às propriedades rurais, permitindo ganhos de produtividade, resistência a pragas e maior adaptação às condições climáticas.

    Ao mesmo tempo, os participantes lembraram que a tecnologia não gera resultados sozinha. O produtor precisa combinar genética, manejo e conhecimento técnico para extrair o máximo potencial das ferramentas disponíveis.

    Nesse contexto, as mudanças climáticas ampliam a importância da inovação. Eventos extremos, como estiagens prolongadas e irregularidade das chuvas, exigem cultivares mais resilientes e sistemas produtivos mais eficientes.

    Segurança jurídica impulsiona investimentos

    O segundo painel, “Segurança jurídica e os pilares da inovação”, teve mediação de Andrea Garcia, vice-presidente Jurídica, de Patentes e Compliance da Bayer no Brasil. Participaram da discussão Catharina Pires, diretora de Germoplasma e Biotecnologia da CropLife Brasil, e Luiz Henrique do Amaral, sócio sênior do escritório Dannemann e membro da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI).

    Os especialistas defenderam que a inovação depende de um ambiente regulatório estável e previsível. Segundo eles, empresas e instituições de pesquisa investem bilhões de reais em projetos que levam anos para apresentar resultados. Por isso, a proteção da propriedade intelectual se torna fundamental para estimular novos investimentos.

    Durante o debate, os participantes explicaram que muitas tecnologias estudadas nunca chegam ao mercado. Dessa forma, mecanismos como patentes e proteção de cultivares ajudam a garantir retorno aos investimentos realizados ao longo do processo de pesquisa.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Catharina Pires ressaltou que o crescimento do agro brasileiro resulta da combinação entre condições produtivas favoráveis, produtores dispostos a adotar tecnologia e um ambiente jurídico capaz de oferecer segurança para quem investe em inovação.

    Além disso, os debatedores abordaram o impacto da pirataria de sementes. Dados apresentados durante o painel indicam que cerca de 11% das sementes de soja utilizadas no Brasil têm origem ilegal. Em algumas regiões do Rio Grande do Sul, esse percentual ultrapassa 28%.

    Segundo os especialistas, a prática provoca prejuízos econômicos para toda a cadeia produtiva. Além disso, aumenta os riscos relacionados à qualidade das sementes, à produtividade das lavouras e à segurança fitossanitária.

    Biocombustíveis ampliam oportunidades

    O terceiro painel, “Sementes, inovação e novas demandas de mercado”, foi mediado por Rafael Mendes, diretor do negócio de soja da Bayer. Participaram da discussão Fábio Meneghin, fundador da Veeries, e Catarina Correa, gerente de Relações Institucionais da Bayer.

    Os participantes analisaram as transformações que devem influenciar o futuro da agricultura brasileira. Segundo eles, a demanda por proteína animal continuará importante para a soja. No entanto, novos mercados começam a ganhar espaço e podem impulsionar a próxima fase de crescimento do setor.

    Entre essas oportunidades estão os biocombustíveis. Os especialistas destacaram que programas voltados ao biodiesel e ao combustível sustentável de aviação (SAF) devem ampliar a demanda por óleo vegetal nos próximos anos.

    Nesse cenário, a Lei do Combustível do Futuro aparece como um instrumento capaz de oferecer previsibilidade para investimentos e estimular o crescimento da cadeia produtiva.

    Além disso, os debatedores destacaram que o Brasil reúne condições favoráveis para aproveitar essa oportunidade. O País possui escala de produção, capacidade tecnológica e experiência na utilização de fontes renováveis de energia.

    Sustentabilidade entra na agenda do mercado

    A sustentabilidade também ganhou espaço nas discussões. Segundo Catarina Correa, os mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos produtos e sobre as emissões associadas à produção agrícola.

    Por isso, produtores e empresas precisam avançar na adoção de ferramentas capazes de medir e comprovar práticas sustentáveis. Entre elas estão sistemas de agricultura digital, monitoramento de indicadores ambientais e programas de mensuração de carbono.

    Ao mesmo tempo, os participantes ressaltaram que o aumento da produtividade continua sendo o principal caminho para ampliar a produção de forma sustentável. Dessa forma, a inovação seguirá desempenhando papel central na agricultura brasileira.

    As novas tecnologias também devem contribuir para o desenvolvimento de cultivares mais eficientes, mais adaptadas às mudanças climáticas e capazes de atender às exigências de consumidores e mercados globais.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    O papel da inovação no futuro do agro

    Embora tenham abordado temas distintos, os três painéis convergiram para uma mesma conclusão. O futuro do agronegócio brasileiro dependerá da capacidade de transformar conhecimento científico em soluções práticas para o campo.

    Pesquisa, genética, biotecnologia, segurança jurídica e sustentabilidade formam uma base essencial para sustentar a competitividade do setor. Além disso, a integração entre ciência, indústria e produtores continuará determinando a velocidade com que novas tecnologias chegarão às propriedades rurais.

    Diante das mudanças climáticas, da transição energética e do crescimento da demanda global por alimentos e combustíveis renováveis, os participantes defenderam que a inovação continuará sendo uma das principais ferramentas para garantir o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira nas próximas décadas.

  • Showtec apresenta arsenal tecnológico para soja e milho

    Showtec apresenta arsenal tecnológico para soja e milho

    A Corteva Agriscience leva à Showtec Maracaju 2026 um pacote de tecnologias voltado ao aumento da produtividade das lavouras de soja e milho em Mato Grosso do Sul. Realizado entre os dias 19 e 21 de maio, em Maracaju (MS), a companhia apresenta soluções em sementes, defensivos químicos, biológicos, tratamento industrial de sementes e experiências imersivas voltadas ao produtor rural.

    Entre os destaques está o lançamento do programa Incrementa MS, desenvolvido em parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul, Aprosoja MS, Fundação MS e Fundação Chapadão. A iniciativa busca elevar a produtividade agrícola por meio de estratégias agronômicas adaptadas às condições climáticas e produtivas do Estado.

    O programa nasceu com foco na cultura do milho, mas foi ampliado para a soja devido ao calendário produtivo sul-mato-grossense, marcado pela força da safrinha. Os primeiros resultados do projeto piloto apontam ganhos de produtividade associados à adoção de práticas de manejo alinhadas ao ambiente regional.

    A participação na Showtec ocorre em um momento estratégico para o agronegócio sul-mato-grossense. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Mato Grosso do Sul mantém posição de destaque na produção nacional de soja na safra 2025/26. Reforçando o peso econômico do setor para o Estado e para o País.

    Estrutura interativa e experiências imersivas

    A Corteva montou um estande integrado em formato de celeiro, reunindo todas as marcas e soluções do grupo em uma grande área demonstrativa. O espaço aposta em experiências sensoriais, realidade aumentada e conteúdos técnicos voltados ao manejo agrícola.

    Entre as atrações, os visitantes participam de um cinema imersivo que apresenta a jornada da lavoura, desde o planejamento do plantio até os desafios envolvendo pragas, doenças e plantas daninhas. A proposta é mostrar, na prática, como fungicidas, inseticidas, herbicidas, nematicidas, biológicos e tratamentos de sementes atuam no campo.

    Além das demonstrações tecnológicas, a programação inclui palestras técnicas sobre manejo de pragas, doenças, plantas daninhas, biológicos e tratamento industrial de sementes.

    Na área de pesquisa e desenvolvimento, a empresa apresenta novos nematicidas desenvolvidos com a molécula Reklemel, voltados ao controle seletivo de nematoides fitoparasitas sem comprometer organismos benéficos do solo.

    O portfólio de defensivos também inclui soluções como os inseticidas Expedition, Exalt e Intrepid Edge, além dos fungicidas Aproach Premium, Viovan e Vessarya. No segmento de herbicidas, os destaques são Gapper, Paxeo e Elevore.

    Sementes, biotecnologia e manejo integrado

    A companhia também reforça na feira o Sistema Enlist, plataforma que reúne sementes, biotecnologia, herbicidas e boas práticas agrícolas para manejo de plantas daninhas.

    Entre as cultivares adaptadas às condições de Mato Grosso do Sul estão materiais como 97Y70CE, BatalhaCE, 66E, FúriaCE e 64K67CE. A marca Cordius também apresenta variedades desenvolvidas para a região de Maracaju com foco em estabilidade produtiva e tolerância a doenças.

    No segmento de milho, a Brevant Sementes leva híbridos voltados tanto para safra verão quanto para safrinha. Enquanto a Pioneer, que celebra 100 anos de atuação global e mais de 50 anos no Brasil, apresenta novos híbridos com foco em produtividade e tolerância ao estresse hídrico.

    Outro eixo da participação da empresa é o tratamento industrial de sementes por meio da marca LumiGEN, que reúne soluções em fungicidas, inseticidas, bioestimulantes e bionematicidas para milho e sorgo.

    Biológicos ganham espaço no manejo agrícola

    A Corteva também amplia sua presença no segmento de biológicos durante a Showtec. Entre os destaques está o Utrisha N, solução baseada na bactéria Methylobacterium symbioticum, desenvolvida para fixação biológica de nitrogênio em culturas como soja, milho e batata.

    O produto será apresentado em uma experiência de realidade aumentada, na qual o produtor poderá visualizar o funcionamento da tecnologia dentro da planta.

    Outro lançamento da empresa é o Re-Up, potencializador nutricional voltado às culturas de soja, milho e algodão. Segundo a companhia, a solução auxilia no fortalecimento das plantas diante de condições de estresse, contribuindo para ganhos de eficiência e produtividade.

    Além das tecnologias para o campo, a Corteva também apresenta durante a feira o Programa Lidera, plataforma de relacionamento voltada à aquisição de insumos. O sistema permite ao produtor acumular pontos na compra de produtos da companhia, convertendo-os em benefícios, vouchers e premiações.

  • Descubra como sementes “ouvem” a chuva antes de germinar

    Descubra como sementes “ouvem” a chuva antes de germinar

    Parece ficção científica, mas não é. O som da chuva pode funcionar como um sinal de alerta para sementes à espera de germinar, como indica o trabalho de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

    A equipa do MIT realizou os seus testes com 8.000 sementes de arroz, que foram submersas em baldes pouco profundos com água. Algumas foram expostas ao som de gotejamento. Os investigadores variaram o tamanho e a altura de cada gota para simular chuvas ligeiras, moderadas e fortes.

    Conforme resultado, as sementes expostas ao som da queda das gotas germinaram de 30% a 40% mais rápido do que as que foram mantidas em silêncio. Não houve outra variável envolvida. Mesma temperatura, mesma umidade, mesma disponibilidade de água… a única diferença foi o estímulo sonoro.

    As sementes mais próximas da superfície conseguiam perceber melhor o som das gotas e crescer mais rapidamente, em comparação com as sementes mais submersas ou mais afastadas. Isso sugere que existe um mecanismo de triagem embutido na semente, capaz de distinguir posição e profundidade com base em vibração.

    A física por trás do que parece magia

    Quando uma gota de chuva atinge a água ou o solo, a pressão que ela provoca cria vibrações ou ondas de pressão, que se propagam e podem ser percebidas como som.

    Nicholas Makris, pesquisador do MIT e coautor do estudo, foi preciso na comparação: as ondas de pressão que chegam às sementes a poucos centímetros do ponto de impacto equivalem ao som que uma pessoa ouviria “a poucos metros de um motor a jato no ar.” Ou seja, não é um sinal fraco, mas uma perturbação intensa o suficiente para acionar respostas biológicas.

    As vibrações sonoras funcionam como um sinal ambiental que indica condições favoráveis para o crescimento. Do ponto de vista evolutivo, germinar logo após detectar chuva aumenta as chances de sobrevivência.

    O que são estatólitos

    As sementes não possuem órgãos sensoriais como ouvidos, mas contam com estruturas microscópicas chamadas estatólitos, responsáveis por perceber estímulos físicos. São organelas densas que se depositam no fundo das células, indicando à planta onde é “baixo” e onde é “cima”. É por isso que raízes crescem para baixo e brotos sobem, mesmo no escuro.

    A descoberta do MIT, no entanto, aponta que os estatólitos fazem mais do que isso. A pesquisa da equipe sugere que a energia das vibrações induzidas pela chuva interfere no funcionamento normal dos estatólitos. Sementes que respondem a essas vibrações provavelmente estão próximas da superfície, onde há umidade disponível, mas não tão profundas a ponto de os brotos emergentes não conseguirem alcançar a luz.

    O que a ciência ainda não sabe

    O estudo foi conduzido com arroz, uma cultura que germina tanto em solo quanto em água. Os pesquisadores reconhecem que os resultados não podem ser automaticamente extrapolados para todas as espécies. A partir dos resultados, os pesquisadores levantam a hipótese de que outros tipos de sementes com características semelhantes também possam responder ao som da chuva.

    Makris falou sobre o alcance da descoberta: “O que descobrimos é que as sementes e mudas das plantas fazem algo que aparentemente também é vantajoso para elas.” Assim como a audição humana evoluiu para servir à sobrevivência humana, esse mecanismo acústico nas sementes parece ter evoluído para o mesmo fim, dentro do contexto vegetal.

  • Bagaço de laranja movimenta indústrias de alimentos, cosméticos e energia

    Bagaço de laranja movimenta indústrias de alimentos, cosméticos e energia

    O bagaço da laranja, composto por cascas, sementes e fibras, deixou de ser sinônimo de descarte e passou a ocupar um papel central na agenda de inovação da citricultura brasileira. O que antes seguia quase exclusivamente para ração animal agora abastece as indústrias de alimentos, cosméticos e energia limpa, impulsionado pelo desenvolvimento de novas tecnologias de reaproveitamento.

    Empresas do setor citrícola investem em processos que permitem converter esse resíduo em ingredientes de alto valor agregado. O objetivo é aproveitar integralmente o bagaço, eliminando desperdícios e criando novas fontes de receita dentro de um modelo de economia circular.

    Na indústria alimentícia, o bagaço cítrico já entra na composição de produtos funcionais, enriquecendo alimentos com fibras e melhorando a textura de formulações. No setor cosmético, aparece em cremes e outros produtos de cuidado pessoal. Paralelamente, pesquisadores e empresas exploram seu potencial na geração de energia limpa. Portanto, um caminho que reforça a eficiência ambiental de toda a cadeia produtiva.

    O impacto vai além do ganho econômico. Ao dar destino nobre a um material antes descartado, o setor avança em direção a processos mais responsáveis e alinhados às demandas globais por sustentabilidade.

    O movimento evidencia que a laranja entrega muito mais do que suco. Ao transformar resíduos em oportunidades, a citricultura une inovação e geração de valor, da casca ao produto final.

  • Operação apreende 3 mil toneladas de sementes irregulares

    Operação apreende 3 mil toneladas de sementes irregulares

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou da operação que apreendeu cerca de 3 mil toneladas de sementes em situação irregular no Rio Grande do Sul. A ação ocorreu entre 26 e 29 de agosto, dentro da Operação Semente Segura II. O trabalho contou com apoio da Polícia Civil e da Secretaria da Agricultura do estado.

    As equipes fiscalizaram sementes e insumos agrícolas vendidos de forma irregular. No total, 27 propriedades rurais foram inspecionadas em 15 municípios gaúchos.

    As cidades vistoriadas incluíram Jari, Júlio de Castilhos, Tupanciretã, Entre-Ijuís, Giruá, São Luiz Gonzaga, Santiago e Boa Vista das Missões. Também entraram na lista Pinhal Grande, Condor, Cruz Alta, Palmeira das Missões, Estrela Velha e Arroio do Tigre.

    Os fiscais inspecionaram produtores de soja, aveia, centeio, feijão e azevém. As irregularidades encontradas resultaram na apreensão de sementes e na emissão de autos de infração.

    Prejuízo de R$ 35 milhões

    O prejuízo estimado aos infratores chega a R$ 35 milhões. Além disso, os processos administrativos podem gerar penalidades como advertência, multa e condenação das sementes apreendidas.

    A Polícia Civil coordenou a operação por meio da Divisão de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato. O Mapa participou com a Coordenação-Geral de Sementes e Mudas, além da Superintendência Federal no estado. A Seapi também integrou a ação. Segundo o ministério, a iniciativa reforça a importância da atuação conjunta para proteger a agricultura.

    O objetivo é garantir sanidade vegetal, segurança alimentar, proteção ambiental e o cumprimento da legislação agrícola no país.

  • IA acelera análise de sementes e reduz perdas no campo

    IA acelera análise de sementes e reduz perdas no campo

    A startup Singular SeedS, criada na Unicamp, desenvolveu uma tecnologia que revoluciona a análise de sementes no Brasil. A empresa usa inteligência artificial para processar até 100 mil sementes por hora, número até 18 vezes superior ao dos métodos tradicionais.

    A inovação surgiu no Desafio Unicamp, competição de empreendedorismo promovida pela Inova Unicamp. Após a participação, os fundadores Caio Contiero Rosa e Thiago Castro Felix transformaram a ideia em negócio e ingressaram na Incamp, incubadora de base tecnológica da universidade. Em 2024, a empresa se graduou na incubadora.

    A análise de sementes é fundamental para garantir a qualidade e o potencial de germinação. Hoje, o setor ainda depende de métodos manuais, que exigem mão de obra qualificada e tempo elevado. Portanto, para mudar esse cenário, a Singular SeedS desenvolveu um método que utiliza imagens digitais e inteligência artificial. A abordagem garante agilidade, precisão e sustentabilidade no processo analítico.

    Imagens combinadas elevam precisão

    A análise começa com a captura de imagens das sementes por duas tecnologias. Uma câmera registra fotos no padrão RGB. Já outra, a laser, capta dados invisíveis ao olho humano. Essas imagens são processadas por um algoritmo exclusivo, criado pela própria Singular SeedS. Ou seja, a inteligência artificial analisa os dados combinados e identifica características visuais internas e superficiais das sementes.

    De acordo com Thiago Felix, o sistema reconhece problemas que escapam à análise humana. “Conseguimos ver lesões internas com mais critério e profundidade”, afirma o biotecnologista.

    Tecnologia preserva sementes e evita descarte

    Diferente do método tradicional, que envolve cortes e reagentes, o modelo desenvolvido pela startup mantém a integridade das sementes. Assim, elas podem ser utilizadas posteriormente no plantio.

    Além de mais eficiente, o processo evita o descarte de amostras e elimina o uso de produtos químicos. Por isso, também representa uma alternativa mais sustentável para o setor agrícola.

    Equipamento automatiza processo e amplia escala

    Foto: Divulgação – Inova Unicamp / Pedro Amatuzzi

    Com apoio do SENAI, por meio do programa Uplab, a Singular SeedS desenvolveu uma máquina automatizada que acelera ainda mais a análise. O modelo, de bancada, possui esteira autoalimentada e câmara de captura.

    Na prática, enquanto o método manual analisa 100 sementes por hora, o sistema da empresa chega a processar até 100 mil no mesmo período. O ritmo se ajusta conforme a necessidade do cliente.

    Testes com a Ambev comprovaram a eficácia da tecnologia. Em geral, o tempo de análise caiu de 90 minutos para cinco, mesmo com uma amostragem 100 vezes maior. “Reduzimos o tempo e aumentamos a precisão”, diz Felix. “Um teste de umidade, que levava uma hora, agora é feito em menos de um minuto.”

    Startup aposta em crescimento e novos mercados

    A experiência na Incamp foi decisiva para a evolução da empresa. “Saímos da pesquisa acadêmica e aprendemos a empreender”, conta Rosa. Durante a incubação, a Singular SeedS validou sua prova de conceito com a Ambev e participou de programas como o Speed Agro (Sebrae) e a pré-aceleração da Baita Aceleradora, também ligada ao Parque da Unicamp.

    A startup já prestou serviços para empresas como AWS, Embrapa e Tropical Melhoramento e Genética (TMG). Agora, planeja ampliar a equipe e escalar o negócio. Para 2025 e 2026, os sócios querem atrair novos clientes, contratar profissionais de marketing e tecnologia e expandir a atuação no setor agrícola.

    Parque da Unicamp impulsiona inovação

    A Singular SeedS nasceu no ecossistema da Unicamp, reconhecido por incentivar a inovação. O Parque Científico e Tecnológico e a Incamp são gerenciados pela Inova Unicamp, que conecta ideias e empresas. Em resumo, o ambiente oferece estrutura, mentorias e visibilidade, estimulando o surgimento de soluções com alto impacto econômico e social.

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  • Silagem de qualidade aumenta a produtividade do rebanho

    Silagem de qualidade aumenta a produtividade do rebanho

    A silagem bem produzida garante mais eficiência e economia na pecuária de corte e leite. Para isso, cada etapa do processo precisa seguir rigorosamente as recomendações técnicas.

    O engenheiro agrônomo Thiago Neves Teixeira, da Sementes Oeste Paulista (SOESP), destaca que detalhes fazem toda a diferença no resultado final. Segundo ele, erros na escolha da cultura, na colheita ou no armazenamento podem gerar perdas expressivas e comprometer o desempenho do rebanho. “Quando mal manejada, a silagem perde valor nutricional e provoca impacto negativo na saúde e produtividade dos animais”, afirma Teixeira.

    A seguir, o especialista lista dez práticas essenciais para obter uma silagem nutritiva, estável e segura para o rebanho.

    1. Escolha adequada da cultura

    A seleção correta da forrageira é o primeiro passo para garantir qualidade. Além disso, Teixeira recomenda variedades de Panicum maximum com alta produtividade de matéria seca e fibra de qualidade. “Prefira plantas com menor teor de lignina e mais folhas que colmos. Isso favorece a digestibilidade e eleva o valor nutritivo da silagem”, explica.

    2. Condução eficiente da lavoura

    Uma lavoura bem manejada é essencial para fornecer matéria-prima de qualidade. “Sem uma planta de qualidade, não há silagem de qualidade”, reforça Teixeira. Ele orienta fazer análise de solo, adubação adequada e controle eficiente de pragas e plantas daninhas. “O foco deve estar na saúde da planta desde o início”, afirma.

    3. Colheita no momento certo

    O ponto ideal de colheita ocorre quando a planta atinge entre 28% e 40% de matéria seca. Para capins tropicais, esse índice costuma ser mais próximo de 28%. Ou seja, colher fora desse intervalo reduz a digestibilidade ou compromete a fermentação. “A Embrapa recomenda monitorar a matéria seca com frequência”, lembra Teixeira.

    4. Corte com tamanho adequado

    O tamanho das partículas interfere na compactação, fermentação e digestibilidade da silagem. Em geral, para o Panicum, o ideal é cortar entre 1,5 e 2,5 centímetros. “Cortes menores aumentam perdas e causam distúrbios metabólicos. Ao mesmo tempo, partículas grandes dificultam a compactação e a ingestão pelos animais”, destaca o especialista.

    5. Regulagem do maquinário

    Equipamentos bem ajustados garantem corte uniforme e colheita eficiente. “Regulagens erradas prejudicam a compactação ou afetam a ruminação dos animais”, alerta. Teixeira recomenda checar o maquinário antes do início da colheita para garantir um processamento homogêneo.

    6. Compactação adequada

    “Compactar bem é essencial, especialmente com capins fibrosos como o Panicum”. A compactação elimina o ar e evita fermentações indesejáveis. Segundo estudos da Embrapa, silos bem compactados mantêm os nutrientes e reduzem perdas no processo de armazenamento.

    7. Vedação contra entrada de oxigênio

    O uso de lonas resistentes, com proteção UV e vedação eficiente, evita a entrada de oxigênio. Isso impede a fermentação aeróbia e o surgimento de microrganismos prejudiciais. “Oxigênio no silo consome nutrientes, gera calor e acelera a deterioração da silagem”, explica Teixeira.

    8. Use sementes certificadas

    A qualidade da silagem começa com sementes de procedência confiável. Ou seja, sementes certificadas garantem germinação uniforme, alta produtividade e formação homogênea da pastagem. “Isso resulta em plantas forrageiras mais nutritivas e silagem de melhor qualidade”, destaca o especialista da SOESP.

    9. Adição de inoculantes microbianos

    A aplicação de aditivos melhora a fermentação e reduz perdas após a abertura do silo. Para o Panicum, Teixeira indica o uso de inoculantes à base de bactérias produtoras de ácido lático. “Esses aditivos aceleram a queda de pH e melhoram a conservação da silagem ao longo do tempo”, afirma.

    10. Avaliação da fermentação

    Silagem bem fermentada tem cheiro levemente ácido, temperatura estável e ausência de mofo. O pH deve ficar abaixo de 4,5. “O tempo mínimo de fermentação é de três a quatro semanas. O ideal é manter o silo em anaerobiose total”, conclui Teixeira.

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  • Programa fortalece ligação entre demanda e oferta de sementes do PAA

    Programa fortalece ligação entre demanda e oferta de sementes do PAA

    O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) lançou novas regras para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Em geral, a medida busca melhorar o fluxo entre a demanda de sementes dos públicos prioritários e a oferta das organizações da agricultura familiar. Portanto, com a resolução, o governo pretende garantir que sementes e mudas cheguem a povos e comunidades tradicionais. O foco é ampliar a segurança alimentar e nutricional dessas populações.

    Compra e a destinação de sementes

    As novas regras definem como será feita a compra e a destinação de sementes, mudas e materiais propagativos. A aquisição ocorrerá com recursos do PAA, na modalidade Compra com Doação Simultânea. Além disso, o documento padroniza a apresentação das demandas. Em resumo, isso deve tornar mais ágil o processo de seleção e atendimento das solicitações.

    O programa atende indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e assentados da reforma agrária. Portanto, a doação de sementes e mudas amplia a produção nesses territórios e fortalece a biodiversidade local. Ao mesmo tempo, outro objetivo da iniciativa é valorizar espécies nativas e promover a restauração ecológica dos ecossistemas. O incentivo à produção regional contribui com a conservação ambiental e respeita as especificidades de cada território.

    As sementes e mudas serão fornecidas por agricultores familiares, cooperativas e associações. A medida inclui produtores de áreas urbanas e periurbanas.

    A resolução também propõe estratégias coletivas de multiplicação de sementes. Entre as ações previstas estão feiras, redes colaborativas, casas e bancos comunitários de sementes.

    PAA fortalece agricultura familiar e combate à fome

    O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) tem dois eixos principais. O primeiro é promover o acesso à alimentação. O segundo, incentivar a produção da agricultura familiar.

    O PAA compra alimentos de agricultores com DAP ou Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). Com isso, o programa promove a inclusão produtiva e gera trabalho e renda no campo. O programa compra os alimentos e depois faz a doação para pessoas em situação de insegurança alimentar. As doações vão para entidades da rede socioassistencial, cozinhas solidárias, bancos de alimentos, escolas e hospitais públicos e filantrópicos.

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